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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

20
Ago23

Sadismo sexual como tortura

Talis Andrade

 

 
 
 

Em abordagem policial, guardas ordenam sexo oral e tortura como castigo

 

por Beatriz Gomes 

UOL

- - -

A Polícia Civil prendeu cinco dos seis GCMs (guardas-civis municipais) suspeitos de torturar e obrigar seis jovens a fazer sexo oral uns nos outros durante abordagem em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Os suspeitos negam o crime.

O que aconteceu:

A Justiça de São Paulo havia emitido mandados de prisão temporária contra os seis suspeitos que teriam participado da ação, ocorrida em maio. Os agentes estavam foragidos. A informação foi confirmada pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Segundo a polícia, seis jovens estavam "dando grau" (empinando motos) em um parque abandonado do município, quando foram abordados pelos agentes. Uma das vítimas ligou para a mãe enquanto ocorria a ação. A gravação foi analisada por peritos e confirmou a veracidade do áudio.

Os agentes obrigaram os jovens a fazerem sexo oral entre eles, segundo apurou o SBT, além de espancá-los e torturá-los. Os guardas foram reconhecidos através de vídeos postados nas redes sociais em que os profissionais de segurança aparecem rezando fardados. Os jovens estudantes não tinham passagem pela polícia.

 

Tortura e sexo oral

por Herculano Barreto Filho

UOL

- - -

O que aconteceu

Emanuel Formagio, 43, já foi subcomandante da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Itapecerica da Serra. A participação dele no crime foi indicada pelas próprias vítimas, segundo indicam as investigações.

De acordo com o inquérito, os jovens foram agredidos com chutes, socos e pauladas. As vítimas reconheceram Formagio como o agente que teria obrigado um jovem a fazer sexo oral em um dos amigos. "Toda a grotesca cena [foi] acompanhada de perto por outros cinco guardas municipais", cita o inquérito policial que embasou a denúncia do MP.

A sessão de tortura só terminou quando parentes de um dos jovens chegaram ao local. Eles ouviram pelo celular o áudio do momento em que eles foram torturados.

O jovem havia ligado para a família e colocado o celular no bolso sem que os guardas percebessem, segundo as investigações. A família fez vídeo mostrando a mãe ouvindo o celular, enquanto estava dentro de um carro. "Estão batendo no meu menino", reagiu a mãe, com o aparelho no ouvido.

"Vocês vão chupar um ao outro, estão falando", disse uma das parentes do jovem, que também ouvia a ligação. O conteúdo foi anexado ao inquérito policial.

Com mandado de prisão temporária decretado pela Justiça dia 10 de agosto, cinco dos seis guardas se apresentaram à Polícia Civil esta semana. Só Formagio permanece foragido e está sendo procurado pelas autoridades.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Formagio. O advogado Cleisson Martins, que representa dois suspeitos, disse ter conversado com os cinco agentes antes de se entregarem à polícia. Eles negaram que qualquer crime tenha sido cometido na abordagem.

 

Guarda envolvido em ocorrências com morte

 

O GCM foragido já se envolveu em ao menos duas ocorrências com morte, segundo reportagem publicada pelo site Metrópoles. Durante uma folga em outubro de 2019, Formagio e um colega de farda reagiram a uma tentativa de assalto e trocou tiros com criminosos em Itaquaquecetuba (SP).

A então namorada de Formagio e dois vendedores ambulantes morreram ao serem atingidos por tiros em meio ao fogo cruzado. O caso foi arquivado.

Em setembro de 2020, Formagio iniciou uma perseguição em Itapecerica da Serra contra dois suspeitos, também em uma moto. Em meio ao tiroteio, um pedestre foi atingido já na zona sul de São Paulo, mas foi socorrido e teve alta em seguida. Os suspeitos fugiram.

08
Nov22

Bolsonaristas usam tática nazista para intimidar eleitores de Lula no RS

Talis Andrade

 

Jair-Bolsonaro-Nazista.jpg

 
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
E esses criminosos se querem cidadãos de bem. Como eram os nazistas, os fascistas, os franquistas, os salazaristas. Todos fascínoras de família! Mensagens sugerem marcar com estrelas as casas de quem votou em Lula no norte do RS
Image
Ariel Palacios on Twitter: "Estrela amarela: Os nazistas obrigavam os judeus  a usar a estrela de Davi, um dos mais famosos símbolos do judaísmo, como  distintivo para identificar qualquer cidadão que tivesse
A estrela de David – Shema Ysrael
O Distintivo Judaico: Durante a Época Nazista | Enciclopédia do Holocausto

Bolsonaristas de Casca (RS) espalham mensagens para perseguir comerciantes petistas na cidade

por Herculano Barreto Filho

Um grupo de eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou táticas semelhantes às usadas pelo regime nazista para perseguir comerciantes petistas em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul com apenas 9.000 habitantes.

Em Casca (RS), bolsonaristas espalharam mensagens nas redes sociais e em grupos de WhatsApp pedindo que comerciantes locais colocassem adesivos com a estrela vermelha do PT na frente de seus estabelecimentos. A prática é parecida com o nazismo alemão, que obrigou comerciantes judeus a colocar a estrela de Davi em suas lojas na década de 1930.

Uma lista que circula em rede sociais pedia o boicote a 20 comércios identificados como sendo de petistas. No segundo turno, 72,3% dos eleitores (4.557) de Casca votaram em Bolsonaro, contra 27,7% (1.748) de Lula.

O que diz o Ministério Público. Em nota, a Promotoria diz ter recebido a informação de listas de boicote, situação que tem ocorrido em diversas cidades do país. "Estariam circulando em redes sociais com nomes de comerciantes e pessoas que teriam votado no Lula", diz, em um dos trechos do texto. No texto não há menção sobre o pedido de incluir a estrela vermelha.

Por que o episódio se assemelha à tática nazista? No regime nazista na Alemanha, no começo da década de 1930, foram elaboradas listas para boicote de comércios de propriedade de judeus. Os nazistas grafitaram vitrines dessas lojas e espalhavam avisos pelas cidades, pedindo para que a população não comprasse produtos nesses estabelecimentos.

"O boicote aos comércios e a ideia de marcar as pessoas que votaram no PT é a reprodução da linguagem nazista, que é típica do bolsonarismo", diz Michel Gherman, que coordena o núcleo de estudos judaicos do departamento de sociologia da UFRJ (Universidade do Rio de Janeiro).

Embora não veja a relação entre o nazismo e o bolsonarismo como novidade, Gherman entende que há uma escalada nos episódios. "O bolsonarismo é letrado politicamente pelo nazismo. Mas os episódios estão cada vez mais explícitos. Assim como os nazistas isolaram os judeus, os bolsonaristas agora querem isolar os petistas."

Como bolsonaristas espalharam a mensagem? Mensagens atribuídas a bolsonaristas da cidade de Casca foram direcionadas aos próprios eleitores do PT, com uma ameaça em tom irônico: "Atenção petistas, coloquem esse adesivo na porta do seu negócio [mensagem acima da imagem da estrela símbolo do PT]. Mostre que você tem orgulho de quem elegeu."

Comércio fechado e depredação

Mais de 120 comércios fecharam as portas ontem após ameaças enviadas via WhatsApp. A advogada Janaíra Ramos, 54, denunciou casos de assédio eleitoral ao Ministério Público, que também incluem agressões a petistas após o resultado das eleições, na noite de 30 de outubro.

O escritório da defensora amanheceu hoje com o interfone depredado. Às 20h53 de ontem, as câmeras do circuito interno registraram as imagens de um homem danificando o portão do estabelecimento. No vídeo, um indivíduo que aparenta usar um soco inglês, arma branca de ferro com orifícios para encaixar os dedos, desfere quatro golpes no interfone e sai do local caminhando.

Ela está coletando as imagens em uma mídia e irá registrar ocorrência do caso hoje à tarde junto à Polícia Civil pelo crime de dano.

"Bolsonarismo aqui virou uma seita." Em entrevista ao UOL Notícias, ela vê o episódio como uma retaliação às denúncias contra os ataques bolsonaristas após o segundo turno das eleições presidenciais, no dia 30 de outubro.

"As pessoas perderam a racionalidade, e as coisas aqui estão fugindo do controle. Estamos tomando as medidas cabíveis para que as agressões parem."

Ela atribui esses atos de violência ao que vê como uma "minoria extremista", que não aceita o resultado das urnas. "O bolsonarismo aqui virou uma seita. É um grupo minoritário, que está colocando em risco a própria convivência das pessoas em uma cidade pacata por causa de uma incitação ao ódio criminosa", diz.

Primeiro, eles [bolsonaristas] fazem listas para perseguir pessoas e comerciantes. Depois, organizam uma greve no comércio. Agora, começam a depredar o patrimônio. São recados para intimidar as pessoas? Os líderes desses movimentos precisam ser identificados e responsabilizados"Janaíra Ramos, advogada

Outros ataques denunciados em Casca. Um petista que comemorava a vitória de Lula nas urnas teve o carro depredado por bolsonaristas. De acordo com a denúncia, uma mulher parou em frente ao veículo, identificado com bandeiras do PT, e começou a chamá-lo de "bandido e ladrão." Em seguida, outros apoiadores de Bolsonaro atiraram garrafas na direção do veículo, que ficou danificado. O ataque só foi interrompido porque havia policiais militares nas imediações.

Em outro episódio, uma mulher sofreu ferimentos ao ter uma bandeira do PT arrancada da sua mão. Em seguida, relatou, os agressores atearam fogo no material. "Nenhum petista pôde comemorar a vitória de Lula em Casca", relatou a advogada Janaíra Ramos.

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