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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

09
Fev21

Bolsonaro dispara mentira contra Debora Diniz e professora responde

Talis Andrade

DCM - Neste sábado (06), a ativista pelo aborto e professora da Universidade de Brasília (UnB) Débora Diniz, publicou em seu Twitter uma mensagem dizendo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou uma fake news sobre ela.

Débora pediu para ninguém tente protegê-la em “grupos bolsonaristas” depois de mais um absurdo do presidente.

“Presidente Bolsonaro publicou uma mentira contra mim. Por favor, não use seu tempo para me defender em grupos bolsonaristas. Foque na pandemia, pergunte das vacinas, insista no que importa para o país. Faça algo por mim: passe esta mensagem adiante. Fiz um print para facilitar”, disse.

A fake news espalhada por Bolsonaro foi que, supostamente, a professora teria acusado o presidente de perseguir pedófilos.

Talíria Petrone
A professora e pesquisadora é alvo de nova onda de desinformação. Precisamos derrotar o ódio que move a fábrica de fake news bolsonarista. Toda nossa solidariedade, Débora. Não passarão!
xico sá
A nova armação das redes bolsonaristas para insuflar o ódio contra Debora Diniz via brasil.elpais.com/brasil/2021-02 toda solidariedade a
30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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05
Dez20

MORO Mentiras, farsas e trapaças - 3

Talis Andrade

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A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia entrou na Justiça para realizar, na UFF – Universidade Federal Fluminense, o ato #MoroMente. O juiz federal José Carlos da Silva Garcia garantiu a realização da solenidade vetada, “de forma arbitrária e inconstitucional”, pelo reitor Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega.

A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia), juntamente com a ADUFF (Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense); o diretor da Faculdade de Direito da UFF, Wilson Madeira Filho; e o professor da Faculdade de Direito da UFF, Rogério Dultra Santos, protocolaram um Mandado de Segurança (acesse aqui) na Justiça Federal de Niterói pedindo a manutenção da realização do ato #MoroMente.

 

 

 
03
Dez20

A prova definitiva da farsa que condenou Lula: Documentos da empresa de Sergio Moro apontam a OAS como dona do tríplex do Guarujá

Talis Andrade

 

Deputados afirmaram nesta quarta-feira (2), em postagens no Twitter, que a revelação de documentos da empresa de consultoria Alvarez & Marsal, que prova que o tríplex do Guarujá pertence à empreiteira OAS, e não a Lula, é mais uma comprovação da farsa montada pelo então juiz Sérgio Moro para condenar o ex-presidente e tirá-lo da disputa pela presidência da República em 2018. De acordo com os parlamentares, diante dessa denúncia o STF deve anular a sentença que condenou Lula e restituir os seus direitos políticos.

Em sua coluna no UOL, o jornalista Reinaldo Azevedo apresenta documentos da consultoria Alvarez & Marsal, comprovando que o tríplex do Guarujá, localizado no edifício Solaris, pertence de fato à OAS, e não ao ex-presidente Lula, como sustentou a Lava Jato durante o processo que ao final, condenou Lula, por decisão do então juiz Sérgio Moro.

O jornalista lembra ainda que a defesa de Lula já havia apresentado esses documentos ao então juiz, que simplesmente não reconheceu a validade da prova. Reinaldo Azevedo destaca ainda que hoje, Sérgio Moro é sócio da empresa que responde pela recuperação judicial da OAS, que foi à lona à esteira da Lava Jato.

Para o líder da Bancada do PT, deputado Enio Verri, a apresentação pública desses documentos provam a farsa montada por Sérgio Moro para tirar Lula da eleição de 2018. “O ex-juiz promoveu uma farsa para tirar o petista das eleições e cometeu vários absurdos e ilegalidades para isso, entre elas ignorar esse documento”, afirmou.

Já a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, criticou a volatilidade do caráter de Sérgio Moro em relação às provas sobre a posse do tríplex. “Moro muda de acordo com o ambiente e a conveniência. Quando era juiz, não considerou o documento da Alvarez & Marsal que atestava ser da OAS e não de Lula o tríplex do Guarujá. Agora que é sócio dessa consultoria, não contesta o documento. Não tem o menor pudor”, acusou.

Sobre a revelação do documento que prova ser da OAS o tríplex do Guarujá, o deputado Paulo Pimenta disse que Moro foi “demascarado” e classificou o processo que condenou Lula como “uma vergonha”. Por sua vez, o deputado Airton Faleiro disse que o ex-juiz de Curitiba montou uma “maracutaia” e que agora “ganha rios de dinheiro com os escombros das empresas que ele próprio quebrou”.

O deputado Pedro Uczai afirmou que Sérgio Moro agiu com “desfaçatez” no caso do tríplex, e que, “aos poucos o castelo de areia dele vai se desfazendo”. “Usou a magistratura pra perseguir aqueles que julgou serem seus adversários. É um ser desprezível e traidor da pátria”, apontou.

Anula STF

Diante da constatação da inocência de Lula no caso do tríplex, que rendeu a Lula uma condenação de oito anos e dez meses de reclusão, parlamentares petistas também defenderam a anulação da sentença que condenou o ex-presidente. A defesa de Lula entrou com uma ação no STF que aponta a suspeição de Moro como juiz no processo do tríplex. A aceitação dessa ação pode levar à anulação da sentença dada pelo ex-juiz.

“Anula STF, até a empresa A&M, em que Sérgio Moro se tornou sócio, atesta que tríplex não era de Lula, mas da OAS. Ainda assim o condenaram e o submeteram a perseguições brutais de parte do MPF, da imprensa e do judiciário”, escreveu Nilto Tatto.

Diante dessas e outras revelações sobre a farsa montada por Sérgio Moro, o deputado Carlos Veras perguntou em sua conta no Twitter “o que ainda falta para a absolvição total de Lula?”. “Não há provas contra Lula, mas não faltam fatos que comprovam que o maior líder deste país sofreu e sofre perseguição política. Sem justiça para Lula, a democracia e o povo brasileiro agonizam”, disse o parlamentar.

Farsa para tirar Lula da eleição de 2018

Também sobre a revelação dos documentos sobre o tríplex, outros parlamentares lembraram que a condução do processo por Sérgio Moro foi usada para tirar o ex-presidente da eleição de 2018. “O tal triplex do Guarujá levou Lula à prisão política e o tirou da disputa pela Presidência há dois anos atrás”, disse Reginaldo Lopes.

Na mesma linha, o deputado Marcon escreveu que Moro cometeu um crime contra a democracia brasileira. “Por isso estavam escondendo dos advogados de Lula os documentos do processo! Crime contra o estado democrático de direito para tirar Lula das eleições!”, acusou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) observou que “Moro promoveu uma farsa para tirar Lula da eleição”. Ele disse ainda que “a revelação desses documentos torna ainda mais irrefutável e escandalosa a promiscuidade do ex-juiz com a consultoria da qual se tornou sócio-diretor”, ressaltou.

- - -

Texto de Héber Carvalho com informações da coluna Reinaldo Azevedo/UOL

 

10
Jul20

Lavajatismo e bolsonarismo são irmãos gêmeos

Talis Andrade

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II - Lava Jato, Bolsonaro e a política no Brasil: “jogos, trapaças e dois canos fumegantes"

por Tânia Maria Saraiva de Oliveira/ Brasil de Fato
- - -

Certo é que o Brasil vive uma crise sem precedentes em várias áreas, e sem gestão. O Ministério da Saúde está há 53 dias sem um ministro titular, e o interino militar Eduardo Pazuello, que começou camuflando e escondendo dados, não informa nenhuma estratégia para enfrentar a pandemia.

Voltando à Lava Jato e à recente e barulhenta contenda com a PGR, que corresponde ao divórcio entre Moro e Bolsonaro, é preciso buscar lá atrás a narrativa de fatos passados, para verificar que se trata de “um museu de grandes novidades”. Tudo já foi denunciado antes, apenas nunca verificado com seriedade.

No dia 19 de julho de 2017, no evento denominado Lessons from Brazil: Fighting Corruption Amid Political Turmoil, promovido pelo site de notícias Jota e pela Atlantic Council, Kenneth Blanco e Trevor Mc Fadden, respectivamente Vice-procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e Subsecretário Geral de Justiça Adjunto Interino, fizeram pronunciamento oficial sobre cooperação, baseada em “confiança” e, por vezes, fora dos “procedimentos oficiais”, realizada entre as autoridades norte-americanas e os procuradores da República da Lava Jato.

