Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Mar21

Bolsonaro humilhado. Israel força ministro a usar máscara e filho a se distanciar, mesmo querendo usar Brasil para testar spray nasal

Talis Andrade

Image

Bolsonaro foi ao embarque da missão spray nazal. Ninguém usa máscara que o Brasil não é o Paraguai... 

Image

Os negacionistas brasileiros com as devidas máscaras em Israel! 

Vio Mundo - Ao sair do Brasil, eles posaram para foto sem manter distanciamento social e sem máscara.

Mas, ao desembarcar em Israel, os integrantes da comitiva liderada pelo chanceler Ernesto Araújo estavam todos mascarados.Israel força chanceler a usar máscara e Eduardo Bolsonaro a se distanciar,  mesmo querendo usar Brasil para testar spray nasal - Viomundo

Ernesto Araújo e Eduardo Bolsonaro em Israel 

 

Araújo tomou uma chamada do locutor de um evento quando foi convocado a se aproximar de seu congênere israelense para uma foto oficial: teve de colocar máscara.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, a comitiva oficial, da qual fazem parte os deputados Eduardo Bolsonaro e Hélio Lopes, foi tratar de vacinas em reunião com autoridades de Israel.

40% dos israelenses já receberam as duas doses de vacina contra a covid-19.

No Brasil, este número é inferior a 2%.

Em março do ano passado, a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que visitou os Estados Unidos causou a contaminação de cerca de 30 pessoas, algumas das quais estiveram com o presidente Donald Trump na mansão do presidente norte-americano na Flórida.

Os dois líderes negacionistas só foram infectados meses depois, sem consequências de saúde graves.

Agora, o Brasil se tornou o grande território livre para a covid desenvolver suas variantes no planeta.

Israel tem interesse em usar o Brasil para a fase final de testes de um spray nasal utilizado em pacientes graves de covid.

Por causa da variedade genética encontrada entre os brasileiros e da presença maciça do vírus em território nacional, o Brasil é considerado ideal para testar vacinas e outras drogas contra a covid.

Ainda assim, autoridades israelenses demonstraram que não estavam dispostas a correr risco com os visitantes brasileiros.

Image

Image

17
Set20

O espectro da ditadura

Talis Andrade

cordao-da-mentira

 

O antipetismo radical nos conduziu às catacumbas do extinto regime militar

por Paulo Silveira

1.

Em 2013, enquanto Geraldo Alckmin e Fernando Haddad cantavam, em Paris, Trem das onze de Adoniran Barbosa, iniciava-se nas ruas de São Paulo e depois irradiado para o Brasil aquilo que foi, até então, o maior movimento popular em décadas (só menor que o das “Diretas Já” de 1984); centenas de milhares de pessoas expunham reivindicações contraditórias sob o manto de um descontentamento geral, especialmente com o Congresso Nacional. Neste afã de mudança, muito provavelmente encontraríamos germes de uma direita radical e de seu complemento, o antissistema, que mais adiante tomaria a forma de um antipetismo.

No Rio de Janeiro, quase como uma continuação daquele movimento, um pequeno e aguerrido grupo acampou em frente ao apartamento do governador Sérgio Cabral no Leblon. Era o princípio do fim desse governo. Alguns meses depois e faltando ainda oito meses para terminar seu mandato, Cabral renuncia, abrindo espaço para Pezão assumir o governo e em outubro (pasmem) ser eleito para mais um mandato.

Nesta eleição, a de 2014, Bolsonaro foi o deputado federal mais votado do estado do Rio de Janeiro com mais de cem mil votos à frente do segundo colocado. O ovo da serpente começava a sair da casca anunciando sua cria.

Na antevéspera do Natal do ano seguinte (2015), ainda no Leblon, de onde Cabral fora enxotado, desta vez sobrou (quem diria) para Chico Buarque. Na saída de um restaurante onde jantara com alguns amigos, todos septuagenários, foi acossado por um bando de jovens de classe média alta e além. No episódio, tornava-se visível um antipetismo radical e agressivo que depois entraria em simbiose com várias correntes bolsonaristas.

