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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Mai20

Ameaça à integridade do território brasileiro

Talis Andrade

bova bandeira brasil estados unidos.jpg

bolsonaro e filha 3 maio 2020.jpg

 

 

III - Porque Moro é mais perigoso até do que Bolsonaro

por Carlos Tautz

Córtex Político

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Comparando as relações de classe que sustentam Bolsonaro e Moro, vê-se que o Presidente representa a ascensão de um amplo e difuso consórcio de golpistas de ocasião sem projeto definido misturados aos baixos cleros da política e dos negócios de varejo, apoiados por massas de abobados portadores dos mais abjetos valores morais e religiosos. E, claro, tudo sob o suporte tanto individual quanto coletivo das Forças Armadas tolerantes com as milícias mafiosas vinculadas à família do Presidente.

            No cenário internacional, Bolsonaro não demonstrou até agora qualquer ligação orgânica com governos estrangeiros nem com movimentos internacionais consolidados, como aquele com que o publicista estadunidense Steve Bannon tentou seduzir Trump, Bolsonaro, Le Pen, Salvini et caterva. Nada há de articulação consequente entre essa gente para além de ridículos espasmos verbais de senso comum a respeito de qualquer coisa.

            Mesmo a aproximação atávica do Brasil aos EUA se deve à índole submissa e à bajulação asquerosa de Bolsonaro por Trump. Para se eleger, Bolsonaro apenas surfou na onda internacional da direita e da extrema-direita, em venceu à custa da coleta ilegal de dados online. Tratados com os mais avançados programas de inteligência artificial, a tradução dessas informações em estratégia de intervenção políto-eleitoral foi utilizada na conquista sentimental do eleitorado através de propostas de moralidade tacanha aliadas ao pavor que uma certa classe média global de qualquer proposta minimamente mudancista. (Continua)

 

11
Dez19

Bolsanaro falastrão infla a hashtag #PirralhaOfTheYear

Talis Andrade

 

chacota do dia .jpeg

@lysay237
Hoje é um dia muito especial, entrem no google e pesquisem pessoa do ano, em seguida vocês pesquisem IDIOTA DO ANO. A satisfação fica por minha conta. #PirralhaOfTheYear
@cynaramenezes
 
dá-lhe pirralha! chupa bolsonaro! #PirralhaOfTheYear twitter.com/TIME/status/12
 

persona do dia.jpeg

João Mikhail 
 
#PirralhaOfTheYear Recadinho pro Bozo .... 30 anos mamando no estado sem fazer nada pelo povo !
 
Image
 
@L_goes
Mas quequeisso Brazil. #PirralhaOfTheYear
 
 
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@arnaldocomin
Se alguém ainda não se deu conta da importância da Personalidade do Ano, esse vídeo resume tudo. #PirralhaOfTheYear
Quote Tweet
@Reuters
Brazil's Jair Bolsonaro calls Greta Thunberg a ‘brat,’ becoming the latest in a line of male leaders and celebrities who have lashed out at the young climate activist reut.rs/2rmil29
@JulioFlavio_08
Eu não sou ninguém e não tenho alcance nenhum aqui, mas se você acha o presidente, aquele que enaltece torturador e ditador e quer criar partido que prima por armas e Deus ao mesmo tempo, o pica das galáxias, por criticar uma menina ativista pfvr me explica pq #PirralhaOfTheYear

greta.jpeg

 

 
12
Jun19

GLENN GREENWALD: NÃO HÁ COMO MANTER A CONDENAÇÃO DE LULA

Talis Andrade

 

vaza morofraudelavajato.jpg

 

247 - O jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do The Intercept, responsável pela publicação das conversas vazadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, avalia que a condenação do ex-presidente Lula não pode mais ser mantida diante dos fatos, que revelaram uma parceria entre o Judiciário e o Ministério Público na elaboração da denúncia e no projeto de tirá-lo da disputa presidencial.

Em entrevista ao programa de notícias dos Estados Unidos Democracy Now, concedida nesta quarta-feira 12, Greenwald avalia que "há boas chances que o Supremo Tribunal Federal dirá que a condenação de Lula da Silva foi um subproduto de tantas impropriedades que não podemos deixá-la permanecer. No mínimo ele precisa de um novo julgamento e precisa ser libertado enquanto esse novo julgamento acontece".

Confira alguns trechos, publicados na página do Democracy Now no Facebook, e assista à entrevista ao final da matéria.

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Amy Goodman: Você fez essa série de reportagens, ela está sacudindo o Brasil nesse momento, pedidos para que Moro deixe o superministério da Justiça, pedidos para que Lula ser libertado. Quais são as chances disso acontecer na sua opinião? E por fim, você diz que isso é maior que o conjunto de informações de Snowden, você tem muito mais informações do que aquelas que já publicou, o que você vai fazer com elas?

Glenn Greenwald: Nós estamos trabalhando fervorosamente para publicá-las o mais rápido que pudermos. Obviamente há um intenso desejo de ver mais informações mas temos a responsabilidade, exatamente como fizemos com as informações obtidas via Snowden, de ter certeza de que serão bem publicadas, profissionalmente e acuradamente, porque se fizermos um único erro, ele será usado para sempre contra nós, minando a credibilidade da reportagem. Mas, definitivamente, mais reportagens estão a caminho, muito brevemente. Então, quando você pergunta o que acontecerá com Moro, o que acontecerá com Lula, muito depende da qualidade das reportagens que fazemos e de quanto mais vamos mostrar, porque temos muito mais a mostrar. Mas nós acreditamos, somente com aquilo que nós mostramos, não digo que Sérgio Moro esteja em vias de ser exonerado, porque ele ainda tem o apoio de Bolsonaro, ele ainda é crucial para o governo, mas ele certamente sofreu um severo prejuízo e enfraquecimento com os relatos do fim de semana e nós continuaremos com reportagens que o prejudicarão e enfraquecerão quando revelarmos mais e não estou seguro de que ele possa sobreviver a isso. Mas acho que há boas chances que o Superior Tribunal Federal dirá que a condenação de Lula da Silva foi um subproduto de tantas impropriedades que não podemos deixá-la permanecer. No mínimo ele precisa de um novo julgamento e precisa ser libertado enquanto esse novo julgamento acontece.

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"É incrível a disposição de altas autoridades para mentir sociopaticamente", afirma Glenn Greenwald

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Amy Goodman: A Ordem dos Advogados do Brasil pediu que Moro seja suspenso e que todos os promotores envolvidos no escândalo sejam dispensados. No entanto, como você apontou, Bolsonaro fez dele um tipo de superministro da justiça, reunindo as funções de aplicação da lei, vigilância e investigação, que eram distribuídas entre vários ministérios, todos sob o cargo do superministro da justiça de Moro, fazendo dele, como você apontou, Glenn Greenwald, a segunda pessoa mais poderosa do Brasil agora. Então o que acontece?

Glenn Greenwald: Então, é tão fascinante, Amy, porque a história me lembra muito da história de Snowden de muitas maneiras. Um modo, lembra-se, que a história de Snowden essencialmente começou quando Snowden ouviu James Clapper ir ao Senado e apenas olhar para eles e simplesmente mentir descaradamente, quando lhe perguntaram: "Você está coletando dados de milhões de americanos?" Ele disse: "Não, senhor, não estamos fazendo isso. Não temos tal programa." E foi chocante para Snowden ver alguém naquela posição tão sociopática, e foi isso que, no final das contas, levou Snowden a decidir, com a finalidade, "preciso mostrar a verdade".

Esta é a mesma reação que eu tenho quando ouço o juiz Moro olhar para as câmeras e dizer: "Eu me irrito com a noção de que eu tenho qualquer envolvimento em uma acusação", quando eu li todos esses documentos e conversas de anos que temos - muitos dos quais publicamos e continuaremos a publicar, mostrando que ele fez exatamente o que presunçosamente negava, olhando para a câmera com esse sorriso afetado. É incrível, embora eu ache que não deveria ser, a disposição das pessoas nessas altas posições de autoridade para mentir sociopaticamente sobre o que eles fazem.

vaza eleições.jpg

 

ilustrações: Memes da hashtag #VazaLava

11
Jun19

Para preservar investigações, ONG quer que PGR peça afastamento de Sergio Moro

Talis Andrade

RISCO DE OBSTRUÇÃO

vaza jato moro versus moro.jpg

Meme divulgado pela hashtag #VazaJato


Por Sérgio Rodas

ConJur - Para evitar que, por ser chefe da Polícia Federal, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, obstrua as investigações sobre sua parcialidade na condução dos processos da operação “lava jato”, a ONG Instituto Anjos da Liberdade pediu nesta terça-feira (11/6) que a Procuradoria-Geral da República peça o afastamento do ex-juiz do cargo.

O site The Intercept Brasil divulgou no domingo (9/6) conversas entre Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da “lava jato” no Paraná. As mensagens mostram o então juiz orientando o trabalho dos procuradores e até cobrando a força-tarefa da operação por resultados.

Em representação à PGR assinada pelos advogados Flavia Pinheiro FróesRamiro RebouçasNicole Fabre e Daniel Borgez, o Instituto Anjos da Liberdade afirma que Moro, como ministro da Justiça, é o chefe da Polícia Federal. Dessa maneira, não há “como negar a real e concreta possibilidade de dispor do cargo para criar óbices às apurações que demandarão como necessárias e urgentes”, argumenta a ONG.

Se tentasse atrapalhar as investigações, sustenta o instituto, Moro cometeria o ato de improbidade administrativa contra os princípios do Estado previsto nos incisos I e III do artigo 11 da Lei 8.429/1992. Os dispositivos instituem sanções para quem “praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência” e “revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo”.

O artigo 20 da mesma lei estabelece que o Judiciário pode determinar o afastamento do agente público do cargo quando a medida for necessária para a instrução processual. Com base nele, a entidade pede que a PGR tome as medidas judiciais cabíveis para o afastamento de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Não pode ser objeto de fuga da realidade, de negativas falaciosas o fato de que o Representado tem interesses diretos nos resultados das apurações dos fatos, e que se beneficiaria muito da não efetiva apuração, tendo elementos que indicam indícios suficientes de amizade estreita, de interesses comuns com membros deste Ministério Público Federal que estarão, neste momento com certeza ao menos sob investigação do Conselho Nacional do Ministério Público”, sustenta o instituto.

 

Pilar da democracia

vaza jato moro versus moro.jpg

Meme divulgado na hashtag #VazaJato


A presidente do Instituto Anjos da Liberdade, Flavia Fróes, lembra que, em 2018, a entidade denunciou ao Senado dos EUA e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a quebra de imparcialidade do Judiciário brasileiro no caso do ex-presidente Lula, especialmente quanto à proibição de ele conceder entrevistas.

A advogada lembra que a imparcialidade do juiz é um princípio-chave do Estado Democrático de Direito. “Quando se macula a imparcialidade do julgador pelo indelével estigma da parcialidade, faz-se macular todo o Poder Judiciário e, inexoravelmente, toda a organização política e constitucional do Estado”.

Dessa maneira, o afastamento de Sergio Moro e a preservação das investigações sobre suas ligações com integrantes do MPF é essencial para a garantia da democracia, disse Flávia Fróes. Mas ela ressaltou esperar que uma eventual medida do tipo respeite o contraditório e a ampla defesa do ministro.

Clique aqui para ler a íntegra da petição.

 

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