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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

15
Abr23

Banco dos Brics “liberta os países emergentes da submissão às instituições financeiras tradicionais”, diz Lula

Talis Andrade

Lula e Xi

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Na posse de Dilma à frente do NBD, Lula criticou o sufocamento econômico e social de países emergentes por nações desenvolvidas

 

Ana Gabriela Sales /GGN

O presidente Lula (PT) participou, nesta quinta-feira (13), em Xangai, da posse de Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento (NBD, na sigla em inglês), mais conhecido como Banco dos Brics. Na ocasião, o petista não poupou críticas ao modelo tradicional financeiro espalhado por todo globo e destacou o papel social do bloco econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

Segundo Lula, “o Novo Banco de Desenvolvimento tem um grande potencial transformador, na medida em que liberta os países emergentes da submissão às instituições financeiras tradicionais, que pretendem nos governar, sem que tenham mandato para isso”. 

Neste contexto, Lula insistiu contra o sufocamento econômico e social de países emergentes por nações desenvolvidas e citou a possibilidade dos financiamentos dos bancos acontecerem “sem as amarras” do dólar. 

“Pela primeira vez, um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido sem a participação de países desenvolvidos em sua fase inicial. Livre, portanto, das amarras e condicionalidades impostas pelas instituições tradicionais às economias emergentes. E mais, com a possibilidade de financiamento de projetos em moeda local”, destacou o presidente brasileiro. 

“Por que não podemos fazer o nosso comércio lastreado na nossa moeda? Quem é que decidiu que era o dólar? Nós precisamos ter uma moeda que transforme os países numa situação um pouco mais tranquila, porque hoje um país precisa correr atrás de dólar para exportar”, afirmou. 

Lula ainda ressaltou que os bancos devem ser tolerantes com os países emergentes e criticou diretamente o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Nenhum governante pode trabalhar com uma faca na garganta porque está devendo”, disse. “Não cabe a um banco ficar asfixiando as economias dos países como está fazendo com a Argentina o Fundo Monetário Internacional”, completou.

Papel social dos Brics

Ao longo de seu discurso, Lula também exaltou o papel do banco dos Brics no combate às desigualdades e na recuperação de nações. 

“A mudança do clima, a pandemia e os conflitos armados impactam negativamente as populações mais vulneráveis. Muitos países em desenvolvimento acumulam dívidas impagáveis. É nesse contexto que a criação do NDB se impõe”, disse. 

Lula, por fim, fez um apelo internacional por mais solidariedade. “Não podemos ter uma sociedade sem solidariedade, sem sentimento. Temos que voltar a ser generosos. Vamos ter que aprender a estender a mão outra vez. Nós precisamos derrotar o individualismo que está tomando conta da humanidade”.

Fato extraordinário

Ao parabenizar Dilma pelo cargo máximo na instituição, o presidente brasileiro relembrou a trajetória de luta e resistência da petista, que sofreu um impeachment no Brasil. 

Vale destacar, que o NBD foi estabelecido em conferência no Brasil durante o mandato de Dilma como presidente da República. 

 

A posse de uma mulher à frente de um banco global de tamanha envergadura seria por si só um fato extraordinário, num mundo ainda dominado pelos homens. Mas a importância histórica deste momento vai mais além. Dilma Rousseff pertence a uma geração de jovens que nos anos 70 lutaram para colocar em prática o sonho de um mundo melhor – e pagaram caro, muitos deles com a própria vida”, destacou Lula. 

 

 

O discurso de Lula

“É com grande alegria que retorno a Xangai após quase 20 anos, e por um motivo muito especial. Tenho a satisfação de reencontrar a presidenta Dilma Rousseff e o prazer de comemorar sua escolha para comandar esta importante instituição.

A posse de uma mulher à frente de um banco global de tamanha envergadura seria por si só um fato extraordinário, num mundo ainda dominado pelos homens. Mas a importância histórica deste momento vai mais além.

Dilma Rousseff pertence a uma geração de jovens que nos anos 70 lutaram para colocar em prática o sonho de um mundo melhor – e pagaram caro, muitos deles com a própria vida.

Meio século depois, o Novo Banco de Desenvolvimento surge como ferramenta de redução das desigualdades entre países ricos e países emergentes, que se traduzem em forma de exclusão social, fome, extrema pobreza e migrações forçadas.

Senhoras e senhores.

A mudança do clima, a pandemia de COVID-19 e os conflitos armados impactam negativamente as populações mais vulneráveis. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável passam por graves retrocessos, e muitos países em desenvolvimento acumulam dívidas impagáveis.

É neste contexto adverso que o Novo Banco de Desenvolvimento se impõe.

A decisão de criar este banco foi um marco na atuação conjunta dos países emergentes. Por suas dimensões, tamanho de suas populações, peso de suas economias e a influência que exercem em suas regiões e no mundo, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não poderiam ficar alheios às grandes questões internacionais.

As necessidades de financiamento não atendidas dos países em desenvolvimento eram e continuam enormes.

A falta de reformas efetivas das instituições financeiras tradicionais limita o volume e as modalidades de crédito dos bancos já existentes.

Pela primeira vez, um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido sem a participação de países desenvolvidos em sua fase inicial. Livre, portanto, das amarras das condicionalidades impostas pelas instituições tradicionais às economias emergentes. E mais: com a possibilidade de financiamento de projetos em moeda local.

A criação deste Banco mostra que a união de países emergentes é capaz de gerar mudanças sociais e econômicas relevantes para o mundo. Não queremos ser melhores do que ninguém. Queremos as oportunidades para expandirmos nossas potencialidades, e garantir aos nossos povos dignidade, cidadania e qualidade de vida.

Por isso, além de continuar trabalhando pela reforma efetiva da ONU, do FMI e do Banco Mundial, e pela mudança das regras comerciais, precisamos utilizar de maneira criativa o G-20 (que o Brasil presidirá em 2024) e o BRICS (que conduziremos em 2025) com o objetivo de reforçar os temas prioritários para o mundo em desenvolvimento na agenda internacional.

Senhores e senhoras.

O Novo Banco de Desenvolvimento tem um grande potencial transformador, na medida em que liberta os países emergentes da submissão às instituições financeiras tradicionais, que pretendem nos governar, sem que tenham mandato para isso.

O banco dos Brics já atraiu quatro novos membros: Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai. Vários outros estão em vias de adesão, e estou certo de que a chegada da presidenta Dilma contribuirá para esse processo.

No Brasil, os recursos do Novo Banco financiam projetos de infraestrutura, programas de apoio à renda, mobilidade sustentável, adaptação à mudança climática, saneamento básico e energias renováveis.

Em conjunto, os membros do BRICS ampliam sua capacidade de atuar positivamente no cenário internacional, contribuindo para evitar ou mitigar crises e beneficiando as perspectivas de crescimento e desenvolvimento de nossas economias.

Por tudo isso, o Novo Banco de Desenvolvimento reúne todas as condições para se tornar o grande banco do Sul Global.

Senhoras e senhores.

O tempo em que o Brasil esteve ausente das grandes decisões mundiais ficou no passado. Estamos de volta ao cenário internacional, após uma inexplicável ausência. Temos muito a contribuir em questões centrais do nosso tempo, a exemplo da mitigação da crise climática e do combate à fome e às desigualdades.

É intolerável que, num planeta que produz alimentos suficientes para suprir as necessidades de toda a humanidade, centenas de milhões de homens, mulheres e crianças não tenham o que comer.

É inadmissível que a irresponsabilidade e a ganância de uma pequena minoria coloquem em risco a sobrevivência do planeta e de toda a humanidade.

O Brasil está de volta. Com a disposição de contribuir novamente para a construção de um mundo mais desenvolvido, mais justo e ambientalmente sustentável.

Queremos compartilhar com todos os países interessados a experiência de crescimento econômico com inclusão social que o Brasil viveu durante meu governo e o governo da presidenta Dilma Rousseff.

As políticas públicas de nossos governos foram capazes de resgatar 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, e retirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em nossa história. Ao mesmo tempo, o Brasil se tornou a 6ª maior economia do planeta.

Estou certo de que a experiência da presidenta Dilma ao governar o Brasil se renovará à frente deste importante instrumento para o desenvolvimento de nossos países.

Sua presidência representa o compromisso renovado do Brasil com os BRICS. E é também mais uma demonstração da disposição brasileira de consolidar o fortalecimento deste Novo Banco de Desenvolvimento diante dos desafios e da necessidade de contínuo aprimoramento institucional e operacional.

Fico feliz por termos uma mulher forte e experiente à frente dessa instituição.

Muito boa sorte, felicidades e sucesso nas suas novas funções, Presidenta Dilma.

Muito obrigado”.

 

23
Mar23

Roberto Campos Neto, o vassalo do mercado

Talis Andrade
 
 
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Inimigo do povo, presidente do Banco Central não tem compromisso com o desenvolvimento econômico e social, com o combate da desigualdade, nem com o Brasil

Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” - Nelson Rodrigues

Taxa de juros no Brasil distorce situação fiscal e espanta investimentos” - Jeffrey Sachs

 

por Pedro Maciel

Introdução – A unanimidade e a certeza são vizinhas da estupidez, por isso, tentando oferecer uma outra perspectiva aos temas: (a) desenvolvimento econômico e social e (b) coordenação de políticas fiscal e monetária, o BNDES, a FIESP e o CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) realizaram um seminário; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, dentre outras autoridades dos setores público, privado e da academia, estavam lá.  

Mediados pelo ex-presidente do BNDES, André Lara Resende, o ganhador do prêmio Nobel, Joseph Stiglitz e o prof. James Gailbraith - da Lyndon B Johnson School of Public Affairs -, expuseram sua visão sobre a coordenação de políticas fiscal e monetária como estratégias para o desenvolvimento sustentável e falaram sobre a experiência internacional e sobre os efeitos causados por diferentes formas de enfrentamento da inflação e do crescimento econômico. 

 Joseph Stiglitz lembrou que hoje há consenso nos EUA entre os partidos Democrata e Republicano, sobre a necessidade de uma política industrial capaz de fazer frente à necessidade de (a) se estabelecer o desenvolvimento da indústria e (b) promover a transição para uma economia verde; lembrou que durante a pandemia do coronavírus, os EUA lançaram mão do War Act, para induzir a fabricação de produtos impactados pela escassez ocorrida no período de lockdowns no mundo.

 Segundo Stiglitz, “As ideias econômicas centrais nos últimos 40 anos [neoliberalismo] estão sendo revistas e desacreditadas. A razão é que o crescimento esteve lento na era neoliberal e todos os benefícios gerados foram para as elites econômicas. Há 40 anos de evidências de que o neoliberalismo é segregador de riqueza. O crescimento da desigualdade torna óbvio que é necessário alternativas às políticas monetárias”, ou seja, Lula não está errado quando diz, metaforicamente, que livros de economia não servem mais, ele se refere àqueles de defendem, com perigosa certeza, o neoliberalismo.

 O ganhador do Nobel, numa educada crítica ao nosso BC, disse que se o Brasil tivesse uma política de juros racional estaria em melhor estado macroeconômico, pois, segundo ele “... juros altos afastam investimento e reduzem produtividade. O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia (industrial) verde. (...) Juros altos são contraproducentes pois podem levar a mais inflação, aumentam o custo da dívida pública e reduzem os recursos do governo para investimentos necessários ao crescimento econômico” e concluiu dizendo que “Juros altos e austeridade aumentam o problema fiscal enquanto taxas mais baixas podem aumentar a resiliência”.  

 James Gailbraith, afirmou que uma política de juros excessivos tende a represar investimentos privados e aumentar o desemprego, o que acaba por desestimular o consumo; disse que o desenvolvimento socioeconômico deve ser promovido no médio prazo com juros mais baixos; que o Brasil poderia ter avançado mais com juros baixos, investimento alto e tributação mais justa, pois, o Brasil é um dos lugares mais seguros do mundo para o investimento estar; que nosso país está melhor que muitos países da Europa, pois tem uma estrutura financeira sólida e que protegeu bem o país na crise de 2008; que a política atual de juros altos precisa ser abandonada pois é insustentável.

 

 Sobre Bancos Centrais - Stiglitz afirmou que bancos centrais independentes não podem operar afastados de seus compromissos democráticos com a sociedade, nem vinculados apenas aos interesses do mercado financeiro; bancos centrais independentes precisam representar a sociedade, não o mercado financeiro apenas (na Suécia, por exemplo, o BC tem um membro representante dos trabalhadores).

 E isso não é conversa da “petralhada”, nem da “esquerdalha, trata-se de reflexão de gente séria e comprometida com o desenvolvimento social e econômico.

 

 

 Até o FMI – O ano era 2020, quando a presidenta do FMI defendeu o aumento do gasto social para aumentar a inclusão e a coesão social e, nas palavras da economista-chefe do organismo, Gita Gopinath: “É importante reconhecer que o gasto social está bem orientado, que os mais vulneráveis devem estar protegidos, e que os Governos devem assegurar que o crescimento e a recuperação sejam compartilhados por todos”, ou seja, está cada vez mais longe os tempos em que o FMI aviava apenas receitas de austeridade, pois sabem que a consequência é uma forte deterioração de todos os indicadores sociais, mas Campos Neto parece viver num mundo paralelo.  

 

 A vassalagem de Roberto Campos Neto – Enquanto economistas do quilate de Joseph Stiglitz, James Gailbraith e André Lara Resende são tratados como alucinados por parte dos “especialistas da mídia”, Roberto Campos Neto e sua diretoria, são tratados como garantidores da estabilidade monetária, mas são apenas vassalos do mercado financeiro.  

 

 

 Conclusão (minha) – Presidente do Banco Central, menino rico, que não conhece a realidade, bolsonarista e ultraliberal, não é um imbecil, mas vassalo e vil; trabalha para o mercado financeiro, não tem compromisso com o desenvolvimento econômico e social, com o combate da desigualdade, nem com o Brasil.

 O Brasil, tem a maior taxa de juros do mundo, por isso não vai crescer sem reduzi-la; a taxa é alta não porque a inflação esteja alta - já que a inflação no país está em índices comparáveis aos dos Estados Unidos e Europa, nada explica a taxa Selic em 13,75% - cerca de 140% a.a. acima de inflação -, mas porque o BC trabalha para o mercado.  

 Essas são as reflexões.  

 e.t. Esse artigo ofereço aos meus amigos liberais convictos, especialmente ao Daniel Medeiros e ao Carlinhos Barreto

 
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23
Out19

Equador – O dia 12 de outubro

Talis Andrade

POR NINJA

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Texto e fotos: Migrar Fotos e Fluxus Foto


“O dia da corrida” ou a ” descoberta da América ” coincide com os 10 dias da greve geral no Equador e com os mais de 500 anos de resistência dos povos indígenas. As mobilizações não têm apenas a ver com as novas medidas, o aumento da gasolina e o FMI. A brutal repressão contra os povos indígenas, a incapacidade de Moreno de governar para os mais vulneráveis, a falta de empatia do mestiço que diz “índios preguiçosos deixam o trabalho” seguidos por “os pobres são pobres porque querem” e o excesso de violência, nos lembram nesta data que a colônia continua, que a desigualdade é estrutural.


Até as 2 da manhã, eram relatadas nas redes sociais que sons de bombas de lacrimogênio eram ouvidos ao redor da Casa da Cultura, um local de acolhida de milhares de manifestantes. Depois de dias de tensão, o medo e a incerteza criam raízes, a indignação dá frutos.
Às 10 horas da manhã começava a marcha pacífica convocada pelas mulheres, ao mesmo tempo foram reportados saques e o fechamento de ruas e estradas na cidade de Quito. Repressão brutal, é anunciado que a sede da Controladoria está pegando fogo. As redes começam a especular: “os vândalos estão infiltrados, são os indígenas, são correístas, são venezuelanos, são soldados civis que querem deslegitimar o protesto”.

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Botam fogo na Teleamazonas, circulam números de feridos, mortos e desaparecidos, é solicitada a atenção da mídia, se denunciam abusos dos Direitos Humanos. As pessoas dizem “Não é assim que se protesta”, eles chamam os indígenas de terroristas. O protesto grita “Eles estão nos matando!” E eles estavam matando, vídeos circulam. Alguns parabenizam Moreno e pedem: “Que toda a força necessária seja usada, a situação merece isso”. Alguns choram pelo patrimônio, outros choram vidas.


Às 14 horas da tarde, o presidente anuncia que o toque de recolher começa às 15 horas e muitas pessoas voltam para suas casas, outras ainda estão no Parque Arbolito, muitas estão nos abrigos, esperando que não sejam atacadas novamente lá, como aconteceu antes. Os sons de bombas e balas atordoam, mesmo que por telefone, e o silêncio das ruas abandonadas também. A polícia rodea os centros de acolhimento e os voluntários e médicos fazem um cerco humano fora dessas instalações para proteger a comunidade indígena que se resguarda neles.

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Às 20:30, um panelaço é convocado, alguns slogans dizem “Fora Moreno, Fora!” como rechaço as medidas e a repressão ao povo, outros dizem ser pela paz e contra os protestos. As panelas batem por cerca de uma hora.

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Esta data é novamente uma tragédia, marca um capítulo sombrio na história da repressão estatal no Equador. Hoje tivemos medo. Os equatorianos não deixaram suas casas por medo de outros equatorianos, sejam eles protestantes ou militares. Hoje lembramos que não é apenas pela gasolina, é por anos de desigualdade e opressão. É por estar profundamente dividido. Enquanto alguns dizem que os terroristas são aqueles que protestam, aqueles que fecham estradas ou aqueles que queimam edifícios, outros respondem com o corpo que terrorista é o sistema!”

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Movimentos sociais denunciam cifras no dia 12:
– Temos 27 mortos por confronto com a polícia e exército;
– 860 feridos graves atendidos em casas de saúde ou ambulâncias;
– 1430 feridos sem gravidade;
– 120 desaparecidos, 62 menores de idade. Presume-se que foram assassinados;
– Mais de 1800 pessoas detidos em delegacias civis e militares, contrariando o estipulado pela Convenção de Direitos Humanos;
– 150 pessoas torturadas sadicamente nas delegacias civis e militares.

 

28
Jul18

FMI e Moro contra a democracia

Talis Andrade

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FMI, por Gianfranco Uber

por Emir Sader

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Quem tem medo da democracia hoje no Brasil? Quem lucra com a política econômica de um governo que atende os interesses do capital financeiro e não da massa da população brasileira. Quem atua sem controle, de forma arbitrária, promovendo perseguição política pelo manejo discricionário das leis.

 

Eles atuaram a seu bel prazer nestes anos, desde o golpe que rompeu com a democracia no Brasil. Ganharam muito dinheiro e acumularam poder de forma arbitraria. Agora se juntam para difundir o temor às eleições. Do que eles têm medo realmente é da democracia, da expressão voluntaria da vontade da população mediante o voto direto.

 

O FMI adverte que as eleições podem colocar em risco uma recuperação que nem existe. Porque sabem que quem aplica sua política é em grande parte responsável pela imensa falta de popularidade do governo atual. E que, se houve eleições minimamente democráticas, esse modelo não se sustenta e será modificado profundamente.

 

O que o FMI deveria fazer não é se opor a essas eleições, mas apoiar o seu candidato, Henrique Meirelles, que coloca em prática rigorosamente o ajuste fiscal que o FMI recomenda. Basta ver a falta de apoio desse candidato para nos darmos conta da razão do medo do FMI das eleições. As eleições deste ano são um risco para um modelo aplicado contra a vontade democrática da grande maioria da população e suas consequências econômicas e sociais desastrosas para o país.

 

Moro resolveu se somar às "advertências" do FMI de que as eleições são um risco para o ajuste fiscal que o governo golpista coloca em prática, e se pronunciou, ele também, no sentido de que as eleições colocam em risco a Lava Jato. De que maneira? Porque os candidatos que se identificam com a Lava Jato não têm nenhuma possibilidade de ganhar as eleições presidenciais. E, com mudança de governo, ainda mais com a provável vitória de candidatos que pretendem convocar uma Assembleia Constituinte, haveria um imenso processo de democratização do país, que incluiria o poder judiciário, que se tornou o coveiro da democracia no país, ao permitir que todo tipo de desrespeito à Constituição seja colocado em prática.

 

O que deveria fazer Moro e seus colegas e apoiar e fazer campanha para os candidatos que defendem a Lava Jato – Alvaro Dias ou outro qualquer – e submeter assim à vontade popular, a Lava Jato e suas atuações nestes anos. Se acreditam que atuam conforme os interesses da maioria dos brasileiros, como continua a apregoar, não deveriam temer as eleições, porque o povo se pronunciaria a favor dos seus candidatos.

 

Mas do que eles têm medo, tanto o FMI como o Moro, não é das eleições, mas do que elas podem representar como forma de reinstaurar a democracia no Brasil. Eles têm medo da democracia, da vontade majoritária e livre da população.

 

Se acreditam que atuam a favor do país, se acreditam que contam com o apoio da maioria da população, não tem por que temer as eleições. Eles serão a expressão livre da consciência e dos interesses da maioria da população.

 

Mas eles em consciência, cada vez mais clara, que a popularidade do Lula expressa exatamente o contrário do que eles fazem. Lula prega um referendo revogatório, em que a população se manifestará sobre o pacote de3 medidas que o governo golpista conseguiu aprovar no Congresso. Basta que os que defendem a necessidade de congelar por 20 anos os recursos para políticas sociais, a fim dos direitos trabalhistas, a reforma da previdência, entre outras medidas, que defendam essas posições nas eleições e depois, no referendo revogatório.

 

FMI e Moro tem medo da democracia, porque sabem que defendem interesses cada vez mais minoritários. O FMI orienta a destruição econômica do país e Moro tenta impedir que o Lula recomece a reconstrução do pais. Eles têm medo do povo e sua preferência pelo Lula.

26
Jun18

Unidad para no tocar fondo

Talis Andrade

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Por Mario Wainfeld

 

El paro general logró los objetivos previstos, fue contundente. Lo saben sus promotores, la mayoría de la opinión pública, los partidos opositores que lo acompañaron. Lo deberían saber hasta las autoridades del Fondo Monetario Internacional (FMI) si le interesaran esas cuestiones del vulgo. Lo entienden en la Casa Rosada, aunque, como esos boxeadores que recibieron una piña tremenda, muevan la cabeza negando el impacto.

 

El Gobierno, claro, elige sobreactuar su rol, repetir el trillado guion para estos casos. “El paro es político”, “no cambia nada”, “¿qué va a pasar mañana?”. Macanear es gratis pero apareja el riesgo de creerse las propias mentiras.

 

El clima de protesta y malhumor crece semana tras semana. No nació ayer de un repollo: viene germinando en las sucesivas movilizaciones exitosas que jalonan todo este año.

***

El presidente Mauricio Macri dispone de poco margen para hacer política económica porque se ató las manos al acordar con el FMI. La consecuencia no será la pasividad social que proponen Macri y su equipazo. Imposible porque en dos o tres meses (por fijar un plazo cualquiera) habrá tantos o más motivos para protestar que ayer. Se acrecentará el número de personas damnificadas por el programa económico. Más desocupados, subocupados, desempleados disimulados. Las alzas de precios de los alimentos, las tarifas y los remedios agravarán las penurias de los más humildes.

 

 

25
Jun18

Lula e a maldição do ópio

Talis Andrade


Neste país de hipócritas, covardes e calhordas, ninguém sabe o que é maior e mais absoluto

 

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O velho golpe dos prejuízos da ordem de dezenas de bilhões de reais da Petrobras, que nunca existiram a não ser por delações de conveniência

 

 

Por Mauro Santayanna 

 

O sistema tenta, tenta, mas não consegue disfarçar a sua permanente estratégia lafontainiana do Lobo e do Cordeiro com relação a Luís Inácio Lula da Silva.

 

Não que Lula seja - muito pelo contrário - um ovino.

 

Sem chegar a ser uma jararaca, sua força junto à população brasileira não pode ser subestimada ou não estaria - mesmo preso - à frente de todas as intenções de voto para a presidência da República.

 

Aliás, voltando à fábula lupina, não é por outra razão a não ser essa que o objetivo evidente da extrema-direita, de morolistas a intervencionistas, mbls e bolsonarianos, é conservar o ex-presidente preso, seja por quantos ou quais motivos forem desde que um deles se preste a mantê-lo afastado das urnas, da vontade popular e das eleições presidenciais deste ano.

 

Da mesma forma que o imparcial vice-rei de Curitiba, retornado de mais um périplo pela Metrópole, apressa a repetição da condenação furada do tríplex no caso do sítio de Atibaia, calculando seu desfecho para uma data próxima da véspera do pleito eleitoral, só os ingênuos acreditam que a homologação da delação premiada de Palocci foi aprovada justamente agora pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, um dos cavaleiros do apocalipse do TRF-4, porque o STF acaba de aceitar a possibilidade da negociação de delações premiadas pela Polícia Federal e que isso não teve nada a ver com o julgamento dos recursos da defesa de Lula que estava marcado para daqui a quatro dias na Suprema Corte.

 

A delação de Palocci não acrescentará nada à narrativa e à estratégia conhecida por todos, desde que a tese do suposto mensalão foi inventada para tirar o traseiro de um pilantra da reta da seringa e inaugurou quase que oficialmente a abjeta prática da utilização maciça da justiça como arma política no Brasil.

 

É o mesmo "bom" e velho golpe dos prejuízos da ordem de dezenas de bilhões de reais da Petrobras, que nunca existiram a não ser por delações de conveniência, como provado pela AEPET recentemente, e da criminalização retroativa do presidencialismo de coalizão, do Caixa Dois e do financiamento privado de campanha, com o já cansino objetivo de, sem provas que o justifiquem, atingir Lula e Dilma.

 

Uma meta já perseguida antes, por tantas vezes, com dezenas de delatores "premiados" de todas as espécies e matizes, que aceitaram corroborar a história da carochinha oficial, como quase que única, exclusiva forma, de se livrarem das respectivas grades, mesmo que apenas para conquistar o direito a prisão domiciliar ou ao uso de uma tornozeleira eletrônica.

 

No inesgotável cinturão das mentiras e das manobras as balas de ouro, aço e prata se reproduzem, como em um passe de mágica, como fungos na superfície do esgoto ou um bando de roedores escondidos entre os caixotes do Ceasa.

 

Todas as vezes que o destino de Lula está prestes a ser decidido mais uma vez pelo STF, o "sistema" saca, como uma pistola com o pente sempre lotado, mais um factoide contra o ex-presidente da República, voltado, quando necessário, não apenas para constranger os membros da Suprema Corte mas também para intoxicar a opinião pública.

 

Ou um novo casuísmo destinado a cercar e combater, por todos os lados, a mais remota chance que ele tenha de sair do lugar em que se encontra.

 

No impedimento de - mesmo com a delação de Palocci - se assegurar um julgamento que prejudicasse Lula no âmbito da Segunda Turma do STF, uma vice-presidente do mesmo TRF-4, alegando que as provas - absolutamente inexistentes - não poderão mais ser revistas, negou - na undécima hora - a possibilidade do recurso extraordinário ser analisado pelo STF, dando ao Ministro Fachin a oportunidade de suspender o julgamento e arquivar o pedido da defesa.

 

Iludem-se aqueles que acham que, quando forem registrados no livro de História os anais dos vergonhosos dias que este país está vivendo agora, não estarão lá, boi a boi, os nomes daqueles que estão fazendo, com uma descarada guerra jurídica, tudo que é preciso para entregar o país ao fascismo no final de 2018.

 

Assim como se equivocam dentro do próprio PT aqueles que acham que Lula tem alguma chance de voltar ao embate eleitoral com alguma estabilidade em sua situação ou um mínimo de segurança jurídica.

 

Além de mantê-lo como candidato até quando for possível, urge providenciar a costura de uma aliança nacional antifascista, porque novos processos - e campanhas midiáticas - serão fabricados e movidos, em sequencia e sucessivamente, sempre que for necessário, contra ele, até que surja um novo golpe jurídico destinado a impedi-lo definitivamente de concorrer às eleições.

 

A desavergonhada lawfare vai continuar, apesar da posição de certos membros do Supremo.

 

Afinal, é preciso castigar, exemplarmente, independentemente da simpatia da maioria da população estar com ele, o cabeça chata suspeito de sua mulher - que já morreu - ter tentado comprar um triplex xexelento ou de tentar ajudar a dar uma melhoradinha num sitiozinho mambembe de um amigo, para se esconder nele nos fins de semana, justamente da exposição e do tipo de vizinhança incômoda que teria infernizado a vida da família mais caluniada do Brasil caso ela tivesse insistido em se mudar pro Guarujá.

 

Um sem-dedo, um sem-pescoço atrevido, culpado de ter caído ainda criança de um pau de arara na periferia da maior cidade do país, para transformar o Brasil em um país capaz de fabricar caças supersônicos e submarinos a propulsão nuclear e na sexta maior economia do mundo.

 

Enquanto outros políticos e homens públicos que fizeram de papel passado excelentes negócios com imóveis nos últimos anos passam suavemente, pelo céu azul de Brasília, como Zeppelins prateados, montados em brancas nuvens de cúmulus, acariciadas pelo sopro leve , quase brisa - dos ensolarados ventos do Planalto, embalados nos seus sonhos de poder e de grandeza - agora cada vez mais próximos, graças à perseguição e a condenação de Lula.

 

O objetivo está claro e é solerte, desprezível.

 

Não apenas impedir o outsider que veio de Garanhuns de voltar a fazer política.

 

Mas mantê-lo aprisionado - com base em uma condenação que até mesmo as pedras do calçadão de Copacabana sabem que é mentirosa e fuleira, baseada em uma escritura inexistente e em nenhuma ligação com o suspeitosíssimo escândalo da Petrobras - até mesmo depois de sua eventual morte institucional, com novas e numerosas acusações e sentenças, baseadas em delações premiadas, que pesem sobre sua cabeça como as gigantescas lápides que cobrem, nos filmes de terror, os sarcófagos dos faraós amaldiçoados, para que eles não possam ser despertados nem voltar jamais à vida.

 

Neste país de hipócritas, covardes e calhordas, ninguém sabe o que é maior e mais absoluto.

 

Se o medo de ver de novo um governo nacionalista e desenvolvimentista no Palácio do Planalto, capaz de pagar a dívida com o FMI e economizar - sem aumentar a divida-PIB com relação a 2002 - 380 bilhões de dólares em reservas internacionais.

 

Se o ódio irracional, rasteiro, ascaridiano, parasitário, que aqueles que desprezam o Brasil - mas não renunciam a dominá-lo - nutrem, como o veneno que lhes escorre como baba do canto da boca, pelo ex-presidente Lula.

 

09
Jun18

Por que o Brasil não mais participa do G8?

Talis Andrade

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Na ilha de Hokkaido, no Japão

 

 

A divisão entre as grandes potências do G7 aumentou na sexta-feira no início da reunião de líderes no Canadá. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu com o grupo ao pedir a reincorporação da Rússia, que foi expulsa pela crise da Ucrânia e pela anexação da península da Crimeia em 2014. Foi apoiado em seu pedido pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, recém-nomeado no cargo por uma coalizão populista e pró-Rússia. Essa nova frente entra na guerra comercial entre os EUA e seus supostos aliados que tensionou a reunião antes de seu começo.

 

O Brasil deixou de ser uma grande potência. Saiu do BRICS para voltar ao FMI, como país vassalo do Terceiro Mundo. 

 

 

 

29
Mai18

Pedro Parente a medula do golpe deve o emprego a Sergio Moro

Talis Andrade

O Temer não pode demitir o presidente da Petrobras

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Olá, tudo bem?
Esse podcast tem o tema "O Temer não pode demitir o Pedro Parente".


O Brasil está em chamas e o Temer não pode demitir o Pedro Malan Parente.
É mais fácil o Pedro Parente e seu alter-ego, a Míriam Leitão, derrubarem o ladrão presidente.


Por que o Temer não pode demitir o Pedro Parente?
É porque o Pedro Parente é a razão de ser do Golpe que derrubou a Dilma.


Os canalhas deram o Golpe para entregar a Petrobras.
E a Dilma e o Lula eram obstáculo a essa operação de lesa-pátria.


O Pedro Parente não deve o emprego ao Temer.
O Pedro Parente deve o emprego ao FMI, onde foi obscuro funcionário e onde aprendeu o bê-a-bá do entreguismo.


O Parente deve o emprego ao Moro e o Moro deve o emprego ao Parente, porque ambos devem o emprego ao interesse nacional americano.


O Pedro Parente deve o emprego ao José Serra, que, como senador, retirou a obrigação de a Petrobras participar sempre com 30% da exploração do pré-sal.
O Serra esvaziou a Petrobras.


O Pedro Parente deve o emprego à Lava Jato, que obrigou ele, Pedro Parente, a fazer um chamado "impairment", que reduziu dramaticamente o valor dos ativos da Petrobras.


O Pedro Parente deve o emprego aos acionistas abutres da Bolsa de Nova York, a quem ele pagou uma indenização volumosa ANTES de perder a ação na Justiça.


O Pedro Parente é a medula do Golpe, o sangue negro que corre na veia dos canalhas que assaltaram o poder e se instalaram no Palácio do Planalto.


Sem Pedro Parente, o Temer cai.
O gatinho angorá, o Moreira Franco cai.
O Eliseu Quadrilha (segundo ACM) cai.
E os três vão em cana.
Porque o Pedro Parente está lá para entregar a Petrobras, e isso é mais importante do que quem ocupa o Palácio do Planalto.


O Temer não está ali para fazer a Reforma da Previdência, nem para descer o relho no lombo do trabalhador.
Mais importante do que isso é renunciar à soberania nacional, com a alienação da Petrobras.


Parente é intocável.
Parente é imexível, como se dizia.


Parente realiza o que Fernando Henrique Cardoso não conseguiu, porque o Fernando Henrique entregou a Petrobras e o Lula tomou a Petrobras de volta do Fernando Henrique - e devolveu a Petrobras ao povo brasileiro, que é o dono da Petrobras.
E o Lula se tornou, assim, o nosso Mosaddegh.


Mosaddegh era o líder do Irã que nacionalizou o petróleo.
A CIA derrubou o Mosaddegh e colocou no lugar o Xá da Pérsia, num Golpe, em 1953.
E o Xá devolveu o petróleo do Irã aos americanos e à Shell.
E olha que o Xá era casado com uma beldade, Farah Diba...
Mas, para que uma beldade? É muito melhor ter a Míriam Leitão ao lado.


Texto de PHA

Postado por NADIA GAL STABILE

 

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28
Jun17

Jesus nunca usou a palavra pecado

Talis Andrade

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Jesus usava a palavra certa. Crime. Chamar um crime de pecado é querer suavizar,  camuflar, esconder um ato profundamente corrupto, repugnante, imundo, horrendo, indiscutivelmente nojento, segundo os padrões da moral vigente.

 

Sou pela volta dos pecados capitais, e assim sendo favorável à reforma trabalhista, pela felicidade do povo em geral.

 

Os crimes praticados contra o trabalhador começaram com o primeiro ato institucional da ditadura militar de 64, quando foi cassada a estabilidade no emprego. E o rasga da CLT continuou nos chamados governos democráticos de Fernando Henrique, criando os pejotas, a terceirização perpetrada por Joaquim Levy ministro de Dilma Rousseff, indicado pelo Bradesco.

 

O Henrique Meireles, que continua a política econômica adotada por Roberto Campos e Delfim Neto, é o mesmo Mei reles ou todo reles presidente do Banco Central nos tempos de Lula.

 

Pretender tirar todos os direitos trabalhistas não é reforma. Nunca foi.

A reforma costuma ser uma iniciativa ou um projecto que procura implantar uma inovação, uma melhoria nalgum sistema.

A reforma pretendida por Michel Temer, como chefe da Orcrim, visa beneficiar o patronato, as empresas multinacionais do império capitalista, os banqueiros agiotas conforme os ditames do FMI.

 

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OS PECADOS CAPITAIS DO SÉCULO XXI

 

Não vou citar o atual Papa Francisco, que a direita condena como "comunista" e "ateu". E sim um Papa chamado de "nazista", Bento XVI, alemão de nascença, e que pertenceu à juventude de Hitler, e combateu contra os Aliados na Segunda Grande Guerra.

Pontificou Bento que os humanos desenvolveram sete pecados capitais modernos. Eles são:

 

Pressa: Uma pessoa apressada não tem tempo para Deus.

Pela carga horária desejada por Temer, o trabalhador não tem tempo para descanso, para dedicar à família, o que explica o atual abandono de crianças e adolescentes, o que motiva suicídios.

Fica desmoralizada a invenção da lenda da baleia azul, existente apenas nos países em crise no Terceiro Mundo. A baleia azul assume os crimes do governo e outros.

 

Para Bento XVI, outro pecado capital Causar Pobreza: Retirar dinheiro dos outros por avareza. Prática comum da agiotagem bancária, dos prestamistas, do roubo do empréstimo consignado para funcionários públicos, que cobra os impagáveis

juros sobre juros, tal como acontece com a dívida externa do Brasil.

  

Também constitui pecado capital Ser muito rico: Causa desigualdade social, o que é inaceitável, pois todos são iguais perante Deus.

 

E causar Injustiça Social: Nada mais injusto que o nababesco, principesco salário acima do teto constitucional em um país que paga o salário mínimo do mínimo, e as existências de duas justiças, de duas polícias.

 

Existem mais dois pecados capitais:

Interferir no Meio Ambiente: Adicionar imperfeições na Criação de Deus. Permitir a multiplicação das favelas. Mil e cem favelas na Capital Rio de Janeiro. Mais de duas mil na Capital São Paulo. Nada mais absurdo que a construção de moradias indignas, principalmente em áreas de risco.

 

Interferir no próprio corpo: Usar drogas como acontece com as prostitutas infantis. Que entorpecem o corpo para suportar de oito a dez estupros diários. As vaginas pequenas e estreitas sangram. O sexo das meninas uma dolorida, uma ferida aberta.

 

O tráfico de órgãos rende bilhões. Vender parte do corpo `a medicina de vanguarda passou a ser um meio de vida ou morte.

 

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