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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

29
Jun18

Mike Pence dá dura no Brasil

Talis Andrade


Pediu maior energia contra Venezuela e migrantes

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por Kennedy Alencar

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O resultado do encontro entre o presidente Michel Temer e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, foi negativo para o Brasil. Pence adotou tom arrongante, em sintonia com a administração Trump. Cobrou uma maior reação enérgica contra a Venezuela e aconselhou nosso país a fazer mais contra a imigração ilegal para os EUA.

 

Essa reprimenda pública reflete a perda do prestígio internacional do Brasil após o governo Lula, época em que o Brasil tinha maior projeção geopolítica. Na gestão Dilma, a política externa ficou em segundo plano. No mandato de Temer, o país perdeu respeitabilidade internacional.

 

O Brasil paga o preço do rumo que escolheu. O tom de Pence mostra que Brasília está em baixa na política externa de Washington.

 

No caso dos migrantes brasileiros presos nos EUA, não se trata de enviar um avião para buscar nossas crianças, mas de tentar promover a união de famílias que foram separadas.

 

Em resumo, o resultado do almoço com Pence no lindo Palácio do Itamaraty foi negativo para o Brasil. O americano se comportou de modo deselegante. Normalmente, esses encontros são mais duros no privado e mais amistosos publicamente. Pence não obedeceu a essa liturgia diplomática.

 

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27
Jun18

Vice-presidente dos EUA chega ao Brasil, dá bronca em Temer que, covarde, não retruca e não fala de crianças brasileiras presas em gaiolas nos EUA

Talis Andrade

 

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O Brasil rendido. De quatro.

 

Sergio Moro cansado de dizer: O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. Apenas repete Juraci Magalhães, um vendido, um lacaio. 

 

Como país vassalo, que resta o Brasil entregar e/ou fazer em benefício dos Estados Unidos, como império? O vice-presidente veio com as ordenações.

 

O vice Mike Pence tratou Michel Temer como um assessor. Em pleno escândalo humanitário e diplomático de manter 51 crianças brasileiras detidas nos EUA, Pence ‘cobrou’ de Temer uma solução para a ‘crise migratória’ no continente e pressionou o emedebista a isolar a Venezuela.

 

Para vergonha nossa, a imprensa internacional registra o servilismo e a covardia do Brasil. Leia aqui "Pense brusco com Temer".

 

O vácuo de poder no Brasil foi devidamente processado pela chancelaria e pelo governo americano. Um vice presidente jamais falaria em tom grave de cobrança a um chefe de estado soberano como Pence falou a Temer.

 

Da parte do governo brasileiro, as percepções estão tão anestesiadas pela repulsa da opinião pública que um mero aceno de um vice-presidente já é um alento e dispensa interpretações qualificadas.

 

O país ajoelhou diante de um obscuro vice-presidente que, no entanto, demarcava uma diferença importante para o governo que o recebia: é um vice-presidente legítimo.

 

A fala de Pence, fria e protocolar, traduz, no entanto, o tom americano com relação ao Brasil: ameaçador e hierárquico. Leia trechos:

 

“Para as pessoas da América Central, tenho um recado para vocês, do coração: queremos que suas nações prosperem e vocês não arrisquem suas vidas e as de seus filhos tentando vir para os EUA. Se vocês não conseguem vir legalmente, não venham; cuidem de suas crianças e construam suas vidas em seus países de origem.”

(...)

Deixe-me ser claro: os Estados Unidos têm sido o país mais acolhedor para imigrantes em toda a história da humanidade.

(...)

“Queremos que as pessoas do nosso hemisfério possam construir uma vida melhor para elas no país onde elas nasceram.”

(...)

“Por isso, hoje digo ao nosso aliado Brasil: chegou a hora de vocês fazerem mais.”

 

O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e/ou em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista. Transcrito do Plantão Brasil 

 

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22
Jun18

E se as crianças presas fossem americanas?

