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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Jan21

Militares, crimes e a tentação autoritária

Talis Andrade

Por Roberto Amaral

O general comandante do exército não gostou do artigo “Na pandemia, exército volta a matar brasileiros”, de Luiz Fernando Viana, (Época. 17.1.2021) e mandou o general chefe do centro de comunicação social do exército responder à revista. O subordinado cumpre à risca o mandato do chefe, e, no melhor (embora canhestro) estilo do velho e expurgado florianismo, ou lembrando os tempos do grotesco marechal Hermes da Fonseca, mais que defender a corporação, supostamente injuriada, desanca o jornalista acusado de blasfêmia e tenta intimidar a revista, ou seja, investe contra a liberdade de imprensa: 

“(...) O Exército Brasileiro exige imediata e explícita retratação dessa publicação, de modo a que a Revista Época afaste qualquer desconfiança de cumplicidade com a conduta repugnante do autor e de haver-se transformado em mero panfleto tendencioso e inconsequente”. 
 
O segundo general, por força do hábito, certamente, se expressa como se estivesse dando ordem a um subordinado. Ora, senhor, não existe "imediata retratação" na democracia: o general comandante que busque na Justiça uma possível reparação, nos termos da lei, como qualquer cidadão pode buscar.
 
Agora, conjecturemos. E se a revista não for acometida de medo e pusilanimidade, que farão os dois generais? Se tal é a pena que pesa como espada de Dâmocles sobre o periódico, que estará reservado ao articulista? Fosse nos idos do Estado Novo, ditadura imposta ao país pelas tropas do ministro da guerra, general Eurico Gaspar Dutra, os militares fechariam a revista e o coronel Filinto Muller prenderia o jornalista nas enxovias do DOPS no Rio de Janeiro. Nos idos da ditadura de 1964, os fardados cassariam os direitos políticos do articulista e o confinariam em Fernando de Noronha, como fizeram com Hélio Fernandes. 
 
Mas que fazer agora, quando o regime ainda é o democrático e constitucional? Ameaçam a livre expressão de pensamento, princípio das democracias ocidentais incorporado à nossa ordem constitucional como direito fundamental desde o primeiro texto republicano. Renunciam ao direito de resposta, que implica a contestação do articulado, e ingressam no campo fácil das ameaças e da intimidação, artifício aliás muito cômodo, embora cediço, para quem pode usar a espada como último argumento.

Em síntese: além de arrogantes, os dois generais atentam contra a Constituição o que constitui crime, pelo qual devem ser representados pelo Ministério Público.

Mas o texto dos generais, ademais de não responder ao artigo indigitado, repito, encerra uma série de imprecisões, ou inverdades, que, de tanto serem repetidas, tomam foros de verdade. Comento algumas delas. Não é certo, por exemplo, que devemos nossa unidade territorial aos militares. A expansão é obra de mamelucos, negros escravizados, índios, e da ação genocida de bandeirantes saídos de São Paulo, mas saídos também da Bahia, de Pernambuco, do Maranhão, do Pará e do Amazonas. Segue-se o povoamento do sertão, obra do povo, a que se reporta Capistrano de Abreu. A integridade territorial, por outro lado, foi obra de nordestinos, na colônia, e de gaúchos na colônia e no império em guerras que consumiram milhares de vidas. No Império foi obra da Regência, confirmada e consolidada na república pela diplomacia do Barão do Rio Branco.
  
É verdade que nossos soldados foram para os campos da Itália, já ao final da guerra (1944), combater as tropas do Eixo, mas é igualmente verdade que fomos à guerra contra a insistente resistência dos generais Eurico Gaspar Dutra, Ministro do Exército, e do todo poderoso general Góes Monteiro, chefe do estado maior da força, como está fartamente documentado. Aliás, na reunião do ministério (27 de janeiro de 1942) que decidiu pela beligerância, a proposta foi apresentada pelo civil Getúlio Vargas, contra o parecer do ministro da Guerra. 
  
De outra parte, há certas e incômodas verdades que os generais não comentam, como a “guerra do Desterro”(1894) e o “ajuste de contas” do sanguinário coronel Moreira César, como não têm uma só palavra sobre o covarde massacre dos beatos de Antônio Conselheiro, para proteger os interesses dos latifundiários da Bahia. Ainda na República, em 1937, lembro o bombardeio do Caldeirão, no Ceará, contra os camponeses do beato Lourenço, evento esquecido à direta e à esquerda. Não sei se a marinha registra com orgulho a Revolta da Chibata, de 1916. 

Estamos falando em fatos recentes, republicanos. Mas não foi diverso o papel do exército no império, sufocando, à custa de muito sangue, as tentativas de independência e republicanismo que caracterizaram, por exemplo a Confederação do Equador (1824), esmagada, como a Revolução Praieira (1849), com a mesma fúria que antes se abatera sobre a Revolução pernambucana de 1817 e que terminou com o fuzilamento do Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, que passou à história como Frei Caneca e hoje é pranteado como santo e herói.

O articulista da Época a ele não se refere, mas a historiografia séria desqualifica qualquer entusiasmo cívico diante de nosso papel na guerra do Paraguai.

Os militares sustentaram, até a exaustão, em nome dos grandes proprietários, dois impérios, cujas bases radicavam no escravismo e na estagnação, uma das raízes do atraso de hoje. Preferiram, sempre, um país tacanho, de analfabetos e mal alimentados, de deserdados da terra, a tocar nos privilégios da classe dominante, sejam os velhos latifundiários do Império, sejam os grandes fazendeiros da primeira república, seja o empresariado rentista, improdutivo, de nossos dias.
 
O progresso é visto como ameaça, pois pode desestabilizar o statu quo do mando secular.

E os militares brasileiros, a quem a nação deve outros serviços, jamais se notabilizaram na defesa da democracia. Na República a golpearam insistentemente desde as ditaduras dos marechais Deodoro da Fonseca (1889-1891) e Floriano Peixoto (1891-1894) até hoje. Vide o golpe de 1937, arquitetado por Góes Monteiro e operado por Eurico Dutra; o golpe de 1954 operado pelas três forças e que teve no general Juarez Távora um de seus comandantes, a tentativa de golpe contra as eleições de 1955 (que teve entre seus líderes o general Canrobert Pereira da Costa e o brigadeiro Eduardo Gomes); a intentona de 1961, encabeçada pelos três ministros militares e o chefe do estado maior do exército, general Cordeiro de Farias; o golpe de 1964, que nos legou 20 anos de ditadura, com seu rol de cassações de direitos políticos, prisões, torturas e assassinatos, muitos levados a cabo em dependências militares, como o assassinato de Mário Alves Alves de Souza Vieira, no quartel da polícia do exército no Rio de Janeiro, e de Stuart Angel, na base aérea do Galeão.

Sempre na defesa da ordem (pleiteada por todos os privilegiados), dos interesses da grande propriedade da terra, da burguesia e do capital internacional, contra a emergência dos interesses populares, travando o processo histórico. 

O fato é este: até hoje não se fizeram as reformas necessárias para transformar a nação em país soberano, como a reforma agrária pedida desde o primeiro império por José Bonifácio. Aliás, por defender “reformas de base” um presidente da República foi deposto e implantada, pelos militares, uma ditadura, pesadelo que ainda nos assombra.

As democracias não falecem por doença congênita. Jovens ou maduras elas são assassinadas, e só há uma arma capaz de atingi-las mortalmente: a espada, seja empunhada por uma sedição, seja por um golpe de Estado. No Brasil e no mundo o golpe de Estado é a forma que as forças dominantes dispõem para chegar ao poder evitando os percalços de eleições. Ele ou é dado diretamente pelas forças armadas, ou é levado a cabo com seu assentimento cúmplice. Mas em qualquer hipótese nenhum golpe de Estado se sustenta sem o poder militar. No Brasil ele foi agente de todos os golpes de Estado levados a cabo com sucesso. E foi ele que abriu caminho para a aventura do capitão insidioso, e hoje lhe dá proteção. 
 
Os militares, portanto, na medida em que sustentam e participam do comando do governo, até mesmo (e com escandalosa inépcia) na administração da saúde (onde pontifica a estultice de um general da ativa), estão solidários com todos os seus erros e crimes, inclusive os de lesa-pátria, como a política externa que nos transforma em aliados subalternos do império do Norte e seus interesses.
  
Dessa obviedade histórica não podem fugir. Resta-nos supor que as forças armadas ainda conservem – porque nem todos os generais estão ocupando sinecuras no governo – capacidade de reflexão e, antes que seja irremediavelmente tarde, revejam o papel que estão cumprindo, contra a história que pretendem representar, contra os interesses do país e de seu povo, contra a vida e a esperança. 
08
Ago19

GENERAIS DA ARGENTINA, CONDENADOS À PRISÃO PERPÉTUA

Talis Andrade

 

por Helio Fernandes

___

São 36, estavam presos, esperando a fixação da pena. Agora, sabem que é para o resto da vida. Ha 2 anos, num espetáculo em praça publica, com multidões aplaudindo, foram expulsos do Exercito. Continuam torturadores, não mais generais desonrando a farda.
 
Serão redistribuídos por 36 penitenciarias, juntos podem tentar alguma chance de libertação.
 
 
De qualquer  maneira, estarão melhores que os 2 mais importante chefes da ditadura de 1976 a 1983, general Videla e almirante Massera (foto).
 
Expulsos das unidades militares, condenados á perpetua, morreram em celas de 4 por 4, isolados, proibidos de receberem visitas. Videla resistiu 12 anos, Macera 9.
 
Final feliz tiveram os generais - torturadores do Brasil. Depois de 21 anos exercendo o Poder cruel e  assassino, em 1979, definiram o próprio destino com a farsa da "Anistia ampla, geral e irrestrita". Morreram em casa, sem qualquer acusação, perseguição, punição.
 
PS- Organizado, preparado, executado pelo general "presidente" Ernesto Geisel.
 
PS2- Os comandantes dos EUA, que financiaram, dirigiram e mantiveram o golpe no Brasil, Argentina e Chile, mais tarde denunciaram o "presidente" Geisel com documento terrível, oficial, publicado e arquivado.
 
PS3- Geisel recomendava "matar os adversários, mas com cautela".
 
PS4- o grande cineasta Costa-Gavras, fez 3 filmes notáveis sobre ditaduras. "O desaparecido", Chile. "Estado de Sitio, Brasil". "Z", denunciando os generais da Grécia. Rever qualquer desses filmes, consagração da Historia, mesmo pelo seu lado tenebroso.
 
13
Jul19

Um ministro “terrivelmente evangélico” a caminho do Supremo Tribunal Federal

Talis Andrade

Presidente Jair Bolsonaro assiste ao culto semanal da ‘bancada da bíblia’ na Câmara e reitera que, embora o Estado brasileiro seja laico, “nós somos cristãos”

michel banca evangelica bolsonaro.jpg

 

 
 
 
“Lucas, versículo 6.36: ‘Senhor, tem misericórdia de nós’”, lê em seu celular o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) ao iniciar um discurso. “Muitos são chamados, poucos os escolhidos. Deus escolheu o mais improvável. Salvou-o de um atentado terrível”, proclama, antes de apresentar seu chefe, o presidente do Brasil: “Aqui está o eleito. Simples, alegre, humilde e sobretudo temente a Deus”. E o ultraconservador Jair Messias Bolsonaro – apresentado com seu nome completo – tomava a palavra nesta quarta-feira em um salão da Câmara dos Deputados durante um culto evangélico. O mandatário era o convidado estelar do serviço semanal realizado na Câmara por deputados e senadores da poderosa bancada evangélica. Nunca foram tantos – somam mais de uma centena, um em cada seis parlamentares - nem tiveram tanta influência na cúpula do poder.

 

Porque, entre aleluias, mãos erguidas e ritmos gospel seguidos com ardor, era um ato extremamente político.

“O Estado é laico, mas nós somos cristãos”, afirmou, como em outras ocasiões. Mas nesta quarta-feira, além disso, anunciou à paróquia que, dos dois juízes que pretende nomear para o Supremo Tribunal Federal, “um deles será terrivelmente evangélico”, pegando emprestado um termo cunhado pela “minha querida Damares”. A ministra Damares Alves é uma pastora e advogada que comanda a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, aquela do “azul para os meninos, rosa para as meninas”. Transcrevi trechos.

ykenga pastor evangelico.jpg

Para o jornalista Helio Fernandes, o pastor Silas Malafaia será o indicado. 

