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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Abr21

"Há fatos graves" na Lava Jato. "Promotores designando juiz?"

Talis Andrade

Luiz Antônio Bonat: saiba quem é o juiz que assume a Lava Jato | Paraná | G1

 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, concedeu entrevista ao editor sênior do Poder360 Guilherme Waltenberg, em 16 de abril de 2021. Ele falou sobre a Lava Jato, CPI da Covid, vacinas e outros temas.

Na entrevista, o magistrado detalha que foi procurado por Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, para auxiliar no processo de compra de vacinas da Pfizer. Segundo ele, estava “aflito” e pediu que ele intercedesse junto ao então AGU (advogado-geral da União), José Levi, para destravar a aquisição dos imunizantes.

Ele esteve comigo mais de uma vez. E parecia muito aflito com essa crise. Ele achava que havia um colapso no sistema de governança do Ministério da Saúde e imaginava que eu pudesse ajudar

Gilmar também falou sobre o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 580 dias preso injustamente, e sobre as possibilidades dele disputar a presidência em 2022. Disse que, durante a operação Lava Jato, o sistema de correição da Justiça falhou. Na sua avaliação, as corregedorias precisam ser aprimorados. “Há fatos graves”, disse. “Promotores designando juiz? Onde estavam os órgãos de correição da Justiça?”.

 

16
Mar20

"Até quando Bolsonaro abusará da nossa paciência?", questiona Reinaldo Azevedo

Talis Andrade

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247 – O colunista Reinaldo Azevedo criticou Jair Bolsonaro por contribuir para a expansão do coronavírus no Brasil. "Internautas, pensem aí com seus botões: um político assim reúne as condições políticas, morais, éticas e mentais para ser presidente da República? É o mesmo líder que, na terça, atribuiu a exagero da "grande mídia" os receios provocados pelo coronavírus. Na quarta-feira, três membros de sua comitiva desembarcavam no país com a Covid-19 — Fábio Wajngarten, senador Nelsinho Trad e advogada Karina Kufa. Um quarto, Nestor Forster, futuro embaixador do Brasil em Washington, permaneceu, doente, nos EUA", escreveu ele, em sua coluna.

 

"Enquanto o mundo se organiza para enfrentar a pandemia, o irresponsável que ocupa a cadeira de presidente da República incentiva, na prática, a expansão do vírus. A pergunta que tem de ser feita: até quando um arruaceiro dessa espécie vai abusar da paciência da democracia?", questionou.

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14
Mar20

Prefeito de Miami diz que contraiu coronavírus após se encontrar com Bolsonaro

Talis Andrade
 
 
 
Folha de S.Paulo
@folha
Após se encontrar com Bolsonaro, prefeito de Miami é diagnosticado com coronavírus - 13/03/2020 -...
Presidente esteve em evento com ele na Flórida na semana passada
 

Em entrevista à rede de TV CNN, Francis Suarez afirmou que contraiu a doença após se encontrar com a delegação do governo brasileiro de Jair Bolsonaro. 

O secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, que estava na delegação, testou positivo para o vírus. A comitiva liderada por Jair Bolsonaro, cujo teste ele afirmou que deu negativo mostrando uma banana à imprensa, se encontraram também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

"Está confirmado que tenho o coronavírus", disse Suarez. "Eu testei positivo para isso."

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13
Mar20

Chefe da Secom tentou esconder contaminação por coronavírus

Talis Andrade

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por Manuela Dorea

Infectado com o novo coronavírus, o chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fabio Wajngarten, é alvo de críticas dentro do governo pelo modo como conduziu a situação. Na avaliação de integrantes do alto escalão do Executivo e pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro, Wajngarten não foi transparente sobre a real dimensão do seu estado de saúde, mesmo após o avanço da pandemia e o aumento de casos no Brasil.

Nesta quinta-feira, 12, como antecipou Estado, o teste para o coronavírus de Wajngarten deu positivo. O resultado colocou Bolsonaro, ministros e outros integrantes da comitiva que viajaram aos Estados Unidos em monitoramento.

Wajngarten e a comitiva do presidente embarcaram de volta ao Brasil na terça-feira, 10, à tarde, por volta das 15h (horário de Brasília), após uma visita a fábrica da Embraer em Jacksonville, na Flórida. Eles chegaram ao Brasil na madrugada de quarta. Segundo relatos feitos ao Estado, antes de viajar o secretário estava bem, mas se sentiu mal ainda durante o voo.

Na quarta-feira, 11, após o jornal Folha de S.Paulo revelar que Wanjgarten havia passado por exames no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o secretário de Comunicação foi ao Twitter dizer que “estava bem”. Na publicação, atacou a imprensa, mas não respondeu se havia realizados os testes para coronavírus.

Apesar dos questionamentos, a Secom informou apenas que não comentaria o assunto, mas também não negou a suspeita. Um assessor disse que o posicionamento era o que Wajngarten havia publicado em seu perfil pessoal.

Uma pessoa próxima de Wajngarten relatou que ele estava contrariado e se recusou a atender os telefonemas de quem queria saber como ele estava. Já um integrante do Planalto contou que o secretário pode ter minimizado a situação ao relatar os primeiros sintomas. Outro assessor presidencial criticou o fato de Wajngarten não ter revelado ao público que havia feito exames para o coronavírus.

Entre o final da tarde e o início da noite de quarta-feira, porém, integrantes da comitiva que esteve nos Estados Unidos passaram a receber ligações do gabinete da Presidência para que comunicassem quaisquer sintomas. Como o Estado revelou, eles foram orientados a procurarem um hospital militar para realizar exames. Jornalistas que acompanharam a viagem presidencial não foram informados. Os repórteres lidavam diretamente com o secretário de Comunicação durante os quatro dias de agenda na Flórida.

Ao longo de toda a quarta-feira, o presidente Bolsonaro, que esteve boa parte do tempo na viagem ao lado de Wajngarten, fez várias reuniões ao longo do dia em seu gabinete. Ao chegar ao Palácio do Alvorada às 17h20, como faz rotineiramente, desceu do carro para cumprimentar cerca de dez pessoas que o aguardavam. Bolsonaro também pegou no colo uma menina de 8 anos que estava fazendo aniversário e queria conhecê-lo como presente.

À noite, no Palácio do Alvorada, o presidente recebeu os ministros Paulo Guedes (Economia) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), além do líder do governo Fernando Bezerra (MDB-PE) para discutir, entre outras, questões econômicas pelo avanço do coronavírus. O grupo deixou a residência oficial e seguiu para a Câmara de Deputados, onde foi realizada uma reunião com líderes partidários sobre a doença. Também estavam presentes os ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

O alerta no alto escalão do governo disparou logo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira com a confirmação de que o secretário estava infectado. Bolsonaro fez o teste para o Covid-19 e foi orientado a permanecer em casa até o resultado dos exames. O presidente completará 65 anos no próximo dia 21 e entrará na faixa de risco da doença.

A Secom, chefiada por Wajngarten, só se pronunciou à 12h43 desta quinta-feira confirmado que os testes do coronavírus do secretário foram positivos. Segundo o comunicado, o Serviço Médico da Presidência da República está adotando todas as medidas preventivas para preservar a saúde de Bolsonaro e toda a comitiva que esteve nos Estados Unidos, além dos servidores do Planalto.

Todos os integrantes da comitiva que viajaram para os Estados Unidos também estão sendo chamados para fazer o exame. Participaram da viagem os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr, entre outros.

Durante a viagem aos Estados Unidos, o presidente Bolsonaro chegou a declarar o coronavírus estava “superdimensionado”. “Tem a questão do coronavírus também que no meu entender está superdimensionado o poder destruidor desse vírus, então talvez esteja sendo potencializado até por questão econômica”, disse o presidente na ocasião.

Na quarta-feira, ao chegar no Alvorada, Bolsonaro disse que outras gripes tinham mais risco de morte que o coronavírus. “Vou ligar para o Mandetta agora a pouco. Eu acho… Eu não sou médico, eu não sou infectologista… Tá? O que eu ouvi até o momento, outras gripes mataram mais do que essa” , respondeu a repórteres.

