Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

06
Jan22

Apresentador da Band xinga Ivete Sangalo: ‘Velha, feia e frouxa’

Talis Andrade

Em show, Ivete Sangalo puxa coro contra Bolsonaro | O Antagonista

 

"Vagabunda fica mandando a maior autoridade do país tomar no c* em pleno microfone em um hotel cinco estrelas", disparou Luiz Almir ex-vereador bolsonarista de Natal. O brado retubante "Fora Bolsonaro" acontece noutros palcos da classe alta

 

Luiz Almir, ex-vereador de Natal, apresentador da Band Rio Grande do Norte, atacou Ivete Sangalo diretamente xingando-a de “Vagabunda, velha, feia e frouxa”. A revolta de baixo calão aconteceu após a cantora ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) em um show na última semana.

“Uma cantora que já tá em decadência, que envergonha o nome das mulheres. Eu gostava, não escuto. Em uma televisão, se ela tiver cantando eu mudo de canal. E queria que todo mundo fizesse isso, o Rio Grande do Norte fizesse isso”, começou a criticar.

“A vagabunda da Ivete ‘Sangala’ vem fazer um show pra ganhar dinheiro do povo besta do Rio Grande do Norte, em um hotel cinco estrelas cujo dono deve ser irresponsável também, pois se fosse no meu hotel eu tinha botado ela pra fora. E ela ficou cantando e gritando ‘manda Bolsonaro tomar no c*, não tô ouvindo não’… E o povo gritando, os esquerdistas doentes gritando”, continuou.

“Ela foi paga pra cantar. E não é porque é Bolsonaro não. Podia ser Lula, Antônio, Pedro, Manoel… Não importa quem fosse. Ninguém tem o direito de ir cantar, juntar o povo que paga pra ver o show de uma mulher que já está em decadência, velha, feia, frouxa, e a vagabunda fica mandando a maior autoridade do país tomar no c* em pleno microfone em um hotel cinco estrelas”, disse, acrescentando ainda que se fosse em outros locais Ivete teria “levado ovo na cara”.

“Fica aí o meu protesto pra essa cantorazinha de quinta categoria. Fique na Bahia”, completou Luiz Almir, alegando ainda que quem mandou milhões de reais para ajudar as vítimas das chuvas na Bahia foi Bolsonaro.

“O Papa disse ‘quem respeita a mulher, respeita Deus’, é verdade. Sem a mulher nós não existiríamos, a mulher é a mãe, que nos dá a vida. Mas tem mulher vagabunda, dessa qualidade, que vem ganhar 150, 200 mil ‘conto’ pra cantar em um hotel e fica mandando a maior autoridade do país tomar no c*. Não tenho nada a ver com o show dela. Mostrou o nível, a falta de educação, de nível, e o quanto ela envergonha o nome de ser mulher. Deveriam até examinar, será que aquilo ali ainda é mulher?”, finalizou.

Claudia Leitte fica calada ao ouvir público do show gritar ‘Fora Bolsonaro’

 

Redação Catraca Livre

Claudia Leitte se apresentou neste último sábado, 1º, e foi surpreendida por um coro do público durante o seu show gritando “Fora Bolsonaro”. Aos escutar a euforia dos fãs em um ato político, a cantora se calou e ficou sem saber o que falar.

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o público que estava no show grita em coro: “Fora Bolsonaro”. A cantora, que estava no palco, ficou calada e deixou o público gritando sozinho, ficando bastante sem graça com, e não conseguiu disfarçar.

Após ser cancelado por fãs, Zé Felipe deixa de seguir Bolsonaro

vagabundo_frank.jpg

 

Zé Felipe foi cancelado pelos fãs após descobrirem o apoio do cantor ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Após a repercussão, ele deixou de seguir o presidente da República. A história começou quando um vídeo, de 2018, onde Zé Felipe, junto com o pai, Leonardo, pediam votos ao então candidato do PSL, começou a viralizar pelas redes sociais.

