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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

06
Out23

Paulo Bilynskyj, que tem um longo histórico de militância em prol do lobby armamentista, omitiu do TSE propriedade de clube de tiro

Talis Andrade
 
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Deputado delegado Paulo Bilynskyj volta ameaçar Lula de morte (terceira parte)

 

O deputado bolsonarista Sargento Fahur (PSD-PR) xingou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB). Em evento da indústria da defesa, o congressista criticou a política de desarmamento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atacou o ministro: “Vem buscar minha arma aqui, seu merda”. 

O sargento fanfarrão manifestou seu apoio ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que visa sustar os efeitos do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que restringiu o acesso a armas de fogo. A proposta foi apresentada pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que ousa enaltecer o avô que foi membro da Gestapo e, possivelmente, ucraniano guarda de campo de concentração. E foi mais além, desde que se acostumou, impunemente, a ameaçar Lula de morte. 

Para atiçar instintos assassinos, Bilynskyj que tem um histórico de violência, inclusive de morte não devidamente explicada, apresentou um projeto de lei propondo retirar as armas de fogo das equipes de segurança do presidente da República. 

A proposta foi protocolada em 21/8 na Câmara. 

Raphael Sans, em reportagem para a Revista Forum, apresenta o seguinte perfil do deputado lavajatista, bolsonarista da extrema direita e da supremacia branca:

Quem é Paulo Bilynskyj

O ex-delegado e digital influencer bolsonarista e armamentista, Paulo Bilynskj, teve sua demissão aprovada pelo Conselho da Polícia Civil de São Paulo em julho de 2022 por incitar a violência política no 7 de setembro que se avizinhava, além de ter feito ameaças veladas a Lula, então ex-presidente e candidato. Segundo a corporação, o conjunto de vídeos de Bilynskyj também fazia apologia ao racismo e ao estupro.

Em publicações da época, feitas através dos stories, Bilynskyj fala em "lutar" para que "não dê merda" nas eleições enquanto aparece abrindo fogo. Em uma das postagens, diz que vai aos atos bolsonaristas no feriado de 7 de setembro junto a um vídeo em que dispara contra um alvo. "Não podemos deixar a esquerda voltar", declara em outra postagem.

Em outro vídeo, ele aparece como professor de "defesa armada" e tenta vender seu curso. Na peça, Bilynskyj mostra uma mulher branca sendo carregada por homens negros para dizer que a 'situação fica preta" para quem não se inscreve neste tipo de curso.

Meses antes, em maio de 2022, ele já havia ganhado holofotes ao divulgar em suas redes sociais um vídeo debochando da fala de Lula (PT) sobre transformar clubes de tiro em clubes de leitura. Com caixas de armas que simulam esteticamente livros, o delegado convidou o petista, de forma irônica, a conhecer seu ‘clube do livro’, em uma ameaça velada.

Em meio a repercussão dos seus absurdos, tanto nas redes sociais, como na imprensa que noticiou o processo administrativo que ocorreu na Polícia Civil, Bilynskyj aproveitou o momento para lançar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Meses depois, era um dos 38 políticos eleitos com apoio do Proarmas no primeiro turno das eleições nacionais.

Ele também foi suspeito de ter assassinado a namorada, Priscila Delgado, em 2020. Bilynskj tinha 33 anos em 20 de maio de 2020 quando foi socorrido por vizinhos na porta do apartamento onde vivia com a mulher e levado para um hospital. Priscila, por sua vez, foi encontrada morta no banheiro do apartamento. À época, a Polícia Militar, mesmo após visitar o local, afirmou que não iria se manifestar e que informações poderiam ser procuradas na Secretaria de Segurança Pública (SSP). A SSP, por sua vez, disse que a investigação do caso ficaria a cargo da Corregedoria da Polícia Civil.

De acordo com sua versão, o delegado tomava banho quando a namorada entrou no banheiro atirando contra a sua pessoa, por haver se irritado com mensagens que encontrou no celular do companheiro. Ele foi baleado no abdôme mas teria conseguido fugir para o local onde foi encontrado enquanto a namorada teria se suicidado com um tiro no peito. A tese foi acatada pela Justiça e o delegado acabou absolvido.

No entanto, a família da vítima e especialistas forenses ouvidos na época ainda colocam dúvidas sobre a decisão. O próprio exame que mostraria se o delegado disparou ou não uma arma naquele dia acabou não sendo realizado.

Para o perito forense particular Eduardo Llanos, a ausência da prova residual “chama muito a atenção”. “É feito o exame residuográfico na maioria dos casos, mesmo nas mãos de vítimas feridas ou bandidos feridos quando levados a hospital”, disse ele à Ponte. “Não há como dar 100% de crédito à história que ele está contando. Por que omitir uma prova que pode confirmar a inocência do delegado?”, questionou à época.

Já cientista forense Sérgio Hernandez, também à época, mostrou uma opinião semelhante a de Llanos e destacou que quem teria que ter feito a solicitação dessa perícia é o delegado que registrou a ocorrência. “Houve negligência, omissão. Todos os casos balísticos, onde se efetue tiros de arma de fogo, tanto a vítima, como o suspeito, o agressor, eles devem passar pela coleta de resíduos, obrigatoriamente, para verificar se essas pessoas efetuaram ou não os tiros”, afirmou.

Os peritos ainda comentaram sobre possíveis roupas que Bilynskj  estaria usando quando foi encontrado, uma vez que segundo sua versão ele teria corrido do chuveiro para fora do apartamento, e se estivesse vestido seria difícil confiar em sua história. Além disso, chamaram a atenção para a não realização de perícia do celular do então suspeito, para apurar se havia alguma troca de mensagens que pudesse despertar o ciúme da namorada, a fim de verificar sua versão dos fatos. As indagações dos especialistas à época deixaram dúvidas quanto à história, e a família da vítima naquele momento, em julho de 2022, negava a versão de suicídio. No entanto, o processo foi arquivado.

Bilynskyj não declarou empresa ao TSE

Nesta terça-feira (11), horas antes da chegada de Dino á Comissão, a imprensa divulgou a notícia de que o deputado federal Paulo Bilynskyj teria omitido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser o sócio do clube de tiro Puma Tactical. Ele teria declarado à Corte Eleitoral, no ano passado, um patrimônio de R$ 455 mil, onde constariam um apartamento de R$ 400 mil e dois veículos de passeio.

No entanto, em registro do clube de tiro na Receita Federal feito em 2018, o deputado consta como um dos três sócios da empresa que funciona no bairro da Chácara Santo Antônio, área de classe média alta na zona sul de São Paulo. De acordo com apuração do Uol, nas redes sociais o clube oferece planos anuais de filiação que podem chegar a R$ 6 mil e facilidades na compra de armas e munições.

25
Abr23

Afiliada da Jovem Pan financiou terroristas

Talis Andrade
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Por Altamiro Borges

A Jovem Pan ficou famosa por ter virado um antro de bolsonaristas raivosos – desde o dono, o asqueroso Tutinha, até os seus principais comentaristas. Tanto que ela ganhou o apelido de Jovem Klan por sua linha editorial de extrema-direita. Agora, porém, surge a grave denúncia de que além de destilar veneno em sua programação na rádio e televisão, uma de suas afiliadas também financiou os terroristas que participaram dos atos golpistas do fatídico 8 de janeiro em Brasília. 

Na semana passada, o empresário Milton de Oliveira Júnior, proprietário da Jovem Pan em Itapetininga, no interior de São Paulo, confessou que bancou os vândalos que destruíram as sedes do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Em um programa da rádio local, o fascistoide disse inclusive ter os “recibos” que comprovam suas doações para os terroristas. “Não tenho medo de assumir o que eu faço, está lá”, esbravejou. 

A falsa valentia do covardão bolsonarista

Todo metido a valentão, o dono da afiliada da Jovem Klan afirmou ainda que não tem medo de ir para a cadeia por suas contribuições financeiras aos atos golpistas e reafirmou as mentiras bolsonaristas sobre a eleição do presidente Lula. “Se eu tiver que ser preso porque ajudei patriotas a irem para Brasília fazer um protesto contra um governo ilegítimo, que eu seja preso, não há problema nenhum”. Essa valentia toda, porém, não durou muito tempo. 

A Jovem Pan – que perdeu muitos anunciantes nos últimos meses e enfrenta uma intensa campanha de desmonetização nas redes sociais – já procurou se precaver. Segundo o site Splash, “após a repercussão negativa da fala de Milton Oliveira, ela comunicou o fim do contrato com sua afiliada por ‘expor’ a emissora e por ‘violar cláusulas’ do acordo, que ‘têm como objetivo a preservação da marca e a reputação da Jovem Pan enquanto empresa de comunicação’”. 

 
Já o covardão bolsonarista de Itapetininga parece estar se borrando de medo. Tanto que sua emissora já retirou do YouTube o vídeo com a sua confissão. E em seu perfil no Facebook Milton Oliveira também afirma agora que “sempre” respeitou a Justiça e nega que tenha apoiado “qualquer ato que ataque a democracia”. Ele jura que deu grana apenas a um amigo “para sua alimentação durante a viagem de retorno de Brasília”. Haja covardia!
 

A comunicação no governo Lula

 
 
30
Jan21

Ruy Castro: Bolsonaro rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel

Talis Andrade

 

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247 - Em sua coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo, o escritor Ruy Castro afirma que Jair Bolsonaro foi "quem rebaixou o Brasil ao nível de estrebaria de quartel, ao inundar os lares com um vídeo sobre golden shower, chamar um jornalista para a briga ('Minha vontade é encher a sua boca de porrada!') e ejacular mais palavrões numa reunião ministerial do que em todas as reuniões ministeriais somadas desde 1889".

No texto, Ruy Castro destaca que, "desde sua posse, Jair Bolsonaro já foi chamado de cretino, grosseiro, despreparado, irresponsável, omisso, analfabeto, homófobo, mentiroso, escatológico, cínico, arrogante, desequilibrado, demente, incendiário, torturador, golpista, racista, fascista, nazista, xenófobo, miliciano, criminoso, psicopata e genocida". 

"Nenhum outro governante brasileiro foi agraciado com tantos epítetos, a provar que a língua é rica o bastante para definir o pior presidente da história do país. Mas é inútil, porque nada ofende Bolsonaro. Ele se identifica com cada desaforo".

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03
Jan21

Hoje, a minha melhor antevisão de futuro é ver Bolsonaro no banco dos réus

Talis Andrade

Lo Cole/The Economist

 

por Reinaldo Azevedo

- - -

Caros, a partir deste dia 24 de dezembro, esta página entra em ritmo de férias por um mês. A exemplo do que já aconteceu em outros anos, pode ser que eu apareça por aqui. Se acontecer, aviso nas minhas redes sociais.

Vai chegando ao fim um ano horrível, mas não nosso desassossego. 2021 nos trará ainda muitas dificuldades e muitos desafios também na saúde. A pandemia está longe do fim, e o processo de vacinação em massa não será tranquilo. Não temos um governo, mas uma balbúrdia liderada por um fanfarrão com discurso de homicida em massa.

Também a democracia, por óbvio, continuará sob permanente ataque. E, ainda que seja estupefaciente, a questão democrática passa hoje por essa área.

Jair Bolsonaro, um depredador contumaz de institucionalidade, escolheu a saúde dos brasileiros como campo de batalha ideológica, o que eleva a insanidade a um patamar inédito.

Que outro presidente ou que político no mundo ousariam tratar o coronavírus — que já matou, até o dia 23, 189.220 pessoas, com 961 mortes só nesta quarta — como "a melhor vacina"?

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Bolsonaro o fez durante visita a Santa Catarina. Negou-se abertamente a usar uma máscara que lhe foi oferecida: "Eu não uso". Estava cercado de outros desmascarados.

O presidente manipula o desalento da população e os contratempos que variados graus de isolamento social impõem, fazendo proselitismo contra a vacina e tentando desmoralizar os cuidados mínimos para evitar a contaminação.

Tornou-se abertamente um "necropolítico" — um político da morte —, incentivando tanto os seus seguidores como o povo a desafiar uma doença que pode ser letal. Pessoas já recuperadas relatam efeitos colaterais de longa duração.

Enquanto brasileiros vão se aglomerando nas praias e nas ruas, o Reino Unido decreta lockdown porque duas mutações do vírus, ainda mais contagiosas, se espalham. A reinfecção é, sim, possível e já está entre nós.

Seguimos, no entanto — ou parte considerável dos brasileiros —, como se não houvesse amanhã. Ou como se o amanhã fosse eterno, o que dá na mesma.

Nada há de muito bom ou otimista a declarar, só a desejar. A única forma de ser otimista é sendo um realista prudente. Só é possível melhorar apontando os erros, reconhecendo-os, corrigindo-os. Só assim o amanhã pode ser melhor. Ou pioramos. E, como costumo escrever aqui, países nunca fecham as portas, mas podem entrar em decadência contínua.

Protejam a si mesmos, àqueles que lhes são caros e aos outros. Tal postura, por enquanto, é a melhor vacina.

Só um potencial homicida em massa — variante genérica do genocida — escolhe o vírus como o melhor imunizante.

Os democratas brasileiros precisam se organizar para criminalizar esse tipo de discurso. Ele tem de ser banido da esfera política e precisa ser tratado na área penal. Como crime de lesa humanidade.

Assim, os melhores votos que posso deixar sobre o futuro anteveem que Bolsonaro ainda responderá por seus crimes de responsabilidade e por suas falas homicidas.

Este é o único bem que ele pode fazer ao Brasil: ser um exemplo de que atos e falas têm consequência na democracia.

Sei que o Natal não será tão feliz e que o novo ano não será lá essas coisas.

Cultivemos, no entanto, nosso jardim.

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