Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

06
Nov19

Moro atua como jagunço de milicianos e bandidos

Talis Andrade

adriano-magalhaes-de-nobrega-ex-bope-1555442110241Adriano Magalhães da Nbrega, por André Toma

 

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), acusou hoje (5) o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de usar o cargo para atuar como “jagunço de milicianos e bandidos” e ao mesmo tempo perseguir adversários políticos e manipular investigações.

A afirmação de Pimenta foi feita a propósito da notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento.

O líder lembrou que a ex-presidenta Dilma é um exemplo de honestidade em toda a sua trajetória de vida pública ao longo de décadas, tanto que mora há mais de 20 anos em um mesmo apartamento em um prédio modesto de Porto Alegre. “Nós, da Bancada do PT, reafirmamos toda a confiança e total admiração à ex-presidenta”, disse o líder Paulo Pimenta.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido da PF em operação que buscou provas, nesta terça-feira (5), contra os senadores Jader Barbalho (MDB-PA), Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) num caso relacionado a financiamento de campanha pela JBS em 2014.

 

Estado policial

Para Pimenta, o Brasil está hoje “mergulhado num Estado policial que protege cúmplices como Fabrício Queiroz”, que o líder chamou de “tesoureiro da família Metralha”, numa referência ao presidente da República Jair Bolsonaro e seus três filhos.

Pimenta observou que Queiroz nunca deu depoimento formal nas investigações sobre esquema de “rachadinhas” no mandato do ex-deputado estadual pelo Rio de Janeiro e hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), mas, enquanto isso, a PF é instrumentalizada por Moro para “perseguir adversários políticos”.

Pimenta observou que Queiroz recebia dinheiro da mulher e da mãe do capitão Adriano, ambas funcionárias do gabinete de Flávio Bolsonaro, e repassava para a família do atual presidente da República, até para a hoje primeira dama Michele Bolsonaro. Capitão Adriano, foragido, é acusado de chefiar um “escritório do crime” e de ter participado do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

 

Milicianos

Pimenta assinalou que o atual governo, em menos de um ano, já mostrou para a população que de “nova política” não tem nada, dado o grande número de escândalos em que se envolveu, como tráfico de cocaína em avião presidencial, laranjal do PSL, negociatas em torno de acordo com o Paraguai sobre a hidrelétrica Itaipu Binacional. “É um governo que envergonha o Brasil, com um presidente que é jardineiro do quintal dos Estados Unidos”.

O líder advertiu que o governo Bolsonaro é uma ameaça às instituições e ao Estado de Direito e que, apesar das ameaças tanto do capitão-presidente, como de seus filhos e sua base de apoio, a oposição não se deixará intimidar. “O povo brasileiro a cada dia diz mais basta a Bolsonaro e a sua quadrilha de corruptos. É um governo incompetente, corrupto, formado por uma quadrilha e com fortes laços com organizações criminosas e milicianos do Rio de Janeiro”, completou.

Além de Adriano Magalhães da Nóbrega, também são procurados os intocáveis Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba; Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico, Marcus Vinícius Reis dos Santos, o Fininho; Geraldo Alves Mascarenhas; Júlio Cesar Veloso Serra; e Daniel Alves de Souza. Todos foram denunciados pelo Ministério Público por organização criminosa armada, homicídio, grilagem de terras e agiotagem

 

21
Abr19

Subiu para 22 o número de mortos no desabamento de dois prédios da milícia no Rio de Janeiro

Talis Andrade

Rio-das-Pedras.jpg

 

 

Subiu para 22 o número de mortos no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último dia 12. Os bombeiros retiraram dos escombros neste sábado, 20, os corpos de mais duas crianças. 

 

As obras dos dois edifícios que desabaram eram irregulares e estavam formalmente embargadas desde novembro, segundo a administração do prefeito Marcelo Crivella (PRB). No entanto, como a própria Prefeitura reconheceu em nota, Muzema é área “controlada por milícia”, os grupos paramilitares formados, em sua maioria, por ex-policiais militares que dirigem e exploram bairros inteiros da cidade.

 

Depois da tragédia do desabamento de dois prédios na Muzema, na Zona Oeste do Rio, 16 prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá serão implodidos pela Prefeitura. Três imóveis que serão demolidos ficam próximos aos dois prédios que desabaram.

 

As demolições ocorrerão após terminarem as buscas pelos desaparecidos, que ainda estão sendo procurados pelo Corpo de Bombeiros.

 

Outras quatro liminares estão sendo analisadas, e mais prédios podem ser demolidos.

 

Depois da tragédia do desabamento de dois prédios na Muzema, na Zona Oeste do Rio, 16 prédios do condomínio Figueiras do Itanhangá serão implodidos pela Prefeitura. Três imóveis que serão demolidos ficam próximos aos dois prédios que desabaram.

 

As demolições ocorrerão após terminarem as buscas pelos oito desaparecidos que ainda estão sendo procurados pelo Corpo de Bombeiros.

 

Outras quatro liminares estão sendo analisadas, e mais prédios podem ser demolidos.

 

Os proprietários desses edifícios foram,  possivelmente, todos presos na Operação os Intocáveis, desencadeada no dia 21 de janeiro último. 

 

O objetivo da ação é desmantelar uma milícia que explora o ramo imobiliário ilegal em Rio das Pedras. Segundo informações da polícia, o grupo atuaria de forma violenta. Há indícios de que dois dos alvos comandem o chamado Escritório do Crime, braço armado da organização, especializado em assassinatos por encomenda. Os principais clientes do bando de matadores profissionais são contraventores e políticos.

 

Na ação, foi preso o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, 43 anos. O oficial da PM é investigado por integrar a cúpula do Escritório do Crime.

 

O major foi denunciado por comandar negócios ilegais, como grilagem de terra e agiotagem. É réu no processo de homicídio de cinco jovens na antiga boate Via Show – o crime aconteceu em 6 de dezembro 2003 – e vai a júri em abril deste ano.

 

Também foi preso Manuel de Brito Batista, o Cabelo, que atua na quadrilha como contador e gerente armado.

 

Para o general Richard Nunes, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta porque milicianos acreditaram que ela podia atrapalhar os negócios ligados à grilagem de terras na Zona Oeste do Rio.

 

A Interpol deve receber um alerta da Polícia Federal, a pedido do MP-RJ (Ministério Público do Rio), a respeito dos sete milicianos foragidos, após a realização da Operação Os Intocáveis. A lista de procurados internacional deve incluir, principalmente, o policial Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), acusado de ser o chefe da milícia de Rio das Pedras, uma das mais antigas e perigosas do Estado.

 

Além de Adriano, são procurados Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba; Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico, Marcus Vinícius Reis dos Santos, o Fininho; Geraldo Alves Mascarenhas; Júlio Cesar Veloso Serra; e Daniel Alves de Souza. Todos foram denunciados pelo MP por organização criminosa armada, homicídio, grilagem de terras e agiotagem.

jorge alberto .jpg

Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub