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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

26
Set22

Dez mandamentos para resistir e sobreviver à última semana antes das Eleições 2022

Talis Andrade

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Ainda que algumas de nossas flores tenham ido ao chão, nada será capaz de deter a primavera que tomará as ruas no dia 2 de outubro com a eleição de Lula

 

por Ádamo Antonioni

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Não é de hoje que a esquerda sente na pele a escalada da violência no Brasil. Com a ascensão da extrema-direita no poder, consequentemente, uma névoa sombria de terror e medo sobrevoa o país desde 2018. A morte de Marielle Franco no Rio de Janeiro, que ainda hoje permanece um mistério sobre quem seria o mandante do crime, e do capoeirista Moa do Katendê na Bahia por um bolsonarista, eram um prenúncio dos tempos difíceis que tivemos que enfrentar desde então.  

Como já cantara Caetano Veloso em 1969 durante os tenebrosos anos de chumbo: “Atenção ao dobrar uma esquina. [...] É preciso estar atento e forte”. É triste imaginar que nossa geração está muito perto de viver aqueles dolorosos momentos de repressão que a geração de Caetano viveu com o golpe de 1964.  

 

Novamente estamos às voltas de uma tentativa de golpe com o atual ocupante do Palácio do Planalto que, diariamente, ataca as instituições como STF (Supremo Tribunal Federal), desqualifica o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e espalha desinformação entre seus apoiadores quanto às urnas eletrônicas. 

Diante desse cenário que tanto nos causa espanto e medo, podendo desestimular alguns do campo progressista ou desmobilizar outros, resumi nesta espécie de decálogo, os mandamentos para que a militância possa resistir e sobreviver até o primeiro turno das eleições presidenciais que acontecem neste domingo, 02 de outubro:
 
 

1-  Mantenha a esperança viva 

A esperança de dias melhores é o que nos motiva. Apesar do sofrimento que vivemos nestes últimos anos, temos a esperança de que amanhã, aliás, a partir de 1º de janeiro de 2023, haverá de ser outro dia. E que nossos ideais como igualdade, solidariedade, justiça social e respeito à diversidade, hão de se tornar realidades. Manter a esperança viva é ter a coragem para se levantar e lutar. “Esperançar”, como diria Paulo Freire.

 

2-  Proteja os seus e a ti mesmo 

O bolsonarismo é responsável por dois assassinatos de petistas só neste ano de 2022. Marcelo Arruda no Paraná e Benedito dos Santos, no Mato Grosso. Fora as agressões como de uma mulher em Angra dos Reis (RJ) depois de criticar Jair Bolsonaro e de uma janela com bandeira do PT ser alvo de tiros no Recife (PE). É preciso criar redes de apoio e proteção para cuidar dos nossos, especialmente, dos grupos mais vulneráveis à violência política, como mulheres e população LGBTI+. Evite andar sozinho nas ruas e redobre a atenção, sobretudo, se tiver identificado com as cores vermelhas associadas à esquerda. Mantenha o telefone de contato de seus amigos/as atualizado.  

 

3-  Não entre em discussões vãs na internet

As redes sociais criam uma falsa sensação de debate político. Muitos que participam das discussões já possuem sua opinião formada e querem apenas “trollar”, isto é, enfurecer ou perturbar uma conversa. Além disso, segundo pesquisa do ITS- Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro), cerca de 50% dos tuítes pró-Bolsonaro foram impulsionados por bots, ou seja, robôs que apresentam comportamento automatizado para passar a sensação de engajamento digital. As chances de você estar “batendo boca” e perdendo seu tempo com uma máquina atrás de um perfil fake, geralmente sem foto, é muito grande.   

 

4-  Não ceda à provocação nas ruas 

No último final de semana, o MBL (Movimento Brasil Livre) utilizou um adolescente para provocar a equipe de campanha de Guilherme Boulos, candidato a deputado federal pelo PSOL, que fazia um ato na Av. Paulista. Após confusão, o MBL acionou policiais para prender Boulos ilegalmente. A extrema-direita é intolerante e agressiva, age com provocações e insinuações para que percamos a linha e respondamos com baixaria. Mas a melhor resposta que podemos dar será nas urnas no dia 2 de outubro.  

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5-  Orgulhe-se de suas cores e símbolos 

É hora de ostentar nossas cores, sim. E por que não? O vermelho da cor do sangue que corre em nossas veias, a estrela, o martelo e a foice que mostra união da classe trabalhadora do campo e da cidade, a bandeira do arco-íris, as palavras de ordem estampadas nas camisetas. E no dia 2 de outubro, vá com um livro para sua sessão de votação, assim como fizemos em 2018. O livro é o símbolo mais potente contra este governo negacionista, terraplanista e obscurantista.  

 

6-  Não se desespere 

Se se receber uma desinformação em seu WhatsApp ou vê-la circulando nas redes sociais, mantenha a calma. Respire. Jamais a compartilhe. Denuncie. Nesta reta final, o bolsonarismo vai inundar as redes com mamadeiras de todos os tipos para espalhar pânicos morais, desinformar e tentar causar confusão na população. Repito: denuncie nas próprias plataformas que já disponibilizam campos próprios para isso.  

 

7-  Busque fontes confiáveis para se informar 

Se se deparar com alguma informação duvidosa, com dados confusos ou em tom alarmista, busque os sites que trabalham com checagem de informações, os chamados fact-checking, como Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E- Farsas e Fato ou Fake, são alguns deles.  

 

8-  Não espalhe fake news 

A dimensão ética nunca pode deixar de estar no horizonte de atuação do campo progressista. Por mais tentadora que possa ser, temos que resistir às armas do inimigo e levar sempre a verdade, a informação correta e os fatos concretos.  

 

9-  Fale com amorosidade 

Nesta reta final, há muitos indecisos e pessoas propensas à abstenção. Esteja aberto ao diálogo, mas fale com amorosidade, expressão utilizada por Paulo Freire, para se referir ao processo pedagógico de profundo amor ao ser humano. A amorosidade fala do compromisso com a justiça, da superação das opressões, mas também escuta com paciência e respeita as opções políticas alheias. Procure convencer essas pessoas sobre a importância do comparecimento às urnas no dia da votação e da necessidade de derrotar o ódio e o autoritarismo já no primeiro turno.  

 

10-  Não esqueça o título de eleitor  

Verifique com antecedência seus documentos, título e documento de identidade com foto. Também veja seu local de votação, sessão e endereço, caso precise se deslocar por causa do trânsito, etc. Quanto antes puder checar esses pormenores, mais cedo poderá se precaver de eventuais contratempos. 

Falta pouco. Olha só o quanto já enfrentamos e superamos até aqui.  

Resistimos como a flor de lótus que renasce a cada dia em meio à adversidade.  

E ainda que algumas de nossas flores tenham ido ao chão, nada será capaz de deter a primavera que tomará as ruas no dia 2 de outubro com a eleição de Lula para presidente do Brasil. 

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15
Ago22

Bolsonarista Gabriel Monteiro apontou arma para vítima que havia pedido para interromper relação sexual, segundo depoimento

Talis Andrade

www.brasil247.com - Youtuber Gabriel MonteiroSupostos defensores dos 'bons costumes', Feliciano, Kicis e Eduardo  Bolsonaro se calam sobre Monteiro, suspeito de pedofilia - Brasil 247

 

Além de ter apontado a arma para a cabeça da vítima, Monteiro também estava gravando o ato e enviando vídeos a amigos no WhatsApp

 

247 - Uma das quatro vítimas que acusam o vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) de estupro relatou, em depoimento à polícia, que ele chegou a apontar uma arma para a cabeça dela após ela pedir para interromper uma relação sexual. Trechos do depoimento foram divulgados pelo Fantástico, da TV Globo, e recuperados pelo jornal Estado de S. Paulo.

Além de ter apontado a arma para a cabeça da vítima, Monteiro também estava gravando o ato e enviando vídeos a amigos no WhatsApp, segundo o depoimento. Ela conta que havia pedido para parar o ato sexual pois o vereador estava adotando comportamento agressivo, desferindo tapas em seu rosto e socos na sua costela. No dia seguinte, ela relata ter ido ao hospital, sendo que em seu prontuário está registrada "hipótese diagnóstica: violência sexual".

Sobre o fato de ter divulgado vídeos mantendo relações com menores, a defesa de Gabriel Monteiro alega que as meninas mentiam a verdadeira idade ao parlamentar. No entanto, uma das testemunhas afirma que “ele falava diretamente que ele não gostava de maiores de 18 anos”.

Além disso, Luísa Batista, uma das ex-assessoras que denunciaram o vereador por assédio sexual e moral, disse que ele tinha consciência de que se relacionava com menores. “Ele tratava (uma das meninas) como namoradinha dele. Mas todo mundo sabia que era errado, que ela era menor de idade, e que ele, além de ser maior de idade, era um parlamentar, não podia estar com essa conduta.”

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve votar a cassação de Gabriel Monteiro, após aprovação por unanimidade, pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, do relatório que pede a perda de mandato do vereador.

O documento, de autoria do vereador Chico Alencar (PSOL), menciona, como exemplos de infrações cometidas por Monteiro, a "filmagem e armazenamento de vídeo de sexo com adolescente; exposição vexatória de crianças e pessoas em situação de rua em vídeos manipulados; assédio moral e sexual contra assessores do mandato; denúncias contundentes de estupro por quatro mulheres que relatam o mesmo modus operandi", entre outros.

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Gabriel Monteiro e Mamãe Falei simbolizam derrocada de políticos youtubers  - Blog do Ricardo Antunes

Liberdade política para nazistas, falsas operações policiais, turismo  sexual de guerra e abuso sexual de menores: o que os casos Monark, Da  Cunha, Mamãe Falei e Gabriel Monteiro revelam sobre a "nova"

 

As manifestações pelo impeachment de Dilma Roussef e o crescimento das redes sociais alavancou uma porção de movimentos e jovens representantes de uma nova direita brasileira. Buscando dialogar com os jovens, reciclando ideias econômicas liberais e difundindo valores conservadores nos costumes, essas novas figuras se tornaram youtubers, instagramers e tiktokers, e muitos aproveitaram a fama para alcançar mandatos eletivos em Câmaras e Assembleias Legislativas ou perseguem esse objetivo.

Inesperadamente, nos últimos meses, assistimos a uma avalanche de cancelamentos nas redes sociais contra diversas dessas novas figuras, com destaque para os casos do delegado Da Cunha, Monark, Mamãe Falei e Gabriel Monteiro. Em comum, todos são homens, heterossexuais e youtubers, que adoram gerar polêmicas nas redes com suas opiniões políticas estapafúrdias e, em alguns casos, com ações midiáticas chocantes.

Foi com esse tipo de ação que o delegado da Polícia Civil de São Paulo Da Cunha e o PM carioca Gabriel Monteiro ganharam milhões de seguidores. Ambos adotaram a prática de filmar supostas operações policiais e ações de caridade para postar nas redes e angariar popularidade. Os dois estão sendo investigados por possíveis crimes no exercício de suas profissões. 

Da Cunha foi indiciado por peculato, crime de funcionário público que se aproveita do cargo para obter benefícios, e foi afastado de suas funções. Há suspeitas de que montou um esquema cinematográfico para forjar as operações policiais que divulgava em seus canais, com contratação de particulares para organizar as filmagens. O policial alega que está sendo perseguido pelas autoridades.

O vereador Gabriel Monteiro foi denunciado em matéria do Fantástico por assédio sexual contra funcionários e abuso sexual de menores. Nas últimas semanas, apareceu em diversos vídeos que circularam nas redes. Num deles, mantém relação sexual com uma adolescente de 15 anos. Foi denunciado à justiça por ter gravado o ato. Em outro vídeo, acaricia e beija uma menor durante uma suposta ação de caridade. Qualquer um que assista percebe que há algo errado no modo como trata a criança. 

Monteiro alega que há um complô da Rede Globo, de seus ex-assessores e da máfia dos reboques do Rio de Janeiro para destruir a sua imagem. A narrativa persecutória não está obtendo êxito e Gabriel enfrentará processo que resultará em cassação de seu mandato. O sorteio indicou que o relator de seu caso na Câmara será o vereador Chico Alencar (PSOL-RJ). 

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo cassou, por unanimidade, o mandato de Arthur do Val (Mamãe Falei), devido aos áudios vazados em sua suposta operação humanitária e midiática na Ucrânia, país invadido pela Rússia. Nos áudios repugnantes, Arthur faz declarações dizendo que as ucranianas são “fáceis porque são pobres” e se mostra exaltado com as possibilidades sexuais no contexto da guerra naquele país. Se no início do caso a postura do ex-deputado foi de pedir desculpas, tudo mudou agora. Nos últimos dias, Arthur declarou à imprensa que ia “cair atirando” e convocou a militância do MBL para defender seu mandato no dia da cassação. Diz estar sendo perseguido por sua postura ética e atuante contra corrupção. Parece piada.