Blanco fez referência específica em seu pronunciamento à sentença condenatória proferida contra o ex-presidente Lula, e ressaltou, também neste caso, a parceria norte-americana com os membros do MPF, afirmando que: “confiança permite que promotores e agentes tenham comunicação direta quanto às provas. Dado o relacionamento íntimo entre o departamento de Justiça e os promotores brasileiros, não dependemos apenas de procedimentos oficiais como tratados de assistência jurídica mútua, que geralmente levam tempo e recursos consideráveis para serem escritos, traduzidos, transmitidos oficialmente e respondidos”.

Nunca houve uma negativa da força-tarefa da operação Lava Jato às falas das autoridades norte-americanas. Havia uma “cooperação” entre o FBI e a Lava Jato. As perguntas são: em que termos? De que forma? Com que base legal?
Vejamos.

O Brasil firmou com os Estados Unidos da América um acordo de assistência judiciária em matéria penal, por meio do Decreto nº 3.810, de 2 de maio de 2001. A intenção era de facilitar a execução das tarefas das autoridades responsáveis pelo cumprimento da lei de ambos os países, na investigação, inquérito, ação penal e prevenção do crime.

A assistência compreende, na forma do artigo 1ª do Decreto: tomada de depoimentos ou declarações de pessoas, fornecimento de documentos, registros e bens; localização ou identificação de pessoas (físicas ou jurídicas) ou bens; entrega de documentos; transferência de pessoas sob custódia para prestar depoimento ou outros fins; execução de pedidos de busca e apreensão; assistência em procedimentos relacionados a imobilização e confisco de bens, restituição, cobrança de multas; e qualquer outra forma de assistência não proibida pelas leis do Estado requerido.

O envio e recebimento de solicitações de assistência judiciária somente são feitos pela autoridade central, prevista no Decreto que, no caso do Brasil é o Ministério da Justiça.

A presença de agentes do FBI em Curitiba desde 2014, como já foi denunciado e que agora se revela com mais clareza, em reuniões com os membros da força-tarefa da operação Lava Jato, era completamente desconhecida do Ministério da Justiça, como aliás já foi dito publicamente pelo então ministro da pasta, José Eduardo Cardozo. Significa, sem mais, que o compartilhamento de informações com agentes americanos foi feito de forma completamente ilegal, sem qualquer registro oficial.

A Lava Jato acostumou-se a agir, impunemente, de acordo com suas próprias balizas o que, em regra, significava, em desacordo com as normas e de forma espetaculosa, com uso de vazamentos seletivos de conteúdo das investigações, e tirando vantagem de sua popularidade construída e alimentada pela grande imprensa, de combatentes da corrupção.

Não há, portanto, uma grande revelação do “relacionamento íntimo”, nas palavras de Kenneth Blanco, entre os agentes norte-americanos do FBI e os procuradores do MPF de Curitiba. A parte traída nessa relação, que é a sociedade brasileira, a quem suas autoridades devem prestar contas, já tinha acesso à informação, inclusive por parte da defesa do ex-presidente Lula, que denunciou formalmente ao TRF-4 a cooperação informal, o que, a propósito, a imprensa brasileira tratou como “teoria da conspiração”.

A manipulação de fatos, maquiando-lhes para que pareçam perfeitos, é um método que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e sua trupe praticaram durante todos esses anos que conduziram a Lava Jato. Então, bastava responder que “acordos de cooperação são comuns e importantes” para desviar o foco sobre o fato inexorável que o Decreto de cooperação foi descumprido.

Lavajatismo e bolsonarismo são irmãos gêmeos, formatos de atuação desviantes que se retroalimentam no ódio e desrespeito às normas de convivência democrática.

Trapaceiros e farsantes, como no filme do Guy Ritchie que dá título ao texto, os atores principais não economizam na interpretação, fingem ser heróis de causas sensíveis para a audiência, e se reconhecem no cinismo e arrogância. Com a diferença que a ficção cinematográfica criou uma divertida e qualificada comédia, com personagens autênticos e fluidos, enquanto a realidade brasileira é um drama cheio de clichês, com enredo já divulgado, e cuja previsibilidade de desfecho segue em aberto, mas depende cada dia mais de que o espectador abandone seu papel de observação e encontre a si mesmo na perspectiva autoral da mudança, sem dúvida alguma a possibilidade mais desafiadora de nosso tempo.
 

