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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Mar19

Juízes e promotores, formados pelos serviços de inteligência, transformam os países da América Latina em quintais dos Estados Unidos

Talis Andrade

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Os Estados Unidos sempre atuaram nos países das Amerias do Sul, Central e México via serviços de inteligência (espionagem), ofertando dinheiro para combater a fome (Usaid, Aliança para o Progresso), comprando políticos, financiando campanhas de parlamentares (Ibad). 

Todos esses programas visavam manter governos da direita, pelo voto democrático - um idealismo utópico que foi quebrado com a eleição de Allende, no Chile, e de Jango no Brasil. 

Em 1961, a Escola das Américas decidiu pela formação de ditadores militares. 

Foi quando retornaram os marechais.

A ditadura militar no Brasil durou de 1964 a 1985. Não demorou muito para o povo votar em governos da esquerda:

Lula e Dilma, no Brasil.

Nestor Kirchner (2003) e Cristina Kirchner, na Argentina.

Rafael Correa (2007) no Equador.

Evo Morales (2006) na Bolívia.

Fernando Lugo (2008 - 2012) no Paraguai.

Hugo Chaves (1999) e Nicolás Maduro (2013), na Venezuela. 

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Para derrubar presidentes (Lugo, Dilma), para conspirar golpes (Maduro e Morales), para evitar o retorno de presidentes de esquerda como Lula (que continua preso), Rafael Correa (que tentaram prender), Cristina (ameaçada de ser presa), os Estados Unidos nestes novos tempos, novas armas, usam a justiça, que no Brasil tem o nome fantasia de Lava Jato, que elegeu Jair Bolsonaro presidente. 

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Os Estados Unidos facilitaram meios de encher os cofres dos justiceiros da direita.

Para a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), o acordo bilionário firmado entre o MPF (Ministério Público Federal) de Curitiba, a Petrobras e autoridades dos EUA, para a criação de uma fundação evidencia a trama para "entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania"

Em uma postagem nas redes sociais, Gleisi anexou um trecho da reportagem do site Conjur que destaca a proximidade da relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

"Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais. O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton", diz um trecho da reportagem.

Para Gleisi, "esta é maior evidência de que o recurso da pretensa Fundação do MP é a propina que a turma da Lavajato recebeu dos EUA para entregar a Petrobrás". "Essa é corrupção e lavagem de dinheiro de todo esse processo da força tarefa! Entregar informações estratégicas e acabar com nossa soberania", completou.

Este serviço sujo de espionagem, de lesa-pátria era realizado com o dinheiro sujo para um suposto combate ao tráfico de drogas. Agora o entreguismo vem sem realizado por juízes e promotores.

O portal Conjur, o mais respeitado site jurídico do País, revela detalhes do acordo firmado entre a força-tarefa da Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em troca dos R$ 2,5 bilhões que serão entregues pela estatal a uma fundação capitaneada pela República de Curitiba, chefiada por Deltan Dallagnol, a estatal irá repassar informações comerciais sigilosas e suas patentes ao governo norte-americano. Ou seja: a Petrobrás não é mais brasileira e o Brasil passa a ser oficialmente uma colônia. 

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Por Fernando Martines, do Conjur – Ao que tudo indica, a "lava jato" se tornou um canal para o governo dos Estados Unidos ter acesso aos negócios da Petrobras. A multa de R$ 2,5 bilhões que será desviada do Tesouro para um fundo gerido pelo Ministério Público Federal, na verdade, inicialmente seria paga ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ). Em troca do dinheiro vir para o Brasil, a Petrobras se comprometeu a repassar informações confidenciais sobre seus negócios ao governo norte-americano.

Em troca de dinheiro da Petrobras ficar no Brasil, empresa garantirá aos EUA acesso a informações comerciais sigilosas, inclusive patentes, mostram acordos

Tudo isso está previsto no acordo assinado pela estatal brasileira com o DoJ em setembro de 2018, conforme notou reportagem do site Jornal GGN. O acordo diz que a Petrobras pagaria US$ 853 milhões de multas para que não fosse processada pelos crimes de que é acusada nos EUA. Só que em janeiro foi divulgado que boa parte desse dinheiro será enviado ao Brasil — clique aqui para ler o acordo, em inglês.

A grande jogada é que o dinheiro deveria ir para o Tesouro. Pelo menos é o que vem decidindo o Supremo Tribunal Federal sobre a destinação das verbas recuperadas pela "lava jato". E o acordo da Petrobras com o MPF prevê o depósito do dinheiro numa conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba e gerido por uma fundação controlada pelo MPF — embora eles jurem que apenas vão participar do fundo. 

A parte principal do acordo com o DoJ trata das obrigações da estatal brasileira de criar um programa de compliance e um canal interno de relatórios de fiscalização. Mas os anexos é que tratam do principal: o destino do dinheiro em troca das informações sobre as atividades da Petrobras.

"Os relatórios provavelmente incluirão informações financeiras, proprietárias (de patentes), confidenciais e competitivas sobre os negócios (da empresa)", diz uma cláusula do acordo com o DoJ.

E a intenção parece mesmo ser transformar dados sobre a estatal em ativos do governo americano: "Divulgação pública dos relatórios pode desencorajar cooperação, impedir investigações governamentais pendentes ou potenciais e, portanto, prejudicar os objetivos dos relatórios requeridos. Por essas razões, entre outras, os relatórios e o conteúdo deles são destinados a permanecer e permanecerão sigilosos, exceto quando as partes estiverem de acordo por escrito, ou exceto quando determinado pela Seção de Fraude e a Secretaria (Office), pelos seus próprios critérios particulares, quando a divulgação promoveria o avanço da execução das diligências e responsabilidades desses órgãos ou que seja de outra forma requeridos por lei", afirma o termo do acordo. 

A interferência do DoJ vai até o ponto de quem pode ou não ser funcionário e diretor da Petrobras. "A companhia [Petrobras] não irá mais empregar ou se afiliar com qualquer um dos indivíduos envolvidos nos casos desta ação. A companhia deve se engajar em medidas corretivas, incluindo repor seus diretores e a diretoria executiva".

MPF e DoJ
A relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos parece já ser algo maduro. Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais.

O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton.

NSA
Nunca é demais lembrar que o esquema de espionagem internacional de larga escala montado pelo governo dos EUA voltou suas baterias contra o Brasil e, especialmente, a Petrobras.

Documentos divulgados em 2013 por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), mostraram que as comunicações da ex-presidente Dilma, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras foram monitoradas pela NSA.

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À época, Snowden disse que a espionagem tinha como alvo as tecnologias envolvidas na exploração de petróleo na camada do pré-sal. De acordo com as reportagens feitas pelo jornal The Guardian e pela TV Globo na época, o programa da NSA tinha o objetivo de proteger os EUA de ameaças terroristas. No caso do Brasil, no entanto, os objetivos eram puramente comerciais.

Clique aqui para ler o acordo entre Petrobras e EUA. Com informações do portal 247

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07
Dez18

“O neoliberalismo atual mobiliza somente ódios e ressentimentos”

Talis Andrade

“Está baseado na negatividade e não em proposições. Não na esperança em médio prazo, senão na recusa emotiva de curto prazo. E isso tem patas curtas”

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Na Bolívia, improvável êxito

Abalada na América do Sul, a onda de esquerda permanece viva no mais frágil dos países que dela participaram. Não é por acaso.

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DA REVISTA IHU ON-LINE

Abalada na América do Sul, a onda de esquerda permanece viva no mais frágil dos países que dela participaram. Não é por acaso.

A reportagem é de Santiago Mayor, publicada por RT e reproduzida por Outras Palavras, 04-12-2018. A tradução é de Danilo Costa N. A. Leite.

Em janeiro de 2006, pela primeira vez na história da Bolívia, um presidente indígena assumia o governo. Evo Morales Ayma, dirigente sindical cocalero (movimento de proteção à folha de coca como símbolo da cultura boliviana), tinha triunfado alguns meses antes com mais de 50% dos votos em uma eleição sem precedentes.

Sua vitória inscreveu-se na onda progressista e de esquerda que chegou aos governos da América Latina durante os primeiros anos do século XXI. Naquele momento já ocupavam a presidência Hugo Chávez na VenezuelaLula no BrasilNéstor Kirchner na Argentina e Tabaré Vásquez no Uruguai. Alguns meses depois se somaria Daniel Ortega na Nicarágua e no ano de 2007 Rafael Correa no Equador.

Apesar disso, comparada a seus pares, com exceção do caso uruguaio provavelmente, a Bolívia conseguiu se consolidar como um modelo socialpolítico e econômico estável que não sofreu com as crises econômicas e políticas da Venezuela ou Nicarágua, nem perdeu seu governo por meio de golpes de Estado e ‘impeachments’ – como ocorreu no BrasilHonduras e Paraguai – ou de eleições, como na Argentina. Qual é o motivo de tal excepcionalidade?

 

Estatísticas contundentes

Segundo dados do Banco Mundial, em 2006 o Produto Interno Bruto (PIB) boliviano era de 11.452 milhões de dólares. Em 2017 o número havia aumentado mais de três vezes chegando a 37.509 milhões. No mesmo período, a renda per capita anual passou de 1.120 para 3.130 dólares e a expectativa de vida subiu de 64 para 71 anos. O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do país, por sua vez, afirma que a pobreza baixou de 59,9%, quando Evo Morales assumiu, para 36,4% no ano passado.

Por outro lado, como nota o pesquisador e mestre em Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade, Sergio Martín-Carrillo, a Bolívia “foi o país sul-americano que experimentou o maior crescimento econômico, mantendo inclusive um ritmo acima do patamar de 4%, apesar do contexto de debilidade que a região vive desde 2015”. Isso foi acompanhado por uma queda constante da inflação, que passou de 12% em 2007, a menos de 2% em 2018 até o momento.

Tais resultados se sustentaram com uma política que contradiz os postulados neoliberais que hoje inspiram os governos dos países vizinhos como ArgentinaChileParaguai ou o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro.

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As razões

O sociólogo e escritor boliviano Antonio Abal enumerou em conversa com a reportagem “os eixos do crescimento contínuo da economia da Bolívia”.

Na sua visão, trata-se de uma política baseada em “nacionalizações de setores estratégicos, como as comunicações, os hidrocarbonetos e a mineração”; o redirecionamento dos recursos estatais, “sobretudo, para a infraestrutura produtiva”; o “fortalecimento do mercado interno”; uma política monetária de “valorização da moeda nacional”, ou seja, uma “desdolarização da economia”; e finalmente um investimento forte nos processos industriais como os do “lítio, de laticínios, têxteis, etc e fomento à pequena e média empresa, com facilidades em termos de acesso ao crédito”.

O vice-presidente do país, Álvaro García Linera, exprimiu opinião no mesmo sentido em entrevista ao jornal argentino Página 12, onde explicou o que, para ele, são os quatro fatores principais desse êxito econômico.

Em primeiro lugar, que o Estado controle como proprietário os principais setores geradores de excedente econômico: hidrocarbonetos, eletricidade e telecomunicações. Por outro lado, que leve a cabo uma redistribuição da riqueza, “mas de uma maneira sustentável”, de forma que “os processos de reconhecimento e ascensão social dos setores subalternos populares e indígenas tenham sustentabilidade ao longo do tempo”.

Em terceiro lugar, assim como Abal, sustenta que se deve “fortalecer o mercado interno” e, por último, a “articulação entre o capital bancário e o produtivo, o que implica que 60% da poupança dos bancos se dirija ao setor produtivo, gerando mão-de-obra”.

 

Políticas públicas de redistribuição

A isso se soma uma série de programas sociais que acompanharam a melhora econômica e que foram dispositivos que garantiram a redistribuição da riqueza. Nesse sentido, Martin-Carrillo listou três dos programas que considera mais importantes: o Bolsa Juancito Pinto (Bono Juancito Pinto), o Renta Dignidade e o Bolsa Juana Azurduy (Bono Juana Azurduy).

O primeiro deles foi lançado durante o primeiro ano de governo e visa que meninos e meninas cumpram sua trajetória na escola. Ele prevê um aporte de 200 bolivianos (29 dólares) a estudantes de escolas públicas em troca de um mínimo de 80% de frequência às aulas. Durante 2018, houve 2.221.000 de estudantes beneficiados graças a essa iniciativa. O resultado foi que entre 2006 e 2017 o abandono escolar no ensino fundamental caiu de 6,5% para 1,8% e no ensino médio de 8,5% para 4%.

Por sua vez, o Renda Dignidade (Renta Dignidad), vigente desde 2007, mira a população idosa – com 60 anos ou mais – e prevê 250 bolivianos (36 dólares) para pessoas com aposentadoria por tempo de serviço e 300 bolivianos (43 dólares) para pessoas sem aposentadoria por tempo de serviço.

Finalmente, o Bolsa Juana Azurduy, que está dirigido tanto a gestantes, para as quais estipula a condição de que realizem quatro exames pré-natais, parto em instituição de saúde e acompanhamento pós-parto, bem como a crianças, condicionado a 12 exames completos de saúde a cada dois meses.

Houve também uma política agressiva de incremento do Salário Mínimo Nacional, que em 2005 equivalia a 440 bolivianos (ou 57 dólares naquele momento) e chegando hoje a 2.060 (298 dólares). Ainda assim, este ano, devido ao crescimento econômico, segundo o informe da Agência Boliviana de Informação, o Executivo se dispôs a pagar o bônus duplo a todos os trabalhadores públicos e privados.

 

Um processo com debates e tensões

Para além de sua situação atual, os governos do Movimento ao Socialismo(Movimiento al Socialismo – MAS) não estão livres de percalços, alguns dos quais muito sérios. O ponto mais tenso talvez ocorreu no ano de 2008, quando a chamada “Meia Lua”, que incluía quatro departamentos orientais do país, tentou se emancipar do resto do território, por meio da ação de setores da direita boliviana que contavam com o apoio escamoteado dos EUA.

Não obstante, com o respaldo da União das Nações Sul-americanas (Unasur), tal crise pôde ser superada e poucos meses depois avançava o processo de proclamação da nova Constituição no começo de 2009. Essa Carta Magna declarou o caráter “Plurinacional” do Estado, reconhecendo na lei máxima do país os povos originários historicamente negados. Evo Morales passou a encarnar assim, não somente simbólica como também institucionalmente, a ascensão definitiva dos setores marginalizados durantes séculos da política nacional.

Ainda que para Abal não se possa “falar de etapas, senão de uma aplicação persistente de um modelo econômico”, a partir daqui já se pode analisar o aprofundamento de alguns aspectos. Trata-se de um ponto de inflexão, a partir do qual se começa a falar em “socialismo comunitário”, o que o sociólogo define como “uma abordagem teórica da aplicação do marxismo e de suas categorias para compreender as lógicas dos ‘ayllus’ (comunidades)”, que como muitos autores indicaram, mantiveram estruturas de “comunismo primitivo” ou comunitárias, contrárias à propriedade privada e à acumulação individual.

Por outro lado, García Linera sustenta que, uma vez superada a ofensiva da direita, abriu-se um novo momento na revolução boliviana que ele chamou de “tensões criativas”. Ou seja, debates interiores ao processo que o fazem avançar.

A respeito disso, Abal garante que nos movimentos sociais duas tendências político-ideológicas convivem: “uma sindical, centrada nas reivindicações setoriais, e outra revolucionária, como parte do processo de mudança e parte do governo”. É na disputa entre essas duas visões que se dão as tensões criativas que, de seu ponto de vista, são “a dialética do movimento da consciência de classe”.

A lógica “centrada no operário”, segundo o sociólogo, não consegue compreender completamente “a outra lógica organizativa e ideológica dos povos originários”. E ele a atribui a uma contradição estimulada durante décadas de opor “índios e operários” e que “foi patrocinada em uma etapa do nacionalismo revolucionário (1952-1985)”.

Finalmente, o analista aponta que “o vínculo potente se encontra entre o governo e os movimentos sociais”, onde “o grande articulador do bloco é, sem dúvida, Evo Morales, e não somente como instrumento político”. Como outra face dessa moeda, Estado e movimentos sociais “ainda estão distantes”, porque o último (sic) “mantem uma matriz colonial não superada”.

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Uma revolução com futuro

Ainda que os processos políticos nacionais dificilmente possam sobreviver por muito tempo isoladamente contando somente com forças internas, o país conta ainda com aliados no continente. Para além de eventuais conflitos, há VenezuelaNicaráguae também Cuba, país com os quais integra a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba). Cabe recordar que, com a colaboração de Havana, em 2008 todo território boliviano foi declarado “livre do analfabetismo”.

Por outro lado, apesar do tropeço sofrido no referendo em começos de 2016, que impediu Morales de voltar a se apresentar nas eleições presidenciais de 2019, isso foi ao final autorizado pelo Tribunal Supremo. Com sua candidatura e uma direita por enquanto dividida, a continuidade do processo parece estar assegurada.

Por último, porém não menos importante, García Linera realizou um prognóstico no recente Fórum Mundial de Pensamento Crítico, ocorrido em Buenos Aires, segundo o qual os governos conservadores da região durarão pouco tempo e logo virá um novo auge progressista e de esquerda.

“Estamos enfrentando uma onda conservadora neoliberal que tem dois limites intrínsecos: é fossilizada e é em si mesma contraditória”, apontou. E detalhou que nesses países estão se “repetindo as receitas que fracassaram vinte anos atrás”, o que demonstra como “não tem inventividade, nem tem criatividade e nem tem esperança”.

“O neoliberalismo atual mobiliza somente ódios e ressentimentos”, por sua vez. O que redunda em dizer que “está baseado na negatividade e não em proposições. Não na esperança em médio prazo, senão na recusa emotiva de curto prazo. E isso tem patas curtas”, completou o vice-presidente boliviano.

Por isso, com otimismo, sentenciou: “Em vez de viver uma longa noite neoliberal, viveremos uma curta noite de verão neoliberal. E neste momento cabe a nós reconhecer o que fizemos bem, reconhecer o que fizemos mal e nos prepararmos”. “A esquerda tem que voltar a se preparar para tomar o poder nos próximos anos no continente”, concluiu.

19
Ago18

Evo Morales celebra decisão da Onu e diz que mundo vê complô contra Lula

Talis Andrade

 

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, comemorou a decisão que impede qualquer autoridade brasileira de tomar medidas que restrinjam os direitos políticos do ex-presidente Lula. Segundo ele, o mundo já enxerga que a perseguição ao ex-presidente é fruto de um complô da oligarquia brasileira, em parceria com setores do Poder Judiciário. Confira, abaixo, a postagem de Morales em seu twitter leia ainda nota dos advogados do ex-presidente:

 

 

Saludamos que Comité de DDHH de la ONU, el mayor organismo de integración mundial, reconozca legitimidad de candidatura del hermano @LulaOficial a presidencia de #Brasil. El mundo se da cuenta del complot entre la oligarquía y la justicia brasileña. La verdad triunfará #LulaLivre pic.twitter.com/nJXeQ8aCmH

— Evo Morales Ayma (@evoespueblo) 17 de agosto de 2018

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Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que "tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico" e, também, para "não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final" (tradução livre).

 

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

 

Por meio do Decreto Legislativo 311 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

 

Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.

Valeska Teixeira Zanin Martins e Cristiano Zanin Martins

 

 

09
Ago18

Evo Morales expressa apoio à candidatura de Lula à Presidência

Talis Andrade

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EFE - O presidente da Bolívia, Evo Morales, expressou apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais de outubro.

 

"Saudamos que o irmão @LulaOficial seja oficialmente nomeado hoje candidato à presidência do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

 

O presidente boliviano afirmou que a candidatura de Lula "é a vontade do povo" e por isso é preciso que "se faça justiça e acabe sua desumana prisão".

 

"Temos certeza que triunfará #LulaLivre", complementou Morales em sua mensagem.

 

 

06
Ago18

Decisões da Justiça Suprema pode resultar na salvação ou na morte de milhares de brasileiros

Talis Andrade

UMA SEMANA DE GREVE DE FOME CONTRA A DITADURA DO JUDICIÁRIO

 

 

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Manifestantes alertam aos juízes da Supremo Tribunal Federal que suas decisões podem resultar na salvação ou na morte não somente dos grevistas, mas de milhares de brasileiros. Os militantes Zonália Santos, Jaime Amorim e Vilmar Pacífico (do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Rafaela Alves e Frei Sérgio Görgen (do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA) e Luiz Gonzaga, o Gegê (da Central dos Movimentos Populares – CMP) completaram uma semana sem ingestão de nenhum alimento, apenas água e soro. Nesta segunda-feira mais um militante se soma à greve: Leonardo Armando, do Levante Popular da Juventude.

 

Em manifesto, os grevistas haviam feito um apelo ao STF, em particular aos ministros Luis Edson Fachin, Cármem Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, para que decidam em favor da presunção de inocência garantida na Constituição até o final do trânsito em julgado, o que daria ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a condição de liberdade e de candidato do povo nas eleições presidenciais.

 

Os manifestantes afirmam que a greve de fome foi uma opção livre e consciente para evitar que a população brasileira sofra dessa mazela social por imposição. "A fome representa aqui o desprezo pelo ser humano, como se os pobres não precisassem viver. Isso é muito forte e doloroso!", conclui Zonália Santos.

 

Segundo o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), "o país está em um momento decisivo de sua conjuntura e uma série de ofensivas por parte do campo dos trabalhadores estão sendo empreendidas para influenciar a agenda política".

 

Além da Marcha Nacional Lula Livre, que começa dia 10 e chega à Brasília no dia 15, atos ecumênicos, mobilizações da juventude e do Dia do Basta das centrais sindicais (também dia 10), um grupo de militantes da Via Campesina e de movimentos urbanos se lançou numa atitude extrema: uma greve de fome, que, nesta segunda-feira (06), atinge seu sétimo dia.

 

"A greve de fome que a gente está realizando aqui em Brasília é contra a fome. É para que outros não passem fome", anuncia Frei Sérgio. Para eles, o projeto instalado com o golpe de 2016 impacta nas camadas mais pobres, com aumento da fome e violência, perda de direitos no que toca saúde e educação e total desprezo pela soberania nacional.

 

Para reverter isso, eles apontam que o povo já escolheu seu caminho: a libertação e a condução de Lula à Presidência, como homem-símbolo de um projeto de combate à pobreza e à fome. "Por isso, essa greve de fome também é pela liberdade de Lula e seu direito de ser candidato. Ele está lá condenado e trancafiado em Curitiba porque representa a ideia de que não se pode sustentar os privilégios da elite às custas da fome do povo", explica Görgen.

 

Atividades de mobilização

 

Com o avanço da greve e o aparecimento de debilidades nos grevistas, nesta fase se intensificam as visitas de autoridades ao local de repouso dos militantes, no Centro Cultural de Brasília (CCB). Durante o último final de semana, receberam a visita de Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Presidência.

 

Nesta segunda-feira, às 16 horas, a greve de fome recebe a visita da Caravana Semiárido contra a Fome, que percorre cerca de 6 mil quilômetros desde a cidade natal de Lula, Caetés, até Brasília, dialogando com a população sobre os perigos do retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas). A Caravana passou ainda por Feira de Santana, Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, antes de chegar a Brasília.

 

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30
Jun18

Evo y Papa se reunieron durante 36 minutos en el Vaticano

Talis Andrade

Evo Morales veio a Roma por ocasião do Consistório Ordinário Público presidido pelo Papa Francisco, que criou cardeal Dom Toribio Ticona Porco, bispo emérito de Coro Coro, na Bolívia. O mandatário participou da cerimônia na Basílica de São Pedro na quinta-feira e da Missa na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo na sexta-feira, na Praça São Pedro.

 

 

Francisco animó a Evo a “trabajar por un mundo de solidaridad y paz”


La sexta reunión, que duró 36 minutos, entre ambos comenzó cuando Morales saludó al Pontífice con un 'hermano papa', a lo que este respondió 'bienvenido'

 

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El papa Francisco recibió este sábado al presidente Evo Morales en un encuentro de 36 minutos en el que el pontífice subrayó el deber de "trabajar por un mundo de solidaridad y paz" e incluso charlaron sobre el Mundial de fútbol. El Vaticano explicó en un breve comunicado que "en las cordiales conversaciones" se pusieron de manifiesto "las positivas relaciones" bilaterales, se abordó la actualización de las mismas, y se dio un intercambio de opiniones sobre "la situación regional" sudamericana.

 

El Vaticano, mediante un breve comunicado, informó que en la reunión se trató sobre la necesidad de actualización de las relaciones bilaterales positivas y también hubo un intercambio de opiniones sobre la situación regional de Sudamérica.

 

Por su parte, la Agencia Católica de Informaciones reportó que en el encuentro se resaltó la importancia de “trabajar por un mundo de solidaridad y paz”.

 

Al final de la reunión, se realizó el acostumbrado intercambio de regalos.

 

Morales entregó al Papa un ajedrez de estética indígena y una fotografía en la que se ve a Francisco abrazando a un niño boliviano durante el viaje que realizó al país sudamericano en julio de 2015.

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El Papa regaló a Presidente el mensaje por la Jornada Mundial de la Paz y el medallón del Ángel de la Paz.

 

Francisco remarcó que representa “el ángel que encadena y encierra al demonio de la guerra, habla de la paz entre países”.

 

Luego el Jefe de Estado, junto al cardenal Toribio Ticona, participó de la entrega floral a la Virgen de Copacabana en la Santa Sede y retornó a Bolivia.

 

 

24
Mai18

Fernando Henrique vendeu 36 por cento das ações da Petrobras. Lava Jato defende acionistas estrangeiros

Talis Andrade

Em abril de 2015 mostrei que a Lava Jato constitui uma manobra do juiz Sergio Moro a serviço dos Estados Unidos. Para botar areia na refinaria de Abreu e Lima, uma parceria do Brasil com a Venezuela, uma parceria de Hugo Chávez com Lula, que os tios Sam e Patinhas, mais os sobrinhos patos dourados Willians, Capez, Doria e Fiesp condenaram.

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Foto tirada este mês nos Estados Unidos: Willians (E), Mooro, e um tucano bilionário (D) - Divulgação/LIDE

 

O Brasil desde 1980 estava proibido de construir refinaria, para continuar entregando o petróleo a preço de banana, e comprar, pelos olhos da cara do povo brasileiro, o óleo, o gás e a gasolina dos Estados Unidos.

 

Essa de pegar ladrão, da afinada Lava Jato, uma cantoria de ninar para moça bonita dormir. Que o governo de Fernando Henrique vendeu ações da Petrobras, para o Brasil deixar de ser sócio majoritário, e fez cinco leilões do Pré-Sal. Temer entregou o resto. Que para o Brasil voltar a ser vassalo, tramaram o golpe em todos os sentidos do termo.

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Denunciou Evo Morales, presidente da Bolívia, que o governo do Brasil possui apenas 22% das ações. Isso em 2006.

 

A Operação Lava Jato atende mais os interesses de um George Soros, o maior acionista da Petrobras, empresa de economia mista, com o capital pra lá de misturado. Bote misturado nisso.

 

Com a danação de que o povo paga os prejuízos, e o lucro - defendido por Moro - fica no bolso dos acionistas estadunidenses. 

 

 

 

31
Mar18

Bolívia terá imagem de guerreira indígena em nota pela primeira vez

Talis Andrade

 

 

Gregoria Apaza heroína indígena.jpg

 

 

AFP - A Bolívia vai colocar em circulação em abril uma nova nota de 10 bolivianos com a imagem, pela primeira vez, de uma mulher indígena, Gregoria Apaza, que lutou contra a coroa espanhola no país. "Neste ano começaremos a emitir a nova família de notas", que será impressa pela francesa Oberthur Fiduciare, anunciou Raúl Mendoza, assessor do Banco Central, em audiência pública de prestação de contas da entidade.

 

A imagem de Apaza, que, com seu irmão Túpac Amaru (Julián Apaza), um libertário aymara, fez um cerco a La Paz contra os espanhóis em 1781, figurará nas notas de 10 bolivianos, substituindo o pintor Cecilio Guzmán de Rojas.

 

É a primeira vez em que uma heroína indígena estampa uma nota de dinheiro na Bolívia, embora em 1984 tenha aparecido a imagem de um nativo não identificado, pelo valor de 100 mil pesos bolivianos, numa época de hiperinflação galopante.

 

Foi  torturada e executada em 6 de setembro de 1782 em La Paz, pelos invasores espanhóis. 

 

A partir do ano que vem, serão impressas outras notas revalorizando próceres indígenas, uma política impulsionada pelo presidente indígena Evo Morales.

 

 

15
Jan18

Bolivia reivindica el valor cultural y medicinal de la coca

Talis Andrade

En el marco del Día Nacional de Acullico, que se celebra en 11 de enero en Bolivia, la nación andina conmemoró el ritual ancestral ratificando la unión y solidaridad entre los pueblos y reivindicando el valor cultural, medicinal y nutritivo de las hojas de coca.

 

El presidente de Bolivia, Evo Morales, estuvo presente en un acto de conmemoración en la plaza Murillo de La Paz, donde defendió las propiedades nutritivas y medicinales de la hoja de coca y afirmó que "no es cocaína" en su estado natural.

 

El consumo de la hoja de coca aporta vitaminas, proteínas, fibras, calorías y calcio. Además, elimina toxinas del cuerpo humano, disminuye la fatiga, el hambre y la indigestión, y evita los efectos del apunamiento, conocido como mal de montaña, causado por la falta de oxígeno en la atmósfera a grandes altitudes, según diversos estudios.

 

El Gobierno de Bolivia reconoce el valor tradicional del masticado de la hoja de coca e impulsa el cultivo de la planta para uso medicinal, mascado e infusiones y la industrialización para elaborar alimentos como harinas o dulces, bebidas energéticas, mates o productos medicinales.

 

De acuerdo al presidente Morales, quien suele consumir dos veces al día entre dos a tres cucharadas de harina de hoja de coca mezcladas con miel, según reveló, el mascado de hojas de coca combate enfermedades como la diabetes y la obesidad, es efectiva para la osteoporosis, ayuda al funcionamiento del hígado y prolonga años de vida.

 

 

09
Ago17

Venezuela o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe

Talis Andrade

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Venezuela é o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe.

 

"Estamos perante um momento especial e um palco complexo. O império empreendeu a grande batalha para recolonizar a América Latina e o Caribe, e a Venezuela é o elo estratégico", afirmou Evo Morales em um ato com militares, indígenas e camponeses no planalto de La Paz, por ocasião do 192º aniversário das forças armadas.

 

Para o governante boliviano, aliado de Nicolás Maduro, "a Venezuela é um elo estratégico" para os EUA porque "possui a maior reserva de petróleo do mundo."

 

"Domínio geopolítico e energia petrolífera é o que o império procura na Venezuela. Primeiro derrubar, depois dominar e depois apossar-se do petróleo venezuelano".

 

"O pretexto é o mesmo de sempre: democracia, direitos humanos, terrorismo, tudo com o mesmo verniz, a mesma comédia midiática que [os EUA] usam desde sempre para se apropriar dos recursos naturais", disse o primeiro índio a presidir um país das Américas depois de quinhentos anos.

 

Segundo Morales, "a pior vergonha para a região" não é só que "alguns governos" se ponham "de joelhos perante a conspiração da CIA contra a Venezuela", senão que "alguns dirigentes antipátria façam os penosos papeis de Felipillos e Malinches".

 

O nome Felipillo é uma referência ao indígena que acompanhou os conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro nas suas expedições ao Peru, enquanto Malinche foi a mulher indígena, companheira e tradutora do conquistador Hernán Cortés, também considerada uma traidora.

 

 

 

 

 

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