O caso do ex-youtuber e ex-membro do Flow, Monark, também ganhou novos contornos. Depois de declarar num programa ao vivo que o partido nazista deveria ter autorização legal para existir no Brasil, reivindicando liberdade política para assassinos de negros, judeus e homossexuais, Monark foi massacrado pela opinião pública e desapareceu por alguns dias das redes. Além disso, foi banido (até o momento) do Youtube. Alegando estar sendo perseguido e censurado, procurou outra plataforma e já lançou um novo podcast, onde continua se vitimizando a afirmando as mesmas ideias furadas.

O que esses quatro casos revelam é que a autodenominada “nova direita”, que muito empolgou parcelas significativas da juventude nas redes e nas ruas – especialmente a juventude branca, heterossexual e masculina – é uma farsa. Por trás da defesa de uma liberdade de expressão sem limites, da bandeira da ética e da moralidade, da exaltação da tolerância zero ao crime e da ladainha do liberalismo econômico se esconde a necessidade de blindagem de suas opiniões e práticas degeneradas, imorais e dignas de um charlatanismo sem limites. Ainda bem que a opinião pública está se movendo contra essas figuras.

Defesa do nazismo feita por Kim Kataguiri não incomoda o aliado MoroMoro diz que fala antissemita de Kim Kataguiri no Flow Podcast foi uma  “gafe verbal”Com presença de Moro, Podemos anuncia ingresso de integrantes do MBL ao  partido – Podemos
Jamais apoiarei quem tem esse tipo de opinião', diz Moro sobre Arthur do Val  - ISTOÉ IndependenteMoro abandona Mamãe Falei por causa de ofensa a ucranianas
 
01
Jun22

Gabriel Monteiro: 'Só de ouvir a voz dele, fico com o coração acelerado', diz ex-assessora de vereador do Rio

Talis Andrade

Luiza Caroline Bezerra Batista, a ex-assessora do vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro, prestou depoimento no Comitê de Ética

Foto Felipe Grinberg
 
 
 
 
por Extra
 
 

Acompanhada de um advogado, Luiza Caroline Bezerra Batista, a ex-assessora do vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro, prestou depoimento nesta terça-feira (31) no processo que pode terminar com a cassação do parlamentar. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ela acusou o vereador de assédio sexual. Antes de começar a sessão, o relator da representação contra Gabriel Monteiro pediu um minuto de silêncio pela morte do ex-assessor do youtuber e ex-PM, Vinícius Hayden.

 

Batida na Região Serrana: Morre em acidente ex-assessor de Gabriel Monteiro que prestou depoimento com colete à prova de balas

Relato de ameaças: Ex-assessor de Gabriel Monteiro usa colete à prova de balas em depoimento na Câmara

Investigação do Comitê de Ética da Câmara: Justiça nega pedido de Gabriel Monteiro para suspender processo que pode terminar em sua cassação

 

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Por causa das ameaças às testemunhas do processo, a Casa ofereceu aumentar a segurança dos membros do Comitê de Ética. De acordo com Alexandre Isquierdo, presidente do Conselho, os vereadores também pediram acesso ao relatório e perícia da Polícia Civil sobre a morte do ex-assessor Vinicius Hayden, que chegou a relatar estar sofrendo ameaças.

Durante seu depoimento, Luiza disse ter confirmado o teor das informações já prestadas à Polícia Civil no inquérito que apura criminalmente se Gabriel Monteiro cometeu assédio sexual e moral contra ela. Na saída da Câmara, a ex-assessora afirmou ainda que se sentiu intimidada pelo chefe de gabinete de Gabriel Monteiro, que também é advogado do vereador e, por isso, participa das oitivas.

— Respondi que sofria assédio sexual. Só de ouvir a voz dele, fico com o coração acelerado. Nesta semana irei à delegacia especificar datas sobre o ocorrido. O chefe de gabinete, que também me assediou sexualmente, me fez perguntas constrangedoras. Me perguntaram até quanto eu ganhava atualmente. Recebemos mensagens de pessoas que não conheço, perfis fakes, que fazem ameaças de morte e agressão — afirmou Luiza.

 

Em depoimento: Ex-assessor diz que Gabriel Monteiro orientava ficar de tocaia para investigar ex-secretária

 

De acordo com os membros do Comitê de Ética, a Polícia Civil ainda não enviou todas as provas que já recolheu nos inquéritos contra o vereador, pois a corporação ainda realiza perícias nos itens apreendidos, como HDs e celulares. Até o momento foi encaminhado à Câmara o que consta na denúncia, já ajuizada pelo Ministério Público, sobre o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel Monteiro e uma adolescente de 15 anos.

— A testemunha relatou diversos casos de assédio moral aumentando para assédio sexual. Ela praticamente, por vontade própria, trabalhava e morava na casa do vereador. A Polícia mandou o primeiro ofício e estamos aguardando mais elementos comprobatórios que ainda não temos — diz Isquierdo.

 

Veja possíveis crimes cometidos: 'Não há mais dúvida' de que Gabriel Monteiro sabia que jovem em vídeo íntimo era menor, diz polícia

Assessores e ex-assessores mudaram versão: Gabriel Monteiro é acusado de forjar ataque a tiro em carro

 

A ex-assessora trabalhava para os canais do vereador na internet e afirma que algumas situações inconvenientes estão registradas nos vídeos em que ela ajudava a gravar.

Para Wellington Dias os advogados do vereador tentam incriminar e constranger as testemunhas em suas perguntas durante os depoimentos.

— Até o presente momento não vimos indagações da defesa sobre o que está nos autos. No meu entendimento os advogados têm tentado constranger e incriminar as testemunhas. Não recebemos nada que pudesse colaborar com nosso juízo.

Próximo do fim do depoimento da primeira testemunha, Gabriel Monteiro foi até a Câmara se defender das acusações. Aos jornalistas, ele voltou a afirmar que seus ex-funcionários receberam dinheiro de envolvidos com esquema de corrupção para denunciá-lo levianamente:

— Lamento profundamente a morte do Vinícius. Não é motivo de comemoração e glória. Não existem indícios de interferência de terceiros ou que me ligue a morte. Ele já tinha sido denunciado por tentar comprar outros assessores.

 

Setor criado: Gabriel Monteiro usava assessores para investigar políticos rivais, afirma ex-funcionário

 

Mais cedo, antes da reunião começar, o vereador Chico Alencar (PSOL), relator da representação contra o vereador Gabriel Monteiro (PL) na Câmara do Rio, disse que a morte de Vinícius Hayden Witeze, ex-assessor de Monteiro, num acidente de carro no último sábado (28), trouxe temor para as outras testemunhas. No depoimento dado por Vinícius na última quarta-feira (27) foi apresentada uma série de ameaças feitas a ele nas redes sociais, com frases como "vai morrer" e "a ira divina vai cair sobre você".

— Todas as testemunhas relatam ser supostos fãs do Gabriel Monteiro ou perfis fakes. A morte não atrapalha as investigações pois todo o processo é gravado em áudio e vídeo — afirmou Isquierdo.

— É preciso investigar de maneira plena. Apurar o que aconteceu desde que o Vinicius depôs até sua morte - completou o relator Chico Alencar.

Nesta terça-feira o Comitê de Ética da Câmara de Vereadores do Rio ainda ouvirá o depoimento de Mateus Souza de Oliveira, também ex-funcionário de Gabriel Monteiro. Ele conta que conheceu o vereador em 2019, ainda antes da eleição, porque os dois faziam parte do Movimento Brasil Livre (MBL). Mateus chegou a morar na casa do parlamentar, primeiro em Niterói e depois na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, além de ter atuado como "assessor de mídia" no gabinete.

Antes da primeira oitiva desta terça-feira começar, os vereadores do Comitê se reuniram sozinhos junto da assessoria jurídica da Câmara de Vereadores. A defesa de Gabriel Monteiro não participou e reclamou pelo acesso não ter sido permitido antes. No entanto, Luiza Caroline apenas entrou na sala onde estavam os vereadores pouco antes das 14h, cerca de 30 minutos depois de chegar à Câmara.

— A gente viu que a Comissão está reunida e a testemunha com seu advogado sem ter ideia do que está acontecendo — disse Gustavo Lima, advogado de Gabriel Monteiro.

Vinícius morreu no último dia 28 em um acidente de carro na RJ-130, estrada que liga Teresópolis a Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. De acordo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado pela 110ª DP (Teresópolis). Agentes fizeram uma perícia no local e as primeiras informações indicavam que o motorista perdeu a direção do veículo ao entrar em uma curva da rodovia. Durante a perícia, agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli recolheram objetos, entre eles uma faca dentro do forro de uma das portas, e papéis que estavam no automóvel. Também foram retiradas peças do veículo para análise.

23
Abr22

General Heleno diz que derrubar perdão concedido por Bolsonaro a Daniel Silveira 'abre as portas para a insegurança jurídica'

Talis Andrade

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Novo Dia do Foda-se do general Augusto Heleno. Do golpe contra a Justiça: O soldado Daniel Silveira e o cabo Junio Amaral vão fechar o STF. Golpistas arriscam transformar Bolsonaro em ditador, porque o partido dos generais não tem votos para eleger um presidente nas urnas livres e democráticas

 

O general da reserva do Exército e ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI),  Augusto Heleno Pereira, defendeu o perdão concedido por Jair Bolsonaro ao deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8,9 anos de prisão, e a perda dos direitos políticos, por promover ataques à democracia e instituições democráticas.

Para o militar, uma eventual derrubada do decreto “abre as portas para o personalismo e para a insegurança jurídica".

"A atitude do Pres Rep (Presidente da República), em relação ao STF, tem por objetivo principal o respeito à Constituição. Isso representa, em suma, a valorização da democracia e seus princípios. Desrespeitá-los abre as portas para o personalismo e para a insegurança jurídica. Brasil acima de tudo!", postou o militar nas redes sociais. 

A postagem de Heleno foi feita na esteira das ações apresentadas por diversos partidos de oposição junto ao STF visando anular a graça institucional concedida pelo ocupante do Palácio do Planalto a Silveira. O parlamentar vinha sendo incentivado por Jair Bolsonaro  a disputar uma vaga no Senado. 

O uso do instrumento da graça para beneficiar o aliado vem sendo vista como uma nova afronta de Bolsonaro ao Poder Judiciário, um novo Dia do Foda-se (vide tag), típico de general do SNI da ditadura de 1964, que prendeu e torturou milhares de brasileiros, e uma forma de insuflar a base eleitoral de extrema direita, que pede o fechamento do STF. Isto é, pede o fim da Democracia. Não existe Democracia sem uma Justiça livre das botinas dos gorilas militares.

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Nesta sexta-feira (21), partidos da oposição entraram com ações para anular o decreto com o indulto individual a Silveira. A relatoria do caso está nas mãos da ministra Rosa Weber. 

Para Augusto Heleno, general símbolo do parasitismo militar, o melhor para caserna seria um tribunal de guerra com novos ministros no supremo: soldado deputado Daniel Silveira, cabo deputado Junio Amaral, a múmia Roberto Jefferson, Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos, Arthur do Val (Mamãe Falei), Gabriel Monteiro, Bia Kicis, Carla Zambelli, general Eduardo José Barbosa, presidente do Clube Militar, André Mendonça ou Kássio Nunes.

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31
Mar22

Marcas suspendem patrocínio nas redes sociais do vereador do Rio e youtuber bolsonarista Gabriel Monteiro

Talis Andrade

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Charge: Golpes digitais - Charges - Diário do Nordeste

 

 

por Redação Extra

Uma campanha destinada a retirar patrocínio das redes sociais do vereador do Rio Gabriel Monteiro já tem o apoio de pelo menos quatro marcas. O parlamentar tem cerca de 6 milhões de seguidores na internet e suas postagens acumulam até 50 milhões de visualizações. A campanha #DesmonetizaGabrielMonteiro é encabeçada pela Sleep Giants Brasil, movimento contra o financiamento de discursos de ódio e de fake news.

