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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Out21

ABMD repudia ameaças a Joaquim de Carvalho e exige ação da polícia e da Justiça

Talis Andrade

fakeada por jota camelo.jpeg

 

 

 

A Associação Brasileira de Mídia Digital divulgou nesta sexta-feira (22) nota de apoio ao jornalista Joaquim de Carvalho, do 247, que está sendo vítima de ameaça por um homem ligado a Jair Renan Bolsonaro

O presidente da ABMD, jornalista Florestan Fernandes Jr, denunciou que pessoas que atuaram como seguranças formais e informais do presidente e de seu filho Jair Renan, durante a campanha de 2018, passaram a ameaçar o jornalista Joaquim de Carvalho e sua família, em razão das apurações jornalísticas sobre a fakeada.

"Já foram solicitadas investigação policial e proteção judicial para Joaquim de Carvalho e seus parentes", diz Florestan. 

Ao 247, Joaquim de Carvalho contou que  o autor da ameaça se chama Allan Gustavo Lucena do Norte. "Fui ameaçado e, se algo acontecer a mim ou alguém da minha família, a responsabilidade deve ser atribuída a Allan Gustavo Lucena do Norte, que foi investigado no caso que envolve a suspeita de lobby juntamente com Jair Renan Bolsonaro".Allan Gustavo Lucena do Norte - ISTOÉ Independente

Lobista Jair Renan e Allan Gustavo Lucena do Norte, vulgo Leão Penteado

 

O jornalista Joaquim de Carvalho, que trabalha na produção do documentário "A máquina de fakeadas da extrema-direita", explicou:

"No documentário que estou realizando sobre a máquina de fake news e o caso Adélio-Bolsonaro, apuro o envolvimento do agente Polícia Federal Luís Felipe Barros Félix num caso de arapongagem em Brasília que teve Allan Gustavo Lucena do Norte como alvo"

A Associação Brasileira de Mídia Digital solidariza-se com o jornalista Joaquim de Carvalho, do portal Brasil 247, e com a família dele. Profissional de rara competência, Carvalho apura há semanas reportagens especiais sobre produção de mentiras em escala industrial pelas falanges comandadas a partir do grupo político do bolsonarismo e de seus braços operacionais na mídia e nas redes sociais. Pessoas que atuaram como seguranças formais e informais do atual presidente da República e de seu filho Jair Renan durante a campanha de 2018 passaram a ameaçar o jornalista e a família dele em razão das apurações jornalísticas. Já foram solicitadas investigação policial e proteção judicial para Joaquim de Carvalho e seus parentes. 

A ABMD coloca-se à disposição do jornalista e do Brasil 247 para quaisquer ações que se façam necessárias a fim de proteger a vida do profissional e de seus familiares e a liberdade de imprensa. Nunca é demais lembrar que o Brasil é considerado zona de risco para a imprensa livre pela organização Human Rights Watch, tendo passado a frequentar essa vergonhosa lista de Nações que não prezam pela vida de jornalistas independentes desde a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência.     

Os irmãos de Adelio Bispo, que moram em Montes Claros (MG), preferem não ter os nomes divulgados. Eles têm medo da exposição e de represálias.

“A gente está levando a vida, né? Não pode parar. Temos que continuar vivendo. A gente fica muito sentido. Às vezes eu deito na cama à noite e fico pensando, mas não chego a conclusão nenhuma”, fala o homem de 54 anos, que é o mais velho entre os cinco irmãos. Todos os parentes estão proibidos de contatar Adelio. Inclusive todos temem que ele seja assassinado antes das eleições de 2022, uma morte anunciada pelo jornalista Joaquim de Carvalho. 

Logo depois da fakeada, duas pessoas morreram, em 2018, na pensão em que morava Adelio Bispo, prisioneiro incomunicável da Polícia Federal. Que Bolsonaro pretende novamente explorar eleitoralmente. Gazeta do Povo publicou em 11.05.2020: 

Segundo o advogado Frederick Wassef: "Testemunha ainda anônima foi responsável por segurar e conduzir Adélio Bispo para um prédio logo após a facada que ele desferiu em Bolsonaro. 'Fui procurado por esta pessoa, que é quem detém Adélio. Há uma testemunha que o detém e o conduz até um prédio e ali eles ficam por um tempo. Sim, essa pessoa esteve por um tempo a sós com Adélio e tem gravação disso, vou levar à Procuradoria-Geral e à Polícia Federal', disse o advogado, durante o programa Aqui na Band. Wassef evitou dar mais detalhes: 'não estou imputando nada a ninguém, apenas relatando fatos', afirmou".

Acrescenta a Gazeta do Povo: "O caso voltou à tona após a demissão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O presidente da República nunca se conformou com o resultado das investigações, de que Adélio agiu sozinho, e voltou a citar o assunto em tom de insatisfação no pronunciamento que fez após Moro pedir demissão. 'Foi um lobo solitário. Como pode um lobo solitário com três advogados? Quatro celulares? Inclusive, andando pelo Brasil', questionou".

Joaquim de Carvalho já desmoralizou todos as historietas de Wassef e os argumentos de Bolsonaro no documentário "Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil": 

 

10
Out21

"Moro não tem coragem de disputar a presidência. Ele destruiu o Brasil e elegeu um nazista"

“A única coisa que ele fez foi destruir a nossa democracia e a nossa economia e levar um nazista ao

Talis Andrade

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Florestan Fernandes Júnior afirmou no Bom Dia 247, neste domingo 10, que espera Sergio Moro seja candidato à presidência em 2022, para ter que debater com o ex-presidente Lula, que foi preso injustamente pelo ex-juiz da autodenominada Lava Jato, que tirou o petista das eleições de 2018.

No entanto, Florestan disse que Moro não tem coragem, porque “a única coisa que fez foi destruir a nossa democracia e a nossa economia, e levar um nazista ao poder". Um juiz parcial, um juiz suspeito, que "participou de um governo nazista”.

E mandou mensagem para o ex-juiz:

Está carimbado na sua cara, Moro! Você não escapa disso: Você usou a Lava Jato para fazer política”.

 

03
Out21

"Moro ajudou a colocar o Brasil nas mãos de nazistas", diz Florestan Fernandes Júnior

Talis Andrade

 

"Onde aprenderam a ser nazistas, monstrengos"? Interroga Eugênio Aragão

 

247 – O jornalista Florestan Fernandes Júnior, no programa Bom Dia 247, revelou seu desejo para que o ex-juiz da Lava Jato de Curitiba, Sergio Moro, seja candidato a presidência, e não vice na chapa de algum outro candidato.

“Queria que Moro fosse candidato para ver o embate dele com Lula, porque ele ia derreter. Ele não tem nada na cabeça. Ele é uma mentira que ajudou a colocar o Brasil na situação em que nós estamos, na mão de nazistas. Ele ajudou a colocar o que há de pior. Usou sua profissão de juiz para fazer política”, declarou o jornalista.

“Vem pro debate, Moro. Não vai se esconder atrás de um candidato e ficar nele, escondidinho. Vem pro pau, vem dizer com quem você conversou durante todo esse tempo nos Estados Unidos. Vamos clarear o que você fez, com quem você andou antes da Lava Jato. Vamos saber um pouco da sua história, do seu currículo”, continuou.

 
 
Viomundo
Eugênio Aragão aos ex-colegas da Lava Jato: Onde aprenderam a ser nazistas, monstrengos sem compaixão?

Declarem-se suspeitos em relação ao alvo de seu ódio. Ainda é tempo de porem a mão na consciência, mostrarem sincero remorso e arrependimento, porque aqui se faz e aqui se paga.

por Eugênio Aragão, no GGN

Sim. Ex-colegas, porque, a despeito de a Constituição me conferir a vitaliciedade no cargo de membro do Ministério Público Federal, nada há, hoje, que me identifique com vocês, a não ser uma ilusão passada de que a instituição a que pertenci podia fazer uma diferença transformadora na precária democracia brasileira.

Superada a ilusão diante das péssimas práticas de seus membros, nego-os como colegas.

Já há semanas venho sentindo náuseas ao ler suas mensagens, trocadas pelo aplicativo Telegram e agora reveladas pelo sítio The Intercept Brasil, num serviço de inestimável valor para nossa sociedade deformada pela polarização que vocês provocaram.

Na verdade, já sabia que esse era o tom de suas maquinações, porque já os conheço bem, uns trogloditas que espasmam arrogância e megalomania pela rede interna da casa.

Quando aí estava, tentei discutir com vocês, mostrar erros em que estavam incidindo no discurso pequeno e pretensioso que pululava pelos computadores de serviço.

Fui rejeitado por isso, porque Narciso rejeita tudo que não é espelho.

E me recusava a me espelhar em vocês, fedelhos incorrigíveis.

A mim vocês não convencem com seu pobre refrão de que “não reconhecem a autenticidade de mensagens obtidas por meio criminoso”.

Por muito menos, vocês “reconheceram” diálogo da Presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff com o Ex-Presidente Lula, interceptado e divulgado de forma criminosa.

Seu guru, ministro da justiça de um desqualificado, ainda teve o desplante de dizer que era irrelevante a forma como fora obtido acesso ao diálogo, pois relevaria mais o seu conteúdo. Tomem!

Isso serve que nem uma luva nas mãos ignóbeis de vocês.

Quem faz coisa errada e não se emenda acaba por ser atropelado pelo próprio erro.

Subiu-lhes à cabeça.

Perderam toda capacidade de discernir entre o certo e o errado, entre o público e o privado, tamanha a prepotência que os cega.

Não têm qualquer autocrítica.

Nem diante do desnudamento de sua vilania, são capazes de um gesto de satisfação, de um pedido de desculpas e do reconhecimento do erro.

Covardes, escondem-se na formalidade que negaram àqueles que elegeram para seus inimigos.

Esquecem-se que o celular de serviço não se presta a garantir privacidade ao agente público que o usa

. Celulares de serviço são instrumentos de trabalho, para comunicação no trabalho.

Submete-se, seu uso, aos princípios da administração, entre eles o da publicidade, que demanda transparência nas ações dos agentes públicos.

Conversas de cunho pessoal ali não devem ter lugar e, diante do risco de intrusão, também não devem por eles trafegar mensagens confidenciais.

Se houver quebra de confidencialidade pela invasão do celular, a culpa pelo dano ao serviço é do agente público que agiu com pouco caso para com o interesse da administração e depositou sigilo funcional na rede ou na nuvem virtual.

Pode por isso ser responsabilizado, seja na via da improbidade administrativa, seja na via disciplinar, seja no âmbito penal por dolo eventual na violação do sigilo funcional.

Não há, portanto, que apontarem o dedo para os jornalistas que tornaram público o que público devesse ser.

De qualquer sorte, tenho as mensagens como autênticas, porque o estilo de vocês – ou a falta dele – é inconfundível.

Mesmo um ficcionista genial não conseguiria inventar tamanha empáfia.

Tem que ser membro do MPF concurseiro para chegar a tanto!

Umas menininhas e uns menininhos “remplis de soi-mêmes”, filhinhas e filhinhos de papai que nunca souberam o que é sofrer restrições de ordem material e discriminação no dia a dia.

Sempre tiveram sua bola levantada, a levar o ego junto.

Pessimamente educados por seus pais que não lhes puxaram as orelhas, vocês são uns monstrengos incapazes de qualquer compaixão.

A única forma de solidariedade que conhecem é a de uma horda de malfeitores entre si, um encobrindo um ao outro, condescendentes com os ilícitos que cada um pratica em suas maquinações que ousam chamar de “causa”.

Matilhas de hienas também conhecem a solidariedade no reparto da carniça, mas, como vocês, não têm empatia.

Digo isso com o asco que sinto de vocês hoje. Sinto-me mal. Tenho vontade de vomitar.

Ao ler as mensagens trocadas entre si em momentos dramáticos da vida pessoal do Ex-Presidente Lula, tenho a prova do que sempre suspeitei: de que tem um quê de psicopatas nessa turma de jovens procuradores, uma deformação de caráter decorrente, talvez, do inebriamento pelo sucesso.

Quando passaram no concurso, acharam que levaram o bilhete da sorte, que lhes garantia poder, prestígio e dinheiro, sem qualquer contrapartida em responsabilidade.

Sim, dinheiro! Alguns de vocês venderam  sua atuação pública em palestras privadas, em troca de quarenta moedas de prata.

Mas negaram ao Ex-Presidente Lula o direito de, já sem vínculo com a administração, fazer palestras empresariais.

As palestras de vocês, a passarem o trator sobre a presunção de inocência, são sagradas.

Mas as de Lula, que dão conta de sua visão de Estado como ator político que é, são profanas.

E tudo fizeram na sorrelfa, enganando até o corregedor e o CNMP.

Agora, a cerejinha do bolo.

Chamam Lula de “safado”, fazem troça de seu sofrimento, sugerem que a trágica morte de Dona Mariza foi queima de arquivo… chamam o luto de “mimimi” e negam o caráter humano àquele que tão odienta e doentiamente perseguem!

Só me resta perguntar: onde vocês aprenderam a ser nazistas?

Pois tenho certeza que o desprezo de vocês pelo padecimento alheio não é diferente daqueles que empurravam multidões para as câmaras de gás sem qualquer remorso, escorando-se no “dever para com o povo alemão”.

Ao externarem tamanha crueldade para com o Ex-Presidente Lula, vocês também invocarão o dever para com o Brasil?

Declarem-se suspeitos em relação ao alvo de seu ódio.

Ainda é tempo de porem a mão na consciência, mostrarem sincero remorso e arrependimento, porque aqui se faz e aqui se paga.

A mão à palmatória pode redimi-los, desde que o façam com a humildade que até hoje não souberam cultivar e empreendam seu caminho a Canossa, para pedirem perdão a quem ofenderam.

Do contrário, a história não lhes perdoará, por mais que os órgãos de controle, imbuídos de espírito de corpo, os queiram proteger.

A hora da verdade chegou e, nela, Lula se revela como vítima da mais sórdida ação de perseguição política empreendida pelo judiciário contra um líder popular na história de nosso país.

Mais cedo ou mais tarde ele estará solto e inocentado, já vocês…

Despeço-me aqui com uma dor pungente no coração. Sangro na alma sempre que constato a monstruosidade em que se transformou o Ministério Público Federal.

E vocês são a toxina que acometeu o órgão.

São tudo que não queríamos ser quando lutamos, na Constituinte, pelo fortalecimento institucional.

Esse desvio de vocês é nosso fracasso. Temos que dormir com isso. (Texto publicado em 27 de agosto de 2019)

10
Fev21

"Ou esses diálogos são ficcionais e merecem o Prêmio Nobel de literatura, ou é o maior escândalo judicial do mundo"

Talis Andrade

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DEU NO TWITTER
 
José Simão
“Após mensagens comprometedoras, Moro diz não ss lembrar de ter sido juiz no caso Lula” A LAVAJATO SUJÔ!
thicico
Eu não achava que o tombo de Moro seria tão rápido. Em dois anos o Marreco foi de super ministro a super bandido. As vestes talares que o espera não é a toga do STF, é o macacão de presidiário.
Marcelo Freixo
Moro e Dallagnol agiram em conluio p/ fraudar e corromper a Justiça. Essa delinquência jurídica interferiu nas eleições e ajudou a lançar o país no buraco. Ambos tem que ser responsabilizados em nome da defesa da Constituição e do combate à corrupção. Ninguém está acima da lei.
Historiadora sem fronteiras
Vivi para ver o Moro, ser tratado de corrupto no New York Times!
xico sá
Moro pediu ajuda à Lava Jato quando já era ministro, indicam mensagens - 10/02/2021 - UOL Notícias
UOL Notícias
Opinião: Que legado deixa Moro, anti-herói justiceiro, agora sem máscara?
Leonardo Sakamoto
O lavajatismo deixou um legado não apenas de desrespeito ao devido processo legal ...
noticias.uol.com.br
noticias.uol.com.br/politica/ultim
14
Jun20

Bolsonaro é quem está esticando a corda

Talis Andrade

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por Florestan Fernandes jr

Jornalistas pela Democracia 

Apesar das constantes ameaças antidemocráticas e inconstitucionais de fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional feitas por apoiadores do governo, pelos filhos de Bolsonaro e por ele próprio, o general da ativa e ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que é ultrajante falar em golpe por parte das Forças Armadas. Mas, na mesma entrevista para uma conhecida revista de direita, o general não conteve suas convicções autoritárias ao dizer: “Não estica a corda”.  

O recado estava dado. As Forças Armadas não aceitarão a condenação de Bolsonaro em qualquer julgamento por possíveis crimes cometidos pelo chefe da Nação. O que mais preocupa o Planalto neste momento é o julgamento que corre no TSE de crime eleitoral cometido pela chapa Bolsonaro/Mourão por fake news utilizadas na campanha de 2018.

Infelizmente, tenho que concordar com o general Ramos: não existe a menor possibilidade de golpe, porque ele já foi dado no dia 31 de agosto de 2016 na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Naquele dia, parlamentares, com apoio do Supremo, da mídia corporativa e de setores reacionários da Justiça e da sociedade civil rasgaram a Constituição ao afastar a chefe de Estado sem crime de responsabilidade. A chegada das Forças Armadas ao poder junto com Bolsonaro é apenas a concretização deste golpe contra a nossa Constituição. 

O cabo de guerra que consiste em esticar a corta tem, na ponta liderada por Bolsonaro, não só oficiais do Exército, mas também policiais das PMs e milicianos. A cada alavanco dado por este grupo, chegamos mais próximos da linha tênue que separa os alicerces combalidos do Estado Democrático de Direito do estado autoritário fascista que ameaçam os princípios básicos de cidadania e o futuro do país.

 

 

18
Out19

No pasarán!

Talis Andrade

Hoje mais de 100 milhões de brasileiros estão vivendo com apenas R$13,76 por dia

kleber desigualdade fome.jpg

 

Por Florestan Fernandes Jr.

É chegada a hora de os democratas agirem enquanto há tempo. Se não se mobilizarem já em defesa do Estado Democrático de Direito, em breve o Brasil será transformado num pária no mundo. Uma enorme republiqueta povoada por miseráveis disputando um prato de comida, e por uma elite perversa e ignorante desprovida de qualquer compromisso com os principio básicos de humanidade e cidadania. Dados do IBGE comprovam a pauperização do país. Hoje mais de 100 milhões de brasileiros estão vivendo com apenas R$13,76 por dia. O desemprego é enorme, o fosso da desigualdade não para de aumentar. 

A pobreza e a fome estão por todos os lados. E nessa crise profunda o assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da Republica, general Eduardo Villas Bôas ameaçou atropelar a Constituição, caso o Supremo faça valer a Constituição. Essa ameaça é inadmissível. Como é inadmissível a relação da família Bolsonaro com milicianos do Rio de Janeiro. Inadmissível também são os cortes na Cultura e o ataque à atriz Fernanda Montenegro feito pelo diretor da Funarte, o bolsonarista Roberto Alvim. Inadmissível, general, é preservar os militares da reforma previdenciária que penaliza os trabalhadores mais pobres. Inadmissível é o contingenciamento de recursos da Saúde e da Educação. Inadmissível é a imposição de ideologias e práticas incompatíveis com o bom ensino de nossos jovens, com o fim das disciplinas de Ciências Humanas do currículo do Ensino Médio, que garantiriam uma visão mais ampla da realidade, da diversidade de comportamentos e culturas e dos processos sociais que marcaram a história da Humanidade. 

Mais do que nunca é preciso impedir o avanço do fascismo em todas as suas frentes.  

No dia 22 de outubro, em Belo Horizonte, professores, estudantes e pais e mães de alunos farão a parte deles em um ato pela liberdade de ensino nos colégios Santo Agostinho e Loyola.  As duas instituições, a pedido de pais de extrema-direita, anularam recentemente uma prova de português que utilizou um texto do ator e escritor Gregório Duvivier. No texto, Gregório fazia criticas ao afrouxamento das políticas de proteção às populações indígenas e quilombolas; à liberação de agrotóxicos considerados perigosos em muitos países do mundo e à contestação de dados científicos sobre o desmatamento na Amazônia.   

Bom lembrar que, em novembro do ano passado, cerca de 500 pais assinaram petição contra ação do Ministério Público de Minas Gerais, questionando a suposta inclusão de temas de ideologia de gênero no currículo das duas escolas confessionais que pertencem aos jesuítas,  mesma congregação do Papa Francisco. 

O que salta aos olhos diante desse levante do obscurantismo é a própria insegurança daqueles que defendem tal visão estreita e fundamentalista do mundo. Estivessem realmente convictos da força de seus argumentos, não se importariam em contrapô-los a outras visões de mundo diversas. Temem, na verdade, que seus filhos sintam-se muito mais inclinados a pensar e olhar a realidade pelas lentes daqueles que tentam combater, calando-os. É a fraqueza que se esconde e se escuda na truculência. No pasarán!

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