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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Out20

Não é para ter Lava Jato no “Posto Ipiranga”

Talis Andrade

por Fernando Brito 

Desta vez não foi o The Intercept.

Fabio Fabrini, na Folha, mostra que a Força Tarefa da Lava Jato, ao apresentar à Justiça a denuncia de que a Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa, possivelmente intermediava o pagamento de propinas ao tucano paranaense, poupou a empresa GPG. da qual o Ministro Paulo Guedes era sócio, da relação de supostos clientes de consultoria “de fachada”.

Foram R$ 560,8 mil, pagos em 14 de agosto de 2007. “Sete dias depois, Nasser sacou R$ 500 mil da conta da empresa”, conta a Folha.

Embora haja uma rápida citação da GPG, em uma nota de rodapé na denúncia que atinge 18 pessoas, entre eles os responsáveis por outras duas empresas que também ao escritório suspeito, que foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro.

Não houve sequer interesse em ouvir explicações da empresa, que fechou formalmente, mas deixou, no mesmo endereço – na Praia de Botafogo, no Rio – outras empresas que passaram ao nome do filho de Paulo Guedes, Gustavo.

A denúncia foi apresentada em abril do ano passado, quando Guedes já era conhecido, há meses, como o eventual ministro da Economia de Jair Bolsonaro e o principal denunciado, Carlos Felisberto Nasser, que trabalhava na Casa Civil do governo Richa, morreu em dezembro de 2018.

Nos próximos dias, vocês verão que cabia de tudo nos negócios do Posto Ipiranga, mas não coube a Lava Jato.

ipiranga posto.jpg

 

- - -

Nota deste correspondente: Antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2018, Paulo Guedes viajou várias vezes para Curitiba, e negociou com Sergio Moro os cargos de ministro da Justiça e do STF. Foi assim que o intocável Guedes se transformou em corrupto de estimação da Lava Jato. 

22
Ago19

O Posto do Amor: Guedes teve empresa de namoro ‘online’ até entrar no governo

Talis Andrade

sitesdoamor.jpg

 

 

por Fernando Brito

---

Quando Jair Bolsonaro chamou seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de “Posto Ipiranga” certamente não imaginava que, entre todos os serviços oferecidos pelo homem de Chicago e ex-banqueiro estava o de promover namoros online.

Pois Paulo Roberto Nunes Guedes e o irmão caçula, Gustavo Henrique Nunes Guedes foram sócios controladores – entre 2010 e 2018 – da empresa NamoroOnLine Serviços Interativos Ltda, CNPJ 07.506.452/0001-99, dedicada a explorar sites de relacionamento na Internet: o próprio NamoroOnLine , o Comovai, para aliviar a solidão de pessoas maduras (“Nunca é tarde para amar” é a “chamada”do site) e, pasmem, o Romance Cristão, que convida a que o navegante “encontre um amor em Cristo que compartilhe a mesma fé e tem o mesmo objetivo que você: encontrar um divino amor para romance”.

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paulo-guedes-vende estado.jpg

 

“O Romance Cristão foi desenvolvido através de anos de experiência em encontros evangélicos. Aqui pode encontrar o seu divino amor para compartilhar a sua fé em nosso Senhor. Seja na sua própria igreja, na sua cidade ou estado, nosso objetivo é tornar a sua busca por alguém especial mais fácil, respeitando os seus princípios cristãos e sua fé.”

Mais fácil, claro, se o suspirante pagar R$ 37,90 por mês para ser pretendente “premium”, mesmo valor cobrado nos outros sites, que colecionam reclamações de usuários.

Ilegal, não é, mas, digamos, é muito “tchutchuca”…

Paulo e Gustavo eram donos de 78% do capital da empresa (26%, Paulo, e 52%, Gustavo) segundo os registros da Junta Comercial de São Paulo. Só quatro dias antes de sua posse como Ministro da Economia Paulo Guedes transferiu a sua parte para o irmão.

Para quem ficar boquiaberto, disponibilizo abaixo a íntegra da Ficha Cadastral da Jucesp, com o devido código de autenticação, vedando apenas os endereços dos sócios.

Mas isso não é tudo. Nos próximos posts, conto mais coisas interessantes sobre a empresa dos irmãos Guedes, o Posto Ipiranga dos corações solitários.

jucesp1 guedes.png

jucesp2 guedes.png

kit.jpg

 

20
Ago19

Não é para ter Lava Jato no “Posto Ipiranga”

Talis Andrade

paulo guedes rentista_frank.jpg

fachadaguedes.jpg

 

 

por Fernando Brito

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Desta vez não foi o The Intercept.

Fabio Fabrini, na Folha, mostra que a Força Tarefa da Lava Jato, ao apresentar à Justiça a denuncia de que a Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa, possivelmente intermediava o pagamento de propinas ao tucano paranaense, poupou a empresa GPG. da qual o Ministro Paulo Guedes era sócio, da relação de supostos clientes de consultoria “de fachada”.

Foram R$ 560,8 mil, pagos em 14 de agosto de 2007. “Sete dias depois, Nasser sacou R$ 500 mil da conta da empresa”, conta a Folha.

Embora haja uma rápida citação da GPG, em uma nota de rodapé na denúncia que atinge 18 pessoas, entre eles os responsáveis por outras duas empresas que também ao escritório suspeito, que foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro.

Não houve sequer interesse em ouvir explicações da empresa, que fechou formalmente, mas deixou, no mesmo endereço – na Praia de Botafogo, no Rio – outras empresas que passaram ao nome do filho de Paulo Guedes, Gustavo.

A denúncia foi apresentada em abril do ano passado, quando Guedes já era conhecido, há meses, como o eventual ministro da Economia de Jair Bolsonaro e o principal denunciado, Carlos Felisberto Nasser, que trabalhava na Casa Civil do governo Richa, morreu em dezembro de 2018.

Nos próximos dias, vocês verão que cabia de tudo nos negócios do Posto Ipiranga, mas não coube a Lava Jato.

 

 

paulo guedes por neilima.jpg

 

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