Em abril do ano seguinte a Câmara dos deputados votou o impedimento da presidente Dilma. Nesta sessão, impressionante pela quantidade de besteiras que se produziu, destaca-se o voto de Bolsonaro. Como se talvez não fosse capaz de lembrar o nome completo da pessoa que queria homenagear, seu filho Eduardo manteve-se coladinho ao pai assoprando, sílaba por sílaba o nome do coronel do Exército Brasileiro (para que não esqueçamos sua origem) Carlos Alberto Brilhante Ustra. Reconhecido por tantos como torturador, mas também judicialmente por uma ação declaratória, Ustra foi escolhido a dedo para escancarar uma das facetas mais obscuras do então deputado federal.

No calor da hora, essa declaração de voto foi entendida como uma provocação, tão a gosto do declarante. Mas, retrospectivamente, ela pode ser vista por um ângulo bem diferente. Como se tratava de uma sessão que visava impedir a presidente do PT, esse voto poderia servir de teste para aferir até onde o antipetismo aceitaria chegar: quem sabe até as catacumbas do extinto regime militar. Como a chiadeira que veio a seguir não assustou, Bolsonaro recebeu um passe livre para a campanha eleitoral de 2018. Abria-se politicamente uma fusão entre bolsonarismo e antipetismo, com o deputado largando à frente de qualquer candidato ou partido que escolhesse o antipetismo como bandeira. Mas não só estava na frente como também prometia ir mais longe nessa sua cruzada antipetista.

Na eleição de 2018, como todos sabem, o bolsonarismo/antipetismo atingiu seu apogeu.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral, o voto a bolsonaristas e antipetistas contou-se aos milhões. No Rio de Janeiro, um exemplo que parece ser o mais notável, o candidato a deputado federal mais votado foi Hélio Fernando Barbosa Lopes, subtenente da reserva do exército, que sempre aparece atrás de Bolsonaro, misto de segurança e papagaio de pirata. Em 2004, concorreu ao cargo de vereador em Queimados, sua cidade natal, e obteve 277 votos; voltou a concorrer ao mesmo cargo em 2016, agora em Nova Iguaçu, conseguiu melhorar seu desempenho obtendo 480 votos. Apenas dois anos depois se candidatou a deputado federale com o apoio de Bolsonaro deu um salto extraordinário, obteve 345.234 votos.

Sem dúvida uma bela lavada nas correntes progressistas. Dela fizeram parte também alguns caciques do norte e do nordeste, especialmente do MDB: Romero Jucá, Edison Lobão, Garibaldi Alves Filho, Eunício de Oliveira concorreram ao senado e foram mandados de volta para casa.

2.

Ao sair da primeira audiência em Curitiba, com sua afiada intuição, Lula se deu conta da enrascada em que estava envolvido. Recebido por uma multidão de simpatizantes, declarou enfaticamente que desejaria mesmo “é ser julgado pelo povo” e não por aquele tipo de justiça, no caso representada pela Lava Jato, que acabara de interrogá-lo. “Ser julgado pelo povo”: um enunciado preciso e sintético de uma das dimensões mais sensíveis do populismo. Este faz não apenas economia do sistema de justiça, do poder judiciário, mas, por extensão, refere-se ao conjunto das instituições que constituem os pilares e as salvaguardas do regime democrático, isto é, o que pode ser chamado de Estado democrático de direito. Essa economia das instituições ou, mais enfaticamente, o trabalho em direção a sua supressão, é um dos elementos cruciais para se entender o populismo, uma política populista.

Aquilo que para Lula, naquele momento, era a manifestação de uma intenção que não mirou o gesto, palavras que se dissolveram no ar anunciando um desejo irrealizável, para o governo Bolsonaro é quase um projeto de governo: um populismo em ato, em andamento. Basta passarmos os olhos em sua política para a educação, para os direitos humanos, para sua política externa orientada à crítica tão ideológica quanto fantasmática a um “marxismo cultural”.

