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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Out21

"Enquanto 19 milhões de Brasileiros passam fome, Eduardo Bolsonaro brinca de sheik em Dubai

Talis Andrade

 

bolsonaro eduardo dubai.jpeg

 

 
 
Vivi Reis
A FAMILÍCIA TÁ LUXANDO ENQUANTO O POVO TEM FOME! Assim como nesta manhã viralizou a foto de Eduardo Bolsonaro em sua viagem de luxo com a família, na comitiva do governo a Dubai, outro vídeo emblemático tomou as redes: brasileiros revirando sacos de lixo para sobreviver.
Reinaldo Azevedo
Vc tinha alguma dúvida de natureza moral sobre a viagem de Eduardo Bolsonaro, mulher e filha para Dubai? Tudo resolvido. Ela explicou: fizeram isso em defesa da família.
Ivan Valente
Eduardo Bolsonaro e família na comitiva de 69 aspones em Dubai ao custo de 3,9 milhões em dinheiro público. Brinca de Sheik e tem a cara de pau de dizer que foi atrás de empregos, é o escárnio completo enquanto o povo brasileiro passa fome.
Hildegard Angel
Palhaçada do Sheik Eduardo Bolsonaro custou R$ 3,6 mi aos cofres públicos e incluiu 69 aspones do governo, em Dubai.
Fernanda Melchionna
Eduardo Bolsonaro, que está prestes a ser indiciado no relatório final da CPI, levou a família para passear em Dubai junto com a comitiva de 69 pessoas que vai gastar mais de R$ 3 milhões na viagem. E ainda posa como Sheike. É muita cara-de-pau. Um escárnio com o povo brasileiro.
Sâmia Bomfim
Enquanto o povo brasileiro amarga a fome e a miséria, Eduardo Bolsonaro e uma comitiva do governo passeiam em Dubai numa viagem que custará aos cofres públicos cerca de R$ 3,6 milhões.

eduardo bolsonaro deserto.jpeg

 
 
Chico Alencar
Enquanto o povo brasileiro passa fome, Eduardo Bolsonaro brinca de se fantasiar de sheik com a família em Dubai. O custo dessa viagem sai do bolso de quem tá sem emprego e dinheiro para comer, lutando pra sobreviver. Atitude vergonhosa e irresponsável. É um deboche grotesco!
Charge Nando Motta
Alice Portugal
Enquanto 19 milhões de brasileiros passam fome, enquanto a fila do osso cresce, enquanto + da metade da população está em situação de insegurança alimentar, Eduardo Bolsonaro brinca de sheik ostentando em Dubai. A farra, bancada com dinheiro público, deve custar R$ 3,6 milhões!
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13
Mai21

Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco

Talis Andrade
Marcio Vaccari | Humor Político – Rir pra não chorar
 
Maria do Rosário no Twitter
 
Maria do Rosário
O 13 de maio de 1888, apesar de marcar a data oficial do fim da escravatura no Brasil, na verdade, deu início à falsa ideia de que as pessoas negras teriam sido inseridas em uma sociedade que os trataria com dignidade e em condições de igualdade. Isso nunca aconteceu.
Nossa homenagem à força e talento da maravilhosa RUTH DE SOUZA. No Centenário de seu nascimento a ⁦⁦⁩ e o ⁦⁦⁦⁩ destacam sua trajetória pela cultura e pela liberdade no Brasil. Viva Ruth! ⁦⁦
Centenário de Ruth de Souza - Fundação Perseu Abramo
fpabramo.org.br
Intolerável. Num país em que se fomenta o ódio contra as mulheres e se promove a violência, esta cultura faz uma vítima a cada 100 minutos. É preciso q políticas de prevenção, educativas e de acolhimento de mulheres observem este dado, além da responsabilização dos estupradores.
@universa_uol
EXCLUSIVO: A cada 100 minutos, Brasil registrou pelo menos um caso de estupro coletivo.Image
Desigualdade extrema. Desrespeito extremo à vida humana.
Não paga 600 reais pra q famílias passem o mês e comprou quantos quilos dessa picanha à 1.799 o quilo pra almoçar? Sem-vergonhice.

milicia-no-divã-picanha.jpg

Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco com picanha que custa R$1.799 o quilo
13
Mai21

'Já matei sim e muito!', confessa deputado Éder Mauro na Câmara dos Deputados

Talis Andrade

 

berçario chacina.jpg

 

Parlamentar defendeu a Chacina de Jacarezinho: "Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas"

 

por Thiago Vilarins /O Liberal

 

- - -

Em meio a uma discussão com deputados do PT e do PSOL durante a reunião deliberativa de hoje (12.05.21) da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, o deputado Éder Mauro (PSD-PA) disse que já matou muita gente, completando em seguida, que eles todos eram bandidos.  "Eu, infelizmente, já matei sim. E não foram poucos não, foi muita gente. Agora, tudo bandido, nenhum era cidadão de bem, nenhum era pai de família, nenhum era cidadão que pudesse estar na rua trabalhando para levar sustento para sua família. Eram pessoas como aquelas que morreram lá em Jacarezinho, que destrói famílias, que levam drogas para os seus filhos", esbravejou o parlamentar, se referindo ao tempo em que atuou como delegado de polícia no Pará.

A comissão estava discutindo o Projeto de Lei (PL) 548/2019, que dispensa as reuniões presenciais em condomínios por votação eletrônica. A confusão começou logo após a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava discursando de forma remota, ter a sua fala interrompida pela queda da internet. Logo em seguida, o deputado Eder Mauro comemorou a interrupção agradecendo a Deus o fim do discurso da deputada. Ofendidos, os deputados de esquerda, como Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que também participavam da sessão de forma remota, rebateram o parlamentar paraense, o acusando de machista, covarde, matador e torturador. 

