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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

26
Ago22

A pregação do ódio religioso é o principal ingrediente da campanha presidencial

Talis Andrade

 

Abusando da intolerância para impor sua fé e ajudar a reeleger o marido, a primeira-dama Michelle demoniza a disputa eleitoral, adota discurso de ódio contra religiões de matriz africana e rebaixa o debate político a uma luta do bem contra o mal

 

 

Nunca houve um casal presidencial no Brasil que quisesse impor sua fé de maneira tão agressiva e afrontosa como Jair e Michelle Bolsonaro. Pisoteando as religiões afrobrasileiras, contrariando uma tradição nacional de ecumenismo e de não interferência do governo em assuntos de crença e inundando de misticismo e irracionalidade o debate político, o presidente e a primeira-dama intensificaram nas últimas semanas uma ofensiva messiânica para tentar virar a eleição. Fazem isso ao arrepio da lei, frequentemente com cultos dentro do Palácio do Planalto, ignorando o preceito constitucional de que o Estado é laico e com o objetivo de conquistar eleitores evangélicos. Realizam um movimento apelativo para atrair mais apoio de pentecostais e neopentecostais, com foco prioritário nas mulheres, o eleitorado que mais rejeita Bolsonaro, o que Michelle tenta remediar com aparições fervorosas. Sempre que pode, ela trata de vincular o principal adversário do marido, Lula, a forças demoníacas e de atacar a umbanda e o candomblé de forma gratuita, preconceituosa e com conotações racistas.

FUNDAMENTALISMO Para reforçar seus laços com os evangélicos, Bolsonaro foi batizado em 2016, no Rio Jordão, pelo pastor Everaldo: encenação política (Crédito:Divulgação)

 

Diante disso, a campanha eleitoral começou como uma verdadeira guerra santa, fruto de puro oportunismo político e com graves manifestações de intolerância, que podem levar à violência. Ainda que os alvos prioritários sejam religiões de matriz africana, cria-se um clima favorável à propagação do ódio que atinge outros credos e ideologias. O presidente manipula questões de fé desde o início do governo e agora promove uma radicalização e uma amplificação desse discurso enviezado por meio de Michelle. Um episódio recente ilustra a estratégia. A primeira-dama divulgou um vídeo em que Lula recebe um banho de pipoca de uma religiosa do candomblé e aproveitou para destilar preconceito. “Lula já entregou a sua alma para vencer essa eleição. Não lutamos contra a carne e o sangue, mas contra os principados e as potestades das trevas. O cristão tem que ter a coragem de falar de política hoje para não ser proibido de falar de Jesus amanhã”, escreveu em sua conta no Twitter. Antes disso, no dia 7 de agosto, ela discursou na Igreja Batista Lagoinha, em Belo Horizonte, e disse que o Planalto era “consagrado a demônios e hoje é consagrado ao senhor Jesus”.

SINCRETISMO Lula toma banho de pipoca de uma religiosa do candomblé: Michelle disse que o oponente entregou sua alma para o “principado das trevas” (Crédito:Divulgação)

 

“André Mendonça, nosso irmão em Cristo e, agora, ministro do Superior Tribunal Federal.
O nosso Deus é justo e fiel, cumpriu o que prometeu”  

Michelle comemora aprovação de Mendonça para ministro do Supremo Tribunal Federal (4 de dezembro de 2021)

 

Na terça-feira, 16, a religião virou um tema central do lançamento das campanhas de Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Ambos trataram do assunto, tentando demonizar um ao outro, entrando numa espiral de insanidade que deve crescer até outubro. Os dois falaram de Deus e dos demônios. Não por acaso, desde o final de março, na pré-campanha, Bolsonaro tratou de priorizar os evangélicos nos seus atos. Até o dia 16 de agosto participou de 36 compromissos com representantes desse grupo, incluindo reuniões com lideranças religiosas no Planalto, cultos e marchas para Jesus. Em Juiz de Fora, onde tomou a facada em 2018, Bolsonaro abriu a corrida eleitoral em um encontro com pastores no aeroclube local, falou no milagre da sua eleição e afirmou que o Brasil marchava para o socialismo. Depois, em discurso para apoiadores, voltou a explorar a religião insinuando que o ex-presidente Lula é um candidato não cristão e que cristão não vota na esquerda. “Vamos falar de política hoje, sim, para que amanhã ninguém nos proíba de acreditar em Deus”, acrescentou. O grande destaque, porém, foi a primeira-dama. Após aparecer em cena no evento principal, ela foi ovacionada. Bolsonaro tentou começar o seu discurso, mas foi obrigado a interrompê-lo. “A pessoa mais importante neste momento não é o presidente ou o candidato. É a senhora Michelle Bolsonaro”, afirmou.

