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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

23
Set21

Brasil mostra o dedo do meio ao mundo, diz jornal alemão

Talis Andrade

queiroga dedo do meio.jpeg

 

 

247 - O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, ironizou no Twitter a contaminação do ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, infectado pela Covid-19.

Na rede social, o prefeito norte-americano publicou uma notícia que anunciava a doença do ministro e escreveu: "Se pelo menos houvesse uma forma de limitar seu risco".

Mayor Bill de Blasio
@NYCMayor
If only there was some way to limit your risk. Oh wait! nyc.gov/vaccinefinder
Quote Tweet
New York Post
@nypost
·
Brazil's health minister Marcelo Queiroga, in NYC for UN General Assembly, tests positive for COVID trib.al/VKQJkXe
 

Após discurso na ONU, Bolsonaro é retratado como Pinóquio no metrô de Nova York

Foi noticiado que Jair Bolsonaro recebeu uma "homenagem" em uma estação de metrô da cidade de Nova Iorque nesta quarta-feira (22). 

Que Bolsonaro foi retratado em um desenho como o Pinóquio, personagem popularizada pela Disney, conhecida por apresentar um alongamento no nariz após mentir, e a imagem foi acompanhada das palavras “mentiroso”, “péssimo” e “perdedor”. 

A notícia é fake. 

 

Bolsonaro publica foto em que aparece com 6 dedos

Do Metrópoles - Uma publicação no perfil oficial do presidente no Twitter mostra Jair Bolsonaro (sem partido) com 6 dedos. No post, Bolsonaro aparece junto a um resumo de pontos proferidos no discurso feito na 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, com a mão direita sobre o peito. Aparentemente, o 6º dedo surgiu por uma falha na edição da fotografia: há uma sobreposição de imagens, para dar uma impressão de sombreamento.

Jair M. Bolsonaro
@jairbolsonaro
Image
Felipe Mascari
@felipemascari
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK COLOCOU SEIS DEDOS NA FOTO É BURRO PRA CARALHO MESMOImagem
 

 

Seis dedos numa mão e nenhuma ideia útil na cabeça

seis dedos.jpeg

 

por Carlos Carvalho
 
- - -
O Brasil continua à deriva. Nada do que acontece ou se diz parece chamar a atenção dos donos do poder para o que quer que seja. Não há preocupação, nem de longe, com a res publica, mas com o meramente pessoal, ou familiar. Assim, em meio ao caos, o “líder” da nação faz cara de paisagem e come pizza na calçada em Nova York. Enquanto isso, o país perde o bonde do desejo da história, restando-lhe apenas o bonde Cemitérios, haja vista os 600 mil mortos e os que ainda serão contabilizados à medida que determinados hospitais e planos de saúde são investigados.Comitiva presidencial que foi à ONU tem 3 casos de infecção por Covid
 

Dias antes da ida do governante brasileiro e sua comitiva aos Estados Unidos, a maior já enviada em missão à ONU, certo editorialista de um poderoso jornal disse que a fala do senhor presidente na Organização das Nações Unidas seria a chance que ele teria de reparar a imagem do Brasil perante o mundo. O estapafúrdio editorial é, entre inúmeras possíveis definições, uma piada de mau gosto dita por alguém completamente insensível à realidade nacional. Aqui, uma pergunta se faz necessária: a mando de quem se escreve esse tipo de idiotice?Após driblar manifestantes em hotel, Bolsonaro come pizza na calçada em NY  | A Gazeta

Certamente que o referido editorial, irmão gêmeo do famoso “uma escolha difícil”, tem endereço certo; uma vez que matérias assim objetivam respaldar a manutenção no poder daqueles que foram eleitos graças ao árduo trabalho de desinformação empreendido pela imprensa comercial brasileira e seu “jornalismo” rasteiro. E não interessa quantos adoeçam e morram. Também não se nota preocupação com a imensa massa de desempregados, com os “humilhados do parque”, os abandonados pelo sistema, ou as florestas que ardem em chamas. Quem se importa, quando o bom mesmo é passear na cidade que nunca dorme, às custas do cidadão que mal consegue comprar comida? Para situações assim, a cara do jornalismo comercial está, como sempre esteve, voltada para o lado.

E de Nova York, do plenário da ONU, ouviu-se um mais do mesmo piorado. Uma espécie de copia e cola de tudo que o mesmo senhor já dissera em discursos outros. Não poderia ser diferente, tendo em vista que só se elenca projetos, ações e propostas quando elas existem. Quando não, é a mentira que toma palco. Assim, o que se viu e ouviu foram doze minutos de nada misturado com coisa nenhuma, e o barulhinho do dinheiro do contribuinte indo para o ralo. Mas como ele não é o “Nine” não há problema, tudo pode. 

mister q mostra dedo do meio.jpeg

 

Além da live, digo, do discurso presidencial, o combo de bizarrices se completou com o convescote regado à pizza na calçada, a deselegância do Ministro da Saúde e seu dedo do meio em riste, bem como a “arminha” do chanceler. Como se tem visto, lidar com o contraditório não é talento daqueles que compõem o governo brasileiro. Na volta, foi hora de elencar os “feitos”. Feitos tais que deixariam o personagem de Carlo Collodi corado de vergonha. Ao relacionarem os “pontos positivos” do discurso, digo, da live presidencial na ONU, preocuparam-se tanto com o tamanho do nariz presidencial na imagem do post, que esqueceram o restante. Como resultado, acabaram acrescentando um dedo a mais à sua mão direita, que se mistura à imagem parcialmente duplicada do seu rosto. Na imagem, “Eleven” está sério, com a mão no peito, simulando cantar o hino. Quanto ao resumo em si, para a surpresa de zero pessoas, nada além de mera desinformação. E assim segue a caravana do circo de horrores no qual transformaram esse país.

 

Brasil mostra o dedo do meio ao mundoO jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) criticou nesta quarta-feira (22) o pronunciamento de Jair Bolsonaro na abertura da 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. 

O FAZ, um dos mais respeitados veículos da mídia alemã, destacou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para a Covid-19 e mencionou o gesto obsceno do ministro para manifestantes em Nova York. 

"Fora isso, o Brasil não chamou atenção por sua sofisticação diplomática. Já havia começado com o encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson na segunda-feira. Quando os jornalistas foram instruídos a sair da sala, Johnson agradeceu e os encorajou a obter a vacina britânica da AstraZeneca. Ele disse a Bolsonaro que já havia recebido as duas doses. Bolsonaro apontou o dedo para si mesmo, depois acenou negativamente e disse: 'Ainda não.' Então ele desatou a rir. Seu ministro da saúde, que provavelmente já estava infectado a essa altura, ria ao fundo, relata o jornal. 

Sobre o discurso de Jair Bolsonaro, o Frankfurter Allgemeine citou que analistas falaram de uma "realidade paralela" citada por ele, com referência a várias representações comprovadamente falsas, exageradas ou contraditórias. 

"O discurso de Bolsonaro durou doze minutos e ele não falou ao mundo, mas a seus seguidores em seu próprio país. Eles o celebram como um herói por isso. Para todos os outros, o desempenho do Brasil foi insignificante, senão ridículo. Alguns dos presentes aplaudiram. Entre eles estava o ministro da Saúde, Queiroga, que acompanhou Bolsonaro ao plenário e agora espera a viagem de volta. A vigilância sanitária de Brasília, por sua vez, também recomendou quarentena a Bolsonaro e sua delegação", afirmou o veículo. 

 

16
Mar21

‘Maior responsável pela tragédia da pandemia é Bolsonaro’, afirmam CNBB, governadores e entidades

Talis Andrade

virus corre solto.jpg

 

Encontro virtual teve a entrega de documento ‘O povo não pode pagar com a própria vida’, elaborado pela CNBB, OAB e outras instituições

Por Felipe Mascari, RBA

O negacionismo e a omissão de Jair Bolsonaro ante a pandemia, foram amplamente criticados nesta segunda-feira (15), em conferência organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento teve a participação de governadores, cientistas e entidades da sociedade civil. Para os participantes, em unanimidade, a tragédia causada pela covid-19, que já custou a vida de 278 mil brasileiros, tem o presidente da República como o maior responsável.

O encontro virtual teve como objetivo a entrega do documento “O povo não pode pagar com a própria vida” ao governador do Piauí e coordenador do Fórum Nacional dos Governadores, Wellington Dias (PT). A carta declara apoio aos esforços de governadores e prefeitos para garantir o cumprimento das medidas sanitárias de proteção, paralelamente à imunização rápida e consistente da população, neste que é o momento mais grave da crise causada pela pandemia.

A carta dos bispos afirma que “não há tempo a perder e negacionismo mata” e aponta o governo de Jair Bolsonaro como o “primeiro responsável” pela tragédia que assola o Brasil. “O vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade. Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo”, defende o texto.

Neste domingo (14), o Brasil bateu novo recorde na média móvel de mortes decorrentes da covid-19 dos últimos 7 dias, com 1.831 óbitos diários em média. Em pleno domingo, foram oficialmente notificadas mais 1.138 mortes pela doença, o que totalizou 278.327 óbitos, desde o início do surto, em março de 2020.

Incompetência de Bolsonaro

Durante o encontro, governadores e representantes de entidades civis fizeram duras críticas a Bolsonaro. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, lembrou que a sociedade está “exausta, empobrecida e vive realidade aviltante”.

Ele ainda citou a provável saída do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, divulgada pela imprensa, desde ontem, e a recusa do convite por parte da cardiologista Ludhmila Hajjar para assumir a pasta, nesta segunda-feira. “O pior ministro da Saúde da história do país, no governo mais incompetente da história do Brasil, não será substituído por uma médica. Pois nenhum médico em sã consciência comprará a agenda política do governo. Bolsonaro trabalha para ver o Brasil pegar fogo e ver romper os limites da institucionalidade. Precisamos estar prontos para defender a democracia. A covid-19 mata, mas a irresponsabilidade na condução da pandemia, por parte de Jair Bolsonaro, mata também a nossa democracia”, alertou o presidente da OAB.

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Governadores unidos

Os chefes estaduais de governo endossaram a culpa de Bolsonaro na ascensão da pandemia de covid no país e o colapso no sistema de saúde. Wellington Dias lembra que todos os estados enfrentam fila de UTI para atender as vítimas do vírus, o que comprova a necessidade de o Brasil aderir ao isolamento social, através de uma coordenação nacional.

“Precisamos criar um movimento nacional para que os protocolos de proteção sejam cumpridos. Não adianta fazer o trabalho nos estados e municípios sem o apoio do governo federal”, disse o governador do Piauí. Ele listou algumas das medidas necessárias. “Precisamos de apoio para a área da saúde. O governo federal apresentou, em 2021, um orçamento com R$ 43 bilhões a menos que o ano passado. Destaco ainda o apoio às medidas sociais, como o auxílio emergencial. Ele ajudará a deixar as pessoas em casa. É preciso fechar bares e comércios, mas dar suporte às pessoas para que fiquem casa”, acrescentou.

genildo- leitos uti.jpg

 

Pauta única

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que os verdadeiros defensores da economia e dos empregos, são os chefes de Estado que defendem a vida e a saúde. “Criar uma dualidade sobre as pautas é uma ideologia falaciosa, afastando o Brasil do rumo correto”, disse.

A carta das entidades, na avaliação de Dino, é um convite para um novo caminho a ser adotado pelos governos estaduais. “O problema do Brasil não está no ministro, vai além disso. Acreditar nisso é cair na armadilha do maior responsável pelo caos do Brasil. Precisamos endossar o humanismo, criar laços humanitários, porque é assim que se responde ao fascismo e sua política do ódio”, finalizou.

Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, e Camilo Santana, governador do Ceará, ambos do PT, também atrelaram a tragédia da pandemia ao desprezo de Bolsonaro pela ciência. “Quando nós, governadores e prefeitos, adotamos medidas de restrição, fazemos pela absoluta necessidade e são avalizadas pela ciência”, explicou a governadora potiguar.

Entidade civil mobilizada

A carta da CNBB teve o apoio do presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizetti. Em sua participação no evento, ele afirmou que a entidade endossa as medidas de restrição e o aumento de investimento público para garantir renda e dinheiro para quem gera emprego.

Já o presidente da Comissão Arns, José Carlos Dias, lembrou que o isolamento social é o único caminho para o Brasil reduzir seus números de casos. Ele alertou ainda para a lentidão na vacinação da população: apenas 9,7 milhões de pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a covid-19, ou seja, 4,5% da população. “Precisamos estar sensibilizados e nos unir por mais vacinas. Temos estrutura para vacinação em massa, o processo se arrasta com uma lentidão inaceitável. A inoperância e negacionismo matam e o governo federal é conivente com a tragédia nos abate, que se omitiu na compra das vacinas e propalou risco para quem se imunizasse”, criticou.

Ciências e imprensa

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, lembrou que, desde o começo da pandemia especialistas em saúde e ciência pedem medidas para salvar vidas. No entanto, tiveram seu clamor negado por Bolsonaro. “O governo não fez nada e continua a propagar opiniões negacionistas, oferecendo kit de cloroquina aos infectados, mesmo que ineficazes.O nosso manifesto é político e humanitário para lutar contra a insensatez que está causando muitas mortes no país. Devemos esperar até chegar a 300 mil mortos? Quantos aviões isso representa por dia?”, questionou.

Por fim, o jornalista Juca Kfouri, que representou a ABI, disse que a salvação para o país é o impeachment de Bolsonaro. “A ABI defende o auxílio emergencial pelo tempo que for necessário e somos a favor do impeachment de Jair Bolsonaro. Conclamamos os governadores a pressionarem suas bancadas no Congresso Nacional. Maior do que a covid-19 é a pandemia chamada Jair Bolsonaro que assola o país.”

Assinam o documento:

A carta endereçada aos governos estaduais, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF) é assinada, além da CNBB, pela:

  • Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
  • Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns;
  • Academia Brasileira de Ciências (ABC);
  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI);
  • e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

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