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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

20
Mar22

Bolsonaro, a teologia do poder autoritário e um diagnóstico político para 2022

Talis Andrade

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"O cristofascismo brasileiro que eu estou descrevendo é a instância da prática do ódio mediante o incentivo das Grandes Corporações Evangélicas e das Grandes Corporações Católicas que estão no poder ou que estão aliadas ao poder. Elas constroem um conjunto de políticas de ódio aos movimentos heterodoxos, aos comunistas, aos servidores públicos, etc. Essa prática política se liga com uma longa tradição no Brasil (velocidade diacrônica) que ajudou no longo processo de construção entre a igreja católica e o Estado brasileiro", afirma Fábio Py [1] em entrevista a Valtenci Lima de Oliveira [2], publicada na Revista Inter-Legere, Vol 5, n.33/2022. A entrevista nos foi enviada pelo entrevistado.

 

Valtenci Lima de Oliveira entrevista Fábio Py

 

Em 1970 a teóloga alemã Dorothee Solle criou o termo “cristofascismo”, para descrever as igrejas cristãs alemães, especialmente as luteranas, em sua relação de apoio ao nazismo de Adolf Hitler, que culminou na II Guerra mundial, nos Campos de Concentração e em milhões de mortes. Essa terminologia seria aplicável ao Brasil? Por que o Sr. chama o cristofascismo de “teologia do poder autoritário”?

 

Dorothee Solle usa o termo cristofascismo no contexto dos Estados Unidos, quando estava fazendo a “rememoração” do que aconteceu na Alemanha nazista, com Hitler e as relações que via com os movimentos supremacistas brancos nos Estados Unidos. Essa é uma primeira indicação que é importante se fazer: Solle tenta conectar o espírito do governo autoritário fascista, o governo racista e truculento nazista com o espírito de certos grupos, de protestantes, batistas, metodistas, pentecostais presbiterianos ligados ao modus fundamentalista que praticavam violência direta contra o outro, “o diferente”, ou “a diferente”. Esse é o desenho da percepção da Dorothee.

 

Nesse caso, quando eu vou falar sobre o cristofascismo aqui no Brasil eu pego essa instância de Dorothee Solle e tento pensar dentro da lógica da formação do Estado brasileiro. Nesse caso, no âmbito da história do tempo presente. Então, eu penso que não é apenas a prática de grupos supremacistas desse tipo, mas acaba sendo uma prática dos movimentos religiosos fundamentalistas que ao chegar ao poder expandem sua forma de prática política. Eles constroem um discurso de prática política baseada no ritual da família tradicional cristã, mas para espalhar o seu ódio.

 

Então, nesse caso o cristofascismo brasileiro que eu estou descrevendo é a instância da prática do ódio mediante o incentivo das Grandes Corporações Evangélicas e das Grandes Corporações Católicas que estão no poder ou que estão aliadas ao poder. Elas constroem um conjunto de políticas de ódio aos movimentos heterodoxos, aos comunistas, aos servidores públicos, etc. Essa prática política se liga com uma longa tradição no Brasil (velocidade diacrônica) que ajudou no longo processo de construção entre a igreja católica e o Estado brasileiro.

 

Dessa relação no passado se construiu uma série de rituais que para posse de presidente, ditadores, governadores do Brasil, que serviu de inspiração teológica para a governança que estava por vir. Cito a relação de Vargas com o Cardeal Leme. Cito também o bispo de São Paulo à época para Juscelino Kubitschek e também, Dom Eugênio Sales com a Ditadura civil-empresarial-militar. O poder teológico autoritário do cristofascismo atravessa a instância do tempo presente também mediante o acúmulo da longa duração da teologia católica romana e sua afinidade com os governos brasileiros. Portanto, a “teologia do poder autoritário” seria uma composição da velocidade sincronia e diacrônica, atravessando tanto o presente como o passado. Minha compreensão da “teologia do poder autoritário” do Estado brasileiro atual é então uma complexa relação de diacronia e sincronia, tal como R. Koselleck(2006) destaca ao defender que “a sincronia é atravessada pela diacronia”.

 

 

Vivemos nos últimos anos uma crise política no Brasil, pautada no tema da corrupção, em função do Lava-Jato. Como uma espécie de resposta a essa crise, surgiu o bolsonarismo prometendo varrer a corrupção do país e utilizando os seguintes slogans na campanha: “BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS” e “CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ”. O que você nos diz sobre isso?

 

Sobre esta questão é muito interessante pensar nas diferentes geografias e temporalidades, logo, olhar não só para o caso brasileiro. Pois, esse discurso de corrupção como ela a culpada de não sermos “desenvolvidos”, é uma falácia, um equívoco proposital dentro da lógica de desenvolvimento capitalista. Esse tipo de argumento não é novo na história da humanidade. Ao contrário: uma das narrativas mais exploradas por Hitler para assumir o poder foi a sinalização dos seus opositores como corruptos. Da mesma forma, operou Mussolini no ambiente italiano. Nesse caso, no Brasil em tempos tão complexos de absoluto aprofundamento do liberalismo econômico, tem-se como metodologia governamental o arroubo de uma expressão autoritária como base política para implementação das políticas de encolhimento do Estado.CHARGE – Blog do CardosinhoPreso pela PF, Pastor Everaldo batizou Bolsonaro no Rio Jordão

A primeira coisa que gostaria de sinalizar é de que essa caminhada histórica já existiu na história da humanidade. Essa desculpa de varrer a corrupção e de que vai trazer a verdade, inclusive parte do jargão da Alemanha, vem sendo usado no Brasil de Bolsonaro: “Alemanha acima de tudo” e este jargão “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Esses slogans já existem, sendo utilizados por governos autoritários no passado e que no Brasil, a lógica anticorrupção da Lava Jato foi seu anúncio. A Lava-jato implodiu o governo petista e abriu caminho para a extrema-direita chegar ao poder.Deltan Dallagnol diz que cristãos podem ajudar a combater cultura da  corrupção no Brasil » Grupo Povos e Línguas

Junto à Lava-Jato, um outro braço político de apoio aos acontecimentos políticos foi a chamada Frente Parlamentar Evangélica. Lembra-se que essa conexão Lava-jato e a FPE foi umbilical com a viagem pelo Brasil de Deltran Dallagnol pelas grandes igrejas do Brasil. Essas viagens dos lavajatistas pelas igrejas tradicionais e igrejas pentecostais do Brasil auxiliou no processo de consolidação da direita como real possibilidade ao poder. Então, na minha leitura o lavajatismo e a FPE que são atores políticos que no ano 2018 se unem de uma forma muito clara para construção de um novo governo, nesse caso do agora evangélico, Jair Messias Bolsonaro.

 

 

Será que houve uma debandada de religiosos das periferias das cidades grandes para o bolsonarismo? Se houve, qual seria o motivo?

 

Primeiro quero destacar que a origem da organização social brasileira é absolutamente conservadora. Essa coisa do Brasil do “jeitinho”, da forma de viver, isso não pode ser desprezado, e as camadas populares assentadas também assumem essa condição de conservantismo das relações sociais. Contudo, eu não acho que seja só isso. Penso que existem mais elementos. Não se pode deixar de dizer que nos últimos anos antes do governo Bolsonaro foi levado por um governo teoricamente de esquerda, como uma grande coalizão encabeçada pela esquerda, que era o PT. Ao longo do tempo, o PT se tornou ainda mais num partido pragmático das eleições e foi perdendo suas articulações nas camadas mais populares da sociedade brasileira.Marco Feliciano – Ilustração para artigo do Verissimo no Jornal A Gazeta |  BLOG DO AMARILDO . CHARGE CARICATURA

O Bolsa Família foi um amplo programa de distribuição de renda aos brasileiros, mas nem tudo pode ser resolvido com uma distribuição de renda. Deve-se levar em conta que embora os impactos do Bolsa Família fossem importantes, o preço das amplas alianças com os setores mais diversificados (como partes da direita) poderiam a longo prazo ser uma dificuldade ao projeto petista. Por exemplo, a figura de Marcos Feliciano ganhou força política quando embora estivesse ligado ao governo petista, com cargos, utilizou a posição para tanto mostrar as diferenciações com a esquerda como tendo palanque como adversário das ideias do PT. Marcos Feliciano foi um agente importante da FPE que ajudou a desenhar Bolsonaro como resposta fácil diante do que vinha acontecendo no país após Dilma Rousseff. O discurso do próprio Feliciano e dos agentes da FPE com a ampla retórica cristã acabou solapando as camadas mais baixas da população. Até porque, como já disse, as camadas populares são conservadoras como o Brasil é. Contudo, ocorreu desde 2016 um trabalho muito bem tecido para que as periferias votassem em peso em Bolsonaro.

 

 

Estamos no ano de um novo pleito eleitoral para a Presidência da República. Em sua análise, o apoio ao presidente Bolsonaro por parte dos evangélicos continuará? Qual a tendência?

 

Então, acabei de escrever um artigo em que defendo que está acontecendo uma perda no apoio do setor evangélico de Bolsonaro. Nas pesquisas eleitorais isso já vem reverberando. Bolsonaro em 2018 tinha por volta de 70% e agora tem 50% ou quarenta e poucos por cento do setor evangélico. Por isso, creio que estamos diante de outro panorama que tínhamos em 2018, contudo não estou entusiasmado como alguns setores da esquerda que já estão dizendo que o Lula vai vencer facilmente porque já conseguiu emparelhar com o Bolsonaro nas pesquisas. Acho que essa análise é sobretudo precipitada. Porque só agora Bolsonaro está ajustando seus caminhos de propaganda, de mídias. Ele vem atuando muito diretamente a partir das igrejas. Ele vem tentando aprimorar e construir outro programa social, que claramente estava se desenvolvendo a partir do arrocho que vem acontecendo pela pandemia, vem investindo em obras públicas, vem circulando o país.

 

Mesmo diante disso, Bolsonaro segue com 50% de apoio nos setores evangélicos – vale a pena lembrar que as camadas mais populares do país são evangélicas. Então eu diria que a tendência é de muita disputa eleitoral, disputa política que vai acontecer até o final ano. Eu também não acredito que Bolsonaro venha a sair do poder de forma pacífica, caso perca, ninguém coloca centenas de militares o poder para sair do mesmo. Mesmo com a perda de parte do eleitorado evangélico, pode-se dizer que ter 50% de votos de partida é um dado importante para Bolsonaro. É verdade, que algumas Assembleias de Deus, saíram um pouco de perto de Bolsonaro; isso de fato vem acontecendo. Contudo, eu acho que mesmo com tantos problemas de governo, com a falta de projeto de governo, mesmo com escândalos de corrupção, também com a pandemia no mundo e no Brasil, o apoio de Bolsonaro segue tendo o apoio de 20% da população brasileira e no meio evangélico 50%. De fato, ele parte com um número significativo para o início do ano eleitoral.

 

 

Vislumbramos no Brasil nos últimos anos um descalabro de enormes proporções com a questão ambiental. Ao que parece a pauta ambiental, também, não é uma prioridade do atual governo. É possível alguma interferência das alas cristãs que apoiam o governo no sentido de sensibilizá-lo quanto a está importante questão, uma vez que a própria teologia cristã traz esta preocupação?

 

Sobre a questão ecológica, ambiental eu não tenho muita esperança. Porque as principais lideranças evangélicas, quero dizer, os grandes empresários da fé, são latifundiários, ou suas comunidades religiosas estão repletas dele. Quase sempre que os próprios pastores têm terrenos, propriedades, tem empresas que exploram o meio ambiente. Ou são ou estão ligados com a alta cúpula de latifundiários no Brasil. Então pra mim só tem como resolver essa questão ecológica brasileira, primeiro fazendo uma Reforma Agrária Popular. Com amplo diálogo com o MST, a Comissão Pastoral Terra, o MPA, os grandes movimentos sociais no Brasil.

 

O que estou dizendo é: se não houver uma Reforma Agrária seria, concreta, não dá para começar a encaminhar a questão ecológica. Porque são os pequenos agricultores, os movimentos indígenas que são os principais preocupados com a questão ambiental. Eu não acredito nas Grandes Corporações Cristãs, que ou os pastores são latifundiários e tem poder de muitas terras ou a própria Igreja Católica segue tendo terras. Essas corporações então pouco interessadas na pauta ecológica, ou na pauta de sensibilização da Amazônia, contra a soja, contra o boi. Não tem preocupação com isso. Por isso, não tenho nenhuma esperança. Sem os povos indígenas no Brasil se não há uma discussão sobre terra, sobre reforma agrária popular.

 

Lembro de um detalhe importante sobre os movimentos indígenas, a demarcação de suas terras e a ponta do imperialismo americano. Lá, em 2012 eu era professor de Seminário, e aí veio um missionário americano conversar comigo. O Seminário recebia essas pessoas porque estava precisando de dinheiro e assim nutria-se as esperanças de “pingar dinheiro” dos “pais formadores”. Assim, o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil aceitou o retorno de missionários da Convenção Batista do Sul dos EUA. Um deles, veio falar comigo, e no meio da conversa falou: “e a Amazônia, o que você acha?”. Eu falei da importância para o Brasil de ser uma floresta do Mundo, mas de seu valor para o país. Uma das coisas que ele me falou, eu lembro nitidamente: “vocês têm doze mil índios pra toda aquela terra. Em toda aquela região e isso é um egoísmo”.

 

Assim, creio que seja isso: de um lado as grandes figuras do teatro evangélico hegemônico são latifundiárias. Tem terras, se ligam a bancada do boi. E, do outro as grandes agências missionárias americanas tem seus olhos voltados sobre o território brasileiro, sobre a Amazônia. E, sobre ela, defendem que seja um território mundial, e não diretamente do Brasil. Então eu diria que embora a teologia cristã, sadia e dialogal, tenha uma preocupação ecológica profunda – vale lembrar de Holzmann, Boff e outros, os braços diretos do imperialismo americano – como são os grandes pregadores e as grandes agências missionárias, sua preocupação é explorar a Amazônia para o grande capital.

 

 

Na relação religião e política, o senhor conseguiria identificar o crescimento de uma esquerda evangélica no Brasil e na América Latina, ou ainda é muito cedo? E, até que ponto poderia corresponder a um equilíbrio de forças e pensamento na política nacional?

 

Nos últimos anos, com a série de políticas governo do PT de acesso à universidade, como o incentivo através de cotas, bolsas de manutenção de estudantes, etc. vários grupos das camadas populares conseguiram acesso à universidade. Com isso, ampliou-se a formação universitária intelectual entre o setor evangélico. A reflexão crítica dos espaços universitários ajudou ao povo das igrejas na formação humanística. Nesse intenso processo de intermediação entre as universidades e as igrejas irá ocorrer um novo crescimento do setor da esquerda evangélica. Ao mesmo tempo, lembra-se que o setor evangélico sempre teve setores críticos à vida moderna, como de grupos por exemplo da Confederação Evangélica Brasileira, nos quais construíram congressos nacionais entre as décadas de cinquenta e sessenta. Entre eles, o mais importante foi o de 1962, chamado de “Cristo e o processo revolucionário brasileiro”.

 

Também, lembra-se que a esquerda evangélica lutou contra a ditadura militar, ocorrendo vários casos, inclusive do Zwinglio Mota Dias, Ivan Dias, Anivaldo Padilha, como pessoas caçadas pela ditadura militar. Por isso, posso dizer com muita felicidade que embora não fossemos tão numéricos, que sempre se teve um pessoal muito aguerrido, de muita luta. De fato, não tenho a expectativa de ter um equilíbrio entre as esquerdas e direitas evangélicas nos próximos anos, mas posso afirmar com muita certeza que esse grupo das esquerdas sempre farão muito barulho. E, creio que cada dia haverá mais vozes. Cito por exemplo a recente criação de uma Bancada Evangélica Popular em São Paulo, que visa enfrentara a Frente Parlamentar Evangélica, que é um braço absoluto, importante no governo Bolsonaro.

 

A Bancada Evangélica Popular vem se organizando com pessoas de muita luta, periféricas sensíveis as lutas da capital monetária do país. Ela vem somando setores como as Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG), por setores das comunidades pentecostais da Zona Sul de São Paulo, pelo CEBI, Koinonia, esses últimos que tem uma contribuição significativa às demandas de Direitos Humanos e as religiões. Embora não sejamos grandes assim, e embora, não tenha expectativa de equiparar em dez anos, em vinte anos o número dos conservadores, creio na potente missão desse grupo: humanizar e lutar as lutas contra o capital transvestidos com a áurea bíblica. Que esse grupo pulse sobretudo o reconhecimento da dignidade humana, o reconhecimento de todas as pessoas, de diferentes expressões de gênero. Embora, acredite que as forças conversadoras sejam muito mais numéricas penso que as instâncias das esquerdas evangélicas podem ser o que as narrativas primeiras da Bíblia, chamam de “Cidade Refúgio”, isto é, um local que as pessoas com todos os acúmulos sociais se sintam acolhidas e vivam suas expressões de vida.

