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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

05
Set23

Tarcísio é o novo Bolsonaro, como Bolsonaro foi o novo Ustra

Talis Andrade
 
Image
 
 

Estar sob o governo de Tarcísio é o mesmo que estar sob o governo de Bolsonaro, simples assim, mas também lastimável e perigoso

 

por Marcia Tiburi

247

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Erasmo Dias é um nome muito conhecido dos paulistanos por ter participado de programas de televisão nos quais gritava preconceitos e conservadorismo. Tornou-se deputado com seus espetáculos de ódio, mas morreu no esquecimento não tendo feito nada de bom que deixasse seu nome para a posteridade. Autoritarismo era o seu negócio. E a perseguição a estudantes também. Ele foi o coordenador da invasão na PUC de São Paulo em 1977 visando o movimento Liberdade e Luta (Libelu). Nessa ocasião, mais de mil estudantes foram presos e muitos levados à tortura. Dizem que ele era o homem que sabia “lidar”com os que morriam nas dependências do DOI-Codi. Ele gostava de perseguir estudantes e em 1968, participou do cerco aos integrantes do 30º Congresso da UNE em Ibiúna. Ele foi um dos mais ferrenhos defensores do “suicídio” do jornalista Vladimir Herzog.

No documentário de Diógenes Muniz  Libelu – Abaixo a Ditadura pode-se ver muito mais.

Agora Tarcísio Freitas vem desenterrar essa figura grotesca, que carregava o riso do carrasco no rosto, homenageando o carrasco como se ele fosse um herói. Qual o objetivo do governador de São Paulo? Fazer o mesmo que Bolsonaro em 17/04/2016, quando ao votar pelo golpe (o paradoxo demorou a ser entendido) elogiou Brilhante Ustra, um torturador condenado por seus crimes hediondos.

Tarcisio é o novo Bolsonaro, como Bolsonaro foi o novo Ustra. Bolsonaro torturou psíquicamente a nação através das ameaças relacionadas à perda de direitos. Ele instaurou o pavor através do elogio da tortura e, depois, do deboche sobre a morte. Mas torturou também fisicamente usando no lugar dos tradicionais instrumentos como eram eletrochoques e pau de arara, o vírus da COVID.

O que temos a ver com isso? Estar sob o governo de Tarcísio é o mesmo que estar sob o governo de Bolsonaro, simples assim, mas também lastimável e perigoso.  Quem vota em figuras autoritárias, vota em seus projetos e é signatário de seus atos. A luta contra o fascismo tem que continuar e para isso é preciso consolidar a democracia em cada gesto e evitar que ela seja usada como fachada como Tarcísio está fazendo agora.

07
Abr23

“Um país que mata crianças é tudo menos democracia”, diz ministro dos Direitos Humanos após ataque em Blumenau

Talis Andrade

 

ricardo barros infancia subtraída.jpeg

O ataque aconteceu no parque infantil da creche Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau
O ataque aconteceu no parque infantil da creche Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau AP - Denner Ovidio

A morte nesta quarta-feira (5) de quatro crianças que brincavam num parque infantil na creche Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau, no Vale do Itajaí, Santa Catarina, chocou o Brasil. O Ministério Público de Santa Catarina pediu em nota que não sejam divulgados dados do criminoso nem imagens do local, mas que cobertura da mídia foque nas vítimas. O caso, que suscitou reações da classe política, acontece menos de dez dias após uma professora ser morta durante ataque em escola paulista.

No fim de março, uma professora de 71 anos foi morta a facadas por um aluno em colégio público da zona oeste de São Paulo. Somente este ano houve apreensão de vários estudantes com armas em escolas do país, entre eles um no Paraná, outro no Distrito Federal e um no interior do São Paulo, que divulgavam ameaças de massacre nas redes sociais.

“Um país, um mundo que mata crianças é tudo menos democracia. É tudo menos um mundo descente. Estamos falhando miseravelmente com as pessoas mais precisam de nós neste país. E nós temos que admitir para dar um passo à frente. Eu queria, em nome do Estado brasileiro, pedir desculpa para você”, afirmou em tom de desabafo o ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Sílvio Almeida, enquanto olhava para uma menina durante um discurso.

 

 

O presidente Lula disse que não dá para entender tamanha violência. “Para qualquer ser humano que tenha o sentimento cristão, uma tragédia como essa é inaceitável, um comportamento, um ato absurdo de ódio e covardia”, afirmou. “Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos ou netos, ainda mais em um ato de violência contra crianças inocentes e indefesas”, completou o chefe de Estado.

Outras autoridades lamentaram a tragédia pelas redes sociais. “Precisamos acabar com esse ambiente de violência no país”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, comentando as mortes na creche catarinense. O presidente da Câmara, Arthur Lira, também falou sobre o ataque em Santa Catarina, cometido por um homem de 25 anos que pulou o muro da creche com uma machadinha na mão. Lira sugeriu medidas jurídicas mais duras para criminosos nesse caso. “Repugnante, deplorável e injustificável o ataque a creche de SC. Não podemos aplicar atenuantes jurídicos para crimes hediondos. No que for preciso, a sociedade terá o meu apoio para endurecer as medidas punitivas aos que atentam contra a vida”, postou.

Um relatório da equipe de transição do atual governo realizado no fim do ano passado apontou ao menos 35 vítimas de ataques a escolas no Brasil desde o ano 2000. Os dados não incluem as mortes deste ano. O documento aponta como possíveis causas a exposição a bullying e exposição prolongada de processos violentos, como autoritarismo parental, negligência familiar e conteúdo que enaltece a cultura da violência disseminado em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Cultura da violência

“Triste a cultura da violência que se espalhou pelo Brasil. Desta vez, atinge a creche Bom Pastor, em Blumenau”, disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Paulo Pimenta. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também lamentou a morte das crianças. “Que tragédia! Não consigo sequer imaginar a dor dessa terrível e trágica perda. Cada vez mais se fazem necessárias medidas de segurança em escolas e creches do Brasil para prevenir que tragédias como estas não ocorram mais. Punição severa ao assassino!”

A forma como o assassino se portou após o ataque, ao se apresentar à polícia e se entregar, também chamou atenção. Autoridades que investigam o caso não descartam a possibilidade de o caso de São Paulo ter motivado o crime no Sul do país. O Ministério Público de Santa Catarina orientou em nota que profissionais da imprensa evitem identificar o assassino ou divulgar sua biografia, tampouco divulgar imagens da tragédia. “Já há estudos e extensa literatura que indicam que exposição do agressor e de imagens do ocorrido são um estímulo para novos ataques”, afirmou Fernando da Silva Comin, procurador-geral de Justiça do Estado.

Diferentes jfome eitos de matar

O ministro da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que a situação da infância como um todo precisa ser revista pelo governo e pela sociedade. “É culpa da sociedade brasileira, do Estado brasileiro, da maneira como temos tratado crianças e adolescentes neste país. Há muito tempo. A maneira como a sociedade em geral, os governos, eu diria que as entidades todas, as empresariais, todo mundo, do jeito como temos tratado as crianças neste país”, disse Sílvio Almeida. “Mas há outro jeito de matar crianças também. Temos cultivado isso e normalizado isso há muito tempo. Temos permitido que as crianças passem fome. Crianças morrem de fome. Temos permitido que crianças fiquem sem escola. Temos permitido, isso há muito tempo, que as crianças morem, não é moradia na verdade, que as crianças fiquem nas ruas”, completou.

Crianças na rua sobrevivendo em meio ao caos do Rio de Janeiro. Trabalho infantil escancarado entre ruas e avenidas. Matéria veiculada na Record RJ.

Infância roubada pela ditadura militar brasileira
 

Realização: Emanuelle Menezes, Erik Ferrazzi, Julia Cicala, Maiara Farias, Mayara Soares. O golpe militar, que atingiu o Brasil durante 21 anos, reconhecidamente torturou, matou e perseguiu todos aqueles que ousaram enfrentá-lo. Mas não foi só isso. A perseguição e a tortura também fizeram parte da história de crianças que cresceram em um ambiente de opressão onde a liberdade e a inocência lhes foram tiradas brutalmente. Filhos da Ditadura resgata a história desses brasileiros que desde muito cedo vivenciaram os prejuízos e os traumas de se viver em um ambiente antidemocrático. São vozes de um país que precisa, mais do que nunca, conhecer seu passado para entender seu presente e não repetir o mesmo erro 
 
05
Dez21

Latuff: ‘existe um esforço para calar vozes que discutem a violência policial’

Talis Andrade
ImagemDeputado federal Heitor Freire (PSL-CE) acusou escola de apologia ao nazismo por causa de charge de Latuff

 

Trabalhos do chargista usados em escolas e em exposição no Congresso foram alvo de tentativas de censura, a mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra. Artista afirma que violência do Estado não pode ser tratada como caso isolado

 

por Jeniffer Mendonça

O chargista e o ativista político Carlos Latuff coleciona situações em que seus trabalhos foram alvos de críticas e tentativas de censura ao serem aplicados em escolas. A mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra, quando estudantes do Colégio Cívico-Militar Ced 1 da Estrutural do Distrito Federal produziram uma exposição sobre a data. Nos murais estavam charges de diversos artistas com críticas à violência policial.

A vice-diretora da escola disse ao site Metrópoles que o diretor de disciplina, um tenente da PM, pediu a retirada das obras, o que foi negado. Dias depois, o deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) entrou na escola acusando os profissionais de corrupção de menores e apologia ao nazismo, já que uma das charges, de autoria de Latuff, mostra um policial com uma braçadeira com a suástica nazista assoprando uma vela com o número 20 num bolo escrito “novembro” e com um corpo de um jovem negro em cima.

Alunos do colégio cívico militar fizeram murais com obras de artistas como Carlos Latuff e Antonio Junião, diretor de arte da Ponte, para o Dia da Consciência Negra; deputado do PSL acusou professores de corrupção de menores e apologia ao nazismo.

31
Out20

PM espanca jovem em escola fascista na cidade de Londrina (vídeos)

Talis Andrade
 
 
 
 
 
 
 
27
Fev20

O que fazer?

Talis Andrade

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

 Versão em espanhol aqui

 

I. Os fatos

Mais uma vez, as páginas criminais invadiram o noticiário político e atingiram o governo federal com o bangue-bangue entre grupos paramilitares. No último dia 9, Adriano da Nóbrega, ex-Bope, um dos capitães milicianos, foi morto pela Polícia Militar da Bahia, em flagrante desrespeito a qualquer protocolo em casos semelhantes.

Aliás, no Brasil de hoje, quais são os protocolos? 

Na agressão aos alunos de escola na Zona Oeste, em São Paulo, a PM não obedeceu aos PROTOCOLOS ou é LENDA que eles existem. Em Paraisópolis também não cumpriram os PROTOCOLOS. E o tiro contra Cid Gomes, governador do Ceará? Apesar de sua atitude não ser a mais adequada, Cid é parlamentar e líder de importante partido político, nada justifica o ocorrido.Esses episódios, inclusive, mostram o descontrole, um indicativo de que as milícias estão por trás da morte de Adriano. E embora não existam provas definitivas sobre o envolvimento da família Bolsonaro nesse crime, o Ministério Público carioca afirma que há um nível de envolvimento.

Vejamos: 

Adriano é apontado como chefe da milícia Escritório do Crime, investigado por ligações com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes.

Condecorado por Flávio Bolsonaro com a medalha Tiradentes na Alerj em 2005, e defendido por Bolsonaro em plenário, quando deputado em 27 de outubro de 2005, Adriano tinha mãe e esposa empregadas no gabinete do então deputado estadual. E sim, aponta o Ministério Público, elas participavam do esquema de “rachadinha”.

É essa figura que foi assassinada em operação da Polícia Militar baiana, que teve um ano de duração, envolvendo trabalhos de inteligência e cooperação entre os Estados e autoridades, conforme divulga a imprensa, para resultar na morte de uma testemunha, no mínimo, bombástica. Não tardou, obviamente, para o crime ser tachado de queima de arquivo. 

Em seu Twitter no último sábado (15.02.2020), o governador Rui Costa (BA) afirmou que “o Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça. A Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem. Na Bahia, trabalhamos duro para prevalecer a Lei e o Estado de Direito”.

Nesta terça-feira (18.02.2020), com intuito de questionar a perícia da polícia baiana, Flávio Bolsonaro postou nas redes sociais um vídeo com a imagem de um cadáver atribuindo-o a Adriano; o que foi prontamente desmentido pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, que afirmou: “as imagens não foram feitas nas instalações oficiais do Instituto Médico Legal. Então, nós temos a clara convicção de que isso é para trazer algum tipo de dúvida, de questionamento, a um trabalho que ainda não foi concluído”.

A questão central é que, apesar de um ano de descalabro, o governo Bolsonaro vem aumentado sua aprovação como atestam três pesquisas de diferentes institutos realizadas em dezembro, janeiro e fevereiro.

II. Os dadosAcompanhem os números:

Em dezembro de 2019, pesquisa Datafolha registrava elevação de um ponto percentual na aprovação (soma de bom e ótimo) do governo Bolsonaro que passava de 29% em agosto para 30% em dezembro. Essa pesquisa também trazia o ranking de aprovação dos ministros: Sérgio Moro (Justiça) com 53% de aprovação, Damares Alves (Direitos Humanos e da Família) com 43%; Paulo Guedes (Economia) com 39%; Abraham Weintraub (Educação) com 34%; e Ernesto Araújo (Relações Internacionais) com 33%. 

No final de janeiro, pesquisa da CNT-MDA apontava crescimento da avaliação positiva do governo Bolsonaro de 29,4% em agosto de 2019 para 34,5% em janeiro de 2020. A popularidade de Bolsonaro, por sua vez, passava de 41% de aprovação (em agosto) para 47,8%, enquanto a desaprovação (soma de ruim e péssimo) caia de 53,7% para 47%.

Na última quinta-feira, 13 de fevereiro, VEJA, o folhetim da direita brasileira publicou a pesquisa VEJA/FSB revelando que 50% dos brasileiros aprovam a forma como o presidente governa o Brasil ante 44% que a desaprovam. Em agosto, o índice era de 44% de aprovação ante 46% de desaprovação. Já o governo Bolsonaro conta com 36% de aprovação superando a desaprovação em torno de 31%.Apesar da credibilidade nula de VEJA, os dados dialogam com o crescimento da aprovação de Bolsonaro, registrado nas pesquisas anteriores. 

O fato é que, pela primeira vez, desde a redemocratização, um líder de extrema-direita conta com 50% de aprovação popular. Um índice alto, considerando os escândalos que envolvem a família e o governo Bolsonaro, embora muito aquém dos 82% de aprovação conferidos, em 1971, ao então ditador Emílio Garrastazu Médici. 

Naquele momento, em plena euforia do “milagre brasileiro”, o país apresentava 11,9% de crescimento, triplicando sua dívida externa e aumentando brutalmente a concentração de renda.

Importante registrar que Lula superou Médici, tornando-se o presidente mais popular da história do Brasil, com 87% de aprovação no final do seu segundo mandato em 2010. Dilma, por sua vez, em março de 2013, alcançava 79% de popularidade.

 

III. A imprensa

Sim, a imprensa está cobrindo os escândalos que surgem envolvendo a família Bolsonaro (vide o caso Adriano, Queiroz etc.) ou membros do atual governo (vide o escândalo envolvendo Fabio Wajngarten, secretário da SECOM, suspeito de conflito de interesses, após repassar dinheiro público a emissoras de TV e agências de publicidade clientes de sua empresa).

Sim, a imprensa (Rede Globo à frente) também vem fazendo grande esforço para separar a figura do ministro Paulo Guedes da figura do presidente da República, como se a agenda econômica fosse menos autoritária que as demais agendas do atual governo. 

Aliás, os gráficos do Manchetômetro mostram a diferença de tratamento:

IV. A questão

Como Bolsonaro vem aumentando seus índices de aprovação após as trágicas mudanças na Previdência? Redução dos direitos trabalhistas? Venda da Petrobrás? Desemprego a 11,9% em 2019? Informalidade a 41%? Trabalho precário e uberizado conforme excelente reportagem “A vida sobre uma bicicleta” que publicamos em Carta Maior?

Não estamos questionando a validade dessas pesquisas de opinião – VEJA/FBS, CNT-MDA ou Datafolha –, comportamento comum a bolsonaristas sempre que contrariados. Tampouco pretendemos insinuar que a imprensa trata o atual governo da mesma forma como tratou os governos petistas: eles estão longe disso. 

O que propomos é apenas uma reflexão, para além das respostas prontas. 

Não é mais possível atribuir os 50% de apoio simplesmente à polarização e ao antipetismo. 

O que estamos presenciando, para além da batalha política – que eles venceram, quebrando as regras, mas venceram –, é a consolidação de um movimento cultural conduzido por uma extrema-direita reacionária que equivocadamente se proclama conservadora. 

Fossem conservadores os bolsonaristas jamais entregariam o patrimônio nacional como fazem. Aliás, eles conseguem ser piores que os integralistas de outrora que, inspirados no fascismo italiano e no catolicismo de extrema-direita, perseguiam judeus e comunistas, denunciando-os aos órgãos de segurança de Vargas, enquanto bradavam, hipócritas, “a união de todas as raças e todos os povos” em suas marchas.

E não custa lembrar: as primeiras vítimas de Hitler e dos discursos inflamados de Goebbels foram os comunistas, os socialistas, os sindicalistas. Foi sobre os cadáveres da esquerda, primeiramente, que os nazistas conquistaram apoio da burguesia alemã, indispensável para governarem a miserável Alemanha de Weimar.

A História ensina.

Sigamos juntos,

Joaquim Ernesto Palhares
Diretor da Carta Maior

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