Em um tuíte postado em 2018, Bolsonaro chegou a agradecer a família. “Obrigado pelo apoio Zé Felipe, Leonardo e amigos! Um forte abraço a todos”, disse na época.

 
05
Jan22

Depois da terra plana tem um rio

Talis Andrade

 

O Horto Florestal, na zona norte da metrópole, criado em 1896, por decreto, no governo de Bernardino de Campos, por iniciativa do botânico sueco da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, Albert Löfgren, me revelou que a política e a ciência, encontro de gente com clareza no pensamento, produz suas pérolas, um legado para gente futura.

Mais de um século após,  num parque estadual deserto, livre, fiz meu ritual para o ano que se inicia, escrevi nas águas da lagoa e da chuva, um FORA BOLSONARO, às aves e peixes entreguei o desejo de um mundo pleno para aqueles que virão.

O que há de novo nas árvores, seres tão velhos que encontro por aí? Ou numa lagoa, em um rio, o que nos faz pensar as águas?

Como um rio ou árvore aprendi a entender o tempo, alegorias boas para essas dimensões em que vivemos mergulhado. 2@22 anuncia-se assim, espaço e tempo, um período determinado onde as águas se juntam, dividem margens, leito comum num tempo que escorre, percorre, avoluma-se num leito entre floresta. Selvagens, vivas, arcaicas, as imagens dos anos recentes denunciam delírios na barbárie, mais que o moderno, moderna guerra de redes.

Tudo tão rápido, mas nessa passagem me deparo com um ciclo que se conclui, tanta chuva assim após as queimadas imensas.

De 2015, recordo, entre artistas amordaçados, acordamos todos em 2022. Despertos estamos, mais espertos, incrédulos habitantes, após Mariana, Brumadinho, as cinzas e a pandemia .

Parece ontem, mas 7 anos decorridos, tão emocionante, ricas, anunciam-se as nuvens, céus e seus turbilhões.

 
06
Nov21

Marília Mendonça viverá para sempre, ele não

Talis Andrade

Marília Mendonça

 

A meteórica carreira da artista que já entrou para a história da música popular brasileira

 
 
 
A mulher pode tudo o que quiser, e mais além. Foi isso, e mais as suas dores e frustrações que Marília Mendonça cantou, a voz mais ouvida do Brasil, calada para sempre quando o jato em que viajava chocou-se com um cabo de alta tensão a 4 quilômetros do aeroporto de Caratinga, interior de Minas Gerais.
 
A mulher traída está em Infiel, o maior sucesso de sua curta carreira. A amante, em Como faz com ela e Amante não tem lar. A prostituta, em Troca de Calçada. Supera exalta a força da mulher, sua capacidade de resistir e de dar a volta por cima. Os versos de Marília eram simples, mas tocantes e sinceros.
 

Marília e sua mãe, de 53 anos, foram exemplos de superação. Não faz tanto tempo assim, frequentavam todas as festas possíveis para comerem mais e melhor. Marília começou a compor com 12 anos de idade. Aos 17, já fazia sucesso na boca de outros cantores. Aos 21, vendia 240 mil cópias do seu primeiro DVD.

Ela não conheceu fracassos, algo comum na carreira da maioria dos artistas. Seu segundo álbum, Realidade, lançado em 2017, recebeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Sertaneja. Dois anos depois, o Melhor Álbum de Música Sertaneja no Grammy foi o seu Todos os cantos.

Sabe os Beatles? No Spotify, Marília tinha mais seguidores do que eles. No Instagram eram mais de 37 milhões até a hora em que foi anunciada a sua morte. A música sertaneja, antes dela, era coisa de homens e de poucas mulheres. Ao entrar em cena, Marília tornou-se a dona inquestionável do pedaço. Não tinha para ninguém.

ele nao diz mona .jpg

 

Em um meio em que seus colegas de música e público têm uma forte queda por Bolsonaro, Marília ousou participar do movimento Ele não nas eleições de 2018. Coagida e ameaçada, recuou, pediu desculpas e foi perdoada. Sua obra atravessou incólume e sobreviverá ao triste tempo de extremismo que sufoca o país.

Ela ficará, e ele não.

02
Nov21

Questões sobre o fascismo, ontem e hoje

Talis Andrade

fora-bozo-.jpg

Imagem Thiago Kai

 

por Vladimir Puzone /A Terra É Redonda

As discussões sobre o fascismo têm ganhado nova importância nos últimos anos, tanto em debates de movimentos e organizações de esquerda quanto em meios universitários. O motivo é evidente para quem acompanha minimamente o cenário das crises mundial e brasileira. A ascensão de grupos e de governos de extrema-direita em países com diferentes condições políticas e econômicas fez com que o termo fascismo voltasse a ser amplamente utilizado.

No entanto, apesar da retomada do termo, restam muitas questões sobre sua pertinência para compreender e combater aqueles grupos e governos. Entre essas questões, é possível destacar as seguintes: quais as semelhanças e diferenças entre seus usos atuais e as discussões que atravessaram o século XX, período que assistiu ao florescimento de movimentos e regimes mais ou menos próximos ao modelo italiano, a origem de todos eles? Será que esse é mesmo um termo adequado para se compreender o que está acontecendo? Seria o fascismo um movimento e uma ideologia datados no tempo, isto é, vinculados à primeira metade do século XX? Ou estaríamos diante de formas renovadas de suas manifestações?

Também é possível afirmar com alguma dose de certeza que o termo “fascismo” não é consensual. Se não há muitas dúvidas em caracterizar os movimentos e regimes liderados por Mussolini e Hitler com a expressão, não se pode dizer o mesmo a respeito dos acontecimentos em diferentes lugares e períodos. A Espanha de Franco entre os anos 1930 e 1970 pode ser considerada um caso exemplar do fascismo tanto quanto o Japão das décadas de 1930? Seria possível caracterizar as ditaduras militares da América do Sul em meados do século XX da mesma forma que o regime grego da mesma época?

Além dessas questões, muito se discute a respeito de um neofascismo, levando-se em conta sobretudo as semelhanças com as formas de mobilização de grupos em sua maioria pequeno-burgueses e os atuais protestos contra a corrupção nos governos petistas e, mais recentemente, a favor de Jair Bolsonaro. Assim como seus antecessores, os manifestantes brasileiros apontam para a eliminação política e física de seus opositores de esquerda. Apesar dessa semelhança, também é possível se contrapor à caracterização da mais recente onda de direita no Brasil como neofascista. Afinal, grande parte dos apoiadores do atual presidente não reivindicam a herança fascista e não usam símbolos como os fascios ou suásticas. Ao contrário, em afirmações revisionistas e que beiram o delírio, alegam que o nazismo seria de esquerda.

Ainda sobre o paralelo entre a situação histórica das primeiras décadas do século anterior e o presente cenário político brasileiro, o sentido da expressão “fascismo” também é disputado se levarmos em conta uma análise da forma de governo e do estado, bem como sua relação com a forma pela qual a acumulação de capital ocorre em distintos períodos históricos. Por um lado, o caso alemão foi considerado por muitos observadores da época como um exemplo da intervenção ativa do Estado sobre os processos de acumulação e organização da força de trabalho nas plantas fabris, ao mesmo tempo em que o partido nazista se associava a grandes conglomerados capitalistas.

Por outro lado, é difícil dizer que o governo Bolsonaro preze por uma intervenção ativa na atual crise econômica, haja vista a política de preços dos combustíveis que favorece exclusivamente os acionistas da Petrobrás e procura levar à força sua privatização completa. É claro, o horizonte da acumulação alterou as atribuições do estado, que agora atua mais fortemente para garantir que as condições da financeirização possam continuar, reforçando ao mesmo tempo a precarização dos trabalhadores e sua transformação em empresários de si mesmos. O vínculo entre o Estado e o governo brasileiro e os grupos ligados a bancos e instituições financeiras não deixa de apresentar um traço em comum com o caso nazista. Contudo, alguns veem nos eventos nacionais um caso de aprofundamento de tendências autoritárias da política brasileira, ou, em chave distinta, um simples regime de destruição dos arranjos institucionais do Brasil firmados na Constituição de 1988 – que tentou, com passos muito tímidos, a construção de um estado de bem-estar por aqui.

Mais recentemente, nos últimos anos, o retorno da expressão “fascismo” ao vocabulário teórico e político não deixou de ser atravessado por polêmicas. Entre as mais significativas está a oposição com outro termo caro ao debate contemporâneo, “populismo”. Mais do que um simples adjetivo que descreve formas de regime político distintas das democracias representativas liberais, a palavra populismo procura, para muitos, captar as transformações das direitas contemporâneas. Assim, “fascismo” seria um termo adequado para descrever o que aconteceu entre as duas primeiras guerras mundiais, mas muito pouco preciso para se entender uma gama de organizações e governos que vão desde Donald Trump até Rodrigo Duterte, passando por nomes como Recep Erdogan e Viktor Orbán.

Tamanhas seriam as novidades representadas por movimentos como o Tea Party, o MBL e o movimento 5 Stelle que muitas autoras preferem utilizar um termo ainda mais abrangente do que populismo e fascismo. É comum encontrarmos a expressão “novas direitas” para enfatizar ideários e práticas que não seriam encontrados no século XX. Seguindo uma trilha aberta por estudos sobre processos de (des)democratização, aqueles governos e movimentos seriam descritos também como “iliberais” – embora essa caracterização deixe escapar as possíveis afinidades entre os liberalismos e os fascismos. Estão em questão, portanto, as próprias promessas da democracia liberal e representativa e seus contínuos fracassos em fazer justiça a um processo real de democratização da vida da maioria das pessoas.

Sem dúvida, um dos terrenos de difusão das “novas direitas” e de movimentos neofascistas são as redes sociais. A divulgação de fake news e de páginas com teorias conspiratórias, que alimentam as paranoias e síndromes persecutórias de muitos aderentes das extremas-direitas, encontrou não apenas um refúgio em plataformas como FacebookYouTube e Whatsapp. Estas também fomentaram a própria forma de organização de grupos de intolerância e que glorificam a violência e o uso de armas de fogo. No entanto, podemos dizer que a relação entre tais grupos e os meios contemporâneos de comunicação e divulgação de informações não deixa de apresentar algumas semelhanças com a mobilização do rádio e do cinema operada pelos fascismos. Em particular, podemos ver como em ambos os momentos históricos o conteúdo das mensagens divulgadas pelas lideranças autoritárias apresentam distorções da realidade muitas vezes toscas, além da clara mobilização de sentimentos de frustração e ressentimento com uma ordem social marcada pela irracionalidade.

Ao contrário do que alguns círculos de esquerda e anticapitalistas propagam, discutir o fascismo é, sim, importante. Não se trata de um debate puramente intelectual, como se saber quais os traços dos movimentos fascistas e sua relação com a sociedade capitalista consistisse apenas numa lista de aspectos universais a serem aplicados aos casos particulares. O combate aos grupos e regimes que buscam o extermínio de lutadores e organizações de trabalhadores e subalternos não pode ser feito sem que se conheça o adversário. Em especial, simples palavras de ordem contra os fascistas e seus assemelhados não levam a formas de organização de trabalhadores e subalternos que se coloquem como alternativa à rebelião a favor da ordem burguesa. O anti-intelectualismo não é somente um beco para a transformação radical de nossa forma de organização social. Ele é o próprio solo fértil em que germinam e florescem os fascismos e seus movimentos congêneres.

bolsonaro genocida.jpeg

 

10
Out21

Carol Solberg volta a confrontar estupidez bolsonarista e lamenta as 600 mil mortes

Talis Andrade

bola no cangaço .jpeg

 

 

A jogadora Carol Solberg, que gritou “fora, Bolsonaro” em setembro de 2020 após ganhar medalha de bronze no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, voltou a criticar o governo  Bolsonaro. Desta vez foi em entrevista pós-jogo neste sábado (9), no Open de Duplas do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, no Rio de Janeiro.

"A gente completou 600 mil mortes por Covid. A gente tem um presidente defendendo tratamento precoce nessa altura do campeonato. Isso é muito sério. Me dói muito ver o Brasil representado por isso", disse.

Ela também utilizou o espaço da entrevista para criticar o veto de Bolsonaro à distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em entrevista ao canal SporTV, a atleta disse o seguinte:

“A gente não pode esquecer… A gente completou ontem 600 mil mortes por covid. Acho que os torneios não podem passar sem a gente estar falando sobre isso.

A gente tem um presidente que está defendendo o tratamento precoce nessa altura do campeonato. Isso é muito sério.

Me dói muito ver o Brasil sendo representado por isso.

A gente viu o presidente vetando nessa semana a distribuição gratuita de absorvente para meninas total em situação de vulnerabilidade.

Eu fico muito triste, O Brasil para mim é um país maravilhoso. Eu tenho maior orgulho de tanta coisa que o Brasil representa.

Mas me dói muito ver esse momento sabe? Eu sou atleta, adoro estar aqui jogando, mas eu não entro em quadra e fica alheia a tudo que está acontecendo.

Então me dói muito. Eu estou aqui como cidadã, como atleta.

Esse é um momento muito duro.

Obrigado pela torcida e toda minha solidariedade às famílias que perderam seus amores, seu parceiros para essa coisa horrível da covid.“

 

03
Out21

"Fora Bolsonaro": imprensa europeia destaca atos a favor do impeachment do presidente brasileiro

Talis Andrade

 

O jornal francês Le Monde destaca que os protestos ocorreram em 84 cidades brasileiras, convocados por movimentos e partidos de esquerda, além de centrais sindicais. O diário ressalta que a principal reclamação é a gestão da epidemia de Covid-19, que deixou quase 600 mil mortos no Brasil. No entanto, os participantes dos atos também criticam o aumento nos preços dos alimentos, do gás e da gasolina, bem como a alta taxa de desemprego: mais de 14 milhões de pessoas estão sem trabalho no país. 

Le Monde também trata sobre a dificuldade do movimento de obter resultados concretos. "Mais de uma centena de petições que pedem o impeachment aguardam na Câmara dos Deputados, mas seu presidente, Arthur Lira, um aliado do governo, não dá sequência aos procedimentos. O Supremo Tribunal, por sinal, ordenou a abertura de várias investigações contra Jair Bolsonaro e seus familiares, especialmente pela disseminação de falsas informações", publica. 

O site da revista francesa Courrier Internacional lembra que esse é o sexto ato organizado contra o presidente desde maio, quando a oposição resolveu retornar às ruas depois de um ano de crise sanitária. A matéria lembra, no entanto, que essa foi a primeira vez que os organizadores contaram com o apoio da centro-direita e da direita, "com o objetivo de estender a frente de batalha para resistir os ataques de Bolsonaro contra as instituições democráticas e as urnas eletrônicas". 

 

"Uma figura odiosa"

Thom Philipps, o correspondente do jornal britânico The Guardian no Rio de Janeiro, acompanhou o ato na capital fluminense e conversou com os manifestantes, para quem Bolsonaro "é uma figura odiosa". A matéria lembra que pesquisas recentes mostram que 58% da população rejeita o presidente brasileiro.  

No entanto, com um apoio inveterado de 20% de sua base e o aval do centrão, um impeachment neste momento parece algo improvável para o jornal britânico. Para The Guardian, a única chance de tirar o Bolsonaro do cargo é através das próximas eleições, sobre as quais "sondagens mostram que ele perderia para qualquer adversário". 

Para o jornal português Público, a mobilização "Fora Bolsonaro" reforça a candidatura de Lula para as eleições de 2022, "que tem 45% das intenções de voto", ressalta a matéria. O diário dá destaque às manifestações "Fora Bolsonaro" organizadas por brasileiros que vivem em Portugal - as maiores ocorreram em Lisboa, Porto e Braga. 

 

02
Out21

"Ele não parou porque não quis. Pelo contrário, ele acelerou", conta testemunha do atropelamento no Recife

Talis Andrade

 

247 - A servidora pública Miriam Mesquita, 67, testemunhou neste sábado (2) o atropelamento da manifestante de oposição ao governo Jair Bolsonaro Isabela Freitas Veras em Recife, ao final do ato contra a gestão federal.

Segundo Miriam, o ocorrido não se tratou de um acidente. Ela contou ao G1 que o motorista se negou a prestar socorro à vítima. "Foi muita gente gritando, ele [o motorista] não parou porque não quis. Pelo contrário, ele acelerou".

O atropelamento aconteceu na Avenida Martins de Barros, perto da Ponte Maurício de Nassau, no bairro de Santo Antônio, na área central da capital pernambucana. O motorista do veículo, um Jeep Renegade de cor preta e placa QYJ2E95, ainda não foi identificado.

"Embaixo da roda desse carro, tinha como se fosse um pano com lama, rolando, mas era uma pessoa, era uma moça. O carro passou por cima dela, [...] foi rolando o corpo dela", contou Miriam. "É uma angústia muito grande porque é um ser humano. Poderia ser a minha filha, qualquer pessoa. Não se age dessa forma".

Outra testemunha, que não quis se identificar, relatou: "ela [mulher atropelada] foi para a frente do carro para pedir calma. Nessa hora, ele acelerou. Ele acelerou na intenção de atropelar ela. Foi com intenção. Ela ficou em cima do capô do carro, segurando no capô do carro, depois se soltou e caiu depois da estação [de BRT]. E o pessoal saiu correndo pra ver como ela estava".

Isabela, a vítima, é advogada e integra a Comissão de Advocacia Popular da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE). O presidente da entidade, Renan Castro, informou que Isabela precisa passar por uma cirurgia no tornozelo esquerdo, devido a uma fratura grave. Ele também falou que a advogada teve uma fratura na cabeça e levou quatro pontos.

04
Set21

Povo volta às ruas por emprego e comida no prato em 7 de setembro

Talis Andrade

7s fora bolsonaro.jpeg

 

 

Grande ato #ForaBolsonaro terá participação popular em todo o Brasil e no exterior

 

Entidades, movimentos sociais e sindicais da campanha #ForaBolsonaro e do Grito dos Excluídos mobilizam os brasileiros para o retorno às ruas no próximo dia 7 de setembro. Contra o desemprego, contra a fome, pelo direito à moradia, à vacina e pelo impeachment de Bolsonaro, o grande ato vai ocupar todas as regiões do Brasil e no exterior.

As manifestações, que iniciaram em 29 de maio, também são contra os cortes na educação, contra a reforma administrativa e as privatizações, e em defesa das lutas do povo negro contra a violência e o racismo, dos serviços públicos e da soberania.

A Campanha Fora Bolsonaro é uma inciativa que se reúne há cerca de um ano e meio e é composta pela Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, todos os partidos de esquerda, as centrais sindicais, a Coalização Negra por Direitos, a UNE, a UBES, a CMP, o MTST, o MST, o Fórum Nacional de ONGs e outras diversas organizações.

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub