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O CORRESPONDENTE

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O CORRESPONDENTE

21
Mai22

Casamento de Lula e Janja teve jingle, penetra e convidados famosos

Talis Andrade

Casamento Lula e Janja

Netos de Lula

Na noite mais fria do ano em São Paulo, grandes nomes de políticos de esquerda e artistas famosos festejaram os noivos

 
 
Foi em uma casa de eventos na Avenida Morumbi, na zona sul de São Paulo, que ocorreu o enlace do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rosangela “Janja” da Silva, marcando o terceiro casamento do petista.
 
Do lado de fora, fazia menos de 10ºC na noite mais fria do ano na cidade. Dentro, grandes nomes de políticos de esquerda e artistas famosos. A festa teve até penetra. 
 

Segundo convidados presentes, tanto Lula quanto Janja choraram durante a cerimônia e a festa. Um dos momentos mais tocantes foi quando as netas de Lula, que eram daminhas de honra, subiram até o altar.

“Foi tudo, choros e risos”, descreveu a cantora Duda Beat. “Cerimônia muito bonita”, disse Fernando de Morais, biógrafo de Lula.

Mas não passou em branco na festa o fato de que Lula quer ser presidente novamente: no telão, o vídeo de “Sem Medo de Ser Feliz”, single do petista lançado no início do mês. E após a cerimônia, alguns convidados gritaram: “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Apesar de o buffet estar reservado até as 3h30, os convidados começaram a sair mais cedo.

Por volta das 22h20, o cantor Gilberto Gil deixou o local. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), e o deputado Marcelo Freixo (PSB) saíram por volta das 23h30.

Os noivos se despediram dos convidados por volta da meia-noite. Lula e Janja não viajarão. Ficarão em São Paulo e terão alguns poucos dias de descanso, sem compromissos públicos.

Gilberto Silva 
@GilbertoL_Silva
Esse casal não tem nenhum cartão corporativo para a senhora fazer suas cínicas insinuações dona ... Porque não cobras os gastos do cartão corporativo do mito dos seus patrões, do e seu?...Image

 

Imprensa internacional repercute casamento de Lula e Janja

 

O casamento do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a socióloga Rosângela Silva, a Janja, repercutiu na imprensa internacional, em países da América Latina, Europa, Estados Unidos e na China.

A Bloomberg destacou que o casamento "aumenta as credenciais" de Lula como "homem de família" em pleno ano eleitoral. 

O Washington Post lembrou que Lula atualizou a descrição do seu perfil nas redes sociais logo após o casamento. O ex-presidente acrescentou que agora é “marido de Janja”.

O espanhol El País afirmou que "nenhum outro casamento foi tão anunciado nos últimos tempos no Brasil" quanto o de Lula e Janja.

O chinês South China Morning Post lembrou que Lula está em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais e fez uma pausa na pré-campanha para casar com uma mulher que também é sua companheira de partido.

O argentino Clarín publicou uma foto de Lula com Janja em sua edição impressa. 

 

Lula se casa pela terceira vez

casamentos-do-lula .jpg

por Hygino Vasconcellos /UOL

Prestes a se casar novamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 76 anos, já oficializou união outras duas vezes.

A última esposa foi Marisa Letícia Lula da Silva, que morreu em 2017 por conta de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), enquanto a primeira companheira foi Maria de Lourdes da Silva, com quem ficou pouco mais de dois anos.

O primeiro casamento de Lula foi com a tecelã Maria de Lourdes da Silva, em 25 de maio de 1969. Na época, a festa foi simples "com batatinha, pão, sanduíche, bolo e guaraná", segundo trecho de reportagem do jornal Hoje em Dia.

Em junho de 1971, Lourdes contraiu hepatite no oitavo mês de gravidez e precisou ser hospitalizada. Ela e o filho morreram durante uma cesárea de emergência, feita para tentar salvar a vida dos dois.

Lula disse que ela estava com anemia profunda e hepatite crônica e alegou negligência do hospital, segundo depoimento a Denise Paraná para a biografia autorizada "Lula, o Filho do Brasil".

"Ninguém me tira da cabeça que ela morreu por negligência da rede hospitalar do Brasil, por problemas de relaxamento médico", disse ele.

"Ela poderia ter sido melhor tratada. Morreu sem que houvesse nenhuma assistência para ela. Eu fui ao hospital e vi. Ela gritava, ela gritava, ela gritava. Não tinha um médico para atender, não tinha ninguém. Sinceramente, eu tenho muitas restrições a esses médicos que estavam no hospital. Hoje, eu tenho consciência de quanto um desgraçado de um pobre passa nos hospitais."

 

10
Mar21

"Não sigam nenhuma decisão imbecil deste presidente: tomem vacina", diz Lula durante discurso em São Bernardo

Talis Andrade

 

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante discurso em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, em 10 de março de 2021.
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante discurso em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, em 10 de março de 2021.REUTERS - AMANDA PEROBELLI

Em discurso inflamado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva agradeceu nesta quarta-feira (10) seus correligionários, e lideranças como o papa Francisco, além de chefes de Estado da América Latina. Ele criticou duramente o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e afirmou que não descansará até responsabilizar o ex-juiz Sérgio Moro pelas “mentiras” durante seu processo: “Deus de barro não dura muito tempo”, afirmou Lula.

Usando uma máscara vermelha com a estrela branca, símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no palanque montado no “mesmo sindicato” em que esteve antes de se “entregar para a Policia Federal”, lembrou. "Espero que todos vocês estejam usando máscaras", disparou, dando o tom firme do discurso que se seguiria, face a seus correligionários e ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato do PT às eleições presidenciais de 2018.

"Fui vítima da maior mentira jurídica destes 500 anos de história do Brasil", disse Lula, agora elegível após anulação da condenação feita pelo ministro do Supremo, Edson Fachin, nesta segunda-feira (8).

"A dor que eu sinto não é nada diante da dor de milhões de brasileiros que passam fome. Quase 270 mil pessoas que viram seus entes queridos morreram e sequer puderam se despedir de seus parentes amados, por causa desse desgoverno", declarou Lula, numa referência às vítimas brasileiras do coronavírus.

"Agradeço os heróis e heroínas do SUS, durante tanto tempo descredenciados politicamente. Se não fosse o SUS, teríamos perdido muito mais gente do que perdermos, por causa desse desgoverno no trato da saúde", criticou.

"Não são milicianos que precisam de armas para fazer terrorismo nas periferia matando meninos e meninas negros, a maioria das vítimas das balas neste país, precisamos é de vacinas", disse Lula.  

O ex-presidente Lula fez um agradecimento especial à prefeita de Paris. “Agradeço muito à Anne Hidalgo, que, durante a disputa da eleição dela, teve a coragem de me receber e me disse que a solidariedade vale mais do que a eleição, enquanto a direita [francesa] publicava artigos dizendo que ela ia perder [o mandato] por causa do convite que me havia feito”, disse Lula. “Ela me homenageou como cidadão de Paris e venceu as eleições”, acrescentou.

Lula agradeceu ainda personalidades como Pepe Mujica, Chico Buarque, Martinho da Vila, Raduam Nassar, “meu biógrafo Fernando de Morais, que nunca acaba de escrever essa biografia”, o alemão Martin Schulz, o Podemos espanhol, e “o pessoal da Vigília de Curitiba”: “Havia loucuras da Polícia Federal naquele lugar, um delegado que não sei se era [mentalmente] são provocava a vigília com insultos, os vizinhos ofendiam, e, durante os 580 dias, todo santo dia de manhã, eu ouvia aquelas pessoas chamando o meu nome”, disse o petista.

"A palavra desistir não existe no meu dicionário"

"Fachin cumpriu uma coisa que a gente reivindicava desde 2016, a decisão tardia que ele tomou. Cansamos de dizer que a minha inclusão e da Petrobras como criminoso é a razão da existência da “quadrilha de procuradores” e do Moro, era a única forma de pegar e me levar para a Lava-Jato", afirmou Lula. 

"Mas não troquei minha liberdade pela minha dignidade", continou. "Eu tinha certeza que esse dia chegaria. Esse dia chegou, com o voto do Fachin ao reconhecer que nunca houve crime da minha parte nem envolvimento na Petrobras. (...) A palavra desistir não existe no meu dicionário", completou.

"Continuarei brigando para que o [ex-juiz Sérgio] Moro seja continuado suspeito de se transformar no maior mentiroso da história do Brasil, e de continuar a ser idolatrado por quem quer me calar. “Deus de barro não dura muito tempo”, atacou.

Lula também fez questão de declarar apoio a seu aliado, Guilherme Boulos, do PSOL. "Boulos, você tem toda a minha solidariedade. Se a gente precisar invadir algo para te defender, faremos", disse emocionado, numa referência ao episódio em que Boulos invadiu, junto com o Movimento dos Sem-Teto, o triplex, naquela época atribuído a Lula pela Lava-Jato.

"Decisão imbecil" de Bolsonaro

“Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente da República, tome vacina!”, disparou Lula, num ataque direto ao presidente brasileiro. "As mortes poderiam ter sido evitados, se o governo tivesse feito o elementar. Governar é a arte de saber tomar decisões", criticou.

"O mínimo seria esse presidente ter criado uma comissão de crise, e toda semana orientar a sociedade brasileira sobre o que fazer, comprar vacinas de qualquer lugar do planeta”, alertou. “Um presidente que inventou uma tal de cloroquina, que Covid era coisa de maricas, de covardes”, disparou Lula. 

"Ele não sabe o que é ser presidente da República, nunca foi nem capitão, era tenente, se aposentou e foi promovido, nunca fez nada, explodiu quartel porque queria aumento de salário", atacou. "O poder da força do fanatismo, através das fakes news, o mundo elegeu o Trump, elegeu o Bolsonaro", continuou o ex-presidente.

Lula lembrou que fazia cinco anos que não falava com a imprensa: "me transformaram numa espécie de 'vírus', não podia falar com ninguém". 

Sou radical porque quero ir à raiz dos problemas desse país, quero um mundo melhor, onde as mulheres não sejam tripudiadas por serem mulheres”, onde as pessoas não sejam tripudiadas pelo que elas queiram ser, onde mundo onde possamos acabar com o maldito preconceito racial, um mundo onde o jovem possa transitar sem medo de levar um tiro, onde se respeite a religiosidade de cada um”, disse ainda Lula, antes de abrir para as perguntas dos jornalistas presentes no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Capa do jornal Folha de S.Paulo 11/03/2021
 
Capa do jornal O Globo 11/03/2021
Capa do jornal Folha de Pernambuco 11/03/2021

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