Câmara dos vereadores; Bancada evangélica. ~ Ponto Crítico

Referências

 

BARROS, Odja. Flores que rompem raízes. São Paulo: Recriar, 2020.

CAVALCANTE, Robson. Cristianismo e política. Viçosa: Ultimato, 2002.

Covid-19. International Journal of Latin American Religions, v. 4, 2020b, p. 318-334.

do cristofascismo brasileiro. Tempo e Argumento, v. 13, 2021, p. 202-259.

FONTES, Virginia. Brasil do capital imperialismo. Rio de Janeiro: EdUfjr, 2010.

GRABOIS, Pedro. Devir minoritário no “devir-evangélico” no Brasil. Rio de Janeiro, Novos diálogos, 2013.

KOSELLECK, R. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio
de Janeiro: Contraponto & EdPUC, 2006.

LOWY, Michael. A guerra dos Deuses, Petrópolis: Vozes, 2000.

PACHECO, Ronilso. Teologia negra: sopro antirracista do Espírito, Rio de Janeiro, Novos Diálogos, 2019.

PEREIRA, Nancy Cardoso. Palavras... se feitas de carne. Leitura feminista e Crítica dos Fundamentalismos. São Paulo: Católicas pelo Direito de Decidir, 2013.

PY, Fábio. Bolsonaro’s Brazilian Christofascism during the Easter period plagued.

PY, Fábio. Padre Paulo Ricardo: trajetória política digital recente do agente ultracatólico

PY, Fábio. Pandemia cristofascista. São Paulo: Recriar, 2020a.

SCHMITT, Carl. Théologie politique. Paris: Gallimard, 1988.

SOLLE, Dorothee. Beyond Mere Obedience: Reflections on a Christian Ethic for the Future, Minneapolis: Augsburg Publishing House, 1970.

 

Notas

 

[1] Fábio Py é doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio e professor do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF. Além de inúmeros artigos – alguns dos quais listados nas referências; é autor do livro Pandemia cristofascista. São Paulo: Editora Recriar, 2020.

E-mail: pymurta@gmail.com

[2] Pesquisador do Grupo de Pesquisa Mythos-Logos: Estudos do Imaginário e Parcerias do Conhecimento. A presente entrevista foi realizada em decorrência da palestra realizada pelo Prof. Fábio Py em programação promovida pelo Instituto Humanitas de Estudos Integrados, e do Grupo de Pesquisa Mythos-Logos, disponível aqui

charge-latuff-biblia - Notícias Gospel

16
Mai21

Com medo da CPI do genocídio procurador manda a polícia federal intimar Luis Nassif

Talis Andrade

Nassif diz que Paulo Guedes ainda é movido pelo modelo Pinochet

Será o Benedito, CPI da pandemia? 

É ele sim. O Benedito da Cloroquina

"Fui intimado pela Policial Federal por denúncia do procurador Ailton Benedito. Que também denunciou seu colega Luiz Francisco. Entrou com ação para obrigar o Estado a entregar cloroquina", informou o jornalista Luis Nassif (foto), em seu twitter.

Ailton, o Benedito, de parceria com Ernesto Araújo, queria uma guerra do Brasil com a Venezuela, pois é doutor em terraplanismo, e acredita que a Antártica faz parte do território brasileiro.

Disse Luis Nassif: "Ailton é o procurador que, anos atrás, intimou o Itamaraty a intervir na Venezuela devido à cooptação de jovens brasileiros. O caso se referia à Vila Brasil de Caracas".  

A denúncia do procurador é uma desastrada, malévola e perniciosa vingança. Em 5.11.2016, Luis Nassif escreveu no portal Outras Palavras:

Ailton é o procurador que intimou o Itamaraty a exigir explicações da Venezuela sobre a cooptação de jovens do Brasil. A operação referia-se à Vila Brasil, em Caracas. Recentemente, quis proibir manifestações políticas em universidades. Aliás, a indicação de Ailton para a PRDC de Goiás é a demonstração acabada dos prejuízos que o sistema de eleição direta traz para o MPF. Equivale à indicação do pastor Marcos Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Quem julga que faço blague, que consulte os escritos desse procurador. Candidatar-se a uma função com o objetivo de frustrar seus fins é, no mínimo, uma atitude antiética. Não consta até hoje que o CNMP tenha se pronunciado sobre esses abusos"

Tem mais: o procurador ameaçou médicos a receitar cloroquina e ivermectina. Publicou o jornal O Globo:

"Em suas redes sociais, Ailton Benedito costuma defender o uso da cloroquina, tem criticado a obrigatoriedade da vacinação contra Covid-19, posiciona-se contra a prática do lockdown e se refere com ironia a uma frase que era utilizada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. "A 'ciência, ciência, ci ênnn cia!' ainda não mostrou evidência de que a Covid-19 respeite lockdown". 

"A manutenção de Ailton na PGR compromete Augusto Aras", reafirmou Nassif, um jornalista que, diferente do Benedito, honra a profissão.Guinada à direita

 

 

11
Dez19

Marco Feliciano discute com Patrícia Lélis após expulsão do Podemos por assédio sexual

Talis Andrade

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Revista Forum - Na madrugada desta quarta-feira (11), depois da expulsão do partido Podemos por acusações de corrupção e assédio sexual, o deputado federal Marco Feliciano (SP) passou a trocar farpas com a jornalista Patrícia Lélis no Twitter. Lélis já denunciou o pastor por estupro quando ela fazia parte da juventude do PSC e, na terça-feira (10), voltou a lembrar dos escândalos do deputado.
 
Patrícia Lélis SURTADA publica vídeos/tuites dizendo q há nova acusação d assédio contra mim. Mentira! Podemos/SP usou acusação falsa q ela fez p/ me expulsar. Lelis é denunciada pelo MP por tentativa de extorsão, e condenada a me pagar 150 mil por danos morais. Fugiu do país!”, escreveu o presidente da Assembleia de Deus, que acusa a jornalista de compartilhar fake news nas redes.
 
Lélis logo rebateu as acusações, explicando que o partido não usou suas acusações para expulsá-lo do partido. “O Podemos não usou da minha acusação, como também não tenho nenhum contato com ninguém do partido. E não fui condenada a pagar nada como também não fugi do Brasil, por ser legalmente casada com um americano, tenho o direito. Para de mentir, demônio”, escreveu.
 
Em outro tuíte, ela complementa que o Podemos enfatiza na acusação que o assédio aconteceu no gabinete de Feliciano, “o que mais uma vez prova que ele mente ao dizer que usaram do meu caso. Eu não trabalho no gabinete, e comigo o episódio aconteceu fora da Câmara de Federal”, continuou.
 

Em seguida, a jornalista publicou nas redes o vídeo de quem ela alega ser “amante” do pastor Marco Feliciano, conhecida como pastora Dani Alexandria. Lélis acusa a mulher de tentar silenciar as vítimas do deputado.

Patrícia Lélis@lelispatricia

Feliciano, eu não tenho medo algum de você, e por aqui vai ter muito fogo no cu, estuprador!
Como ele resolveu me atacar, vou deixar aqui esse vídeo DA PASTORA DANI ALEXANDRIA, conhecida como amante do Feliciano. https://youtu.be/i7p3iWiarB8 

 

 
 

 

 
 
11
Dez19

Patrícia Lélis: “Precisamos falar sobre Marco Feliciano”

Talis Andrade

"Quando eu tinha 22 anos e fazia parte da juventude do PSC, Feliciano me estuprou e agrediu, e fez isso usando o nome de deus", relembrou a jornalista

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Revita Forum - A jornalista Patrícia Lélis fez uma sequência de tuítes em suas redes sociais nesta terça-feira (10) lembrando alguns dos escândalos do deputado federal Marco Feliciano, expulso do Podemos na segunda-feira. Lélis denunciou que Feliciano a violentou sexualmente enquanto ela fazia parte da juventude do PSC.

“Quando eu tinha 22 anos e fazia parte da juventude do PSC, Feliciano me estuprou e agrediu, e fez isso usando o nome de deus. Mandou o seu assessor me oferecer carro, dinheiro e outras coisas para ficar calada”, afirmou Lélis sobre pastor, que preside a Assembleia de Deus – Ministério Catedral do Avivamento.

A jornalista ainda conta que ela foi obrigada a gravar vídeos desmentindo a história e chegou a ter esperanças de que o caso seria investigado com seriedade pela Polícia Federal, mas logo se decepcionou.

“Quando a PF entrou no caso, eu acreditei que iria ter justiça, mas estava enganada. NUNCA FUI CHAMADA PARA DEPOR, sempre enrolavam as investigações. Não me culpem por não acreditar na justiça brasileira, pois a própria justiça facilita exatamente tudo para estupradores”, disse.

Patrícia Lélis@lelispatricia

Precisamos falar sobre Marco Feliciano!
Quando eu tinha 22 anos e fazia parte da juventude do PSC, Feliciano me estuprou e agrediu, e fez isso usando o nome de deus.

(+)https://m.diarioonline.com.br/noticias/542765/partido-expulsa-feliciano-por-assedio-sexual-e-corrupcao 

https://cdn.diarioonline.com.br/img/Artigo-Destaque/540000/marco-feliciano-aparecida-copy_00542765_0_.jpg

Partido expulsa Feliciano por assédio sexual e corrupção

O Podemos expulsou nesta segunda-feira (9) o pastor evangélico e  deputado Marco Feliciano (SP) do partido. O apoiador de Jair Bolsonaro foi expulso por “incompatibilidade programática e comportame...

m.diarioonline.com.br
Patrícia Lélis@lelispatricia
 

Mandou o seu assessor me oferecer carro, dinheiro e outras coisas para ficar calada. Quando não aceitei, o mesmo assessor Talma Bauer, aposentado do PM me sequestrou. Me obrigaram a fazer vídeos dizendo que tudo não passava de um fake news criada pela esquerda. (+)

Patrícia Lélis@lelispatricia
 

Quando a PF entrou no caso, eu acreditei que iria ter justiça, mas estava enganada. NUNCA FUI CHAMADA PARA DEPOR, sempre enrolavam as investigações. Não me culpem por não acreditar na justiça brasileira, pois a própria justiça facilita exatamente tudo para estupradores.

 

11
Dez19

Marco Feliciano é expulso do Podemos por suspeita de corrupção

Talis Andrade

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Do Estadão

O Podemos expulsou o deputado Marco Feliciano (SP) do partido. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 9, pelo comando da legenda em São Paulo por oito votos unânimes e deve ser comunicada pelo presidente estadual da sigla, Mario Covas Neto, nesta terça-feira, 8. (…)

A denúncia que originou a expulsão de Feliciano cita uma série de acusações ao deputado. Entre elas, estão os gastos de R$ 157 mil referentes a um tratamento odontológico reembolsados pela Câmara, caso revelado pelo Estado.

Além disso, o apoio irrestrito ao presidente Jair Bolsonaro, acusações de assédio sexual no gabinete, recebimento de propina, pagamento a supostos funcionários fantasmas e até comentários sobre o cantor Caetano Veloso.

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11
Dez19

Feliciano é expulso por assédio e corrupção

Talis Andrade

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Por Altamiro Borges

O jornal Estadão dá destaque nesta segunda-feira (9) em seu site: “O Podemos expulsou o deputado Marco Feliciano do partido. A decisão foi tomada pelo comando da legenda em São Paulo por oito votos unânimes... A denúncia que originou a expulsão cita uma série de acusações ao deputado. Entre elas, estão os gastos de R$ 157 mil referentes a tratamento odontológico reembolsados pela Câmara, apoio irrestrito ao presidente Jair Bolsonaro, acusações de assédio sexual no gabinete, recebimento de propina, pagamento a supostos funcionários fantasmas e até comentários sobre o cantor Caetano Veloso”. 

Ainda segundo o jornalão, “o partido decidiu expulsar Marco Feliciano por ‘incompatibilidade programática e comportamento incondizente com as diretrizes’. A saída forçada ocorre dentro da estratégia do Podemos de se afastar do ‘bolsonarismo’ e se firmar como a sigla da Lava Jato. O partido tem atraído parlamentares da centro-direita descontentes com o governo e, só no Senado, passou de cinco para dez parlamentares nos últimos meses – a segunda maior bancada. Dirigentes do Podemos querem desvincular a imagem do partido à de Feliciano. Alguns deputados e senadores, citam as fontes nos bastidores, condicionam a negociação de migração para a legenda à saída do deputado dos quadros do Podemos”. 

Por seu oportunismo e total falta de caráter, Marco Feliciano colecionou vários inimigos nos últimos tempos – não só entre os parlamentares que desejam se afastar do clã bolsonarista e ingressar no Podemos. Muitos devem estar festejando a sua expulsão. Entre eles, com certeza estará o vice-presidente Hamilton Mourão, o general humilhado pelo “pastor” bolsonarista. Em abril passado, Marco Feliciano chegou a protocolar pedido de impeachment contra o milico-capacho. A iniciativa diabólica foi divulgada pela revista Época: 

“O deputado Marco Feliciano protocola pedido de impeachment de Hamilton Mourão. Feliciano, que é vice-líder do governo no Congresso, acusou o vice de manter ‘conduta indecorosa, desonrosa e indigna’. Trata-se de mais um lance na disputa dos evangélicos olavistas – dos quais Feliciano é o primeiro-tenente – contra os generais do governo Bolsonaro... Feliciano disse que redigiu o impeachment de Mourão pelo celular, em voo da Cidade do Panamá a Brasília. Voltava de viagem aos Estados Unidos, onde se encontrou com... Olavo de Carvalho... ‘O senhor não era ninguém. Mantenha-se na sua insignificância, disparou contra o vice”. 

Na época, os ataques do “pastor” bolsonarista humilharam e silenciaram o vice. Famoso bravateiro, o general sumiu do noticiário. Agora, porém, ele deve estar comemorando, da caserna, a expulsão de Marco Feliciano da legenda oportunista. O “neoqueridinho” do Palácio do Planalto, como revelou a mesma revista Época em longa reportagem em outubro, não está com essa bola toda. A vida dá voltas!

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28
Out19

Fantasmas, rachadinhas, milícias: Queirozgate persegue capitão até nas arábias

Talis Andrade

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Por Ricardo Kotscho

Balaio do Kotscho 

Por onde passa, em sua vexatória vilegiatura pela Ásia e Oriente Médio, ninguém quer saber de acordos comerciais ou alianças políticas.

Na entrada e saída de suntuosos hotéis, repórteres cercam Bolsonaro nos saguões para falar sobre as últimas do Queiroz, que está dando com a língua nos dentes.

Cada vez mais fora de controle, o capitão não aguenta mais tratar desse assunto, que voltou às manchetes com os áudios do Queirozgate vazados para a Folha e o Globo, desnudando o modus operandi do quarteto presidencial, com contratação de laranjas, rachadinhas, milícias reais ou virtuais, laranjais, o diabo a quatro.

Como não entende o que seus anfitriões falam, e não levou tradutor, carregando a tiracolo apenas Hélio Negão e o pastor Feliciano, Bolsonaro não tem mesmo o que falar à imprensa, além de responder aos esqueletos que deixou no armário ao sair do Brasil.

“Quem falou foi o Queiroz. Não somos casados”, tentou despistar o capitão presidente em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, antes de embarcar para o Catar.

Queiroz mostra nos áudios que está apavorado com o que pode acontecer nos vários crimes em que é _ ou deveria ser _ investigado pelos órgãos de controle.

“O Ministério Público está com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente e não vem ninguém agindo”, desabafou em seu fino linguajar, no mesmo estilo do capitão.

Mas Queiroz está sendo injusto. Uma decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, mandou parar todas as investigações sobre o que Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz fizeram no verão passado.

Ao tentar mudar de assunto, Bolsonaro comentou a eleição do peronista Alberto Fernandéz na Argentina, derrotando Maurício Macri, o aliado dele.

“Argentinos escolheram mal (…) É um afronto (???) à democracia brasileira”, disparou, sobre o apoio do presidente eleito à campanha por Lula Livre.

Seria melhor que ele continuasse falando sobre suas relações com Queiroz, em vez de ofender na mesma frase a língua portuguesa, os eleitores argentinos e o seu presidente, eleito no primeiro turno.

Em outra entrevista a jornalistas, já nem lembro onde, o capitão resolveu fazer uma ameaça à TV Globo, cujo contrato de concessão vence durante o mandato de Bolsonaro:

“Tem empresa que vai renovar contrato brevemente, eu não vou perseguir ninguém. (Mas) para quem estiver devendo, vai ter dificuldade. Então os órgãos de imprensa jogam pesado para ver se me tiram de combate para facilitar sua vida”.

Só queria saber quanto está custando esta viagem de Bolsonaro, passeando pelo mundo com sua alegre comitiva para comer hamburguer e miojo, e quais os resultados práticos para o Brasil.

Na volta, poderia convocar uma entrevista coletiva para prestar contas.

Mas todo mundo só vai querer saber sobre as peripécias do Queiroz…

Quantos dias ainda faltam?

Vida que segue.

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04
Ago19

Dentes de Feliciano custam R$ 157 mil para a Câmara (vídeo)

Talis Andrade

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por Renato Onofre, O Estado de S.Paulo

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BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados reembolsou o deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) em R$ 157 mil referentes a um tratamento odontológico. O parlamentar argumentou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca.

O pedido de reembolso do parlamentar foi apresentado em abril à área de perícia da Câmara, mas foi rejeitado pela equipe técnica. Na avaliação do setor, havia uma incompatibilidade entre os valores apresentados e os preestabelecidos pela Casa, além de problemas na descrição de parte dos procedimentos. Com um laudo de seu dentista, Feliciano recorreu da decisão. A Mesa Diretora, formada por sete parlamentares, acabou aprovando o gasto.

Todo deputado tem um plano médico ligado à Caixa Econômica Federal. Tanto despesas com serviços médicos quanto odontológicos podem ser reembolsadas. Desde 2013, a Câmara passou a autorizar quase que automaticamente despesas de até R$ 50 mil. Valores acima disso têm de passar por aprovação da Mesa Diretora, que pode aprovar qualquer quantia. No ano passado, a Câmara desembolsou R$ 8 milhões em reembolso médico aos parlamentares.

Feliciano passou pelo tratamento odontológico numa clínica em Luziânia (GO), a 47 quilômetros de Brasília. “Esse é o procedimento mais avançado que a gente poderia gastar em odontologia. A gente quase que troca toda a boca da pessoa, sabe?”, disse o cirurgião-dentista Max Barbosa. Responsável pelo tratamento, ele afirmou em sua conta no Facebook que, como “dentist designer” e “mestre em implantes”, é “reconhecido por criar trabalhos únicos”.

“Dentro do padrão e do equipamento que a gente usa, com os profissionais que eu tive que trazer e o tempo reduzido para resolver o problema, acho que não (foi caro)”, disse. “Eu considero bem razoável (o preço), apesar de saber que nem todo brasileiro faria.”

O Estado consultou dois especialistas nesse tipo de procedimento, e eles afirmaram que o valor reembolsado pela Câmara é alto, uma vez que esse tipo de patologia não necessita de intervenção cirúrgica. Ambos, contudo, disseram que as tabela vigentes de convênios e afins não servem como parâmetro neste caso e que cada dentista tem a liberdade de cobrar o preço que achar justo. [Transcrevi trechos]. Feliciano já se lançou candidato à vice de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. 

Em 2003, o Governo lançou o Brasil Sorridente, o maior programa de saúde bucal do mundo. Dez anos depois atendia 70,6 milhões de brasileiros, que contam com 22.213 equipes de Saúde Bucal em todo o País. Leia mais

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19
Jul17

Glória aos pastores que usaram seu púlpito para demonizar Dilma e divinizar Temer e seus ladrões

Talis Andrade

por Hermes Carvalho Fernandes/ DCM 

 

Quero parabenizar ao excelentíssimo Sr. Presidente em exercício Michel Temer pela proeza de chegar ao poder tendo aglutinado ao seu redor tanta gente de bem. Parabéns pelo ministério exemplar. Acertou em cheio na escolha, demonstrando que, de fato, seu programa de governo é uma ponte para o futuro (e quê futuro!). Parabéns pelos sete ministros investigados pela Lava-Jato e que passam a ter foro privilegiado (esteja preparado para enfrentar as ruas amanhã! O MBL já está mobilizando a coxinhada para lotar a Paulista! Se não aceitaram Lula, por que aceitariam esses sete?).

 

Parabéns por uma equipe formada exclusivamente de homens brancos, sem qualquer representação feminina ou de minorias étnicas. E que ministro de justiça é aquele, hein? O ex-advogado do PCC, é isso mesmo? Que orgulho de ser brasileiro…

 

Também quero parabenizar à Rede Globo de Televisão, bem como as demais redes de TV que rezam em sua cartilha (até a Record se dobrou! Vivi pra ver isso). Vocês conseguiram mais uma vez! Merecem pedir música no Fantástico. Mais uma vez terão um fantoche bem ao estilo de Herodes no Palácio do Planalto. Preparem-se para uma enxurrada de verbas federais…

 

Parabenizo também aos pastores Silas Malafaia (agora sai a tão sonhada concessão de TV!), Marco Feliciano (e aí, vai acabar com a Parada Gay quando for prefeito de SP?), e ao discretíssimo Edir Macedo que troca de lado sem o menor constrangimento. O importante é estar próximo do poder. Conseguiu até mais um ministério. E desta vez não será o da pesca (vamos combinar? aquilo era vergonhoso!), mas o de ciência e tecnologia. A comunidade científica mundial está soltando fogos! Quem diria, em pleno século XXI, um criacionista à frente da ciência (se é que ele sabe o que é criacionismo… esses bispos da IURD costumam ser analfabetos em matéria de teologia). Que upgrade, hein?

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Parabenizo a todos os pastores que usaram seus púlpitos para demonizar o Lula e o PT e divinizar o Bolsonaro. A propósito, parabéns pelo batismo, Mito! Você agora é um dos nossos! São só quarenta milhões de evangélicos capazes de garantir a eleição de qualquer presidente. Tomara que o Pr. Everaldo tenha lhe feito mergulhar ao menos sete vezes para ver se consegue limpá-lo desta lepra fascista.

 

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Parabenizo ao Sr. Eduardo Cunha, que entra para a história como o mais inescrupuloso parlamentar que este país já produziu (merece série na Netflix bem ao estilo de Escobar). Acho até graça quando me recordo de seu bordão: “Porque o nosso povo mereeeeece respeitÔ!” O que o nosso povo não merecia era ter alguém de sua laia presidindo aquela vergonha em que se tornou nosso parlamento.

 

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Parabenizo a FIESP. Vocês são demais! Que demonstração de força foi essa? Como disse um amigo meu, o pato pagou o golpe, resta saber quem vai pagar o pato. Adivinha…

 

Parabenizo ao povo brasileiro, em especial, os que engrossaram o coro regido pelos que citei acima. Vocês deram um show de cidadania e patriotismo. Derrubaram no grito um governo legitimamente eleito por 54 milhões de votos. Que orgulho das cores de nossa bandeira! Finalmente, o PT perdeu a boquinha. A corrupção foi varrida (pra debaixo do tapete, é claro!). Só falta prender o Lula para garantir que ele não venha candidato em 2018. Por que, se vier…

 

Bem, a mesma Escritura que diz que devemos nos alegrar com os que se alegram, também diz que devemos chorar com os que choram. Então, peço licença para prestar minhas condolências a quem perdeu.

 

Minhas condolências à excelentíssima presidenta (primeira vez que a chamo assim!) Dilma Rousseff. A senhora bem que tentou. Mas como poderia governar sendo sabotada pelo congresso desde o primeiro dia de seu segundo mandato? A história saberá julgá-la. Se depender de muitos, não será um “tchau, querida”, mas apenas um “até mais, presidenta!” Infelizmente, depende de quem já está decidido a sepultar de vez sua trajetória política. Sinceramente, em seu lugar, eu deixava tudo isso de lado para me dedicar a criar meus netos. Mas como você não é de fugir da luta…

 

Minhas condolências a todos os artistas da TV, do Teatro, do Cinema, do Circo e até das ruas, pelo encerramento das atividades do Ministério da Cultura. Vamos voltar a nos contentar com os blockbusters enlatados americanos, com a doutrinação ideológica do Tio Sam.

 

Minhas condolências aos movimentos sociais que já não terão nem vez, nem voz neste governo postiço. Como se não bastasse a extinção do Ministério da Cultura, o novo governo extinguiu também os Ministérios das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos. Em menos de 5 horas o governo promoveu um retrocesso de 30 anos.

 

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Minhas condolências às minorias, incluindo mulheres, negros, índios, LGBT’s, imigrantes, aos beneficiários dos programas sociais do governo, aos estudantes de universidades federais (entre eles, meus filhos), etc.

 

Minhas condolências a você que como eu não perdeu a esperança de um Brasil verdadeiramente democrático. Que insistiu até o último momento em acreditar nas instituições. Torçamos para que a Lava-jato deixe de ser apenas uma ducha na lataria desta Brasília velha e se torne verdadeiramente numa faxina profunda que inclua todas as suas engrenagens carcomidas pela corrupção. Que estes que agora riem e zombam do povo brasileiro, possam chorar amargamente ao serem pegos pelas malhas da justiça. Se é que existe justiça abaixo da linha do Equador… A esperança ainda pulsa.

 

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Michel Temer e o pastor Jose Wellington e a deputa

 

 

22
Jun17

Para espanto dos racistas da elite branca, negro o único romancista brasileiro

Talis Andrade

O Brasil é o pais do um. 

A terra de apenas um romancista. Machado de Assis. Não tem mais ninguém.

Nesta quarta-feira, dia 21 de junho, se comemora o 178º aniversário do escritor.

O Doodle do Google presta uma devida homenagem

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Fica mais que evidente que Machado era negro retinto, mas a imprensa faz que não vê. 

Noticia a referência e esconde:

Machado de Assis (1839-1908) nasceu em uma chácara no morro do Livramento no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839. Filho de Francisco José de Assis, um mulato, escravo alforriado, pintor de paredes e de Maria Leopoldina Machado de Assis, lavadeira, de origem portuguesa da Ilha dos Açores.

 

BRASIL UM PAÍS RACISTA

 

A cantora e ativista política Preta Gil, pergunta para o deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidente do Brasil nas próximas eleições de 2018: - Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?

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 Responde Bolsonaro:

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 O pastor evangélico Marco Feliciano justifica: - Os africanos descende de ancestral amaldiçoado por Noé.

 

CULTURA DO UM

 

O Brasil continua sendo a terra de apenas um romancista. Machado de Assis.

Este um sozinho - a eterna exceção, o único - vale para as artes e as ciências.

Na arquitetura, Niemeyer.

Na poesia, Augusto dos Anjos o mais lido, e Castro Alves. São dois mulatos embranquecidos. Para a imprensa existe apenas Castro Alves.

Na pintura, Portinari.

Na música, Villa Lobos.

Na escultura, ninguém.

Filósofo? Nenhum.

O importante para a imprensa que estejam todos mortos.

Brasil é a terra dos juristas. De Francisco Campos, que elaborou várias constituições ditatoriais. Dos Reales (O pai redigiu o ato institucional n.5, que consolidou a ditadura de 64; o filho, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, para possibilitar o golpe de Michel Temer). E dos economistas Roberto Campos, Delfim Neto, Meirelles, Joaquim Levy, Armínio Fraga. A maioria trabalhou para banqueiros estadunindeses e possue dupla nacionalidade. Isso explica tudo. Inclusive a crise.

 

 

 

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