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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

28
Ago20

Flordelis: um caso forjado na cultura evangélica predominante

Talis Andrade

 

Flordelis: filhos estão presos por morte de marido

Personagens foram forjados por uma religião que é capaz de projetar visibilidade e poder, mas que se revela desprovida da essência do Deus

 

Nos últimos dias, tomamos conhecimento do resultado do inquérito sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal evangélica, também pastora e cantora gospel, Flordelis (PSD/RJ), acusada da autoria.

Com detalhes sórdidos, amplamente divulgados nas mídias, a narrativa em torno do crime é digna de um folhetim e não é objeto deste texto. O que nos interessa aqui é tomar o caso e sua repercussão como retratos dramáticos do contexto em que se encontram as igrejas evangélicas no Brasil.

flordelis não é flor que se cheire.jpg

 

Sim, Flordelis e o que ela se tornou representam uma parcela significativa do movimento evangélico.

A parlamentar foi forjada, durante os últimos 30 anos, pela ânsia de visibilidade midiática, além de consequentes status de poder financeiro e político.

Foi desse processo, deflagrado pelos “ministérios” gospel nos anos 90, que nasceu o Ministério Flordelis, igreja articulada pela jovem que lhe deu o nome, com a ajuda da mãe, numa casa na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

Era uma entre as milhares de pequenas igrejas, nascidas da cultura pentecostal da autonomia, da informalidade e da capacidade de agregar pessoas.

O nome “Ministério”, historicamente utilizado no contexto das Assembleias de Deus e suas divisões políticas, tornou-se jargão do gospel que prosperou pelas mídias e alcançou as igrejas, justamente nos anos 90.

“Ministério”, termo da Bíblia, vem da palavra latina ministerium, e quer dizer “serviço das coisas divinas – a Deus e ao santuário”. A expressão é aplicada a funções clérigas e leigas. Ministros, portanto, são todos aqueles que servem.

O uso do termo, na cultura gospel, transformou o sentido, passando a ser atribuído a cantores alçados a pessoas com autoridade e igrejas autônomas, criadas por iniciativas geralmente individuais ou familiares.

Com isso, uma parcela significativa destas lideranças introduziu no cenário evangélico, por meio de uma forte estratégia de disseminação – mídia e programas (congressos, palestras, cursos e seminários) –, um novo discurso e um novo papel para elas, cujo eixo central é o denominado avivamento espiritual.

A partir desta lógica predominante na cultura evangélica dos anos 90, significativo número de igrejas centrou atividades na música, que ganhou status de parte central dos cultos. Alguns doss “ministros” alcançaram espaço em mídias, se tornaram celebridades e ganharam status e poder.

Para gozar de ampla aceitação, o conteúdo das canções, que doutrinam e formam os novos cristãos e cristãs, aborda de temas atraentes às expectativas de fiéis, como em todo processo publicitário: obter de Deus conquistas e sucesso na vida, fim do sofrimento, felicidade na família, saúde, guerra contra inimigos.

No discurso, Deus é o Senhor dos Exércitos, General, dominador sentado no trono em uma sala onde poucos têm acesso.

É preciso “fazer por onde” com ações de “determinação”, que passam por “sacrifícios” de oração, jejum e ofertas e cobrar a retribuição de Deus, que deve ser fiel, depois de tudo “depositado aos pés do trono”, para atender às expectativas descritas acima.

Emerge daí o investimento em atividades de assistência social, ênfase nunca tão intensa entre evangélicos quanto nas últimas décadas.

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Diversas igrejas, grupos e celebridades do segmento passam a investir em trabalhos sociais, e, na lógica empresarial da “responsabilidade social”, lançam mão da ação social para conquistar maior número de consumidores/adeptos, ou como marketing pessoal/institucional para construir imagem positiva com o grande público.

É o discurso predominante no contexto evangélico a partir dos anos 90, arrebatador de expectativas dos mais pobres, origem de muitas Flordelis e Andersons, que batalham para sair das dificuldades tantas, e de uma classe média cheia de desejos.

Também toca nas esperanças de mulheres, chamadas nesses círculos de “princesas”, em busca de quem as ame e respeite; de jovens, cansados dos discursos tradicionalistas que nada têm a lhes dizer.

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Este discurso responde ainda aos crentes em um deus bélico e vingativo diante de seus conflitos, com ânsia de “pisar na cabeça do inimigo”, que pode ser identificado como um vizinho, um parente, um grupo religioso, movimentos feministas e LGBTI+ e/ou partido político.

São 30 anos de doutrinação nesta direção, com base quase nula no evangelho (“boas notícias”) pregado por Jesus de Nazaré e do sentido da cruz que ele carregou e onde ele foi pregado, baseado na tolerância, na misericórdia, no despojamento.

Da doutrinação emergem inúmeros casos como o de Flordelis e os tantos outros que vêm à tona, não com tanto estrondo. Alguns são abafados para manter a aparência de “pureza” da religião, como Flordelis teria desejado fazer ao dizer a um dos filhos que não se separaria para não “desagradar a deus”.

É, na verdade, a manutenção da imagem que garante o poder. Isso ocorre com frequência, especialmente no interior das igrejas maiores e mais tradicionais do protestantismo, para garantir a aparência de retidão da instituição.

Flordelis e personagens similares, com maior ou menor status, foram forjadas por uma religião que é capaz de projetar visibilidade e poder, mas que se revela desprovida da essência do Deus sobre quem diz propagar: o amor.

Mas não o amor de mensagens superficiais e fáceis, mas aquele que é que é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não é arrogante, não é desagradável com o outro, não procura os próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento, se incomoda com a prática da injustiça e se alegra com a verdade, que sofre, crê, espera, suporta tudo, e, por isso, o amor jamais acaba! (1ª Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 13).

Jesus, fonte de inspiração para qualquer que se declare cristão, cristã, disse aos seus seguidores antes de ser preso e executado: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13).

Eis aí um questionamento que evangélicos brasileiros deveriam fazer (católicos também, depois do mais recente caso, o do Divino Pai Eterno, que é assunto para outro artigo): pelo que são conhecidos? Pelo que têm sido identificados?

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29
Dez19

Veríssimo: a chance de sermos presos e a repressão aumentam dia a dia

Talis Andrade
02
Out17

Na escola sem partido, evangélicos pedem votos para pastores e cantoras gospel

Talis Andrade

 

 

O rentável Movimento nazi-fascista MBL, partidos da direita, pastores evangélicos da cura gay e cantoras gospel realizam campanhas contra movimentos artísticos em recintos fechados como museus, academias de letras, de artes, teatros, diretórios acadêmicos universitários e diretórios estudantil secundários.

 

São contra o ensino político nas escolas. Pregam escolas sem partidos quando milhares de estabelecimentos de ensino são propriedades de igrejas.

 

Em escolas evangélicas, nas salas de aula, a pregação do voto em pastores.

 

Na rua, para promover golpes, intervenções militares, ou nas novelas da TV Globo que invadem os lares nos horários nobres, usam o sexo, o erotismo como meios de propaganda política.

 

Nas igrejas evangélicas promovem pastores vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores. Usam os cultos religiosos para pedir, descarada e despudoradamente, votos para políticos conservadores, elitistas e golpistas.

 

Nas ruas, com cantores gospel pagos com dinheiro público. Cantores gospel que cobram pra lá de cem mil por apresentações, concorrendo com os cantores bregas, promovem comícios super, super faturados para prefeitos e governadores ladrões.

 

O brega é o gospel profano.

 

 

 

 


Os rentáveis escândalos promovidos pelo MBL com sua participação

 

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Novos moralistas: Frota e a turma do “enquanto era contra a Dilma valia tudo”

 

 

 

 

A LÓGICA DOS CLICKS

 

por Luiz Carlos Azenha

 

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As pessoas que não conhecem como funciona o mercado dos clicks às vezes ficam no escuro sobre o comportamento de quem ganha dinheiro na internet.

 

Hoje uma clicada vale dinheiro. Pago, muitas vezes, pelo Google. Ou, indiretamente, pela audiência que você vende aos patrocinadores.

 

Mesmo os jornalões dependem dos clicks. Por isso, eles acabam se rendendo às redes sociais. Uma imensidão de clicks parte do Facebook, onde as pessoas se abrem como jamais se abririam diante de um psicanalista.

 

Eu conheço editores, jornalistas experimentados, que jamais dariam espaço para as falsas polêmicas das redes sociais, como essa em que um ator pornô se apresenta como campeão da moralidade. Porém, esses editores se rendem à lógica da audiência.

 

Sabe esse inferno de propaganda nas páginas da internet? É tudo para chamar clicks. Com a queda das verbas publicitárias e a competição violentíssima pelo seu interesse, quem se rendeu a esta lógica precisa escandalizar.

 

E toma não notícia, manchete distorcida, chamada que não tem nada por trás dela e, principalmente, escândalo.

 

Você, caro leitor, muitas vezes se engaja nestas polêmicas de corpo e alma. É bom que saiba que alguém está ganhando dinheiro com a sua indignação.

 

O capitalismo conseguiu monetizar a sua opinião!

 

Os meninos do MBL podem ser tudo, menos bobos. Eles têm diante de si um mercado gigante, de gente que está chegando agora ao jogo político, nunca teve sua opinião respeitada e quer interferir.

