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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

05
Jun21

Criminalista acusa Bretas de negociar penas, orientar advogados e agir com MP

Talis Andrade

Capa da revista Veja 04/06/2021

por Consultor Jurídico

O advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no qual acusa o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da chamada "lava jato" no Rio, de negociar penas, orientar advogados e combinar suas ações com o Ministério Público. Trechos do acordo foram publicados na edição da revista Veja que começou a circular na manhã desta sexta-feira (4/6).

Segundo a reportagem, o advogado teria apresentado uma gravação na qual Bretas diz que vai "aliviar" acusações contra o empresário Fernando Cavendish, delator e que também chegou a ser preso pela "lava jato".

A revista transcreve a gravação, na qual Bretas afirma: "Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma  videoconferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar", diz Bretas na gravação. "E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos", diz em outro trecho do diálogo.

Leo seria o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da operação no Rio de Janeiro. Os "43 anos" se referem à decisão que condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, o que gerou temor generalizado nos réus.

 

05
Jun21

Após delação de advogado, OAB vai pedir afastamento de Marcelo Bretas ao CNJ

Talis Andrade

No ato com Caetano, artistas e juízes em apoio a Bretas, ninguém assume a  vírgula mal colocada - Jornal O GloboMarcelo Bretas, Caetano Veloso, juízes e outros artistas empunham a faixa de apoio ao magistrado, com a vírgula indevida Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Em 2017, lavajatismo cego fez artistas se manifestarem a favor de Bretas 

 

LAVANDO A "LAVA JATO"

por Consultor Jurídico

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil deverá encaminhar ao Conselho Nacional de Justiça e também ao Conselho da Justiça Federal um pedido de afastamento do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro, responsável pelos processos da chamada "lava jato" no estado. Segundo o advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho, o juiz negociou penas, orientou advogados e combinou estratégias com o Ministério Público.

O relato de Nythalmar consta de acordo de delação premiada aceito pela Procuradoria-Geral da República. As informações foram divulgadas na edição da revista Veja que começou a circular na manhã desta sexta-feira (4/6). Segundo a reportagem, o advogado apresentou uma gravação na qual Bretas diz que vai "aliviar" acusações contra o empresário Fernando Cavendish, delator e que também chegou a ser preso pela "lava jato".

A revista transcreve a gravação, na qual Bretas afirma:  "Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma  videoconferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar", diz Bretas. "E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos", diz, em outro trecho do diálogo. Leo seria o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da operação no Rio de Janeiro. Os "43 anos" se referem à decisão que condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, o que gerou temor generalizado nos réus.

24
Out20

Há 4 anos, advogado de réus da Lava Jato alvo de investigação tinha escritório nos fundos de papelaria em Campo Grande

Talis Andrade

 

 

14
Mar19

O superadvogado do juiz Marcelo Bretas

Talis Andrade

 

Assim como não existe o herói sem mácula, seja ele juiz ou procurador, não existe o milagre do advogado que se torna sumidade sem ter produção jurídica

Por Luis Nassif 

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Há tempos, venho apontando a falta de transparência nos acordos de leniência da Lava Jato do Paraná. De repente, advogados obscuros tornaram-se especialistas em delações premiadas, recebendo honorários milionários, superando escritórios de reputação nacional, como se fosse uma nova área da ciência do direito.

Sua especialidade não é o conhecimento jurídico, a capacidade de argumentar nas instâncias superiores, a interpretação dos códigos e das leis: é o acesso aos juízes e procuradores dos processos.

Com o instituto da delação premiada, juízes e procuradores ganharam um poder adicional. A premiação ou punição dos réus dependerá exclusivamente do julgamento pessoal do juiz, em relação à colaboração do réu. Não precisa seguir Código Penal e essas velharias impressas. Se achar que a colaboração foi satisfatória, alivia a pena do réu. Se não gostar, mantem a prisão preventiva por tempo indeterminada e as penas financeiras sobre todo o patrimônio do recalcitrante.

Cabe ao juiz definir de quanto vai ser a multa, de quanto do patrimônio do réu poderá ser preservado por ele, o tempo de prisão etc. Com uma penada, uma multa de US$ 15 milhões pode se transformar em US$ 5 milhões, corruptos notórios podem obter liberdade em pouco tempo e preservar parte relevante de seu patrimônio.

No Paraná, os advogados milagreiros são Eduardo Bretas, Antônio Figueiredo Bastos, Marlus Arns. Bastos chegou a ser acusado por doleiros de cobrar uma “taxa de proteção”, o que ele negou.

Na Vara de Marcelo Bretas, o Sérgio Moro do Rio de Janeiro, o superadvogado milagreiro se chama Nythalmar Dias Ferreira Filho, de 28 anos de idade.

Até 2016 tinha uma sala no fundo de uma farmácia de subúrbio, em Campo Grande. Seu escritório foi aberto em novembro de 2015, com capital social de R$ 15 mil, tendo como sócia Leticia Ferreira Tomé. Em agosto de 2016 passou a advogar na 7ª Vara Criminal, do juiz Marcelo Bretas,

Em pouco tempo, tornou-se o advogado preferido dos maiores réus do juiz Marcelo Bretas. Arthur Soares, o Rei Arthur, alvo de uma denúncia do MPF por compra de Votos para a Olimpíada de 2016, trocou seu advogado, João Mestieri, de uma banca reconhecida, pela do jovem gênio das delações.

Antes dele, já tinha conquistado como clientes Fernando Cavendish, da Delta Construções, Alexandre Accioly, o ex-Secretário José Mariano Beltrame, Pedro Correa e Marco de Lucca. Humilde, Nytalmar fez questão de agradecer em seu Twitter.

 Tem obtido vitórias brilhantes. Conseguiu reduzir a pena de Lucca para prisão domiciliar. Cavendish, envolvido em mil rolos, inclusive com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, conseguiu prisão domiciliar e, depois, numa vitória do bravo Nythalmar, foi liberado até dela, por serviços reconhecidos pelo implacável Marcelo Bretas.

Recentemente, foi ao presídio de Bangu oferecer seus préstimos ao ex-governador Sérgio Cabral. Como Cabral não aceitou, Nythalmar pediu que Cabral convencesse Eike Baptista a aceitar seus serviços.

Uma busca no Google revelará que o escritório Nythalmar Dias Ferreira Filho tem um sócio, a Advogada Leticia Ferreira Tomé. Uma busca nos exames da Ordem dos Advogados mostra que ela passou no exame da ordem de 2012, apenas 7 anos atrás.

Mostra também que a sócia de um escritório milionário passou em um concurso para a Secretaria da Saude de Belfort Roxo em 2016.

Assim como não existe o herói sem mácula, seja ele juiz ou procurador, não existe o milagre do advogado que se torna sumidade sem ter produção jurídica. Não se conhece uma peça jurídica de Nythalmar. Sua especialidade é a capacidade de persuadir um juiz supostamente implacável a rever suas penas para seus clientes.

Nesses tempos de empreendedorismo e de self-made-man, salve a inovação na área jurídica. Pode render mais do que uma startup dos nerds da Internet.

Mais cedo ou mais tarde haverá uma Lava Jato da Lava Jato.

 

18
Mai18

O arranjado de uma empresa "honesta" porque virgem e criada exclusivamente (não tem dois meses) para comprar o triplex do leilão de Moro

Talis Andrade

 

josecelsogontijo com propina.jpg

José Celso Gontijo corrompendo o governo de Brasília, fotograma de filme  

 

Para esconder o ladrão que comprou o triplex, no arrumadinho do leilão de Sergio Moro, publica, safada e mentirosamente, o jornal O Globo, para repetição das gerais:

 

Fernando Costa Gontijo deu o único lance que arrematou o triplex de Guarujá da OAS, avaliado em 1,5 milhão, por 2,2 milhões de reais.

 

Mais uma mentira da empresa Globo dos golpistas irmãos Marinho. Golpistas em todos os sentidos do termo. O safado que perdeu de tacada 700 mil reais. O bandido que comprou, e fez o depósito dos 2,2 milhões de reais: um velho conhecido da Polícia Federal, e da Justiça Federal: o corrupto José Celso Gontijo.

 

Todas as empresas de José Celso Gontijo estão envolvidos em safadezas mil. Para comprar o triplex criou, coisa jamais vista, uma empresa exclusiva, portanto virgem, a Guarujá Participação, registrada em março último na Junta Comercial do Distrito Federal, lugarzinho promíscuo onde José Celso Gontijo casa e batiza.

 

ana maria gontijo e josé celso.jpg

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Escreve o colunista Marcio G: "José Celso Gontijo, o homem da propina, e sua mulher, Ana Maria, que esbanjam $ no DF

 

Publica José Celso Gontijo o seguinte perfil: "O engenheiro civil José Celso Gontijo graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG), em 1967. No mesmo ano veio trabalhar em Brasília, onde casou-se com Ana Maria Gontijo, em 1970. O casal tem três filhas – Melissa, Isabela e Tamara – e duas netas – Ana Maria e Ana Cecília.

 

Desde 1972, José Celso Gontijo trabalha junto com o Fernando Queiroz. Em 1980 constituíram a Via Engenharia. Passados 21 anos de grandes realizações no mercado de obras públicas e imobiliárias, em janeiro de 2001 a Via Engenharia foi cindida dando origem a três novas empresas: a Via Dragados, joint venture com a maior empresa espanhola de engenharia e uma das maiores do mundo – a Dragados Obras y Proyectos – caracterizando o braço responsável pelas obras públicas e privadas, sob o regime de empreitada; a Via Concessões, responsável por concessões de estradas e a Via Empreendimentos Imobiliários, voltada para o mercado imobiliário.

 

Por motivos ideológicos e sucessórios os dois amigos e empresários fizeram, em dezembro de 2003, a cisão acionária da Via Empreendimentos Imobiliários. Com a cisão Fernando Queiroz continuou com a marca Via, tornando-se único acionista e o engenheiro criou a José Celso Gontijo Engenharia S.A., com parte dos 50% dos ativos da Via Empreendimentos e voltada exclusivamente para o mercado imobiliário com atuação focada em Brasília e Rio de Janeiro, e com previsão de expansão dos negócios para São Paulo e Belo Horizonte. Fernando e José Celso continuam amigos e sócios na Via Dragados e Via Concessões". Transcrevi trechos

 

 José Serra recebeu propina de Gontijo, ou melhor da esposa dele. Escreve Najla Passos: 

 

"O candidato pelo PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, é o mais novo alvo das investigações da CPMI do Cachoeira. Candidato à Presidência da República em 2010, ele recebeu uma doação milionária de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, esposa de José Celso Gontijo, acusado de participar do esquema criminoso do contraventor.

 

Gontijo é aquele empreiteiro flagrado em vídeo, em 2009, pagando propina para o chamado mensalão do DEM, durante o governo do também tucano José Arruda no Distrito Federal. E, nas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre membros da quadrilha de Cachoeira, é apontado como o responsável pela entrada da Construtora Delta no Distrito Federal.

 

A doação de Ana Maria chamou a atenção da Receita Federal pelo valor recorde: R$8,2 milhões. Como a legislação eleitoral só permite que uma pessoa física doe 10% dos seus rendimentos anuais, ela precisaria ter recebido R$7 milhões por mês durante 2009. Algo, no mínimo, incomum. Os membros da CPMI aprovaram a convocação de Gontijo e a do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. E também a de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-captador de recursos da campanha de José Serra. Leia mais para você entender porque escondem o nome verdadeiro de Gontijo. 

 

 

 

 

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