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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

26
Jun22

O efeito nocivo da pregação do auto-golpe de Bolsonaro para impor uma ditadura militar

Talis Andrade

 

 

O Tribunal Superior Eleitoral precisa realizar uma campanha nacional de crença na Democracia. Mostrar porquê as urnas são confiáveis. As campanhas são necessárias,  pela propaganda de descrédito do presidente Bolsonaro que pretende instalar uma ditadura militar, e pelo discurso da extrema direita nazi-fascista, que prega uma guerra civil, que todo golpe tem listas estaduais de presos políticos e listas de lideranças marcadas para morrer. 

 

Você confia na urna eletrônica? Veja a opinião dos eleitores do DF, segundo pesquisa Metrópoles/Ideia

 

Em Brasília, 46,6% acreditam na lisura do instrumento eletrônico. Outros 43,7% dos eleitores dizem não confiar no equipamento

 

 

Em meio às constantes dúvidas levantadas sobre a credibilidade das urnas eletrônicas, o brasiliense se divide na hora de dizer o que pensa a respeito da confiabilidade do equipamento. Segundo pesquisa exclusiva Metrópoles/Ideia, para 46,6% dos eleitores do Distrito Federal, o aparato é seguro. Outros 43,7% afirmaram não confiar no instrumento de voto popular.

Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico nas opiniões. Mesmo assim, os dados apontam que um em cada quatro brasilienses não confia na forma como são apurados os votos nas eleições.Pesquisa Metrópoles/Ideia urnas eletrônicas no DF

 

Esse o resultado do discurso de ódio de Bolsonaro, que dia sim dia não faz uma ameaça golpista, afirmando que as urnas não são confiáveis, e comprando, com o orçamento secreto, o Congresso, o centrão, e oferecendo aos militares armas e uma vida boa e fácil com filé, picanha, salmão, vinhos, licores, Viagra, próteses penianas de 25 cm e lubrificante íntimo, enquanto a população civil passa fome, são 33 milhões com fome. 

 

 

10
Jun22

33,1 milhões de civis passam fome no Brasil. Impacto é maior entre pessoas negras, mulheres e crianças

Talis Andrade

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Regredimos 3 décadas: Apenas 4 em cada 10 famílias conseguem garantir alimento na mesa. Os outros 6 lares enfrentam alguma dificuldade para colocar comida na mesa

 

 

por Thiago Borges

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Você sabe o que vai comer na noite de hoje? E no café de amanhã? No Brasil de 2022, apenas 4 em cada 10 famílias têm essa certeza. Na contramão, a fome acelera e chega a 33,1 milhões de pessoas, que não têm o que comer no País. Em apenas 1 ano, esse contingente aumentou em 14 milhões de pessoas – no final de 2020, eram 19 milhões nessa situação.

Esses dados foram apresentados nesta quarta-feira (8/6), pelo 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. A edição recente da pesquisa mostra que mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau – leve, moderado ou grave (fome). O País regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990.

A Periferia em Movimento tem falado sobre o assunto nos últimos anos. Recentemente, mostramos como a inflação impacta a produção na roça na zona rural de São Paulo; e como comunidades quilombolas enfrentam a crise com agroecologia e práticas tradicionais. Também abordamos o peso da inflação na rotina de quem depende de combustível para trabalhar, do enfrentamento de mulheres periféricas à carestia nos anos 1970 e das iniciativas contra a fome nas quebradas paulistanas.

A pesquisa foi realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN). O estudo completo pode ser acessado na página Olhe para a Fome.

As estatísticas foram coletadas entre novembro de 2021 e abril de 2022, a partir da realização de entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. A Segurança Alimentar e a Insegurança Alimentar foram medidas, mais uma vez, pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), que também é utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa anterior, de 2020, mostrava que a fome no Brasil tinha voltado para patamares equivalentes aos de 2004. A continuidade do desmonte de políticas públicas, a piora no cenário econômico, o acirramento das desigualdades sociais e o segundo ano da pandemia da Covid-19 tornaram o quadro desta segunda pesquisa ainda mais perverso.

“A pandemia surge neste contexto de aumento da pobreza e da miséria, e traz ainda mais desamparo e sofrimento. Os caminhos escolhidos para a política econômica e a gestão inconsequente da pandemia só poderiam levar ao aumento ainda mais escandaloso da desigualdade social e da fome no nosso país”, aponta Ana Maria Segall, médica epidemiologista e pesquisadora da Rede PENSSAN.

 

Segurança alimentar cai ainda mais

 

No Brasil de 2022, apenas 4 em cada 10 domicílios conseguem manter acesso pleno à alimentação – ou seja, estão em condição de segurança alimentar. Os outros 6 lares se dividem numa escala, que vai dos que permanecem preocupados com a possibilidade de não ter alimentos no futuro até os que já passam fome.

De acordo com o 2º Inquérito, em números absolutos, são 125,2 milhões de brasileiros que passaram por algum grau de insegurança alimentar. É um aumento de 7,2% desde 2020, e de 60% em comparação com 2018.

“Já não fazem mais parte da realidade brasileira aquelas políticas públicas de combate à pobreza e à miséria que, entre 2004 e 2013, reduziram a fome a apenas 4,2% dos lares brasileiros. As medidas tomadas pelo governo para contenção da fome hoje são isoladas e insuficientes, diante de um cenário de alta da inflação, sobretudo dos alimentos, do desemprego e da queda de renda da população, com maior intensidade nos segmentos mais vulnerabilizados”, avalia Renato Maluf, Coordenador da Rede PENSSAN.

 

Os destaques da pesquisa

 

    • Norte e Nordeste mais impactados novamente

A insegurança alimentar segue como uma questão que atinge as regiões do Brasil de forma desigual. No Norte e no Nordeste, os números chegam, respectivamente, a 71,6% e 68% – são índices expressivamente maiores do que a média nacional de 58,7%. A fome fez parte do dia a dia de 25,7% das famílias na região Norte e de 21% no Nordeste. A média nacional é de aproximadamente 15%, e, do Sul, de 10%.

    • O campo passa mais fome

O mesmo agravamento é percebido quando se compara o campo e a cidade. Nas áreas rurais, a insegurança alimentar (em todos os níveis) esteve presente em mais de 60% dos domicílios. Destes, 18,6% das famílias convivem com a insegurança alimentar grave (fome), valor maior do que a média nacional. E até quem produz alimento está pagando um preço alto: a fome atingiu 21,8% dos lares de famílias agricultoras. A pobreza das populações rurais associada ao desmonte das políticas de apoio às populações do campo, da floresta e das águas, seguem impondo escassez.

    • A fome tem cor

Neste segundo inquérito, fica evidente, mais uma vez, que a fome tem cor. Enquanto a segurança alimentar está presente em 53,2% dos domicílios onde a pessoa de referência se autodeclara branca, nos lares com responsáveis de raça/cor preta ou parda ela cai para 35%. Em outras palavras, 65% dos lares comandados por pessoas pretas ou pardas convivem com restrição de alimentos em qualquer nível. Comparando com o 1º Inquérito Nacional da Rede PENSSAN, de 2020, em 2021/2022, a fome saltou de 10,4% para 18,1% entre os lares comandados por pretos e pardos.

    • A fome tem gênero

As diferenças são expressivas na comparação entre os lares chefiados por homens e os lares chefiados por mulheres no período dos dois Inquéritos da Rede PENSSAN. Nas casas em que a mulher é a pessoa de referência, a fome passou de 11,2% para 19,3%. Nos lares que têm homens como responsáveis, a fome passou de 7,0% para 11,9%. Isso ocorre, entre outros fatores, pela desigualdade salarial entre os gêneros.

    • Fome dobrada nos lares com crianças

Em pouco mais de um ano, a fome dobrou nas famílias com crianças menores de 10 anos – de 9,4% em 2020 para 18,1% em 2022. Na presença de três ou mais pessoas com até 18 anos de idade no grupo familiar, a fome atingiu 25,7% dos lares. Já nos domicílios apenas com moradores adultos a segurança alimentar chegou a 47,4%, número maior do que a média nacional.

    • Para a fome sumir, é preciso ter renda

A fome quase desaparece nos lares com renda superior a um salário mínimo por pessoa. Em 67% dos domicílios com renda maior que um salário mínimo por pessoa, o acesso a alimentos (segurança alimentar) é pleno e garantido. Porém, se em 2020 não havia domicílios com renda maior que um salário mínimo por pessoa em situação de fome, no início de 2022 essa deixou de ser uma garantia contra a privação do consumo de alimentos – consequência da crise econômica e dos reajustes do salário mínimo abaixo da inflação.

Agora, 3% dos lares nesta faixa de renda tem seus moradores em situação de fome, e 6% convivem com algum grau de restrição quantitativa de alimentos (insegurança alimentar moderada) e 24% não conseguem manter a qualidade adequada de sua alimentação (insegurança alimentar leve).

    • Sem lenço, sem documento e sem comida na mesa

A fome é maior nos domicílios em que a pessoa responsável está desempregada (36,1%), trabalha na agricultura familiar (22,4%) ou tem emprego informal (21,1%). Já a segurança alimentar é maior nos lares onde chefe da família trabalha com carteira assinada, chegando a 53,8% dos domicílios.

    • A fome atinge quem não consegue chegar às escolas

Há fome em 22,3% dos domicílios com responsáveis com baixa escolaridade — 4 anos

ou menos de estudo. Em 2020 esse percentual era de 14,9%. O maior percentual de segurança alimentar é em domicílios cujos responsáveis têm mais de 8 anos de estudo: 50,6%.

    • Falta água para beber e para cozinhar

A falta de acesso regular e permanente à água — também conhecida como insegurança hídrica — é uma realidade para 12% da população geral brasileira. A insegurança alimentar moderada esteve presente em 22,8% desses lares, e a fome, em 42,0%. A insegurança alimentar se manifesta em 48,3% dos lares com restrição de acesso à água na região Norte, em 43,0% no Sudeste, em 41,8% do Centro-Oeste e em 41,2% no Nordeste. Onde falta água, também falta alimento.

    • A vergonha de sentir fome

De todas as famílias entrevistadas pela pesquisa, 8,2% relataram sensação de vergonha, tristeza ou constrangimento pelo uso de meios que ferem a dignidade para conseguir colocar comida na mesa. Isso corresponde a 15,9 milhões de pessoas no Brasil, que foram obrigadas a usar de meios social e humanamente inaceitáveis, para obtenção de alimentos. Nessa faixa, 24,3% convivem com as manifestações mais severas de insegurança alimentar (moderada ou grave).

    • A fome para quem tem dívidas, ou precisa vender bens de trabalho e parar de estudar

Dos entrevistados que informaram endividamento, 49,1% passaram por insegurança alimentar moderada e grave. Já dos que relataram venda de bens ou equipamentos de trabalho, 48,7% também estavam nessa mesma situação. E entre os que contaram que precisaram parar de estudar para contribuir com a renda familiar, são 55,2% nesses recortes mais graves de insegurança alimentar.

    • O alimento sai da despensa, a fome entra pela porta

Cerca de metade das famílias que deixaram de comprar, nos últimos 3 meses, arroz, feijão, vegetais e frutas convivem com a insegurança alimentar moderada ou grave. Entre as famílias que deixaram de comprar carnes nos três meses anteriores à pesquisa, 70,4% passavam fome. Dados semelhantes foram encontrados nos lares onde os moradores não haviam comprado frutas (64%) e vegetais (63,6%).

Thiago Borges
 
 
09
Jun22

Fome dispara e atinge 33,1 milhões de pessoas

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges 

 

Em menos de dois anos, o número de seres humanos passando fome disparou no Brasil, saltando de 19 milhões para 33,1 milhões, segundo a pesquisa Vigisan (Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19), divulgada nesta quarta-feira (8). Esse número impressionante representa 15,5% da população brasileira. No covil de Jair Bolsonaro, com sua necropolítica e seu plano de desconstrução, o país ruma celeremente para a barbárie social. 

O levantamento, que inexplicavelmente não foi manchete nos jornalões nem destaque nos telejornais, foi encomendado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que envolve seis entidades da sociedade civil. Ele foi realizado pelo instituto Vox Populi entre novembro de 2021 e abril de 2022, com visita a 12.745 domicílios de 577 municípios nos 26 estados e no Distrito Federal. Em 2020, quando foi realizada a primeira pesquisa deste tipo, foram encontradas 19 milhões de pessoas com fome no Brasil – 9,1% da população. 


Metade da população com insegurança alimentar

Fome - Charge - Estado de Minas
Ainda segundo a pesquisa, mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com insegurança alimentar em algum grau, o que significa 125,2 milhões de brasileiros. “São famílias que estão preocupadas com a possibilidade de não ter alimento no futuro ou já passam fome. O problema aparece mais no campo, onde 60% dos domicílios relataram algum tipo de dificuldade – 18,6% com insegurança alimentar grave”, registra postagem no site UOL. 

A pesquisa também aponta que as famílias negras e chefiadas por mulheres são as mais atingidas: 65% dos domicílios comandados por pessoas pretas e pardas convivem com restrição de alimentos em qualquer nível; 63% dos lares com responsáveis mulheres apresentaram algum patamar de 

insegurança alimentar. “Proporcionalmente, a preocupação com o acesso a alimentos atinge maiores parcelas da população no Norte (71,6%) e no Nordeste (68%). Em números absolutos, o Nordeste registra mais pessoas com fome: são 12 milhões em situação de insegurança alimentar grave”. 



Os níveis de segurança alimentar

Charge: O Brasil passa fome em meio à pandemia. Por Nando Motta
Conforme explica o site, o nível de segurança alimentar é dividido em quatro graus: 

1) Segurança alimentar: alcança hoje 41,3% dos brasileiros. É quando a família tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais; 

2) Insegurança alimentar leve: atinge 28% dos brasileiros. É quando a família tem preocupação ou incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro, com qualidade inadequada resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentos. 

3) Insegurança alimentar moderada: atinge 15,2% dos brasileiros. É quando há redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos. 

4) Insegurança alimentar grave: atinge 15,5% dos brasileiros. É quando há redução quantitativa de alimentos entre as crianças e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos. 



"Horrorizados" e com "sentimento de indignação"

Charge 25/05/2020 | Um Brasil

Segundo a pesquisadora Ana Maria Segall, todos os envolvidos no Vigisan ficaram “horrorizados” com o resultado de 33,1 milhões de pessoas com fome. “Isso nos dá um sentimento de muita indignação. E o que mais chama atenção é a velocidade da fome, considerando o intervalo entre um levantamento e outro”. Ela afirma que “a parte mais dolorosa da pesquisa foi ver como a fome atinge mais as casas onde há três ou mais pessoas abaixo de 18 anos – um em cada quatro desses domicílios (25%), há fome. Quanto menor a faixa etária da fome, mais repercussões ela vai causar, e prejuízos a longo prazo. Estamos falando de crianças que vão levar essas sequelas para o resto da vida”. 

A amostragem também indicou que, entre os que têm fome, 15,9 milhões tiveram que adotar estratégias consideradas inaceitáveis ou vergonhosas para adquirir comida. “São aquelas imagens que vemos em reportagens: pessoas atrás de caminhão de osso, buscando alimentos nos lixões”, explica Ana Maria Segall. Para Francisco Afonso, integrante da ONG Ação da Cidadania, esse desastre tem como principal responsável o desgoverno de Jair Bolsonaro, que tem desmontado todas as políticas públicas de combate à fome – inclusive com a destruição dos estoques reguladores de alimentos. 

“Houve uma ação para privilegiar o agronegócio exportador em detrimento da agricultura familiar. Todas as políticas públicas foram melhores para o agronegócio, com menos apoio e redução na produção dos alimentos. Só o feijão, nos últimos anos, perdeu 70% de sua área”. Ele também cita o desmantelamento de políticas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) como responsáveis pelo aumento da fome.

Charge do Correio ironiza irregularidades em recursos do Fome Zero

Diante da fome, brasileiro quer ter esperança

 
 
08
Jun22

Fome se alastra no Brasil: 6 em cada 10 famílias não têm acesso pleno a alimentos

Talis Andrade
fome no brasil2Olhar da fome: divulgaçãonotice
 
O acesso a alimentos não foi considerado um problema em apenas 35% dos lares chefiados por pessoas pretas ou pardas

Em um ano, salta de 19 milhões para 33,1 milhões o número de pessoas que não têm o que comer. A fome tem cor e mora nas favelas das chacinas dos policiais militares

 

05
Jun22

Bolsonaro governa o país – governa? – como se estivesse permanentemente de férias

Talis Andrade

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Passeando de moto ou flanando por aí de jet-ski, o presidente Jair Bolsonaro se comporta como um adolescente deslumbrado, enquanto o contribuinte pena com a inflação dos alimentos nas alturas, os seguidos reajustes do preço dos combustíveis, o desemprego e a volta da fome. Mesmo em meio aos inúmeros escândalos de corrupção no seu governo, o presidente parece estar sempre de folga.

Reportagem da Folha de S.P. revela que Jair faz do lazer uma rotina, mesmo em momentos em que o país está em crise. No dia em que o Brasil atingia 10 mil mortos pelo coronavírus, o presidente passeava de moto aquática pelo Lago Paranoá, em Brasília, enquanto Legislativo e Judiciário decretavam luto nacional. Hoje, são mais de 660 mil mortos.

Em 3 anos e 5 meses de mandato, por 15 vezes Bolsonaro esteve fora de Brasília, curtindo férias e feriadões nos litorais paulista, baiano e catarinense, de folga. A situação era muito diferente na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva: em seus primeiros 3 anos e 5 meses de mandato, Lula só esteve fora em três ocasiões (cinco vezes a menos od que Bolsonaro).

No final de dezembro de 2021, quando a Bahia enfrentava a crise gerada pelas fortes chuvas, que resultaram na morte de mais de 20 pessoas, Bolsonaro gastava R$ 900 mil curtindo férias, de folga em Santa Catarina. Assista aqui a como deve se portar um presidente em uma tragédia.

Constam ainda na agenda de Jair 15 idas a jogos de futebol e nada menos que 33 motociatas, cavalgadas e afins. A maior parte dessas escapadas ocorreu em dias úteis e não teve nenhuma relação com o exercício da Presidência.

Não é novidade, no entanto, que o homem que passou 27 anos como deputado federal e teve apenas dois projetos aprovados não é muito afeito ao trabalho. Estudo divulgado em abril chamado “Deixa o Homem Trabalhar” mostra que Bolsonaro cumpriu expediente médio de apenas 4,8 horas, 20% a menos do que um estagiário, desde que assumiu a presidência da República. Nunca na história do Brasil um presidente trabalhou tão pouco. A média de horas diárias trabalhadas em 2022 é ainda menor: são apenas 3,6 horas por dia.

Em março deste ano, a revista Veja divulgou que o presidente teve uma média de menos de três horas trabalhadas por dia no mês. “O mês de março, como um todo, tem sido de poucos compromissos para o presidente. Nos seis dias úteis que o mês teve até então, Bolsonaro tem uma média de 2,5 horas trabalhadas por dia, segundo a sua agenda oficial”, diz a reportagem.

Ao que tudo indica, Bolsonaro também não é muito adepto a acordar cedo. Ainda de acordo com a reportagem da Folha, apenas em 2021, por 27 vezes o expediente do presidente começou depois de 12h. No total, Bolsonaro teve 48 dias úteis sem nenhum compromisso oficial nesses quase três anos e meio – descontados os dias em que ele passou internado – e 69 dias úteis em que o presidente só teve compromissos após meio-dia.

Bolsonaro alega que muitos dos eventos públicos que frequenta, como as tais motociatas, são compromissos da pessoa física, e por esse motivo não constam da agenda oficial, em uma nítida confusão entre o público e o privado.

Entre as dezenas de folgas autoconcedidas não sobra tempo para Bolsonaro governar o país.

Imagemontagem mostrando os dias da semana. em cada dia, uma cena de bolsonaro vagabundeando de uma forma diferentesegunda: pescandoterça: andando de carro no beto carreroquarta: jetskiquinta: vendo futebolsexta: dançando funk com mulher de bikinisábado: ele bocejandodomingo: ele dormindoacima, o texto agenda do presidenteabaixo, o texto bolsonaro preguiçoso

Gilberto Figueiredo
@KarlCascatinha
A VERDADE VERDADEIRA.
 
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Central Eleitoral
@CentralEleicoes
Entorno do Presidente liga o alerta, após pesquisas internas mostrarem que o rótulo de "preguiçoso" colou em Bolsonaro: A associação ganhou força com as frequentes folgas, motociatas e até passeios do presidente em horário de trabalho.

Preguiçoso e falastrão, por Ricardo Rangel, Revista Veja, 3 de abril de 2020
O rei preguiçoso, Revista Veja, 25 de abril de 2021
Rótulo de preguiçoso cola em Bolsonaro e alerta o Planalto | Radar, Revista Veja, 5 de junho de 2022.
Histórico de folgas, passeios de moto e de jet ski, além da jornada curta de expediente no Planalto consolidam imagem desfavorável ao presidente.  
04
Jun22

A PESTE, A FOME, A GUERRA CIVIL. “Bolsonaro tem que ser chamado de genocida sim”

Talis Andrade

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O infectologista Marcos Caseiro afirmou que estão explodindo os casos de Covid-19 no país e que a responsabilidade é de Jair Bolsonaro que ameaça uma guerra civil. É um governo necrófilo. Morte pela peste. Morte pela fome. Morte pelas chacinas. Pelos massacres. Ameaça de golpe. Ameaça de guerra civil. Governador do Rio já começou a distribuição de armas

 

 

A fome grassa em 26 por cento dos lares. São 19 milhões de brasileiros sem o "pão nosso de cada dia". São 14 milhões de brasileiros desempregados. 

Anjo da morte, Bolsonaro prepara suas milícias para uma guerra civil. A última guerra civil do Brasil foi em 1930. Em 1964 teve uma ditadura sangrenta, com exílio, tortura de presos políticos e assassinato de lideranças civis e militares que lutaram pela Democracia, pela Liberdade, pela Fraternidade, pela Igualdade, pelo Amor Cristão. 

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O Brasil do Orçamento Secreto, do Orçamento Paralelo, do Centrão, do Sigilo de Cem Anos, dos "coronéis da vacina" superfaturada, do viagra, do lubrificante íntimo, das próteses penianas das forças armadas, do carrinho de supermercado ministerial, do carrinho do filé, da picanha, do salmão, do uísque, dos vinhos, dos licores, do leite condensado,  do cartão corporativo presidencial de infinito fundo, dos pastores dos negócios da educação, ameaça uma guerra civil da mamata sem fim das castas militares e religiosas.

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Ameaçou Jair Bolsonaro nesta terca-feira (3): “Nós todos aqui, e não apenas eu, temos problemas internos aqui no Brasil, onde hoje, não mais os ladrões de dinheiro do passado, surgiu uma nova classe de ladrão, que são aqueles que querem roubar a nossa liberdade”. 

Durante o discurso, o presidente falou que o Brasil não pode seguir o caminho de outros países da América do Sul, como a Venezuela, a Argentina e o Chile, todos chefiados por governos de esquerda.

“Eu peço que vocês cada vez mais se interessem por esse assunto. Se precisar, iremos à guerra. Mas eu quero um povo ao meu lado consciente do que está fazendo e de por quem está lutando”, ressaltou o presidente.

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro está distribuindo armas e munições para milicianos, ex= policiais militares da reserva. 

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Brasileiros morrem vítimas das doenças da pobreza, das pestes do Terceiro Mundo. Da covid. O país da imunidade de rebanho como política de saúde pública, tendo uma estratégia de propagação da Covid. Uma necropolítica responsável, com a militarização do Ministério da Saúde, por milhares e milhares de mortes evitáveis. O Brasil das catástrofes evitáveis. Do fogo nas florestas e matas. Das barragens da morte. Brumadinho, 270 mortes. Das inundações. Dos deslizamentos. Do fim do programa 'Minha Casa Minha Vida', e da construção de moradias em áreas de risco e penhora do único imóvel de uma família inadiplente

 

Estão explodindo casos de Covid-19 

a responsabilidade é de Bolsonaro

 

www.brasil247.com - Marcos Caseiro e Jair Bolsonaro

Marcos Caseiro e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | REUTERS/Adriano Machado)

 

247 - Em entrevista ao Giro das Onze, da TV 247, o infectologista Marcos Caseiro advertiu que estão explodindo os casos de Covid-19 no país e disse que a responsabilidade pelas mortes é de Jair Bolsonaro e de seu governo.

“Não tínhamos nenhum caso no hospital, mas no último fim de semana tínhamos sete casos, dois na enfermaria e cinco na UTI. Tem aumentado o número de casos. E essa cepa que está circulando, uma variação da Ômicron, enquanto não garantimos vacinação para o mundo inteiro, e o continente africano entra nisso, vão continuar surgindo cepas mutantes, variantes e se espalhando pelo mundo”, enfatizou. 

Caseiro disse que o responsável direto por essas mortes é Bolsonaro, pois se o Brasil tivesse comprado as vacinas no momento oportuno teria evitado

O Brasil totaliza hoje 667.019 mortes.

“Ele [Bolsonaro] tem culpa em todos os sentidos e tem que ser chamado de genocida porque uma grande parte de mortes que ocorreram tem um nome e responsável que é o governo federal”, afirmou. “Não só não comprou como jogou contra falando de efeito adversos dizendo que iria se transformar em jacaré. Não fez nenhum trabalho governamental. O programa vacinal do Brasil é o maior do mundo”, lembrou.

Para o médico, se não fosse a Covid, “o SUS já teria  sido desmontado há muito tempo”. “Esse é o projeto desses caras que querem terceirizar tudo. O Brasil já chegou a aplicar num único dia 10 milhões de doses numa campanha de poliomielite. O Brasil sabe vacinar, temos salas de vacinação com pessoas treinadas no Brasil inteiro. O que aconteceu foi que naquele momento não tínhamos a vacina e não tivemos em nenhum momento o governo falando favoravelmente e fazendo campanha incentivando a vacinação”, denunciou.

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03
Jun22

Cenas de um país triste

Talis Andrade

Ilustração Hugo Alex

 

Agora vivemos todos no país gigante assombrado pela fome

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24
Mai22

Cidade de São Paulo já soma mais de 619 mil famílias em extrema pobreza

Talis Andrade

 

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Desemprego e inflação altos fazem cada vez mais pessoas buscarem socorro nas ruas e comunidades da capital paulista. Diretor do FGV Social critica Auxílio Brasil de Bolsonaro

 

Capital econômica do país, São Paulo também é a metrópole brasileira onde o empobrecimento da população avança de forma mais contundente. Em um ano, a desastrosa política econômica de Jair Bolsonaro e seu ministro-banqueiro Paulo Guedes lançou mais de 146 mil famílias na extrema pobreza apenas na capital paulista.

Coletados do Cadastro Único (CadÚnico), os dados apontam um crescimento impressionante. Enquanto 473.814 famílias se encontravam na miséria em janeiro de 2021, neste ano já são 619.869 núcleos familiares lutando pela sobrevivência nas ruas da capital paulista, revelam números da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).

Em janeiro de 2019, quando Bolsonaro tomou posse, havia 412.337 famílias em extrema pobreza na capital paulista. O número evoluiu para 450.351 (aumento de 9,21%) em janeiro de 2020, chegando aos 473.814 em 2021. E a desigualdade é localizada.

Leia mais: Volta da fome no Brasil é inadmissível, diz FAO, das Nações Unidas

Os bairros de M´Boi Mirim, Capela do Socorro e Cidade Ademar, na Zona Sul, e São Mateus, na Zona Leste, registram os maiores números de famílias em extrema pobreza no período. Lapa e Pinheiros, na Zona Oeste, e Vila Mariana, na Zona Sul, possuem o menor número de famílias nessa situação.

O trio Ricardo Nunes (prefeito), Rodrigo Garcia (governador) e Bolsonaro (inapto incompetente) estão torturando as famílias mais pobres da cidade de São Paulo. A inflação e a falta de uma rede de proteção social estão deixando milhares ao relento https://t.co/xkAzr4V8Jj

— Jilmar Tatto (@jilmartatto) May 24, 2022

“Pessoas dos mais diversos perfis estão precisando do básico, pessoas que perderam o emprego e todas as suas fontes de renda estão nos procurando para pedir ajuda não só para comer, mas em busca do básico para viver”, disse ao portal g1 Regina Paixão, líder comunitária da comunidade de Pinheiral, no Jardim Ângela, que faz parte da Subprefeitura de M’Boi Mirim.

Na comunidade, muitas pessoas perderam o emprego na pandemia e ainda não conseguiram recuperá-lo. As 100 famílias locais dependem basicamente dos recursos do Auxílio Brasil e de doações. Eles recebem diariamente marmitas do projeto Cozinha Solidária, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Mas o valor é insuficiente.

Leia mais: Bolsonaro assombra brasileiros com pobreza e inflação, revela estudo

“O problema não é só a fome. Com a alta no preço das coisas, dificultou o acesso das pessoas no básico. Como você vai ao mercado se não tem dinheiro, hoje o que dá para fazer com R$ 400?”, questiona Regina. “Além de alimentação, pessoas precisam de muita coisa, papel higiênico, itens de higiene básica, o mínimo para garantir dignidade.”

