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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Dez20

Gherardo Colombo, magistrado da Mãos Limpas, mostra que suspeição de Moro está se consolidando no cenário internacional

Talis Andrade

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Gherardo Colombo, ex-juiz da operação italiana Mãos Limpas”, disse que os fatos envolvendo a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foram divulgados pelas reportagens do Intercept Brasil, por meio da “Vaza Jato”, “levantam interrogações” que precisam de respostas, e que a ida imediata do ex-juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro pode levantar “questionamentos sobre a sua independência”. 

“O fato de Sérgio Moro ter se colocado imediatamente à disposição para entrar no governo (de Jair Bolsonaro) pode levantar, pelo menos em aparência, questionamentos em relação à sua independência”, disse Colombo em entrevista ao jornal Valor Econômico

“Quero dizer que os juízes, além de serem, devem também parecer imparciais. Acredito que para preservar a imagem de independência e imparcialidade, um juiz que queira entrar na política deverá aguardar um tempo razoável depois que deixou a magistratura”, completou. 

Moro foi convidado para ser ministro durante a campanha eleitoral. Ele e todos os juízes, e todos os procuradores, e todos os delegados da Polícia Federal da Lava Jato trabalharam para eleger o candidato da extrema direita, Bolsonaro, um deputado da velha política, envolvido com os currais eleitorais das milícias do Rio de Janeiro. 

Moro foi aliciado pelo Paulo Guedes, banqueiro envolvido com os fundos de pensão, com o desvio de fundos públicos, crimes que precisam ser julgados, que a Folha de S. Paulo, em agosto último, denunciou: "Guedes tenta varrer para debaixo do tapete prejuízo multimilionário a  fundos, diz Procuradoria à Justiça". Crimes do conhecimento de Moro, porque envolve fundos de pensão de funcionários da Petrobras, estatal que o juiz da Lava Jato investigava com exclusividade e fúria. Vide tags. 

Este o motivo de Paulo Guedes contratar empresa para monitorar jornalistas. 

 

Governo Bolsonaro faz monitoramento de jornalistas e lista ‘detratores’

 

RBA - O governo Bolsonaro promove o monitoramento de jornalistas que fazem críticas à sua gestão e classificam como “detratores”. Assim como na ditadura civil-militar do Brasil, o governo faz o mapeamento para saber como lidar com um grupo de 81 jornalistas e “outros formadores de opinião” considerados influenciadores em redes sociais.

As informações são do jornalista Rubens Valente, do UOL, que teve acesso à lista. Feito em arquivo Excel, o relatório separou os 81 “influenciadores” em três grupos: os “detratores” do governo Bolsonaro e do Ministério da Economia, de Paulo Guedes; os “neutros informativos” e os “favoráveis”.

Ao todo, 44 jornalistas são monitorados e cada nome é acompanhado de um comentário sobre o que a pessoa tem escrito nas redes sociais a respeito do governo e em especial de Paulo Guedes. Em oito casos, há até o telefone celular do profissional. Entre os classificados como “detratores” estão Guga Chacra, Xico Sá, Hildegard Angel, Cynara Menezes, Carol Pires, Luis Nassif, George Marques, entre outros.

Porém, a lista também traz professores universitários e acadêmicos como Silvio Almeida, Laura Carvalho, Jessé Souza, Claudio Ferraz, Sabrina Fernandes, Conrado Hubner, Rodrigo Zeidan, entre outros. Felipe Neto, Nathália Rodrigues e Jones Manoel são os influenciadores considerados contrários.

A matéria de Rubens Valente, mostra que Roger Rocha Moreira, Milton Neves, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza, Winston Ling, Camila Abdo, Tomé Abduch são as pessoas consideradas favoráveis ao governo.

Detratores monitorados

No arquivo, o governo faz um monitoramento e comenta sobre as atividades dos jornalistas nas redes sociais. Sobre o influenciador e youtuber Felipe Neto, o relatório diz que ele é “contra o governo e faz duras críticas ao ministro da Economia no que tange as questões da pandemia, porém é a favor do auxílio emergencial, tendo inclusive feito publicidade com a picpay (empresa de carteira digital) sobre o tema”.

O jornalista Xico Sá, que tem 1,5 milhão de seguidores no Twitter, também tem uma análise sobre suas postagens. “Faz oposição contumaz ao governo, além de reverberar matérias de teor desfavorável à gestão Bolsonaro”. A recomendação sobre Xico é o “monitoramento preventivo das publicações do influenciador em conteúdos relativos ao Ministério da Economia”, aponta o relatório.

O professor universitário Silvio Almeida, autor de Racismo estrutural e outras obras importantes, também é classificado como crítico do governo Bolsonaro. “Afirmou que o liberalismo do ministro Paulo Guedes é um dos pilares mais importantes do fascismo e que deve ser combatido. Afirmou que o ministro Paulo Guedes tem simpatia pela Alemanha Nazista e pela ditadura de Pinochet e disse ainda que ‘Quem compra Guedes que leve o Presidente'”, afirma o relatório.

Diante dessas análises, o monitoramento recomenda as seguintes medidas: “Envio de matérias e projetos da pasta. Monitoramento preventivo das publicações do influenciador. A partir dos posts que fizer sobre economia, monitorar se há debate equivocado e trazer esclarecimentos relativos a esses conteúdos”.

Esta não é a primeira vez que o governo Bolsonaro monitora seus críticos. Em julho deste ano, o Ministério da Justiça elaborou um dossiê contra servidores estaduais e federais que identificam como “antifascistas”. A ação sigilosa do governo Bolsonaro listou um grupo de 579 pessoas, com nomes e, em alguns casos, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas.

16
Out20

FUP, FNP e Aepet viraram reféns da Lava Jato e da Greenfield!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

- - -

Numa clara ameaça para impedir o lançamento de meu livro “A outra Face de Sergio Moro – Acobertando os Tucanos E entregando a Petrobrás”, em 2016, intimaram-me, via MPF, a pedido do juiz Sergio Moro (1).

Na época, mais dois blogueiros foram intimados pelo juiz Sergio Moro: Eduardo Guimarães e  Roberto Ponciano (2).

Em 2016, a Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro era praticamente uma unanimidade.

 Recebi mais duas intimações da parte de Sergio Moro, mas não me calei! Depois, graças a Deus, apareceu o The intercepet Brasil que, na verdade, foi quem desconstituiu a imagem de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, os chefes da Lava Jato

 As denúncias do Intercept, inclusive provadas com áudios, foram tão graves que levou o Conselho Nacional da OAB, por unanimidade, a pedir o afastamento de Sergio Moro e Dallagnol de cargos públicos para que tivessem um julgamento justo e não usassem a máquina pública em beneficio próprio (7). Mas ambos, Moro e Dallagnol, não acataram a orientação da OAB e continuaram a conspirar contra a Petrobrás e o Brasil.

   Em 2020, a Justiça me propôs um acordo judicial com Moro na “Movimentação do Processo  0178170 - 29. 2017.4.02. 5101 se existe a possibilidade de celebração do Acordo de Não Persecução Penal, previsto no artigo 28-A do Código de Processo Penal”. 

Eu, correndo risco de ser condenado em crime contra a honra, no caso de calúnia, não celebrei esse acordo o que significava que, a partir de então, seriam cessados os processos de intimação e eu me silenciaria sobre Sergio Moro e Lava Jato.

Tendo em vista essa minha experiência pessoal, creio que a FUP, FNP e Aepet quando, dentro do Grupo Petros, pactuaram no acordo do PED - Plano de Equacionamento de Deficit e provavelmente celebraram o pacto do silêncio mútuo e assim viraram uma espécie de reféns das operações Lava Jato e Greenfield. 

Vale lembrar que pelo PED, dezenas de milhares de petroleiros, ativos e aposentados, são obrigados a pagar, de forma vitalícia, 13% de seus salários, por um rombo que ocorreu na Petros. Sendo que esses petroleiros nunca foram gestores da Petros! 

Creio que, com minha atuação enquanto funcionário da Petrobrás e sindicalista, consegui ajudar a mostrar a outra face de Sergio Moro, o que me custou muito caro e continua a me penalizar.

 Agora, infelizmente novamente praticamente sozinho, quero mostrar à sociedade e aos petroleiros que a Lava Jato e a Greenfield,   em nome do combate à corrupção, constituem- se num cavalo de troia que vieram, na verdade, somente para entregar aos bancos privados o patrimônio dos fundos de pensão, um dos maiores do estado brasileiro que inclui a Petros, sendo que  a maior parte desse patrimônio é dos trabalhadores!  

Mas o mais grave é querem tirar do mercado de aposentadorias complementares os fundos de pensão das estatais e entregá-lo exclusivamente aos bancos privados. 

Lembrando que os fundos de pensão foram impostos pela ditadura militar, ou seja, não foram uma opção dos trabalhadores, pois, com certeza, que os trabalhadores, através de seus sindicatos, iriam optar pela Previdência Pública e Universal. 

Mas nem por isso deixamos de elogiar a Petros que, durante os seus 50 anos de existência, pagou em dia e ininterruptamente aposentadorias e pensões, e ainda constituiu um gigantesco instrumento de fomento da nossa economia. Com isso não quero dizer que não exista corrupção na Petros e muito menos dizer que não deva ser combatida. 

Mas veja como a Greenfield  disse combater a corrupção nos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia denunciando 29 gestores desses fundos de pensão por gestão temerária (3)?

Essa denúncia se deu em torno de vultosos investimentos na empresa Sete Brasil, que fabricaria sondas de perfuração para a Petrobrás, mas especificamente para o pré-sal. Creio que este seria, no Brasil, um dos negócios mais lucrativos do mundo principalmente considerando que o pré-sal é a maior descoberta petrolífera do planeta e já reponde por 70% da produção nacional de petroleo (4). E o cancelamento das encomendas da Petrobrás com a Sete Brasil com certeza acarretou numa grande baixa nos investimentos da Petros e rombo no fundo de pensão.

Mas sabe qual foi o resultado dessa investigação da Lava Jato, em parceria com a Greenfield, em nome do combate à corrupção?

Pois tanto as sondas de perfuração, como navios e plataformas, passaram assim a serem fabricadas no exterior, gerando investimentos gigantescos, arrecadação monstro de impostos e empregos de qualidade e renda. Só que para os gringos! Não seria mais fácil prender e afastar os corruptos e manter os investimentos e os empregos no Brasil? Lembrando que pela lei do governo Lula, de Partilha, 12.351/10 a ampla maioria da industria naval deva ser construída no Brasil.

 Continuando a beneficiar os americanos e aliados, a Lava Jato, além de destruir a indústria naval brasileira (5), cancelou a construção das duas refinarias do Nordeste, as do Ceará e Maranhão (6). Essas refinarias nos dariam a autossuficiência no refino de gasolina, diesel, entre outros derivados, e ainda um excedente para exportação, gerando caixa para União.   Essas duas refinarias gerariam mais emprego na Petrobrás e também receita para o fundo de pensão Petros.

 Tal a importância das refinarias, que denúncia da Aepet mostra que, em 12 meses, o Brasil pagou aos EUA, R$ 25 BI em importação de gasolina e diesel (8).   E Bolsonaro ainda vai entregar metade das refinarias da Petrobrás!

 Com isso vamos dar mais dinheiro aos EUA, na importação de gasolina e diesel; demitir operadores e diminuir salários, como fez na BR Distribuidora, e ainda gerando mais déficit para a Petros (9,10). 

Não coloco em dúvida a idoneidade e a combatividade dos companheiros da FUP, FNP e Aepet, muito pelo contrário, eles são meus ícones e minha mais importante referência! Alguém diria: mas as assembléias da categoria aprovaram o PED; aprovaram por que Fup e a Fnp indicaram a aceitação!

 Mas cobrar rombo da Petros de trabalhadores que só fizeram pagar no contracheque a Petros, como no meu caso, por 42 anos, sem nunca terem sido gestores do Fundo e ainda levarmos a pecha de corrupto é inaceitável

Fonte: 1 - https://www.brasildefato.com.br/2016/12/12/moro-nao-aceita-criticas-a-lava-jato-e-tenta-intimidar-petroleiro#.X4hRt2cb4D4.whatsapp

2 - https://sinttelrio.org.br/2017/04/11/entrevista-roberto-ponciano-e-intimado-por-criticar-conduta-de-sergio-moro/

3 - https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/01/09/operacao-greenfield-denuncia-29-ex-gestores-de-fundos-de-pensao-por-gestao-temeraria.ghtml

4 - https://exame.com/negocios/pre-sal-ja-responde-por-70-da-producao-de-petroleo-no-brasil/

5 - https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

6 - https://www.camara.leg.br/noticias/453909-petrobras-cancelou-refinarias-porque-denuncias-da-lava-jato-dificultaram-credito/

7 - https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,oab-recomenda-por-unanimidade-afastamento-de-moro-e-deltan,70002864190

8 - https://www.aepet.org.br/w3/index.php/conteudo-geral/item/3475-brasil-gastou-r-25-bi-com-importacao-de-gasolina-e-diesel-dos-eua-nos-ultimos-12-meses

9 - https://www.istoedinheiro.com.br/bolsonaro-parabeniza-stf-por-liberar-venda-de-refinarias-da-petrobras/

10 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/br-distribuidora-pressiona-funcionarios-a-aderir-a-pdv-sem-dizer-qual-salario-terao-apos-cortes.shtml 

 

08
Out20

Moro agora vê o mito como 'criatura do pântano'

Talis Andrade

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por Josias de Souza

Sergio Moro migrou do pró-bolsonarismo inocente para o antibolsonarismo primário. Na primeira posição, o ex-juiz da Lava Jato aceitou todas as presunções de Bolsonaro a seu próprio respeito, inclusive a de que seria um protótipo dos bons costumes. No segundo papel, o ex-ministro da Justiça simula espanto com a perversão do ex-chefe sem se dar conta de que flerta com o ridículo.

Num dia em que a hashtag #JairCalheirosBolsonaro escalou o rol das mais citadas do Twitter, o presidente da República declarou, em solenidade no Planalto: "É um orgulho, uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo."

Horas depois, o ex-símbolo da República de Curitiba plugou-se à internet para postar uma resposta no Twitter. Sem citar Bolsonaro, anotou: As tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção. É o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia. Esse filme é conhecido. Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?"

Moro não chegou a soar original. Apenas ecoou o ex-colega Paulo Guedes, que costuma definir o Estado brasileiro como um lugar "onde piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político se associaram contra o povo brasileiro." A apropriação não é casual. Foi Guedes quem procurou Moro, em 2018, para sondar o seu interesse em assumir o Ministério da Justiça.

Sergio Moro
@SF_Moro
As tentativas de acabar com a Lava Jato representam a volta da corrupção. É o triunfo da velha política e dos esquemas que destroem o Brasil e fragilizam a economia e a democracia. Esse filme é conhecido. Valerá a pena se transformar em uma criatura do pântano pelo poder?

 

Em dezembro de 2018, dias antes de se acomodar na cadeira de ministro, Moro viu o caso da rachadinha chegar ao noticiário. Assistiu ao esforço de Bolsonaro, ainda como presidente eleito, para explicar um depósito de R$ 24 mil feito pelo faz-tudo Fabrício Queiroz na conta de sua mulher. Alegou que o dinheiro tinha relação com uma dívida de R$ 40 mil de Queiroz com ele. Não exibiu documentos.

Nessa mesma época, Flávio Bolsonaro veio à ribalta para declarar que havia conversado com seu operador de rachadinha. Dera-se por satisfeito: "Ele me relatou uma história bastante plausível e me garantiu que não há nenhuma ilegalidade." O filho Zero Um do presidente recusou-se a reproduzir para os jornalistas o enredo "plausível". Ficou no ar a impressão de que a história de Queiroz era uma fábula, do tipo que começa assim: "Era uma vez..."

A despeito do cheiro de enxofre, Moro manteve inalterado o plano de trocar 22 anos de magistratura pelo cargo de ministro da Justiça. Ralou um longo processo de desmoralização. Saiu do governo chutando a porta e denunciando uma trama de Bolsonaro para converter a Polícia Federal num aparelho de proteção da primeira-família e dos seus amigos.

Moro demorou um ano e quatro meses para perceber que Bolsonaro era Bolsonaro. Hoje, os depósitos da família Queiroz na conta da primeira-dama Michelle já somam R$ 89 mil. E nada de explicação.

Não é a hipocrisia de Bolsonaro e o seu sucesso entre os pró-bolsonaristas ingênuos que espantam. A hipocrisia pelo menos é uma perversão planejada. No caso de Bolsonaro, o disfarce ético era armadilha para capturar a indignação nacional contra a corrupção. O que assusta mesmo é a impressão de que os adoradores do personagem não estão sendo cínicos. 

Espanta ainda mais que Sergio Moro não perceba o ridículo a que se expõe ao potencializar a suspeita de que, por algum tempo, embarcou na caravana dos que acreditam mesmo que a missão especial de Bolsonaro na Terra lhe concede uma isenção tácita para exercer o ineditismo de ser sistema e antissistema ao mesmo tempo. É no mínimo constrangedor que, depois de enviar para cadeia o pedaço apodrecido do status, Moro tenha se aliado ao quo.

O risco da pessoa que se engalfinha com uma criatura do pântano depois de viver com ela no brejo é a plateia não conseguir distinguir quem é quem. 

- - -

Nota deste correspondente: Paulo Guedes foi parar em Curitiba, para negociar os cargos de ministro da Justiça e ministro do STF para Moro, e fez parte do trato que a Lava Jato ficaria longe das negociatas de Paulo Guedes (fundos de pensão)  e da família Bolsonaro. Ninguém vira intocável de graça. 

 

31
Ago20

Relação de matérias censuradas no Jornal GGN pela justiça inimiga da liberdade de imprensa

Talis Andrade

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por Marcelo Auler

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Xadrez rápidoMoro usa Globo para calar Veja e atinge Deltan, em 19/07/2019

Pallocci revela, mais uma vez, que é o delator Bom Bril, com mil e uma utilidades

 

Quanto ganha o BTG com os aposentados no Chile e o fim do discurso do Banco Mundial, em 21/07/2019

 

Xadrez de Moro, Dallagnol e Bolsonaro, e a busca do inimigo externo, em 23/08/2019

 

As manobras por trás das mudanças no COAF, em 28/08/2019

Nas mãos de Sérgio Moro, o COAF seria utilizado como instrumento de poder e chantagem – como efetivamente foi. Daí a razão da mudança não ter provocado nenhum abalo na opinião pública. Nas mãos do BC de Campos Neto, como órgão decorativo

 

Vaza Jato: o lobby de Deltan com a amiga de Eike Batista, em 02/09/2019

Patrícia Coelho foi consultora do empresário, é próxima de Andre Esteves, do BTG Pactual, tem contratos com a Petrobras e teria doado R$ 1 milhão para o “Instituto Mude”

 

Xadrez da grande jogada do BTG com a Zona Azul, em 06/12/2019

Toda a lógica da licitação é de uma autêntica Operação de Antecipação de Receita (ARO), vetada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

 

Zona Azul: como fazer uma licitação de cartas marcadas, em 09/12/2019

Fica evidente que todo o projeto foi preparado pelo BTG.  Com três meses de gestão, seria impossível Dória montar um projeto detalhado, cujos pontos básicos foram mantidos até o fim.

 

Prefeitura de SP instaura monopólio no Zona Azul em leilão do serviço à empresa ligada do BTG, em 11/12/2019

Gestão Bruno Covas confirma leilão que retira mais de 10 empresas do mercado; Sem concorrentes, tendência é aumento do preços aos usuários

 

Zona Azul: pode-se confiar no Tribunal de Contas do Município? em 22/01/2020

Em vez do contribuinte, através da Prefeitura, ser o beneficiário dessas ativos intangíveis, a licitação passará para o BTG sem custo algum – já que o valor da outorga se refere apenas à exploração do CAD.

 

O silêncio geral em relação ao BTG e à licitação da Zona Azul, em 20/07/2020

Entre os negócios do BTG Pactual está a rede de estacionamentos Estapar, que ganhou polêmica licitação da Zona Azul em São Paulo

 

Mais uma compra de banco de dados públicos tendo por trás o BTG, em 29/08/2020

No dia 22 de agosto passado, o Ministério da Economia resolveu assumir a responsabilidade pelos contratos e empurrar clube de desconto goela abaixo do funcionalismo.

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30
Ago20

Papo de bar XIX! MST, Lava Jato, PGR, MP, Pré-sal e Paulo Guedes.

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

Quilombo Campo Grande:

A polícia não fez nenhuma investida contra os criminosos  fazendeiros, madeireiros e garimpeiros que estão envenenando, desmatando e tacando fogo na Amazônia, no Pantanal e nas matas atlânticas. Já contra os trabalhadores rurais, aqueles que respondem por mais de 70% dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, bolsonarista,  ataca com despejo, bombas, caveirão e balas (1).

Lava Jato:

A Operação, fortalecendo seu lado criminoso, apresenta sua facção do “B”. Agora temos a Lava Jato que ataca os Marinhos, da Globo, aliada a Bolsonaro. Há também a Lava Jato do Moro, aliada aos Marinhos.

O mesmo acontece no Ministério Público, que há muito deixou de ser público: temos o ex-ministério público, aliado ao PGR Aras, e o ex-ministério público aliado à Lava Jato.

TRF suspende investigação contra Paulo Guedes por fraudes em fundos de pensão (2).

Paulo Guedes, quando ainda em campanha com o então candidato Bolsonaro, montou uma quadrilha com seu assessor, Esteves Colnago e outros, que deu rombo de 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, entre eles o da Petros (4,5).

Com a omissão criminosa da operação Greenfield, que investiga os fundos de pensão das estatais, e da Lava Jato, que investiga a Petrobrás, Guedes ainda ganhou de Bolsonaro o ministério da Economia.   Em resumo, Paulo Guedes não foi preso e nem paga pelo rombo.

E os petroleiros, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros,  estão pagando, no mínimo com 13% de seu salários de forma vitalicia, por rombo na Petros.  

Fundo do Pré-sal: Senado aprova projeto que retira R$ 242 bilhões da saúde e educação (3).

Estão roubando o futuro de seus filhos e netos. Nos royalties do pré-sal, 75% iriam para a educação e 25% para saúde.

Fonte: 1 - https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/07/agricultura-familiar-alimento-resistencia/

2 - https://www.brasil247.com/economia/trf-suspende-investigacao-contra-paulo-guedes-por-fraudes-em-fundos-de-pensao

3 - https://www.brasil247.com/brasil/fundo-do-pre-sal-senado-aprova-projeto-que-retira-r-242-bilhoes-da-saude-e-educacao

4 -  https://oglobo.globo.com/brasil/mpf-investiga-paulo-guedes-assessor-de-bolsonaro-por-suspeita-de-fraudes-em-fundos-de-pensao-de-estatais-23145487

5 - https://revistaforum.com.br/politica/paulo-guedes-promove-assessor-denunciado-por-rombo-de-r-55-milhoes-em-fundos-de-pensao/    

26
Jul20

Paulo Guedes, o corrupto de estimação da Lava Jato e da Greenfield!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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A certeza da impunidade fez com que Paulo Guedes formasse uma quadrilha junto com seu assessor Esteves Colnago e outros que deram assim um rombo de 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, incluindo a Petros (3,4).

Paulo Guedes não só roubou o fundo de aposentadorias dos trabalhadores da BR Distribuidora, como também, com a privatização, ainda tirou 600 empregos próprios e de centenas de contratados e obrigou os que ficaram a diminuir em 30% seus salários (1).

E fez muito mais, pois prejudica milhares de trabalhadores, inclusive os da Br Distribuidora, com o pagamento do famigerado PED - Plano de Equacionamento de Deficit:  170 mil na Petrobras; 135 mil na Caixa Econômica Federal; e 70 mil nos Correios (2).

Não sabemos quanto estão pagando pelo déficit os funcionários da Caixa e do Correio, mas na Petrobrás estamos pagando, no mínimo com 13% dos salários e por 18 anos, e as direções da Petrobrás e da Petros ainda querem transformar o pagamento em vitalício. Esses petroleiros punidos nunca foram gestores da Petros.

E não podemos esquecer que, por conta do fajuto combate à corrupção na Petrobrás, que atinge também os petroleiros, vários colegas indignados estão afastados para tratamento psíquico e pelo menos 10 petroleiros se suicidaram (12).

Os petroleiros recorreram contra o PED e conseguiram 310 liminares que abrangem milhares de petroleiros, suspendendo assim o desconto em todo o Brasil. Eis que, em decisão monocrática, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, suspendeu todas as liminares.  É, com base nessa decisão, que  se aproveita a direção da Petrobrás e da Petros para tornar o pagamento vitalício.

Lembrando que a decisão de Noronha é de suspensão temporária e estamos esperando que o pleno do STJ julgue em definitivo (5).  

Para quem não lembra, Noronha é o juiz que determinou a prisão doméstica do miliciano Fabrício de Queiroz e sua esposa Márcia (6).

E agora vem a público que a provável saída do presidente do BB, Rubem de Freitas Novaes, foi por conta de mais uma negociata de Paulo Guedes no Banco do Brasil. Quem denunciou foi o deputado Pompeu de Mattos do PDT/RS.

O Banco Pactual, do qual Paulo Guedes é fundador, comprou a carteira de Crédito do BB avaliada em R$ 2.9 BI por R$ 371 milhões (7,8,9).   

Essa certeza de impunidade de Paulo Guedes vem das operações Lava Jato, que investiga a Petrobrás, chefiada então pelo juiz Sergio Moro, e pela Operação Greenfield, que investiga os fundos de pensão das estatais.

Isso porque Paulo Guedes, quando arrombou os cofres dos fundos de pensão das estatais, era somente assessor do candidato Bolsonaro, e mesmo diante do escândalo, conseguiu virar ministro da Economia de Bolsonaro porque  contou com a omissão da Lava Jato e da Greenfield

Essa mesma Lava Jato, chefiada pelo juiz Sergio Moro, prendeu 20 pessoas, por “suspeita” de superfaturamento nas obras da sede da Petrobrás na Bahia com dinheiro da Petros (10). Também a Greenfield denunciou 29 ex-executivos de Fundos de Pensão nas estatais por “possível” gestão temerária (11).

Mas Paulo Guedes continua ileso, embora tenha arrombado os cofres do fundo de aposentadoria da Petros; ter tirado os empregos de 600 petroleiros e de centenas de contratados e reduzido, em 30%, os salários dos que ficaram na BR Distribuidora, pois se não aceitassem seriam demitidos.

Enfim, Paulo Guedes, além de não pagar pelo rombo que deu, não ter sido preso, ainda, com as graças da Lava Jato e da Greenfield, ganhou o ministério da Economia de Bolsonaro e continua fazendo negociatas, agora usando o Banco do Brasil! (Anotações aqui)

16
Jul20

Paulo Guedes, chefe de quadrilha que roubou os fundos de pensão, agora quer acabar com o salário!

Talis Andrade

Emanuel Cancella: Paulo Guedes rouba fundos de pensão dos ...

 

por Emanuel Cancella

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Paulo Guedes, com seu assessor Esteves Colnago e outros, montou uma quadrilha que deu rombo de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, entre eles o da Petros (7,8). Pasmem! Paulo Guedes agora quer acabar com o salário(3)

Paulo Guedes, além de lesar os fundos de pensão dos trabalhadores, com a privatização, ainda tira seus empregos. Na BR Distribuidora privatizada por Paulo Guedes, 600 petroleiros foram demitidos, centenas de terceirizados perderam seus empregos e os trabalhadores que ficaram tiveram redução de 30% nos salários (1,2).

Lembrando que Paulo Guedes, quando deu rombo nos fundos de pensão das estatais, era então assessor do então candidato à presidência Bolsonaro e, com a omissão criminosa da Operação Lava Jato, que investiga a Petrobrás, e a Greenfield, que investiga os fundos de pensão das estatais, Paulo Guedes foi promovido a ministro da Economia de Bolsonaro.    Alem disso Paulo Guedes não paga pelo rombo e nem foi preso. [Nessa mesma época, 2018, Guedes envolvido na corrupção investigada pela Lava Jato na Petrobras, manteve contatos diretos com o juiz Sergio Moro, levando o convite para ser ministro de Bolsonaro e do STF. Essa proposta, essa negociata tem nome...]

E agora o banco Pactual, fundado por Paulo Guedes, compra por R$ 2.9 BI carteira de crédito do Banco do Brasil. O deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) contesta a venda da carteira de crédito do Banco do Brasil ao BTG Pactual, chamando a operação de “negociata” (4,6 ).

O rombo nos fundos de pensão das estatais é considerado gravíssimo já que é desse dinheiro que sai principalmente o pagamento das aposentadorias e pensão dos trabalhadores.

Na Petros, Fundo de Pensão da Petrobrás, os petroleiros ativos e aposentados, por conta de rombo na Petros, estão pagando no mínimo 13% de seus salários e por 18 anos. O problema é que esses petroleiros nunca foram gestores do fundo. E a Petrobrás ainda quer tornar o desconto em vitalício.

Em decisão provisória, o presidente do STJ, João Otavio de  Noronha, suspendeu 310 liminares que impediam esse desconto absurdo. E, aproveitando-se dessa decisão de Noronha, as direções da Petrobrás e da Petros, de forma leviana, trabalham para tornar definitivo esse desconto também conhecido como PED - Plano de Equacionamento de Deficit!  (5) [Consulte as anotações aqui. O comentário entre colchetes é deste correspondente]

 

24
Jun20

Paulo Guedes entregou a BR Distribuidora aos gringos e roubou os fundos de pensão das estatais

Talis Andrade

 

petrobras distribuidora.jpg

 

por Emanuel Cancella

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Paulo Guedes, mesmo sendo réu, tem apoio total das operações da PF, e quer entregar as estatais aos gringos e os fundos de pensão aos bancos privados!

Paulo Guedes era assessor do candidato Bolsonaro, quando deu rombo nos fundos de pensão das estatais.

Depois montou uma quadrilha, junto com seu assessor Esteves Colnago e outros, que deram um desfalque num total de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, inclusive na Petros (2,3).  

E mesmo assim Paulo Guedes, com as bênçãos da Operação Lava Jato, chefiada pelo então  juiz Sergio Moro que investiga a Petrobrás, e a Operação Greenfield que investiga os fundos de pensão virou ministro da Economia de Bolsonaro.

Paulo Guedes saqueou os fundos de pensão das estatais, Fundos esses  responsáveis pela aposentadoria dos trabalhadores e, não satisfeito, com a privatização, ainda tira seus empregos.

Na BR Distribuidora privatizada, 600 trabalhadores diretos perderam seus empregos  e centenas de contratados também foram para a rua.

Os petroleiros restantes da BR Distribuidora, para não perder o emprego, tiveram redução de 30% nos salários (1).

E os Petroleiros da BR Distribuidora, assim como todos os demais petroleiros, ativos e aposentados, já pagam o chamado PED - Plano de Equacionamento de Déficit ,  no mínimo com 13% de seus salários e por 18 anos. A ampla maioria dos petroleiros, quase a sua totalidade, nunca foi gestor da Petros, então como responsabilizá-los, cobrando rombo dado por outros?

E agora a direção, da Petrobrás e da Petros, está transformando o pagamento em vitalício.

E a direção, da Petrobrás e Petros, diz ainda que outros rombos podem advir e serão pagos pelos mesmos petroleiros. O que poderá zerar o pagamento de nossa complementação de aposentadoria. O que pode representar o fim da Petros e de outros Fundos de pensão que estão sofrendo o mesmo processo.  

Trata-se de estratégia entreguista, da mesma forma que a BR Distribuidora foi entregue aos gringos, os fundos de pensão deverão ser direcionados para os bancos privados.

Lembrando que a BR Distribuidora era uma espécie de caixa da Petrobrás. BR Distribuidora, a segunda maior empresa brasileira em faturamento (9). “Entregamos para o mercado o que ninguém entregaria em qualquer outro lugar (4)”

E continuando a dar dinheiro para americano, foi noticiada também, em 07/08/2019, que o Brasil gastou R$ 25 bi com importação de gasolina e diesel dos EUA nos últimos 12 meses (6), e agora Bolsonaro ainda  anuncia que vai vender metade das refinarias da Petrobrás (7). É para dar mais dinheiro aos americanos?

E Bolsonaro, quando deputado, queria fuzilar FHC por vender nossas estatais e reservas petrolíferas, e hoje, presidente, faz pior (8). Confira aqui as anotações 

E os Fundos de pensão das estatais, juntamente com a previdência pública, há mais de 50 anos, sempre pagaram em dia aposentadorias e pensões. E mais, os fundos de pensão das estatais sempre foram a mais importante ferramenta de fomento e impulsionadora de nossa economia.