 

O povão não tem internet. 70 milhões de brasileiros desconectados! Mas você tem uma classe média despolitizada, que o lulismo promoveu, que está emergindo com todas as suas limitações culturais e de informação. E tem a classe média tradicionalmente conservadora, essa que agora esconde que promoveu Aécio como encarnação da moral e dos bons costumes.

 

Por isso o MBL atiça essa gente com falsos espasmos de indignação: rende muitos clicks e muitas vendas para a empresa dos estelionatários que devem R$ 20 mi na praça.

 

É uma milícia virtual atrás de bons negócios, em véspera de ano eleitoral!

 

Foi por isso que escrevi:

 

— Vamos proteger essa menina de um “pedófilo”?
— Vamos.
— Joga o vídeo dela na rede!

 

PS: As pessoas relutam em contar isso para você porque ninguém quer entregar o “segredo” do meio, né? (Transcrito do Vio Mundo

 

 

 

22
Set17

Da obrigatoriedade de tocar gospel e a morte da música e danças brasileiras

Talis Andrade

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Franklin Lima, pastor desde os 15 anos, direitista, conservador e golpista 

 

O deputado federal pastor Franklin Lima (PP-MG) quer, criminosa e traiçoeiramente, obrigar as rádios públicas a executarem, diariamente, música de sua seita religiosa. O Projeto de Lei 8429/2017 propõe ainda multas diárias para a emissora, em caso de não cumprimento, e a suspensão da concessão por até 30 dias, no caso de reincidência.

 

O pastor deputado representa os interesses da bilionária indústria de música religiosa.

 

Panorama Show publicou em 2015: O mercado de produtos e serviços para o segmento religioso está entre os que mais crescem no Brasil. Existem 179 mil organizações religiosas no País. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, esse número apresentou crescimento de 5,28% entre 2013 e 2014. Somente em 2013 foram abertas 12 igrejas por dia, uma a cada duas horas - ou seja, 4.400 ao longo do ano. No universo evangélico é gerado cerca de R$ 15 bilhões de faturamento por ano, em diversas áreas. De acordo com a organização Servindo aos Pastores e Líderes (Sepal), em 2020 os evangélicos poderão ser mais da metade da população brasileira. Com investimento maciço em comunicação, o segmento também é o principal responsável pela sobrevida da indústria fonográfica. A venda de CDs e DVDs de música cristã é da ordem de R$ 500 milhões anuais.

 

A origem do gospel está nos cantos de trabalho dos escravos nos Estados Unidos. Uma música de negros cantada no Brasil por brancos. In Wikipédia: Ainda que o termo, "Música Gospel", possa abranger um campo da Música muito vasto, seus estilos, embora com nomes variados, possuem todos uma mesma essência e raiz — a música cristã negra nos Estados Unidos da América. Talvez um dos velhos estilos da música negra que realmente se aproximou do Gospel foi o Negro Spirituals (em português, as canções harmoniosas dos "Espirituais dos Negros").

 

A música que fluiu da igreja Afro-americana inspirou uma cornucópia de corais modernos, artistas do mercado Rhythm & Blues, e o atual Gospel contemporâneo (Música Cristã Contemporânea), além de outros estilos musicais do gênero.


Alimentado pela gigantesca indústria multi-bilionária de gravação musical nos Estados Unidos, o "pequeno infante" da música Gospel pulou do seu berço humilde e cristão e atravessou as muralhas da igreja para um mercado bem diferente do mundo atual. E, o Gospel continua a crescer. De acordo com a revista Norte-americana, Gospel Today, dentre 2003 e 2008, sete gravadoras criaram divisões especiais somente para lidar com artistas Gospel; as estatísticas da mesma publicação indicaram que os selos independentes cresceram 50%, e o rendimento das vendas só de música Gospel chegou a triplicar nas últimas décadas, de US$180 milhões de dólares em 1980 a US$500 milhões em 1990.

 

No Brasil, os principais cantores e bandas cobram, para realizar um show com duração de 1h30m em um evento religioso, mais de cem mil reias. Fora do templo esse preço, em um comício político ou show patrocinado por prefeitos ladrões, o cachê pode aumentar dez vezes mais, e mais ainda com esquentadas notas frias. Para não escandalizar os fiéis, veja os preços cotados por baixo, por baixo. É de fazer corar fadre de pedra: Quanto mais linda a cantora, mais cara. Fica mais do que escancarado de que não cantam por amor a Deus.  

 

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Por ter sido consagrado pastor evangélico aos 14 anos de idade, Flanklin Lima era chamado por Edir Macedo de Joao XII, o mais jovem papa do catolicismo, eleito quando tinha 18 anos. Flanklin Iniciou seu chamado pastoral na Igreja Universal do Reino de Deus de Edir Macedo. Hoje é pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, presidida pelo apostolo Valdemiro Santiago. Na política, direitista e golpista votou no impeachment de Dilma Rousseff (veja vídeo), faz parte do PP, Partido Progressista, liderado por Paulo Maluf, e o deputado federal Jair Bolsonaro, que esteve no partido desde a criação, e é apoiado pelas classes militar e conservadora, e pela bancada cristã, atualmente presente no PSC juntamente de seus três filhos, também membros do legislativo.

 

Não é de graça, nem pela graça de Deus, que Franklin Lima defende a Isenção de IPTU para Templos. Os evangélicos - a exceção não salva a maioria - possui um rendoso negócio de objetos religiosos.  Que vende de tudo, menos imagens, por considerar idolatria.

 

Os templos das seitas funcionam como tendas de milagres e feiras imobiliárias de terrenos no céu. O que representa um verdadeiro conto de vigário. Entre as mercadorias e ritos: água do Rio Jordão, perfume do suor de Jesus na via-crúcis, beijo em pé de pastora, livros religiosos e música golpel importada dos Estados Unidos, cantada em inglês ou traduzida para o português.

 

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Uma curiosidade desses mercadores do templo. Condenam o latim nos cultos religiosos, mas defendem o inglês como língua sacra, principalmente como texto da Bíblia.

 

Toda a palhaçada de obrigar o toque de músicas religiosas faz parte da campanha antecipada das eleições do próximo ano, com pastores candidatos a deputado estadual, governador, deputado federal e senador. No Rio de Janeiro, o prefeito bispo Marcelo Crivella já lançou a candidatura do bispo Edir Macedo a presidente do Brasil.

 

Mas o interesse principal está na indústria de espetáculos. 

 

No projeto, o parlamentar argumenta que o artigo 221 da Constituição Federal estabelece que a programação das emissoras de rádio e televisão do país devem "visar a promoção da cultura nacional e regional e estimular a produção independente que objetive sua divulgação" (inciso II), além do "respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família" (inciso IV).

 

"Atualmente, as rádios públicas ignoram as músicas religiosas, passando somente as músicas mais populares em suas programações, deixando assim de contemplar aquelas pessoas religiosas, as quais não se sentem bem ouvindo outros tipos de músicas", defende o parlamentar, na proposição do projeto. Ainda segundo ele, as atuais programações radiofônicas deixam "as pessoas religiosas sem motivação ou sem jeito" para acompanhar sua grade.

 

O projeto de lei, no entanto, não estabelece definições claras para o que poderia ser enquadrado como "música religiosa". No texto da PL, música religiosa é aquela interpretada por artista brasileiro para fins religiosos", cabendo ao Poder Executivo fiscalizar o cumprimento da lei, se aprovada. Atualmente o projeto segue em tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados.

 

O projeto visa também evitar o pagamento de jabá.

 

O chamado jabá é uma prática adotada “às escuras” por diversas emissoras de rádio do país. Funciona basicamente assim: a emissora pede uma quantidade em dinheiro e em troca veicula a música do artista. Normalmente ela pega parte da verba paga pelo artista e transforma em promoção para o ouvinte, a fim de lançar a música e, consequentemente, encher os bolsos da empresa.

 

Apesar de sua relevância, o assunto é tão delicado que as pessoas não se pronunciam em relação a ele. 

 

Sabe por que libera apenas as músicas religiosas? É que as emissoras evangélicas cobram jabá. Leia uma denúncia aqui 

 

A Constituição Federal estabelece que o Brasil se configura como Estado laico e determina, em seu artigo 19, I, que é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público."

 

O gospel constitui uma versão da música brega profana. A lei deve existir, sim, para defender a cultura brasileira, evitar sua planejada degeneração no país que promove festivais de jazz, e o Rock in Rio na ex-Cidade Maravilhosa, e ex-Capital do Samba. 

 

O jabá para promover o frevo (pasmem!) no carnaval custava 300 reais por uma única exibição.

 

Que as rádios públicas sejam obrigadas a tocar a verdadeira música brasileira, notadamente do nosso folklore e a música tocada nas danças: o reisado, o maracatu, pau-da-bandeira, maneiro-pau, caninha verde, bumba meu boi, frevo, fandango, carimbó, samba, capoeira, coco, maxixe, xaxado, caboclinho, pastoril, afoxé, maculelê, baião, ciranda, xote, jongo, catira, lundu e outras que os jovens de hoje desconhecem.

 

Existem programas patrocinados por governos estrangeiros para destruir a cultura brasileira, inclusive existe denúncia que envolve o presidente Fernando Henrique, isso em março de 1964, como agente da CIA. Desde o Império Romano, o arrasamento da cultura nativa e a introdução de uma nova cultura antecediam a invasão das legiões dos césares. Vide como exemplo a destruição das grandes bibliotecas da história da humanidade.    

 

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