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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

03
Mar21

Percepção de risco e exposição ao vírus na pandemia

Talis Andrade

 

por Wilson Gomes /Cult
 
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Fevereiro de 2021 termina com grande parte do sistema de saúde dos estados e municípios brasileiros entrando em colapso diante da nova onda de Covid-19. Há pelo menos um mês a chamada média móvel está acima de mil mortes por dia. As novas e mais contagiosas variantes da doença saturam a capacidade dos hospitais ao mesmo tempo em que incapacitam os médicos e enfermeiros da linha de frente. 

Já completamos um ano convivendo com a tragédia, e a sensação que se tem é que voltamos ao pior patamar alcançado no ano de 2020, se é que não estamos em pior situação. Um pesadelo sem fim.

O bolsovírus

Sabemos, claro, que não estamos nesta situação por acaso. Os especialistas têm muita clareza de que muitas dessas 250 mil mortes teriam sido evitadas se não tivéssemos no comando do país Jair Bolsonaro, sua incapacidade de gestão, seu narcisismo de louco que não permite compartilhar poder e cercar-se de gente competente, suas convicções de fanático avesso a ciência e a conhecimento, sua paranoia política que lhe impede de escutar quem quer que não seja convertido às suas crenças ideológicas e pensar um país para todos. O fator Bolsonaro explica por que faltam vacinas, por que não há um cadastro de vacinados nem uma fila clara e indiscutível de vacinação, dentre outras tantas coisas que todo mundo sabe. 

Mas nem toda autoridade política no país é composta de gente de padrão moral tão vil a ponto de politizar ao extremo, e da forma mais amesquinhada, medidas sanitárias, de um lado, e a vacinação da população, do outro. Nem da combinação absolutamente letal de uma personalidade paranoica – que resolve ser presidente República e ministro da Saúde ao mesmo tempo por não confiar em mais ninguém – com um perfil de incompetência tão absoluto que nada que não possa ser realizado apenas com saliva, factoides, perdigotos, maldade e insultos é efetivamente feito pelo governo central do país.

Temos gestores dignos nos estados e municípios que tiveram respaldo da opinião pública e do STF para, na medida do possível, tomar medidas para minorar a pandemia para os seus governados. Além disso, tivemos um jornalismo que, em geral, foi responsável, consciencioso e corajoso ao ponto de enfrentar a insensatez mortal do presidente e dos seus seguidores do movimento bolsonarista. Sem mencionar os pesquisadores e divulgadores científico que foram aos meios tradicionais e aos meios digitais de comunicação para defender fatos e evidências e enfrentar as campanhas de fake news e narrativas de complôs da extrema-direita. 

Entretanto, apesar de tanta informação de qualidade e de tantos gestores que assumiram corajosamente todas as medidas possíveis para a evitar a disseminação acelerada da doença e a sobrecarga dos hospitais, uma parte da população desafiou as informações oferecidas, desobedeceu às determinações das autoridades para uso de máscara facial, isolamento e lockdown, e sabotou todas as medidas sanitárias consideradas essenciais para evitar o estado de coisa em que nos encontramos. 

Por que uma parte dos cidadãos insiste em se expor ao vírus? 

É da mentalidade dos brasileiros que as explicações preferidas para os problemas sociais coloquem a maior parte da responsabilidade nos ombros de quem governa. E Bolsonaro e Pazuello facilitam esse trabalho, tanto pelo que não fizeram quanto pelos seus feitos e malfeitos. Mas o fato da inépcia e da sabotagem das duas patéticas figuras não explicam, sozinhas, as festas clandestinas durante a pandemia; as aglomerações, a resistência ao uso de máscaras em lugares públicos, a recusa a cooperar com regras mínimas de isolamento social. 

 

E, é claro, não vamos nos iludir,
nem todos os que se entregaram
a este ano de desobediência civil
eram bolsonaristas, muito
embora inegavelmente parece
haver uma correlação entre a
ideologia bolsonarista e a
resistência às medidas sanitárias.

 

Existe uma área multidisciplinar de pesquisa desde os anos 1960 que estuda a chamada “percepção de risco”. Percepção é um julgamento subjetivo, uma opinião ou sentimento pessoal. A percepção de risco é a sensação ou julgamento subjetivo que as pessoas fazem sobre a gravidade envolvida em uma determinada situação. 

Muitas das atitudes e dos comportamentos adotados pelas pessoas nesta pandemia dependem da percepção do risco de se contaminar, do risco de morrer ou do risco de que outras pessoas morram e se contaminem por causa das minhas atitudes e comportamentos. É razoável supor que quanto maior a percepção de risco de morte ou doença, maiores os cuidados e precauções, e quanto menor a sensação de que se pode morrer ou adoecer gravemente, menor adesão às medidas de saúde recomendadas e menor colaboração com as autoridades. 

Muita gente não compreende como as pessoas continuam se expondo a todo tipo de risco nesta pandemia e apostam que isso decorre da falta de informação de qualidade. Mas o que menos faltou neste período foi um fluxo constante de informação correta, transparente e confiável, apesar das campanhas de desinformação do obscurantismo bolsonarista. Não é certo que todas as pessoas que se expuseram intensamente, de maneira constante ou eventual, à contaminação, eram todas mal informadas ou desinformadas, muito menos dogmáticos bolsonaristas.

Na verdade, a questão social mais relevante não é quanta informação exata as pessoas têm, mas como fazer com que as pessoas tenham percepções exatas sobre os fatores pessoais e sociais de risco, como aproximar a percepção de risco e o risco real e objetivo. O que, infelizmente, não são a mesma coisa. A sensação de risco não depende apenas de fatos, mas também da nossa mente e da nossa cultura, é uma construção psicológica subjetiva, influenciada pela variação cognitiva, emocional, social, cultural e individual que há entre pessoas diferentes e até mesmo entre sociedades distintas. 

Não conheço pesquisa sobre percepção de risco e a vontade do público de cooperar e adotar comportamentos para a proteção da saúde durante pandemias no Brasil, mas há alguns estudos internacionais já publicados, inclusive comparativos, que li esta semana. Há certas descobertas que talvez nos ajudem a compreender a resistência à cooperação neste país.

Tudo indica, por exemplo, que quanto mais a informação em circulação na sociedade é magnificada, ampliada, em ambientes familiares e amigos, maior a percepção de risco e maior a adesão às políticas de prevenção e isolamento. Ou seja, quanto maior a coesão familiar na convicção sobre o risco de morrer, maior a adesão do indivíduo a esta avaliação e maior a probabilidade de que adote comportamentos correspondentes. De colaboração ou de desobediência.

Outro fator importante tem a ver com mentalidade. Quem é mais pró-social, isto é, quem pensa que é importante fazer coisas em benefícios dos outros e da sociedade mesmo que isso lhe custe pessoalmente alguma coisa, tem mais percepção de risco e, portanto, expõe-se menos à contaminação. Por outro lado, quanto mais individualistas forem as suas visões de mundo, menos riscos as pessoas percebem. Aqui temos um componente interessante, onde a posição ideológica na polarização política é muito importante, mas também conta a diferença entre uma mentalidade mais e menos hedonista, voltada para a própria satisfação e prazer. Perspectivas individualistas e perspectivas pró-sociais são decisivas para a sensação de risco e, portanto, para a adoção ou rejeição deste ou daquele comportamento. 

Além disso, quem teve experiência direta e familiar com adoecimento grave e morte percebe, naturalmente, mais riscos em comparação com aquelas que não tiveram experiência direta. 

A confiança na ciência e no pessoal da saúde foi constante e positivamente correlacionadas com a percepção de risco. Assim como se descobriu que os homens têm percepções de riscos mais baixas do que as mulheres em muitos países. É de se esperar também, por observação, que jovens se sintam mais invulneráveis que velhos, que esportistas se considerem menos vulneráveis do que sedentários.  

A conclusão é que talvez as campanhas de comunicação nesta pandemia, as governamentais e as das empresas de jornalismo e de plataforma, não tenham entendido que comportamentos não são modificados apenas com base em informação ou dados exatos, confiáveis e atualizados. Que entre a informação, de um lado, e a atitude e o comportamento, do outro, estão os julgamentos subjetivo e intersubjetivo sobre riscos e sobre a própria imunidade. Que a sensação de risco é socialmente negociada com base nas experiências pessoais e sociais, nos valores e nas crenças na própria invulnerabilidade. Uma campanha de comunicação precisaria também ser uma campanha de comunicação de risco, para diferentes públicos, entendendo exatamente, portanto, como cada um deles avalia o próprio risco de se contaminar ou morrer. 

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23
Fev21

MPF distorceu notícia para desviar atenção da imprensa sobre decisão desfavorável da Justiça da Suíça

Talis Andrade

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Tribunal Penal Federal da Suíça considerou ilegal entrega de documentos a procuradores brasileiros que atuavam na "lava jato"

A Lava Jato fabricava depoimentos de presos e testemunhas. Portanto, muito mais fácil criar informações falsas para a imprensa. Era uma fábrica de boatos, de mentiras, de injúrias, de calúnias, de meias-verdades. Mantinha assessoria de imprensa e agências de publicidade. Era uma organização criminosa. Acabou de podre.

Publica o portal Consultoria Jurídica: Integrantes da chamada "lava jato" em Curitiba criaram um factoide para esconder uma decisão desfavorável e se antecipar ao trabalho da imprensa. A informação consta em novos diálogos enviados pela defesa do ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal.

O episódio envolve decisão do Tribunal Penal Federal da Suíça que considerou ilegal uma entrega de documentos do país a procuradores brasileiros que atuavam na "lava jato". 

Conforme noticiou com exclusividade a ConJur em 2 de fevereiro de 2016, a promotoria do país europeu fez um pedido de cooperação solicitando que diversos investigados no Brasil fossem interrogados. Junto com os questionamentos, entretanto, foram enviados documentos bancários sigilosos de uma empresa offshore suíça. Os dados haviam sido solicitados anteriormente pelo Brasil para tentar provar que a Odebrecht pagou propina a terceiros. Esses documentos foram considerados ilegais pelo tribunal suíço.

Em 20 de janeiro de 2016, 13 dias antes da ConJur publicar a reportagem, o MPF em Curitiba já começou a se movimentar sobre como abafar a decisão desfavorável.

"Pepino com a Odebrecht. Se preparem. Um tribunal suíço deu razão a eles num pedido que o MPC [Ministério Público suíço] fez ao MPF", disse uma pessoa não identificada em um grupo lavajatista. A identidade de quem enviou a mensagem não aparece porque o nome dos responsáveis por criar chats hackeados do Telegram é suprimido. 

Em seguida pessoa identificada como "Renata", provavelmente assessora de imprensa do MPF, respondeu: "Isso deve sair na imprensa já, já. Quando tiverem informações, por favor, me passem". A partir daí foi articulado um release que seria enviado apenas aos jornalistas que eventualmente questionassem o MPF sobre a decisão do tribunal suíço. 

"Essa informação será trabalhada pela comunicação. Mas eu e Jeanne tb pensamos que podemos trabalhar de alguma forma a investigação Suíça. Seria mais ou menos algo na linha de que a empresa que questiona tanto a condução da investigação, se diz inocente etc, é investigada na Suíça por corrupção", prossegue Renata. 

"Mas só falamos [com a imprensa] se nos procurarem. É isso? Sem divulgação…", pergunta outro assessor, identificado como Rubens. 

 

A decisão


O questionamento do envio de dados na Suíça foi feito por uma das empresas offshore apontada por investigadores da "lava jato" como responsável pelo pagamento de propina a ex-diretores e gerentes da Petrobras. Os dados bancários dessa empresa foram enviados pelo MP suíço e utilizados como prova na "lava jato".

Inconformada com a atitude, a offshore recorreu ao Tribunal Penal Federal da Suíça afirmando que o envio dos dados foi ilegal, uma vez que houve produção de provas disfarçada de cooperação. 

Ao analisar a ação, o tribunal concluiu que houve um caso de entraide sauvage ("auxílio judicial selvagem", em tradução livre do francês). Na decisão, a corte ressaltou que em alguns casos o envio de dados sigilosos é permitido no processo rogatório. "Porém, o fornecimento de provas caracteriza uma forma da 'entraide sauvage' repudiada", diz a sentença.

Com base na decisão do tribunal suíço, a defesa do executivo da Odebrecht Marcio Faria da Silva pediu o desentranhamento das provas da ação penal que resultou em sua prisão. O executivo foi condenado por Sergio Moro. 

Os advogados de Silva lembraram que o próprio Moro, então juiz, afirmou que "as provas materiais principais" do processo são os documentos bancários anexados ao pedido de cooperação encaminhado pela Suíça ao Brasil em 16 de julho de 2015.

 

O release do MPF


Já no release do MPF, publicado um dia depois da reportagem da ConJur, a decisão suíça foi tratada como uma vitória dos procuradores brasileiros.

A manobra se deu da seguinte forma: ao invés de falar que a Justiça do país europeu considerou ilegal o envio dos dados bancários e cobrou informações das autoridades locais, o MPF noticiou apenas que a Odebrecht buscava impedir o uso do material no Brasil, mas que a empreiteira não conseguiu. 

"Com o recurso, a Odebrecht almejava impedir o uso, no Brasil, dos documentos bancários suíços que comprovam que ela pagou propinas multimilionárias, mediante depósitos diretamente feitos nas contas controladas por funcionários da Petrobras. Contudo, o Tribunal suíço concedeu à empresa apenas o direito a um recurso interno, tal qual ocorreria caso o pedido de cooperação tivesse partido do Brasil para a Suíça", diz a nota. 

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07
Fev20

Sem conseguir comprovar, tentam confundir…

Talis Andrade

Goya’s Inquisition: from black legend to liberal legend

 

Com a arrogância típica dos salvadores da pátria, alguns promotores e alguns juízes prometeram a “cura” para a corrupção. Para se esconder daquilo que jamais poderão entregar, precisaram criar uma máquina de marketing baseada em factóides e na intimidação. Tratam de manter o ar pesado, para validar sua prática de atirar primeiro e perguntar depois

 

 

Toda investigação, em qualquer área do conhecimento, começa com suspeitas e teses. Não é raro vermos especulações improváveis abrirem caminho para grandes e importantes descobertas. É tão comum que existem até programas de TV especialmente voltados para as reviravoltas em pesquisas médicas e em investigações criminais. Suspeitar, pode-se dizer, é o primeiro passo para esclarecer.

Investigadores responsáveis, no domínio da boa técnica, sabem que seu trabalho deve ser mantido em silêncio, especialmente nas etapas especulativas. Nas ciências, evita-se a criação de falsas expectativas —a cura para uma doença, por exemplo. Na apuração de crimes, preserva-se um simples suspeito da execração pública de crimes que não cometeu.

Nos últimos anos, o Ministério Público assumiu um papel de grande evidência na condução de investigações criminais no Brasil. Infelizmente, em vários casos, notamos que alguns de seus integrantes não usaram a suspeita como método científico para buscar a verdade, mas sim para produzir especulações, envolver a mídia e mobilizar a opinião pública.

A série de conversas entre integrantes da operação Lava Jato publicadas pelo The Intercept Brasil, no episódio conhecido como Vazajato, trouxe vários exemplos desse tipo de manipulação, ilustrados com detalhes desconcertantes

Neste momento, uma nova safra de especulações está sendo distribuída aos jornais. Criteriosamente, quase todos os dias aparecem novos documentos, emails, folhas avulsas de contabilidade, papéis rabiscados e até os rascunhos de uma história em quadrinhos já foram usados para revestir de veracidade meras suspeitas dos investigadores. Dessa vez, o esforço é para construir vínculos entre a empresa de telefonia Oi e o famoso sítio de Atibaia. O elo, a grande suspeita, seria uma empresa da qual é sócio Fábio Luís da Silva, a Gamecorp.

Segundo notícias recentes, os promotores “suspeitam” que o ex-executivo Otávio Azevedo tenha omitido informações em sua delação premiada sobre supostos pagamentos da Oi, empresa controlada pela Andrade Gutierrez, para viabilizar a compra do imóvel de Atibaia.

Ignoram, os promotores do caso (ignoram?), que a própria Justiça confirmou que o verdadeiro dono do Sítio, Fernando Bittar, o adquiriu com recursos provenientes de seu pai. Tudo devida e fartamente comprovado.

O mais curioso é que a delação de Otávio Azevedo foi apresentada pelo Ministério Público como uma das maiores conquistas da Lava Jato. É de se pensar o porquê, de só agora, anos depois, os aguerridos promotores ainda terem “suspeitas” contra, inclusive, extensa documentação probatória em sentido contrário.

As cifras que vem sendo mencionadas nas matérias, por sua vez, foram claramente manipuladas. Os números das suspeitas vazadas variam: 87, 103, 285 milhões. Precisão?! Às favas! Para fazer manchetes, quanto maior o número melhor. Além disso, ao sabor das conveniências da acusação, trata-se como único recebimento a somatória de todo o faturamento bruto da Gamecorp ao longo de 12 anos de serviços prestados. Aliás, “suspeita” pelos promotores de nem sequer existir, a empresa chegou a ter quase 200 funcionários e vários outros clientes importantes, entre os quais Microsoft, Sony, Hyundai, AMD, Sadia, Ambev, Warner Games e Cinemark. Um programa de TV criado pela empresa disputava o primeiro lugar no Ibope em seu segmento com um dos maiores grupos de comunicação do Brasil. Fábio Luís da Silva, tratado como neófito, vive o mundo dos games há muito tempo. Ainda garoto escrevia colunas sobre o assunto para os jornais. Ele e seus sócios perceberam o surgimento de uma “onda” no negócio dos games em suas origens, e foram pioneiros em uma indústria que hoje fatura no mundo todo centenas de bilhões de dólares. Fosse outro o país, Fábio Luís e seus sócios teriam ao menos a chance de ser julgados pelo que fizeram como empresários. Provavelmente seriam celebrados.

De um modo geral, os promotores sabem que seu objetivo é levantar fatos e provas para instruir uma ação. Sabem que a melhor forma de obtê-las é fazer seu trabalho em silêncio. Sabem que suspeitas levantadas em vão podem destruir vidas e reputações. Quando atropelam a boa técnica, que conhecem bem — ou deveriam conhecer—, agem de uma forma que nos autoriza a levantar muitas e muitas “dúvidas”, ou, por quê não dizer, robustas suspeitas?

Segundo o advogado Fábio Tofic, respeitado criminalista responsável pela defesa de Fábio Luís da Silva, “as atividades de suas empresas e sua vida pessoal foram devassadas por anos a fio e nenhuma irregularidade foi encontrada”. Por essa razão, reafirma o advogado, partiu do próprio Ministério Público Federal de São Paulo a iniciativa de pedir o arquivamento das investigações. O que mais admira, na verdade, é que não se aponta um único ato ou um mero gesto de Fábio para defender interesses privados no governo. Nada, absolutamente nada. Os negócios celebrados pelas empresas em questão tem indiscutíveis propósitos negociais e inequívoco significado econômico.

Essa nova safra de suspeitas e ilações vazadas sugere uma estratégia clara da força-tarefa para requentar um caso encerrado, a fim de tentar fixar artificialmente sua competência para conduzir uma nova investigação”, prossegue Tofic.

Com a arrogância típica dos salvadores da pátria, alguns promotores e alguns juízes prometeram a “cura” para a corrupção. Para se esconder daquilo que jamais poderão entregar, precisaram criar uma máquina de marketing baseada em factóides e na intimidação. Tratam de manter o ar pesado, para validar sua prática de atirar primeiro e perguntar depois.

É estarrecedor notar que o “modus operandi” revelado pela Vazajato para envolver a mídia e ameaçar investigados ainda esteja sendo usado com tanta naturalidade.

A corrupção precisa ser combatida por todos, mas dentro dos limites da lei.

Ao final das presentes investigações , a defesa de Fábio Luis esclarecerá tudo quanto até agora se veiculou. Dará sua contribuição para que parte dos prejuízos experimentados por Fábio e sua família sejam devidamente reparados. [Publicado pelo Grupro Prerrogativas]

 
 
 
 
 
 

 

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