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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Dez20

Gula sem fim: PGR descobre R$ 270 mi da JBS para “ONG da Lava-Jato”

Talis Andrade

bunda de fora mora dallagnol.png

 

 

Moro tem R$ 8,5 da Odebrecht, sendo R$ 6,8 bilhões para seis procuradores

por Fernando Brito

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Conjur publica que o Procurador Geral da República, Augusto Aras, pediu a anulação de cláusula do acordo de leniência da JBS que previa a entrega, pela empresa de R$ 270 milhões para uma “ONG” criada pela Força Tarefa da lava Jato com a Transparência Internacional para a fundação de uma entidade “para atender a imposição de investimentos sociais” das obrigações impostas ao frigorífico.

É uma espécie de “replay” do que a Lava Jato tentou fazer com os recursos que a Petrobras pagou nos EUA por um acordo de leniência com o Departamento de Justiça daquele país, num acordo bem mais “gordo”, que daria aos procuradores poderes sobre e como destinar R$ 2,5 bilhões.

O dinheiro da JBS – que não tem sequer nada a ver com a Lava Jato – ia servir para uma “campanha educativa contra a corrupção”, certamente desenvolvida pelos “reizinhos” de Curitiba, em parceria com o diretor-executivo da filial brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão, destinatário de pedidos de Deltan Dallagnol para produzir manifestações de apoio à Lava-Jato, como revelaram as mensagens publicadas pelo The Intercept e pela Agência Pública.

É espantoso que continue a existir este cancro que é a Força Tarefa da Lava Jato. Usar a função de fiscal da lei, paga pelo dinheiro do contribuinte, para arquitetar negócios escusos só é menos escandaloso do que o escãndalo de continuarem impunes nos seus cargos.

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Nota deste correspondente: Por um manjado acordo de leniência, assinado por Sergio Moro, a Odebrecht ficou de pagar uma botija mais gorda. Para a fundação de Dallagnol e mais cinco procuradores associados: 6,8 bilhões de uma multa de 8,5 bilhões. Isso aconteceu em 2016. Foi denunciado em 2019. A imprensa aplaudiu. A oposição ficou calada. Os três poderes nem aí.  Confira reportagem de Pedro Canário aqui

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Sergio Moro, agora sócio diretor da Alvarez & Marsal, que administra a Odebrecht em recuperação judicial, vai ordenar o quê? 

Ordem de pagamento é dinheiro no bolso de Moro (Para isso ele é sócio. Acima o documento com as assinaturas dos seis procuradores do fundo de 2,5 bilhões da Petrobras)

Ordem de não pagar bem que ajuda a Odebrecht.

Oito bilhões e quinhentos milhões ... será que Moro, quando conversou essa bufunfa, já pensava ir para a A&M, ou estava apenas de olho na fundação da Lava Jato, que aparece sem nome como fundo, como ong, como uma sociedade para fazer caridade a torto e a direito & as campanhas Moro presidente e procuradores governadores e senadores no Brasil lavajatista. Acontece que deu Bolsonaro em 2018. E da criminalização da política surgiram vários senadores e governadores. Principalmente no Sul e Sudeste. 

 

29
Jul20

A extraterritorialidade e o incalculável prejuízo da Lava Jato ao patrimônio brasileiro

Talis Andrade

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A Lava-Jato atuou como um partido político representante de interesses estrangeiros

por Larissa Ramina, Carol Proner, Gisele Ricobom

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Quanto mais o governo do Brasil se alinha ao dos Estados Unidos pela forma mortífera de tratar a pandemia do Covid-19, mais percebemos que a proximidade entre os dois países vai muito além da afronta à ciência e aos organismos internacionais de direitos humanos. Como podemos ver nos documentos que foram entregues recentemente para aprovação no Congresso Nacional – nova Política de Defesa Nacional, nova Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa Nacional – bem como nos frequentes acordos de cooperação técnica em áreas diversas, ambos os países estão afinados no campo da estratégia militar, fabricando inimigos comuns e teorias conspiratórias para se defenderem do que consideram “ameaças” e “ofensivas” da Venezuela, da China, de Cuba, do Irã, da Rússia e por aí vai.

Esta situação de mimetismo na área da defesa – que deve se intensificar nos próximos meses prévios às eleições estadunidenses – revela uma subalternidade por parte do Brasil que embaraça até mesmo os menos nacionalistas e volta à moda o debate a respeito do papel imperialista dos EEUU na América Latina. Para os europeus, falar de imperialismo estadunidense é vitimismo latino-americano, mas basta um pouco de atenção ao que acontece na região para percebemos que a pressão sobre o american’s backyard nunca foi interrompida.

Destaque-se atualmente o papel da política estadunidense na aplicação das “sanções coercitivas unilaterais”, do qual são exemplo os “embargos econômicos” unilaterais sancionatórios, que violam completamente o direito internacional. Também tem sido usado pelos EEUU a chamada “extraterritorialidade coercitiva sancionatória”, uma trama bem construída de legislação federal para enredar empresas e cidadãos de outros países no tema do combate à corrupção. Se, até certo ponto, essa trama de legislação conta com respaldo de legislação via tratados bilaterais ou regionais, é certo que se aproveita de vulnerabilidades de cada país para estender suas garras de jurisdição e render empresas de grande porte, algumas estatais ou de economia mista, comprometendo a economia de países, empregos, biografias e a imagem das empresas que, na maioria das vezes, mal conseguem sobreviver.

No caso do Brasil, o que tivemos não foram meras fraquezas soberanas. O que aqui ocorreu, para facilitar a jurisdição extraterritorial dos Estados Unidos sobre empresas e cidadãos brasileiros, foi a cooperação de agentes do sistema de justiça, membros do Ministério Público e eventualmente até do judiciário que corroboraram ilegalmente com os interesses de outro país. Destaque-se a condição de ilegalidade porque, pelo acordo bilateral Brasil-Estados Unidos, a cooperação da megaoperação Lava Jato deveria ter ocorrido por intermédio do Ministério da Justiça, por razões evidentes e que vão além dos aspectos jurídicos. No entanto, e agora se sabe com cada vez maior riqueza de detalhes, houve a assunção de competência de outros poderes, por vezes para satisfazer interesses próprios, como foi o caso da natimorta Fundação Lava Jato. (Continua)

 
03
Jun20

Será que Augusto Aras vai enfrentar o corporativismo que acoberta os crimes da Lava Jato?

Talis Andrade

 

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, retomou a negociação de um acordo de delação premiada com o advogado Rodrigo Tacla Duran, que foi recusado pelo corporativismo que esconde, apadrinha, os abusos da Lava Jato, compreendendo o recebimento de propinas, notadamente de doleiros, inclusive bilionários acordos com serviços de espionagem, de inteligência, de informações estratégicas estrangeiros. 

Juízes e procuradores, safadamente, fizeram vista grosa para a denúncia apresentada no Congresso, e publicada pela imprensa:

Acusado de lavar mais de R$ 50 milhões, o ex-advogado da Odebrecht e da UTC Rodrigo Tacla Durán, exilado em Madri, revelou os bastidores corruptos da Operação Lava Jato, quando Sergio Moro era juiz federal na chamada República de Curitiba. 

Em depoimento no fim de novembro à CPI da JBS, Durán incrimina o advogado Carlos Zucolotto Jr, ex-sócio da advogada Rosangela Moro, esposa do ex-juiz, e padrinho de casamento do casal, de oferecer delação premiada com pagamento de caixa 2. O acordo reduziria a multa de US$ 15 milhões para US$ 5 milhões, com a condição de Durán pagar US$ 5 milhões "por fora", a título de honorários, porque "havia o pessoal que ajudaria nessa tarefa". Nesse pacote constaria ainda a prisão domiciliar em lugar do regime fechado

Os procuradores Júlio Noronha e Roberson Pozzobon teriam lhe enviado o esboço da colaboração, conforme os termos propostos por Zucolotto. O réu apresentou à CPI imagens periciadas da conversa com o advogado.

Por considerar que estava sendo extorquido, além do risco de ser preso preventivamente, Durán decidiu não aceitar o negócio, e se mudou para a Espanha, onde tem cidadania, com a família.

Os fatos relatados por Tacla sobre o advogado Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, foram investigados pela PGR e arquivados em 2018, sob o argumento de que faltou a comprovação de crimes. Duran afirmou ter pago US$ 5 milhões a Zucolotto para obter vantagens em seu acordo de delação premiada com a Lava Jato em 2016, como a diminuição do valor de sua multa, acordada inicialmente em R$ 55 milhões, o que não aconteceu. 

De acordo com informações publicadas pelos jornalistas Aguirre Talento e Bela Megale, no jornal O Globo, um integrante do gabinete de Aras afirmou que as tratativas para as negociações da colaboração premiada começaram por iniciativa da defesa de Tacla Duran há aproximadamente três meses.

Fontes próximas a Duran disseram que ele procurou Aras para uma nova tentativa de acordo, por acreditar que o novo PGR não está alinhado com os procuradores da Lava Jato.

Rodrigo Tacla Duran
@TaclaDuran
 
“Russo” Como ministro, interferiu na PF e tentou destruir as provas contra seus interesses.-“Moro avisa autoridades que mensagens apreendidas com hacker serão destruídas”- 25/07/2019 - Poder - Folha
“Russo” O omisso desconfortável, confesso e covarde, que não para de tentar se explicar. O tempo é implacável, e o traidor teve que mostrar a cara.
 
⁦Bolsonaro, sobre Moro: "Ele queria o cofre."
 “Sabotava o governo e “graças a Deus, saiu” O Antagonista
 

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23
Abr20

O centrão pediu a Bolsonaro a cabeça de Sergio Moro

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro sinalizou nesta quinta-feira, 23, que mantém sua disposição de substituir o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, por sua vez tem dito a interlocutores que se houver a troca ele deixa o governo. Já deixa tarde. Se um presidente não pode demitir um policial, melhor arrumar a trouxa e cair fora.

Moro, como juiz de primeira instância, casava e batizava na Suprema Justiça, mas agora  come na mão do capitão, ou vai pastar lá na república de Curitiba, que é hora de se fazer uma auditoria no fundo da lava jato, criado com a dinheirama desviada da Petrobras. 2 bilhões e 500 milhões foram depositados no dia 30 de janeiro de 2019, na Caixa Ecomica Federal de Curitiba, para seis procuradores sacar e gastar com caridade e eventos. Acontece que um bilhão desse dinheiro foi, por mando do ministro Alexandre de Moraes, destinado para apagar o fogo na Floresta Amazônica, e neca de pitibiribas. Esse mesmo bilhão foi repassado para o Ministério da Educação que não sacou nenhum tostão. Esse mesmo bilhão foi destinado para o combate ao coronavírus. Mandetta se foi, e não viu a cor desse dinheiro. Quem vai repassar esse dinheiro para o cocheiro de vampiro? Dallagnol? De qualquer jeito fica faltando 1 bilhão e 500 milhões. Tem uma procissão de esqueletos carregando essa grana ao deus- dará.     

Segundo a jornalista Daniela Lima, da CNN Brasil, em conversa com Moro, Bolsonaro teria deixado claro que ele é a autoridade e que Moro, se quiser permanecer no cargo, deve demonstrar alinhamento a temas que sejam do governo federal e não apenas do Ministério da Justiça. 

Segundo o blog do jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, a vontade de Bolsonaro de demitir Maurício Valeixo tem relação com a investigação da PF sobre fake news contra o STF estar se aproximando do vereador Carlos Bolsonaro. De acordo com o blog, policiais envolvidos no caso afirmam que Carlos é o mentor dos ataques disparados aos ministros da Corte.

Que nada. O advogado e ex-deputado federal Wadih Damous comentou nas redes sociais as especulações sobre a saida do ministro Sérgio Moro do governo Bolsonaro.
 

"Moro tem a mesma estatura moral de Bolsonaro. É um pigmeu. Mas é pior do que Bolsonaro. Ele pode reunificar a extrema direita e atrair a direita. E é um fascista um tanto enrustido e um pouco mais sutil do que o seu chefe e com o apoio do sistema de justiça", afirmou Damous.

Acontece que Bolsonaro está selando um acordo com o centrão, com a velha política da qual sempre foi parte durante 28 anos como deputado federal do baixo clero. E vingança é prato que se come frio, tem deputado do centrão, inclusive senador, lideranças partidárias pediram a cabeça de Moro.

Moro jogou pesado com muita gente. Comprou delações mais do que premiadas. Torturou testemunhas. Prendeu pessoas inocentes. Existem subornos de procuradores. Envolvimento das máfias libanesa (Alberto Youssef), júdia (Dario Messer). Moro está usando os ministérios da Justiça e da Segurança Pública, que compreendem a Polícia Federal e as polícias estaduais (que os governadores perderam o mando com os motins grevistas) para alicerçar sua candidatura presidencial em 2022. Bolsonaro tarda a cortar a cabeça de Moro. Vale  trocar Moro pelo centrão. O centrão elege os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O centrão vota as indicações de ministros para as cortes supremas de justiça. Basta dizer que qualquer impeachment depende do centrão. Dizer que o centrão é Roberto Jefferson (PTB) apequena o acordão que vem sendo costurado  por Bolsonaro.

Reportagem da BBC News define: "No jargão da política, o termo centrão é uma designação pejorativa usada para referir-se a partidos conservadores sem orientação ideológica clara, que costumam buscar proximidade com o Executivo em troca de cargos e outras benesses. Partidos como PP, PL, PSD, PTB, Republicanos, PSC, Pros, Solidariedade, PEN, PTN e PHS, entre outros, costumam ser enumerados entre os integrantes do grupo, embora os dirigentes dessas legendas geralmente rejeitem a alcunha". Leia mais para  entender os acordos. Desde o início do mês, Bolsonaro tem conversado com políticos como o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), e o deputado federal e presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP). O chefe do Executivo ainda recebeu no seu gabinete os deputados Arthur Lira (PP-AL), Diego Andrade (PSD-MG), Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) e Wellington Roberto (PL-PB), que ocupam cargos de liderança dos seus respectivos partidos na Câmara.

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06
Fev20

Ministro do STF questiona: onde foi parar o dinheiro do fundo da Lava Jato?

Talis Andrade

Alexandre de Moraes enviou ofício à 13ª Vara Federal de Curitiba para saber se recursos recuperados foram utilizados. Dallagnol queria usar dinheiro público. Auditoria já nos 2,5 bilhões desviados da Petrobras

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anda desconfiado sobre o destino do dinheiro desviado da Petrobras, 2,5 bilhões, e depositados em uma conta gráfica na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro de 2019. Essa conta gráfica, não se sabe se está no nome de Deltan Dallaganol, ou da Operação Lava Jato, ou de um fundo, ou de uma fundação sem nome.  Que sabido movimenta essa conta? Dos 12 procuradores da Lava Jato de Curitiba apenas seis assinaram essa estrovenga:

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Dallagnol acusou o recebimento do bilionário depósito da Petrobas: 

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Falta saber o destino da grana da Odebrecht e doutras empresas multadas pela Lava Jato.

Alexandre de Moraes também suspendeu a criação dessa misteriosa e esdrúxula fundação. Agora quer saber se parte desse dinheiro recuperado pela força-tarefa “teve destinação diferente do previsto”, conforme notícia do site Consultório Jurídico. O pedido de informações veio por meio de documento assinado nesta terça (4) e enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba.

Moraes havia autorizado o uso de parte dos recursos – cerca de R$ 1 bilhão – para combater incêndios florestais na Amazônia e outros R$ 1,6 bilhão para investimentos na área de educação. Mas ainda não há nada que comprove que o dinheiro foi de fato destinado a estas benfeitorias. Auditória já. 

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Fundo do Poço

A criação do fundo bilionário veio a público no início de 2019 e nem precisou sair do papel para gerar indignação – sob controle total do Ministério Público, sua existência violaria a legislação brasileira que impede o uso de dinheiro público sem o aval do Congresso ou do próprio presidente. Em suma, procuradores do MP jamais poderiam decidir sobre o destino dos recursos recuperados pela Lava Jato.

Na época, o então Líder do PT Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, apresentou documentos que comprovavam a ilegalidade da Força-Tarefa da Lava Jato, os Estados Unidos e a Petrobras na criação da fundação privada para gerir US$ 2,5 bilhões, oriundos de uma multa. Segundo o parlamentear, o fundo “é um procedimento totalmente ilegal” e os procuradores envolvidos “cometeram crimes contra o interesse nacional”.

Pimenta lembrou ainda que a criação do fundo fere a Constituição Federal. “Essa República de Curitiba acha que está acima da lei, acha que não precisa cumprir a Constituição e resolveram abocanhar R$ 2,5 bilhões de maneira criminosa e nós vamos levar às últimas consequências essa responsabilização do Dallagnol e de todos os procuradores envolvidos”, apontou.

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29
Jan20

Ministério Público quer obrigar empreiteiro a delatar filho de Lula

Talis Andrade

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O ódio dos procuradores do Partido Político da Lava Jato, a ambição dos procuradores candidatos a senador e governador nas eleições de  2022, transformaram o judiciários em um coito de corvos do Doi-Codi da ditadura militar do major Ustra, do delegado Fleury. Fica explicado porquê Sergio Moro e procuradores são contra os juízes de garantias, contra a Lei que pune os abusos das autoridades do Brasil da Casa Grande, das castas togadas e militares, dos latifundiários, do coronelismo político, dos salários acima do teto, das pensões vitalícias das filhas solteiras das cortes luxuosas dos cem palácios da justiça esbanjadora, absolutista e imperial. 

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Hoje a imprensa denuncia mais um assédio judicial na indústria bilionária das delações premiadas: Segundo o Ministério Público Federal, é "incerto" o futuro do acordo de delação premiada do empresário Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

Reportagem publicada nesta quarta-feirta (29) na Folha de S.Paulo revela que a Operaçao Lava Jato pretende forçar o empresário a incluir em sua delação informações sobre sua atuação junto à telefônica Oi e "ao repasse de milhões de reais à empresa Gamecorp e outras firmas relacionadas ao filho de Lula".

Segundo a reportagem, "a equipe de investigadores tenta esmiuçar a aplicação pela tele de R$ 132 milhões nessas firmas de 2004 a 2016 —a Oi foi responsável por 54% dos créditos do que chama de "grupo econômico Gamecorp". Entre os sócios dessas firmas estão os compradores do sítio de Atibaia, Suassuna e Bittar".

O jornal cita que para a defesa de Fábio Luís Lula da Silva a iniciativa de investigar um delator mostra que o Ministério Público chega ao ponto de ir contra um acordo homologado na Justiça para atingir seus objetivos.

Tudo se fez para impedir a candidatura de Lula a presidente em 2018, tudo se faz para impedir a candidatura de Lula a presidente em 2022, para reeleger Bolsonaro ou eleger Moro. 

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13
Jan20

Qual o secreto destino dos 2,5 bilhões da Petrobras depositados em uma conta secreta da Lava Jato?

Talis Andrade

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Advogados ligados ao grupo Prerrogativas vão ao STF contra o arquivamento, no Conselho Nacional do Ministério Público, de pedido de investigação sobre a conduta de Deltan Dallagnol ao criar fundação para que a Lava Jato gerisse R$ 2,5 bilhões desviados da Petrobras.

Dinheirama que foi depositada em uma conta gráfica, secreta, na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro de 2019.

Depois de descoberto esse estranho acordo Petrobras/Lava Jato, Dallagnol postou na sua página na internet:

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O corregedor do CNMP, Rinaldo Lima, isentou Dallagnol, entre outros fatores, por considerar que o processo se baseava em diálogos divulgados pelo The Intercept, tidos por ele como ilegais. A informação é do Painel da Folha de S.Paulo.  

Não é bem verdade. A criação da conta gráfica foi aprovada pela juíza Gabriela Hardt. E denunciada pela PGR e pelo ministro Alexandre de Moraes. Outras assaltos idênticos, e bilionários, existem nos acordos de leniência. O acordo mais imoral é o da Odeebrecht. 
 
Vale ressaltar que nem todos os procuradores da corriola de Curitiba assinaram o acordo:

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Os advogados avaliam que o CNMP é excessivamente corporativista e que o caso deve ser investigado pelo próprio Supremo.

Quanto foi gasto nesta farra contínua no Olimpo?

Auditoria já para colocar esses corruptos na cadeia!

O site The Intercept revelou outras irregularidades cometidas por Dallagnol. Outras safadezas como a indústria de delações premiadas, as propinas pagas por doleiros  (Tacla Durán, Dario Messer) a pocuradores, as relações perigosas e promíscuas entre juízes, procuradores e delegados da Polícia Federal, inclusive o direito divino trinitário de Sergio Moro.

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17
Set19

CNJ abre processo contra juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, envolvida na criação de um fundo secreto de 2,6 bilhões

Talis Andrade

A grana desviada da Petrobras foi depositada no dia 3O de janeiro último na Caixa Econômica Federal de Curitiba

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A partir de uma reportagem de Esmael Morais 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que se instaure processo administrativo disciplinar contra Gabriela Hardt, a juíza da 13ª Vara de Curitiba que substituiu Sergio Moro, para que o então responsável pela Operação Lava Jato assumisse o Ministério da Justiça. A determinação se deve ao fato de a juíza homologar e tornar sigiloso o acordo do Ministério Público Federal (MPF) com a Petrobras, que criou um fundo de R$ 2,5 bilhões com recursos “recuperados” com os processos da Lava Jato.

O fundo foi criado sim.  Depois que a trama foi denunciada, o Deltan Dallagnol revelou:

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Veja a assinatura dos procuradores. Metade do magote não assinou. Por quê? 

Atualmente se diz que o fundo seria controlado por uma fundação privada e gerida por membros do MPF de Curitiba. Os seis procuradores signatários? O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelidou o fundo de “criança esperança do Dallagnol”. Foi gasta alguma grana? Repito: O dinheiro foi depositado sim. Eis o comprovante:

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O dinheiro continua congelado na Caixa Econômica Federal de Curitiba? Algum sabido gastou parte dessa botija antes encantada. Quem sabe do paradeiro dessa dinheirama?

Em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) lembra que, em março deste ano, denunciou o acordo por meio de ação popular. A FUP desconhecia o depósito secreto no dia 30 de janeiro último em uma conta gráfica. Dinheiro na moita. Safadeza bem escondida. De acordo com a entidade, “o acordo espúrio disponibilizaria (disponibilizou) 2,5 bilhões de reais do patrimônio da Petrobras para a turma de Moro e Deltan Dallagnol”. Ou melhor, 2 bilhões e 567 milhões. 

A partir da denúncia, diz a FUP, “a Procuradoria-Geral da República reproduziu parte de nossa argumentação e também atacou o acordo com ação no STF”. Parece que a PGR também desconhecia a bilionária conta gráfica. Os petroleiros apontam que o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba homologou o acordo “sem processo, não sendo a Petrobras parte processual, mas vítima”. Acrescenta que aquela vara paranaense não tinha autoridade jurisdicional, “já que não se trata de matéria criminal”.

Não se tratava de "matéria criminal", mas passou a ser. 2,5 bilhões é um puto golpe. Talvez o maior já realizado no Brasil. E tudo sob o sigilo amoroso da república de Curitiba, do conluio Petrobras/juíza/e corriola de seis procuradores. 

 

25
Ago19

Dallagnoll e a máscara da filantropia

Talis Andrade
 

Só nos contratos que aparecem em mensagens do Telegram – reveladas pelo The Intercept e publicadas pela Folha– Deltan Dallagnoll, coordenador da Lava Jato, faturou R$ 580 mil não destinados, como ele sempre alegou, a entidades filantrópicas. Certamente há outros, que não foram transmitidos em mensagens ou, talvez, sequer registrados em recibos.

A atividade de palestras remuneradas do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, passou por mudanças contratuais para deixar de ter a filantropia como principal destino dos valores.
Ele começou a focar o meio empresarial e arrecadou ao menos R$ 580 mil a partir de 2017, apontam diálogos e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados em conjunto com a Folha.
Mensagens, planilhas, recibos e contratos que circularam no aplicativo Telegram de Deltan indicam um contraste entre os argumentos da defesa apresentada por ele à Corregedoria do Ministério Público em junho de 2017, que levaram ao arquivamento de uma reclamação disciplinar, e a conduta do procurador em relação às palestras a partir daquele ano.

Dallagnol dá como desculpa uma suposta reserva de R$ 184 mil “que diz reservar para fazer investimentos futuros em ações de combate à corrupção”, segundo suas justificativas.

Como é? Então qualquer pessoa que não tenha explicações sobre a sua renda pode dizer que tem “uma reserva” informal para investir “em ações de combate à corrupção”? Uma “caixinha” pela moralidade?

A exploração de prestígio de Dallagnol, já mais que provada pelas mensagens anteriores, agora revela também que se destinava a formar um fundo clandestino, uma espécie de “caixa 2” de uma suposta ética que é mais que imoral, é uma violação das regras de comportamento de autoridades públicas.

Não há mais como o Conselho Nacional do Ministério Público fugir de uma punição disciplinar a Dallagnoll. Uma, dentre as muitas que merece por ter, deliberada e repetidamente, violado todas as normas de conduta.

dallagnol as meninas as esposas abream as empresas

 

21
Ago19

Lava Jato pretendia construir majestoso monumento de propaganda política

Talis Andrade

Deltan Dallagnol, que desviou 2 bilhões e 567 milhões da Petrobras para gastar em propaganda contra a corrupção, desejava construir um imenso e rico monumento em Curitiba para homenagear o chefe Sérgio Moro e endeusar a Lava Jato. 

No monumento lavajista a deusa Themis da Justiça seria substituída por um símbolo fálico, um pilar majestoso e ereto. 

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Marco Zero, Recife

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Obelisco na Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro

 

Sonhava Dallagnol erguer  o mais alto pilar, que representasse a república de Curitiba, a Justiça Suprema da Lava Jato, e que seria transformado em um marco da futura candidatura do incorruptível Sergio Moro a presidente do Brasil.

Dinheiro tinha demais para gastar com propaganda política, com relações públicas, com nababescos e diferentes eventos. Para tanto foi criada uma fundação, confira os nomes dos procuradores engajados. Atentem que apenas a metade assinou:

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Dinheiro tinha de  sobra. No dia 30 de janeiro último, a Petrobras depositou em uma conta secreta , na Caixa Econômica Federal de Curitiba, 2 bilhões e 567 milhões. Eis a prova:

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Foi gasta parte desse dinheiro? O ministro Alexandre de Moraes proibiu que os espertos procuradores usassem essa fortuna. Seria, apenas com o dinheiro da Petrobras, a fundação mais rica do Planeta Terra. Sem contar que existem nos céus de brigadeiro dezenas de bilhões de reais dos acordos de leniência. Tem, ainda, a dinheirama das delações premiadas. Há quem aposte em mais de uma fundação... e ongs, que nas misteriosas cousas de arrecadar grana tudo passa a ser sigiloso na divina seita da corriola de Curitiba, onde tudo é sagrado, onde todos gozam de estabilidade, de impunidade, sem lei de abuso de autoridade. 

Uma das fundações, o presidente Lula da Silva batizou com o nome de Criança Esperança, que o procurador Dallagnol fez juras e promessas de investir em caridade. 

Reportagem dos jornalistas Felipe Bächtold, da Folha de S.Paulo e Paula Bianchi, de The Intercept Brasil, revela  que Dallagnol queria erguer um monumento que também servisse de altar cívico, de fete de la Raison.

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Fete de la Raison

 

"Precisamos de estratégias de marketing. Marketing das reformas necessárias", disse o procurador Deltan Dallagnol em grupo de conversa com colegas. Vide reportagem

 Mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil indicam que Dallagnol alimentava a ideia de fazer um monumento símbolo da cruzada contra a corrupção.  Megalomaníaco, imaginou Dallagnol: "A minha primeira ideia é esta: Algo como dois pilares derrubados e um de pé, que deveriam sustentar uma base do país que está inclinada, derrubada. O pilar de pé simbolizando as instituições da justiça. Os dois derrubados simbolizando sistema político e sistema de justiça..."

O plano foi levado a Moro. Deltan esperava erguer o monumento na praça em frente à sede da Justiça Federal, que já virara local de atos em apoio à Lava Jato, ao impeachment de Dilma Rousseff e à candidatura de Bolsonaro a presidente. (Continua)

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Palácio da Justiça Federal, Curitiba

 

 

 

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