O ministro da Saúde, no entanto, tem alertado que o Brasil deve viver “umas 20 semanas duras”, após o começo de transmissão comunitária do novo coronavírus. Transcrevi trechos

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12
Mar20

Não é "fantasia": Wajngarten tem coronavírus e Bolsonaro e Trump monitorados

Talis Andrade

Fábio Wajngarten circulado em vermelhoÁlvaro Garnero, Mike Pence, Donald Trump e Fabio Wajngarten

Donald Trump, Jair Bolsonaro e integrantes da comitiva que o acompanhou a Miami, nos Estados Unidos, estão sendo monitorados após o secretário especial de Comunicação, Fábio Wajngarten, ser contaminado pela coronavírus.

Sophie Wajngarten, esposa de Fábio, afirmou nesta quinta-feira (12) que seu marido fez o teste do coronavírus e deu positivo.

“Meninas , bom dia: conforme e-mail da escola ontem, meu marido voltou de viagem de Miami ontem e fez o exame de covid que deu positivo”, disse Sophie no grupo de Whatsapp das mães da escola onde estudam suas filhas.

Foi nesta viagem que Bolsonaro comentou que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo" e se trata muito mais de uma "fantasia" propagada pela mídia no mundo todo.

Obviamente temos no momento uma crise, uma pequena crise. No meu entender, muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo", afirmou o presidente.

Entre o final da tarde e o início da noite, o grupo que viajou com Bolsonaro passou a receber ligações do gabinete da Presidência pedindo que diante de qualquer sintoma fizesse o comunicado imediatamente e procurasse um hospital militar em Brasília para fazer os exames. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. 

Nesta quinta-feira, 12, Bolsonaro cancelou uma viagem prevista para Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A reportagem revelou tambem que participaram da comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr, entre outros. Que sejam incluídos o povo em geral na preocupação do Governo. 

Em caso de apresentar os sintomas do coronavírus que hospital se deve procurar nas capitais e grandes cidades? Entre as ações governamentais em andamento, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, citou a compra de 20 milhões de máscaras cirúrgicas e 4 milhões de máscaras N95, além de 17 itens de proteção individual, totalizando R$ 150 milhões. Também houve a contratação de apenas mil leitos de UTI

O portal 247 publica hoje: Um áudio do dr. Fábio Jatene, Diretor do Serviço de Cirurgia Torácica do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas, da noite desta quarta-feira, apresenta um cenário dramático para a disseminação do coronavírus no país. Ele relata reunião com alguns os mais renomados médicos de São Paulo que preveem: em quatro meses haverá 45 mil pessoas com coronavírus só na Grande São Paulo Estado e 11 mil precisarão de UTIs, que não existem nesse número.

Os médicos se dizem "apreensivos" e reconhecem que não se sabe como será o comportamento do coronavírus no calor, que não se pode dizer no momento se a situação no Brasil será melhor, igual ou pior que na Europa, por exemplo: "não tem nenhuma evidência científica que será diferente". 

Participaram da reunião científica, entre outros médicos, Davi Uip (infectologista), Esper Cavalheiro (neurologista) e  Marcelo Amato (intensivista, especializado em UTIs). 

Segundo Uip, os casos devem explodir no país a partir de agora e que o foco máximo de atenção são os idosos. A taxa de mortalidade entre eles chega a 18%, enquanto entre os jovens é de 0,2%.

Segundo UIP, as pessoas devem cancelar qualquer viagem marcada para fora do Brasil, porque o risco de ficarem presas em quarentenas é grande.

Cenário, segundo os médicos, é de muita preocupação. Eles preveem também que em quatro meses o pico da doença deverá passar, mas que apenas em 2021 o vírus torna-se "normal, pequeno".

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Capas de jornais de hoje

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27
Fev20

Bolsonaro se diz perseguido pela imprensa. Mas Band, SBT, Record e Rede TV estão ao seu lado.

Talis Andrade

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por João Filho
The Intercep

JAIR BOLSONARO GOSTA de se colocar como perseguido pela imprensa brasileira. Todos os dias ele está na frente do Planalto atacando jornalistas sob os aplausos de fanáticos sempre dispostos a puxar seu saco. Mas o fato é que o governo e uma parte importante da imprensa estão de mãos dadas.

Pelo menos quatro emissoras de TV têm abdicado de fiscalizar o poder para se prestar ao papel de assessoria de comunicação do governo. No desfile de Sete de Setembro, Bolsonaro convidou para o camarote de autoridades os donos do SBT, Record e Rede TV — três empresas que estão bastante satisfeitas com o desempenho da extrema direita no poder. A tática governista é acusar a Globo de perseguição, enquanto paparica outras emissoras.

