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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Jun20

Bolsonaro atordoado

Talis Andrade

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IV - "As Forças Armadas não são milícias do presidente da República"  

Bruno Lupion entrevista Gilmar Mendes

 

Há relação entre a Operação Lava Jato e a eleição de Bolsonaro?

As operações de combate à corrupção afetaram o sistema político como um todo, e a Lava Jato teve papel de centralidade. Permitiu que houvesse uma disputa entre o PT, que continuou forte e orgânico, contra isto que se consolidou. A vitória de Bolsonaro se explica nesse sentido, ele acabou galvanizando os grupos que já representava, mas certamente todos aqueles que repudiavam o PT, os métodos, a corrupção. E é notório que o próprio juiz [Sergio] Moro tomou medidas, por exemplo a revelação de depoimentos do [Antonio] Palocci. A Lava Jato tomou partido. E se faltasse alguma explicação, Moro veio a integrar o governo Bolsonaro. Se há um candidato do lava-jatismo, certamente é Bolsonaro.

 

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulopublicada no sábado (13/06) que a vitória de Bolsonaro foi resultado do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mas também da decisão do sr. que impediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumisse a Casa Civil em 2016.

Ele está totalmente equivocado em relação a isso. É o famoso "se" na história. Se Lula tivesse se tornado ministro, ele teria conseguido reverter o impeachment? Ninguém sabe, muito provavelmente não. Mas depois tivemos um governo bastante normal do presidente [Michel] Temer, até de ampla coalizão, que sofreu ataques dessas forças de combate à corrupção, da repressão, o episódio [Rodrigo] Janot, Joesley [Batista]. Mas que no ambiente político aprovou uma PEC que colocou um limite para os gastos, normalizou a economia, solucionou o problema da depressão econômica. Foi um governo que conseguiu que o país voltasse a um estado de normalidade em termos econômicos e políticos. Tem muito "se" na história. [Por exemplo] a facada. O Bolsonaro tinha um minuto de televisão [por dia], talvez menos, e passou a ter 24 horas com a facada.

 

Como o sr. avalia hoje essa decisão que tomou sobre Lula?

Foi a decisão correta tendo em vista as informações distribuídas naquele momento, de que se estava nomeando o ex-presidente para lhe dar o foro. Tem aquela conversa que é divulgada da Dilma com o Lula, dizendo que sua posse estava sendo antecipada. Essa foi a apreensão que se teve, que era notório que se estava usando a nomeação para protegê-lo do processo criminal.

 

A presidência do ministro Dias Toffoli no Supremo termina em setembro. Desde o final de 2018, ele fez movimentos para se aproximar dos militares e do governo. Um deles foi nomear o general da reserva Fernando Azevedo como seu assessor, que depois se tornou ministro da Defesa, e recentemente sobrevoou a Praça dos Três Poderes ao lado do presidente, em um helicóptero, para saudar uma manifestação com bandeiras antidemocráticas. Mas no último domingo (15/06) Toffoli divulgou uma nota dura, dizendo que "integrantes do próprio Estado" estão estimulando ataques à Corte e que o Supremo "jamais se sujeitará" a nenhum tipo de ameaça. Como o sr. avalia esses movimentos do presidente do Tribunal?

O ministro Toffoli tentou ter esse diálogo desde o início, e tanto quanto possível evitar rusgas, estresse. Mas nesses últimos tempos o estresse aumentou, e o próprio ministro Toffoli se viu na contingência de ter que ser mais enfático. Certamente ele vinha tendo conversas de bastidores, levando sua preocupação, porque ninguém está interessado num estado de conflito permanente.

Eu mesmo estive com o presidente em março, quando fiz um reparo sobre uma manifestação contra o isolamento social. E ele reclamou da politização do debate, reclamou dos governadores. Ele estava atordoado. Tinha um governo que aparentemente estava caminhando para um crescimento econômico e se viu abalroado. Achava que o remédio, que era o isolamento social, matava o doente. Eu o achei uma alma torturada, um indivíduo que parecia muito só.

 

17
Jun20

É muita incompetência da Polícia Federal, confessa Weintraub: “Até hoje a gente não sabe quem mandou matar o presidente Bolsonaro”

Talis Andrade

 

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A partir de uma notícia da República de Curitiba - Um grupo reduzido de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fez um protesto neste domingo (14) na área central de Brasília. Depois se reuniram no Setor Militar Urbano (no Forte Apache) e na Praça do Buriti – em frente à sede do governo do Distrito Federal.

O grupo recebeu o apoio do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Que reiterou: os ministros do STF são "vagabundos".Image

 

Weintraub comentou a situação que vive o presidente Bolsonaro, e relembrou o caso Adélio:

O presidente Bolsonaro é exatamente isso que ele mostra. É um cara parecido com a gente, ele não tem frescuras. Mas as pessoas têm que entender que ele é uma pessoa, ele não é o todo poderoso. Ele está enfrentando um monte de instituições. Está cercado, tem um monte de gente em volta dele. Então, é uma batalha. Ele levou uma facada, inclusive, né? Até hoje a gente não sabe quem mandou matar o presidente Bolsonaro. Pra vocês terem a dimensão do quão poderosa é essa máquina, de quão poderosas são essas pessoas que estão se opondo, você concorda? (…) abriram o celular de um montão de gente por muito menos, do Adélio ainda está fechado

É muita incompetência do governo Bolsonaro. Dos serviços de inteligência, notadamente da ABIN. Das diferentes polícias federais, principalmente da PF. 

O atentado aconteceu em Minas Gerais, que tem um governador amigo de Bolsonaro, Romeu Zema, que comanda as polícias estaduais civil e militar que, também, investigaram o atentado.

Será que Weintraub queria nomear reitores como interventor para investigar o Adélio? 

Remédio de doudo é outro na porta. Bolsonaro devia nomear Weintraub ministro da Justiça e Segurança, para analisar a cabeça de Adélio. Talvez em uma sessão de hipnose

 

18
Mai20

Bolsonaro só chegou ao poder por conta de uma sucessão de trapaças

Talis Andrade

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por Leonardo Attuch

A reportagem deste domingo da jornalista Mônica Bergamo, em que o empresário Paulo Marinho, coordenador de campanha de Jair Bolsonaro, diz que a Polícia Federal vazou para Flávio Bolsonaro que investigava Fabrício Queiroz e o esquema das rachadinhas, revela mais uma faceta do jogo sujo usado na disputa presidencial de 2018, mas não surpreende. Foi apenas mais uma entre a coleção de trapaças que permitiu a chegada de Jair Bolsonaro ao poder. E todas essas manipulações, de um modo ou de outro, contaram com a participação das instituições que, segundo nos relatam os golpistas, "estão funcionando" a contento no Brasil.

A mais grave delas, como todos sabem, foi a inabilitação eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obtida graças a um processo forçado de lawfare, que contou com a participação da justiça federal de Curitiba, do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral e do próprio Supremo Tribunal Federal. O golpe, como profetizou Romero Jucá, foi "com Supremo, com tudo".

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No entanto, prender Lula e silenciá-lo durante a campanha eleitoral não seria suficiente para garantir a vitória da direita tradicional ou da extrema-direita. Foi também necessário vazar, antes do segundo turno da disputa presidencial, a delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci para prejudicar Fernando Haddad e reforçar a intoxicação da opinião pública com o discurso fake do combate à corrupção. Discurso que cairia por terra se os eleitores soubessem, também antes do segundo turno, que Jair Bolsonaro e sua família estavam envolvidos no esquema das rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Por isso mesmo, foi necessário adiar a Operação Furna da Onça e avisar Flávio Bolsonaro de que Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã, vinha sendo investigado. Não por acaso, Queiroz e sua filha Nathalia foram providencialmente demitidos antes do segundo turno.

É evidente que esta trapaça não foi obra apenas de um delegado. Ele teria a capacidade de vazar a investigação, mas não de segurar a operação. Quais foram os outros responsáveis? Por que as ações só foram deflagradas depois que Johnny Bravo já estava eleito? Tudo isso poderia ser esclarecido por uma CPI já proposta pelo deputado Alessandro Molon, mas é óbvio que a eleição de 2018 deveria ser anulada pela sucessão de fraudes já conhecidas. E isso sem falar no esquema de fake news, na "facada de Juiz de Fora", na mamadeira de piroca e em tantas outras trapaças. A ascensão da extrema-direita no Brasil foi o maior assalto à democracia na história da humanidade.

11
Mar20

Fraude eleitoral? Bolsonaro choca o mundo jurídico ao dizer que foi roubado em 2018

Talis Andrade

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Por Jose Cassio
 

A declaração de Jair Bolsonaro, em Miami, nesta segunda, 9, de que sua vitória no primeiro turno das eleições de 2018 foi garfada por fraude chocou o mundo político e jurídico. Ele falou para uma platéia de bolsonaristas e não apresentou provas.

“Coloca em cheque um sistema eleitoral considerado referência no mundo”, diz o advogado constitucionalista Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas.

“O Tribunal Superior Eleitoral tem que se manifestar de forma urgente e fazer uma investigação profunda sobre os eventuais dados que o presidente ficou de apresentar”.

Carvalho considerou o gesto como perigoso.

“Ganhar e perder faz parte do processo, mas uma insinuação dessas pode levar ao descrédito institucional, colocando em xeque o sistema jurídico do país”, diz.

Na opinião do advogado, tudo indica que Bolsonaro lançou o factoide para tirar a atenção da opinião pública da crise econômica.

“As declarações precisam ser investigadas com profundidade e se eventualmente se comprovar que o resultado foi legítimo, o presidente precisa ser exemplarmente punido”.

Carvalho classifica Bolsonaro de “diversionista que se considera inimputável”.

“Mais uma pirotecnia para alimentar sua milícia digital, mas dessa vez o que se nota é que ele foi longe demais. O caso é gravíssimo e por isso é necessário uma manifestação urgente do Tribunal Superior Eleitoral”.

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27
Fev20

Bolsonaro manda vídeo por WhatsApp convocando para ato anticongresso, o dia do foda-se

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro compartilhou pelo WhatsApp uma chamamento para os atos do dia do foda-se, 15 de março, contra o Congresso Nacional, que foram organizados após declaração do general da reserva Augusto Heleno, chefe do GSI.

O vídeo,  em tom melodramático sobre a facada da época da eleição, lembra que Bolsonaro “quase morreu” para defender o Brasil, e a chamada: “15 de março. Gen Heleno/Cap Bolsonaro. O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre”.

O vídeo não apresenta nenhum programa de governo. Nenhuma reforma que beneficie o povo em geral. Nenhuma promessa de mais escolas, mais hospitais, mais postos de saúde, mais casas populares, mais creches, mais empregos, aumento do salário mínimo, do bolsa família, congelamento dos preços do gás, da luz, dos medicamentos, da cesta básica. Não promete nada, neca de pitibiriba para o sem teto, o sem terra, o sem nada.

O vídeo de 1 minuto e 40 segundos traz frases como “ele foi chamado a lutar por nós. Ele comprou a briga por nós. Ele desafiou os poderosos por nós. Ele quase morreu por nós. Ele está enfrentando a esquerda corrupta e sanguinária por nós. Ele sofre calúnias e mentiras por fazer o melhor para nós. Ele é a nossa única esperança de dias cada vez melhores. Ele precisa de nosso apoio nas ruas”.

Dia do foda-se. “Dia 15.3 vamos mostrar a força da família brasileira. Vamos mostrar que apoiamos Bolsonaro e rejeitamos os inimigos do Brasil. Somos sim capazes, e temos um presidente trabalhador, incansável, cristão, patriota, capaz, justo, incorruptível. Dia 15/03, todos nas ruas apoiando Bolsonaro”.

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25
Fev20

Ato anti-Congresso: Bolsonaro manda vídeo por WhatsApp convocando para o "foda-se"

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro está compartilhando pelo WhatsApp uma chamamento para os atos do dia 15 de março contra o Congresso Nacional, que foram organizados após declaração do general Augusto Heleno, chefe do GSI, informa a jornalista Vera Magalhães.

Segundo ela, a mensagem compartilhada do celular do presidente tem um vídeo em tom dramático sobre a facada da época da eleição, dizendo que ele “quase morreu” para defender o Brasil, e a chamada: “15 de março. Gen Heleno/Cap Bolsonaro. O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre”.

O movimento "começou a se formar após o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete Segurança Institucional (GSI), reclamar da pressão do Congresso para o Planalto liberar mais verbas do orçamento. “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”, disse o chefe do GSI, em uma conversa privada.

A frase acabou vazando durante uma cerimônia no Palácio da Alvorada, na última terça-feira (18). Estavam com Heleno na hora do desabafo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos."

O vídeo de 1 minuto e 40 segundos traz frases como “ele foi chamado a lutar por nós. Ele comprou a briga por nós. Ele desafiou os poderosos por nós. Ele quase morreu por nós. Ele está enfrentando a esquerda corrupta e sanguinária por nós. Ele sofre calúnias e mentiras por fazer o melhor para nós. Ele é a nossa única esperança de dias cada vez melhores. Ele precisa de nosso apoio nas ruas”.

“Dia 15.3 vamos mostrar a força da família brasileira. Vamos mostrar que apoiamos Bolsonaro e rejeitamos os inimigos do Brasil. Somos sim capazes, e temos um presidente trabalhador, incansável, cristão, patriota, capaz, justo, incorruptível. Dia 15/03, todos nas ruas apoiando Bolsonaro”, diz o texto que aparece na tela, entremeado por imagens de Bolsonaro sendo esfaqueado, no hospital e depois em aparições públicas”, continua o texto.

 

 
18
Jul19

Fim do caso Adélio amplia suspeitas sobre a 'facada' contra Bolsonaro

Talis Andrade

Defesa de Bolsonaro decidiu não recorrer

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Jornal GGN – Aumentam as suspeitas a respeito do atentado sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro, após sua defesa e o Ministério Público decidirem não recorrer da sentença que considerou o autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, inimputável, ou “excludente de culpabilidade”, devido às suas condições mentais.

O atentado à facada contra o então candidato à Presidência aconteceu em 6 de setembro de 2018. Após o crime, as pesquisas sobre intenção de voto registraram uma melhora de desempenho de Bolsonaro no 2º turno das eleições. O Ibope, por exemplo, mostrou que, em agosto, sua pesquisa apontava 20% de votos para o candidato do PSL. Em setembro, o volume passou para 26%, sendo que que quatro pontos percentuais vieram logo após o atentado.

A pesquisa FSB, encomendada pelo BTG Pactual, também registrou o mesmo fenômeno, mostrando que Bolsonaro chegou a 30% das intenções de voto logo após o atentado. Já o Datafolha mostrou que o então candidato cresceu cinco pontos, passando de 15%, em agosto, para 20% em setembro, também após a facada.

O juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara Federal da Justiça em Juiz de Fora, absolveu Adélio Bispo de Oliveira por “inimputabilidade excludente da culpabilidade” há cerca de um mês. Em nota, divulgada nesta semana, o Tribunal afirma que “a sentença transitou em julgado”, ou seja, estão esgotados os prazos para recursos porque a defesa de Bolsonaro e o Ministério Público não recorreram a decisão que absolveu Adélio.

Leia a íntegra no GGN

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15
Jun19

O general Augusto Heleno não pia com Olavo

Talis Andrade

 

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Marechal Olavo de Carvalho

 

por Fernando Brito

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O ‘piti’ do general Augusto Heleno hoje com as suspeitas  que o ex-presidente Lula disse ter sobre o episódio da facada em Jair Bolsonaro é de um destempero e de um cinismo constrangedores.

Para começo de conversa, embora tenha ouvido muitas histórias, devo dizer que não tenho elementos que permitam concordar com a tese da “facada fake” e que, portanto, não levantei e não levanto suspeitas sobre sua veracidade. Isso é básico do jornalismo, embora seja direito de qualquer outro especular mesmo sem provas.

Mas o general que acha “a presidência uma coisa sagrada” poderia responder quando seus partidários deram um show de grosseria com uma presidente mulher, num estádio de futebol?.

O senhor alguma vez se manifestou sobre as marchas da direita – antes, muito antes da condenação de Lula – carregarem dele um boneco com roupas de presidiário?

Mesmo assim, sua intervenção foi deplorável.

Não lhe cabe fazer, diante do presidente e da imprensa, uma manifestação neste tom, com direito a soco na mesa, sobre qualquer tema.

O seu cargo é de chefe do gabinete de segurança do Presidente e não o de formulador de teses jurídicas sobre o que é ilegal, a prisão perpétua. Inconstitucional, até: leia o Art. 5°, inciso XLVII, alínea C.

Imagino se o senhor teria coragem para esta bravata se o assunto fosse o astrólogo Olavo de Carvalho, condecorado pelo seu chefe, a chamar seu colega, agora demitido, general Santos Cruz de “um merdinha”.

O senhor fez esta cena diante do presidente?

Não?

Então não tire de valente com quem está preso, se é covarde com quem está solto.

Lula é seu desafeto desde que, quando o senhor era comandante militar da Amazônia se opôs à demarcação de terras indígenas e o presidente mandou o chefe do Exército, general Enzo Perri, pedir que evitasse uma crise, da mesma forma que, depois, teve de receber ordem para não fazer apologia de 1964.

É o ódio que acumula há dez anos que o fez vomitar na mesa do café da manhã presidencial?

Não é preciso dizer nada além do que dizia minha velha avó, embora o senhor não tem idade de ouvir o que um garoto devia ouvir: tenha modos!

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14
Mai19

Carlos Bolsonaro esteve em clube de tiro no mesmo período que Adélio, o homem que esfaqueou seu pai

Talis Andrade

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por Pedro Zambarda de Araujo 

___

DCM - Carlos Bolsonaro esteve no clube de tiro .38 nos dias 7, 8 e 9 de julho de 2018, antes da campanha presidencial do pai.

Quem estava no mesmo local nessas datas?

Adélio Bispo, o homem que deu a facada em Bolsonaro em Juiz de Fora.

As informações são de um perfil no Twitter, que recuperou, entre outras coisas, prints do Instagram.

As postagens resgatam dados do G1 e das redes do próprio Carlos.

Adélio chegou em 5 de julho e foi para São José, na Grande Florianópolis, onde fica o clube, para onde se dirigiu, se cadastrou e treinou por cerca de uma hora, conforme relataram à imprensa os funcionários do local.

O .38 é frequentado pelos filhos de Bolsonaro.

Eduardo, por exemplo, esteve lá em 18 de maio e em muitas outras oportunidades, como mostra reportagem do DCM.

Carlos se refugiou no lugar quando brigou com o pai depois que foi obrigado a retirar do canal do YouTube oficial da presidência um vídeo idiota de Olavo de Carvalho.

Adélio ficou em Santa Catarina até 20 de agosto e, de lá, foi para Juiz de Fora.

A facada aconteceu em 6 de setembro de 2018, dois meses depois.

 

Novo encontro

No dia da facada, Carlos Bolsonaro estava em Juiz de Fora. Foi a única viagem que fez na campanha do pai

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.
 
Renato Rovai, no dia 19 de fevereiro, escreveu na Revista Forum:
 
Em uma longa entrevista à Rádio Jovem Pan, Gustavo Bebianno resolveu dizer, de forma no mínimo suspeita, que Carlos Bolsonaro mal participava da campanha e que a única viagem que fez foi para Juiz de Fora, cidade onde Bolsonaro sofreu o atentado; em política ninguém diz nada por acaso
  

“Ele nunca viajou conosco. A única viagem que Carlos fez foi justamente a da facada”

 

 

 

Em uma longa entrevista ao programa “Os Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, na noite desta terça-feira (19), o ex-ministro Gustavo Bebianno resolveu dizer, de maneira no mínimo suspeita, que Carlos Bolsonaro, aquele que o chamou de mentiroso, mal participou da campanha de seu pai e que a única viagem que fez com a equipe foi para Juiz de Fora (MG), cidade onde Jair Bolsonaro sofreu a facada, em setembro.

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Por que Bebianno soltou essa declaração em um programa de audiência nacional depois de ser escorraçado do governo? Seria a declaração uma senha de que seria capaz de trazer à tona revelações mais graves?

Como se sabe, em política ninguém diz nada por acaso. Será que a declaração teria alguma ligação com as dúvidas que ainda hoje pairam sobre a facada?

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Há de se registrar ainda que, após o beijo de Judas, Bebianno passou a tecer elogios a Jair Bolsonaro, dizendo que ele não era o “homem bomba”, que não atacaria o presidente e que tem certeza de que o capitão da reserva fará um bom governo. Disse Bebianno:

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07
Mai19

Por que Bolsonaro quis ressuscitar o milagre de seu atentado?

Talis Andrade

por Juan Arias

___

Nada é inocente na política. Como não deve ter sido o fato de que o presidente Jair Bolsonaro, em um dos momentos mais conturbados de seu recente mandato, com índices mínimos de popularidade, em que há até quem já comece a falar em um futuro impeachment, tenha ressuscitado a lenda do atentado que quase o matou.

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E o fez de maneira espetacular no SBT na quinta-feira quando levantou a camisa para mostrar a cicatriz das operações sofridas pela facada recebida durante um ato da campanha eleitoral, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O Presidente justificou o gesto de mostrar as cicatrizes porque, disse, “ainda há quem diga que foi fake”.

O autor do atentado, um operário da construção civil, Adélio Bispo, confessou à polícia que esfaqueou o à época candidato Bolsonaro “por inconformismo político”. E mais de seis meses depois do atentado nem mesmo com a polícia agora sob as ordens de Bolsonaro conseguiu chegar a alguma conclusão sobre a personalidade do autor e os motivos do atentado.

Desde o primeiro momento pulularam nas redes as hipóteses mais desbaratadas, de que não existiu facada, pois não existiria a foto do momento do atentado que mostre o sangue do esfaqueamento, a um fantasioso complô de que os médicos dos hospitais que o atenderam depois o operaram para fingir que havia ocorrido um atentado.

O que nunca despertou dúvidas foi que Bolsonaro e seus aliados viram o atentado e ele ter se salvado, como uma intervenção direta de Deus para que pudesse ganhar as eleições. O que é certo é que Deus ou não, o atentado ajudou bastante o à época candidato a receber 57 milhões de votos, seja pela ala vitimista e milagreira criada ao seu redor, como por ter feito com que ele não participasse dos debates, algo para o que ele estava despreparado.

Além do gesto televisivo de mostrar a cicatriz das operações, o presidente quis no mesmo dia participar do famoso encontro anual dos evangélicos dos Gideões em Camboriú, Santa Catarina. Diante de mais de cinco mil fiéis voltou a lembrar que foi salvo “por um milagre de Deus”. E acrescentou: “Conseguimos um objetivo que considero uma missão de Deus, e que ao lado de vocês, pessoas de bem, tementes a Deus, cumpriremos essa missão”.

Justamente por esses dias, também se ressuscitou um episódio emblemático ocorrido na edição anterior do mencionado encontro evangélico. Bolsonaro ainda não era sequer candidato à Presidência, pediu aos fiéis que “elegessem alguém parecido com eles”. Lembrou a eles que ele “é de origem católica, mas se casou com uma evangélica”. Naquele momento um dos pastores fez uma oração a todos os presentes “com problemas de estômago”, enquanto sua esposa Michelle colocava as mãos sobre a barriga do à época deputado federal.

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Os perigosos governantes populistas sabem manejar como poucos os deuses com quem sonham se identificar e até emular. Bolsonaro pelo menos não quis se colocar acima da divindade e forjou como lema o “Deus acima de todos”. E, portanto, todos sob o manto de Deus. Não por acaso seus ministros e gurus espirituais pretendem ressuscitar o Deus da Idade Média. Não um Deus de esperança e salvação, mas de cruzadas e fogueiras para os que resistirem a ele. [Transcrevi trechos]

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