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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Dez20

Gherardo Colombo, magistrado da Mãos Limpas, mostra que suspeição de Moro está se consolidando no cenário internacional

Talis Andrade

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Gherardo Colombo, ex-juiz da operação italiana Mãos Limpas”, disse que os fatos envolvendo a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foram divulgados pelas reportagens do Intercept Brasil, por meio da “Vaza Jato”, “levantam interrogações” que precisam de respostas, e que a ida imediata do ex-juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro pode levantar “questionamentos sobre a sua independência”. 

“O fato de Sérgio Moro ter se colocado imediatamente à disposição para entrar no governo (de Jair Bolsonaro) pode levantar, pelo menos em aparência, questionamentos em relação à sua independência”, disse Colombo em entrevista ao jornal Valor Econômico

“Quero dizer que os juízes, além de serem, devem também parecer imparciais. Acredito que para preservar a imagem de independência e imparcialidade, um juiz que queira entrar na política deverá aguardar um tempo razoável depois que deixou a magistratura”, completou. 

Moro foi convidado para ser ministro durante a campanha eleitoral. Ele e todos os juízes, e todos os procuradores, e todos os delegados da Polícia Federal da Lava Jato trabalharam para eleger o candidato da extrema direita, Bolsonaro, um deputado da velha política, envolvido com os currais eleitorais das milícias do Rio de Janeiro. 

Moro foi aliciado pelo Paulo Guedes, banqueiro envolvido com os fundos de pensão, com o desvio de fundos públicos, crimes que precisam ser julgados, que a Folha de S. Paulo, em agosto último, denunciou: "Guedes tenta varrer para debaixo do tapete prejuízo multimilionário a  fundos, diz Procuradoria à Justiça". Crimes do conhecimento de Moro, porque envolve fundos de pensão de funcionários da Petrobras, estatal que o juiz da Lava Jato investigava com exclusividade e fúria. Vide tags. 

Este o motivo de Paulo Guedes contratar empresa para monitorar jornalistas. 

 

Governo Bolsonaro faz monitoramento de jornalistas e lista ‘detratores’

 

RBA - O governo Bolsonaro promove o monitoramento de jornalistas que fazem críticas à sua gestão e classificam como “detratores”. Assim como na ditadura civil-militar do Brasil, o governo faz o mapeamento para saber como lidar com um grupo de 81 jornalistas e “outros formadores de opinião” considerados influenciadores em redes sociais.

As informações são do jornalista Rubens Valente, do UOL, que teve acesso à lista. Feito em arquivo Excel, o relatório separou os 81 “influenciadores” em três grupos: os “detratores” do governo Bolsonaro e do Ministério da Economia, de Paulo Guedes; os “neutros informativos” e os “favoráveis”.

Ao todo, 44 jornalistas são monitorados e cada nome é acompanhado de um comentário sobre o que a pessoa tem escrito nas redes sociais a respeito do governo e em especial de Paulo Guedes. Em oito casos, há até o telefone celular do profissional. Entre os classificados como “detratores” estão Guga Chacra, Xico Sá, Hildegard Angel, Cynara Menezes, Carol Pires, Luis Nassif, George Marques, entre outros.

Porém, a lista também traz professores universitários e acadêmicos como Silvio Almeida, Laura Carvalho, Jessé Souza, Claudio Ferraz, Sabrina Fernandes, Conrado Hubner, Rodrigo Zeidan, entre outros. Felipe Neto, Nathália Rodrigues e Jones Manoel são os influenciadores considerados contrários.

A matéria de Rubens Valente, mostra que Roger Rocha Moreira, Milton Neves, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza, Winston Ling, Camila Abdo, Tomé Abduch são as pessoas consideradas favoráveis ao governo.

Detratores monitorados

No arquivo, o governo faz um monitoramento e comenta sobre as atividades dos jornalistas nas redes sociais. Sobre o influenciador e youtuber Felipe Neto, o relatório diz que ele é “contra o governo e faz duras críticas ao ministro da Economia no que tange as questões da pandemia, porém é a favor do auxílio emergencial, tendo inclusive feito publicidade com a picpay (empresa de carteira digital) sobre o tema”.

O jornalista Xico Sá, que tem 1,5 milhão de seguidores no Twitter, também tem uma análise sobre suas postagens. “Faz oposição contumaz ao governo, além de reverberar matérias de teor desfavorável à gestão Bolsonaro”. A recomendação sobre Xico é o “monitoramento preventivo das publicações do influenciador em conteúdos relativos ao Ministério da Economia”, aponta o relatório.