09
Jun20

Os generais que derrotaram o Exército Brasileiro

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

Toda a imagem de profissionalismo construída pelas Forças Armadas ao longo de mais de 30 anos foi inapelavelmente destruído em apenas um ano e meio da aventura a que levaram o Exército nos dois últimos anos, desde que dois generais – Eduardo Villas Bôas e Augusto Heleno – o lançaram ao planejarem e executarem a Operação Cavalo de Troia: tomar o poder embutidos na barriga do “Cavalão”, apelido na tropa de Jair Bolsonaro.

Mourão, apesar de deter a posição mais importante, a de vice-presidente, parece ser mais passageiro na janelinha, mas não um dos condutores deste processo. Fosse uma liderança, seriam grandes as tentações, que parecem inexistir, de fazerem dele o Presidente.

Villas Bôas, perdeu o respeito e o conceito que gozava de ser um comandante legalista e discreto como deve ser um chefe militar para se tornar, no ocaso de sua vida, um personagem que nem mesmo sentimentos de piedade inspira mais. Augusto Heleno, que nunca carregou aquela imagem virtuosa, se tornou um microbrucutu, um nanogeneral , um Costa e Silva do século 21, que transmite a imagem de militar grosseiro, estúpido, de poucas luzes e de muitos gritos.

A obra tremenda de ambos foi fazer o Exército uma instituição que, já antes mesmo da onda de temor golpista que cresceu nos últimos meses, perdeu confiança da população e voltar a ser um fantasma pairando sobre a sociedade civil.

E é certo que, agora, isso agravou-se, desde a desastrosa decisão de ocupar-se militarmente o Ministério da Saúde e a hecatômbica bobagem de esconder os dados da pandemia.

Mas é pior do que deixar que Jair Bolsonaro despejasse sobre a imagem das Forças Armadas a imagem de sua grosseria, estupidez, burrice, desumanidade, incapacidade e desqualificação.

A Operação Cavalo de Troia tem um reverso insuspeito. Levou para dentro da tropa a ideia de que a indisciplina, a quebra de hierarquia e a convivência com organizações paralelas, como as milícias, são admissíveis e até vantajosas para militares.

Será que o aumento nos contracheques para todos os militares e as vantagens para os que abocanharam cargos reparam o mal que foi feito às três Armas?

01
Abr20

Moro divulga fake news durante coletiva no Palácio do Planalto

Talis Andrade

247

É falsa a informação divulgada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, no final de coletiva de imprensa nesta terça-feira, 31, de que um homem, que foi liberado da prisão devido à pandemia do coronavírus, foi apreendido no Rio Grande do Sul com grande quantidade de drogas e armas.

No fim dos pronunciamentos da coletiva, Moro pediu a palavra e leu no celular: "aqui uma declaração que me veio rapidamente. A informação de última hora. Isso precisa ser confirmado, mas a informação que eu recebi aqui: Foi preso em São Leopoldo um detento de 38 anos que foi libertado semana passada por prisão domiciliar humanitária. Foi apreendido com ele 124 kg de cocaína, 12 kg de crack, 6 fuzis 556 e um 762, além de uma submetralhadora 9 mm e mais 5,5 mil cartuchos de fuzil"

"Situação do indivíduo que é colocado em prisão domiciliar por questões humanitárias relacionadas ao coronavírus e uma semana depois é apreendido com ele tanta quantidade de droga, tanta quantidade de arma. Pelo jeito não estava tão precisando, tão doente assim pra ser colocado em liberdade. Então, precisa ter uma análise de cada caso, não pode ser colocado em liberdade indiscriminadamente. Esse é um apelo que eu faço, é importante", afirmou.

Segundo informações do G1, “uma operação realmente ocorreu na cidade de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, mas o homem preso não cumpria pena e, portanto, não estava em prisão domiciliar por causa do coronavírus”.

Moro fez a declaração após o tema da liberação de presos em situação de risco de contaminação pela Covid-19 ter sido discutido na coletiva. No dia 17 de março, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu uma recomendação para que os tribunais avaliem medidas de prevenção ao vírus nos presídios, como a concessão de prisão domiciliar para presos em cumprimento de pena em regime aberto e semiaberto ou em casos suspeitos ou confirmados da doença.

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01
Abr20

Petardo: O pronunciamento do farsante na TV

Talis Andrade

 

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por Altamiro Borges

Bolsonaro é um farsante. Em mais um pronunciamento em cadeia nacional de TV, o "capetão" falou que está preocupado com o "camelô, o ambulante, o vendedor de churrasquinho, a diarista...". Logo ele que golpeou os aposentados na "reforma" da Previdência, que ampliou a terceirização e já fez tantas maldades. 

*** 

Bolsonaro nunca deu bola para os trabalhadores informais e os excluídos. Ele só se preocupa com a família – a dele. Uma de suas primeiras medidas foi expulsar os médicos cubanos que atendiam milhares de brasileiros. Ele também cortou drasticamente as verbas para a saúde pública. Sempre foi um inimigo do SUS. 

*** 

Quando o coronavírus já causava centenas de mortes pelo mundo, o "capetão" disse que era só uma "gripezinha". Depois, apresentou um projeto que suspendia por quatro meses o salário do trabalhador e concedia uma merreca de R$ 200 aos informais. Agora faz demagogia na TV. Farsante! Verme! 

*** 

Mas o povo está despertando. Até muitos que votaram no "capetão", iludidos com suas mentiras, hoje já batem panelas e gritam "Bolsonaro assassino". Durante seu pronunciamento na TV, ocorreu mais um "barulhaço". Foi o 15º dia consecutivo de protestos em todo o país. E bem mais barulhento! 

*** 

Nem as redes sociais aguentam as bizarrices macabras do "capetão". Segundo relata o site brasileiro da BBC de Londres, "após Twitter, Facebook e Instagram excluem vídeo de Bolsonaro por 'causar danos reais às pessoas'". De fato, Bolsonaro mata! O presidente nativo faz mal à saúde. 

*** 

Um porta-voz confirmou à BBC que "Facebook e Instagram optaram por excluir vídeo em que o presidente conversava com vendedor ambulante em Taguatinga (DF). 'Removemos conteúdo que viole nossos padrões, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas'". 

*** 

Ainda segundo a BBC, "a decisão do Facebook acontece no dia seguinte a exclusão de dois vídeos de Bolsonaro pelo Twitter... A empresa declarou que as postagens violaram as regras de uso da plataforma por potencialmente 'colocar as pessoas em maior risco de transmitir covid-19'". 

*** 

Em sessão por videoconferência, Senado aprovou nesta segunda-feira projeto que prevê o pagamento de auxílio de R$ 600 para os trabalhadores informais. Já apelidado de ‘coronavoucher’, o auxílio segue para sanção do genocida Bolsonaro. Quem tem fome tem pressa, "capetão" da morte! 

*** 

Pelo projeto elaborado na Câmara e aprovado no Senado, serão contemplados com R$ 600 os trabalhadores informais e autônomos e também microempreendedores individuais, os MEI que não recebam aposentadoria ou seguro-desemprego. A ajuda é urgente-urgentíssima, viu "capetão da morte"! 

*** 

O temor é de que Bolsonaro, partidário da morte, retarde o pagamento desse auxílio. Até ex-bolsonaristas criticam a sua lentidão. Para o senador Major Olímpio (PSL-SP), ele é "bom de iniciativa, mas não de terminativa... Precisamos de mais ações para injetar na veia o dinheirinho”. 

*** 

Enquanto o insano BolsoNero passeia pelas ruas de Brasília, dá abraços e tira selfies, a Itália anunciou nesta semana a prorrogação até 12 de abril da sua quarentena nacional. O país europeu tem o maior número de mortes do mundo, com mais de 11.500 óbitos. Sabe o peso da irresponsabilidade! 

*** 

Já nos EUA, motivo de paixão do antipatriótico Bolsonaro e dos bolsominions, Donald Trump finalmente recuou e decidiu que o confinamento será mantido até fim de abril. De cada quatro ianques, três estão em quarentena devido ao coronavírus – mais de 225 milhões estão em casa no país. 

*** 

Talvez o "capetão" queira aproveitar o caos provocado pelo coronavírus para seguir a trilha do seu ídolo Viktor Orbán. O premiê húngaro baixou lei emergencial que amplia seus poderes. O fascista governará por decreto, podendo fixar pena de até cinco anos de prisão a seus críticos. 

*** 

O risco de uma nova regressão fascista foi reforçado pela nota do Ministério da Defesa sobre os 56 anos do golpe militar de 31 de março de 1964. A infame "ordem do dia" afirma que a ditadura – que torturou, matou, censurou e cometeu outros crimes – foi “um marco para a democracia brasileira”.

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