Relatos da equipe: 'O que mais doía era quando ele pedia para a gente forjar histórias com pessoas humildes', diz ex-assessor parlamentar de Gabriel Monteiro

Relatos da equipe: Ex-funcionários acusam vereador Gabriel Monteiro de assédio sexual, revela ‘Fantástico’

Segundo Leonardo Leal, diretor jurídico da Sleep Giants Brasil, das 15 empresas já contactadas, nove já responderam aderindo à campanha que, segundo ele está só começando. Ele disse que esse é um "trabalho de formiguinha", que para surtir o efeito desejado precisa atingir de cem a 200 marcas e dura em média dois meses.

— Não basta tirar as principais, que dão lucro (para o canal) e elas irem sendo substituídas por outras. O objetivo é conseguir o maior número possível (de adesões)— disse.

Leonardo Leal disse que a Sleep Giants Brasil já vinha monitorando, com preocupação, as redes do vereador há algum tempo, pela exacerbação da propagação de discursos de ódio e transfobia. Informou que a ideia da campanha se deve a três fatores: propagação de conteúdo nocivo, comportamento desinformativo e odioso, além de grande alcance de suas publicações.

— Quanto mais ele produzir (esse tipo de conteúdo) mais vai ganhar. Nossa lógica é desmonitizar o conteúdo, para que ele pare de ganhar dinheiro com isso — explicou.

Em resposta à Sleep Giants Brasil, a Buser publicou numa rede social " Estamos Cientes do ocorrido, nosso time já excluiu o canal da nossa lista de anúncios, e juntos com nosso time responsável vamos atualizar a lista de contas de acordo com nossa conduta". A postagem feita na tarde de quarta-feira acumula mais de 4 mil curtidas até as 8h desta quinta-feira. A assessoria de imprensa da empresa confirmou o bloqueio da Buser às contas de Gabriel Monteiro.

A Shopee publicou que "O canal não está de acordo com os valores da Shopee e nosso time de mídia já foi acionado para pausar os posicionamentos automáticos dos nossos anúncios". A Empiricus, empresa especializada em publicações de conteúdos financeiros e ideias de investimento, postou: " Já acionamos o nosso time de mídia para tomar as devidas providências em relação a exibição no canal."

A Estácio também aderiu à campanha e informou que não compactua "com nenhum tipo de violência. Já encaminhamos para o setor responsável retirar os anúncios".

Segundo o diretor da Sleep Giants Brasil também aderiram à campanha: a OI, Infinite Pay, Click Up e a Jeep.

Sem processo ou arquivamento: Em um ano, 7 denúncias na Câmara e nenhum processo contra Gabriel Monteiro

Declarações forjadas: 'Gabriel Monteiro orientou criança a falar que seu pai era alcoólatra', diz ex-assessor do vereador sobre vídeo publicado nas redes sociais

Terceiro vereador mais voltado do Rio (com 60.326 votos), Gabriel Monteiro (sem partido) é alvo de uma série de acusações e polêmicas. O Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio vai reunir elementos até a próxima semana para avaliar se abre um processo contra ele, que pode até levar à cassação do mandato.

Antes dessa denúncia, ele foi alvo de sete representações, até hoje sem decisão final do Conselho. O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu, em uma reportagem no último domingo (dia 27 de março) uma série de acusaçõs de ex-assessores sobre assédio sexual e moral.

A reportagem mostrou que o vereador foi acusado de assédio moral e sexual por cinco pessoas com quem o Fantástico falou. Entre elas há servidores, ex-funcionários e uma mulher que diz ter tido relações sexuais com o ex-PM.

Além destas acusações, a reportagem também mostrou que Gabriel Monteiro forjou cenas de seus vídeos no YouTube, como tiroteios ou ajuda a uma criança carente, expôs seus funcionários a outros tipos de assédio, além de cometer irregularidades no funcionamento de seu gabinete na Câmara Municipal do Rio.

No começo de março, o blog Sonar havia informado que em dez meses de um outra campanha, o Sleeping Giants Brasil havia conseguido desmonetizar o equivalente a R$ 5,42 milhões de perfis que disseminam notícias falsas na internet, segundo levantamento feito pelos coordenadores da plataforma, com base em valores estimados de publicidade e assinaturas em mídias digitais.

A mobilização mirou os portais Jornal da Cidade Online, Conexão Política, Gazeta do Povo, Brasil Sem Medo e StopHateForProfit, além dos canais no YouTube Terça Livre e do ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Também foram interrompidos anúncios associados a contas dos blogueiros bolsonaristas Sara Giromini e Bernardo Küster.

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