O mesmo não se pode dizer dos bancos privados que, no Brasil, quebram ou vão à falência dando calotes nos correntistas: Sete bancos quebraram entre os anos de 2008 e 2015 (5).

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10
Jun20

A direção da Petrobrás quer matar os petroleiros e a FUP, FNP e Aepet querem estuprar mas, mesmo assim, vou acompanhar o Sindicato! Vale a Pena Ver de Novo

Talis Andrade

 

Paulo Guedes investigado por rombo nos Fundos de Pensão das Estatais, notadamente da Petrobras, foi sabida, safada e criminosamente oferecer a Sergio Moro, na campanha eleitoral de 2018, um cargo no primeiro escalão do governo Bolsonaro. As relações de Sergio Moro com Paulo Guedes começaram nas investigações da Lava Jato. Moro mantinha presos e investigava os principais ladrões da Petrobras, e apadrinhava os bandidos de estimação, e eleito Bolsonaro passou a apaniguar Paulo Guedes (T.A.)  

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por Emanuel Cancella

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Quando foi apresentada, pela 1ª vez, a proposta para cobrir o rombo na Petros, em assembléia, no Sindipetro-RJ, eu falei no microfone, na assembléia dos aposentados, gravada:

“A Petrobrás quer me matar e os sindicatos me estuprar, mas mesmo assim vou acompanhar o Sindicato”. Estou agora revendo minha posição em acompanhar o Sindicato.

O fato é que foi criado o “Forum Petros”, onde se juntaram FUP, FNP, Aepet, Federação dos Marítimos e várias associações de aposentados petroleiros, para discutir os problemas da Petros. O principal deles é um rombo fictício, já que não existe perícia que comprove o tal rombo.

Não sei se o mesmo acontece em todos os Fundos de Pensão das Estatais ou em grande parte deles.

Então a Petros começou unilateralmente a descontar, no mínimo 13% dos salários dos petroleiros, ativos e aposentados, e por 18 anos.

Então todos os sindicatos de petroleiros, em nome dos trabalhadores, entraram na Justiça, inclusive a Aepet, e ganhamos várias liminares que suspenderam os descontos.

Entretanto o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, em decisão monocrática, cassou todas as liminares e impediu novas ações (1).

Agora o Fundo Petros, do qual fazem parte FUP, FNP e Aepet querem convalidar esse desconto, denominado PED (Plano de Equacionamento de Déficit). Sendo que, ao aceitar essa proposta, os sindicatos não poderão mais questionar esses descontos em ação coletiva, somente cabendo ações individuais.  

Na Petrobrás essa manobra foi encabeçada pela lava Jato, chefiada então pelo juiz Sérgio Moro, e nos fundos de pensão pela operação Greenfield.

Basta verificar que, enquanto os petroleiros, ativos e aposentados, estão adoecendo, muitos se suicidando, por conta principalmente dos descontos e da pecha de corruptos, os principais ladrões da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estranhamente estão em suas casas, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da roubalheira (3).

Dentre eles, o ex-diretor Paulo Roberto Costa; o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado; o tesoureiro do PMDB, Fernando Baiano, e o doleiro Alberto Youssef (2). 

Outro protegido é Paulo Guedes, que, enquanto ainda era assessor de Bolsonaro, formou uma quadrilha junto com seu assessor, Esteves Colnago e outros, dando rombo de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, inclusive na Petros.

Mesmo depois disso, com as bênçãos da Lava Jato e da Greenfied, Paulo Guedes foi alçado a ministro da Economia de Bolsonaro, não foi preso e nem está pagando pelo rombo que realmente deu (4,5).

Já os petroleiros, ativos e aposentados, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros, estão pagando pelo rombo que não deram.  

Vale lembrar que a Lava Jato, então chefiada pelo juiz Sérgio Moro, prendeu 20 pessoas por suspeita de superfaturamento nas obras de construção da sede da Petrobrás na Bahia, com dinheiro da Petros (6). Segundo a própria Lava Jato, trata-se somente de suspeita, mas mesmo assim prendeu e acusa a direção do PT (6). Na legislação brasileira, todo cidadão é inocente até que se prove o contrário.

A FT Greenfield protocolou nova denúncia contra 29 pessoas responsáveis pela gestão dos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia.

Elas são acusadas de gestão temerária na aprovação de investimento no Fundo de Investimentos e Participações (FIP) Sondas – veículo de investimentos da empresa Sete Brasil Participações.

Entre os acusados na Petros estão companheiros da FUP/FNP/Aepet. Esses companheiros são inocentes, até que se prove o contrário.   

A Lava Jato e Greenfield, que criminalizam os trabalhadores ligados aos fundos de pensão, denunciando e prendendo sem provas, é a mesma que se omite criminosamente em relação ao ministro Paulo Guedes.

E o pior, Paulo Guedes roubou o fundo de pensão dos trabalhadores e, com a privatização, vai tirar ainda seus empregos, como fez na BR Distribuidora. 

Jamais colocaria em dúvida a idoneidade da FUP/FNP e Aepet, mas apoiar o PED, seja ele assassino ou não, é um erro, creio.

 A toda hora, a direção da Empresa age criminosamente e unilateralmente, como na BR Distribuidora, onde   os trabalhadores são obrigados a aceitar a diminuição dos salários, caso contrário, são demitidos (7).

Se a direção Petrobrás/Petros, por conta de rombo, quer punir os petroleiros ativos e aposentados, sem qualquer prova, que o faça unilateralmente, mas sabendo do nosso protesto, ou seja, a FUP, FNP e Aepet não podem concordar com isso. (Confira as anotações de Emanuel Cancella)

07
Jun20

A farsa lavajatista de combate à corrupção na Petrobras

Talis Andrade

 

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Paulo Guedes montou uma quadrilha que deu um rombo de 6,5 bilhões nos fundos de pensão das estatais 

 por Emanuel Cancella

As Operações Lava Jato, chefiadas pelo ex-juiz Sergio Moro, que investiga a Petrobrás, e a Greenfield, que investiga os fundos de pensão, estão sendo desmascaradas pelos fatos.

Na verdade, a Lava Jato foi concebida para  desmoralizar  a Petrobrás no sentido de facilitar sua privatização e a Greenfield para entregar os fundos de pensão das estatais e o mercado de aposentadorias complementares aos bancos privados.

A Greenfield denunciou vinte e nove pessoas, por “possível” gestão temerária, inclusive companheiros da FUP, FNP e Aepet.

Entretanto mostrou que sua finalidade não é combater a corrupção tanto, assim como a Lava Jato, a Greenfield omitiu-se criminosamente em relação ao então assessor de Bolsonaro, Paulo Guedes, quando este, apesar de ser réu, foi nomeado ministro da Economia de Bolsonaro (1).

Era réu porque Paulo Guedes, junto com seu assessor Esteves Colnago e outros, com a omissão criminosa da Lava Jato e Greenfield, montou uma quadrilha que deu rombo de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, entre eles o da Petros (2,3). E Paulo Guedes não foi preso e nem paga pelo rombo. 

Por outro lado, o que a Greenfield cita como gestão temerária é a empresa Sete Brasil, criada para fabricar sondas para o pré-sal, na qual a Petros e outros fundos de pensão aportaram vultosos recursos.

Com certeza que construir sondas para o pré-sal está entre os melhores negócios no mundo.

Mas a Greenfield, em nome do combate à corrupção, mandou fabricar as sondas no exterior, gerando assim investimentos, empregos e renda para os gringos.

Alias a Lava Jato fez o mesmo com as duas refinarias, do Ceará e Maranhão, e com a indústria naval brasileira (11,12).

Quanto aos membros da FUP, FNP e Aepet, citados pela Operação Greenfield por gestão temerária, os petroleiros não só acreditam na inocência desses companheiros, mas os elegeram para representá-los porque eles sempre lutaram pela Petrobrás e pela categoria.   

Lamentavelmente, as direções da FUP, FNP e Aepet deram aval para os petroleiros aprovarem, nas assembléias, o PED (Plano de Equacionamento de Déficit), por conta de um rombo na Petros, que resultou no desconto nos salários dos petroleiros, ativos e aposentados de, no mínimo, de 13%, e por 18 anos. E mais, as direções da Petrobrás e da Petros, malandramente, estão transformando em vitalício esse desconto e o absurdo é que a ampla maioria dos petroleiros nunca foi gestora da Petros.

O que transparece para alguns petroleiros é que as direções da FUP, FNP e Aepet estão reféns da farsa do lavajatismo e fizeram acordo, que resultou no PED e também de não questionar os efeitos da farsa do combate à corrupção na Petrobrás.

Digo isso, porque enquanto diretor do Sindipetro-RJ e da FNP, realizamos escrachos na residência de diretores e Gerentes Gerais da Petrobrás, isso no governo Dilma, e fomos processados na Justiça. Então fizemos acordo, diante da ameaça de sermos presos,  de não falarmos mais em boletins, na boca de ferro, nos nomes dos escrachados.  

Esse imbróglio envolveu a diretora Fabiola Monica, Edison Munhoz e Emanuel Cancella.

A Fabíola, em principio, rejeitou o acordo, mas depois a convencemos a concordar. Dali para frente, mesmo assim, continuamos a criticar essas pessoas, só não citávamos os nomes delas explicitamente, mas falarmos no apelido, no cargo etc.

A cooperação com a Lava Jato foi tanta que a companheira advogada da FNP, Raquel Sousa, valorosa e competente, que barrou várias privatizações, via liminares, entretanto, segunda a própria, no documentário Bem Maior, O filme!, Raquel mandava relatórios para a lava Jato (5). Aliás, o filme é magnífico!

Isso constitui uma contradição, pois, enquanto eu, um dos Coordenadores da FNP, em 2016, escrevia um livro, “A outra Face de Sergio Moro – Acobertando os tucanos e entregando a Petrobrás”, nossa advogada colaborava com a Lava Jato.

Talvez por essa e outras matérias, e pelo meu livro, A outra Face de Sérgio Moro, minhas três intimações, duas pelo MPF, a pedido de Moro, e a terceira pela policia Federal, subordinada a Moro (7 a 10).

Mas a mim, não conseguiram calar!

Em novembro de 2016, denunciei formalmente ao MPF a omissão criminosa da Operação Lava Jato, em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás, até hoje sem reposta. Veja denúncia na íntegra (4).

Relato isso porque precisamos salvar a imagem da Petrobrás e dos petroleiros, no Brasil, visto que no exterior ganhamos em Hoston, EUA, pela 3ª vez o prêmio OTC, considerado o “Oscar” da indústria do petróleo, por desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo que resultou na descoberta do pré-sal. Entretanto só conseguiremos isso rompendo e denunciando o lavajatismo.

Aliás, nesta semana, deputados de dez partidos já assinaram pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro (6).

Os petroleiros estão esperando o quê? Fontes citadas aqui

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