 

“Nós estamos aqui para cumprir uma missão que Deus me chamou, Deus é o senhor e nós declarando que o Brasil é dele, aleluia” 

Michelle Bolsonaro, em discurso durante a Marcha para Jesus em Balneário Camboriú (SC), no dia 2 de julho

 

Lula, no lançamento de sua campanha, na fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), acusou Bolsonaro de tentar manipular os evangélicos e chamou o mandatário de “presidente fajuto” e “genocida”. “Ele é um fariseu e está tentando manipular a boa-fé de homens e mulheres evangélicos que vão à igreja tratar da sua espiritualidade. Eles ficam tentando contar mentira o tempo inteiro”, disse Lula. “Se tem alguém que é possuído pelo demônio é esse Bolsonaro”, completou, cometendo o grave erro de entrar no jogo sujo do adversário e se envolver com uma questão mistificadora. Seja como for, a situação mostra que o petista sentiu o baque. A entrada de Michelle em cena, embora tenha reforçado o discurso de ódio, causou efeitos positivos para Bolsonaro, aumentando sua popularidade junto ao eleitorado evangélico e entre as mulheres.

 

“Nós aprendemos a amar o nosso Brasil. Uma terra santa, uma terra escolhida por Deus. E Deus tem promessas para o Brasil. Ele é um escolhido de Deus” 

Michelle Bolsonaro, no lançamento da chapa Bolsonaro-Braga Netto no dia 24 de julho

Uma pesquisa PoderData realizada entre os dias 14 e 16 de agosto mostra que Bolsonaro tem 52% das intenções de voto nesse eleitorado, enquanto Lula fica com 31%. Outro levantamento da Genial/Quaest divulgado quarta-feira, 17, mostrou que Bolsonaro abriu 24 pontos entre os evangélicos em relação ao adversário, crescendo muito nas últimas duas semanas e indicando que a guerra santa vem dando resultados. Em março, a diferença entre eles era só de um ponto percentual. O presidente tem agora 52% das intenções, ante 28% do petista. A população evangélica não é majoritária, mas é fundamental. Gira em torno de 65 milhões de pessoas, entre 30% e 32% dos brasileiros. Os católicos são maioria: 50%, ou 105 milhões de indivíduos. E, nesse grupo, Lula leva vantagem. Por isso, Bolsonaro já programa visitas ao Santuário de Aparecida (SP) e ao Cristo Redentor, no Rio.

 

Ataques a terreiros

 

Segundo o IBGE, cerca de 2% da população brasileira segue religiões de matriz africana. É uma minoria que sofre perseguição e preconceito religioso. Ataques a terreiros são frequentes e atitudes como a da primeira-dama só contribuem para piorar a situação. Em 2021, segundo a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, foram registradas mais de 300 denúncias de ofensas à liberdade de crença contra seguidores da umbanda e do candomblé.

Religiosos bolsonaristas têm espalhado que se a esquerda vencer, fechará igrejas. É uma fake news que tem se disseminado em São Paulo com a contribuição do deputado e pastor Marco Feliciano (PL), que admite fazer essa pregação para alertar fiéis. Bolsonaro tem repetido também que cristãos não votam na esquerda e que o Brasil enfrenta problemas espirituais. Ao mesmo tempo, usa descaradamente a máquina pública para conquistar apoio religioso. Numa medida escancarada para favorecer evangélicos, a Receita Federal decidiu ampliar a isenção de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de pastores. Sem contar que houve o aparelhamento do governo e uma constante ameaça nos últimos quatro anos à laicidade do Estado. O caso mais escandaloso foi o do Ministério da Educação, onde o pastor Milton Ribeiro comandava uma estrutura paralela de desvio de verbas. O fervor religioso de Bolsonaro é recente, cresceu com o interesse político. Ele é católico, mas foi batizado em 2016 pelo pastor Everaldo no Rio Jordão, em Israel. Foi um lance de oportunismo para se aproximar dos evangélicos. Everaldo, na época presidente do PSC, acabou preso em 2020 por suspeita de corrupção.

COVARDIA Ataques a seguidores da umbanda e do candomblé cresceram nos últimos tempos: preconceito do casal Bolsonaro contra religiões de matriz africana (Crédito:Valter Campanato/Agência Brasil)

Embate espiritual

 

“Ao associar as religiões africanas com o demônio, a primeira-dama mostra uma grande ignorância, trabalha com a ideia racista de jogar o conjunto da sociedade contra as práticas culturais e espirituais que vêm da África”, diz o babalaô Ivanir dos Santos, professor do programa de pós-graduação em História Comparada da UFRJ. As afirmações de Michelle também foram questionadas pela Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns, que, em nota, afirmou que “a primeira-dama repete antiga prática excludente, beligerante e preconceituosa, com o intuito de demonizar o inimigo, estimulando a violência”. “Essa mesma estratégia foi utilizada no passado para legitimar perseguições religiosas destrutivas e promotoras de mortes”, conclui a nota.

Para o cientista político Vinicius do Valle, um dos diretores do Observatório Evangélico, organização que difunde conhecimento sobre assuntos religiosos, Michelle pôs a relação entre política e religião em um patamar inédito no Brasil. “Quando se cria um ambiente de demonização do outro e o transforma num mal absoluto, a gente rompe com os marcos democráticos”, afirma. “A gente tem a construção de um oponente que precisa ser eliminado porque é do mal.” Para o cientista, não existe dialogo possível ou negociação quando se transforma o oponente na personificação do mal. Para Valle, os episódios recentes envolvendo a primeira-dama representam um salto em relação ao passado, na medida em que o candidato “ungido” se transforma num combatente de infiéis. “O que Michelle fez foi inédito. Não se tratou de um político convidado para um culto mas um político conduzindo um encontro religioso”, afirma. O que se vê é a disputa política sendo transferida para uma luta espiritual, com a ultrapassagem das fronteiras do Estado laico e com o corpo burocrático sendo invadido por questões religiosas. “A gente tem que ver caso a caso. Existem mensagens religiosas aceitáveis na disputa democráticas e outras não, que só transmitem violência política e intolerância”, diz Valle. “Nos últimos anos a gente vê o aumento da hostilização a pessoas que frequentam terreiros, esses espaços sendo invadidos e pais de santo expulsos de lugares. Isso acaba sendo muito estimulado no atual contexto.”

Para a cientista política Helcimara Telles, professora da UFMG e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), a participação mais efetiva de Michelle na campanha é pura estratégia. “A entrada dela como missionária retoma com muita força o discurso messiânico já adotado em 2018 de que Bolsonaro seria o ‘enviado de Deus’”, diz. “Essas pessoas se deixam levar pela ideia de que ele seria o próprio Messias, que tem o poder absoluto e portanto pode atacar o STF e outras instituições, ou ainda Moisés, o ‘escolhido de Deus para guiar o rebanho’”, explica. “Há toda uma construção simbólica baseada da Teologia do Domínio, que fala da luta do ‘bem’ contra o ‘mal’. E o papel da Michelle é se apresentar como ‘mulher virtuosa’ e o tempo todo reafirmar o ‘divino’. Isso explica aquele ritual de ‘purificação’ de ‘demônios’ no Planalto.”

REAÇÃO Lula abriu sua campanha eleitoral tentando contemporizar com os evangélicos e chamando Bolsonaro de “fariseu” e “demônio” (Crédito: ANDRE RIBEIRO)

 

“Essa campanha, mais uma vez, é um milagre de Deus. Nossa nação tão amada por Deus está nas mãos dos nossos inimigos”  

Michelle Bolsonaro, no primeiro comício após a oficialização do candidatura de Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG), dia 16

 

O crescimento da intolerância também afeta outras religiões. A violência sofrida pelos públicos dos terreiros é também chamada de racismo religioso porque mais do que a religiosidade, o alvo dos ataques é todo o legado cultural africano e o povo que o carrega. É algo análogo ao que acontece com os judeus e o antissemitismo. A intolerância acaba estimulando perseguições e comportamentos violentos. Nos últimos dois anos foram registrados pela mídia e redes sociais 104 acontecimentos antissemitas no Brasil, segundo base de dados que faz parte do relatório “O antissemitismo durante o governo Bolsonaro”. Assinado por quatro acadêmicos brasileiros com longo monitoramento da intolerância religiosa no País, o documento revela que houve um episódio de intolerância por semana nos últimos dois anos. “Mas a questão é que a maioria dos atos passa batido, e eles acontecem corriqueiramente no ônibus ou no trabalho”, diz Jean Goldenbaum. O preconceito religioso e a intolerância são insidiosos e se espalham como uma doença. A própria primeira-dama deveria saber. Ela já sofreu preconceito, após aprovação do ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça para o STF, no ano passado, quando orou em línguas, uma expressão da fé pentecostal, e foi alvo de comentários pejorativos. O que ela e o marido fazem com os adversários agora é algo parecido. Demonizam os oponentes numa tentativa de impulsionar o ódio social. E favorecem um jogo de mentiras que manipula e religião e conspurca a discussão política.

 

“Nós declaramos que o Brasil é do senhor. Não estamos lutando contra homens e mulheres. Estamos lutando contra espíritos do mal”  Michelle Bolsonaro, em discurso durante ato político-religioso, em Vitória (ES), no dia 23 de julho

A ameaça dos radicais
Ataque a escritor mostra efeitos da cultura do ódio

COVARDIA Salman Rushdie foi atacado por um fanático (Crédito:ULF ANDERSEN)

 

O ataque ao escritor britânico de origem indiana Salmon Rushdie em um evento literário na cidade de Chautaugua, no estado de Nova York, é um exemplo terrível das consequências da intolerância religiosa e do tipo de violência que ela gera. Rushdie foi esfaqueado no pescoço e no abdômen e só sobreviveu porque foi atendido a tempo e passou por uma operação de emergência. Há o risco de o escritor perder a visão de um olho. Ele é jurado de morte desde fevereiro de 1989, quando o aiatolá Khomeini, líder religioso do Irã, decretou sua morte por causa de um pretenso insulto ao profeta Maomé. Rushdie já sofreu vários atentados, viveu escondido durante muito tempo. O responsável pelo ataque ao escritor, um homem de origem libanesa, de 24 anos, chamado Hadi Matar, foi preso e não deu declarações. Seu ato é resultado do fanatismo e da intolerância.

(Colaboraram Gabriel Rötke e Fernando Lavieri)

 

 

10
Ago22

"Não vote em racista": leia as reações aos ataques de Michelle Bolsonaro às religiões afro

Talis Andrade

religião tjeerd royaards.jpg

 

Brasil de Fato - Movimentos populares, organizações, entidades, políticos, artistas e influenciadores se posicionaram, na manhã desta quarta-feira (10), contra os ataques às religiões de matriz africana feitos pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Na segunda-feira (8), a primeira-dama compartilhou uma publicação que afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "entregou sua alma para vencer essa eleição". O texto é acompanhado por um vídeo que exibe encontros do petista com lideranças de religiões de matriz africana.

Entre as principais hashtags das postagens contrárias ao ataque de Michelle Bolsonaro estão: "intolerância religiosa é crime" e "não vote em racista", esta última em referência ao marido da primeira-dama, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição neste ano.

O uso do vídeos por bolsonaristas já foi alvo de uma representação feita pela Coalizão Negra por Direitos, que apontou a promoção de discurso de ódio. Em janeiro deste ano, uma dessas peças foi manipulada para sugerir que Lula declarava ter uma relação com o demônio.

Segundo a Coalizão à época, associações como essas são racistas, extrapolam o limite da liberdade de expressão e têm o objetivo de indignar e gerar ódio.

A Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz publicou, na terça-feira (9), uma nota em que expressa preocupação com declarações os ataques de Michelle Bolsonaro.

"Em nome do respeito à fé, pedimos que a primeira-dama se retrate imediatamente, dentro dos princípios cristãos de amor ao próximo que afirma professar e aja em conformidade com as leis que regem nosso país, a fim de que seja verdadeiramente uma pátria para todos os brasileiros e brasileiras, indistintamente de opção religiosa ou política", diz o documento.

religião fome .jpg

 

tesoureiro
@tesoureiros
Intolerância religiosa contra religiões de matrizes africanas, além de racismo, é CRIME (Lei n.º 9.459 de 1997). NÃO VOTE EM RACISTA
Orlando Calheiros (Escutem o Cálice!)
@AnarcoFino
Muitos não entendem a gravidade da declaração da Michelle Bolsonaro, gente que não faz ideia do que é viver na mira de uma estrutura de poder montada para te destruir: pois é exatamente isso que essa teocracia difusa que nos domina representa para o povo de terreiro.
Fernando de Barros e Silva
@fernandobarros
Michelle Bolsonaro agora insufla a perseguição às religiões de matriz africana. O país nunca teve uma primeira-dama tão obscurantista. Seu fanatismo é sem limites. Nela, a tara religiosa está a serviço do pior. Ninguém se casa com Jair impunemente.

exorcismo religião dizimo pastor .jpg

 
Alma Preta
@Alma_Preta
Nesta terça-feira (09), Michelle Bolsonaro compartilhou um vídeo que associa as religiões de matriz africana às trevas e ataca o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sacolinha dízimo religiao.jpg

Jandira Feghali 
@jandira_feghali
Bom dia! Abrindo os trabalhos aqui com 3 lembranças importantes. RACISMO É CRIME INTOLERÂNCIA RELIGIOSA É CRIME NÃO EXISTE CARTILHA ENSINANDO CRIANÇAS A USAR CRACKImage
 
Damares da cartilha gay com Bolsonaro, a cabeça cheia de pensamentos pornôs, inventou a cartilha do clack para crianças nas escolas:

ódio _juniao_hackers_racismo_homofobia.jpeg

 

ódio.jpg

Na campanha do golpe eleitoral de 2018 com os slogans "fuzilar a petralhada", "lula apodrecer na cadeia:

ódio 8.jpg

ditadura livro_jbosco.jpg

 
Essa gente é tão sebosa que, no impeachment, no golpe contra a presidenta do Brasil, o grito de guerra era "Dilma vai tomar no c." Eis cenas da supremacia branca nas ruas:

puteiro pornografia nu protesto ódio direita.jpg

 
Fernando Haddad
@Haddad_Fernando
Sou cristão, mas jamais serei intolerante com outras religiões. Acredito que todo mundo precisa ser respeitado. Aprendi em casa a pregar a tolerância, com meu pai, que veio do Líbano para o Brasil por causa da intolerância religiosa contra os cristãos no Oriente Médio.
Pedro Curi Hallal
@PedroHallal
TIC TAC Faltam 144 dias para o fim do pior governo que o Brasil já teve. Até lá, todos os dias, postarei uma frase para lembrar desse fracasso. Família que faz apologia a tortura e estupro não respeita a religião dos outros. INTOLERÂNCIA RELIGIOSA É CRIME
MTST
@mtst
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA É CRIME e Michele sabe disso. Força uma demonização das religiões de matriz afro só para fidelizar o voto evangélico. Para respeitar toda a forma de fé NÃO VOTE EM RACISTA.

racismo puc.jpg

 
Cláudio Couto #ForadaPolíticaNãoháSalvação
@claudio_couto
Defender Estado laico não é intolerância religiosa. Associar religião alheia ao maligno é intolerância religiosa. Dizer que o país é de uma religião específica é intolerância religiosa. Usar a própria fé religiosa como justificativa para obter voto é farisaísmo.

Monteiro-Lobato-e-o-Racismo1.png

 
Judeus pela Democracia - Oficial
@jpdoficial1
O que feliciano faz é crime de intolerância religiosa. Maligna é a ideologia do "pastor", que distorce a crença dos outros para propagar o ódio. É inaceitável que uma pessoa assim siga sendo eleita e influenciando tantas pessoas a atentarem contra a liberdade de crença
.Imagem
 Feliciano mentiroso transcreveu uma fake news, uma informação falsa, uma foto montagem. Lula foi homenageado pelo Movimento Social Negro da Bahia. Lula recebeu um banho de pipoca na Assembléia Legislativa da Bahia. Lula com a honraria de ser um presidente eleito duas vezes, e amado pelo povo, vai a todas igrejas existentes no Brasil
 
 Image
Lula nunca negou sua crença religiosa. Bolsonaro diz que é católico, casou numa igreja evangélica com o pastor Malafaia, e gastou uma nota para ser batizado no Rio Jordão, em Israel, pelo pastor Everaldo.
Michelle e Jair Bolsonaro relembram quando se conheceram: 'Queríamos  dividir uma vida' - Famosos - Extra Online
Preso pela PF, Pastor Everaldo batizou Bolsonaro no Rio Jordão

O vídeo sem montagem, sem cortes, de Lula recebendo banho de pipoca. Michelle disse que Lula participava de um ritual de Ubanda, insinuando que era uma cena de terreiro. Acontece que Lula teve a grata surpresa na Assembleia Legislativa da Bahia, na Casa do Povo. 

Leonel Radde
@LeonelRadde
Michelle Bolsonaro praticou o crime de Intolerância Religiosa ao chamar as religiões de matriz africana de "trevas". Art. 20 da Lei Antirracismo: Art. 20 - Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

jota_camelo_ ódio coxinha bolso.png

ódio pt.jpg

 
Orlando Silva
@orlandosilva
Graças a Deus, cada vez mais eu tô ouvindo amigos evangélicos de verdade indignados com a baixaria e a canalhice da Micheque atacando as religiões africanas naquele vídeo. Como diz o Don L, "Jesus não estaria do lado deles" Não vote em racista . Intolerância religiosa é crime
10
Ago22

Frente inter-religiosa pede que Michelle Bolsonaro se retrate por 'demonizar' religiões

Talis Andrade

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por Mônica Bergamo

- - -

A Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz elaborou nesta terça-feira (9) uma nota em que expressa preocupação com declarações de caráter religioso feitas pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo a articulação, sua falas ferem o Estado democrático de Direito, violam a legislação eleitoral e promovem a cultura do ódio por meio da "demonização do diferente".

"Em nome do respeito à fé, pedimos que a primeira-dama se retrate imediatamente, dentro dos princípios cristãos de amor ao próximo que afirma professar e aja em conformidade com as leis que regem nosso país, a fim de que seja verdadeiramente uma pátria para todos os brasileiros e brasileiras, indistintamente de opção religiosa ou política", diz o documento.

Na segunda-feira (8), a primeira-dama compartilhou uma publicação que afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "entregou sua alma para vencer essa eleição". O texto é acompanhado por um vídeo que exibe encontros do petista com lideranças de religiões de matriz africana. Michelle insinua inverdades seculares. O preconceiro da supremacia branca nos tempos da escravidão.

Historia Fernando Perez da Cunha Lima: "A repressão às religiões afro-brasileiras era justificada por argumentos que perduram até hoje: tentativas de negar o caráter religioso das cerimônias, acusações de feitiçaria e charlatanismo contra pais e mães de santo, e reclamações sobre o ruído dos atabaques".

"Isso pode, né! Eu falar de Deus, não!", escreveu a esposa do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao compartilhar uma postagem da vereadora Sonaira Fernandes (Republicanos).

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"Não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas", escreveu a parlamentar da cidade de São Paulo, que foi endossada por Michelle.

"O cristão tem que ter a coragem de falar de política hoje, para não ser proibido de falar de Jesus amanhã", afirmou Sonaira.

Em um culto religioso em Belo Horizonte no domingo (7), Michelle afirmou que antes o Palácio do Planalto era "consagrado a demônios", mas hoje é "consagrado ao Senhor". Na ocasião, ela estava ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Michele repete Rosane Malta que revelou Fernando Collor fazia rituais de magia negra. "Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: 'Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho muito imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na Presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil'.

Outra, com ele já presidente, nos porões da Casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: 'E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, lá nos porões da Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na Presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo'.

Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais.

Fantástico: Nesse livro, você conta justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados.

Tudo o que eu vi e vivi | Amazon.com.br

Rosane: Com certeza.

Fantástico: Que rituais são esses?

Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes.

Fantástico: E com animais, o que acontecia?

Rosane: Com animais era matança mesmo. Mata galinhas, mata boi, vaca. São animais que são sacrificados." 

Fernando Collor é aliado de Bolsonaro e passou a visitar o Palácio do Planalto.

Segundo a Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns por Justiça e Paz, Michelle Bolsonaro estaria fazendo uso de "um maniqueísmo fundamentalista e perigoso, característico de regimes fascistas".

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