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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

06
Jun21

Os crimes de guerra e a Lei Wilson Lima

Talis Andrade

 

por José Ribamar Bessa Freire /Taqui Pra Ti

- - -

Ao presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira

Saudações!

Escrevo essa carta, mas não repare os senões, como canta Waldick Soriano. Essa abertura vai também em ‘latinorum’ para ser entendida pelos assessores jurídicos do Congresso Nacional: Salutationes, ad te epistulam scribo, sed maculam non observat, aequare Waldickus Sorianus cantat.

O objetivo dessa missiva é sugerir medidas para pôr fim à indústria do pixulé e acabar com um determinado tipo de corrupção no Brasil. Assim como temos a Lei Maria da Penha, a Lei Aldir Blanc, a Lei Rouanet, proponho que seja colocado em votação um projeto de lei (PL) que, se aprovado, ficará conhecido como Lei Wilson Lima (LWL), em homenagem ao ainda governador do Amazonas. Antes, porém, apresento a justificativa com base numa analogia com as atividades bélicas. 

Toda guerra é sempre uma manifestação de barbárie, de bestialidade humana, de incapacidade para resolver conflitos de forma civilizada. É a negação da civilização, “a coisa mais desprezível que existe”, segundo Einstein. Trata-se de uma “matança legal” cometida por estados nacionais com seus exércitos. Mas até mesmo qualquer guerra, que permite o que em tempo de paz é considerado um crime, prevê punição para atrocidades classificadas pelo direito internacional como “crimes de guerra”. Eles constam na lista aprovada em 1949 pela Convenção de Genebra: estuprar mulheres, torturar prisioneiros, usar gás venenoso, entre outros.

Crime consentido

 

Ocorre o mesmo com a corrupção que, junto com a política negacionista da vacina, é responsável por grande parte de quase meio milhão de mortos, e deve ser encarada como a guerra. Por isso, a Lei Wilson Lima (LWL) diferencia a “corrupção consentida” da “corrupção hedionda”.  A primeira equivale a matar soldados inimigos no campo de batalha. A segunda equivale ao “crime hediondo” de estupro ou de tortura.

Tal distinção se faz necessária, considerando a incapacidade do Poder Judiciário de coibir certos delitos previstos pela atual legislação, para os quais faz vista grossa, arquiva processos e deixa impunes os seus autores, o que desmoraliza os nossos tribunais. Trata-se, portanto, de descriminalizar certo tipo de corrupção, classificando-a como uma prática legítima e legal, que deve obedecer algumas normas estabelecidas pela Lei Wilson Lima.

Da mesma forma que em tempo de guerra é permitido matar, em tempo de corrupção, como o que vivemos, devem ser permitidos certos roubos, como a Rachadinha, que deixa de ser tipificada como crime e passa a ser consentida. Seus autores, que tanto lutaram pela impunidade, podem agora limpar a ficha.

O senador Flávio Rachadinha Bolsonaro, a Wal do Açai, candidata derrotada a vereadora em Angra dos Reis, e Fabricio Queiroz, já lançado candidato a deputado federal nas eleições do próximo ano, se dedicarão a atividades políticas sem necessidade de explicar a mixaria do depósito de R$ 89.000,00 na conta de Michelle Bolsonaro. Dessa forma, eles podem até nos dar lições de moral e bons costumes, com alto grau de conhecimento.

Senhor presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira, se aprovada a Lei Wilson Lima, muitos integrantes da base do governo não se mexerão ao ouvirem o general Heleno dizer: “Se gritar pega ladrão, não fica um do Centrão”. Embora o Centrão, liderado pelo senhor, tenha se especializado em assaltar os cofres públicos, não se trata de “crime de guerra” porque o dinheiro desviado não estava destinado à merenda escolar ou aos hospitais, o que configuraria um “crime hediondo” que, esse sim, deve ser punido, ainda mais em plena pandemia.

E aqui entra o ponto central da Lei Wilson Lima sacramentada pela Convenção de Itaituba. A Operação Sangria da Polícia Federal que investiga desvios de verbas da saúde do Amazonas, detectou compra superfaturada de respiradores em loja de vinhos com dispensa de licitação, além de mutretagem na construção do hospital de Campanha Nilton Lins, em Manaus, que devia ser usado para o combate à Covid-19. Isso quando amazonenses morriam sufocados por falta de oxigênio.

 

Crime hediondo

O ministro Francisco Falcão do Superior Tribunal de Justiça, na Cautelar Inominada Criminal nº 60 – seja lá o que isso signifique – decidiu decretar a prisão temporária, a expedição de mandados de busca e apreensão, bem como o deferimento de medida de afastamento de sigilo bancário, fiscal e telemático dos investigados. Ele diz que “são gravíssimos os delitos apurados neste inquérito, dentre eles, fraude e direcionamento de certames licitatórios, desvios de recursos públicos, lavagem de dinheiro em contexto de associação criminosa, perpetrados de forma sistêmica no âmbito do governo do Estado do Amazonas”.

As provas apontam o governador Wilson Lima como comandante do esquema de dispensa de licitação montado com data retroativa. Nascido em Santarém, locutor de rádio em Itaituba, repórter da TV Tapajós e jornalista em Manaus, antes de ser governador pelo Partido Social Cristão (PSC vixe vixe), esse aliado negacionista e cloroquinista de Jair Bolsonaro, foi entregue pelo Centrão às feras com o objetivo de desviar o foco da CPI do Palácio do Planalto para a periferia.Bolsonaro terá o apoio dos dois candidatos a governador no Amazonas,  isolando Haddad | Blog do Hiel Levy

Partido do Wilson Lima oficializou o... - No Amazonas é assim | Facebook

Agora, só resta a Wilson Lima, acusado de crime hediondo, usar os argumentos da mãe de Geddel Vieira Lima, quando a polícia encontrou malas e malas de dinheiro em seu apartamento:

– Meu filho não é bandido, ele é doente.

Assim, os corruptos que cometerem crime hediondo talvez escapem da Unidade Prisional de Puraquequara, alegando terem contraído a cleptomania epidêmica que se alastra pelo país.

A Lei Wilson Lima pode livrar os genocidas da cadeia, da mesma forma que a política anticiência, convencida da importância da liberdade, deu plena autonomia para o covid-19 circular pelo país. É simples assim: um manda e outros obedecem.

 

 
26
Out19

A bomba da Veja: "disse ter ouvido..."

Talis Andrade

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por Rogério Correia 

Capa da revista Veja traz reportagem requentando o tal “caso Celso Daniel”. Põe a tarja “exclusivo” para um texto que pode ser assim resumido: 

1) “Valério DISSE TER OUVIDO de um empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato” 

 Adiante, Veja condiciona: 

 2) “SE Marcos Valério estiver dizendo a verdade..”  Por fim, um adendo da própria revista: 

 3) “O novo depoimento, EMBORA NÃO TRAGA NENHUMA PROVA CONCRETA (...)” 

 O que deve ter ocorrido: prestes a fechar a revista e diante da possibilidade mais concreta de Lula livre proximamente, os editores de Veja tentam trazer mais uma denúncia do ex-ministro Palocci. Aí lembram a eles que Palocci já deu e não passa qualquer credibilidade. “Vamos ressuscitar o caso Celso Daniel então”. 

Pode apostar: não demorará e alguém ainda publicará que Lula mandou a Shell derrubar óleo no litoral do Nordeste... E não duvide que algum bolsominion vai babar com isso nos whatsapps da vida...  

Continuamos aqui a esperar uma continha bancária do Lula no exterior; um documento assinado por ele comprovando corrupção; um apartamentozinho (bunker) em que ele guardava dinheiro; uma gravaçãozinha em áudio ou vídeo em que o ex-presidente confesse crimes.   

Até agora, nada disso foi apresentado. Vamos lá, Veja, Globo, IstoÉ, Estadão, vamos lá Dallagnol e Sergio Moro: acharam coisa ruim de tanta gente (Aécio, Cunha, Temer, Gedel, Serra...), por que após tanto tempo não acham nada concreto do Lula?

TAL PAI, TAL FILHO

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10
Jun18

Moro inocentou Youssef preso como traficante de drogas

Talis Andrade

O crime compensa:

Delação premiada lava, bem lavado, dinheiro sujo

 

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 Youssef bancou o tráfico de drogas de Rene Luiz Pereira

 

Na boceta de Pandora da Lava Jato, o segredo do bem querer: se Moro um juiz predileto dos doleiros, ou se os doleiros são criminosos de estimação da "corriola de Curitiba", conforme classificação de Tacla Durán, que denunciou a cobrança de 5 milhões de dólares de proteção, por uma delação mais do que premiada. 

 

Alberto Youssef (“Sou apenas um ex-cambista, nunca lavei dinheiro”, assegurou meses antes de confessar seus crimes para o juiz). Youssef é antes de tudo um reincidente. “É um delinquente profissional [...] Teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou”, argumentou o juiz Sérgio Moro há dois meses (outubro de 2014) ao manter a condenação de [apenas] quatro anos e meio de prisão pelo ‘caso Banestado’ (inicialmente suspensa por conta de sua colaboração).

 

 "Calcula-se que Alberto Youssef chegou a movimentar 2,08 bilhões de reais no ‘caso Banestado". 

 

"Dois meses atrás Youssef voltou assim mesmo a se converter em delator da polícia, transformando o ‘caso Petrobras’ em um barril de pólvora que afeta em cheio o ‘establishment’ empresarial, político e financeiro brasileiro", acrescenta o jornalista Pedro Cifuentes (em 8 dez 2014), em reportagem publicada no jornal espanhol El País: "Alberto Youssef: o doleiro que arrastou todos em sua queda". Que tem como sub-título a frase de Moro: "Ele teve sua grande oportunidade para abandonar o mundo do crime, mas a desperdiçou".

 

Para essa segunda prisão de Youssef são tortos os caminhos da Justiça. Porque Youssef foi novamente preso pela sua ligação com outros dois doleiros condenados por tráfico de drogas, e Youssef, espetacularmente inocentado. 

 

O juiz Sergio Moro considerou que não havia provas que mostrassem a participação de Youssef de "forma revelante" para o tráfico. "O escritório de lavagem de dinheiro de Youssef teria sido usado apenas como entreposto" de US$ 36 mil dólares, escreveu o juiz Moro na sentença.

 

Entreposto do bandido Rene Luiz Pereira que levou à prisão de Carlos Habid Chater que levou à prisão de Youssef. A esperteza ilusionista de citar US$ 36 mil dólares como pagamento de duas cargas de cocaína apreendidas:  No município de Araraqura, SP, 698 quilos de cocaína; no porto de Santos, SP (operação Pollino), 1,3 toneladas de cocaína. 

 

Rene Luiz Pereira traficante alvo de várias operações da Polícia Federal e de outros países, e Habid Chater também preso pelo tráfico de diamantes.

 

A droga a PF incinera, os diamantes talvez o mesmo destino das duas malas de dinheiro do Geddel.

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Youssef, condenado do BanEstado, foi preso na Lava Jato pela sociedade com Carlos Habid Chater, também preso e solto várias vezes pelos tráficos de moedas, drogas e diamantes

 

Escreve Cifuentes: “Todo mundo conhece Alberto Youssef em Londrina. Pode ser que não saibam quem é o prefeito, mas sabem quem ele é'. O policial que fez esse comentário em Curitiba é imediatamente respaldado pelo taxista que leva o correspondente no aeroporto de Londrina. 'Aqui sabemos tudo de Youssef', afirma divertido Roberto. Sua irmã era seu braço direito até morrer', diz. 

 

'Sempre se dedicou ao contrabando', afirma taxativamente um agente da polícia: fundamentalmente bens eletrônicos, mas também drogas e joias ilegais. Mais tarde, dedicou-se “a transportar dinheiro, que é ainda mais lucrativo”. Braço direito do poderoso ex-deputado de Londrina José Janene (PP), acusado no ‘caso Mensalão’, a morte deste em 2010 o alçou para o topo de uma gigantesca trama de desvio e lavagem de dinheiro ilegal. Após alguns anos de experiência em operações menores à frente de sua agência de câmbio, a morte de Janene transformou Youssef em um ‘lobista’ total.

 

A Lava Jato foi criada, precisamente, para investigar os bilionários tráficos de drogas e de diamantes. Tive a oportunidade de documentar que as investigações foram deixadas de lado, e os traficantes soltos. Vide links. 

 

Reportagem de Gil Alessi, no El País (março deste ano), informa: "Delatores da Lava Jato: penas menores do que o previsto e patrimônio mantido.


Executivos e doleiros que colaboram com a Justiça firmam acordos para manter patrimônio obtido de forma ilícita. 

Enquanto presos comuns se amontoam em cubículos, empresários, diretores e doleiros que firmaram acordos de colaboração premiada com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato vivem uma realidade bem diferente.

