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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

14
Set18

Quem é o juiz que mandou prender o tucano Beto Richa e seus aliados

Talis Andrade

Beto Richa o intocável da Lava Jato do Paraná 

 

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Quando decretou a prisão de Beto Richa e outras 14 pessoas na Operação Rádio Patrulha, deflagrada na terça-feira (11), o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer projetou ainda mais seu nome, que já vinha em ascensão, pelo desempenho em outros casos complicados, como a Operação Quadro Negro e uma condenação ao doleiro Alberto Youssef. Os termos presentes no despacho que autorizou a operação e também na resposta que enviou ao Tribunal de Justiça, questionado sobre a pertinência das prisões, deixam claro que ele é contundente nas decisões.

 

O sobrenome e a presença forte de parentes no Judiciário pressionam a carreira de Fernando Fischer, que tenta se descolar para criar identidade própria, sem negar os parentescos. Enteado, passou a ser considerado filho adotivo do ministro Félix Fischer, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi procurador do Ministério Público e também professor de Direito em universidades no Paraná, além de presidente do STJ na gestão 2012-2013. Fernando é filho da procuradora de Justiça do Paraná Sônia Maria Bardelli Silva Fischer, aposentada, mas ele abandonou o último sobrenome, Almeida, e passou a usar o sobrenome do padrasto.

 

Fernando Fischer é irmão, por adoção, do juiz João Campos Fischer e de Octavio Campos Fischer, que foi nomeado desembargador pelo então governador Beto Richa, escolhido pelo quinto constitucional da advocacia, em 2013. Discreto, Fernando aparece em pouquíssimas fotos em consultas na internet. Lutador de jiu-jitsu, já chegou a competir no campeonato brasileiro da modalidade, em 2017.

 

Na faixa dos 40 anos, ele estudou no Colégio Bom Jesus, em Curitiba, no ensino fundamental e médio, chegou a se graduar em Odontologia, pela Universidade Tuiuti, mas um ano antes de se formar, começou a cursar também Direito, pela mesma instituição, concluindo em 2006. Fez três especializações, em Direito Penal e Criminologia, em Direito Aplicado e Direito Criminal. Em 2012 tomou posse como juiz, atuando em várias comarcas, como Rio Branco do Sul, São Miguel do Iguaçu e Paranaguá, com designação também na Vara do Júri e em Delitos de Trânsito, em Curitiba. Contudo, a área em que mais trabalhou é criminal, nomeado como substituto em diversas varas da capital.

 

Questionamento


Na decisão de 44 páginas, assinada em 4 de setembro, autorizando a Operação Rádio Patrulha, o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer acatou os argumentos do Ministério Público e considerou consistentes os indícios de que Beto Richa comandava, juntamente com seu círculo de confiança, um esquema para desviar recursos públicos e tentar legalizar o dinheiro, por meio de lavagem e doações.

 

Em texto claro, com o mínimo de juridiquês, o magistrado afirma que “é inegável que entre os investigados há pessoas que gozam de elevado poder político ou econômico” e que “a própria estrutura da organização criminosa estava intrinsecamente ligada ao alto escalão do Poder Executivo do Estado do Paraná, que mesmo após a mudança de governo conserva sua influência e poder”.

 

Ao apresentar o pedido do habeas corpus, no Tribunal de Justiça, para tentar soltar Beto Richa, a defesa alegou que o juiz autorizou as prisões sem fundamento legal. O desembargador Laertes Ferreira Gomes deu 48 horas para que Fernando Fischer se pronunciasse sobre a questão. Na resposta ao pedido de informações, o juiz escreveu que a prisão temporária dos investigados em razão da imprescindibilidade para investigação” e que, com relação a Beto Richa, “soa deveras infantil o argumento de que a renúncia” ao governo para concorrer ao Senado, “seria suficiente para eliminar o poder político que por anos ostentou”. 

 

Histórico


Foram vários os casos de repercussão em que atuou o juiz Fernando Fischer. Na operação Quadro Negro, negou protelação de depoimentos e também autorizou a transferência de carceragem de Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Estado de Educação, acusado de operacionalizar um esquema de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em construções de colégios. O magistrado também atuou na Operação Tarrafa, autorizando prisões e bloqueio de bens de acusados de integrar um núcleo milionário de corrupção que lesou a Petrobras e centenas de pescadores no Litoral do Paraná.

 

Em junho de 2017, o mesmo juiz condenou Alberto Youssef, Ingo Hubert e Heinz Herwig por crime de peculato, na esteira do escândalo que ficou conhecido como “caso Copel/Olvepar”, e que marcou o final da gestão de Jaime Lerner no governo estadual, em 2002. Trata-se de um crédito de ICMS considerado irregular que foi comprado pela Copel e que teria sido sacado e distribuído por Youssef. Durante interrogatório feito pelo juiz Fischer, Ingo e Heinz negaram contato com o doleiro. Eles alegaram inocência e recorreram da decisão.

Fonte: AN Notícias com Tribuna Paraná

14
Set18

Beto Richa e esposa ficam calados e se escondem da imprensa ao deixarem o Gaeco

Talis Andrade

 

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Beto e Fernanda deixam sede do Gaeco após depoimento tentando esconder o rosto. Foto Alexandre Mazzo 

 

 

O ex-governador Beto Richa (PSDB) e a sua mulher, Fernanda Richa (PSDB), se apresentaram para prestar depoimento na manhã desta sexta-feira (14) na sede do Gaeco, em Curitiba. O casal teve a chance de falar aos promotores sobre as acusações que os levaram para a prisão, mas preferiram manter o silêncio.

 

+ Não deixe de ler: Batisti diz que existem provas incontestáveis do envolvimento de Richa em corrupção

 

Beto Richa saiu da sala de depoimentos acompanhado de quatro advogados e sem falar nada. Foram menos de 20 minutos de depoimento em que o ex-governador permaneceu em silêncio. Preso temporariamente, Richa foi chamado para falar aos promotores sobre o programa Patrulha do Campo, do qual é acusado de fraudar licitação e lavar dinheiro.

 

Sua esposa, a ex-secretária de estado Fernanda Richa, depôs na sequência. Acompanhada de dois advogados, ela ficou das 12h40 às 13h30 na sala de depoimento. Os advogados da Fernanda saíram do Gaeco sem dar detalhes sobre o depoimento. Eles alegaram pressa em tomar algumas providências e que responderiam aos questionamentos posteriormente, por e-mail.”

 

Nesta sexta-feira (14), o empresário Joel Malucelli se apresentou no Gaeco. Ele estava em viagem na Itália, chegou a ser considerado foragido e agora passa a cumprir sua pena de prisão.

 

+ Tá sabendo esse B.O.? Dono da Havan responde a candidato que prometeu derrubar estátuas das lojas

 

Joel Malucelli (de azul) estava viajando quando prisão foi decretada. Foto: Alexandre Mazzo / Gazeta do Povo
 

Joel Malucelli (de azul) estava viajando quando prisão foi decretada. Foto: Alexandre Mazzo / Gazeta do Povo

 

Eles foram presos no âmbito da operação deflagrada para apurar desvios no programa de recuperação de estradas rurais. Os promotores apontam um esquema de fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação do Ministério Público foi reforçada pela delação premida do ex-deputado estadual Tony Garcia, homologadas no dia 15 de agosto.

 

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Na quinta-feira (13) prestaram depoimento o empresário Celso Frare (da Ouro Verde), Ezequias Moreira (ex-secretário de Cerimonial), Dirceu Pupo (contador da família Richa), Aldair Petry (ex-funcionário do DER), Pepe Richa (irmão do ex-governador), André Richa (filho do casal) e Bruno Sarmento Cubas (empresário ligado a Cotrans). Os dois últimos estão em liberdade.

 

+ Saiba mais: Quem é o juiz linha dura que mandou Beto Richa e aliados para a prisão

As prisões decretadas pelo juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, são temporárias (prazo de cinco dias) e vencem neste sábado (15). Já o prazo de Casagrande e Malucelli começaram a contar a partir do momento em que eles foram presos, ou seja, na quinta-feira (13) e sexta-feira (14), respectivamente.

Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador, preso em Londrina, também prestou depoimento na quinta (13).

Habeas corpus foram negados

O casal Richa já enfrentou duas derrotas na Justiça nos últimos dias. O desembargador Laertes Ferreira Gomes, do Tribunal de Justiça do Paraná, negou pedido de liberdade na quarta (12). Já a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou novo pedido nesta quinta (13).

 

A decisão do juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, que culminou com a prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB), nesta terça-feira (12), continha uma série de provas e …Continue lendo   Áudio: Richa chama propina de ‘tico-tico’ em conversa apresentada como prova de corrupção

12
Set18

Tucano Beto Richa teria desviado mais de R$ 70 milhões de programa, aponta Ministério Público do Paraná

Talis Andrade

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Beto e Fernanda Richa estão presos desde a terça-feira (11) 
 

 

 

Redação Bem Paraná com assessoria


O juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, determinou a prisão preventiva do ex-governador Beto Richa (PSDB) por entender que ele foi o principal beneficiado pelo esquema de propina montado para fraudar o programa Patrulha do Campo. De acordo com os apontamento do Ministério Público Estadual (MP), com base em depoimentos da delação do ex-deputado Tony Garcia; já homologa pela Justiça, Richa teria desviado mais de R$ 70 milhões — valores não atualizados 

 

[Por Sergio Moro, Beto Richa estaria solto na campanha para se eleger senador. Quem prendeu Richa foi um juiz estadual. Repetindo: Um juiz estadual de nome Fernando Fischer. Que a lava jato não prende tucano]

 

Para o juiz, o esquema só funcionava graças ao aval de Richa aos subordinados como chefe do Executivo. Já a ex-primeira-dama Fernanda Richa foi apontada como auxiliar do marido na lavagem do dinheiro desviado, por meio da compra de imóveis no nome de empresas da família. As compras foram realizadas pela empresa Ocaporã Administradora de Bens Ltda, cuja responsável é Fernanda Richa.

 

"Foi realizada a compra do adquiriu o lote nº 18, situado no condomínio Paysage Beau Rivage, mediante permuta com 2 (dois) terrenos localizados no Alphaville Graciosa, ocultando-se a parcela em dinheiro que teria sido paga (em torno de R$ 900.000,00). Tal negociação teve como representante da empresa Ocaporã a pessoa de Dirceu Pupo, além de André Vieira Richa, sócio da empresa e filho do casal Beto Richa e Fernanda Richa," diz a decisão sobre a prisão temporária.

 

“Há substratos nos autos que apontam que os investigados se associaram para constituir uma organização criminosa hierarquizada, que mediante divisão de tarefas realizaram crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, dentre outros”, argumenta o magistrado em sua decisão.

 

Ao MP, Tony Garcia relatou ter sido procurado por Osni Pacheco (já falecido), da Cotrans; e Celso Frare, da Ouro Verde, para fraudar a licitação do “Patrulha do Campo”, cujo edital, lançado em 2011, previa o fornecimento de maquinário para o programa de manutenção em estradas rurais no interior do estado. O montante envolvido era de R$ 72,2 milhões, em valores não atualizados. A proposta era para superfaturar os contratos e repassar 8% do faturamento bruto, como propina a agentes públicos como contrapartida.

 

De acordo com a delação deTony Garcia, Beto Richa teria aceitado a oferta e o orientado a procurar Ezequias Moreira, Deonilson Roldo e Pepe Richa para implementar o esquema. Aos empresários, a quem caberia orientar a elaboração da licitação, Joel Malucelli, da J. Malucelli, teria se unido.

 

Ao final do certame, cada um dos três lotes foi vencido por Cotrans, Ouro Verde e Terra Brasil − esta última empresa teria sido aliciada, posteriormente, para entrar na fraude. Em comum acordo, a Ouro Verde repassou parte das patrulhas a Malucelli e a Tony.

 

MP acusa casal Richa de receber R$ 900 mil em troca de terrenos luxuosos

Negociação faz parte da denúncia do Ministério Público do Paraná contra o ex-governador e Fernanda Richa

Áudio que mostra Beto Richa falando em repartir “tico-tico” é devastador. Ouça

 

Doutor Rosinha, candidato a senador pelo PT: "Um escândalo!


Acordamos hoje com a notícia de que o ex-governador Beto Richa, sua esposa, seu irmão e alguns dos principais homens de confiança de seu governo, foram presos por apenas um de diversos casos de corrupção pelos quais é investigado. Vale lembrar que a candidata Cida Borghetti foi vice de Beto Richa no governo do Paraná e o candidato Ratinho Jr foi seu secretário do desenvolvimento urbano.


Nessa mesma operação, outra pessoa que é alvo de prisão mas não foi localizada foi o empresário Joel Malucelli, sogro do candidato a governador João Arruda; primo de Coronel Malucelli, vice de Cida Borghetti; e suplente no Senado e um dos principais coordenadores da campanha de Álvaro Dias à Presidência da República."

 

Veja aqui a traição de Cida Borghetti e Ratinho

 

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