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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Mar20

'Pula no esgoto e nada acontece': Brasil tem mais de 300 mil internações por ano por doenças causadas por falta de saneamento

Talis Andrade

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Bolsonaro disse que o brasileiro "tem que ser estudado", pois pula "no esgoto e nada acontece com ele"

Luis Barrucho
Da BBC News Brasil em Londres

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) contrariam a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que o brasileiro seria resistente a infecções, já que "pula no esgoto e nada acontece".

Em 2016, houve 166,8 internações hospitalares por 100 mil habitantes no Brasil devido a doenças relacionadas à falta de saneamento.

Considerando uma população de 207,7 milhões à época, foram 346,5 mil internações hospitalares por doenças causadas por "saneamento ambiental inadequado".

Entre as doenças que levaram à internação estão diarreias, cólera, hepatite A e leptospirose (causada pela exposição à urina de animais, principalmente ratos).

Os dados de 2016 são os últimos disponibilizados pelo órgão e sinalizam uma queda no número de internações ao longo dos anos.

Em 2010, foram 309,1 internações por 100 mil habitantes, ou cerca de 610 mil internações no total, considerando a população de 197 milhões à época.

Na quinta-feira (26/03), Bolsonaro disse que o brasileiro "tem que ser estudado", pois pula "no esgoto e nada acontece com ele" ao comparar a situação do Brasil com a dos Estados Unidos no combate à pandemia do novo coronavírus.

"Eu acho que não, não vamos chegar a esse ponto [tantos casos quanto os Estados Unidos], até porque o brasileiro tem que ser estudado. O cara não pega nada. Eu vi um cara ali pulando no esgoto, sai, mergulha... Tá certo?! E não acontece nada com ele", disse Bolsonaro durante entrevista realizada na porta do Palácio do Planalto, em Brasília.

Ele voltou a criticar governadores e prefeitos pela determinação da quarentena e do fechamento do comércio em várias cidades do país.

"Alguns prefeitos e governadores erraram na dose. Foi uma catástrofe. O turismo passou para zero. Ninguém faz mais turismo. A rede hoteleira está em 10% de sua capacidade. Olha a desgraça que está aí", reclamou. "Agora não existe mais diarista, não existe mais manicure, Uber não funciona. Não dá para entender que essa onda é muito mais preocupante do que a doença?", acrescentou.

Doenças várias
São várias as moléstias que podem ser transmitidas pelo que o IBGE chama de "doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado".

O órgão divide as doenças em cinco categorias: de transmissão feco-oral (por meio de fezes), transmitidas por inseto vetor, transmitidas através do contato com a água, relacionadas com a higiene, geo-helmintos e teníases.

Entre elas, estão diarreia, cólera, salmonelose, shigelose, febres entéricas, leishmanioses, malária, esquistossomose, leptospirose, doenças de pele, entre outras.

Quase a metade da população brasileira (48%) não tem coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil, organização da sociedade civil formada por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.

De acordo com o "esgotômetro", medidor de esgoto despejado na natureza, disponível no site da organização, cerca de 500 mil piscinas olímpicas de esgoto foram lançadas ao meio ambiente no Brasil desde 1º de janeiro deste ano.

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02
Fev18

Enquanto a febre amarela mata os pobres os juízes invadem Brasília pelo direito de continuar entre 1% mais ricos

Talis Andrade

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O mosquito que transmite a febre amarela e o dengue não é democrático. Ataca os pobres moradores de casas sem água encanada, e de ruas sem calçamento, sem saneamento, sem auxílio nenhum. Auxílio é direito exclusivo de togado. Ô povinho cheio de direitos e luxento. 

 

Brasil tem 20,6 de lares sem rede de esgoto. 31 milhões de brasileiros pobres permanecem sem água encanada para as castas dos togados e dos militares viverem no mais alto luxo.  

 

No jornal de hoje um retrato do Brasil real: os 1 por cento mais ricos defendem a manutenção do auxílio moradia, enquanto o governador do Estado e o prefeito da Capital de São Paulo "cortam a verba contra mosquitos". 

 

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29
Jan18

O responsável pela febre amarela em São Paulo

Talis Andrade

 

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A desconhecida lista dos mortos pela peste 

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 Doria, o voo da morte 

 

Michel Temer (PMDB) vai terminar culpando o privatista ministro da Saúde Ricardo Barros que culpa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) que culpa o prefeito João Doria (PSDB).

 

A corrupção ronda o Ministério, as secretarias estadual e municipal da Saúde, e a verdade terminará enterrada em alguma cova rasa de um morto anônimo.

 

In Wikipédia: Em cada ano, a febre amarela causa 200 000 infeções e 30 000 mortes, das quais cerca de 90% ocorrem em África. 

 

Existe uma vacina segura e eficaz contra a febre amarela. Alguns países exigem que os viajantes sejam vacinados. Entre outras medidas para prevenir a infeção, está a diminuição da população dos mosquitos que a transmitem.

 

Em áreas onde a febre amarela é comum e a vacinação pouco comum, o diagnóstico antecipado e a vacinação de grande parte da população é essencial para prevenir surtos.

 

O tratamento de pessoas infetadas destina-se a aliviar os sintomas, não existindo medidas específicas eficazes contra o vírus. A segunda fase da doença, mais grave, provoca a morte de metade das pessoas que não recebem tratamento.

 

28
Jan18

Febre amarela desata caça bárbara contra macacos no Rio e ninguém foi preso que lei no Brasil é para inglês ver

Talis Andrade
Justiça de faz de conta. Leis mais leis para inglês ver. O artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais, de 1998, prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar” qualquer tipo de animal. Se houver a morte do bichinho, a pena aumenta até um terço.
 
 
A imprensa internacional registra:
Em menos de um mês, Estado registrou a morte de 132 primatas, 60% deles assassinados pelo homem.
Envenenados ou espancados, animais massacrados prejudicam o monitoramento da doença
 
Há famílias inteiras de primatas mortas. Em 22 anos de carreira como médica veterinária, Márcia Rolim nunca tinha visto nada igual. “Nunca vi uma matança tão grande contra uma espécie. Estamos todos indignados com o que estamos presenciando. De vez em quando nós temos casos de maus tratos, mas nunca nessa proporção e nem com a crueldade das lesões que estou vendo”, lamenta Rolim, também subsecretária municipal de Vigilância Sanitária no Rio.

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Há famílias inteiras de primatas mortas. Em 22 anos de carreira como médica veterinária, Márcia Rolim nunca tinha visto nada igual. “Nunca vi uma matança tão grande contra uma espécie. Estamos todos indignados com o que estamos presenciando. De vez em quando nós temos casos de maus tratos, mas nunca nessa proporção e nem com a crueldade das lesões que estou vendo”, lamenta .

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