mariano ministro stf mala.jpg

 

11
Jul19

AS DENÚNCIAS DO INTERCEPT SÃO IRREFUTÁVEIS, INVIOLÁVEIS, IRREVOGÁVEIS

Talis Andrade

i intercept.jpg

 

por HELIO FERNANDES

 

A cada publicação do site, Moro fica moral, jurídica e politicamente,

com a única opção: escolhe ser cremado ou enterrado. (Não cito os

Procuradores, são apenas coadjuvantes). A comunidade espera

ansiosamente, gostando ou não gostando o que o site irá publicar. E

eles não falham e não demoram. Eu mesmo, me  assombro e me estarreço

com o tamanho, a exuberância, o volume, a profundidade e os detalhes

impressionantes de cada matéria publicada e não contestada a não ser

de forma capciosa, jogando a culpa em supostos hackers.

 

Meu depoimento irrefutável e insofismável. Tenho 98 anos de vida, 80

de jornalismo. Pelo menos 40 de ligação e convivência com fontes de

informação. Fui sempre considerado um jornalista bem informado. (Em

1963, fui preso e julgado pelo STF. Motivo: publiquei um documento

confidencial e sigiloso, que o general ministro da Guerra enviou para

12 generais. Como ele tinha foro privilegiado, fui para o STF. Ganhei

de 5 a 4, com voto de desempate do presidente, o bravo Ribeiro da

Costa).

 

Nesses 80 anos em que praticamente cresci e vivi em redações, não

conheço nem conheci nada parecido com o que o Intercept e o Glenn

estão publicando. Matérias quilométricas, com autenticidade

Indiscutível, fatos revelados e publicados, nos mínimos detalhes.

 

Não vou me alongar, basta que eu diga o seguinte: o Intercept é a

consagração do jornalismo. E o que o Gleenen tem publicado, é o auge e

o apogeu da independência, da dignidade e da moralidade do jornalismo.

vaza intercept.jpg

 

08
Jul19

HOJE, há 52 ANOS, morria o ex-"presidente" Castelo Branco

Talis Andrade

castelo.jpg

 

por HELIO FERNANDES

---

Este repórter era DESTERRADO para Fernando de Noronha.
Cassado, preso, desterrado, desarmado, escrevi um livro,
proibido pelos generais que tinham medo de um simples repórter.
Pelo menos leiam o prefacio,jamais publicado.

Foi o próprio repórter e autor que classificou o seu
desterro como a " violência do século no Brasil". Desde 1922, nenhum
cidadão era desterrado, a Constituição proibia.Todas as Constituições
de todas as épocas, proibiam o desterro, confinamento ou que
nome possa ter.

E é ainda o próprio autor, no capitulo em que analisa os artigos que
escreveu sobre a morte do "presidente" Castelo, que afirma:"Meus
artigos sobre o "presidente" não foram frios ou passionais. Foram
lúcidos e coerentes . Tendo escrito diariamente quando ele estava no
poder ditatorial, seria covardia ou omissão, não participar do ato
final.

Não pretendia constituir um ajuste de contas com o passado e sim uma
advertência ou alerta para o futuro. O "presidente" Castelo era um
homem publico,portanto sujeito ao julgamento implacável da Historia.E
que melhor que jornalistas para formarem o dossiê que ha de propiciar
ao futuro historiador, o material indispensável para esse julgamento?
Os mortos particulares podem e devem ser julgados no altar de cada
família. Mas os mortos da vida pública, esses não podem se subtrair ao
julgamento publico. Não se pertencem nem á sua família, caíram no
domínio publico.

Quando ingressaram na vida publica, não só admitiram o inicio do
julgamento sobre as suas realizações ou omissões, como implicitamente
aceitaram o resultado desse julgamento. E o julgamento de um homem
público, não começa com a sua morte. È anterior a ela, se inicia no
exato instante em que começa seu dialogo com a opinião publica.

A opinião contraria deste repórter sobre o "governo" Castelo
Branco,evidentemente não é uma sentença irrecorrível. Como também não
são os elogios que recebeu como ditador.

Elogios e restrições formam o acervo da Historia, que formarão seu
julgamento, esse sim, IRRECORRÍVEL.

