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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

02
Mai21

"Como o Brasil foi tomado por ignorantes, mentecaptos, oligrofrênicos e burros de todo tipo?"

Talis Andrade

 

A professora de Filosofia Márcia Tiburi disse estranhar a razão pela qual o Brasil “foi tomado por ignorantes, mentecaptos, oligofrênicos e e burros de todo tipo."

A manifestação foi no Twitter (abaixo). "Para animar o domingo: como um país com intelectuais geniais em tantas áreas, um país de gente inteligente, culta e democrática, foi tomado por ignorantes, mentecaptos, oligofrênicos e burros de todo tipo? Como o Brasil se deixa governar por um espantalho descerebrado? Pensemos juntos!”.

A declaração foi tomada no mesmo dia em que o Washington Post diz que o Brasil recebe pouca ajuda para enfrentar a pandemia por causa dos insultos de Jair Bolsonaro a outros países.

A resposta aos pedidos de ajuda do Brasil "tem sido basicamente um encolher de ombros, uma crítica aos erros do Brasil – e uma ação limitada, até agora”.

Uma possível resposta ao tuíte de Márcia Tiburi é a ação organizada da velha imprensa para construir o ódio contra Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Na véspera da eleição de 2018, o jornal O Estado de S. Paulo publicou editorial em que afirma que votar em Haddad ou Bolsonaro era “uma escolha muito difícil”.

Haddad era um professor universitário com atuação aprovada como ministro da Educação e uma administração municipal que elevou a cidade de São Paulo a grau de investimento.

Bolsonaro tinha quase 30 anos de atuação na Câmara dos Deputados e apenas dois projetos aprovados.

Tinha se destacado por manifestações agressivas em relação a mulheres e homossexuais.

 

 

13
Abr21

Bolsonaro ataca comunismo imaginário e convoca seus seguidores para a guerra: “prepare-se”

Talis Andrade

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A proclamação da República foi para destronar a corrupção. 

A Revolução de Trinta foi para fuzilar a corrupção.

O golpe do Estado Novo foi para acabar com o comunismo imaginário.

A campanha de Janio Quadros a presidente foi para varrer a corrupção.

O golpe militar de 1964 foi contra a corrupção e o comunismo imaginário.

A campanha de Collor a presidente foi para desbancar a corrupção dos marajás.

O golpe de 2016 contra a corrupção imaginária das pedaladas, o antipetismo, e o counismo imaginário.

O golpe de 2018 para que Lula preso, por imaginária corrupção, não participasse das eleições, garantido a eleição do candidato dos generais comandados por Villas Boas. 

Jair Bolsonaro resolveu atacar a esquerda, o comunismo imaginário e os governadores, após ter uma conversa divulgada pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), em que pede mudanças nos rumos da investigação da CPI da Pandemia, além do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e a abertura de uma investigação contra chefes de executivos estaduais e prefeitos. 

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"Se a facada tivesse sido fatal, hoje você teria como Presidente Haddad ou Ciro. Sua liberdade, certamente, não mais existiria. […] Hoje você está tendo uma amostra do que é o comunismo e quem são os protótipos de ditadores, aqueles que decretam proibição de cultos, toque de recolher, expropriação de imóveis, restrições a deslocamentos etc…"
 
Bolsonaro, no Facebook, sem citar Kennedy, repete a frase erradamente: "Pergunte o que cada um de nós poderá fazer pelo Brasil e sua liberdade", para ameaçar: "E ... prepare-se".
 
Aliás, quando o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro vai permitir que Adelio Bispo conceda entrevista? Para contar a estória da canivetada. 
 
Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.... Frase de John F. Kennedy.

16
Fev21

150 juristas lançam manifesto contra ameaça golpista do general Villas Bôas

Talis Andrade

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Por Mônica Bergamo

Um grupo de 150 juristas, defensores públicos e advogados brasileiros, além de outras personalidades, assinou um texto com críticas às falas de militares que antecedem o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no STF (Supremo Tribunal Federal).

A principal manifestação foi feita pelo chefe do Exército, Eduardo Villas Bôas. Na terça-feira (3), ele postou uma mensagem no Twitter afirmando que a corporação “compartilha o anseio dos cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia”.

A nota dos juristas diz que “as recentes manifestações que evocam atos de força configuram clara intimidação sobre um Poder de Estado, o Supremo Tribunal Federal. Algo que não acontecia desde o fim da ditadura militar. É urgente que os Poderes da República repudiem esse tipo de pressão. As falas veiculadas nas últimas horas por oficiais das Forças Armadas dificultam um julgamento isento e colocam em xeque a democracia. Não são pessoas que estão em jogo. É a República. É a democracia”.

Assinam a nota, entre outras personalidades, Lênio Streck, Celso Antonio Bandeira de Mello, Pedro Serrano, Tecio Lins e Silva, Flávio Dino (que é governador do Maranhão), Jose Eduardo Cardozo, Celso Amorim, Tarso Genro, Fernando Haddad, Cezar Britto, Carol Proner, Leonardo Yarochewski, Roberto Figueiredo Caldas, Mauro Menezes, Marco Aurélio de Carvalho, Alberto Toron, Antonio Carlos de Almeida Castro, a deputada Manuela D`Avila e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

16
Fev21

O "presente da Cia" e os três reis Luís de Oropa, França e Bahia

Talis Andrade

 

 

 

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Renato Simões
"O Grupo Prerrogativas divulgou comunicado defendendo que a dissolução da força-tarefa no PR “consagra a contenção dos excessos e abusos da Lava Jato, com o injustificado sacrifício do direito de defesa e das garantias do devido processo legal”. #AnulaSTF
Grupo de advogados defende fim da Lava Jato no Paraná e elogia ação do MPF
Grupo Prerrogativas argumenta que operação teve excessos e abusos e agiu como "instituição autônoma". Segundo o grupo, a força-tarefa paranaense "apresentou falhas gravíssimas que macularam a própria...
poder360.com.br
Kim D. Paim
Ache um companheiro que te olhe como o Moro e o Barroso se olham Mainardi não fique com ciúmes, é tudo pelo bem do LAVAJATISMO
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Luis Nassif
"O que teria sido diferente na história recente do Brasil se, em vez de 'herói nacional', Moro tivesse sido tratado como Baltazar Garzon ao ser expulso da magistratura por ter cometido o erro de interceptar pessoas que nada tinham a ver com uma investigação?
A verdade ofuscada pelo tempo, resgatada no documentário 'Sergio Moro: A construção de um juiz acima da lei', é que o ex-juiz da Lava Jato cometeu excessos em vários processos que instruiu e depois julgou desde meados dos anos 2000, tempos de Banestado"
Emir Sader
Folha defende que Moro seja punido por excessos e abusos na Lava Jato - Brasil 247
@CGuedes1906
Barroso passa pano para abusos cometidos pela Lava Jato Mesmo depois da comprovação de que o ex-juiz Moro e os procuradores formaram conluio para perseguir o ex-presidente Lula e até juízes de tribunais superiores, o ministro falou em “eventuais excessos
Paulo Pimenta
Wadih enquadra Barroso e ensina que crimes da Lava Jato não são “excessos
Wadih enquadra Barroso e ensina que crimes da Lava Jato não são “excessos”
“Para a ditadura as torturas eram meros excessos”, compara o ex-deputado Wadih Damous, sobre a declaração do ministro do STF Luís Roberto Barroso, que passou pano para os abusos cometidos pela Lava...
brasil247.co
Wadih Damous
Para o Ministro Barroso os crimes da lava jato são meros excessos.Para a ditadura as torturas eram meros excessos.Para Barroso o importante é combater a corrupção.Para a ditadura o importante era combater a subversão.Para ambos, pouco importa cometer crimes para combater crimes
Mauricio Machado™
pergunta que não quer calar destinada ao senhor, defensor dos métodos da lava jato: se o conluio criminoso, as arbitrariedades, as impropriedades, as ilegalidades e as barbaridades provadas fossem feitas com alguém de sua família, seriam "excessos"? Apenas?
 
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Julianna M. Z. Martins
Replying to
A defesa ferrenha q vejo alguns ministros do STF (até agora vi Fux, Barroso e Fachin em tal defesa) fazerem me faz pensar seriamente q eles tenham alguma participação no conluio e q tentam dar justificativas antecipadas, pois seus nomes podem aparecer mais pra frente em conversas
@JuliannaLulaMar
Não há nada que defina como apenas "eventuais excessos" ou que se o STF anular a Lava Jato será "uma vergonha" para o Brasil. Todos os processos nos quais houve conluio entre juiz e procuradores precisam ser anulados, independentemente q sejam de criminosos comprovados ou não
Arnobio Verde
Crimes, são excessos para o juiz do STF, o Barroso, o salvador dos crimes da Lava-jato. Esse suposto juiz, está lavando a alma dos canalhas da Lava-jato. Barroso, seja juiz homem, assume teu papel de juiz nas fileiras do direito legal na jurisprudência brasileira.
Reinaldo Azevedo
Fachin deve emitir uma nota e favor da suspeição de Moro daqui a dez anos...
Escrevi aqui na semana passada q STJ também pode abrir inquérito de ofício pra apurar se ministros seus foram investigados ilegalmente pela Lava Jato. Humberto Martins, presidente, informa a Folha, está sendo pressionado por seus pares a fazê-lo. E tem de fazer.
Reinaldo Azevedo
Não é que, quase três anos depois do famoso tuíte do general Eduardo Villas Bôas, então comandante do Exército, que deu um ultimato ao Supremo para manter Lula na cadeia, Fachin decidiu considerar a coisa "intolerável e inaceitável"?... 
Reinaldo Azevedo - Fachin reage a tuíte de general com 3 anos de atraso; faça o certo já!
Reinaldo Azevedo
Fachin resolveu reagir só agora, 3 anos depois, a tuíte truculento de general Villas Bôas q deu ultimato ao STF, em 3 de abril de 18, p/ manter Lula preso. Chamou de “inaceitável e intolerável” em nota. Uau!!! Qta presteza! A comunidade dos jabutis q fugiram do cativeiro agradece
Ele foi 1 dos 6 votos (6 a 5) pela prisão. Contra Inc. LVII do 5° da Const. e contra 283 do Código de Processo Penal. No dia seguinte ao tuíte. Ministro, faça justiça hoje, não anteontem, e vote pela suspeição de Moro. Justiça tardia pode ser só um outro nome para a covardia.
Luciano Pires
A julgar pelo Ministro Kássio Nunes Marques, q tem se mostrado discreto e votando bem, o Bolsonaro escolhe ministro melhor do q Lula e Dilma. Luiz Fux, Edson Fachin, Cármem Lúcia, Luiz Barroso e Joaquim Barbosa são alguns exemplos do dedo podre do PT para escolher ministro do STF
Patrícia 
‘In Fux we trust’, disse Sergio Moro sobre ministro Luiz Fux, do STF
Barroso, Fachin e Fux: o trio do STF blindou Lava Jato
Vaza Jato revelou simpatia da corte com a força-tarefa
Fernando Haddad
Janio de Freitas: Habituados às delações traidoras, integrantes da Lava Jato se delataram em gravações
Dallagnol tinha conhecimento da relação entre pretensões da CIA na eleição brasileira e a exclusão da candidatura de Lula
folha.uol.com
11
Fev21

O gatinho de Mainard

Talis Andrade

 

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"Tascado uns 18 beijos

no doutor Deltan Dallagnol,

teria dado umas lambidas"

 

Em um programa de propaganda marrom, com cenas de completa sabujices, bajulações, zumbaias, concupiscencias, libertinagem e homossexualidade, Diogo Mainardi chegou a dizer ao procurador Deltan Dallagnol que gostaria de lhe ‘tascar uns 18 beijos’ e também ‘umas lambidas’. “A minha babação de ovo se justifica”, declarou numa edição do programa Manhattan Connection, exibido em 11 de outubro de 2015, quando Deltan foi convidado do programa.

O vídeo foi resgatado e publicado pelo deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) no Twitter, um dia depois de Mainardi ter tomado uma invertida de Fernando Haddad no mesmo programa, na noite desta quarta-feira (10). O petista, que ouviu de Mainardi, que ele era um “poste de ladrão”, em referência a Lula, disse que o jornalista tem ‘problemas psicológicos’ , e alertou que seu herói, Sergio Moro, será “desmascarado”. Idem os procuradores que chefiava na autointitulada liga da justiça da autointitulada república de Curitiba.

No programa de 2015, Mainardi disse, de Veneza, onde mora: “Se eu estivesse no lugar do Ricardo [Amorim], eu já teria tascado uns 18 beijos no doutor Deltan Dallagnol, teria dado umas lambidas. A minha babação de ovo se justifica porque é uma turma extraordinária, o Ministério Público, a PF, o juiz Sergio Moro”.

O deputado Alencar comentou: Mainardi "é o maior lambe-botas da #LavaJato, promoveu os bandidos @SF_Moro @deltanmd e ajudou a eleger Bolsonaro contra @Haddad_Fernando , #Haddad2022 "

Almirante Negro
Mainardo é aquele fugitivo da justiça brasileira, Manhattan conection é aquele programa sustentado pela tv estatal onde os participantes foram chutados da iniciativa privada após passarem 30 anos defendendo estado mínimo
Deputado Alencar
“Eu vou chegar em casa amanhã, vou almoçar com oito netos e uma bisneta de seis meses. Eu posso olhar na cara dos meus filhos e dizer que eu vim a Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?”. Luiz Inácio Lula da Silva, 13 de setembro de 2017.
06
Fev21

“Nos Estados Unidos, Moro estaria em Guantánamo"

Talis Andrade

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247 - O presidenciável petista Fernando Haddad, em entrevista à TV 247 na noite da última quinta-feira (4), demonstrou sua indignação com os abusos de autoridade cometidos pelo ex-juiz Sergio Moro na condução do processo do ex-presidente Lula.

Para Haddad, os crimes de Moro e sua turma, em outros países, seriam dignos de punições das mais severas. 

“Eles elogiam muito os Estados Unidos. No entanto, Moro provavelmente estaria em Guantánamo. Eu não tenho a menor dúvida do que estou falando”, afirma.

“O que ele fez seria considerado um crime de lesa-pátria nos Estados Unidos”, acrescenta Haddad.

O petista ainda ressaltou a credibilidade das mensagens divulgadas pelo Supremo: “As mensagens agora estão certificadas pela Polícia Federal, que ele comandou como ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger”Resultado de imagem para guantamano charges

Ou pé-de-marreco.

 

25
Dez20

Fernando Haddad: No Brasil de Bolsonaro, faltam caixões, e dá muita raiva

Talis Andrade

Em seu artigo semanal para a Folha de S.Paulo, sábado (19), o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad critica o descaso do presidente Bolsonaro com o combate à pandemia da Covid-19 e as piadas equivocadas e escrachadas que faz para desestimular a vacinação dos brasileiros.

Haddad comparou o Brasil de Bolsonaro com Sucupira do prefeito Odorico Paraguaçu. “A ironia era que, em Sucupira, algo certo como a morte não acontecia. O Odorico de hoje se insurge contra algo incerto, mas que apareceu: a vacina. Faltavam cadáveres em Sucupira, e era divertido. No Brasil de Bolsonaro, faltam caixões, e dá muita raiva".

No Limite

por Fernando Haddad

“Na Pfizer, tá bem claro no contrato: nós não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral; se você virar um chimp virar um jacaré, é problema de você (sic)… —não vou falar outro bicho senão vão dizer que vou começar falar besteira—, ou se algum homem começar a falar fino”.

Bolsonaro, nessa reflexão, faz referência a possíveis metamorfoses que a vacina pode provocar. Por cautela, troca, de início, a palavra “chimp” por jacaré. Falsa cautela que não esconde a intenção, mas covardemente se protege, ao optar pela autocensura imposta (de fora), mas no fundo rejeitada.

Se começa mal, Bolsonaro faz questão de terminar escrachadamente pior, ao fazer menção a outro possível efeito colateral da vacina: afinar a voz dos homens.

Noutro dia, Bolsonaro fez referência ao tratamento da Covid com ozônio, que, segundo um correligionário seu, é aplicado pelo reto. Bolsonaro, perante apoiadores, ironizou a procura pelo tratamento. Afinou a voz e, sorrindo, disparou: “Estou com Covid, estou com Covid”.

As comparações entre Bolsonaro e Odorico Paraguaçu ganham destaque. As semelhanças do atual ministro do Turismo com Dirceu Borboleta acentuam as correspondências. Entretanto, como observou Eugênio Bucci, o carisma despudoradamente cômico do prefeito corrupto e truculento era o retrato da ditadura militar sisuda e burra que não se enxergava na ficção e, por consequência, não censurava a obra de Dias Gomes, para alegria do público.

Quando os polos entre ficção e realidade se invertem, o gênero literário também se transforma, da comédia para a tragédia. Na verdade, o fenômeno é mais complexo. Na ditadura, “os gêneros”, por assim dizer, estavam compartimentados, ou melhor, acomodados em distintas dimensões. Agora, tragédia e comédia estão reunidas na mesma pessoa, em busca de aprovação popular.

O humor que a isso se presta só pode ser aquele que reforça os estereótipos contra as vítimas históricas da selvageria brasileira. Não é o humor inteligente que ironiza a vilania dos poderosos. É a velha e sem graça piada racista, misógina, homofóbica, de classe, que busca legitimar pelo riso naturalizante a barbárie que nos assola.

A ironia da ficção era que, em Sucupira, algo líquido e certo como a morte não acontecia. O prefeito não conseguia inaugurar seu cemitério. O Odorico de hoje se insurge contra algo que era incerto, mas que apareceu surpreendentemente: a ciência nos ofereceu, em prazo recorde, não uma, mas várias vacinas contra o vírus letal.

Faltavam cadáveres em Sucupira, e era divertido. No Brasil de Bolsonaro, faltam caixões, e dá muita raiva.

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06
Dez20

Teixeira cobra da PGR investigação sobre sociedade de Moro com consultora americana

Talis Andrade

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"Moro decidiu receber a parte dele, no golpe, em dinheiro”, disse Haddad

 

Secretário-geral do PT, o deputado federal Paulo Teixeira (SP) pediu nesta terça-feira, 1º de dezembro, à Procuradoria Geral da República que investigue a possibilidade de crime de corrupção na contratação de Sérgio Moro pela empresa norte-americana de consultoria Alvarez & Marsal. O ex-juiz da Lava Jato, responsável pela condenação ilegal e sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que destruiu a economia nacional depois de desmontar o setor de construção do país, foi contratado numa manobra suspeita e milionária e vai morar nos Estados Unidos.

Teixeira diz que a lógica da própria Lava Jato justificaria a investigação, já que a consultoria Alvarez & Marsal é responsável por administrar a recuperação da Odebrecht. Na condição de ex-juiz responsável pela condução do caso, inclusive com a autorização de acordos de leniência e delações premiadas que beneficiaram a empresa, seus sócios e executivos, deveria se declarar impedido de atuar neste caso.

“Não há dúvida de que, segundo a lógica que inspirou os trabalhos da Operação Lava Jato, hoje assumidamente liderados pelo então juiz Sérgio Moro, situações dessa natureza seriam em tese caracterizadas como justa causa para investigação criminal pelo delito de corrupção, justificando-se a busca de elementos informativos sobre as vantagens ou promessa de vantagens supostamente solicitadas, recebidas ou aceitas em troca de atos praticados na condição de funcionário público”, argumenta o parlamentar, no requerimento entregue a Augusto Aras.

Em ofício ao Ministério Público Federal, o deputado pede que sejam apurados “valores e condições” tanto da contratação da Alvarez & Marsal pela Odebrecht quanto da contratação de Sérgio Moro pela consultoria norte-americana. Ele atua como sócio-diretor da empresa. Segundo o jornal O Globo, o ex-ministro da Justiça, que assumiu o cargo a convite de Jair Bolsonaro depois de prender e condenar Lula, num caso de evidente manipulação do sistema judiciário – fartamente documentado na série de reportagens da Vaza Jato – vai morar em Nova York ou Washington.

Atuação suspeita

Ex-candidato à Presidência da República pelo PT, o economista e advogado Fernando Haddad ironizou o anúncio da ida de Moro para os Estados Unidos, onde pretende fixar residência ao lado da mulher, a advogada Rosângela Moro. “Pelo que entendi, Moro decidiu receber sua parte no golpe em dinheiro”, comentou Haddad, no Twitter. Ele vê o novo status de Moro como uma espécie de retribuição por seus esforços em promover não somente o Golpe de Estado que depôs Dilma Rousseff em 2016, mas também pela liquidação de empresas como a própria Odebrecht graças à Lava-Jato.

As relações suspeitas de Moro com a companhia norte-americana é o principal alvo do pedido de investigação de Paulo Teixeira. “É urgente que se apurem as relações, as condições e os valores envolvidos nos contratos celebrados entre o Grupo Odebrecht, a consultoria norte-americana Alvarez & Marsal e, agora, o sr. Sergio Fernando Moro”, destaca Paulo Teixeira. “As decisões proferidas pelo então juiz Sérgio Moro provocaram significativos impactos políticos, sociais e econômicos ao país”, lembra. “Sua atuação foi decisiva para que fossem celebrados acordos e concedidos benefícios à Odebrecht, seus sócios e executivos. O mínimo que se espera é que os desdobramentos dessa operação sejam trazidos às claras e que haja transparência na conduta dos envolvidos”, aponta.

O deputado argumenta ainda que, na condição de juiz, Moro teve acesso a documentos da investigação contra a Odebrecht que ainda não vieram à tona e podem ser motivo de novas investigações e ser utilizados a favor da empresa. “Além disso, é evidente que, durante o exercício do cargo de juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro teve amplo acesso a documentos e elementos de prova referentes ao Grupo Odebrecht, muitos dos quais ainda permanecem em sigilo e podem ensejar novas medidas investigativas, fato que poderá ser utilizado em benefício da atual administração”, aponta o parlamentar.

05
Dez20

MORO Mentiras, farsas e trapaças - 6

Talis Andrade

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Moro mente. Além de ser um Pinóquio, é um fantoche”, discursou Fernando Haddad na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. 

O ato foi convocado pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), que conta com mais de 2 mil associados, entre juízes, desembargadores, acadêmicos cujo objetivo é denunciar violações de direitos. E celebrou oficialmente o lançamento da campanha #MoroMente, que precisa ser reativada.

As ações têm como objetivo “explicar à população quais foram as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz e apontar as mentiras que ele conta para justificar sua atuação criminosa durante a Lava Jato”, afirma a entidade. Foram lidos dois documentos: uma carta da ABJD sobre a campanha e outra do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político pela operação.

Haddad subiu o tom contra Moro, a quem atribuiu “todas as ilegalidades possíveis para bancar uma história, inventar provas para tirar Lula da disputa presidencial, que ele ganharia”. O objetivo de Moro? Colocar no poder o seu projeto da extrema-direita, que culminou na eleição de Bolsonaro (PSL), tornado evidente, segundo operadores de direito, quando o ex-juiz só deixou a condução promíscua da Operação Lava Jato – como revelado pela Vaza Jato – para assumir um cargo no governo que ajudou a eleger.

Desonra militar

Clamando por justiça, Haddad expôs outra face do projeto de poder de Moro e Bolsonaro: o entreguismo. O petista fez um apelo àqueles que, teoricamente, deveriam se dedicar à defesa do país: as Forças Armadas. “Ficamos atônitos também com o comportamento dos militares bolsonaristas. Temos de começar a chamar as coisas pelo nome. Não podemos chamar de Forças Armadas uma meia dúzia de generais entreguistas. Desonram a pátria e desonram o Brasil, entregando o patrimônio nacional.”

Haddad lamentou a postura desses militares bolsonaristas em desafiar as instituições. “A cada momento em que o STF é chamado a fazer Justiça, entra no circuito um militar bolsonarista ameaçando, dizendo que tem homens armados, tuitando para constranger os ministros. Me pergunto o que se passa na cabeça de alguém que chegou a general diante de tanta entrega do patrimônio nacional. Temos que libertar o Judiciário da intimidação, para que cumpram seu dever e declare esse processo uma farsa.”

05
Dez20

MORO Mentiras, farsas e trapaças - 2

Talis Andrade

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Dilma: O que fará o Poder Judiciário diante das falsas acusações de Palocci e Moro?

.

O STF não fez neca de pitibiriba. O ministro Gilmar Mendes sentou em riba do habeas corpus de Lula. E os três reis Luís - o santo de pau-oco, o calvo, e o sem cabeça - ficaram marcando quadrilha numa eterna festa junina na corte comemorativa da sinergia golpista que fez Jair Bolsonaro presidente em 2018 e, se Lula continuar fora da disputa, candidato à reeleição em 2022. 

Escreveu Dilma Roussef:

A divulgação vazada por Sérgio Moro da delação de Palocci tinha por objetivo interferir na eleição de 2018, favorecendo Bolsonaro e buscando a derrota da coligação PT-PCdoB. As falsas acusações ao Presidente Lula e à Presidenta Dilma se deram a uma semana da eleição e queriam forjar uma rejeição do eleitor em relação a todas as candidaturas do PT, em especial em relação ao candidato Fernando Haddad.

Naquela ocasião, já se sabia que a delação de Palocci era uma peça sem provas. Aliás, essa foi a razão apresentada pelo próprio Ministério Público/Lava Jato para não aceitar a proposta de delação encaminhada por Palocci.

A operação Lava Jato sabia da farsa, tanto que nos diálogos revelados posteriormente pelo Intercept Brasil os procuradores reagiram à delação em tom de ironia e deboche. Sabiam do desespero de quem queria obter de volta parte dos recursos auferidos por meio de ações de corrupção confessadas pelo próprio Palocci.

O juiz Sérgio Moro também sabia que a delação não tinha valor algum, e decidiu utilizá-la, vazando-a seis dias antes da eleição, comportando-se como cabo eleitoral de Bolsonaro.

O conjunto da delação de Palocci compõe uma peça única de falsificação dos fatos, que procura afirmar não a verdade, mas aquilo que interessa aos seus interrogadores.

Após a rejeição da delação de Palocci pela Lava Jato, o juiz Sérgio Moro buscou um caminho alternativo: “esquentar” uma peça que não parava em pé. Contou com a preciosa contribuição de um delegado da Polícia Federal de Curitiba, que aceitou um acordo que já tinha sido negado até pela MPF/Lava Jato e desmoralizado pela absoluta falta de evidências concretas.

Moro não só quebrou o sigilo da delação como, mais uma vez, vazou seus termos para as Organizações Globo, que, de forma imediata, durante 8m56s, divulgou as falsas acusações no Jornal Nacional. Durante toda a semana que se seguiu, essa reportagem foi replicada e abordada por comentaristas, em termos ainda mais agressivos, em todos os telejornais da Globo, na Globo News, na rádio CBN e nas páginas do Jornal O Globo, sendo reproduzida e citada pelo resto da imprensa.

Foram momentos de um jornalismo de guerra, devastador para as candidaturas petistas, porque centrado em acusações contra Lula, Dilma e o partido. Palocci inventou diálogos que nunca aconteceram, em reuniões que jamais ocorreram, nas quais teriam sido tomadas decisões que os fatos, várias testemunhas e outros delatores negaram terminantemente.

Agora, outro delegado da PF, diante da evidente e absoluta falta de provas das afirmações de Palocci, revê a delação anteriormente aceita. Este delegado que decidiu arquivar a investigação revela que todas as acusações de Palocci parecem apenas fruto de pesquisas no Google.

A influência deste massacre midiático sobre o resultado das eleições não pode ser subestimada. E engana-se quem pensa que interferiu apenas na disputa pela presidência. Certamente sugestionou os eleitores e induziu resultados em relação às disputas majoritárias estaduais. Em alguns estados houve mudanças bruscas nas tendências que vinham sendo apontadas nas pesquisas, com candidatos favoritos às eleições majoritárias perdendo apoio em questão de horas, e candidatos quase desconhecidos, a maioria de extrema direita, sendo beneficiados pela onda que a denúncia fraudulenta fabricou.

Palocci, por falsificar uma delação; Moro, por usá-la mesmo sabendo que ela era falsa; e a PF de Curitiba, por ampará-la numa investigação que o MPF já havia recusado, cometeram, todos, um atentado contra a lisura da eleição e o estado democrático de direito. Um juiz que não tinha por hábito apresentar provas, tem contra si, neste momento, novas provas cabais de conduta iníqua e malévola.

A imprensa progressista da internet já havia mostrado isto, a história certamente vai registrar o tamanho desta violação da democracia, mas neste momento uma pergunta se impõe, imperativa como nunca: o que fará o Poder Judiciário?

A própria eleição está comprovadamente sob suspeita, e cabe ao TSE decidir a respeito, com a grandeza que a história haverá de lhe cobrar. Bolsonaro tornou-se presidente beneficiado por uma fraude, cometida por alguém a quem acabou premiando com um cargo de ministro. Qualquer condenação de Lula decidida por um juiz comprovadamente parcial, cuja suspeição deve ser declarada, como é o caso de Moro, precisa ser anulada. Se a atitude de Moro não é evidência de um crime contra Lula, o que mais poderia ser?

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