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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Mar21

Cenário de 5 mil mortes diárias no Brasil é real, alertam especialistas

Talis Andrade

dupla genocida.jpg

 

247 - Especialistas do boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmaram nesta segunda-feira (22) que um cenário com números ainda mais altos de mortes por Covid-19, de 4 mil ou 5 mil óbitos por dia é possível em meio à catástrofe sanitária e humanitária que vive o País. 

Segundo o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, 23 das 27 unidades da federação registram tendência de novos casos, internações e mortes por covid-19 nas últimas semanas. 

“Temos um conjunto muito grande de Estados com tendência de crescimento de casos e hospitalizações. Alguns apresentam estabilidade, mas muito incipiente. É muito preocupante”, afirmou Marcelo Gomes ao jornal Valor

Gomes diz que há grande chance de o país ultrapassar 3 mil óbitos nos próximos dias. Um cenário pior, com 4 ou 5 mil mortes diárias não pode ser descartado. “Nós que trabalhamos com análise epidemiológica vemos que, infelizmente, não é impossível. É uma marca muito alta, mas não dá para descartar”, afirmou. 

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Segundo o médico Walter Cintra, professor da pós-graduação em administração hospitalar da EAESP-FGV, cenas como a do ex-governador de Goiás Helenês Cândido, que morreu na semana passada dentro de uma ambulância após dias de espera por uma UTI, vão se tornar mais frequentes. “Estamos numa situação desesperadora, quando as pessoas começam a morrer por falta de UTI.”

Dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) divulgados neste domingo (21) mostram o pior domingo de toda pandemia, superando os números recordes de 14 de março. Foram registradas 1.290 mortes decorrentes da covid-19 nas últimas 24 horas, com um total de 294.042 óbitos.

No período, foram 47.774 casos oficiais de covid-19, totalizando 11.998.233 acumulados desde o início da pandemia no Brasil. O país fecha a semana, entre 14 e 20 de março, com o maior número de óbitos, 15.661 vítimas em sete dias. A média móvel também é recorde, com 2.259 óbitos decorrentes da doença, valendo o mesmo para as infecções, com 73.552 casos.

 

18
Mar21

Morre Major Olímpio e Bolsonaro questiona lotação de UTIs

Talis Andrade

Senador Major Olímpio morre aos 59 anos, vítima de Covid-19

O Brasil registrou nesta quinta-feira (18/03) 2.724 mortes associadas à covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). É o segundo maior número de mortes em 24 horas desde o começo da pandemia. Por problemas, técnicos, os dados não incluem os números do Rio Grande do Norte. 

Entre os mortos, o senador Major Olimpio (PSL) , de 58 anos. Ele estava internado em São Paulo desde 3 de março.

Sérgio Olímpio Gomes é o terceiro senador a morrer vítima da covid-19.

Antes de Major Olímpio, os senadores Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83, em outubro de 2020, e José Maranhão (MDB-PB), 87, no início de fevereiro.

O ex-governador de Goiás Helenês Cândido, de 86 anos, morreu numa ambulância na madrugada enquanto estava sendo transferido para um hospital em Caldas Novas, ao sul do estado.

Havia três dias que ele aguardava por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva UTI. 

Bolsonaro questiona lotação de UTIs no Brasil: 'Parece que só morre de Covid'

As declarações do presidente ocorrem em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil

por Daniel Fernandes /CNN
 

Em meio ao colapso da rede de saúde nacional, o presidente Jair Bolsonaro questionou o motivo da lotação das UTIs em todo o país durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira (18), e afirmou que “parece que só morre de Covid” no Brasil. 

Ao falar com seus apoiadores, Bolsonaro disse que um tio seu morreu no mês passado e um homem, então, o questionou se a causa era o novo coronavírus. Na sequência, o presidente alega que fez o comentário de propósito.

“Tá vendo, olha só, eu fiz aqui hipotética. Qual é a pergunta dele? Um eu sabia que ia cair... Morreu de Covid. Parece que só morre de Covid. Você pega aí, pode ver, os hospitais tão com 90% da UTI ocupada. O que a gente precisa fazer? (Saber) Quantos são de Covid e quantos são de outras enfermidades”, disse o presidente.

Bolsonaro também disse que nenhum país do mundo está lidando bem com a Covid-19 e que as críticas que ele recebe são de pessoas que querem derrubar o presidente.

“A gente pergunta aí: ‘qual país do mundo tá tratando bem a questão do Covid?’ Todo local tá morrendo gente. Agora aqui virou uma guerra contra o presidente”, afirmou Bolsonaro.

“Acho que um dos raros países do mundo onde querem derrubar o presidente é aqui. Eles não apresentam soluções. Quando eu digo ‘me apresente um país onde está dando certo o combate à Covid’, não tem. Esses caras que querem me derrubar, o que fariam no meu lugar? ‘Comprar vacina’. Onde é que tem vacina para vender?”, complementou.

Capa do jornal Super Notícia 18/03/2021

Capa do jornal Estado de Minas 18/03/2021

Capa do jornal Estadão 18/03/2021

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