Motivos para isso não faltam. O governo mudou a lógica da distribuição de verbas publicitárias para as TVs abertas. Antes, o critério era distribuir mais verbas para as maiores audiências. Agora, simplesmente não há mais nenhum critério objetivo. O governo decide a seu bel prazer como se dará a distribuição.

A Globo, que tem a maior audiência, passou a receber menos que Record e SBT, emissoras que estão afinadas com o bolsonarismo desde a campanha eleitoral. A emissora recebeu 48,5% das verbas publicitárias em 2017. Em 2019, 16,3%. No mesmo período, a Record passou de 26,6% para 42,6%, enquanto o SBT passou de 24,8% para 41%. As verbas destinadas à campanha pela reforma da previdência, da qual a Globo ficou de fora, se concentraram em 91% para Record, Band e SBT. Os apresentadores prediletos de Jair Bolsonaro, como Ratinho e Datena, foram escolhidos para divulgar a campanha.

A promiscuidade da relação entre redes de TV e o bolsonarismo já começa na figura do empresário que comanda a Secom, Fábio Wajngarten. Ele, que é o responsável pela distribuição de verbas de publicidade, é sócio de uma empresa que recebe mensalmente dinheiro das mesmas emissoras de TV e agências que são clientes do governo. Wajgarten disse que consultou a CGU sobre o possível conflito de interesses antes de assumir a pasta, o que é mentira. A própria CGU afirmou que não foi consultada. São os critérios subjetivos desse sujeito que norteiam a distribuição das verbas publicitárias do governo.

As quatro emissoras queridinhas do governo têm se revezado em estender o tapete vermelho para o bolsonarismo desfilar. Além de entrevistas exclusivas — todas, sem exceção, desviando das perguntas mais espinhosas —, Bolsonaro e seus parentes vira-e-mexe aparecem nos programas de auditório dessas emissoras, sempre muito felizes e descontraídos, muito diferente dos cães raivosos nos quais se transformam quando são confrontados pelo jornalismo.

No SBT, a adulação ao governo de extrema direita é explícita. Na semana passada, Sílvio Santos determinou a volta do programa Semana do Presidente, criado nos anos 70 para bajular os presidentes da ditadura militar. Ratinho, que tem um filho governador aliado de Bolsonaro, nunca perde uma oportunidade para levantar a bola do governo federal em seu programa de entretenimento. O apresentador, que sempre tratou de política em seus programas com viés anti-esquerdista, jamais perde a chance de puxar o saco do presidente. Antes mesmo de Bolsonaro tomar posse, Ratinho dedicou um bom tempo do seu programa para atacar jornalistas que criticaram a escolha dos ministros. Coincidência ou não, durante o mandato o apresentador do SBT recebeu, sozinho, quase R$ 1 milhão do governo federal em troca de elogios à reforma da previdência.

A fidelidade canina da Record ao projeto da extrema direita já é mais do que conhecida. O bilionário Edir Macedo colocou até a Igreja Universal na campanha eleitoral de Bolsonaro e hoje coloca o jornalismo da emissora para engraxar as botinas do ex-capitão. A Record é hoje a emissora que mais recebe verbas do governo. O crescimento do faturamento publicitário da Record junto à Secom no primeiro trimestre do ano passado foi de 659%, valor já considerando a variação da inflação no período. O fato da emissora do bispo ter se tornado praticamente a casa oficial da extrema direita brasileira na TV não chega a surpreender.

Na Band, os apresentadores Datena, cotado para ser prefeito de São Paulo com apoio de Bolsonaro, e Milton Neves, amigo particular da família de Fábio Wajngarten, também engordaram seus cofres com dinheiro de propaganda do governo federal. Esses apresentadores populares realmente não têm do que reclamar da extrema direita no poder.

Milton Neves@Miltonneves

Fábio Wajngarten, de amarelo, foi fundamental para Bolsonaro!

Ver imagem no Twitter

Os donos da Rede TV, que recebeu um aumento exponencial de verbas do governo federal, têm se mostrado bolsonaristas fiéis e atuantes. Marcelo de Carvalho, que é sócio, vice-presidente e apresentador de programas da emissora, tem atuado como um aguerrido militante. Deve ser apenas uma coincidência o fato desse apoio ter vindo depois do governo aumentar exponencialmente as verbas da emissora.

Como se já não bastasse a visibilidade que o então deputado Jair Bolsonaro ganhou durante anos no Superpop, agora o próprio dono da emissora sai em defesa do seu governo. No desfile de Sete de Setembro, que assistiu ao lado do presidente, o dono da Rede TV praticamente confessou indiretamente a sua vassalagem ao falar sobre as costumeiras quebras de protocolo do presidente durante o desfile: “acho muito bonito. É um resgate da aproximação entre o governante e a população”.

Mas Carvalho foi bem mais longe que isso. Ele tem seguido à risca um mandamento sagrado da cartilha bolsonarista: atacar jornalistas que ousam criticar o governo. O empresário foi ao Twitter chamar de “ataque” uma reportagem sobre o escancarado conflito de interesses de Wjangarten na Secom. Ou seja, temos aqui um barão da mídia endossando a narrativa bolsonarista que coloca o presidente como um perseguido pela mídia. Fez isso para defender a permanência no cargo de um empresário que tem sido muito generoso com a sua emissora.

Marcelo de Carvalho@MarceloCRedeTV

O Ataque da Folha a Fábio Wajngarten é um exemplo do porque gente de bem em sua grande maioria não ingressa no governo. Então ficamos por tantos anos com lixo, gente sem moral, desqualificados e incompetentes. Obviamente com algumas louváveis exceções.

 

Carvalho também fez questão de se posicionar sobre o ataque de Hans River à jornalista Patrícia de Campos Mello. Claro que ele seguiu o que manda o bolsonarismo e chamou de “ïmpecável” uma narrativa que já era comprovadamente mentirosa.

Marcelo de Carvalho@MarceloCRedeTV

Impecável impecável narrativa do @filipebarrost sobre a tentativa da Folha de melar a eleição quase certa de @jairbolsonaro e esconder que a fábricação de mensagens era na verdade do PT. LEIAM O THREAD TODO vale a pena. https://twitter.com/filipebarrost/status/1227699790185746434 

Filipe Barros@filipebarrost
 

Segue minha análise da matéria da @camposmello na @folha:

1. A narrativa que a Folha de S. Paulo tenta emplacar agora, de modo a parecer que não mentiu, é dizer que a matéria à qual Hans River se referiu era a de 2 dezembro de 2018, quando, na verdade, a primeira matéria 👇🏻

 

Mas o melhor presente que a Rede TV deu para Bolsonaro foi colocar o pernambucano Sikêra Júnior em rede nacional. Ele é um apresentador que cobre o mundo cão e que foi forjado na escola Datena de jornalismo — aquela que ajudou ao longo dos anos a disseminar a ideologia reacionária que hoje embala a extrema direita no poder. Sikêra usa a surrada fórmula televisiva que mistura jornalismo sensacionalista com humor vulgar. Esse modelo de programa infesta as tardes na programação televisiva do país. Além de reforçar diariamente a ideologia do “bandido bom é bandido morto”, o humor e o jornalismo do apresentador só trabalham com viés anti-esquerdista.

Assim como seu patrão, Sikêra não se furta em defender Bolsonaro das críticas da imprensa. A defesa do governo não é discreta, mas ostensiva. Em programa de outubro do ano passado, dedicou boa parte do programa repercutindo a narrativa bolsonarista e detonando a Globo.

Assim que o apresentador foi alçado à condição de nova estrela nacional da programação da Rede TV, a família Bolsonaro passou a compartilhar seus vídeos nas redes sociais. No começo deste mês, Eduardo Bolsonaro compartilhou um vídeo em que o apresentador comemora a morte de criminosos que trocaram tiros com a polícia.

Eduardo Bolsonaro🇧🇷@BolsonaroSP
 

Sikera 1.000 vezes! https://twitter.com/Ivanavanab/status/1224855672803811329 

Ivana 🇧🇷🇮🇱🧂🐸👉🏻@Ivanavanab
 

Noticiando a morte de um bandido em rede nacional:

GLOBO vs. SIKERA JÚNIOR

Entendeu porque o @sikerajr é um sucesso?!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣#AlertaNacional

Vídeo incorporado

Depois foi a vez do presidente da República compartilhar outra vulgaridade de Sikêra. Cumprindo o script bolsonarista de ataque às minorias, o apresentador acusa duas mulheres lésbicas, que ainda eram apenas suspeitas, de terem matado uma criança. Ele ainda usou o fato para debochar das esquerdas e da luta contra a homofobia, usando termos conhecidos do glossário bolsonarista.

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro

- Para onde estávamos indo...
- @sikerajr

Vídeo incorporado
 

Passado mais de um ano de mandato, a relação do governo de extrema direita com as emissoras de TV não poderia estar melhor. Tirando a Globo, que parece ser o único canal que pode dizer que está fiscalizando o governo Bolsonaro, mas que não chega perto daquela volúpia vista contra outros governos. Apesar de ter virado a grande algoz do governo na boca dos bolsonaristas, a agenda ultraliberal de Paulo Guedes acalma os ânimos da Família Marinho.

A relação promíscua entre o governo e as emissoras de TV não é uma questão de opinião, mas um fato confirmado pelo caso Wajgarten. Os empresários de TV estão com tanta moral com o presidente, que nessa semana se juntaram para pressioná-lo a dar mais verba. Wjangarten organizou uma reunião para que os empresários pudessem convencer Bolsonaro a voltar com os lucrativos sorteios de prêmios na TV. E convenceram. O presidente já está articulando uma medida provisória para atender o pedido dos seus aliados.

Os barões da mídia estão contribuindo para a naturalização e a consolidação do projeto bolsonarista de destruição da democracia. É importante lembrar que as TV operam sob uma concessão pública, mas desenham sua programação para atender interesses privados e difundir uma ideologia reacionária. Quando Bolsonaro disser que é perseguido pela mídia, lembre-se que quase todas as grandes emissoras da TV aberta estão ao seu lado. E lucrando muito com isso.

moro olavo tv globo pato fiesp bolsonaro TUTUBARAO

 

21
Fev20

Petardo: Ataque misógino repercute no mundo

Talis Andrade

 

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Por Altamiro Borges

O ataque misógino do "capetão" contra a jornalista Patrícia Campos Mello segue repercutindo na mídia internacional. O "chefe de bando", como foi rotulado em duro editorial da Folha, foi alvo de críticas do jornal espanhol El País: “Nunca um presidente foi tão vulgar com uma mulher”. 

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Já a Associated Press, que tem seus textos reproduzidos em 2.830 veículos noticiosos no mundo, afirma que Bolsonaro repetiu “acusação desmascarada contra uma das jornalistas mais importantes do país”, gerando “críticas de defensores da liberdade de imprensa e até de aliados”. 

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No duro editorial intitulado “Sob ataque aos 99”, a Folha golpista finalmente descobre que Bolsonaro é um fascista perigoso. “O chefe de Estado comporta-se como chefe de bando”, acusa o jornal. “Seus jagunços avançam contra a reputação de quem se anteponha à aventura autoritária". 

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No Estadão, Vera Magalhães – outra celebridade jornalística que ajudou a chocar o ovo da serpente fascista no país – afirma que Bolsonaro quebrou o decoro do cargo ao atacar a repórter da Folha e sugere a possibilidade da abertura de processo de impeachment contra o "capetão". 


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A serviçal do Estadão cobra providências das autoridades e diz que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade “no ataque frontal, vil, pusilânime e abjeto que desferiu contra Patrícia Campos Mello ao repetir insinuações de cunho misógino, sexista e já desmentidas por documentos”. 

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Já em O Globo, Miriam Leitão – musa dos golpistas e porta-voz dos neoliberais no país – afirma que “ao caluniar e difamar uma jornalista com uma afirmação machista e insinuação sexual, ele não atinge só a Patrícia Campos Mello. Num efeito bumerangue, Bolsonaro desrespeita o próprio cargo que ocupa" 

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Manchetes nos jornalões. Folha: "Cid Gomes investe contra PMs amotinados e é baleado no CE"; Estadão: "Cid Gomes investe contra PMs amotinados e é baleado"; O Globo: "Acusado de chantagem por Heleno, Congresso reage". Militares voltam ao centro do debate político. Mais força ou desgaste? 