Alguns meses atrás, quando ainda estava mais confiante em sua reeleição,Trump disse que se assassinasse alguém ao acaso nas ruas de Nova York não perderia nenhum de seus eleitores. Essa é a aura daqueles que se propõem como mito a seus seguidores. Não importa o que façam, contam com a absoluta fidelidade de seus eleitores. Uma fidelidade que se desloca dos feitos para a própria pessoa do presumível mito.

Bolsonaro tem sido chamado de mito e tem cultivado essa disposição de pelo menos parte de seus eleitores. Há pouco, sua mulher foi chamada de “mita”; neologismo que agride nossos canais auditivos. Prefiro acompanhar o ator inglês Stephen Fry que depois de entrevistar Bolsonaro afirma que “certos mitos contemporâneos não passam de meros ídolos de barro”. E acrescento: com um destino certo, que só uma mente maldosa chamaria de “lixo da história”.

3.

Desde o início de seu governo, e mesmo antes, Bolsonaro esteve sob o manto de seu guru, o ideólogo, Olavo de Carvalho. Aliás, atribuir a este senhor o título de ideólogo beira ao exagero. Num passado, nem tão longe assim, distinguia-se com clareza ideologia de utopia. Hoje, diferentemente, ideologia deve ser pensada também como um sistema que morde o futuro, isto é, que contém em si mesmo um vir-a-ser, um lastro de utopia. A crítica ao dito “marxismo cultural”, carro-chefe desta ideologia, no mínimo, tem a função de aprisionar o pensamento e a ação a uma dimensão destrutiva: muito mais para dinamitar o presente e voltar ao passado do que acenar para o futuro – o futuro, paradoxalmente, como um passado radiante, a despeito do sol não brilhar: a noite da civilização.

O governo Bolsonaro desde logo ataca destrutivamente em algumas frentes principais. Na educação um colombiano, depois substituído por um tal de Weintraub que confessa publicamente que desejaria prender os ministros do Supremo; nos direitos humanos uma senhora Damares que pelo menos sabe perfeitamente distinguir quais devam ser as cores dos uniformes de meninos e meninas e nas relações exteriores Ernesto Araújo cuja função é a de produzir um alinhamento apequenado à política externa do governo Trump e a correspondente ideologização do Itamaraty. E pensar que em governos anteriores tivemos na educação um Paulo Renato e um Fernando Haddad, nos direitos humanos um José Gregori e um Paulo Vanucchi e no Itamaraty, só para citar um nome, Antonio Patriota, lembram? Onde estávamos e para onde fomos levados …

Para afiançar essa debacle são chamados os militares, sobretudo os do Exército; os de alto coturno em cargos palacianos bem próximos ao presidente, os demais povoando ministérios, onde sempre sobra uma “boquinha”. Aos primeiros ainda resta a capacidade estoica para suportar os destemperos do tal ideólogo. Afinal quanto vale um cargo… (lembro de um colega tenente que fazia sua boquinha fazendo a segurança de Paulo Maluf [cria da ditadura militar]; lá pelas tantas destratado pelo prefeito ou governador, e sem pestanejar, e com o pouquinho de equilíbrio que lhe escapara da espuma da cólera que lhe invadira, mandou-lhe às favas, simplesmente às favas: boquinha pelos ares). Mas general é de outro estofo, tem o couro mais curtido.

Os militares no coração do governo ainda exercem outra função, certamente menos nobre: a de ocupar o lugar de espectro da ditadura. Ameaçar com esse espectro se tornou um hábito do clã presidencial. E nenhum general de alto coturno ousou declarar abertamente uma aversão à ditadura e muito menos acompanhou a conhecida palavra de ordem “ditadura nunca mais”. No máximo ouvimos vozes para lá de tímidas, apenas comparáveis à autocrítica do PT, que, de tão esperada, morreu de velha. O que não deverão contar as entrelinhas desse encontro de opostos?

Mas se num malfazejo dia aquele espectro vier tomar corpo, quem poderia garantir que um ex-capitão, quase enxotado do exército, seria mantido no mais alto cargo da república? Eis algo inverossímil que, ainda assim, o clã presidencial cultiva como um pensamento mágico, como uma fantasia sombria e mal guardada.

 

17
Jun20

Hélio Negão publica ‘Tic Tac’ na madrugada e afirma que ‘algo vai acontecer’

Talis Andrade

 

ROBERTO auf Twitter: "Deputado mais bem votado do RJ. Hélio ...

O Brasil está paralisado pela ameaça golpista: o derrube da ordem constitucional legítima (Coup d'État, Putsch ou Staatsstreich). 

Bom repetir que não se dá golpe de estado sem lista de presos políticos, sem tortura, exílio e mortes. 

Porque paira sobre a cabeça de todos os tiranos a espada de Dâmacles.

A última ameaça é da madugrada de hoje. Do golpista Helio Negão, o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro, que deve à Democracia o seu mandato.

"Tic, tac" escreveu o mudo Helio Negão, que quer os votos dos cariocas para ser prefeito.

"Tic, tac", ameaçou, conspirando que estava acordado porque algo iria acontecer.

Helio Lopes
@depheliolopes

03:00 AM
17.06.2020
Tic tac ⏰

4.600 pessoas estão falando sobre isso
Táli Fonseca@talijfonseca

Hélio, não brinque com nossos sentimentos!!!

Ver imagem no Twitter
Helio Lopes
@depheliolopes
 

Vocês acham que eu to acordado a toa? Kkk

A partir de uma notícia do DCM

Image

Meme consagrado nas redes sociais

28
Out19

Fantasmas, rachadinhas, milícias: Queirozgate persegue capitão até nas arábias

Talis Andrade

bolsonaro família sem juízo.jpeg

 

Por Ricardo Kotscho

Balaio do Kotscho 

Por onde passa, em sua vexatória vilegiatura pela Ásia e Oriente Médio, ninguém quer saber de acordos comerciais ou alianças políticas.

Na entrada e saída de suntuosos hotéis, repórteres cercam Bolsonaro nos saguões para falar sobre as últimas do Queiroz, que está dando com a língua nos dentes.

Cada vez mais fora de controle, o capitão não aguenta mais tratar desse assunto, que voltou às manchetes com os áudios do Queirozgate vazados para a Folha e o Globo, desnudando o modus operandi do quarteto presidencial, com contratação de laranjas, rachadinhas, milícias reais ou virtuais, laranjais, o diabo a quatro.

Como não entende o que seus anfitriões falam, e não levou tradutor, carregando a tiracolo apenas Hélio Negão e o pastor Feliciano, Bolsonaro não tem mesmo o que falar à imprensa, além de responder aos esqueletos que deixou no armário ao sair do Brasil.

“Quem falou foi o Queiroz. Não somos casados”, tentou despistar o capitão presidente em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, antes de embarcar para o Catar.

Queiroz mostra nos áudios que está apavorado com o que pode acontecer nos vários crimes em que é _ ou deveria ser _ investigado pelos órgãos de controle.

“O Ministério Público está com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente e não vem ninguém agindo”, desabafou em seu fino linguajar, no mesmo estilo do capitão.

Mas Queiroz está sendo injusto. Uma decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, mandou parar todas as investigações sobre o que Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz fizeram no verão passado.

Ao tentar mudar de assunto, Bolsonaro comentou a eleição do peronista Alberto Fernandéz na Argentina, derrotando Maurício Macri, o aliado dele.

“Argentinos escolheram mal (…) É um afronto (???) à democracia brasileira”, disparou, sobre o apoio do presidente eleito à campanha por Lula Livre.

Seria melhor que ele continuasse falando sobre suas relações com Queiroz, em vez de ofender na mesma frase a língua portuguesa, os eleitores argentinos e o seu presidente, eleito no primeiro turno.

Em outra entrevista a jornalistas, já nem lembro onde, o capitão resolveu fazer uma ameaça à TV Globo, cujo contrato de concessão vence durante o mandato de Bolsonaro:

“Tem empresa que vai renovar contrato brevemente, eu não vou perseguir ninguém. (Mas) para quem estiver devendo, vai ter dificuldade. Então os órgãos de imprensa jogam pesado para ver se me tiram de combate para facilitar sua vida”.