O professor universitário Silvio Almeida, autor de Racismo estrutural e outras obras importantes, também é classificado como crítico do governo Bolsonaro. “Afirmou que o liberalismo do ministro Paulo Guedes é um dos pilares mais importantes do fascismo e que deve ser combatido. Afirmou que o ministro Paulo Guedes tem simpatia pela Alemanha Nazista e pela ditadura de Pinochet e disse ainda que ‘Quem compra Guedes que leve o Presidente'”, afirma o relatório.

Diante dessas análises, o monitoramento recomenda as seguintes medidas: “Envio de matérias e projetos da pasta. Monitoramento preventivo das publicações do influenciador. A partir dos posts que fizer sobre economia, monitorar se há debate equivocado e trazer esclarecimentos relativos a esses conteúdos”.

Esta não é a primeira vez que o governo Bolsonaro monitora seus críticos. Em julho deste ano, o Ministério da Justiça elaborou um dossiê contra servidores estaduais e federais que identificam como “antifascistas”. A ação sigilosa do governo Bolsonaro listou um grupo de 579 pessoas, com nomes e, em alguns casos, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas.

16
Out20

FUP, FNP e Aepet viraram reféns da Lava Jato e da Greenfield!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

- - -

Numa clara ameaça para impedir o lançamento de meu livro “A outra Face de Sergio Moro – Acobertando os Tucanos E entregando a Petrobrás”, em 2016, intimaram-me, via MPF, a pedido do juiz Sergio Moro (1).

Na época, mais dois blogueiros foram intimados pelo juiz Sergio Moro: Eduardo Guimarães e  Roberto Ponciano (2).

Em 2016, a Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro era praticamente uma unanimidade.

 Recebi mais duas intimações da parte de Sergio Moro, mas não me calei! Depois, graças a Deus, apareceu o The intercepet Brasil que, na verdade, foi quem desconstituiu a imagem de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, os chefes da Lava Jato

 As denúncias do Intercept, inclusive provadas com áudios, foram tão graves que levou o Conselho Nacional da OAB, por unanimidade, a pedir o afastamento de Sergio Moro e Dallagnol de cargos públicos para que tivessem um julgamento justo e não usassem a máquina pública em beneficio próprio (7). Mas ambos, Moro e Dallagnol, não acataram a orientação da OAB e continuaram a conspirar contra a Petrobrás e o Brasil.

   Em 2020, a Justiça me propôs um acordo judicial com Moro na “Movimentação do Processo  0178170 - 29. 2017.4.02. 5101 se existe a possibilidade de celebração do Acordo de Não Persecução Penal, previsto no artigo 28-A do Código de Processo Penal”. 

Eu, correndo risco de ser condenado em crime contra a honra, no caso de calúnia, não celebrei esse acordo o que significava que, a partir de então, seriam cessados os processos de intimação e eu me silenciaria sobre Sergio Moro e Lava Jato.

Tendo em vista essa minha experiência pessoal, creio que a FUP, FNP e Aepet quando, dentro do Grupo Petros, pactuaram no acordo do PED - Plano de Equacionamento de Deficit e provavelmente celebraram o pacto do silêncio mútuo e assim viraram uma espécie de reféns das operações Lava Jato e Greenfield. 

Vale lembrar que pelo PED, dezenas de milhares de petroleiros, ativos e aposentados, são obrigados a pagar, de forma vitalícia, 13% de seus salários, por um rombo que ocorreu na Petros. Sendo que esses petroleiros nunca foram gestores da Petros! 

Creio que, com minha atuação enquanto funcionário da Petrobrás e sindicalista, consegui ajudar a mostrar a outra face de Sergio Moro, o que me custou muito caro e continua a me penalizar.

 Agora, infelizmente novamente praticamente sozinho, quero mostrar à sociedade e aos petroleiros que a Lava Jato e a Greenfield,   em nome do combate à corrupção, constituem- se num cavalo de troia que vieram, na verdade, somente para entregar aos bancos privados o patrimônio dos fundos de pensão, um dos maiores do estado brasileiro que inclui a Petros, sendo que  a maior parte desse patrimônio é dos trabalhadores!  

Mas o mais grave é querem tirar do mercado de aposentadorias complementares os fundos de pensão das estatais e entregá-lo exclusivamente aos bancos privados. 

Lembrando que os fundos de pensão foram impostos pela ditadura militar, ou seja, não foram uma opção dos trabalhadores, pois, com certeza, que os trabalhadores, através de seus sindicatos, iriam optar pela Previdência Pública e Universal. 

Mas nem por isso deixamos de elogiar a Petros que, durante os seus 50 anos de existência, pagou em dia e ininterruptamente aposentadorias e pensões, e ainda constituiu um gigantesco instrumento de fomento da nossa economia. Com isso não quero dizer que não exista corrupção na Petros e muito menos dizer que não deva ser combatida. 

Mas veja como a Greenfield  disse combater a corrupção nos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia denunciando 29 gestores desses fundos de pensão por gestão temerária (3)?

Essa denúncia se deu em torno de vultosos investimentos na empresa Sete Brasil, que fabricaria sondas de perfuração para a Petrobrás, mas especificamente para o pré-sal. Creio que este seria, no Brasil, um dos negócios mais lucrativos do mundo principalmente considerando que o pré-sal é a maior descoberta petrolífera do planeta e já reponde por 70% da produção nacional de petroleo (4). E o cancelamento das encomendas da Petrobrás com a Sete Brasil com certeza acarretou numa grande baixa nos investimentos da Petros e rombo no fundo de pensão.

Mas sabe qual foi o resultado dessa investigação da Lava Jato, em parceria com a Greenfield, em nome do combate à corrupção?

Pois tanto as sondas de perfuração, como navios e plataformas, passaram assim a serem fabricadas no exterior, gerando investimentos gigantescos, arrecadação monstro de impostos e empregos de qualidade e renda. Só que para os gringos! Não seria mais fácil prender e afastar os corruptos e manter os investimentos e os empregos no Brasil? Lembrando que pela lei do governo Lula, de Partilha, 12.351/10 a ampla maioria da industria naval deva ser construída no Brasil.

 Continuando a beneficiar os americanos e aliados, a Lava Jato, além de destruir a indústria naval brasileira (5), cancelou a construção das duas refinarias do Nordeste, as do Ceará e Maranhão (6). Essas refinarias nos dariam a autossuficiência no refino de gasolina, diesel, entre outros derivados, e ainda um excedente para exportação, gerando caixa para União.   Essas duas refinarias gerariam mais emprego na Petrobrás e também receita para o fundo de pensão Petros.

 Tal a importância das refinarias, que denúncia da Aepet mostra que, em 12 meses, o Brasil pagou aos EUA, R$ 25 BI em importação de gasolina e diesel (8).   E Bolsonaro ainda vai entregar metade das refinarias da Petrobrás!

 Com isso vamos dar mais dinheiro aos EUA, na importação de gasolina e diesel; demitir operadores e diminuir salários, como fez na BR Distribuidora, e ainda gerando mais déficit para a Petros (9,10). 

Não coloco em dúvida a idoneidade e a combatividade dos companheiros da FUP, FNP e Aepet, muito pelo contrário, eles são meus ícones e minha mais importante referência! Alguém diria: mas as assembléias da categoria aprovaram o PED; aprovaram por que Fup e a Fnp indicaram a aceitação!

 Mas cobrar rombo da Petros de trabalhadores que só fizeram pagar no contracheque a Petros, como no meu caso, por 42 anos, sem nunca terem sido gestores do Fundo e ainda levarmos a pecha de corrupto é inaceitável

Fonte: 1 - https://www.brasildefato.com.br/2016/12/12/moro-nao-aceita-criticas-a-lava-jato-e-tenta-intimidar-petroleiro#.X4hRt2cb4D4.whatsapp

2 - https://sinttelrio.org.br/2017/04/11/entrevista-roberto-ponciano-e-intimado-por-criticar-conduta-de-sergio-moro/

3 - https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/01/09/operacao-greenfield-denuncia-29-ex-gestores-de-fundos-de-pensao-por-gestao-temeraria.ghtml

4 - https://exame.com/negocios/pre-sal-ja-responde-por-70-da-producao-de-petroleo-no-brasil/

5 - https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

6 - https://www.camara.leg.br/noticias/453909-petrobras-cancelou-refinarias-porque-denuncias-da-lava-jato-dificultaram-credito/

7 - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,oab-recomenda-por-unanimidade-afastamento-de-moro-e-deltan,70002864190

8 - https://www.aepet.org.br/w3/index.php/conteudo-geral/item/3475-brasil-gastou-r-25-bi-com-importacao-de-gasolina-e-diesel-dos-eua-nos-ultimos-12-meses

9 - https://www.istoedinheiro.com.br/bolsonaro-parabeniza-stf-por-liberar-venda-de-refinarias-da-petrobras/

10 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/br-distribuidora-pressiona-funcionarios-a-aderir-a-pdv-sem-dizer-qual-salario-terao-apos-cortes.shtml 

 

10
Jun20

A direção da Petrobrás quer matar os petroleiros e a FUP, FNP e Aepet querem estuprar mas, mesmo assim, vou acompanhar o Sindicato! Vale a Pena Ver de Novo

Talis Andrade

 

Paulo Guedes investigado por rombo nos Fundos de Pensão das Estatais, notadamente da Petrobras, foi sabida, safada e criminosamente oferecer a Sergio Moro, na campanha eleitoral de 2018, um cargo no primeiro escalão do governo Bolsonaro. As relações de Sergio Moro com Paulo Guedes começaram nas investigações da Lava Jato. Moro mantinha presos e investigava os principais ladrões da Petrobras, e apadrinhava os bandidos de estimação, e eleito Bolsonaro passou a apaniguar Paulo Guedes (T.A.)  

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por Emanuel Cancella

- - -

Quando foi apresentada, pela 1ª vez, a proposta para cobrir o rombo na Petros, em assembléia, no Sindipetro-RJ, eu falei no microfone, na assembléia dos aposentados, gravada:

“A Petrobrás quer me matar e os sindicatos me estuprar, mas mesmo assim vou acompanhar o Sindicato”. Estou agora revendo minha posição em acompanhar o Sindicato.

O fato é que foi criado o “Forum Petros”, onde se juntaram FUP, FNP, Aepet, Federação dos Marítimos e várias associações de aposentados petroleiros, para discutir os problemas da Petros. O principal deles é um rombo fictício, já que não existe perícia que comprove o tal rombo.

Não sei se o mesmo acontece em todos os Fundos de Pensão das Estatais ou em grande parte deles.

Então a Petros começou unilateralmente a descontar, no mínimo 13% dos salários dos petroleiros, ativos e aposentados, e por 18 anos.

Então todos os sindicatos de petroleiros, em nome dos trabalhadores, entraram na Justiça, inclusive a Aepet, e ganhamos várias liminares que suspenderam os descontos.

Entretanto o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, em decisão monocrática, cassou todas as liminares e impediu novas ações (1).

Agora o Fundo Petros, do qual fazem parte FUP, FNP e Aepet querem convalidar esse desconto, denominado PED (Plano de Equacionamento de Déficit). Sendo que, ao aceitar essa proposta, os sindicatos não poderão mais questionar esses descontos em ação coletiva, somente cabendo ações individuais.  

Na Petrobrás essa manobra foi encabeçada pela lava Jato, chefiada então pelo juiz Sérgio Moro, e nos fundos de pensão pela operação Greenfield.

Basta verificar que, enquanto os petroleiros, ativos e aposentados, estão adoecendo, muitos se suicidando, por conta principalmente dos descontos e da pecha de corruptos, os principais ladrões da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estranhamente estão em suas casas, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da roubalheira (3).

Dentre eles, o ex-diretor Paulo Roberto Costa; o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o tesoureiro do PMDB, Fernando Baiano, e o doleiro Alberto Youssef (2). 

Outro protegido é Paulo Guedes, que, enquanto ainda era assessor de Bolsonaro, formou uma quadrilha junto com seu assessor, Esteves Colnago e outros, dando rombo de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, inclusive na Petros.

Mesmo depois disso, com as bênçãos da Lava Jato e da Greenfied, Paulo Guedes foi alçado a ministro da Economia de Bolsonaro, não foi preso e nem está pagando pelo rombo que realmente deu (4,5).

Já os petroleiros, ativos e aposentados, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros, estão pagando pelo rombo que não deram.  

Vale lembrar que a Lava Jato, então chefiada pelo juiz Sérgio Moro, prendeu 20 pessoas por suspeita de superfaturamento nas obras de construção da sede da Petrobrás na Bahia, com dinheiro da Petros (6). Segundo a própria Lava Jato, trata-se somente de suspeita, mas mesmo assim prendeu e acusa a direção do PT (6). Na legislação brasileira, todo cidadão é inocente até que se prove o contrário.

A FT Greenfield protocolou nova denúncia contra 29 pessoas responsáveis pela gestão dos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia.

Elas são acusadas de gestão temerária na aprovação de investimento no Fundo de Investimentos e Participações (FIP) Sondas – veículo de investimentos da empresa Sete Brasil Participações.

Entre os acusados na Petros estão companheiros da FUP/FNP/Aepet. Esses companheiros são inocentes, até que se prove o contrário.   

