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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

27
Jan22

Olavo, o guru de Bolsonaro

Talis Andrade

bolsonaro Olavo _atorres.jpg 

Por que a cloroquina não salvou #OlavoDeCarvalho? Por que ele não se tratou com ivermectina também? #BolsonaroTemRazao, Olavo não estaria vivo se tivesse tomado o kit #COVID?

Sidney Andreato
Google resolveu homenagear o Olavo de Carvalho. Mandem no zap!
 
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Carl Mac
"El comunismo, no es un gran ideal que se pervirtió. Es una perversión que se vendió como un gran ideal", #OlavoDeCarvalho
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Pensando Alto
Negacionismo mata - até negacionista. #OlavoDeCarvalhoImage

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Francisco Bach
I'm gonna miss you, rest in peace Professor! The greatest philosopher of our time! #OlavoDeCarvalho

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10
Jan22

Por que raios Lula precisa de um 'guru' na economia?

Talis Andrade

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por Helena Chagas

Por que raios um sujeito que já governou o Brasil por dois mandatos, e saiu do segundo com mais de 80% de aprovação, elegendo a sucessora, precisa de um "guru" na economia? A lógica indica que essa pessoa - que, além disso tudo, emergiu de 580 dias de cadeia para a liderança nas pesquisas - não precisa de gurus. Ou melhor, quem está mais para guru é  ele mesmo, ao menos mais do que para seguidor.

A pressão de alguns setores, sobretudo da mídia, para que Lula revele logo o nome de seu futuro superministro da Economia - mais provavelmente, da Fazenda - só mostra que estão usando as ferramentas erradas para analisar as eleições de 2022, em tudo diferentes das de 2018, 2024, 2010, 2006 e, sobretudo, 2002, quando Lula se elegeu pela primeira vez.   

Não temos mais no cenário, liderando as pesquisas, um desconhecido que precisa se explicar, ou apresentar cartas para acalmar o mercado e as elites, garantindo que não vai chutar o pau da barraca fiscal e nem dar calote na dívida. Isso ele já mostrou, na prática, que não faz - como não o fez em oito anos de governo, durante os quais o empresariado e o mercado passaram muito bem, obrigado.

Por razões políticas, não interessa a Lula, a nove meses da eleição, dar detalhes - que, ao que parece ainda nem tem - de seu programa de governo. Tem deixado claro que a embocadura será o social, que aposta no papel do investimento público para gerar emprego e crescimento, que vai revogar medidas liberais que, claramente, foram tomadas na hora errada - como o teto de gastos e a reforma trabalhista.

Tem, a seu favor, mudanças de foco que se verificam em outros países, como a Espanha, com sua iniciativa de mudar as regras trabalhistas, e até os Estados Unidos de Joe Biden, com seu inédito investimento de recursos públicos no bem estar da população. Mas daí a achar que Lula vai enveredar pela irresponsabilidade fiscal vai um longo caminho.

É só ouvir o que tem dito o próprio em todas as ocasiões em lembra os ensinamentos da mãe, D. Lindu, que todo mês controlava o orçamento familiar para não deixar ninguém gastar mais do que podia. Lula no governo foi assim e assim será, porque o pragmatismo está em sua essência. 

Não existem dois Lulas nesta eleição - um Dr. Jeckill obediente às regras fiscais e um Mr. Hide radical de esquerda que vai tocar fogo no circo. Trata-se do mesmo sujeito que governou o país de 2003 a 2010, e distribuiu renda e melhorou a vida de milhões de brasileiros ao mesmo tempo em que obtinha superávits e acumulava  alto nível de reservas.

A narrativa montada por setores do mercado e da mídia de que é preciso cautela com o petista e ver, antes de tudo,  "qual Lula" assumirá em 2023 se vencer a eleição, é uma grossa mistificação. Uma tentativa de resgatar fantasmas e medos do passado para tentar tumultuar um novo cenário, quem sabe com o objetivo de ajudar personagens que, esses sim, representam a incerteza total, e não apenas em questões relacionadas à economia, mas à própria democracia.

Quem tem que se explicar, e botar de pé um programa de governo, é, por exemplo, Sergio Moro - que, até agora, muito acenou para as elites conservadoras repetindo clichês como "reformas"e etc, mas que não apresentou uma só proposta coerente com começo, meio e fim.

Charges | Brasil 247

24
Ago20

"Quanta Asneira!": jogo criado por jornalista carioca satiriza Bolsonaro e faz sucesso no exterior

Talis Andrade

bozo e filhos.jpg

Bozo (Bolsonaro) e 01, 02, 03 (filhos de Bolsonaro), ilustrados por Renato Machado

 

por Marcio Rezende/ RFI

"Quanta Asneira!" é um jogo de tabuleiro criado pelo jornalista carioca Luiz André Alzer durante a quarentena, que reúne 240 bobagens pronunciadas por Jair Bolsonaro para, com ironia e diversão, protestar contra o governo brasileiro. Também é um documento jornalístico. Sem muita propaganda, para evitar chamar a atenção dos fanáticos adeptos do presidente brasileiro, o jogo é um best-seller e desperta interesse fora do Brasil.

Há dois meses, silenciosamente e sem publicidade, foi lançado no Rio de Janeiro um jogo satírico que usa o humor como crítica política. "Quanta Asneira!" nasceu pensado para a quarentena, quando Jair Bolsonaro ganhou ainda mais projeção internacional por sua irresponsabilidade na gestão da pandemia.

O jogo reúne 240 bobagens que o presidente do Brasil disse ao longo de sua carreira. É um jogo brasileiro, mas também internacional, porque aborda um líder polêmico, cujas declarações deram a volta ao mundo.

Além de Bolsonaro, estão presentes no jogo seus três filhos, seu guru filósofo Olavo de Carvalho e alguns de seus ministros fanáticos e pouco apresentáveis.

São 48 cartas com perguntas, além de quatro cartas com consequências e 20 cartas com os personagens. No total, são 240 pérolas da política brasileira, muitas delas com repercussão internacional.

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar sua prole, formada por um senador, um deputado e um vereador (04, Renan, o mais novo, não participa desta versão de "Quanta Asneira").

No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions.

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No jogo, Bolsonaro é Bozo, seu apelido no Brasil, baseado no mítico palhaço dos anos 80. Seus filhos são 01, 02 e 03, a típica denominação militar que Bolsonaro usa para chamar seus filhos (senador, deputado e vereador) . Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o guru filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe Bolsominions. © Facebook/Quanta Asneira

Seu mentor, Olavo de Carvalho, é o Guru-Filósofo e seus ministros e secretários são a Equipe do Bolsominions.

Além das frases absurdas, aparecem cartas que confundem e complicam o jogo e também a sociedade brasileira: "fritar o ministro", "tweets apagados" e "panelaços".

O desafio do jogo é acertar ao máximo as perguntas sobre as afirmações mais incríveis e livrar-se do Bolsonaro e dos bolsonaristas, conhecidos como bolsominions.

Criar consciência

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A Equipe Bolsominions (seus ministros e secretários) e o Guru-Filósofo (Olavo de Carvalho)

Nas cartas, há declarações que envolvem episódios de projeção internacional, como os incêndios na Amazônia, os ataques pessoais ao presidente francês Emmanuel Macron, críticas a Angela Merkel, ameaças à Venezuela, desprezo por Greta Thunberg e atritos diplomáticos com Argentina e China.

A ausência de publicidade para o lançamento do jogo é para evitar cair na polarização das redes sociais, campo minado de bolsonaristas. No entanto, o sucesso do jogo já está no boca a boca. Entre os compradores estão aqueles que querem enviar o jogo a um amigo seguidor do Bolsonaro como presente, para tentar conscientizá-lo.

Em três meses, as primeiras 500 cópias estão quase esgotadas e espera-se uma nova impressão. E há encomendas do exterior.

Além de um exercício de memória, o jogo ajuda a não passar em branco algumas atrocidades. Também funciona como arquivo jornalístico de forma lúdica.

Seu autor, Luiz André Alzer, tem 25 anos de carreira como jornalista nas principais redações do Rio de Janeiro. Há três anos, ele deixou o jornalismo para fundar uma editora dedicada ao lançamento de livros de não-ficção.

 

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