Só queria saber quanto está custando esta viagem de Bolsonaro, passeando pelo mundo com sua alegre comitiva para comer hamburguer e miojo, e quais os resultados práticos para o Brasil.

Na volta, poderia convocar uma entrevista coletiva para prestar contas.

Mas todo mundo só vai querer saber sobre as peripécias do Queiroz…

Quantos dias ainda faltam?

Vida que segue.

queiroz oferece cargos.jpg

 

 

03
Dez18

Os diferentes serviços do negão de Getúlio e Bolsonaro

Talis Andrade

Helio-Negão-e-Bolsonaro.jpg

_gregorio-fortunato-getulio-vargas-sao-borja.jpg

 

Em 26 de novembro de 1930, o presidente Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho. Essa foi uma das primeiras medidas implantadas pelo presidente, que assumiu o governo no dia 3 do mesmo mês. Vargas ficou conhecido com o “pai dos pobres” pelas suas medidas em prol dos trabalhadores.

Escreve Rafael Barifouse, da BBC News Brasil: "Caso seja confirmada a extinção do Ministério do Trabalho no governo de Jair Bolsonaro, conforme anunciou o presidente eleito nesta semana, será a primeira vez em 88 anos que o país não terá uma pasta na área, desde que Getúlio Vargas (1882-1954) a criou após chegar ao poder.

Hoje, esse ministério é responsável por elaborar diretrizes para geração de emprego e renda, além de emitir documentos e fiscalizar as relações trabalhistas no Brasil, investigando denúncias de trabalho escravo e infantil e o cumprimento da legislação por parte das empresas. Mas sua criação teve outro propósito". Leia mais 

Nunca cousa Bolsonaro se parece com Getúlio: a posse de um negro de estimação. Bolsonaro, para provar que não é racista. Getúlio, Gregório Fortunato, o "anjo negro", chefe de sua guarda pessoal.

Historia Renato Vicentini: Gregório "nasceu, assim como Getúlio Vargas, em São Borja, Rio Grande do Sul. Filho de escravos alforriados, trabalhava como peão nas fazendas de gado da região, se aproximando do clã dos Vargas após participar da Revolução Constitucionalista de 1932, foi soldado do 14° Corpo Auxiliar de São Borja (que viria a se tornar a Brigada Militar do Rio Grande do Sul), naquela época comandada por Benjamin Vargas, irmão de Getúlio. Gregório chegou até a divisa de Tenente. No ano de 1938, após Getúlio Vargas sofrer uma tentativa de golpe pelos integralistas, foi formada, pelo mesmo Benjamin, a referida guarda pessoal, por vinte homens “selecionados a dedo”, colocando o “anjo negro” no comando devido à sua alta fidelidade ao clã Vargas."

Reportagem de Julia DIniz Carneiro da BBC publica as primeiras declarações do subtenente do Exército Hélio Fernando Barbosa Lopes, o deputado federal mais votado no Estado Rio de Janeiro. 

Nascido em Mesquita, município da Baixada Fluminense, no Grande Rio, Hélio tem 49 anos e vinha tentando entrar na política há pelo menos quatro. Em 2014, saiu para deputado federal pelo PTN, mas não reuniu as condições necessárias ao registro e teve a candidatura indeferida.

Em 2016, candidatou-se a vereador pelo município de Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, pelo PSC. Na época, apresentou-se como Hélio Negão, como é conhecido, e obteve 480 votos.

Agora, como Hélio Bolsonaro e candidato pelo PSL, viu o número de eleitores saltar para 345.234, surpreendente para um novato na política e um nome pouco conhecido no Rio, ficando à frente do veterano Marcelo Freixo, do PSOL, que obteve 342.491 votos.

Sua campanha foi centrada nas redes sociais e na participação de eventos ao lado da família Bolsonaro - frequentemente postando vídeos e fotos ao lado dos membros de clã, como o retrato sorridente em que come um espetinho de rua enquanto o capitão come um salsichão.

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub