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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Jun21

Política de Guedes para a fome: restos de comida

Talis Andrade

 

governo bolsonaro fome miseria morador de rua fave

 

por Fernando Brito

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É inacreditável que o Ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, assuma a doação de restos de comida como política de mitigação da fome no Brasil.

Aquela comida que não foi utilizada, naquele dia, num restaurante, aquilo dá para utilizar para alimentar pessoas fragilizadas, mendigos, desamparados. É muito melhor do que estragar esta comida toda.”

É evidente que, por humanidade, muitos donos de restaurantes organizam alimentação de pessoas com a comida não utilizada – e que não é muita – nos restaurantes, tanto quando é verdade que outros pagam seguranças para evitar a presença de miseráveis que disputam as sobras.

Mas é absolutamente inaceitável que o homem que comanda (w) uma economia que deixa cidadãos de um país sofrendo pela fome sugira que distribuição de restos de comida.

Guedes ainda reclama da “gula” dos brasileiros, que encheriam demais os pratos com comida, enquanto os europeus comeriam pratos minúsculos.

Mas não é só: nesta reunião, com os supermercadistas, o governo sugira que vai “estender” os prazos de validade dos alimentos, para que possam ser vendidos após a data recomendada nas embalagens.

O ministro deve frequentar restaurantes de alta gastronomia, daqueles que servem refeições minúsculas, “artísticas” – em geral vêm decoradas com um raminho de alguma coisa e só ter memória de supermercados chiques, onde tudo é fresquinho e, claro, caríssimo e certamente não há o recurso das promoções que se fazem com aquilo que está chegando perto do limite de validade.

A toda hora a gente vê a nossa elite desumana propor estas barbaridades, como se o povão merecesse ser tratado como porcos, aos quais de devia dar “lavagem”.

Porcos, no Brasil, são outros, a gente que trata os brasileiros com este desprezo.

 

25
Mar19

Os sete pecados capitais da Lava Jato

Talis Andrade

 

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Gula, luxúria, vaidade, avareza, inveja, preguiça e ira. As ações da Lava Jato cometeram todos estes pecados no campo da política e da administração pública

O equilibrista morre quando acha que aprendeu a voar. Os pecadores sucumbem quando se afastam dos princípios que deveriam seguir”, diz o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), em artigo.

Confira a íntegra do texto:

Os sete pecados capitais da Lava Jato

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por Paulo Pimenta

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A fome insaciável de poder, metáfora para a GULA no campo da política, foi o que fez ruir o castelo de areia da República de Curitiba. Ao tentarem se apropriar, para fins evidentemente políticos, de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, empresa pública de caráter estratégico para a economia e a soberania do Brasil, os agentes públicos da operação Lava Jato cruzaram de vez a linha que os impedia de quebrar não apenas leis, mas também padrões morais.

 

As violações recorrentes à legislação brasileira que regula o processo penal e a ação de servidores públicos, especialmente aqueles vinculados ao poder Judiciário, expressam a LUXÚRIA do prazer decorrente do exercício do poder sem limites. A indústria de delações, ocultada nas alcovas da operação e erigida sob mentiras, ilustra muito bem esse desvio.

 

Tal prazer, incensado e alimentado pelos holofotes fornecidos pela mídia e por convescotes dos setores da sociedade civil – que alçaram ao Olimpo os condutores da autoproclamada “maior operação de combate à corrupção do planeta” – revela a mais pura e acabada manifestação da VAIDADE.

 

Não menos nociva à administração da República é a AVAREZA de funcionários públicos que deveriam primar pelo respeito à lei, mas são os primeiros a burlar o teto constitucional para auferir salários que, ao longo dos anos, somam quantias milionárias bancadas pelos impostos dos trabalhadores. Nesse quesito, destaca-se especialmente o procurador Deltan Dallagnol, que usou proventos recebidos ilegalmente para especular com um programa de moradia popular destinado a mitigar o déficit habitacional no País. Em sua “Divina Comédia”, Dante disse que a este tipo de pecador está reservado a Colina de Rocha, no quarto círculo do inferno.

 

O comportamento dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato é exemplar para apontar a INVEJA que esta categoria sempre exibiu com relação às forças policiais, a quem cabe de fato, segundo a Constituição Federal, a competência de realizar investigações de natureza criminal. Ao Ministério Público a Carta Magna atribuiu a importantíssima tarefa de elaborar a acusação. Entretanto, na prática, essa corporação ignora o que prescreve a lei e não apenas também exerce o papel que caberia exclusivamente às polícias, mas ainda julga e condena réus em suas peças, tratadas por parte da imprensa – não por acaso – como sentenças condenatórias em si mesmas.

Ao se omitir de empregar mais energia e procedimentos em relação a vários notórios personagens do campo político sobre os quais foram reveladas robustas provas materiais – e não apenas subjetivas ou acusações extraídas de delações premiadas – do envolvimento com ilícitos, a turma da Lava Jato demonstra a leniência, que não é menos que a PREGUIÇA no âmbito administrativo, consequência direta da seletividade política.

 

Com todos os pecados finalmente expostos aos olhos menos atentos da sociedade brasileira e da comunidade internacional, a reação escolhida por Dallagnol e seus colegas foi o de manifestar a IRA contra as instituições, notadamente o Supremo Tribunal Federal (STF), alvo de uma campanha de difamação que despertou até apelos por um golpe militar.

 

O equilibrista morre quando acha que aprendeu a voar. Os pecadores sucumbem quando se afastam dos princípios que deveriam seguir.

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