 

Responsáveis por desvios milionários, pagamentos de propina a agentes públicos, lavagem de dinheiro, formação de cartel entre outros crimes que lesaram os cofres públicos, eles negociaram com o Ministério Público Federal acordos nos quais puderam manter parte do patrimônio obtido muitas vezes de forma ilegal, além de terem as penas reduzidas além do que prevê a lei de colaborações.

 

Hoje muitos estão em coberturas de luxo e condomínios abastados cumprindo suas penas. O juiz Sérgio Moro já condenou, até o momento, 87 pessoas, e no total a Lava Jato firmou mais de 140 acordos de delação.

 

 

Lavagem de dinheiro sujo

e luxuosa vida de Youssef

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O caso do doleiro Alberto Youssef, por exemplo, é emblemático. Ele é um dos principais delatores do esquema de corrupção da Petrobras, e em seu caso a redução de pena foi muito superior aos dois terços previstos em lei. Condenado em vários processos a mais de 121 anos de prisão, conseguiu emplacar em seu acordo uma cláusula que prevê no máximo o cumprimento de três anos em regime fechado. Ele cumpriu dois anos e oito meses de prisão, e migrou para o regime fechado domiciliar, onde permanecerá mais quatro meses. Atualmente mora em um edifício de luxo localizado a cinco quadras do parque do Ibirapuera, em um dos metros quadrados mais caros da capital paulista - com varanda gourmet e equipes de segurança da empresa Haganá rondando o quarteirão. No dia em que a reportagem visitou o local, o doleiro estava se exercitando na academia do prédio, de acordo com funcionários do condomínio."

  

Para além das penas e condições nas quais ela é cumprida, o caso de Youssef tem outra peculiaridade. O contrato firmado por seus advogados com o MPF contém uma cláusula de performance: ele poderá manter 2% de todo o dinheiro que ajudar a recuperar. A quantia pode chegar a até 20 milhões de reais, a metade do patrimônio do doleiro que foi confiscado pela Justiça. Estima-se que ele tenha ajudado a movimentar mais de um bilhão de dólares. Ao jornal O Globo o advogado Antonio Figueiredo Basto, um dos defensores de Youssef, afirmou à época do acordo que “não se trata de privilégio, pelo contrário, tudo foi negociado estritamente dentro da lei”, e que “a delação é premiada, portanto, pressupõe vantagens ao meu cliente”. Soma-se a isso o fato de que, pela letra da lei, Youssef não poderia fazer a delação premiada na Lava Jato: ele já havia feito acordo semelhante em 2003, durante as investigações do escândalo do Banestado, e mentiu em seus depoimentos". 

 

 

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30
Jan18

Temer trambiqueiro

Talis Andrade

 

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Michel Temer (MDB) disse nesta segunda-feira (29), em entrevista à rádio Bandeirantes, de São Paulo, que não vai admitir "mais que se diga impunemente que o  presidente é trambiqueiro".

 

"Meus detratores estão na cadeia ou desmoralizados", ameaçou.

Temer também concedeu entrevista aos "jornalistas" que mais faturam na tv: Ratinho e Sílvio Santos.

 

Sílvio Santos ganhou da didatura militar de 64 duas redes de tv: a SBT e a Record, que vendeu para os bispos Edir Macedo e Marcelo Crivella, em um duvidoso negócio com dinheiro fornecido pelo tráfico de drogas da Colômbia.

 

No final da entrevista com Sílvio, Temer deu 50 reais para o bilionário apresentador. Puro deboche de quem compra deputados para votar. 

 

Informa 247: Temer já investiu 12 bilhões na compra de parlamentares.

 

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01
Dez17

V - As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

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Foi noticiado pela chamada grande imprensa que as malas da propina, guardadas no bunker do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e encontradas pela Polícia Federal, pegaram sumiço por artes de malabaristas.

 

A Polícia Federal um departamento como outro qualquer do Ministério da Justiça. O diretor nomeado pelo ministro da Justiça nomeado por Temer. 

 

As malas estavam recheadas de grana das propinas. De cédulas de reais, de euro, de dólar.

 

Que malas desapareceram? Nem precisa perguntar: As de euro, as de dólar.

 

Talvez para entrega ao verdadeiro dono. Talvez. Que essa mágica é comum na Polícia Federal.

 

Na ditadura militar de 64, presos políticos desapareceram para todo sempre. Do mesmo jeito que os pacotes de pasta de coca são incinerados... Do mesmo jeito que virou fumaça a meia tonelada de droga do helicoca de Perrella, um da não santíssima trindade de senadores de Minas Gerais.

 

Se o dinheiro era de Temer, justo que um funcionário mais fiel entregasse a César o que é de César.

 

Um escrivão consignou a falta de duas malas. Eis o  documento.

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Hoje a Polícia Federal conta a seguinte esfarrapada e pobre estória para desmentir o escrivão. Que cometeu um equívoco ao deixar de verificar duas malas pequenas que estavam dentro de outras duas malas maiores.

 

 

Publica o Jornal do País: 

 

Portanto, o erro foi corrigido e publicado no site da justiça. Porém, o interessante, é que a forma como o escrivão descreveu o recebimento, fica um tanto difícil considerar a correção.

 

“Certifico que, quando do recebimento do material encaminhado pela SR/PF/BA, referente a Operação Tesouro Perdido, através dos memorandos nº 3530/2017, 3531/2017 e 3532/2017, foi constatado a presença de somente 7 malas, sendo 6 grandes e 1 pequena, quando no auto de apreensão relaciona 9 malas, sendo 6 grandes e 3 pequenas”.

 

Também desapareceu a mala com R$ 500 mil de dinheiro da JBS recebida pelo deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

O parlamentar foi filmado pela Polícia Federal em uma ação controlada (planejada para flagrar delitos) carregando a bolsa ao sair de uma pizzaria em São Paulo às pressas.

 

  

28
Nov17

IV - As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

Tem mês que um togado, para receber seu salário em dinheiro vivo, tem que levar uma mala. Caso do juiz Mirko Vincenzo Giannotte do Mato Grosso. Ficaram famosas as malas de propinas da JBS, que tinha como conselheiro o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

 

Políticos, ministros de Estado, são conhecidos como carregadores de malas do presidente Temer.

 

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26
Nov17

II - As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

Era costume no Sertão, com a morte de ricos avarentos, a família cavar salas e quartos a procura de botijas de ouro e prata enterradas.

 

No Brasil hoje, a Polícia Federal procura dinheiro nos apartamentos de funcionários do legislativo e do executivo. Nada de procurar nas residências dos cortesãos dos palácios da justiça, porque possuem anistia antecipada para todos os crimes. A máxima condenação para um juiz, um desembargador: o prêmio de uma aposentadoria antecipada. 

 

Achar dinheiro é fácil. Na Operação Tesouro Perdido, a Polícia Federal encontrou malas e mais malas no apartamento de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em Salvador. 

 

A reação do presidente Michel Temer foi imediata. Trocou o sofá da sala, isto é, nomeou Fernando Segóvia diretor da Polícia Federal, que questionou:  Mala com R$ 500 mil "talvez" seja insuficiente para provar crime.

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Acontece que são várias malas. 

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 O ministro Geddel é conhecido como um dos carregadores de malas do presidente Temer. 

 

Para Segóvia, o papel de Temer no crime apontado pela Procuradoria Geral da República "é um ponto de interrogação que está no imaginário popular". 

 

Rodrigo Janot que era o chefe da PGR, e também substituído por Temer, não demorou na resposta. Chamou Segóvia de "pau mandado". E questionou:"A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou está falando por ordem de alguém?"

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23
Nov17

Para defender Temer, o novo diretor da Polícia Federal parece a mãe de Geddel

Talis Andrade

 

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Geddel Vieira, o carregador de malas de Temer. Narra Afonso Benites que a Polícia Federal levou um dia para contar as milhares de notas de reais e dólares encontradas em bunker onde o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) armazenaria recursos ilícitos, em Salvador, na Bahia. "E a contagem final somou a espantosa quantidade de 51.030.866,40 reais, segundo o balanço definitivo da PF, que precisou de sete máquinas para contar os milhares de notas. Além de reais, nessa quantidade também se contabilizaram dólares, 2,688 milhões (8,387 milhões de reais).


As imagens divulgadas pela assessoria da PF são impressionantes: foram recolhidas ao menos nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 100 e 50 reais. A montanha de dinheiro encheu ao menos dois porta-malas de camionetes usadas no cumprimento do mandado judicial".

 

Não sei quem defendeu melhor Geddel se o novo diretor da PF ou a mãe.

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Acrescenta Afonso Benites: "Recém-empossado na direção da Polícia Federal, o delegado Fernando Segovia, teceu duras críticas contra a Procuradoria-Geral da República. Durante sua primeira entrevista coletiva, o novo diretor ressaltou que as investigações contra o presidente Michel Temer (PMDB) baseadas na delação da JBS e que foram conduzidas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot se precipitaram.

“A gente acredita que, se fosse sobre a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”.

A mala a qual ele se refere foi entregue por executivos da JBS com 500.000 reais em propina para o ex-deputado e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Na visão do diretor as investigações deveriam seguir para comprovar quem era o destinatário desses recursos ilícitos. “É um ponto de interrogação que fica no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo”, afirmou Segovia.

A mala foi o eixo principal da primeira denúncia criminal de Janot contra Temer, pelo crime de corrupção passiva. A acusação foi barrada pelos deputados em votação na Câmara dos Deputados. Para um presidente ser investigado durante o mandato por crime comum é preciso que o Legislativo emita essa autorização. Agora, o presidente só poderá ser investigado após o fim do mandato, em dezembro de 2018".

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15
Set17

Geddel ex-ministro de Temer pede para sair da prisão por 'risco de estupro'

Talis Andrade

 

 

 

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O ex-ministro do presidente Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima (PMDB), preso no presídio da Papuda, em Brasília, desde sexta-feira passada (8), pediu para voltar para casa alegando correr risco de sofrer “estupro” na cadeia.

 

Comenta Joaquim Padilha: No pedido, os advogados de Geddel mostram uma reportagem do portal de notícias falsas “A Folha Brasil”, que apontava que detentos estariam emitindo “ameaças de estupro” dentro do Complexo da Papuda, contra “políticos que estão cumprindo pena” no local.

 

A reportagem, de nome “‘Nós vamos estuprar os corruptos’ afirmam presos da Papuda’”, diz que os detentos estariam ameaçando pôr os acusados de corrupção para prestarem serviços sexuais e domésticos aos presidiários.

 

O requerimento diz ainda que “qualquer lesão que aconteça a Geddel será de responsabilidade direta de todos os garantidores que se omitiram”, e pede a garantia de “sua integridade física”.

 

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Nos presídios brasileiros acontece de tudo. Diz Alessandra Duarte: Canibalismo, esquartejamento, estupro coletivo, decapitação, “jogo de bola” com cabeças, sevícia com cabo de vassoura, olhos vazados, ida para cela sem luz e com escorpião. São exemplos de punições — talvez as piores — da espécie de “código penal” que se criou entre presos do sistema penitenciário brasileiro. Tradicionalmente o estupro uma punição exclusiva de estupradores de menores. 

 

Sobre o comportamento da mulher diante do estupro, ficou famosa a frase da senadora Marta Suplicy, do partido de Geddel, de quando tinha uma programa televisivo sobre sexologia:

 

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 O Complexo, formado por cinco presídios, ficou internacionalmente famoso depois do aprisionamento da cantora mexicana Glória Trevi, que foi várias vezes estuprada e ficou grávida na Papuda. 

 

 

15
Set17

Temer no bolso do doleiro Funaro

Talis Andrade

 

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Se a delação dos executivos da JBS teve potencial de desestabilizar o Palácio do Planalto, as revelações de Lúcio Funaro [doleiro] trazem novas granadas que desgastam o capital político do presidente Michel Temer num momento em que ele celebra a retomada da economia [em 0,2 por cento]. Apontado como operador financeiro [do quadilhão] do PMDB da Câmara dos Deputados, Funaro detalhou, em depoimento aos procuradores da Operação Lava Jato, a entrega de propinas milionárias da Odebrecht e da JBS destinadas ao presidente. Funaro conta ter recebido, em 2014, um milhão de reais, que teriam sido retirados no escritório de José Yunes, ex-assessor especial e amigo íntimo do mandatário. A transação teria sido feita a pedido de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, que teria lhe dito se tratar de uma doação via caixa 2 da empreiteira.

 

BRASIL CRESCE 0,2 POR CENTO

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Funaro também relatou ter recebido naquele ano sete milhões de reais da JBS a serem distribuídos entre Temer, Antonio Andrade — então ministro da Agricultura e hoje vice-governador de Minas Gerais —, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Estes dois últimos estão presos [Logo, logo serão soltos]. O dinheiro teria servido de pagamento por uma mudança nas regras do Ministério da Agricultura. [O Brasil virou uma feira de projetos e leis no Congresso. De sentenças e habeas corpus na suprema justiça]. Leia mais. Fonte Felipe Betim/ El País/ Madri 

 

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