"Sou casado há quase vinte anos com uma mulher. E é uma mulher, não é uma barata. Vim de uma mãe e não de uma chocadeira. Então, não tenho medo desse pessoal, nem um pouquinho. Pode-se fazer de vítima, chorar, espernegar, fazer o cacete aqui nesta sessão, que eu não vou baixar a cabeça e não vou me calar também", rebateu Eder Mauro, citando o PL 3.369/2015, de autoria do deputado Orlando Silva, que tem como objetivo ampliar o reconhecimento de famílias pelo Estado brasileiro, englobando, por exemplo, a adoção por casais homossexuais e os casos em que crianças são educadas por tios e avós. Para o paraense a intenção da proposta é de "legalizar o incesto".

"Esse deputado de esquerda, chamado Orlando Silva, que vem defender deputadas viúvas do Lula, deveria se virar para todo esse país e mostrar o projeto dele que autoriza que pai possa casar com filha, e irmã com irmão. Isso sim é uma covardia. Então, eu não vou me calar, em nenhum momento. Se eles pensam que eu tenho medo deles, eu não tenho nenhum pouco. Queria vocês aqui, fisicamente, para a gente poder discutir olhando olho no olho", queixou-se o deputado paraense, completando que os seus opositores são defensores de bandidos.

Vão dormir e esqueçam de acordar"

"Passaram a semana toda protegendo os 26 que morreram em Jacarezinho. Foi pouco. Deveriam ter mais operações dessas. Lamento apenas a morte do policial, que deixou a mãe, e doente não tem mais quem a proteja. Portanto, seus comunistas de plantão, vão retirar as propostas que vocês têm aqui para destruir a família. Deputado Orlando Silva, que quando vem defender fala macio, dizendo que deveríamos respeitar as mulheres, aqui tem deputada, a presidente é uma deputada, são respeitadas como qualquer um. Agora discussões de ideia, eu não aceitar que vocês possam chamar os outros de torturadores, de assassinos, e nós não podemos dizer nem 'Graças a Deus'. É brincadeira. Vão dormir e esqueçam de acordar", finalizou.

Eduardo Bolsonaro se refere a deputadas como "portadoras de vagina"Tudo sobre ela

Éder Mauro sempre secunda o deputado Eduardo Bolsonaro, também policial e da bancada da bala, nas falas reacionárias, sexistas, racistas e extremistas da direita volver. TRIBUNA DA INTERNET | Após saída de Moro, bancada da bala quer emplacar a  recriação do Ministério da Segurança Pública

Eduardo Bolsonaro
@BolsonaroSP
Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep.
@EderMauroPA
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
Eduardo, teu pai já disse uma vez que não estupraria uma mulher pq ela não 'merecia'. Agora, tu reduzes elas a 'portadoras de vagina'. Dói ver que nós estamos ganhando espaço, né? Sugiro que se abrace e afunde junto com os autoritários. Não vamos retroceder nem um milímetro.Image

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou as parlamentares mulheres da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), dizendo que elas são “portadoras de vagina”. As informações são da Folha.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) vai protocolar uma representação contra o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, segundo ela, deputadas de todos os partidos devem endossar o documento.

“Ele agrediu todas as parlamentares, inclusive as do partido dele”, disse Joice.

Eduardo Bolsonaro publicou em seu Twitter um vídeo da CCJ em que o deputado Éder Mauro (PSD-PA) discutia com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), dizendo que ela precisava de “um médico”, pois “não para de falar”.

“Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep. @EderMauroPA 1.000°”, disse Eduardo.Carlos Morel on Twitter: "Charge de Jaguar, Folha de SP 25/1/2019: Idade  mínima para porte de arma!… " 

13
Mai21

Deputado serial killer do Pará confessa assassinatos

Talis Andrade

Revista Fórum - O deputado bolsonarista Éder Mauro (PSD-PA), membro da bancada da bala, ameaçou deputadas de esquerda nesta quarta-feira (12), durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Aos gritos, o parlamentar tentou interromper as falas das deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Fernanda Melchionna (PSOL-RJ), assumindo que já matou “muita gente” e desejando a morte das congressistas.

“Pode se fazer de vítima, espernear, fazer o cacete nessa porra dessa sessão (…) E vou dizer mais, senhoras deputadas de esquerda: eu, infelizmente, já matei sim, não foi pouco, não, foi muita gente. Tudo bandido. Queria que estivessem aqui para discutir olho no olho. Vão dormir e esqueçam de acordar!”, disparou o serial killer, que antes havia chamado Maria do Rosário de “Maria do Barraco”.

Fernanda Melchionna, então, rebateu: “Engraçado como invertem. As vítimas como se fossem os algozes. Ele disse ‘tomara que durmam e não acordem amanhã’. Se eu não acordar amanhã o Brasil inteiro vai saber, porque fui ameaçada nessa Comissão. E a presidente não faz nada. Tirou das notas taquigráficas uma ameaça à vida”.

E prosseguiu: “Mas não tenho medo de ti. Não tenho medo de torturador. Eu vou acordar amanhã, mas se eu não acordar, tenha certeza que o Brasil viu sua ameaça. Não tenho nenhum problema quando nós divergimos na política, no conteúdo. O que eu tenho problema é a tentativa sistemática de silenciar as mulheres pela condição de gênero. Se vão nos tolher a palavra porque não estamos aí, não se preocupe, vamos estar aí amanhã. Não tenho medo da extrema-direita. Sei que você é perigoso. Tu mesmo confessou que é um assassino”.

 
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
O que aconteceu hoje na CCJ é inadmissível. O deputado Éder Mauro, bolsonarista ferrenho, assumiu que é um assassino e desejou que as deputadas de esquerda "não acordassem amanhã". Queria que ele tivesse dito isso na minha cara! Covarde! Não nos calarão!
 
Após a sessão, a deputada federal Maria do Rosário divulgou nota sobre o ocorrido. “Assim agindo, este deputado uma vez mais desrespeitou a mim e outras colegas, em uma conduta completamente atentatória ao Regimento Interno da Câmara, ao Código de Ética e Decoro Parlamentar e ao Código Penal. Também confrontou o respeito à igualdade de gêneros preconizado nos regimes democráticos, mas profundamente atacado nos dias atuais em que tem sido abandonada a noção de igualdade e de direitos humanos”, escreveu a petista.
 
Veja vídeo da confissão de assassinatos e comunicado da deputada Maria do Rosário aqui
 
26
Abr21

Oposição critica Bolsonaro por foto com “CPF cancelado”

Talis Andrade

 

Expressão é usada por grupos de extermínio

PODER360 
Uma série de políticos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro foram às redes sociais criticar uma fotografia que o mandatário tirou junto ao apresentador Sikêra Jr., na qual ambos seguram uma réplica aumentada de um CPF com uma tarja vermelha, na qual está escrito “cancelado”. Os ministros Milton Ribeiro (Educação) e Gilson Machado (Turismo) também aparecem no registro.

A expressão “CPF cancelado” é usada por policiais e grupos de extermínio em referência a alguém que foi assassinado, geralmente, por um grupo inimigo. Para os críticos, o presidente errou ao tirar a fotografia não só por seu cunho violento, mas no contexto da pandemia de covid-19. Até este sábado (24.abr), 389.492 brasileiros morreram por causa da doença.

Às 15h deste domingo (25.abr.2021), a expressão ocupava os tópicos mais comentados do Twitter com 35,1 mil menções.

A foto foi tirada depois da participação do presidente no programa Alerta Especial, da TV A Crítica, de Manaus (AM). Ao longo da entrevista, o presidente fez comentários homofóbicos e xenofóbicos. “Esse queima ou não queima?”, disse sobre um assistente de produção do programa. A um homem com vestimenta japonesa, questionou: “Tá tudo pequenininho aí?”.

Eis as manifestações:

Jandira Feghali 
É muito mais grave do que parece. Bolsonaro não apenas ironiza mortes. A placa “CPF Cancelado” é usada por grupos pró-violência e extermínio policial. Ou seja: Bolsonaro defende publicamente essas práticas
Manuela
Quase 400 mil mortos e quem deveria estar cuidando dos brasileiros participa dessa foto
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Ana Júlia
RECORDE - Brasil teve 4.195 óbitos de Covid-19 em 24h. Pessoas estão morrendo pq ñ tem lockdown. Ñ tem auxílio que mate a fome. Não quiseram comprar vacina!!! Quem tá morrendo é pobre. Morremos de COVID ou de fome. Enquanto isso, ganhamos 11novos bilionários na lista da Forbes

pobreza.jpg

Reinaldo Azevedo
Todos sabemos a máxima de nossos avós — q, por seu turno, herdaram de seus respectivos: DESOCUPAÇÃO É A MORADA DO CAPETA. Bolsonaro é um desocupado. Acorda e ñ tem o q fazer. Seu governo ñ existe. É um amontoado de incompetentes. E ele sonha c/ golpe. Ñ quer autoridade de gestor,
 
mas a experiência do mando. Seu sono, qdo descansa do nada em meio a 400 mil mortos, deve ser embalado pelo delírio de soldados nas ruas batendo, matando e prendendo. A maior contribuição da família à política era a rachadinha. Veio a Lava Jato e lhe deu o país de presente.Charge do Zé Dassilva: CPFs cancelados | NSC Total

Ivan Valente
No lugar de "cpf cancelado" Que tal presidente cancelado Impeachment Já!
Rodrigo A. Nogueira
Replying to
#ImpeachmentDeBolsonaroUrgente Vamos derrubar esse GENOCIDA, vamos assinar e ajudar na pressão.
PEDIDO DE ABERTURA DE PROCESSO DE IMPEACHMENT EM FACE DO PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO - CANAL...
Assinando este formulário com seus dados você será um dos autores do pedido do impeachment do Presidente Jair Messias Bolsonaro. Leia a minuta do pedido no link: https://drive.google.com/file/d/1LF...
docs.google.com
22
Mar21

PSOL aciona PGR para obrigar governo Bolsonaro a evitar crise de falta de medicamentos para intubação

Talis Andrade

A bancada do PSOL na Câmara acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Defensoria Nacional dos Direitos Humanos (DNDH) para solicitar que esses órgãos imponham medidas para que o governo federal adquira mais medicamentos utilizados para a intubação de pacientes graves de Covid-19 em UTIs.

O estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs pode durar apenas mais 20 dias no Brasil. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Reinaldo Scheibe. A ação pede também investigação do Ministério da Saúde caso seja apurada irregularidade na aquisição desses medicamentos pela pasta.

“Atravessamos o pior momento da pandemia da Covid-19 no Brasil”, lembra o ofício assinado pelos deputados David Miranda, Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Vivi Reis. “Além da insuficiência de leitos clínicos e de UTI, de oxigênio medicinal e até mesmo de profissionais em número adequado para atender a demanda, um novo elemento se soma: a iminente falta de medicamentos do chamado ‘kit intubação’ nos hospitais”, continua o documento.

No documento enviado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, os parlamentares afirmam que “diante do colapso que se avizinha, mostra-se premente que a União Federal, por meio do Ministério da Saúde, providencie, em caráter urgente, a aquisição dos insumos necessários ao procedimento de intubação, sob pena de incorrer na improbidade administrativa”.

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Fernanda Melchionna
@fernandapsol
 
ATENÇÃO! Nosso mandato, juntamente com
e
e enviou um ofício à OMS, à CIDH e ao Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos pedindo medidas concretas para frear o avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil.
PSOL diz que Covid-19 no Brasil é ameaça internacional e denuncia Bolsonaro à OMS - 22/03/2021 -...
Deputados ainda apontam desrespeito aos direitos humanos pela gestão federal da epidemia
folha.uol.com.br
 
Queremos que a OMS oriente diretamente o gov brasileiro a deixar de divulgar informações falsas sobre a pandemia, tratamentos e uso de máscaras e que exija ações de comunicação concretas sobre a importância da vacina e dos métodos de prevenção comprovados cientificamente.
 
 
Exigimos também à OMS que o governo estabeleça relações internacionais efetivas para aquisição de vacinas e que seja criado um comitê internacional de acompanhamento da situação no Brasil. Não vamos aceitar que Bolsonaro continue com sua política genocida.

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26
Jan21

PSOL pede à PGR investigação sobre escândalo do leite condensado do governo Bolsonaro

Talis Andrade

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247 - O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) protocolou um pedido de investigação ao procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre o escândalo envolvendo a compra de R$ 1.8 bilhão em alimentos pelo governo federal no ano de 2020.

A ação também foi assinada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA). 

O documento destaca que o gasto é descomunal e incompatível com o momento de crise sanitária que o país atravessa.

Enquanto isso, afirma o texto, o governo federal realiza "um conjunto de fatores que vai desde a ineficiência do governo federal no enfrentamento das crises ora instaladas, passando pelo aumento do desemprego e cortes de orçamento da agricultura familiar, até as políticas neoliberais e ultra neoliberais fomentadas pelo Ministério da Economia que geram o crescimento da pobreza e da extrema pobreza de forma acelerada".

"Ainda, há que se falar do desmonte das políticas de segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar. Nesse sentido, esse desmonte vai ao encontro do agravamento das condições de vida da população pobre, que ficou completamente desprovida de assistência, gerando, assim, um quadro de crescimento da pobreza e abandono", continua o texto. 

"Tal situação de caos e fome, aliada à atual crise sanitária decorrente da Covid-19, evidencia mais ainda o grau de desigualdade, o grau absurdo de pobreza e falta de condições da população trabalhadora de viver uma vida digna."

Os gastos incluem, entre outras mercadorias, R$ 15 milhões em leite condensado, R$ 2.5 milhões em vinho somente para o ministério da Defesa, R$ 1 milhão em alfafa e R$ 2.2 milhões em goma de mascar. Os dados foram divulgados pelo Metrópoles. 

As informações foram reportadas na coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Guilherme Boulos
2020 de Bolsonaro, com $ público: R$ 31 milhões em refrigerante R$ 16 milhões em batata frita R$ 15 milhões em leite condensado 2020 do Brasil: 15 milhões de pessoas com fome, segundo relatório da ActionAid.
Fernando Horta
A caixa de leite condensado custa 5,99 no supermercado. Bolsonaro gastou 15,6 milhões de reais em leite condensado. Isso daria 2 milhões 604 mil caixinhas de leite condensado num ano. 217 mil caixinhas por mês, e 7204 caixas consumidas diariamente. Gordo ou corrupto?
Pedro Ronchi
Na época do PT um ministro caiu porque comprou uma tapioca com cartão corporativo. Agora Bolsonaro gasta R$ 15.641.777,49 só com leite condensado e tá de boa, o importante é que tirou a Dilma.
Flávio Costa
O governo de gastou o equivalente a: 92 mil auxílios emergenciais com condimentos; 66 mil cestas básicas com pizzas; 366 mil bolsas família com leite condensado.
Manuela
15 milhões em leite condensado. Devem achar que imuniza. Governo Bolsonaro
O FISCAL do IBAMA
Um ano de LEITE CONDENSADO custou mais q 6 meses de FISCALIZAÇÃO DO IBAMA! Foram 15 MILHÕES com LEITE CONDENSADO, 66 milhões ERA o planejado pra 2020 na FISCALIZAÇÃO, mas até 31/07 o Ibama gastou apenas 20,6% do q foi autorizado, somente R$ 13,6 mi!!

[Têm os gastos com vinhos, notadamente pelo Ministério da Defesa. Um bom vinho não se bebe apressadamente. É preciso tempo. Vida mansa. Veja aqui os 13 maiores erros de quem começa a beber vinho]

O PRAZER EM BEBER UM VINHO
FlavioMPinto
MELHOR VINHO
Por mais raro que seja, ou mais antigo,
Só um vinho é deveras excelente
Aquele que tu bebes, docemente
Com teu mais velho e silencioso amigo. (Mario Quintana)
Outro dia conversava com um amigo sobre o prazer em beber um bom vinho.
Vinho é a  bebida mais mítica do Universo. Nada se compara a ele. Uma cor ímpar, seja tinto ou branco mesmo rosé.
O meu amigo a cada gole delirava. Pudera é um poeta. Mas que companhia boa eu estava: uma taça de vinho e um poeta. Um poeta e um vinho. A medida que a degustação avançava, avançávamos pela História. Das hostes gregas e romanas logo chegamos á França dos Rothschild e Avignon de Chãteauneuf-du-pape do Papa Clemente V e os Templários e a Itália da Toscana com seus magníficos Brunellos e Barbarescos. Um passeio monumental pela História antiga e recente na ótica do vinho. Até Shakespeare andou conosco passeando com Olavo Bilac,  Vinícius e Machado de Assis.
Um vinho não mente assim como a história. Mexam com ela e ela retorna trazendo todo seu caldo de verdades .
Abrir uma garrafa retirando-lhe a rolha, que aprisiona muitas vezes dezenas de anos em aromas , retirando do silêncio profundo que se encontrava um líquido que se destina única e exclusivamente ao prazer.
Não, não e não. Um vinho não é bebida para se desfrutar só, mesmo estando-se só. Ele, a taça e seus devaneios. Acompanhamentos que nos levam a voar pela Champagne ao degustar o líquido dourado de D.Pérignon, passear pelo vale do Loire com seus brancos e sonhar em Bordeaux ao som do desarrolhar de um tinto.
Dizem que quem curte vinhos é um chato.
É demais curtir e apreciar a bebida dos deuses!
" Dá-me vinho para apagar o incêndio da minha tristeza.
Bebe e esquece que o punho da tristeza breve te derrubará.
Vinho! Vinho em torrentes! Que ele palpite em minha veias.
Que ele borbulhe em minha cabeça!"(Omar Khayan-Rubayat)
Salut!

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18
Dez20

Isa Penna: a luta seguirá até que nenhuma mulher seja assediada em nenhum espaço

Talis Andrade

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A deputada estadual Isa Penna (Psol-SP) agradeceu as mensagens de apoio recebidas no dia de ontem e disse que não irá recuar enquanto assédios de cunho sexual, como o que sofreu no dia de ontem, não forem definitivamente banidos e punidos. "Hoje o dia foi difícil e a noite de ontem também. Queria agradecer todas as demonstrações de apoio. Amanhã a luta seguirá nossa. Não é por mim, é por todas, até que nenhuma mulher mais seja assediada em nenhum espaço!", afirmou, em seu twitter. Saiba mais sobre o caso:

A deputada estadual Isa Penna (PSOL) denunciou o seu colega Fernando Cury (Cidadania) por importunação sexual após ser tocada no seio pelo deputado durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O polêmico caso ocorreu na noite da última quarta-feira (16), durante votação do orçamento do estado. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que Cury se aproxima de Penna, que se encontra apoiada na mesa diretora, e dá um abraço pelas costas da parlamentar, colocando a mão em um dos seus seios e sendo repreendido em seguida. 

Áurea Carolina
@aureacarolinax
O que aconteceu com , além de assédio sexual, é violência política para impedir uma deputada de exercer plenamente a sua função. É estratégia de eliminação das mulheres dos espaços de poder.
Guilherme Boulos
@GuilhermeBoulos
Replying to
Absurdo! Força, ! Estamos juntos!
Maria do Rosário
@mariadorosario
Que nojo! Deputada Isa Penna faz queixa contra colega q a apalpou na Alesp. Aos ataques verbais se somam atitudes como essa de tocar assediosamente o corpo de uma mulher? Toda mulher deve saber q seu corpo é seu! Só toca quem ela quiser! #Metoo
Leci Brandão
@lecibrandao
Toda a nossa solidariedade à deputada , que foi assediada em público! Um abuso que demonstra total falta de respeito pelas mulheres. O machismo, assim como o racismo, não nos dão trégua. Isa, conte com a nossa amizade e apoio!#ChegaDeMachismo
Tabata Amaral 
@tabataamaralsp
O que o deputado estadual Fernando Cury fez ontem na Alesp com a deputada é crime. Não existe explicação nem justificativa para o assédio, senão o machismo. Minha solidariedade à deputada.
Andréia de Jesus
#VidasNegrasImportam
@andreiadejesuus
Solidariedade a Dep. que foi assediada publicamente hoje em plenário. A deputada registrou boletim de ocorrência contra o deputado por importunação sexual. Entenda o caso
Juliano Medeiros
@julianopsol50
Acabo de ver as cenas do assédio do deputado Fernando Cury (Cidadania) no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo sobre a deputada As cenas são revoltantes. Vamos fazer tudo para enterrar politicamente esse canalha. Assédio é crime! Cassação já!
Não Passarão!
Áurea Carolina
@aureacarolinax
No Brasil, ser mulher na política é conviver com o inferno da violência no cotidiano de trabalho. Minha solidariedade à querida , que foi assediada por um deputado durante uma sessão da Alesp. Esse machista precisa ser responsabilizado. Nojo!
Marcelo Freixo
@MarceloFreixo
A deputada foi vítima de assédio praticado pelo deputado Fernando Cury (PPS) dentro do plenário da Alesp. É extremamente grave. O assediador tem que responder no Conselho de Ética e na Justiça, atos como esse não podem ser tolerados. Minha Solidariedade a Isa.
Luciana Genro
@lucianagenro
Nossa solidariedade à deputada . Este tipo de situação infelizmente é vivenciado todos os dias pelas mulheres. Ainda temos muita luta pela frente. Que este deputado abusador responda por seus crimes e possa ser punido.
Mônica Francisco
@MonicaFPsol
Absurdo e inadmissível o assédio sofrido pela companheira . "Abraço"? Quando os machistas vão entender que nossos corpos não estão a disposição deles? Combatemos o assédio e violência contra nós todos dias. Que haja punição! Força, companheira! #machistasnãopassarão
Luana Alves
@luanapsol
Absurdo e nojento o caso de assédio que a companheira sofreu do deputado Fernando Cury. Toda solidariedade à companheira Isa Penna, e que esse crime absurdo seja punido.
Carolina Iara
@CarolinaIarade1
Acaba de acontecer algo bizarro do machismo: o Dep Fernando Cury acaba de encostar e colocar a mão no seio da Deputada Isa Penna em plena sessão da ALESP, assediando ao vivo, com imagens da GloboNews. Esse deputado precisa ser punido por falta de decoro. Solidariedade a Isa Penna
Ivan Valente
@IvanValente
Inadmissível! Nosso apoio e solidariedade à companheira Isa Penna, vítima de assédio em plena ALESP! Fernando Cury terá de responder na justiça
Fernanda Melchionna
@fernandapsol
É nojento o vídeo do deputado Fernando Cury assediando a deputada estadual do PSOL . Mais nojento ainda é ver pessoas relativizando o episódio, como se fosse pouco o que aconteceu. As mulheres nesse país não têm um minuto de paz! Toda a nossa solidariedade, Isa!
Sâmia Bomfim
@samiabomfim
Nojento e revoltante o comportamento desse deputado. Toda solidariedade à deputada . Conte conosco na luta contra o machismo. Exigimos respeito às mulheres.
19
Nov20

O que explica a ascensão do PSOL com Boulos em São Paulo

Talis Andrade

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Foto Nelson Antoine

 

por Leandro Machado /BBC News

- - -

Desde que completou 18 anos, a vendedora Danielle Oliveira, agora com 37, anulou o voto ou simplesmente não compareceu às urnas, preferindo pagar uma multa pela falta. Fazia isso porque não se sentia representada por ninguém, diz.

"Não me considero de direita, nem de esquerda nem de centro. Sei que na direita nunca votaria porque sou pobre, e aprendi que a direita trabalha para os empresários e ricos."

Na última semana, no entanto, ela decidiu finalmente escolher dois candidatos.

"Quando a gente fica mais madura, percebe que é importante votar, pois isso interfere diretamente na nossa vida".

Para vereador, votou em um nome do Cidadania que não se elegeu; para prefeito de São Paulo, foi de Guilherme Boulos, do PSOL, que chegou ao segundo turno contra o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB).

Foi a primeira vez que a vendedora votou em um partido de esquerda .

Eleitores como Danielle deram ao PSOL seu melhor resultado em São Paulo, metrópole cuja prefeitura nas últimas duas décadas foi ocupada por tucanos ou petistas — a exceção foi Gilberto Kassab (PSD), prefeito entre 2006 e 2012.

No último domingo, o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) elegeu seis vereadores na cidade, o triplo do última eleição, alcançando a terceira maior bancada da Câmara Municipal — perde apenas para PT e PSDB, ambos com oito cadeiras cada.

Já nas eleições para prefeito, Boulos teve 20% dos votos — pouco mais de um milhão de eleitores. O resultado foi comemorado diante da campanha com menos recurso financeiro e com apenas 17 segundos no horário eleitoral gratuito, enquanto concorrentes mais fortes tinham mais de dois minutos.

Para analistas políticos, o feito do PSOL não representou apenas um crescimento do partido na região, mas também a decadência do PT como a sigla hegemônica da esquerda paulistana. O candidato Jilmar Tatto recebeu apenas 8% dos votos, o pior desempenho dos petistas desde 1988.

"Esse resultado do PSOL não é algo momentâneo nem surpreendente. O partido vem em uma trajetória ascendente no campo da esquerda já há alguns anos. É um processo estratégico e consistente", explica a cientista política Camila Rocha, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Mas como isso aconteceu? Qual foi a estratégia que alçou o PSOL, até então um partido pequeno, ao patamar de uma das principais forças políticas na maior cidade do país?

'Decadência do PT'

A queda de votação do PT em São Paulo não é uma novidade deste ano. Em 2016, o então prefeito Fernando Haddad recebeu apenas 16% dos votos na cidade que comandava, perdendo a prefeitura para o tucano João Doria no primeiro turno, um resultado tido como decepcionante, à época.

Por outro lado, os vereadores eleitos pelo partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são experientes e com vários anos de Casa. Eduardo Suplicy, por exemplo, o mais votado do Brasil, vai para seu terceiro mandato. Senival Moura, tradicional político da zona leste, chega à quarta legislatura.

"As pesquisas que fizemos com eleitores apontam que muita gente vê o PT como um partido que não se renovou e que apresenta os mesmos nomes de sempre, embora isso não seja totalmente verdade. Mesmo Jilmar Tatto, que se candidatou pela primeira vez a prefeito, era visto como uma pessoa que falava muito do passado", diz Camila Rocha, do Cebrap, que estuda mudanças eleitorais na periferia de São Paulo.

Para Cláudio Couto, professor de ciência política da Fundação Getúlio Vargas, o PT não apenas não conseguiu renovar seus quadros, mas também seu discurso.

"O PT ficou muito enfraquecido depois dos escândalos de corrupção, do impeachment da Dilma e da prisão do Lula. Mas não foi só isso: o partido não reciclou suas posições, não demonstrou que corrigiu seus erros e seguiu em frente. E está pagando o preço por isso", diz.

Para exemplificar o momento político da cidade, Couto cita a fala de Jilmar Tatto após os resultados de domingo: ao declarar apoio ao PSOL, o petista chamou Boulos de "irmão mais novo".

"Essa frase é curiosa por dois motivos. Primeiro porque Tatto se coloca em uma posição de superioridade, mais sabido, mais maduro e mais experiente. O segundo é um reconhecimento de que está envelhecido e que o 'irmão mais novo' chega com mais vitalidade", diz o cientista político.

Candidaturas

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Uma das candidaturas coletivas eleitas pelo PSOL, o Quilombo Periférico, promete priorizar políticas públicas para a periferia e para população negra e de mulheres


Já a maioria dos eleitos pelo PSOL é estreante e com perfil diferente.

Além de Toninho Vespoli e Carlos Gianazzi, mais experientes, foram eleitas uma mulher trans, Erika Hilton; uma mulher negra, Luana Alves; e duas candidaturas coletivas, a Bancada Feminista e o Quilombo Periférico, esse último formado por homens e mulheres negros de bairros dos extremos da cidade.

Um dos novos nomes do partido é Débora Alves, de 22 anos, estudante de ciências sociais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Moradora de Sapopemba, zona leste da capital, ela se filiou ao PSOL no início do ano e foi eleita junto aos colegas do Quilombo Periférico.

"Sempre fiz parte do movimento negro, de coletivos de cultura e educação popular na periferia. Minha filiação ao PSOL veio depois do entendimento de que o espaço político-partidário e institucional também é um espaço a ser ocupado por nós. É preciso levar a experiência desses movimentos para dentro da construção partidária", diz.

Ela explica que a proximidade do PSOL com coletivos de jovens e com o movimento negro ajudou na escolha da sigla a se filiar.

"Como eleitora e membro de coletivo, sempre vi que o partido esteve presente em nossa luta e de outros grupos diversos da cidade. E nossa militância também esteve dentro do partido", conta.

Para a deputada estadual Erica Malunguinho, primeira mulher transexual a ser eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o PSOL se mostrou aberto a discussões insurgentes, como raça e gênero.

"Essas discussões não são identitárias, mas temas importantes da sociedade brasileira e que precisam ser debatidos na esfera pública. Falar de questões LGBT, de racismo, de pautas indígenas, não é apenas falar sobre esses grupos, mas sobre o Brasil, sobre desigualdade, pobreza, violência", afirma.

Para ela, esses temas não devem ser apenas do PSOL.

"É importante que essas questões sejam vistas não como pauta de um único partido, mas de toda a sociedade brasileira", diz.

Já a deputada estadual Isa Penna, uma das dirigentes do PSOL em São Paulo, conta que aposta em candidaturas de mulheres e homens negros, LGBTs e pessoas oriundas das periferias é uma estratégia do partido, e não uma coincidência.

"A partir dos protestos de 2013, houve uma mobilização para entender o momento histórico e como ele poderia refletir em nossa agenda. Há um entendimento de que essas opressões são estruturais na sociedade. Outros partidos de esquerda também tiveram candidaturas assim, como PCdoB e o próprio PT, mas vejo que, pelo menos no caso do PT, as discussões da raça e gênero sempre foram acessórias, e não a pauta principal", diz.

Para Camila Rocha, do Cebrap, o PSOL criou uma imagem de identificação com a juventude mais escolarizada, que participa de movimentos sociais, coletivos de cultura e feministas.
"Na verdade, essa estratégia não é muito diferente do que o PT fez no passado, embora o PT fosse mais ligado ao sindicalismo", compara.

"Nos últimos anos, o PSOL esteve presente em movimentos de jovens, como a Marcha das Vadias, em 2011, os protestos de 2013 e ocupações das escolas", destaca a cientista política.
Para Cláudio Couto, da FGV-SP, a aposta em pautas identitárias pode ter dois lados.

"O PSOL conseguiu incorporar pautas do século 21, para o bem e para o mal. O discurso identitário também pode produzir isolamento, em uma lógica de gueto, de seita, de cultura do cancelamento. Uma pessoa que não tem lugar de fala dentro daquele grupo pode se sentir intrusa. Mas, se esse discurso vier com uma proposta de empatia, de agregar pessoas de diversos segmentos, pode dar certo e o PSOL tende a crescer mais", diz.

Juventude e cursinhos populares

Em São Paulo, o PSOL tem sido descrito como um partido ligado à juventude.

Para especialistas e membros da sigla, essa proximidade se deve, também, à maneira como ela se posicionou durante momentos de efervescência política na cidade, como os protestos de 2013, as ocupações das escolas em 2015, e manifestações feministas e contra o presidente Jair Bolsonaro.

Um dos coletivos de jovens presente nesses momentos é o Juntos, que congrega milhares de pessoas em 25 Estados do país. Embora seja independente, o grupo tem muitos de seus membros filiados ao PSOL. Alguns deles se elegeram para cargos legislativos, como as deputadas federais Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim.

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O coletivo Juntos, que reúne jovens de 25 Estados, tem entre seus membros dirigentes e políticos do PSOL


O coletivo surgiu em 2011, inspirado em movimentos como Occupy Wall Street e a Primavera Árabe. Mas ganhou força mesmo em 2013, com os protestos protagonizados pela juventude, participando ativamente de grandes manifestações pelo país.

"O objetivo do Juntos é organizar a juventude, unir diferentes tipos de jovens no Brasil dentro de uma causa própria", explica Felipe Simoni, de 25 anos, da coordenação do grupo em São Paulo e também filiado ao PSOL.

"O PSOL é nosso principal aliado institucional. Muitos dos nossos membros participam da construção do partido", explica.

Nascido na periferia de Osasco, na Grande São Paulo, Simoni é estudante de geografia pela USP. Ele conta que, quando adolescente, já se sentia de esquerda, mas não via o PT como alternativa.

"Na periferia, só tinha o PT como representação da esquerda, mas eu divergia deles em muitos pontos", diz.

Ele conheceu o PSOL em um cursinho pré-vestibular.

"Acho que ele está mais próximo dos jovens da periferia. Você vê gente do partido nas batalhas de rimas, nos slams (batalhas de poesia), nos saraus, nos cursinhos populares… É uma construção orgânica entre os coletivos e o partido", diz.

Os cursinhos populares de preparação para o vestibular, muitos deles em bairros periféricos, também se transformaram em um espaço construído e ocupado por membros do PSOL.

Normalmente, as aulas são dadas por estudantes de universidades públicas a alunos da rede pública de ensino.

Simoni, por exemplo, foi professor na Rede Emancipa, criada em 2007 e presente em sete Estados. Por ano, a rede dá aulas a 5 mil alunos, com 600 professores.

"Os cursinhos populares não são apenas pré-vestibulares, mas movimentos sociais de educação", diz.

A cientista política Camila Rocha conta que, quando fez graduação no final dos anos 2000, já havia cursinhos ligados ao PSOL.

"Claramente houve um esforço do partido de se aproximar dessa juventude, e isso tem se refletido nas urnas", explica.

A figura de Boulos

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Dados do primeiro turno e de pesquisas de intenção de voto indicam que Boulos deverá ter dificuldade em arregimentar vários setores da sociedade paulistana


Líder dos sem-teto, Guilherme Boulos se filiou ao PSOL em 2018, quando se candidatou à Presidência da República. Na época, ele foi criticado internamente por ter sido alçado à condição de principal nome do partido antes de membros com mais história no grupo político.

Também houve reclamações por causa de sua proximidade afetiva com Lula — o PSOL surgiu em 2004 como uma divergência do PT.

Nessas eleições, porém, críticas como essas não ganharam força. Um dos desafios do candidato para o segundo turno será vencer em bairros periféricos onde o PT sempre se saiu bem. No pleito do último domingo, Bruno Covas venceu em todas as zonas eleitorais da cidade, embora a distância para Boulos em regiões de periferia tenha sido menor, percentualmente.

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, o candidato do PSOL apareceu com 42% das intenções de voto enquanto o tucano chegou a 58%, o que demonstra dificuldade do psolista em arregimentar vários setores da sociedade paulistana.

"Boulos se transformou em uma figura de visibilidade nacional por causa de sua candidatura à Presidência, sua presença constante na mídia e sua proximidade com Lula. Em grande parte, isso explica porque ele surpreendeu, chegando ao segundo turno", diz Cláudio Couto.

"Mas ainda existe muita desconfiança sobre ele, inclusive na periferia, onde o movimento sem-teto é mais presente. Ele ainda é muito visto como uma pessoa que invade a propriedade dos outros, mesmo que sua campanha tenha investido em explicar essa questão. O tema da moradia é muito importante para a população mais pobre e de periferia", afirma.

Para a vendedora Danielle Oliveira, que vive em Cidade Dutra, periferia da zona sul, a discussão sobre moradia foi o ponto que fez ela escolher Boulos.

"Eu não gostava de sem-teto, achava que eles invadiam a casa das pessoas. Mas um dia fui em uma invasão do Boulos aqui perto de casa, e eles me explicaram como funciona. Eu penso assim: o maior sonho do pobre é ter um carro e uma casa própria", diz.

 

16
Nov20

Manuela: "Vamos ter um debate sobre o caminho para a cidade"

Talis Andrade

Image

 

por Débora Fogliatto /Sul 21

Em entrevista coletiva por volta das 23h, após o atraso na apuração das eleições para as prefeituras neste domingo (15), Manuela D’Ávila (PCdoB) comemorou o resultado que a colocou no segundo turno das eleições de Porto Alegre. A candidata alcançou, no primeiro turno, 29% dos votos válidos, e irá enfrentar o ex-vice-prefeito Sebastião Melo (MDB), que registrou 31% nas urnas.

“Para nós, é algo muito importante, tivemos uma grande vitória na noite de hoje. Há muitos anos nossos sonhos, nosso projeto político não chegavam ao segundo turno da eleição. Para nós, é uma responsabilidade tremenda”, destacou a candidata. A entrevista coletiva foi rápida, devido ao avançado da hora, mas Manuela, acompanhada do vice Miguel Rossetto (PT), demonstrou animação com o resultado das urnas.

Ela também destacou, porém, o alto número de abstenções em Porto Alegre, o que colocou como uma das principais pautas a serem debatidas no segundo turno. “A maior escolha dos porto-alegrenses nessa noite foi não votar, mais de 34% não compareceu às urnas. Então se por um lado vamos ter um debate sobre o caminho para a cidade, outro debate importante é entender por qual razão a maior escolha da cidade foi não optar por um prefeito”, apontou a candidata.

Ela fez uma relação entre o baixo comparecimento às urnas e o fato de ter havido, no primeiro turno das eleições, muitos ataques pessoais aos candidatos, com um “baixo nível” no debate. “Com essa quantidade de violência, de ataques que houve no primeiro turno, a escolha das pessoas é de não se envolver na política. Queremos debater projetos, programas, para que mais pessoas queiram participar do processo eleitoral. Confesso que me impressiona e me traz um recado muito alto as pessoas que desejaram não escolher, e eu acho que precisamos pensar sobre isso. Eu me proponho a debater com Sebastião Melo os problemas da cidade”, convidou.

Questionada a respeito do fato de não ter ficado como primeira colocada dentre os candidatos, ao contrário do que indicavam as pesquisas, que apontaram seu favoritismo, Manuela afirmou que tem a intenção de dialogar com o percentual de votantes das outras candidaturas, mas também com as que não se sentiram estimuladas a sair de casa, voltando a frisar a questão das abstenções. “Essa, para nós, será a grande batalha do segundo turno”, indicou.

A candidata também destacou que, no segundo turno, não há nos debates e nas propagandas eleitorais diversos candidatos a atacando, mas sim uma disputa mais igualitária entre os dois concorrentes. “Agora a bola foi pro centro, e essa bola reequilibra o jogo, e a nosso favor. Não vai ter ninguém pra dar recado pelos outros, sem poder usar terceiros para me atacar”, disse.

Sobre possíveis apoios para o segundo turno, Manuela afirmou que irá imediatamente conversar com as coligações das candidatas Juliana Brizola (PDT) e Fernanda Melchionna (PSOL), que ficaram em quarto e quinto lugar nas eleições, e Montserrat Martins (PV). “Mas também vamos trabalhar para conversar com as pessoas. Queremos que as pessoas saibam que vale a pena, que o voto delas faz diferença”, reforçou.

Manuela
@ManuelaDavila
Agora é força total no 2º turno
 
Vem com a gente! #AgoraÉManuela

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