Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

19
Nov21

Movimentos populares unificam luta e promovem ato contra Bolsonaro no Dia da Consciência Negra

Talis Andrade
Atos são convocados em todo o país pela Convergência Negra, Coalizão Negra por Direitos e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo - Foto: Renato Cortez/Brasil de Fato DF

Com o mote #ForaBolsonaroRacista, o Dia da Consciência Negra, neste sábado (20) tem atos convocados em todo o país

por Roberta Quintino

 

No dia 20 de novembro, amanhã, entidades sindicais e movimentos popularesestarão mais uma vez nas ruas contra a política genocida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em defesa da igualdade racial, da vida, da democracia e do emprego.

Com o mote #ForaBolsonaroRacista, o Dia da Consciência Negra tem atos convocados em todo o país pela Convergência Negra, Coalizão Negra por Direitos e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, articulado com diversas organizações dos movimentos sociais negros.

A publicação aponta ainda motivos para que a população ocupe as ruas no próximo sábado, dentre eles, registra que Bolsonaro é responsável pelo retorno da fome no Brasil, fator que atinge em cheio a população negra, pobre e periférica do país.

:: Monumentos de escravocratas: PL que propõe substituir estátuas vai à 2ª votação na Câmara de SP ::

RACISMO minorias.jpg

 

Para o secretário de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT-DF), Daniel Kubuku, o “dia 20 de novembro é uma conquista do movimento social negro”. Nesse sentido, unificar as pautas pela saída “desse governo genocida” e a luta antirracista é fundamental para visibilizar e “darmos mais ênfase à pauta pela igualdade racial”, aponta. Em Brasília, o ato será realizado no Museu da República, a partir das 15h.

Kubuku destaca que “Bolsonaro não inventou o racismo, mas seu desgoverno aprofundou as desigualdades em nossa sociedade que já é racializada”, diz. Para ele, as falas, ações e omissões de Bolsonaro concorrem para o aprofundamento do genocídio da população negra. 

“Desde a sua retórica militarizada, passando pela naturalização e incentivo ao genocídio da população negra, até chegar à destruição das políticas sociais e promoção da igualdade racial. Estamos falando de um governo corrupto e genocida, que mata pela doença, pela fome, e pelo extermínio físico e simbólico de tudo que remete a nossa ancestralidade africana. Portanto, ir as ruas pra dizer Fora Bolsonaro é uma tarefa urgente de todo movimento social negro nesse dia 20 de novembro”, ressalta Kubuku.

Veja também:

racismo deputado congresso.png

racismo Anne Derenne.jpg

infancia- racismo.jpg

 

 

13
Nov21

Passeata contra a fome ocupa vias da cidade de SP neste sábado

Talis Andrade

Passeata contra a fome percorreu a Avenida 23 de Maio neste sábado (13), na Zona Sul da cidade de São Paulo — Foto: André Ribeiro/Futura Press/Estadão Conteúdo

 
04
Set21

Povo volta às ruas por emprego e comida no prato em 7 de setembro

Talis Andrade

7s fora bolsonaro.jpeg

 

 

Grande ato #ForaBolsonaro terá participação popular em todo o Brasil e no exterior

 

Entidades, movimentos sociais e sindicais da campanha #ForaBolsonaro e do Grito dos Excluídos mobilizam os brasileiros para o retorno às ruas no próximo dia 7 de setembro. Contra o desemprego, contra a fome, pelo direito à moradia, à vacina e pelo impeachment de Bolsonaro, o grande ato vai ocupar todas as regiões do Brasil e no exterior.

As manifestações, que iniciaram em 29 de maio, também são contra os cortes na educação, contra a reforma administrativa e as privatizações, e em defesa das lutas do povo negro contra a violência e o racismo, dos serviços públicos e da soberania.

A Campanha Fora Bolsonaro é uma inciativa que se reúne há cerca de um ano e meio e é composta pela Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, todos os partidos de esquerda, as centrais sindicais, a Coalização Negra por Direitos, a UNE, a UBES, a CMP, o MTST, o MST, o Fórum Nacional de ONGs e outras diversas organizações.

 

 

 

30
Mai21

29M: De Norte a Sul, capitais fazem grandes manifestações contra Bolsonaro

Talis Andrade

Rio de Janeiro teve atos pela manhã. Os manifestantes caminharam pela Avenida Presidente Vargas e ocuparam três faixas da pista. Foto: Pedro Rocha

 

Da RBA

As manifestações pelo “Fora Bolsonaro” foram intensas e reuniram milhares de pessoas, na manhã deste sábado (29), em diversas capitais do Brasil, que se mobilizaram no chamado #29M. Em cidades do Norte ao Sul do país, manifestantes pediram a saída do presidente Jair Bolsonaro e pediram por “vacina e comida no prato”. Cerca de 200 cidades estão mobilizadas em todo o mundo pelo 29M. Os atos denunciam a decisão do governo federal em não comprar vacinas, a omissão em políticas de combate à pandemia de covid-19 e a ausência de um auxílio emergencial.As manifestações do 29M foram convocados por movimentos populares reunidos nas frentes Povo sem Medo e Brasil popular, e também por movimentos estudantis e coletivos independentes. Diante da preocupação com o contágio de coronavírus, as manifestações exigiram o respeito ao uso máscara e ao distanciamento entre as pessoas.

Outras capitais ainda possuem atos programados para hoje. Em São Paulo, por exemplo, a concentração iniciada às 16h, no Museu de Artes de São Paulo (Masp), sai neste momento, 17h, em direção à Praça Roosevelt. Em Porto Alegre, o ato previsto para começar às 15h, em frente à sede da Prefeitura, já concentro milhares de pessoas. Assim como Curitiba, também com milhares de manifestantes reunidos a partir das 16h, na Praça Santos Andrade. Na maioria das demais capitais, os atos foram realizados pela manhã.

Belém no 29M

A capital do Pará reuniu milhares de pessoas. Centrais sindicais, movimentos, partidos, estudantes, religiosos e outras categorias de trabalhadores foram às ruas pelo “Fora Bolsonaro” nesta manhã.

(Foto: Brenda Baliero)
(Foto: Pedro Matos)

Porto Velho pelo ‘Fora Bolsonaro’

O dia de luta pelo ‘Fora Bolsonaro’ também aconteceu em Porto Velho-RO, com estudantes, num ato em frente a Universidade Federal de Rondônia, que se encontrou com a carreata na Avenida 7 de setembro. Centenas de carros percorreram a região central, a zona sul e a zona leste da cidade.

(Foto: Comunicação FBP RO)
(Foto: @ @orienhips / Twitter)

Palmas nas ruas

Na capital do Tocantins, manifestantes caminharam pela Avenida Jucelino Kubitschek e entoaram o grito de “Genocida!” contra Bolsonaro.

(Foto: @mauhashi)
(Foto: @ @gabidebiazzi)

Salvador no 29M

Em Salvador, juventude e estudantes hoje foram ao bairro Campo Grande para dizer lutar pela universidade pública, por saúde e pela vida digna.

(Foto: Mídia Ninja)
(Foto: Felipe Iruatã)

São Luís do Maranhão na luta

Na capital maranhense, milhares de pessoas caminharam e protestaram no 29M. Durante o ato, pessoas seguravam uma cruz preta em protesto às 450 mil mortes por covid-19 no Brasil.

(Foto: Ingrid Barros)

João Pessoa protesta

Na capital da Paraíba, uma carreata foi organizada e saiu da Praça da Independência e se dirigiu ao Parque da Lagoa. O ato já se encerrou.

Aracaju no 29M

A juventude de Sergipe se concentrou para o ato pelo Fora Bolsonaro e em defesa da universidade pública, na Praça dos Mercados, região central da capital.

Maceió na luta

Com concentração na Praça Centenário, a manifestação na capital de Alagoas foi organizada pelos movimentos sociais e partidos políticos de oposição ao governo Bolsonaro. A organização estima a participação de 5 mil pessoas.

(Foto: Vitor Braga)

Goiás contra Bolsonaro

Neste sábado, movimentos sociais, sindicatos e organizações populares foram às ruas por Fora Bolsonaro em diversas cidades de Goiás. Foram registrados atos na capital, Goiânia, além de cidades como Jataí, Pirinópolis e Catalão. Na capital, milhares de pessoas protestaram pelo 29M.

(Foto: @lunaflavia)

Campo Grande no 29M

A manifestação em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, teve as medidas de segurança respeitadas, com máscara, álcool em gel e distanciamento.

Florianópolis também resiste

Na capital de Santa Catarina, a organização estimou cerca de 20 mil pessoas presentes na manifestação contra Bolsonaro.

29
Mai21

Multidão colorida, com maioria de jovens e mulheres, grita "Fora Bolsonaro" na Paulista

Talis Andrade

Galeria de fotos e vídeo

247 - Mais de 200 atos contra Jair Bolsonaro estão ocorrendo no Brasil e em vários países neste sábado (29). Entre as reivindicações principais estão o "Fora Bolsonaro”, a “vacina no braço” e a “comida no prato”.

Na cidade de São Paulo, a manifestação ocorre na Avenida Paulista, que teve o trânsito bloqueado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). O ato, convocado nacionalmente por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de oposição ao governo, se estende por sete quarteirões até a rua da Consolação.

Destaca-se a forte presença de mulheres e jovens na manifestação. Além disso, é praticamente unânime o uso de máscaras entre os manifestantes. 

Além das recusa de ofertas de vacinas, desestimular a imunização e fazer propaganda de medicamentos sem eficácia comprovada, os manifestantes criticam o valor do auxílio emergencial determinado pelo governo, insuficiente para impedir que parte da população passe fome no país.

Na organização dos atos, além das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, estão organizações de trabalhadores, religiosas e também torcidas organizadas.

Ato contra Jair Bolsonaro Paulista

Ato na Paulista

Ato na Paulista 2

Ato na Paulista 3

Ato na Paulista 4

Ato na Paulista Corinthians

07
Jun20

Frente Antifascista contra novas e mais perversas formas de dominação

Talis Andrade

 

bolsonaro fascismo .jpeg

 

III - É nóis por nóis!

por Silvio Caccia Bava

Le Monde

- - -

Não é de hoje – pode-se dizer mesmo que tem mais de dez anos – que está sendo orquestrada uma campanha de enfraquecimento e mesmo de destruição das formas de organização e representação da sociedade civil. Tudo isso pelo medo de que a esquerda ganhe outra vez as eleições e para manter os privilégios e os interesses das elites econômicas e financeiras, que veem como ameaça ao seu controle da sociedade as pressões por direitos e pela redistribuição da riqueza feitas pelos que estão privados de seus direitos.

A situação dos sindicatos, com suas fontes de recursos cortadas por decisões do governo; o corte do financiamento das ONGs por fundos públicos; o corte do orçamento das universidades públicas; a perseguição aos setores sociais de resistência democrática e à imprensa opositora; o ataque e criminalização dos partidos de esquerda; a destruição das reputações de lideranças da oposição; a perseguição física e o assassinato de lideranças de movimentos sociais – tudo isso tem como propósito o enfraquecimento e a destruição da sociedade civil e das representações coletivas. O indivíduo, sozinho, isolado, se vê impotente diante do poder autoritário.

Mesmo com toda essa onda de destruição, vemos uma sociedade civil vibrante, que não se rendeu a esse poder autoritário. Ainda não temos condições de avaliar em nível nacional a extensão dessas redes de solidariedade que se constroem na crise, mas é um grande movimento. A questão que se coloca é se elas podem ir além dessa dimensão do auxílio humanitário. Em alguns casos é possível dizer que sim, quando elas pressionam o poder público para que este atenda a suas necessidades. Podem até promover panelaços, mas têm seus limites. Elas formulam demandas, não disputam políticas públicas.

As ruas, que são o espaço público por excelência para as grandes manifestações, estão interditadas pela pandemia. Mesmo as grandes manifestações, como as de junho de 2013, mudam muito pouco o comportamento das instituições democráticas, desde sempre controladas pelos poderes econômicos. A situação atual é de agravamento da crise, com a fome, o desemprego e o desespero tomando conta da cena. O aumento da tensão social prenuncia momentos de ruptura. O sofrimento é geral e crescente.

São poucos os espaços de decisão de que o cidadão participa. Muito do que foi construído no passado, como os conselhos e conferências de políticas, já foi destruído. Por onde então vai se expressar toda essa energia de inconformismo e revolta? Na negação das instituições políticas que sustentam esse estado de coisas. Os partidos políticos e o Parlamento estão entre as instituições mais depreciadas pela opinião pública. Mas é bom frisar que essa avaliação é sobre nossa democracia e os atuais partidos políticos. A ampla maioria dos brasileiros prefere a democracia como forma de governo e reconhece a importância dos partidos políticos, sem os quais a democracia não existe.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada em janeiro deste ano, a defesa da democracia conta com a maioria (62%). Mas é importante observar a tendência. O apoio à democracia caiu sete pontos percentuais de 2018 para 2019, e o número de indiferentes aumentou de 13% para 22%. Os que defendem a ditadura permaneceram com os 12%.2 O que se apresenta como demanda é uma nova forma de democracia e novos partidos políticos; os pesquisados não querem mais do mesmo.

O desafio é politizar essas redes de solidariedade e construir as pontes dessas organizações que operam nos territórios e articulam o protesto social com o mundo da política. A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo são expressão desse esforço. Elas agregam diferentes movimentos sociais, toda uma ampla rede de entidades, e se mobilizam em defesa dos interesses comuns, das demandas sociais e da democracia. A criação das frentes carrega o sentido da politização do social, isto é, da explicitação do conflito e do debate de que há alternativas para enfrentar a crise sem que todo seu peso recaia unicamente sobre os trabalhadores.

No entanto, a politização do social feita por essas frentes, pela imprensa contra-hegemônica e pela intelectualidade que se alinha à defesa da democracia não é suficiente para enfrentar o poder instituído. Na democracia que temos, as eleições e os partidos políticos continuam essenciais. Por essa razão, esse movimento de solidariedade entre os mais pobres, e que convoca amplos setores da sociedade a apoiá-lo, precisa se encontrar com a coalizão de partidos que pede o impeachment de Bolsonaro. E isso é uma responsabilidade dos partidos. O primeiro passo é o afastamento do presidente. O segundo é disputar com essa coalizão as eleições municipais. O terceiro é instaurar um novo processo constituinte para recuperar direitos e criar um novo sistema político.

Essa é a proposta de criação de uma frente antifascista para enfrentar o surgimento de um novo capitalismo bárbaro, com novas formas autoritárias de governança, centrada na sociedade do controle, na censura, no fim das liberdades.

“Toda proposta política é sempre uma fórmula para tentar articular de um modo específico vontades diversas. São as práticas que apontam no sentido do questionamento da dominação capitalista que alimentam a formulação de uma alternativa política. Nós lutamos por uma transformação social pela qual a população se assenhore dos seus meios de vida. E é pela constituição de um novo sujeito político capaz de ser portador de uma vontade coletiva de transformação social que esse processo pode se dar”.3

A proposta da Frente Antifascista é importantíssima, mas não pode dar conta das mudanças profundas que nossa sociedade requer. Nenhum dos partidos da Frente Antifascista se engaja em lutas por mudanças estruturais. As lições deste momento de crise em que todo o custo recai sobre os trabalhadores ensinam, mais uma vez, que ninguém vai defender todos aqueles que vivem do próprio trabalho. Ou eles se organizam, se articulam e se constituem como sujeitos políticos, ou serão submetidos a novas e mais perversas formas de dominação. A autonomia nunca foi tão importante para constituir um poder capaz de pressionar por mudanças.

-----

1 Pesquisa realizada pela USP, articulada com a Rede de Pesquisa Solidária, com 72 lideranças comunitárias nas cidades mencionadas. Publicada pela Folha de S.Paulo (25 maio 2020).

2 Datafolha divulgada em 1º de janeiro de 2020 e publicada por El País em 12 de janeiro de 2020.

3 Eder Sader, “Autonomia popular e vontade política”, Desvios, n.2, 1983.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub