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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Set20

Ao "combater a corrupção", "lava jato" preserva patrimônio de delatores

Talis Andrade

justiça dinheiro corrupção Osvaldo Gutierrez Go

 

 

QUANDO O CRIME COMPENSA

por Sérgio Rodas

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Orlando Diniz pôde manter US$ 250 mil no exterior; Dario Messer recebeu R$ 11 milhões de herança; Alberto Youssef inicialmente receberia R$ 1 milhão para cada R$ 50 milhões recuperados; Antonio Palocci manteve mais da metade de seu patrimônio de R$ 80 milhões.

Os exemplos se sucedem para mostrar que não é mau negócio ser delator na "lava jato". Os acordos de colaboração premiada do ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz e do doleiro Dario Messer são só os casos mais recentes que atestam que colaboradores seguiram com bens e dinheiro mesmo após confessar a prática de crimes.

Pelo acordo, Messer não deverá cumprir pena de até 18 anos e 9 meses de prisão — com progressão de regime prevista em lei e regime inicial fechado — e renunciar a 99% do seu patrimônio, estimado em R$ 1 bilhão. Sobrariam R$ 3,5 milhões de uma conta nas Bahamas e um apartamento de R$ 3 milhões no Leblon, totalizando R$ 6,5 milhões.

Porém, em 14 de agosto, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, permitiu que o doleiro recebesse mais R$ 11 milhões da herança de sua mãe. Dessa maneira, ele ficaria com um patrimônio de R$ 17,5 milhões.

Ao portal UOL, o Ministério Público Federal afirmou que a herança é “uma expectativa de direito” e “não foi levada em conta no cálculo do colaborador”. O órgão disse que esses bens são lícitos, pois a mãe dele não foi investigada por crimes. No entanto, em 2018 o MPF pediu o bloqueio da herança, com o argumento de que Messer ocultou valores de crimes por meio de transferências para parentes.

A recuperação do dinheiro de Messer, no entanto, ao menos no volume divulgado, está longe de ser tangível ou garantida. Consultados pela ConJurespecialistas brasileiros e paraguaios — boa parte do valor está no país vizinho — são uníssonos em apontar a complexidade da operação entre os dois países.

Já no caso de Orlando Diniz, o empresário teve direito de manter US$ 250 mil (quantia superior a R$ 1,2 milhão pelo câmbio atual) em uma conta no exterior porque o patrimônio teria origem lícita, segundo o Ministério Público Federal.

Vídeos da delação vazados para a imprensa mostram que Diniz foi dirigidopelos procuradores. Em muitos momentos, é a procuradora Renata Ribeiro Baptista quem explica a Diniz o que ele quis dizer. Quando o delator discorda do texto atribuído a ele, os procuradores desconversam, afirmando que vão detalhar nos anexos.

Outros casos

O segundo acordo de delação premiada firmado pela “lava jato” foi o do doleiro Alberto Youssef. O compromisso possuía uma “cláusula de performance, que lhe destinava R$ 1 milhão para cada R$ 50 milhões recuperados com sua ajuda.

Responsável pela defesa do ex-presidente Lula, o advogado Cristiano Zanin Martins questionou a cláusula em audiência em 2018. Youssef então declarou que renunciado à cláusula.

No acordo de colaboração premiada que firmou com a Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado teve que pagar uma multa de R$ 75 milhões. Em troca, não ficou nenhum dia na prisão — desde o começo, sua pena pôde ser cumprida em sua mansão em Fortaleza.

Outro que se deu bem foi o lobista Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano. Sua pena foi cumprida em uma cobertura de 800 metros quadrados na orla da Barra da Tijuca, bairro nobre na zona oeste do Rio de Janeiro.

Já Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, pôde ficar com R$ 45 milhões de seu patrimônio de R$ 80 milhões em termo de cooperação firmado com a Polícia Federal.

A delação de Palocci é repleta de inconsistências. A peça central do acordo não existe. O contrato que ele disse ter sido feito com a empreiteira Camargo Correa para “comprar” uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, na verdade, era com outra empresa: o Grupo Pão de Açúcar. Branislav Kontic, ex-assessor Palocci, disse que o ex-ministro o pressionou para confirmar "ficções de sua delação".

Pelo menos três inquéritos abertos com base na delação de Palocci foram arquivados por falta de provas. Em agosto, a Polícia Federal encerrou investigação que trata de acusações em torno do Fundo Bintang — que envolvia pessoas como Lula, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e André Esteves (BTG), entre outros. Conforme a PF, os únicos elementos de corroboração da colaboração de Palocci são notícias de jornais que, na coleta de provas, não se confirmaram. 

Outro inquérito que também falava do BTG e um sobre o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto também foram arquivados pelo mesmo motivo. Também em agosto, o Supremo Tribunal Federal anulou acusações produzidas em conjunto por Palocci e pelo ex-juiz Sergio Moro às vésperas da eleição presidencial de 2018, em ação penal contra Lula.

Propagandeada pela imprensa em 2016 como a “delação do fim do mundo”, as colaborações da Odebrecht envolveram 79 executivos. De acordo com reportagem do UOL, cada um recebeu R$ 15 milhões pelo compromisso. E a maioria deles seguiu sua carreira normalmente, seja abrindo negócios, seja atuando em outras empresas, seja prestando consultoria. Diversos delatores da Odebrecht não foram condenados ainda nem começaram a cumprir pena.

Em maio, a defesa de Lula apresentou documentos que apontam que Odebrecht pagou delatores. Os documentos foram apresentados pela construtora em processos contra Marcelo Odebrecht. Entre eles, está uma planilha segundo a qual ex-executivos e colaboradores da Odebrecht receberiam por até nove anos valores da empresa sem qualquer tipo de prestação de serviço após a celebração dos acordos de delação premiada.

Conforme a defesa do petista, os documentos provam que a empreiteira pagou pelas "delações premiadas e pelo conteúdo que elas veicularam para tentar incriminar o ex-presidente Lula". Da planilha apresentada constam apenas beneficiários que fecharam acordos de colaboração com auxílio da empresa.

Decisão é do juiz

No julgamento em que o Supremo Tribunal Federal estabeleceu que polícias podem firmar acordo de delação premiada, o ministro Marco Aurélio, relator do caso, ressaltou que, independentemente do que seja estabelecido em acordo de delação premiada, a palavra final sobre a concessão dos benefícios é do juiz.

“Os benefícios que tenham sido ajustados não obrigam o órgão julgador, devendo ser reconhecida, na cláusula que os retrata, inspiração, presente a eficácia da delação no esclarecimento da prática delituosa, para o juiz atuar, mantendo a higidez desse instituto que, na quadra atual, tem-se mostrado importantíssimo. Longe fica o julgador de estar atrelado à dicção do Ministério Público, como se concentrasse — e toda concentração é perniciosa — a arte de proceder na persecução criminal, na titularidade da ação penal e, também, o julgamento, embora parte nessa mesma ação penal”.

Acordos ilegais

Os acordos de delação premiada firmados na operação “lava jato” possuem cláusulas que violam dispositivos da Constituição — incluindo direitos e garantias fundamentais —, do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984). Isto é o que apontou levantamentofeito pela revista Consultor Jurídico.

Em parecer, os professores da Universidade de Coimbra José Joaquim Gomes Canotilho e Nuno Brandão afirmaram que os acordos de delação premiada firmados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef na operação “lava jato” são ostensivamente ilegais e inconstitucionais

Segundo eles, acordos de delação premiada não podem prometer redução da pena em patamar não previsto na Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), nem oferecer regimes de cumprimento dela que não existem nas leis penais. Caso contrário, haverá violação aos princípios da separação de poderes e da legalidade. Também por isso, esses compromissos só alcançam delitos tipificados por tal norma, e não isentam o Ministério Público de deixar de investigar ou denunciar atos praticados pelo delator.

11
Abr19

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA LAVA JATO

Talis Andrade

Lava Jato - do combate à corrupção ao negócio mais rentável da República!

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por Emanuel Cancella

____

 
Aí, em 2016, o golpe tirou a Dilma, que não cometeu nenhum crime, e colocaram Michel Temer, três vezes denunciado por corrupção (2, 10,11).
 
Temer indicou para a presidência da Petrobrás o tucano Pedro Parente, mesmo este já sendo réu desde 2001, quando dera um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (12).
 
Desde Pedro Parente  até hoje, muito pelo contrário,  os petroleiros é que estão sem PLR, aumento real, abono e Benefício Farmácia, ainda pagam por um rombo feito, entre outros gestores, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Pedro Parente patrocinou festa de gala para o casal Sergio Moro em Nova Iorque

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Sergio Moro e Paulo Guedes sempre juntos

 
Por esse rombo de R$ 1 BI nos fundos de pensão das estatais, entre eles o da Petros (3), os petroleiros, da ativa e aposentados, estão pagando 13% de seu salário, por 18 anos.
 
Hoje o sonho dos petroleiros é sair da Petrobrás para talvez trabalhar na Lava Jato, isto porque:
 
- A advogada da Lava Jato, Beatriz Catta Preta, ganhou 22 milhões por conduzir  nove  delações da Lava Jato (4). E abandonou e foi para Miami se dizendo ameaçada de morte.

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Beatriz Catta Preta

 
- Carlos Zucoloto Junior, advogado da Lava Jato, compadre de Moro e ex-sócio de sua esposa, Rosangela Moro,  pediu US$ 5 milhões “por fora” a Rodrigo Tacla Duran, advogado da Odebrechet, para fazer delação premiada que, entre outras benesses, daria a Duran prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões em multa á Odebrechet (5,6).

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Depois da denúncia de Tacla Duran, Rosangela Moro abandonou a banca de advocacia e criou uma empresa de eventos

 
- Além disso, os principais ladrões da Petrobrás estão em prisão domésticas cumprindo suas penas em verdadeiros clubes de lazer, construídos com dinheiro da roubalheira, entre eles (7) o diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa; o presidente da Transpetro, Sergio Machado; Fernando baiano, operador do PMDB e o doleiro Alberto Youssef. Não sabemos se pagaram à Lava Jato “por fora”, mas considerando o faturamento de Catta Preta e o cobrado a Duran da Odebrecht, não deve ter sido barato.
 
- Sem contar que a Lava Jato, em poucos meses, destruiu a economia nacional, veja o vídeo (14). A Lava Jato destruiu inclusive a indústria naval brasileira (15). Quem financiou  e quem ganhou com essa destruição no Brasil?
 
- A Lava Jato ainda, diversificando seus negócios para além do combate à corrupção, criou duas fundações bilionárias, uma na Petrobrás e outra na Odebrecht (8,9).
 
No Brasil, até a criação da Lava Jato, segundo John D. Rockefeller costumava dizer: "o melhor negócio do mundo é uma companhia de petróleo bem administrada e o segundo melhor é uma companhia de petróleo mal administrada" (13).
 

Hoje, no Brasil, o melhor negócio do mundo não é petróleo é uma empresa de combate à corrupção, no caso a Lava Jato!

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Paulo Roberto Costa está podre de rico

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Sergio Machado cada vez mais rico, leve e solto

Fonte:

1https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/06/petrobras-nao-e-mais-empresa-dos-sonhos-do-estudante-brasileiro.html

2https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47751869

3https://www.cartacapital.com.br/politica/mentor-economico-de-bolsonaro-e-investigado-por-fraude-em-fundos-de-pensao/

4https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/07/a-misteriosa-mudanca-da-principal-advogada-da-lava-jato-para-miami.html

5https://www.jb.com.br/index.php?id=/acervo/materia.php&cd_matia=875037&dinamico=1&preview=1

6https://www1.folha.uol.com.br/paywall/signup.shtml?https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2017/11/1939622-tacla-duran-entrega-fotos-de-dialogos-que-diz-ter-mantido-com-amigo-de-moro.shtml

7https://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

8https://www.revistaforum.com.br/procurador-diz-que-fundacao-da-lava-jato-pode-acarretar-prejuizos-a-petrobras-e-ao-erario-federal/

9https://www.conjur.com.br/2019-abr-02/leniencia-odebrecht-tambem-transforma-mpf-gestor-bilionario

10http://www.justificando.com/2017/08/31/dilma-rousseff-foi-afastada-do-cargo-sem-ter-cometido-crime-de-responsabilidade/

11https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,para-mp-pedaladas-do-governo-dilma-nao-sao-crime,10000062862

12https://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html

13https://www.guiainvest.com.br/publicacao/default.aspx?publicacao=102021

14https://www.youtube.com/watch?v=o_c_-9uso4c

15https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/

A vida mansa de doleiros, que a lava jato lava mais branco

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Fernando Baiano ou Fernando Soares, traficante de moedas 

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Alberto Youssef ganhou duas delações premiadas de Sergio Moro: uma pelo assalto ao BanEstado, Banco do Estado do Paraná, que faliu; outra por lavar dinheiro da Petrobras. Youssef é chefe da máfia libanesa, e do tráfico internacional de cocaína. Também está gozo merecido de sua fortuna. Fotos e legendas editadas por este correspondente. T.A. 

09
Ago18

Quem solta mais investigados? Gilmar Mendes ou Moro?

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Se fosse para apostar, votaria no empate com a disputa indo para a prorrogação. Gilmar Mendes se especializou em soltar presos e Moro prende e solta.

 

Gilmar é acompanhado pela mídia, não por acaso, mas porque ele fez parte da turma do STF que soltou um petista, o ex-ministro, José Dirceu(1). Os golpistas morrem de medo de ele soltar Lula.

 

Aliás, Lula já foi solto pelo desembargador Rogério Favreto por algumas horas. Aí o arbitro de vídeo da Lava Jato, que é a Globo, entrou em ação. Acionou Moro de férias em Portugal que, de forma arbitrária, anulou o lance.  Favreto confirmou a validade e, mais uma vez, invalidaram o lance.

 

Já Moro se especializou em blindar tucanos. Não sei quantos, mas no escândalo do Banestado que Moro também chefiou, o senador Roberto Requião PMDB/PR deixou seu relato:

 

“Um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso. O maior escândalo do país não foi o mensalão, Petrolão foi o Banestado, que deu um rombo nos cofres públicos de meio trilhão de reais” (2).

 

Na Lava Jato chefiada por Moro, da mesma forma, nenhum tucano foi preso. E olha que a tucanalha faz força, mas Moro faz que nem os Três Macacos Sábios : “Não vê, não ouve e não fala!”.

 

Exemplo disso é o senador tucano Aécio Neves que, apesar de ser o mais delatado na Lava Jato, continua senador da República. Aécio, apesar das provas cabais contra ele, ainda pode ser candidato e cinicamente cobra arrependimento de Lula que foi preso sem qualquer prova e não pode se candidato (3).

 

Além do Aécio, na lista dos blindados da Lava Jato, temos também o ex-presidente, FHC, e os senadores Jose Serra, Antônio Anastasia  e o falecido Sergio Guerra.

 

E não podemos esquecer que os principais corruptos da Petrobrás, presos pela Lava Jato, estão inexplicavelmente pagando suas penas em casa, verdadeiros clubes de lazer construídos com dinheiro da corrupção. Entre eles: Paulo Roberto Costa, Fernando Baiano, Sérgio Machado, Alberto Youssef, etc. Este último condenado a mais de 80 anos de cadeia (4).  Moro também liberou a mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz.

 

Já Gilmar Mendes que tem acompanhamento online, pela imprensa, segundo a mídia já liberou 37 investigados no Rio (5).

 

Sabe-se que política assim como na justiça não tem almoço de graça, porém nunca vazou cobrança de pedágio de Gilmar Mendes em suas benevolências.

 

O mesmo não se pode dizer da Lava Jato. Isso porque o advogado Rodrigo Tacla Duran, da Odebrecht, fez acusações contra o também advogado Carlos Zucollotto Junior. Zucollotto é padrinho de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa e foi então acusado por Duran de cobrar, em nome da Lava Jato, da qual faz parte, US$ 5 milhões “Por Fora”   para uma delação premiada que, entre outras benesses, lhe daria a prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões em multas a Odebrecht (8).

 

A advogada da Lava Jato, Beatriz Catta Preta, em 8 delações premiadas arrecadou, segundo a imprensa, R$ 20 milhões. Catta Preta foi para os EUA se dizendo ameaçada de morte (6).

 

Outro caso envolvendo grana para HC foi do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás, Aldemir Bendine. Amanda Bendine recebeu e-mail em que um criminoso, se passando por seu pai, pediu depósito de R$ 700.000 para 'garantir' habeas corpus no STF para libertar seu pai, preso pela Lava Jato. O caso é de agosto de 2017 e o juiz Sergio Moro disse que mandou investigar, mas  até hoje não houve resposta (7).

 

Enquanto o negócio de Gilmar Mendes é soltar investigados e presos, o negocio de Moro é prender petistas e blindar tucanos. Os interessados podem entrar em contato com a Lava Jato em Curitiba ou no escritório jurídico de Gilmar Mendes.

 

Pelos números apontados os negócios de ambos vão de vento em popa.

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Fonte:

1https://veja.abril.com.br/politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-jose-dirceu/

2https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

3https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

4http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2016/07/10/interna_politica,654284/delatores-cumprem-prisao-domiciliar-em-mansoes-e-coberturas.shtml

5https://falandoverdades.com.br/gilmar-mendes-ja-soltou-37-investigados-da-lava-jato-no-rio/

6https://odia.ig.com.br/_conteudo/noticia/brasil/2015-07-31/advogada-se-diz-ameacada-e-deixa-clientes-da-lava-jato.html

7https://veja.abril.com.br/politica/moro-manda-investigar-estelionato-contra-filha-de-bendine/

8http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/11/30/amigo-de-moro-pediu-dinheiro-por-fora-para-reduzir-multa-da-odebrecht-diz-tacla-duran/

25
Jun18

Xadrez da Petrobras e a maior corrupção do planeta, por Luis Nassif

Talis Andrade

petrobras trafigura glencore.jpg

 

Peça 1 – as investigações sobre a Trafigura

Esta semana fui procurado por um jornalista inglês que veio ao Brasil com uma missão especial: investigar os motivos que levaram a Lava Jato a ignorar as operações da área internacional da Petrobras, poupando das investigações dois dos mais notórios corruptores corporativos do planeta: a Trafigura e a Glencore, tradings de comercialização de petróleo que negociam com a Petrobras

 

É um trabalho ao qual dedicará seis meses. Já teve acesso a documentos internos da Petrobras, nos quais se vê Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional defendendo propostas da Trafigura, e o presidente José Gabrielli e Almir Barbassa negando.

 

Não apenas isso.

 

Sabia-se desde sempre que a área de comercialização de petróleo e derivados é aquela onde corre mais dinheiro.

 

 

Na delação, ele aponta Mariano Marcondes Ferraz como o intermediário das propinas da Trafigura. Na época Marcondes Ferraz fazia parte do board internacional da empresa.

 

Em sua delação, Paulo Roberto Costa, que recebeu mais de US$ 800 mil de Marcondes Ferraz, também liga os valores à Trafigura. Informa que o procurou em nome da Trafigura, pagando inicialmente US$ US$ 600 mil em propinas através de uma conta em nome da off-shore OST Invest & Finance Inc., em um banco em Genebra, Suíça.

 

Também o operador Fernando Soares [2], o Fernando Baiano, atribui à Trafigura o controle da empresa de tancagem Decal, em Suape, beneficiada pelas propinas de Marcondes Ferraz.

 

Na busca e apreensão realizada na residência de Paulo Roberto Costa [3], aparecem anotações “Trafigura – Aluguel do Terminal de Tancagem (Suape)”.

 

A prisão de Mariano ecoou nos principais jornais econômicos do mundo, por jogar a Trafigura no centro da Lava Jato.

 

A própria Lava Jato sabia estar entrando em um novo terreno “fértil de ilicitudes”.

 

Segundo um dos porta-vozes da Lava Jato na imprensa;

 

Com a prisão preventiva do empresário Mariano Ferraz, detido no aeroporto de Guarulhos nesta quarta-feira, 26, quando estava prestes a embarcar para Londres, a força-tarefa da Lava Jato avança sobre uma área ainda não investigada na Petrobrás: o setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados que pode atingir, além do PT, o PMDB e o PSDB.

 

Segundo a Lava Jato, o grupo internacional Trafigura, do qual Ferraz é executivo, movimentou US$ 8,6 bilhões em compras e vendas de derivados de petróleo com a Petrobrás entre 2003 e 2015. Não é a primeira vez que a área de trading de combustíveis e derivados do petróleo, que é submetida à Diretoria de Abastecimento, aparece na operação.

 

Em suas delações premiadas, o ex-diretor Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o ex-senador Delcídio Amaral relataram que essa área era um “terreno fértil para ilicitudes”, pois os preços poderiam variar artificialmente gerando uma “margem para propina”. O próprio Cerveró disse que a a Trafigura era uma das principais empresas atuantes neste setor na estatal e que as negociações diárias “podem render milhões de dólares ao final do mês em propina”.

 

Mencionada nos documentos iniciais da Lava Jato, gradativamente a Trafigura some das peças divulgadas, a Lava Jato não aprofunda as investigações sobre a área internacional da Petrobras e os crimes de Marcondes Ferraz ficam restritos à Decal, uma pequena empresa italiana (perto da gigante Trafigura), para quem ele fazia bico.

Essa mesma blindagem se observou na Suiça. As primeiras investigações sobre a corrupção em Angola foram encerradas em 2004 pelo Ministério Público suíço. Uma nova denúncia, em 2006, não levou à retomada das investigações. Mesmo porque envolvia a União de Bancos Suíços (UBS). 

 

A partir de 2013 o Ministério Público da Suíça foi provocado  a retormar as investigações sobre o “Angolagate”. A base da nova denúncia foi o dossiê levantado pela Corruption Watch UK, e o grupo anticorrupção angolano Mãos Livres. O relatório implicava diretamente a Glencore, mas também não foi adiante.

 

Em 21 de novembro de 2016 a Reuters ouviu procuradores suíços sobre o envolvimento da Marcondes Ferraz e da Trafigura na Lava Jato.

 

"Eu posso confirmar que o Ministério Público abriu uma investigação criminal sobre um funcionário da empresa que você conhece", disse uma porta-voz em resposta enviada por e-mail para uma consulta sobre relatórios de mídia de tal investigação sobre um ex-executivo sênior da Trafigura. "Esta investigação faz parte do complexo de processos da Petrobras".

 

Apesar da estreita colaboração entre Ministérios Públicos brasileiros e suíços, desde então, nada mais se soube sobre as investigações envolvendo a Trafigura. A última notícia que se tem é de 1º de fevereiro de 2017, quando o MPF de Curitiba solicitou autorização para prisão preventiva, bloqueio de bens e busca e apreensão de Jorge Antônio da Silva Luz, Bruno Gonçalves e Apolo Vieira Santana, funcionários da Petrobras que atuavam na área internacional.

 

É esse o mistério que o jornalista inglês pretende desvendar.

 

 

02
Jun18

Marcelo Miller milionário das delações premiadas faz concurso neste domingo para juiz

Talis Andrade

 

 

LEI NÃO É PARA TODOS! Impune, Marcelo Miller vai fazer concurso para ser juiz após “escândalo das delações”

 

 

Manchete do Estadão: Marcelo Miller recebeu R$ 450 mil de escritório de advocacia no caso JBS

 

Ex-procurador suspeito de ter feito "jogo duplo" ao beneficiar os colaboradores da JBS na Procuradoria-Geral da República (PGR)

 

Manchete d'O Globo: Inquérito contra Marcelo Miller está parado no Ministério Público 

 

Nota do PT: "Marcelo Miller foi acusado pela Polícia Federal por corrupção passiva, por interceder diretamente nas investigações sobre a JBS em favor do grupo, além de garantir condições 'especiais' ao grupo J&F no acordo de delação premiada junto à PGR. 

 

Em gravações entregues pelo escritório Trench, Rossi e Watanabe à CPMI da JBS, Marcelo Miller pode ser visto entrando cinco vezes no escritório, antes de ser contratado. A primeira vez, na manhã de 13 de fevereiro deste ano de 2017, ou seja, antes de pedir sua exoneração do MPF. Ele esteve lá mais uma vez antes da exoneração, no dia 20 de fevereiro, onde inclusive permaneceu no escritório por mais de 5 horas (leia aqui a notícia completa com todas as datas e horários).

 

Os fatos apresentados ilustram a clara articulação das delações e a negociação de vantagens. Infelizmente, não surpreende que venha à tona mais um caso que comprova a existência do 'mercado de delações' da Operação Lava-Jato (leia mais sobre isso aqui).

 

Este é o tipo de 'profissional' que escreve um documento acusando Lula. Dá pra confiar?"

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É isso aí. O Ministério Público teme pela CPI das Delações Premiadas no Congresso Nacional. Teme que sejam investigadas as negociações das delações comandadas por Marcello Miller e outros, que foi plantada na Lava Jato uma frondosa e frutífera árvore envenada. 

 

Do outro lado do balcão, como procurador criminal, Marcelo Miller teve participação decisiva nos acordos do lobista Fernando Soares, o Baiano, que está no luxo e na luxúria de uma prisão domiciliar, de Nestor Cerveró, do senador Delcídio do Amaral, e do intocável ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. 

 

Por que diabos Marcello Miller quer deixar uma milionária afortunada vida de advogado das delações premiadas, que fez a riquesa dos que levam vantagem em tudo, para ser funcionário público, com salário com teto fixado por lei?

 

Ser juiz a certeza de ter foro privilegiado, e anistia antecipada para todos os crimes. Notadamente o de abuso de autoridade, o exercício de poderes absolutistas.

 

Todo togado possui tribunal exclusivo: o CNJ - Conselho Nacional de Justiça, que não prende, apenas premia os culpados com uma aposentadoria precoce. O aposentado, se for do seu interesse, prontamente, monta uma banca de advocacia, com trânsito livre nos 91 tribunais do Brasil, para faturar de clientes que não precisam justificar a origem do dinheiro.

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31
Mai18

Frutos de árvore envenenada as delações negociadas por Marcello Miller

Talis Andrade

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"Tiveram participação decisiva de (Marcello) Miller os acordos do lobista Fernando Soares, o Baiano, do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Mas sua principal credencial de sucesso na PGR virou a negociação do acordo do ex-senador Delcídio do Amaral, escreve Daniel Haidar no jornal El País, da Espanha.

 

No balcão da indústria das delações, na mesma reportagem de Haidar está a informação: "Surgiram indícios de que Miller ajudou, enquanto procurador, na preparação do acordo de delação da JBS".

 

Diz mais Haidar: "Provada ou não, a possível interferência de Miller vai ser utilizada por advogados como motivo para evocar a chamada doutrina dos frutos da árvore envenenada, teoria jurídica que considera ilegais todas as provas produzidas a partir de uma iniciativa ilícita. Essa doutrina já conseguiu a anulação por inteiro da Operação Castelo de Areia, que liberou a empreiteira Camargo Corrêa para cometer novos crimes antes de voltar a ser pega pela Operação Lava Jato. Janot já se antecipou ao movimento e disse que, ainda que Miller tenha atuado indevidamente pela JBS, isso não afeta a validade das provas colhidas no acordo, mas, sim, os benefícios concedidos aos delatores".

 

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Quais delatores, Janot? Quais? 

 

Fernando Soares, o Baiano? 

 

O lobista Fernando Soares, o Baiano, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), viabilizou o pagamento de propina para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, por parte de Júlio Camargo, da empresa Toyo Setal. Segundo o MPF, a propina foi de 40 milhões de dólares. A quantia referia-se a contratação de um estaleiro sul-coreano.

 

Por corrupção e lavagem de dinheiro, baiano foi condenado a 16 anos e um mês de prisão, e recebeu multa de

R$ 2.074.370,00. Em 18 de novembro de 2015, após cumprir um ano de prisão, deixou a carceragem do Complexo Penal de Pinhais - PR. Cumpre pena, em regime domiciliar, em um apartamento de 800 m², avaliado em torno de 12 milhões de reais.

 

Quais delatores, Janot? Sérgio Machado? 

 

Sérgio Machado foi presidente da Transpetro por onze anos, e cantou para Sergio Moro que era vigente pagar propina para senadores do MDB.  Parece que essa deduragem lhe deu imunidades. Continua intocável. Ninguém sabe de Sérgio Machado. Deve ir bem, obrigado.

 

 A "principal credencial de sucesso de Miller, na PGR, a negociação do acordo do ex-senador Delcídio do Amaral. 'Ele ganhou pontos quando dobrou o Delcídio”.

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Apesar do sucesso como procurador criminal, Miller passou para o outro lado. "Aos 43 anos, abandonava um salário de cerca de R$ 30 mil por mês para ganhar, no total, R$ 110 mil mensalmente (R$ 1,4 milhão ao ano) como sócio do escritório de advocacia Trench Watanabe". 

 

Estreou, um mês depois, como advogado contra a PGR.  

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