 

05
Jul19

Moro, TRIPUDIADO pela oposição, defendido TIMIDAMENTE pela situação

Talis Andrade

pelicano moro descuido vaza.jpg

 

por HELIO FERNANDES

As perguntas foram contundentes, acachapantes, irrespondíveis. E ele
respondeu muito pouco, fugiu totalmente, em quase 8 horas.130
deputados estavam inscritos, só 29 fulminaram o ex-magistrado. Apenas
12 do governo ( desgoverno) fingiram estar a favor. Indispensável: Moro
cancelou o depoimento, afirmou ter uma viagem inadiável.

Realmente viajou. Para os EUA, só ficou lá 48 horas, voltou, remarcou
a ida á Câmara (CCJ). Esses fatos estranhos, junto com as incessantes
idas e ligações com os EUA, alimentaram mais do que sussurros de
bastidores. Três constatações inegáveis, irrefutáveis, irrevogáveis.

1- A lava-Jato foi um sucesso estrondoso, enquanto Moro foi apenas
magistrado. Competente e independente.

2-Tudo isso se modificou, quando o magistrado aceitou convite do
candidato Bolsonaro para jantar na sua casa, só os dois. Como em
qualquer encontro é preciso testemunha, levaram um dos filhos do
candidato, o senador. (Este confirmou tudo e o acordo, "ninguém falou
em ir para o Supremo". O acordo era mais amplo e fascinante). Como
vazou, Moro respondeu aleatoriamente:"Continuarei magistrado, não
farei carreira política". Fez. Dizem que Bolsonaro deve a vitoria ao
guro-ideologo, ao "bispo" Malafaia, ás redes sociais. Nada disso. Deve
a Moro, que eliminou o candidato que ganharia dele, o ex-presidente
Lula.

3- Ha mais de 1 ano os advogados de Lula foram á justiça, denunciando
a parcialidade de Moro, pedindo o seu afastamento do processo. O STF
está com Moro na pauta, julgando-o por PARCIALIDADE. Está programado
para 1 de agosto, quando acaba o recesso.

des moro nando_pelicano.jpg

 

PS- Existem fortes possibilidades dele ser CONDENADO.

PS2- Só que no STF, possibilidade, nada a ver com realidade
ou credibilidade.

12
Jun19

O País estremece com o escândalo da Lava Jato

Talis Andrade

ética vaza jato_lane.jpg

 

 

por Helio Fernandes

___

Enquanto o capitão não se decide e não entra em cena, 
vastíssima discussão sobre as consequencias. O pânico
é total, mas a satisfação não é menor. Contradição,
mas realidade. Existem os que vibram com a anulação
dos julgamentos da famosa operação. E os que se
apavoram com a formação de uma sempre incerta CPI.
A parcialidade dos julgamentos da Lava-Jato, foi 
levantada pelos advogados de Lula, ha mais de 1 ano.
E pediram o afastamento dele do julgamento do
ex-presidente. O que foi negado sumariamente.
Os fatos mostram que estavam cobertos de razão.
E Moro deu razão a eles,afirmando, "não tenho
conclusões e sim ILAÇÕES".
(Isso está claro nos RECEIOS manifestados por ele, 
revelados pelo Intercept. Enquanto apuro, analiso
e escrevo, na pauta da Segunda Turma do STF, está
o julgamento das possíveis "perseguições  e
injustiças" praticadas contra o ex-presidente).
Haja o que houver, nada mais será como antes.

Mas o capitão, para se preservar, pode diminuir
a pressão contra Moro. A ultima palavra é dele.
Por algum tempo. O país tem que esperar.

dino vaza jato.jpg

 

O PAÍS ESTREMECE COM O ESCÂNDALO DA LAVA JATO (2)

 

Dallagnol queria ser PGR, encontrou muitas 
resistências. Agora ficará feliz se mantiver
as regalias,os salários e os privilégios.
Depende do capitão.
Moro vem se desgastando desde que mudou para 
Brasília. Seu objetivo obvio, era ser
supostamente presidenciável, logo depois do
capitão. Jogou fora todo o futuro. Ficará feliz
em se manter como ministro até 2002. E depois,
se aposentar pelo tempo em que atuou como juiz.
Depende do capitão.
Bolsonaro chamou Moro para conversar ontem, 
terça. Imaginem onde foi o encontro? Nas
comemorações de uma das batalhas mais importantes
da estranha Guerra do Paraguai. Quando o general
brasileiro, incentivou suas tropas: "O Brasil
espera que cada um cumpra o seu dever".
Bolsonaro não cumpriu o dele, é bem verdade que 
não é general. Moro ficou ao lado dele, de vez
em quando o capitão sussurrava alguma coisa no
seu ouvido.
Depois "inocentou" Moro, está incondicionalmente 
com ele. Tem apoios fortíssimos nos órgãos de
comunicação, que propagam o silencio. E também a
omissão. O escândalo de Moro-Dallagnol ganhou
a repercussão mundial que merecia. Aqui não saiu
nada.
Mas o escândalo está longe de ter acabado. Ou 
sido soterrado. O espanto com o escândalo foi
muito grande. Eliminá-lo não depende do capitão

O JULGAMENTO QUE PODERIA FAVORECER LULA


A Segunda Turma do STF começou a examinar 
ontem, o HC coletivo que talvez beneficiasse
o ex-presidente. O relator, Lewandowski, votou
para que a questão fosse para o plenário. Vai.
Lula não ficou aborrecido ou revoltado, 
não estava muito interessado. Talvez pudesse
ganhar uns dias de liberdade.
Ele e seus advogados têm esperança no próprio
recurso: anulação da condenação. Apresentam
justificativas irrefutáveis. Ha mais de 1 ano
pediram o afastamento de Moro dos julgamentos
de Lula.
Alegação: PARCIALIDADE.
O STJ negou sem sequer debater a questão. Moro 
foi AUTOR na primeira condenação. CÚMPLICE
na segunda, no TRF-4. Denunciei a excrescência
na época.

ÚLTIMA NOTA
O ministro Marco Aurelio Mello prestou grande 
serviço á opinião pública. Comentando a matéria
altamente  jornalística do site "Intercept".
Sobre o então juiz, Sergio Moro.
Textual: "È inconcebível CONVERSA PRIVADA entre 
juiz e MP".
 
 

 

 
11
Jun19

HA MUITOS ANOS QUEREM ROUBAR A PETROBRÁS DO PATRIMÔNIO NACIONAL

Talis Andrade
 

dalcio petroleo shell .jpg

 



por Helio Fernandes
---


É a maior empresa do país, alvo das mais disparadas e
ilegítimas manobras para "conquistar" a sua propriedade.
FHC, que doou uma parte enorme de empresas através da
famigerada Comissão de Desestatização, não teve coragem de
colocá-la na lista.
Mas tentando desmoralizá-la e se explicar com os 
intermediários, fez proposta que não vingou: trocar o S
final por um Z, daria a impressão de ser outra empresa. É
típico da subserviência e do prazer pela ilegalidade, desse
personagem que desgovernou o Brasil, "80 anos em 8", como
escrevi e identifiquei com ele no poder.
Depois veio o famoso plano duplo. Enriquecer as empreiteiras e empobrecer a Petrobras. Com o ato e o fato que foi a 
maior exibição e montagem de corrupção acontecida no Brasil. Conseguiram a parte inicial do objetivo: roubaram quase 100 bilhões da empresa, (confissão oficial da então presidente) mas a Petrobras continuou impávida, altiva e altaneira,
como a maior empresa do país.
Só que agora, surpreendentemente, para os que pretendem 
ganhar fortunas com a empresa, "caiu do céu "maquiavélica
decisão, autenticando a impropriedade. Ou seja, o mais alto tribunal do país,(o STF) autorizou a Petrobras a VENDER AS
SUBSIDIARIAS sem consultar ninguém.
Em matéria de trapaça ninguém havia imaginado isso. Só que 
como eu escrevi assim que o julgamento acabou, é
indispensável a INTERPRETAÇÃO ou TRADUÇÃO do julgado. Vou
"cobrir" o assunto com a maior intensidade. Hoje quero fazer uma denuncia gravíssima.

rafael guerra do petroleo venezuela pre sal.jpg

 

1- A Petrobras está se movimentando para vender as 
subsidiarias.
2- E um grupo poderoso dentro da empresa, quer considerar o pré-sal como pertencendo a uma subsidiaria.
3- É a maior riqueza da Petrobras.
4- Tenho combatido os leilões da empresa, com preços muito 
abaixo do mercado.
5- Durante muitas administrações, tentavam se justificar: "O pré-sal é para sempre, temos que faturar".
6- Será revoltante se o pré-sal evaporar.
7-Merece manifestação pacifica de rua, como foi feito, (duas vezes) em protesto contra a deseducação.

Bolsonaro-Entregando-a- Petrobras.jpg

 

02
Mai19

MORO, DESGASTE E DESPRESTÍGIO TOTAL E IRRECUPERÁVEL

Talis Andrade

Bozo-e-Moro-2.jpg

 

por HELIO FERNANDES

 

O vice eleito, general Mourão, em uma de suas falas atribuladas e logo

comentadas, afirmou, "Moro foi convidado para ministro, ainda durante

a campanha presidencial". Rigorosamente verdadeiro, me fartei de

revelar isso. Acrescentei: "Moro foi fundamental na eleição do capitão,

excluindo Lula da campanha, com a dupla condenação".

 

Não sabendo se o capitão seria eleito, garantiu, "sou magistrado, não

quero fazer carreira política". Com o capitão obtendo o lugar no

Planalto, não resistiu, a tentação era muito grande. 2 ministérios e a

maior proximidade de se transportar também para o Planalto.Depois do

capitão era ele.

 

Mas errou, cedeu e concedeu tanto e tão subservientemente, que será um

milagre se mantiver os cargos, até que surja uma vaga no STF. Chora

por essa vaga, tem que esperar 1 ano e 9 meses. Bolsonaro, que garante

"intimidade com Deus", pede a Ele que abra a vaga antes.

 

Enquanto isso, o projeto anti-corrupção não sai do lugar na Câmara. E

a própria Câmara quer retirar o COAF da alçada do seu ministério. Moro

nem reage ou protesta, pelo menos protege e esconde, criminosos e

cúmplices, que já deveriam estar investigados e punidos.

Acontece que são mais poderosos do que ele.

 

caixa 2 moro duas caras .jpg

 

25
Abr19

MORREU O SEGUNDO ATINGIDO POR UM DOS 80 TIROS DE FUZIS MILITARES

Talis Andrade

bozo 80 tiros.jpg

 

por HELIO FERNANDES

- - -

Os criminosos, (alem do mais, mentirosos e mistificadores) responderão
perante a Justiça Militar. No dia da segunda morte, apareceu na
televisão, fardado, um general de 4 estrelas, Comandante do Exercito
do Sudeste, (não é pouca coisa) comentando a "lamentável fatalidade".
Durante a ditadura de 64, (e em todas as outras) civis respondiam
perante juízes militares.

Junho de 1967. Eu já estava cassado, preso varias vezes, (duas no
DOI-CODI, uma na Policia do Exercito) fui intimado a ir depor na nona
Vara Militar. Fui com Sobral Pinto, ficamos esperando de 1 ás 4. Quase
encerrando o expediente, o major(fardado) que presidia os trabalhos,
chamou Sobral, disse," pode defender seu cliente".

Sobral não hesitou, perguntou: "O senhor é analfabeto? Acima da sua
cabeça, tem uma placa, onde está escrito:nona Vara Militar. O senhor
está vendo o meu cliente fardado?". O major ficou furioso, gritou: "O
senhor está se aproximando da insubordinação". Sobral respondeu:
"O senhor já desrespeitou a lei, quer julgar um civil jornalista".

O major tocou a campainha, apareceu um sargento, recebeu a
ordem: "Recolha o doutor Sobral". Nos círculos militares e policiais,
essa palavra é sinônimo de prisão.Para mim ele falou:" Pode se
retirar, receberá outra intimação, não pode depor sem advogado".

Sai quase correndo, movimentei os círculos mais altos dos jornais, dos
advogados, escritores, OAB, começou uma batida por toda a cidade, para
encontrar o famoso advogado. Quase 2 dias depois, foi localizado numa
antiga delegacia policial, desativada. Perto da Central do Brasil.
Doutor Sobral e um vigia, que não sabia o que estava acontecendo.

PS- MEMORÁVEL.

PS2- E ainda dizem que em 64, não houve golpe ditatorial.

violenciamilitares 80 tiros.jpg

 

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