A líder comunitária conta que muitos pedem ajuda até para comprar a passagem de volta para o estado de origem, para fugir da fome. “Estamos em outra realidade agora, nasceu um outro nicho de pobreza no território”, aponta. “O poder público enxerga o Jardim Ângela só pelo centro do bairro, mas existem bolsões nas extremidades onde a assistência social não chega, e nós não temos recursos para atingir todos.”

 

Marcelo Neri: “Auxílio Brasil é míope em relação à pobreza”

 

O diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), Marcelo Neri, afirmou que os dados do CadÚnico podem estar subavaliados. “Existe a questão de visualização, quantas pessoas realmente estão sendo vistas nesses números”, ponderou. “Tivemos o aumento da população de rua, muitas dessas pessoas não estão incluídas no Cadastro Único, temos pouco investimento em assistência social para fazer uma busca de todas as pessoas que estão nessa situação.”

Neri também criticou o Auxílio Brasil. Para ele, apesar de distribuir um valor maior que o Bolsa Família, o programa do desgoverno Bolsonaro é “míope em relação à pobreza”. “Ele entrega mais recursos, mas não diferencia os perfis de pobreza, quem precisa mais, não diferencia famílias maiores de famílias menores” elencou. “Fora as pessoas do Cadastro Único que não são contempladas.”

Luiz Fernando Francisquini, coordenador de Gestão de Benefícios da SMADS, revela que houve um aumento expressivo na demanda de atendimento por conta do empobrecimento maior da população. Hoje, o serviço social da capital mantém uma média de 52 mil atendimentos por mês. A prefeitura estima que 80 mil famílias estão aptas a receber o Auxílio Brasil, mas são ignoradas pelo desgoverno Bolsonaro.

Francisquini também disse ao g1 que a variação do número de famílias em extrema pobreza ocorreu devido à mudança da regra de medição do CadÚnico. O valor mínimo agora é de R$ 105 per capita mensais. “Mas o fato é que tivemos um aumento sim da extrema pobreza nos últimos anos”, reconhece. “Um fenômeno agravado não só por questões econômicas, mas também por conta da pandemia.”

Em todo o Brasil, o número de famílias em situação de extrema pobreza inscritas no CadÚnico saltou 11,8% em 2022. Conforme a última atualização dos dados no site do Ministério da Cidadania, 17,5 milhões de famílias viviam com renda per capita mensal de até R$ 105 em fevereiro, enquanto 2021 terminou com 15,7 milhões de famílias cadastradas. Quando a pandemia atingiu o país, em março de 2020, estavam registradas 13,5 milhões de famílias. Até fevereiro deste ano, a alta já chega a 22,8%.

Com informações do Portal G1

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24
Mai22

Bolsonaro "o governo da destruição"

Talis Andrade
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Rui Falcão no Twitter
 
 
Grande vitória! Moro, juiz venal e agora réu, vai ter que se explicar pelos prejuízos que causou ao povo brasileiro.Image
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Parabéns, companheiro Pepe Mujica, pelos seus 87 anos. Você é um exemplo para os revolucionários do mundo todo!ImageImageImageImage

Militares querem poder até 2035 e fim do SUS gratuito

Depois do bolsolão da vacina, bolsolão do busão, bolsolão do MEC, agora é a vez do Bolsolão do SUS. Durante a maior pandemia da nossa história, Bolsonaro usou dinheiro da saúde para comprar apoio de deputados. O Brasil não passa um dia sem escândalo de corrupção! #BOLSOLÃODOSUSImage

Protocolei uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral contra Michelle Bolsonaro e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Rodrigues Britto, por campanha antecipada e improbidade administrativa.ImageImage

AÇÃO CONTRA MORO. Parlamentares do ingressaram com uma Ação Popular contra o ex-juiz Sergio Moro pelos prejuízos ao patrimônio público nacional e à Justiça, por conta de condutas ilegais e parciais enquanto comandou os julgamentos da Lava Jato.

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A ação judicial, apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília, está sob os cuidados do juiz Charles Renaud Frazão de Morais. "Cite-se o réu", determinou o magistrado.O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, assina a ação que afirma que "o ex-juiz Sergio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais. (...) O distúrbio na Petrobras afetou toda a cadeia produtiva e mercantil brasileira, principalmente o setor de óleo e gás".

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Moro, juiz venal, tem que prestar contas à Justiça, tendo o direito de defesa que negou aos réus que perseguiu.

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Após o ex-juiz parcial Sergio Moro (União Brasil-SP) ter se tornado réu em ação que pede o ressarcimento aos cofres públicos dos prejuízos causados pela Lava Jato à economia brasileira, o ex-presidente Lula (PT), principal perseguido pela operação, afirmou esperar que Moro tenha seus direitos de defesa respeitados durante o processo, o que não aconteceu com ele anos atrás.

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"Só espero que nessa acusação ele tenha o direito de defesa e a presunção de inocência que eu não tive. Se ele tiver que ser julgado, que ele tenha o direito de defesa, que possa se defender, que a imprensa possa ser honesta ao divulgar as coisas contra ou a favor dele, e não com  a parcialidade que transmitiram coisas contra mim. Eu sou um democrata, mas é difícil você suportar nove horas de matérias contra mim, como eu suportei, nove meses de Jornal Nacional. É muito difícil você sobrevier com 59 capas de revistas te chamando de 'ladrão'. É muito difícil você sobreviver com 680 primeiras páginas de jornais falando que você cometeu corrupção. Eu sobrevivi a tudo isso".

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2022 chegou com a esperança de que juntos vamos fazer o BRASIL FELIZ DE NOVO!

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22
Mai22

Lançamento da campanha de Lula em Paris recebe apoio da esquerda francesa

Talis Andrade

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Lançamento da pré-campanha de Lula (PT) em Paris conta com representantes dos partidos políticos da esquerda francesa. © Paloma Varón/ RFI

 

O núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) em Paris organizou na manhã deste sábado (7) o lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência do Brasil. Representantes de partidos da esquerda francesa estiveram presentes para mostrar o seu apoio ao ex-presidente, que tenta um terceiro mandato depois de 12 anos longe do cargo. 

O lançamento em Paris ocorreu algumas horas antes do evento oficial realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, para apresentar a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à presidência e à vice-presidência.

Segundo a pesquisa Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) divulgada na sexta-feira (6), o ex-presidente Lula conta com 44% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, tem 31%. O primeiro turno da eleição vai acontecer no dia 2 de outubro. 

Para a senadora Laurence Cohen, do Partido Comunista Francês (PCF), presidente do grupo de Amizade França-Brasil do Senado francês, é importante mostrar que Lula tem apoio das forças progressistas francesas e europeias: “Eu acabo de voltar de uma viagem à Amazônia e eu pude constatar mais uma vez os danos da política de Bolsonaro, com violações aos direitos humanos e ao meio ambiente. Então, é absolutamente importante que Lula possa ganhar esta eleição”, disse. 

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A senadora também defende a presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras “para evitar que Bolsonaro dê um golpe contra a democracia”. “Lula já demonstrou, com Dilma Rousseff, que pode ter uma verdadeira política social, tirando milhões de brasileiros da pobreza. Ele tem uma outra concepção de relações humanas e também das relações com a Europa. Por todas essas razões, me parece importante estar aqui para apoiar a sua candidatura no Brasil”, concluiu Cohen à RFI

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Christian Rodríguez, coordenador de Relações Internacionais do partido A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon, e candidato a deputado pela América Latina e Caribe à Assembleia Nacional francesa pela Nova União Popular, Ecológica e Social (Nupes, um grupo lançado oficialmente também neste sábado e formado pelos partidos da esquerda francesa para as eleições legislativas de junho, na França), disse que hoje é um dia histórico: “A Justiça venceu, apesar de todas as perseguições a Lula, apesar de tudo o que ele sofreu, a prisão, a humilhação, as mentiras contra ele, Lula saiu vitorioso de tudo isso e eu acho que isso vai contar a seu favor para que ele volte a ser presidente”.

 

"Lula representa uma grande esperança" 

 

“Estou aqui para trazer o apoio de Jean-Luc Mélenchon e das forças progressistas e políticas e sociais da França, para os quais Lula representa uma grande esperança. Lula não é só do Brasil, ele é do mundo. O Brasil é uma potência e queremos que seja progressista. É preciso eliminar Bolsonaro, não é possível que o fascismo continue nesse país”, acrescentou Rodríguez.

Anne Joubert, da direção do partido ecológico Génération.s, disse que o seu partido apoia os “camaradas brasileiros” no lançamento da pré-campanha de Lula “porque é preciso colocar um fim à política de Bolsonaro, que é escandalosa, com destruição econômica e social do Brasil, desrespeito aos direitos humanos, ao meio ambiente e aos povos indígenas”. 

O coordenador do núcleo do PT em Paris, Esdras Ribeiro, ressalta que Lula e o PT têm um grande apoio na capital francesa. “Nossos amigos e parceiros aqui estiveram com a gente na luta contra o impeachment da Dilma, a prisão do Lula, e a gente não poderia passar esta data sem fazer esta manifestação. Para a gente, é um momento de carinho, de compaixão com o povo brasileiro. Muitas vezes nós, brasileiros e franco-brasileiros, estamos aqui em situação mais confortável, mas acho importantes falarmos da fome e das dificuldades que o povo brasileiro vem atravessando”, salientou, agradecendo o apoio dos partidos políticos da esquerda francesa. 

Representantes de movimentos estudantis de brasileiros na França, do Partido Operário Independente (POI) francês e de outros movimentos sociais também marcaram presença.  

No Brasil, além as lideranças do PT e do PSB, a cerimônia contou com a presença dos partidos que já declararam apoio formal à chapa: PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede. Centrais sindicais, movimentos sociais e militância dos partidos também participaram.

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