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O ataque a Cid Gomes pela PM encapuçada repercute no mundo nos despachos da Associated Press, EFE, Deutsche Welle e AFP. "A imagem do país, que vem sendo exposta negativamente desde o Golpe de 2016, ganha agora as cores de um faroeste caboclo", registra o jornalista Olímpio Cruz. 

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O laranjal perdeu qualquer veleidade. A Comissão de Ética da Presidência arquivou apuração contra Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação Social. Sua empresa tem contratos com TVs que recebem publicidade oficial. Só mesmo os otários acreditam na "ética" bolsonarista!
27
Jan20

Petardos: Corrupção aumenta com Bolsonaro

Talis Andrade

O “capetão” Bolsonaro foi eleito com base na promessa de que iria acabar com a corrupção no país – e muito otário acreditou nessa bravata. Agora, porém, o Brasil repete a pior nota no ranking de percepção do combate à corrupção elaborado pela ONG Transparência Internacional

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por Altamiro Borges

Após as denúncias de laranjas, rachadinhas, Queiroz, Val do Açaí e “Micheque”, entre outras, o Brasil caiu uma posição no ranking do IPC (Índice de Percepção da Corrupção) no ano passado e agora ocupa a 106ª posição entre os 180 países avaliados

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“O resultado reflete um ano de poucos avanços e muitos retrocessos na luta contra a corrupção no Brasil”, avalia Bruno Brandão, diretor da Transparência Internacional. Para ele, estudo prova que “o discurso não é o suficiente”. Só os otários acreditam nas fake news bolsonarianas!

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Perguntar não ofende-1: A Justiça do Distrito Federal deu prazo de cinco dias úteis para o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, esclarecer os contratos de sua firma com redes de TV que receberam publicidade do governo. O lobista já prestou contas?

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Perguntar não ofende-2: Quando o STF vai se pronunciar sobre a investigação do pagamento de Caixa-2 da empresa J&F ao ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). O assunto estão travado no Supremo desde fevereiro do 2019 – já dá até para ter festa de aniversário de um ano no laranjal

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O curioso nessa história é que o próprio Onyx Lorenzoni já admitiu o crime. Ele confessou ter recebido na moita R$ 100 mil da J&F na eleição de 2014. Na maior caradura, disse que foi perdoado por Deus. Na sequência, o juizeco Moro também absolveu o compadre do laranjal. E o STF?

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Mônica Bergamo informa: “PCdoB, PSOL e PT protocolaram representação contra a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) na PGR. Pedem que seja investigado áudio em que Zambelli diz só ter conseguido liberar emendas após votar pela reforma da Previdência”. Muita grana rolou nesse golpe!

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“O índio mudou, tá evoluindo. Cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós”, disparou Bolsonaro em vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira. Com seu piriri verborrágico quase diário, o “capetão” deve envergonhar até alguns dos seus apoiadores mais tapados e imbecis

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O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, encaminhará ao MPF e à PF os conteúdos falsos que circulam contra ele na internet. “Vamos denunciar e cobrar, antes que as milícias digitais viciem outra eleição… Vamos divulgar cada mentira e cobrar providências das autoridades”, afirma

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Da Época: “Ministério dos Direitos Humanos admitiu por meio da Lei de Acesso à Informação que não usou como referência nenhum dado ou pesquisa científica que comprove a eficácia da abstinência sexual”. Mas Damares da Goiabeira prepara campanha milionária para divulgar a cruzada

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Segundo o ministério, embora já esteja sendo preparada uma campanha publicitária sobre o assunto, os estudos ‘estão sendo aprofundados’… Não foi informado o exemplo de nenhum país cujos indicadores sociais tenham melhorado com a abstinência sexual”, completa a revista

 

18
Jan20

Bolsonaro e a arte de ignorar denúncias de corrupção contra seu Governo

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro inaugura no Planalto a arte de ignorar solenemente investigações ou denúncias de má conduta contra seus assessores. Pouco importa o que a imprensa, tida como inimiga de antemão, publica ou mesmo o que as autoridades apontam. Não era assim nas gestões anteriores, quando havia diferentes graus de constrangimento, pressão da base, preocupação “com a opinião pública”. Sob Bolsonaro, que fez campanha tendo como bandeiras a ética e o combate à corrupção, só perde a função quem não tiver mais a confiança do presidente ou a de seus três filhos que estão na política. Essa é a única regra que vale, como mostram a saída de Gustavo Bebbianno e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz (sem falar do descarte de Joice Hasselmann da liderança do Governo na Câmara).

É seguindo a toada que Bolsonaro decidiu manter na ativa, ao menos por ora, mais um de seus assessores contra quem pesa dúvidas: o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten. Nesta semana, o jornal Folha de S. Paulo revelou que a empresa da qual Wajngarten detém 95% das ações, a FW Comunicação, recebe dinheiro de pelo menos duas emissoras de TV (Record e Band) e de três agências de publicidade contratadas pela Secretaria de Comunicação, por ministérios e por estatais federais. Cabe à Secom distribuir a verba de propaganda da Presidências e criar as normas para as contas dos demais órgãos da União. Além disso, o secretário nomeou como seu número dois na secretaria o irmão do profissional que o substituiu na administração da FW assim que assumiu o cargo público.

Antes de Fábio Wajngarten, o presidente já havia garantido no ministério Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), denunciado pelo Ministério Público por um esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais. Há um reconhecimento quanto à lealdade de Marcelo. Quando foi esfaqueado, em Juiz de Fora, o ministro estava ao seu lado e ajudou a socorrê-lo.

O caso de Sergio Moro (Justiça), cuja atuação na Lava Jato foi questionada após vazamentos publicados pelo site The Intercept mostrarem uma incomum proximidade com procuradores, é diferente. O presidente o manteve por perto porque sabe que boa parte do apoio que possui depende do ex-juiz, um dos políticos mais populares do país atualmente. Mais do que isso, Moro é um dos ativos que Bolsonaro ainda tem para se apresentar como um paladino anticorrupção —um equilíbrio que só durará, claro, enquanto o ex-juiz estiver disposto a dar demonstrações públicas de lealdade quase cega.

Wajngarten parece possuir essas credenciais. Apoiador da campanha presidencial em 2018, o secretário chegou ao cargo sustentado pelo vereador Carlos Bolsonaro, que queria destituir da função Floriano Amorim, um antigo assessor de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro. Carlos é o ideólogo do presidente nas redes sociais e sempre teve influência sobre o pai. Nos últimos meses, contudo, Wajngarten perdeu apoio de Carlos porque se aproximou do advogado Frederick Wassef, defensor do senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas” na Assembleia do Rio de Janeiro. Carlos e Flávio não se dão bem. Consecutivamente, o secretário se aproximou de Flávio e ouviu as seguintes palavras do presidente: “O que eu vi até agora, está tudo legal com o Fábio. Vai continuar. É um excelente profissional. Se fosse um porcaria igual alguns que tem por aí, ninguém estaria criticando ele”. No bolsonarismo pode se considerar quase uma comenda. [Trechos de reportagem de Afonso Benites, in El País. Continue lendo]

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16
Jan20

N° 2 de Wajngarten e irmão “administrador” tem bens bloqueados por impostos

Talis Andrade

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por Fernando Brito 

É muito difícil que Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República termine a semana no cargo.

Não só a transgressão de manter-se como sócio de uma empresa prestadora de serviços que presta serviços – ainda que legítimos – a seus “clientes” na Secom o derrubará.

Mas a “esperteza” de colocar o outro Fábio, o Liberman – irmão de seu secretário adjunto, Samy Liberman – como administrador de sua empresa.

Samy não é apenas irmão de Fábio, é seu sócio.

Os dois dividiam duas empresas: a Maida Brasil Participações (CNPJ 03.594.047/0001-19), comprada em 2015 de um empresa com sede no Panamá, e a Lelon Participações. Dias antes de ser nomeado, Samy, como o chefe Wajngarten, colocou o irmão de “administrador”

Ambas as firmas, assim como Flávio e Samy estão com os bens bloqueados por ordem da juíza Paula Mantovani Avelino, da 3a. Vara de Execuções Fiscais do TRF-3, em São Paulo, em cautelar de ação fiscal movida pela União.

Cúmplices na maracutaia de manterem seus negócios privados por baixo dos panos, chefe e adjunto estão com os dias (ou horas) contados.

O general Santos Cruz, demitido do governo por conta de Fábio e Carluxo deve estar rindo à toa.

Ou vocês acham que ele não sabia?

 

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