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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

09
Jan21

Operação Alba Branca vira vermelha para Rodrigo Maia eleger o presidente da Câmara

Talis Andrade

Baleia Rossi assume presidência do MDB Nacional | O Defensor | O Portal de  Notícias de Taquaritinga e região

Baleia Rossi o candidato ideal das oposições, para o continuísmo de Rodrigo Maia, a perpetuação do MDB na presidência da Câmara dos Deputados, e o garantismo de Jair Bolsonaro do engavetamento de mais de 60 pedidos de impeachment. & outros mais durante os anos de 2021 e 2022. 

Bolsonaro ganha com Arhur Lira (que pede também os votos da oposição) e ganha com Baleia Rossi (que também pede os votos dos governistas).

Narra a Wikipédia sobre Baleia Rossi:

Foi eleito deputado federal em 2014. Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos PúblicosPor aclamação, foi escolhido líder da bancada do PMDB em maio de 2016. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.

 

Em agosto votou contra a abertura de processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Na sessão do dia 25 de outubro de 2017, o deputado, mais uma vez, votou contra o prosseguimento da investigação do então presidente Michel Temer, acusado pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. O resultado da votação livrou o Michel Temer de uma investigação por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Operação Alba Branca foi contra uma organização criminosa instalada em 30 prefeituras paulistas e também na Secretaria da Educação do governo de São Paulo, envolvida no fornecimento de sucos e alimentos para escolas. O ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB) foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em outubro de 2018, a pedido da Procuradoria Geral da República, o Supremo Tribunal Federal arquiva o caso citando Baleia Rossi. O procurador-geral afirmou "não haver provas". 

Em 2018, foi reeleito para seu segundo mandato como deputado federal, com mais de 214 mil votos.

Em 2019 foi eleito presidente nacional do MDB.

 

14
Ago18

Famiglias e luta de classes no judiciário brasileiro

Talis Andrade


Duas reportagens da Agência Pública, uma dessa semana e outra de dezembro de 2016, mostram que "justiça" no Brasil é uma questão de classe social, de famiglia, de clã

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Duas reportagens da Agência Pública (https://apublica.org), uma dessa semana e outra de dezembro de 2016, mostram que “justiça” no Brasil é uma questão de classe social, de famiglia, de clã. A mais recente destrincha as relações familiares e de negócios, mais do que simples compadrio, entre membros da força-tarefa da Lava Jato, as bancas advocatícias e o poder político que atravessa gerações no Paraná. “Eles se conhecem muitas vezes desde a infância, porque os pais já se conheciam. Frequentaram as melhores escolas, universidades, têm sociabilidade em comum. Quer dizer, vivem na mesma bolha. Têm as mesmas opiniões e gostos políticos e ideológicos. E todos têm conexão com a indústria advocatícia, com os grandes escritórios jurídicos”, afirma o professor de sociologia Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As informações fazem parte de um estudo inédito realizado por pesquisadores da UFPR que será publicado em livro nas próximas semanas.

 

A segunda traz também os envolvimentos familiares, de convívio social e identidade ideológica entre os membros do Ministério Público e os políticos em São Paulo a partir de uma pesquisa da Conectas Direitos Humanos. Não à toa, quando assumiu o cargo de Ministro da Justiça do governo golpista de Temer, o ex-procurador do MP Paulista, Alexandre de Moraes, afirmou que “a diferença em relação ao governo federal (do PT e não do MDB) é que o governo de São Paulo é honesto” (http://www.vermelho.org.br/noticia/280927-1). Antes de assumir o ministério e depois a cadeira de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, Moraes havia sido duas vezes secretário do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin – PSDB (primeiro na Secretaria de Justiça e Cidadania-2004 a 2005, depois na Secretaria de Segurança Pública-2014 a 2016) e uma vez secretário do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab – PSD (Transportes- 2007 a 2010). Quando da indicação ao STF, os Jornalistas Livres publicamos duas reportagens sobre plágios acadêmicos do ministro (https://jornalistaslivres.org/2017/02/professor-da-ufmg-acusa-alexandre-de-moraes-de-plagio/ e https://jornalistaslivres.org/2017/02/mais-um-plagio-de-alexandre-de-moraes/) mesmo assim o Congresso golpista aceitou a indicação de Temer.

 

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Outro exemplo, é a do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), que acaba de, finalmente, se tornar réu (por 12 votos a 9) no Escândalo da Máfia da Merenda, denunciado em 2016 e que foi alvo de várias matérias pelos Jornalistas Livres (https://jornalistaslivres.org/?s=capez). A reportagem da Pública aponta que “Capez tem fortes ligações com a Promotoria e o Judiciário. Não apenas fez carreira como promotor do estado como seu irmão, Flávio Capez, é procurador aposentado. Outro irmão, Rodrigo Capez, é juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e foi instrutor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. A esposa de Fernando e uma de suas cunhadas também fazem parte do corpo do MPSP.”

 

É a boa e velha luta de classes reproduzida dentro do judiciário: funcionários públicos que não se reconhecem como trabalhadores (e nem como funcionários públicos, por isso pedem estado mínimo) e portanto mantém a ferro, fogo e pena a luta desigual contra os outros 90% da população.

 

Leia a reportagem completa da Pública sobre a “justiça” no Paraná em https://apublica.org/2018/05/integrantes-da-lava-jato-vivem-na-mesma-bolha-diz-pesquisador-da-ufpr/?utm_source=Inscritos+no+site&utm_campaign=2831560ef6-EMAIL_CAMPAIGN_2018_05_10&utm_medium=email&utm_term=0_eaf96d902a-2831560ef6-288495585 e a sobre o MP de São Paulo em https://apublica.org/2016/12/teias-de-influencia-o-ministerio-publico-e-o-governo-paulista/?utm_source=Inscritos+no+site&utm_campaign=2831560ef6-EMAIL_CAMPAIGN_2018_05_10&utm_medium=email&utm_term=0_eaf96d902a-2831560ef6-288495585

 

24
Jun18

Capez amigo de Moro e a Máfia da Merenda: irmão de tucano é auxiliar de Toffoli no STF

Talis Andrade

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Moro e Capez na reunião do LIDE de João Doria

por Ramiro César

 

Gilmar Mendes tem a chance de corrigir uma “injustiça”.

 

Trata-se do HC que, sabe-se lá por quê, caiu em suas mãos e que tem como objetivo anular a ação penal contra o deputado estadual do PSDB de São Paulo Fernando Capez, ex-presidente da Assembleia, sobre a participação do tucano na Máfia da Merenda.

 

A injustiça reside no fato de que a investigação e o andamento dentro do Ministério Público de São Paulo terem fugido ao padrão.

 

Em quatro anos, o MPSP conseguiu apurar a denúncia, realizar operações, prender envolvidos e obter aceitação do órgão especial do TJSP para denunciar Capez.

 

Não se tem notícia de que uma denúncia contra um tucano tenha tramitado com tal velocidade desde a criação do Ministério Público Paulista.

 

Capez deve suspeitar de tamanha distinção e celeridade: rixa interna em sua instituição de origem. Quem conhece o dia a dia do MPSP sabe das duras disputas ali travadas.

 

Promotor de Justiça desde janeiro de 1988, ganhou popularidade e virou figura fácil nos telejornais da Globo por conta da sua atuação contra as torcidas organizadas. Em 2002, voltou a ganhar destaque com a Máfia do Lixo na prefeitura de São Paulo.

 

 

Em 2006, a Procuradoria Regional Eleitoral entrou com pedido de impugnação de sua candidatura junto ao TRE-SP, que a acatou, mas ele concorreu graças a recurso no TSE.

 

Com os votos já computados e a vaga assegurada, a decisão do TSE permitiu que integrantes do MP antes da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 88, pudessem optar pela carreira política sem a necessidade de abrir mão do cargo no MP.

 

Ou seja, se condenado por corrupção agora, Capez tem seu cargo de Promotor de Justiça assegurado.

 

O mesmo caminho que seguiu Demóstenes Torres.

 

O senador e Procurador de Justiça em Goiás, após o escândalo conhecido como a Máfia dos Caça-Níqueis, viu sua virtuosa carreira política manchada pelo seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e acabou cassado em 2012.

 

Capez tem ainda a seu favor uma carta na manga.

 

Seu irmão, Rodrigo, é juiz instrutor no gabinete da vice-presidência do STF, ocupada pelo Ministro Dias Toffoli, um dos melhores amigos de Gilmar naquela Corte.

 

24
Mai18

Fernando Henrique vendeu 36 por cento das ações da Petrobras. Lava Jato defende acionistas estrangeiros

Talis Andrade

Em abril de 2015 mostrei que a Lava Jato constitui uma manobra do juiz Sergio Moro a serviço dos Estados Unidos. Para botar areia na refinaria de Abreu e Lima, uma parceria do Brasil com a Venezuela, uma parceria de Hugo Chávez com Lula, que os tios Sam e Patinhas, mais os sobrinhos patos dourados Willians, Capez, Doria e Fiesp condenaram.

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Foto tirada este mês nos Estados Unidos: Willians (E), Mooro, e um tucano bilionário (D) - Divulgação/LIDE

 

O Brasil desde 1980 estava proibido de construir refinaria, para continuar entregando o petróleo a preço de banana, e comprar, pelos olhos da cara do povo brasileiro, o óleo, o gás e a gasolina dos Estados Unidos.

 

Essa de pegar ladrão, da afinada Lava Jato, uma cantoria de ninar para moça bonita dormir. Que o governo de Fernando Henrique vendeu ações da Petrobras, para o Brasil deixar de ser sócio majoritário, e fez cinco leilões do Pré-Sal. Temer entregou o resto. Que para o Brasil voltar a ser vassalo, tramaram o golpe em todos os sentidos do termo.

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Denunciou Evo Morales, presidente da Bolívia, que o governo do Brasil possui apenas 22% das ações. Isso em 2006.

 

A Operação Lava Jato atende mais os interesses de um George Soros, o maior acionista da Petrobras, empresa de economia mista, com o capital pra lá de misturado. Bote misturado nisso.

 

Com a danação de que o povo paga os prejuízos, e o lucro - defendido por Moro - fica no bolso dos acionistas estadunidenses. 

 

 

 

23
Mai18

Brasil de volta ao mapa da fome

Talis Andrade

 

 

É consenso que se alimentar de forma saudável é fundamental para o desenvolvimento integral de todos indivíduos. Segundo informações do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, o Brasil alcançou, nas últimas décadas, importantes mudanças no padrão de consumo alimentar devido à ampliação de políticas sociais nas áreas de saúde, educação, trabalho, emprego e assistência social, escreveu Ana Luiza Basílio em uma reportagem que informa:

 

Segundo a resolução 26 de 17 de junho de 2013, do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da Educação Básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar), as unidades escolares que atuam em período integral devem atender, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias das crianças e adolescentes, distribuídas em pelo menos três refeições.

 

O artigo 14 da mesma resolução traz diretrizes de como deve ser planejado o cardápio escolar que, por sua vez, deve considerar a cultura e os hábitos alimentares locais, além da vocação agrícola da região. Vanessa ainda coloca que é fundamental que o nutricionista considere fatores como faixa etária e os horários das refeições para melhor adequar os tipos de alimentos, além de realizar testes de aceitabilidade com os estudantes.

 

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Crédito: Tabela feita por Vanessa Manfre, com base em dados do FNDE

 

Em relação aos nutrientes, a nutricionista Vanessa Manfre coloca que uma alimentação saudável deve ser composta essencialmente por alimentos in natura, como arroz, feijão, frutas, hortaliças, ou minimamente processados, como carnes já cortadas e leite pasteurizado.

 

A recomendação é que os alimentos industrializados sejam consumidos com menor frequência. “A nossa legislação também discorre sobre isso para as escolas. Os alimentos que contêm calorias vazias, ou seja, que não agregam valor nutricional, devem ser servidos no máximo em duas porções na semana e devem ter, no máximo, 110 calorias”, coloca a nutricionista, alertando também  para a existência de diretrizes sobre o consumo de açúcar, sódio e gordura. Leia mais aqui 

 

Este correspondente editou várias reportagens denunciando que a mortalidade infantil cresceu com o golpe de Temer e sua política de cortes para atender para atender a ditadura econômica do FMI. 

 

A política genocida de Temer e Meirelles colocou o Brasil no mapa da fome. Paralelamente crescem as denúncias de roubo da merenda escolar. Roubo praticado por corruptos como o deputado tucano Fernando Capez, amigo da dupla Moro e Doria, e ex-secretário de Alckmin.

 

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Para completar Temer ameaça cortar a farmácia popular. Mais da metade da população sobrevive com menos de 900 reais. Quem ganha o salário mínimo não tem dinheiro para comprar medicamentos. 

 

O ex-presidente Lula este ano, antes de ser preso, contatou várias comunidades.

 

Fome, desemprego e perda de direitos históricos. Esses são alguns exemplos do impacto do golpe na vida dos brasileiros, na avaliação do ex-presidente, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.

 

Para reverter esse cenário, Lula afirma que vai convocar um referendo revogatório, caso se candidate e seja eleito em 2018.

 

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Sobre as eleições presidenciais: “Eu não precisava ser candidato a presidente. Eu já fui, já fui bem sucedido. Mas eles cutucaram a onça com vara curta e a onça vai brigar“. Na entrevista, Lula volta a denunciar o papel da Rede Globo na perseguição política contra ele, em aliança com o Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. 

 

O ex-presidente afirma ainda que a Reforma da Previdência “é contra o trabalhador, contra o pobre“. E a respeito da questão agrária, Lula destaca o papel preponderante do agricultor familiar – e não do agronegócio – na produção da maior parte do alimento que chega à mesa dos brasileiros. Leia a entrevista

 

23
Mai18

Capez, protegido de Moro, denunciado como ladrão da merenda desde abril de 2016

Talis Andrade

 

SERGIO MORO  CAPEZ  E  DORIA.jpg

 

 

 

Outras denúncias já existiam na imprensa brasileira. Tanto que, na primeira semana de abril de 2016, o jornal espanhol El País publica, em reportagem assinada por Marina Rossi:

 

No final do ano passado, a oposição ao projeto de reorganização escolar do Governo Alckmin (PSDB) fez com que os secundaristas de São Paulo protagonizassem o mais importante movimento estudantil dos últimos anos. No auge das mobilizações, mais de 200 escolas foram ocupadas e milhares de estudantes foram às ruas contra o projeto que fecharia ao menos 92 colégios e forçaria a transferência de mais de 300.000 — e venceram. Agora, seis meses depois, elementos desse quadro podem ser o combustível para uma nova onda de manifestações. Os estudantes mantêm a organização e agora voltam suas energias para protestar por temas relacionados: o escândalo de desvios de verba na compra da merenda da rede estadual, em que estão acusados aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e o que veem como queda da qualidade da alimentação oferecida nos colégios.

 

Os estudantes, nas ruas novamente, agora pedem a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. O projeto já existe na Assembleia Legislativa, mas faltam as assinaturas necessárias para que seja aberto. Os estudantes também reclamam que desde o início deste ano a merenda de muitas escolas se transformou, de uma refeição de arroz e feijão em bolacha e suco. A oferta de alimentos oscila, dizem os alunos. Para ilustrar, uma página no Facebook chamada Diário da Merenda publica imagens do que está sendo servido pelas escolas.

 

A mobilização estudantil segue o passo do crescimento do escândalo da merenda. Desde o ano passado, a Operação Alba Branca investiga o pagamento de propinas, fraudes de licitações e superfaturamentos de produtos agrícolas usados nas merendas da rede estadual. A operação foi deflagrada em janeiro deste ano, quando o lobista e peça-chave do esquema, Marcel Ferreira Julio, teve a sua prisão decretada. Na época, ele foi dado como foragido, mas acabou se entregando no último dia 31. Foi solto na semana seguinte, após fazer acordo de delação premiada. No depoimento de colaboração com a Justiça, de acordo com a Folha de S. Paulo, ele citou o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Fernando Capez (PSDB), como um dos beneficiários do esquema. Capez nega seu envolvimento no caso e se considera uma vítima de uma citação que estaria politicamente motivada. Leia mais aqui

 

 

 

23
Mai18

Polícia Federal investiga gestões tucanas sobre roubo de verba da merenda escolar

Talis Andrade

Operação Prato Feito, deflagrada nesta quarta-feira, apura mais um esquema de desvio de verbas da merenda escolar em SP

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O deputado estadual Fernando Capez (PSDB) vira réu no caso da Máfia da Merenda 

 
Leonardo Fernandes
 
 

No dia 9 último, o prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral paulista, foi preso, alvo na chamada operação Prato Feito, da Polícia Federal (PF), que investiga desvios de verbas da União para o setor da educação em cidades de quatro estados: São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal. Na residência dele foram encontrados R$ 5,3 milhões que, segundo a PF são de origem desconhecida. 

 

A operação, resultado de uma investigação da PF, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), apura irregularidades em 65 contratos avaliados em R$ 1,6 bilhão. 19 ordens judiciais foram cumpridas em seis cidades das regiões da Baixada Santista e do Vale da Ribeira, em São Paulo.

 

A defesa do prefeito afirmou que o cliente tentará provar sua inocência. Artur Prócida está no quinto mandato como prefeito de Mongaguá. 

 

As investigações apuram a atuação de grupos criminosos para fraudar cerca de 65 contratos de licitações para o fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático, entre outros serviços. Segundo as autoridades, 85 pessoas estariam envolvidas no esquema, entre elas 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos e 40 funcionários de empresas fornecedoras. 

 

Também foram realizadas buscas na sede da prefeitura da capital paulista e na Secretaria Municipal de Educação. Em nota, a prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB) declarou que a foi disponibilizada “a documentação necessária e está colaborando com as investigações da Polícia Federal”.

 

A operação Prato Feito coincide com o recebimento da denúncia contra o deputado do PSDB, ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez, pelo Tribunal de Justiça do Estado. Por 12 votos a 9, a corte decidiu transformar o parlamentar em réu pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no esquema conhecido como a Máfia da Merenda. 

 

Na ação, o Ministério Público do estado acusa Capez de haver recebido propina da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), por meio da intermediação de um lobista, para interferir a favor da cooperativa. O esquema foi conhecido depois da operação Alba Branca, em 2016, que identificou irregularidades em contratos da Secretaria Estadual de Educação do governo de Geraldo Alkimin (PSDB) e em prefeituras do estado. 

 

Segundo a denúncia, R$ 1,11 milhão teria sido desviado para pagar despesas de campanha de Capez, quando concorreu à vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2014. 

22
Mai18

Moro nunca fez questão de parecer imparcial

Talis Andrade

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CONVIVE COM TUCANOS — E IGNORA CÓDIGO DE ÉTICA DOS JUÍZES

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