A Lava Jato e Greenfield, que criminalizam os trabalhadores ligados aos fundos de pensão, denunciando e prendendo sem provas, é a mesma que se omite criminosamente em relação ao ministro Paulo Guedes.

E o pior, Paulo Guedes roubou o fundo de pensão dos trabalhadores e, com a privatização, vai tirar ainda seus empregos, como fez na BR Distribuidora. 

Jamais colocaria em dúvida a idoneidade da FUP/FNP e Aepet, mas apoiar o PED, seja ele assassino ou não, é um erro, creio.

 A toda hora, a direção da Empresa age criminosamente e unilateralmente, como na BR Distribuidora, onde   os trabalhadores são obrigados a aceitar a diminuição dos salários, caso contrário, são demitidos (7).

Se a direção Petrobrás/Petros, por conta de rombo, quer punir os petroleiros ativos e aposentados, sem qualquer prova, que o faça unilateralmente, mas sabendo do nosso protesto, ou seja, a FUP, FNP e Aepet não podem concordar com isso. (Confira as anotações de Emanuel Cancella)

28
Fev20

O “F***-se” de Bolsonaro ao Brasil

Talis Andrade

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O presidente quer acabar com todos os 248 fundos públicos infraconstitucionais

 

por Sérgio Fontenele

E por falar de mais um Carnaval, que acabou de passar, na avenida e vida dos brasileiros, como o momento é de voltar ou tentar voltar à realidade, à rotina do dia-a-dia, o presidente Jair Bolsonaro, enquanto a folia acontecia, continuou, febrilmente, a convocar a manifestação do “F***-se!” para o próximo dia 15 de março. Para quem brincou o carnaval, de forma merecida, e se desligou da casa de horrores em que se transformou o Brasil, o presidente, o governo e o bolsonarismo estão convocando grande ato nacional contra a democracia.

Segundo Bolsonaro, seus filhos, ministros – ou parte deles –, centenas de militares de alta patente, exercendo cargos de alto escalão, no Governo Federal, a manifestação do “F***-se!” visa fechar instituições como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), em apoio ao “salvador” da pátria, Jair Bolsonaro. O presidente da República, seu staff mais poderoso e íntimo, inclusive generais de pijama e da ativa, embevecidos com o prestígio, o dinheiro e as altas mordomias do poder, estão incitando seguidores a atacar o País .

O objetivo é, claro, intimidar o Legislativo e o Judiciário, obrigando-os, dessa forma, a compactuar com todos os desejos, delírios e desatinos do desgoverno Bolsonaro, que quer, entre outras barbaridades, acabar com todos os 248 fundos públicos infraconstitucionais, essenciais à sociedade. Isso, sob a cumplicidade criminosa da mídia, que o ataca em editoriais lidos por quase ninguém, em seus decadentes jornalões – Estadão, Folha, O Globo, IstoÉ, etc. –, mas “esconde” da população que o governo quer perpetrar absurdos como esse.

R$ 219 bilhões a menos

E que fundos são esses? O senador Paulo Paim (PT-RS), por exemplo, tem denunciado, chamado para o debate, dedicado quase que diariamente seus pronunciamentos alertando às consequências do iminente desastre, como desdobramento da extinção desses 248 fundos. Os fundos, segundo o parlamentar, totalizam R$ 219 bilhões, valor investido nos mais variados setores, como políticas sociais, seguridade social, educação e segurança pública. Em geral, Paim fala às moscas, para o plenário vazio do Senado Federal.

Seus colegas – a maioria da base que dá sustentação às propostas do ministro da Economia, Paulo Guedes, definitivamente determinado a destruir o País –, não têm tido a coragem de debater, não com os parlamentares de esquerda, mas com quem quer que seja crítico desse tipo de política neoliberal ou ultraliberal. Esses senadores, provavelmente financiados pelo mercado financeiro, dão de ombros, ignoram completamente os apelos para que se faça um debate sobre essa nefasta série de reformas neoliberais que o ministro quer implantar.

E o “F***-se!”, a linguagem oficiosamente adotada pela Presidência da República, para divulgar os atos do 15 de março, tem a finalidade de pressionar o Congresso a aprovar todo o lixo despejado por Guedes, e sua obsessão por fazer tudo o que o mercado espera que o faça. Essas manifestações fascistas, de extrema-direita, que deverão reunir bolsonaristas, no auge de seu fanatismo, têm o condão esperado de atemorizar o Congresso e o Supremo, e submetê-los à submissão de aprovar tudo o que fascismo quer fazer no Brasil.

 

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