Talis Andrade

 

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por Fernando Brito

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Finalmente, da metade da capa para baixo, ganha algum – e ainda muito pouco – destaque na Folha o fato de haver crianças brasileiras presas – e são ao menos 49, em lugar das oito informadas ontem – por seus pais estarem sendo processados por imigração ilegal aos Estados Unidos.

 

A imprensa e a diplomacia brasileira, diante do caso absurdo, não fazem mais que miar lamentos e preferem destacar a “ordem” de Donald Trump para que sejam reunidas aos pais – e sigam presas, portanto. No máximo, uma nota do Itamaraty dizendo que o episódio “é uma prática cruel e em clara dissonância com instrumentos internacionais de proteção aos direitos da criança”.

 

Tão pouca é a reação que candidato do fascismo por estas bandas não se acanha em, nos jornais, estar mendigando uma audiência para prestar vassalagem a Donald Trump.

 

Basta aos amigos e amigas imaginarem, para que se tenha ideia do absurdo que é isso, se uma, apenas uma, criança norte americana estivesse detida num abrigo com grades e telas, posta a dormir num colchonete em uma quadra de esportes ou em barracas de lona, como se viu nas fartas fotografias distribuídas pelas agências de notícias.

 

E separadas dos pais, também presos, por uma distância maior que a entre Porto Alegre a Manaus, em linha reta, como registra a Folha:

 

A reportagem da Folha (…) identificou a localização das 15 instituições que receberam os brasileiros. A maior parte das crianças está na região de Chicago, que concentra 29 delas. Oito estão no estado fronteiriço do Arizona, sete, no Texas, e duas, na Califórnia. Também há menores brasileiros em instituições da Flórida e de Nova York. Os pais, por outro lado, estão em prisões federais próximas à fronteira –ou seja, a até 3.500 km de distância dos abrigos. Na maior parte dos casos, eles não sabiam do paradeiro das crianças até que o consulado brasileiro fizesse contato.

 

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Imagine o desespero de crianças que, algumas, têm apenas cinco anos de idade.

 

 

Faltaria pouco para nos ameaçarem com os marines, não é? No mínimo, nosso embaixador em Washington teria sido chamado a dar explicações e exigir a repatriação de pais e filhos.

 

Mas agora o “problema” parece estar “resolvido”, com as crianças “podendo” ficar presas com os pais!

 

Se alguém precisava de uma “ilustração” prática do que é o “complexo de vira-latas”, aí está: os pais pegos pela “carrocinha” e os filhotes levados com eles para o canil.

 

 

22
Jun18

UM CRIMINOSO NAZISTA NO PODER SEQUESTRA MILHARES DE CRIANCINHAS

Talis Andrade

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por MIRSON MURAD 

 

É inadmissível supor que seja verdadeira a notícia de que duas mil criancinhas foram separadas, violentamente, de seus pais e colocadas em jaulas de alumínio. Seus pais foram presos e serão processados. Infelizmente é verdade!

 

Em pleno século 21 o Pato Donald Merda Trump, presidente dos States, ainda vive no tempo das cavernas. Para chantagear os congressistas de seu País, o Merda Trump está praticando esse horroroso crime. O boçal nazista, seguidor fervoroso de Hitler quer, porque quer, arrancar alguns bilhões de dólares de Tio Sam para construir um longo muro na fronteira com o México.

 

Justificando seu monstruoso ato, Merda Trump disse: "Quem não quizer separar-se de seus filhos não venha para os Estados Unidos". Se isso não fosse suficientemente vergonhoso para um nação que se alto proclama defensora da justiça internacional e da democracia plena, o presidente Merda rompeu com o Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

21
Jun18

49 CRIANÇAS BRASILEIRAS PRESAS EM GAIOLAS NOS EUA, MAS ALOYSIO NUNES SÓ FALA DA VENEZUELA

Talis Andrade

 

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Crianças brasileiras num número estimado em 49 continuavam aprisionadas nos EUA na manhã desta quinta, separadas dos pais, algumas em gaiolas; o governo brasileiro reage burocraticamente à verdadeira agressão do governo Trump ao Brasil e a outros países da AL - o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, permanece em silêncio e dedica-se a seu tema favorito, atacar o governo eleito da Venezuela.

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247 - Crianças brasileiras num número estimado em 49 continuavam aprisionadas nos EUA, separadas dos pais, algumas em gaiolas, na manhã desta quinta-feira. O governo brasileiro reage burocraticamente à situação que é uma verdadeira agressão do governo Trump ao Brasil e outros países da América Latina - o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, permanece em silêncio e dedica-se a seu tema favorito, atacar o governo eleito da Venezuela. Apenas na noite de ontem Itamaraty soltou uma nota formal sobre o assunto.

 

Ontem, o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) apresentou à Secretaria Geral da Câmara dos Deputados requerimento solicitando informações a Aloysio Nunes sobre quais providências estariam sendo tomadas pelo governo em relação às crianças brasileiras, mas sem qualquer resposta até agora. As únicas informações do governo brasileiro até o momento são iniciativa do cônsul adjunto do Brasil, em Houston, Felipe Santarosa. Ele informou à Agência Brasil que o trabalho dos diplomatas brasileiros neste momento é o de pesquisar onde estão essas instituições e fazer contato com os abrigos - um trabalho difícil por falta de informações precisas, informou. O cônsul Santarosa disse que a preocupação inicial é colocar as famílias em contato. O trabalho será localizar as crianças, visitá-las e verificar as condições em que estão. Depois, o intuito é estabelecer contato com as famílias.

 

Apenas na noite de ontem, depois que o assunto virou um escândalo de proporções mundiais, o Itamaraty soltou uma nota burocrática sobre a grave crise de direitos humanos. Na abertura da nota, um protesto frágil e a manifestação de "preocupação" em relação à crise, sem qualquer defesa das famílias e das crianças: "O governo brasileiro acompanha com muita preocupação o aumento de casos de menores brasileiros separados de seus pais ou responsáveis que se encontram sob custódia em abrigos nos Estados Unidos, o que configura uma prática cruel e em clara dissonância com instrumentos internacionais de proteção aos direitos da criança."

 

O Itamaraty disse ainda na nota que espera a “efetiva revogação da prática de separação” de crianças e pais -a revogação da política de separação das famílias foi anunciada por Trump ontem, depois de uma onda de repúdio mundial, que não contou com o concurso do governo Temer.

 

Além de não protestar e sair em defesa das famílias e especialmente das crianças brasileiras, o Ministério de Aloysio Nunes recomendou aos membros dos consulados a "realização de campanhas de esclarecimento, em coordenação com os conselhos de cidadãos brasileiros nos Estados Unidos, sobre os riscos da travessia pela fronteira, em especial com menores de idade".

 

A nota ainda afirma incrivelmente que "o governo brasileiro mantém consultas regulares sobre temas consulares com o governo norte-americano", como se a questão das crianças brasileiras fosse um "tema consular" - leia aqui.

 

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21
Jun18

O golpe, a Lava Jato e o entreguismo de Temer e corriola de Curitiba

Talis Andrade

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Sergio Moro é funcionário público de que país? Moro foi treinado nos Estados Unidos, para realizar que serviços? Os juízes dos Estados Unidos trabalham para defender a Pátria, por uma vida justa e feliz para seus compatriotas. Bem que castigam os traidores. 

 

Ninguém sabe em que ficou a anunciada investigação de quem patrocina as constantes viagens de Moro aos Estados Unidos. Idem a venda de delações premiadas. Idem a cobrança de taxas de proteção, desde os tempos de Moro no Banco do Estado do Paraná. Idem a identificação do misterioso DD que negociou 5 milhões de dólares por fora, por fora, com Tacla Durán, envolvido na corrupção do governo tucano de Beto Richa.

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 Pedro Parente, presidente da Petrobras, e o casal Moro em Nova Iorque. A empresa foi co-patrocinadora de uma homenagem ao juiz inquisidor

 

Escreve André Araújo: "É preciso ser muito simplório para acreditar que os EUA são um país onde não há corrupção. Na realidade o suposto combate à corrupção FORA DOS EUA tornou-se um grande negócio para os americanos, um grande “business” de ensinar o “compliance”, a cultura de absoluta obediência a regras formais de moralidade, negócio que vai de vento em popa com grandes escritórios de advocacia lucrando na auditoria dessas regras moralistas, indicando inspetores fixos nas empresas apanhadas como corruptas ou então consultorias caríssimas dando aulas para provincianos basbaques com tanta sabedoria da lisura.

 

Com base nessa pretensa superioridade moral os EUA através de seu Departamento de Justiça, lançou sobre o planeta uma grande rede de pesca de ilícitos sobre os quais os Estados Unidos cobram pedágio através de multas e indenizações, tornando-se assim “sócios” de toda corrupção que acontece no planeta.

 

Já os casos do Brasil são especiais porque foram levados ao Departamento de Justiça por autoridades brasileiras, uma operação inexplicável à luz do mais elementar conceito de soberania, dar munição para o inimigo, como se o Estado brasileiro não existisse. Já escrevi aqui sobre esse tema em artigos especiais sobre essa situação.

 

Na base desse desatino está um Acordo de Cooperação Judicial de 2001, onde até hoje só os EUA levaram vantagem, nenhuma demanda brasileira foi atendida, por exemplo, o caso dos pilotos do Legacy que derrubaram um avião da GOL matando quase 200 brasileiros, estão livres e soltos nos EUA e o Brasil não consegue executar a sentença condenatória. Para isso o Acordo não vale nada mas para processar a PETROBRAS vale muito.

 

Enquanto nenhuma empresa americana foi atingida por esse Acordo, muitas empresas brasileiras, estatais e privadas , foram tosquiadas nos EUA com apoio de autoridades brasileiras com multas e indenizações de bilhões de dólares pagas para os americanos." Leia mais

 

OS IMPACTOS DA LAVA JATO SOBRE A PETROBRAS

por Luiz Nassif

 

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O governo brasileiro está cochilando em relação aos processos contra a Petrobras, nos Estados Unidos.

 

Há um processo guarda-chuva na SEC (a Comissão de Valores Mobiliários), envolvendo vários fundos de investimento abutre, advogados e investidores individuais. A base desse processo é um segundo, tocado pelo Departamento de Justiça norte-americano.

 

O programa Brasilianas.org – que irá ao ar na próxima segunda-feira pela TV Brasil – ouviu dois especialistas no tema, o advogado e consultor André Araújo e o especialista em direito processual Luiz Guilherme Decaro.

 

Ambos concordaram sobre a falta de atenção ao tema pelo governo brasileiro. Segundo Araujo, o Brasil teria que seguir o caminho diplomático, com a presidente Dilma Rousseff entrando em contato direto com seu colega Barack Obama, para informá-lo das repercussões da ação sobre a Petrobras e a imagem do Brasil.

 

O Executivo norte-americano tem instrumentos para resolver essa questão, diz Araújo, e o Brasil continua sendo o parceiro mais relevante para os Estados Unidos na América Latina.

 

***

As penalidade impostas pelo Departamento de Justiça, para casos semelhantes, podem chegar a um ou dois bilhões de dólares – o equivalente a tudo o que a Lava Jato conseguir repatriar para o país.

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Para André, além disso, é inexplicável o papel do Ministério Público Federal brasileiro de, pelos acordos de cooperação internacional, alimentar o Departamento de Justica com informações sobre a Petrobras.

 

Primeiro, porque a Petrobras é vítima de corrupção, não protagonista – como é o caso de inúmeras multinacionais acusadas de subornar governos estrangeiros para obter bons contratos.

 

Segundo, porque a Petrobras é uma extensão do Estado brasileiro. Tem maioria de controle estatal e seu presidente é diretamente nomeado pelo Presidente da República.

 

Sendo assim, jamais o MPF poderia cooperar com autoridades estrangeiras para processar a empresa.

***

Esse tipo de ação vai resultar em várias ações de outros países contra a empresa, além dos danos à imagem da empresa, já afetada pelos atos de corrupção descobertos.

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No programa, houve discordância sobre os impactos da Lava Jato na imagem internacional do país.

 

Não houve ressalvas quanto aos aspectos técnicos da operação, mas em relação ao estardalhaço com que foi conduzida.

 

Para o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Marcos Leôncio Ribeiro, a Lava Jato projetará uma imagem de país moderno, que enfrenta a corrupção e, portanto, é um local seguro para investimentos externos.

***

Consultor de empresas, André Araújo acha que serão necessárias duas gerações para recompor a imagem do país.

 

Com todos os problemas políticos, diz ele, o Brasil sempre foi considerado o país menos corrupto da América Latina. Cada presidente mexicano deixava o poder com 4 bilhões de dólares no Bolso, como se fizesse parte das regras do jogo do PRI.

 

Governantes argentinos, chilenos, venezuelanos, colombianos, sempre estiveram às voltas com suspeitas de enriquecimento.

 

Os Estados Unidos, mesmo, tem um nível de corrupção superior ao brasileiro, diz ele, lembrando casos como de Lyndon Johnson – que deixou para a mulher 61 emissoras de rádios, presenteadas pelas empreiteiras. Ou das dinastias políticas que dominam Chicago há décadas, com amplo histórico de corrupção.

 

Hoje em dia há várias empreiteiras sendo oferecidas a investidores externos, na bacia das almas, e ninguém se arrisca porque a Lava Jato disseminou a imagem de um país corroído por uma corrupção sistêmica.

***

 

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Os alertas nacionalistas de André Araujo e Luis Nassif são do final de 2015. Antes de a Petrobras perder 160 bilhões. E vai perder mais bilhões. Basta contabilizar a Braskem, a renúncia ao Pré-Sal. 

 

Na propaganda do golpe de 2016: "Em toda história da humanidade, em toda época e em qualquer tempo, jamais houve sociedade que deixasse de prever, por parte do seu ordenamento jurídico, o crime de “traição à Pátria”. Não nos interessa aqui o conceito de “Pátria”. Palavra tão batida… conceito tão vilipendiado, que perdeu já todo seu sentido. A noção que um brasileiro pode ter desse termo se confunde com a ideia de nacionalismo fanático, com a propaganda contra xenofobia e com a oposição ao regime militar – época em que ainda fazia algum sentido usá-la."

 

Lemos na cartilha do golpe sobre "as barbaridades que vem acontecendo no Brasil petista…de tudo que escandaliza e que choca: os agentes cubanos disfarçados de médicos, a agenda gay nas escolas, a humilhação das religiões, a tragédia feita com as estatais...".

 

Assim  a corriola de Curitiba, abandonou a agenda de investigar os tráficos de drogas e diamantes, para isso foi criada a Operação Lava Jato, e sob o enredo criado pelo bandido Alberto Youssef, entregou a Petrobras aos corsários da privataria tucana, tudo em nome da ética nos negócios de petróleo, que os árabes, que sofrem a guerra das estrelas no deserto, chamam de excremento do diabo.

 

   

 

 

17
Jun18

Moro desiste de carteirada que protegia seus criminosos de estimação

Talis Andrade

Direito paralelo de Curitiba inventou lei da imunidade para delatores e sigilo para os processos da Lava Jata 

 

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O juiz Sergio Moro desistiu do segredo de justiça para os processos de delações premiadas. Delações à mão cheia.  Delações na mira de uma CPI.

 

Sergio Moro teve, inclusive, o desplante de proibir órgãos de controle de usar informações obtidas pela Operação Lava Jato de Curitiba contra empresas e delatores que colaboram com os procuradores à frente das investigações.

 

Depois da controverdida decisão de fugir do julgamento do processo que investiga as empresas corruptas, que faturaram o governo tucano de Beto Richa, Moro teve que desistir da carteirada que dava imunidades para todo o sempre aos beneficiados pelas delações mais do que premiadas - bandidos que ficaram livres do cárcere, e tiveram seus bens ilícitos preservados e legalizados, na maior lavagem de dinheiro do Brasil, pela justiça, depois do assalto ao BanEstado, investigado pelo mesmo trio procurador-juiz-doleiro da Lava Jato. 

 

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Secret service, by Marian Kamensky

 

 

Responsável pelas ações da Lava Jato em Curitiba, Moro afirmou nesta quarta (13) que reviu os autos, e deduziu que o sigilo que decretara anteriormente era desnecessário. Depreendeu cousa nenhuma. Foi obrigado a desistir da carteirada que atingiu o Tribunal de Contas da União e cinco órgãos do governo federal, AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Banco Central e Receita Federal.

 

O TCU foi primeiro a reagir. A proibição de acessar provas da "lava jato" foi uma "carteirada sem previsão legal" do juiz Sergio Moro, afirmou o ministro Bruno Dantas, do TCU, em entrevista ao jornal O Globo. 

 

Segundo ele, no direito probatório existe um princípio chamado aquisição processual da prova. "Isso significa que para o juiz é irrelevante como a prova chegou ao processo. Se ela for lícita, deve ser considerada", afirma.

 

Dantas se diz surpreso com a decisão de Moro. Considerou que Moro e os procuradores da "lava jato" estão tentando asfixiar os órgãos oficiais de controle, manobra que a Folha de S. Paulo chamou de "trava". 

 

"Se estamos falando de cooperação, não pode haver espaço para uma carteirada de um dos atores que está na mesa de discussão. Alguém pretender dizer: 'Olha, esse elemento de prova é meu e ninguém pode usar.' Não é assim que se age no Estado de Direito", disse o ministro do TCU.

 

A justiça paralela de Curitiba partiu para contra-ataque.  Em nota divulgada, nesta sexta-feira (15/6), a força-tarefa da Lava Jato repudiou declarações feitas pelo Bruno Dantas:

 

“O recurso ao termo ‘carteirada’ é um ataque absolutamente infeliz, inadequado, injusto, abusivo e gratuito a Moro. A carteirada é uma ação ilegal para promover interesses privados. O juiz emitiu uma decisão judicial plenamente legítima para defender o interesse público contra possível atuação estatal indevida”, afirma a nota.

 

Uma "decisão" nada "legítima" da "corriola de Curitiba".  Uma "atuação estatal indevida" de Sergio Moro, quando inventa mais uma lei. Quando invoca uma lei que não existe na Constituição do Brasil. Ou quando diz que a lei existe sim, mas nos EEUU. E repete Juraci Magalhães: "O que bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". 

 

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15
Jun18

Em nova arbitrariedade, Moro “privatiza” provas da Lava Jato

Talis Andrade

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Crime de Advocacia Administrativa

 

Embora tenha dito que está “sobrecarregado” para julgar casos de corrupção que envolvem o governo tucano no Paraná, o juiz de 1ª instância Sérgio Moro agiu rápido para, à revelia do que diz a jurisprudência brasileira, proibir que órgãos de controle usem informações da Lava Jato contra empresas e delatores que colaboram com as investigações.

 

Em suma, é como se Moro tivesse “privatizado” a Lava Jato com base no direito norte-americano e tomado para si todos os dados da operação. Agora, órgãos como Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas de União (TCU) precisam solicitar ao próprio juiz se quiserem cobrar de empresas corruptas reparação de danos causados aos cofres públicos.

 

A reação à nova arbitrariedade de Moro foi imediata. O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), informou que vai levantar todos casos que serão afetados após a decisão do juiz e cobrar agilidade para instauração da CPI das Delações. “Iremos solicitar imediatamente as informações de cada um dos casos para saber quais são as motivações para que o juiz decidisse oferecer vantagem indevida aos delatores e empresas investigadas. Temos informações suficientes para afirmar que há uma verdadeira indústria de delações premiadas em vigor no âmbito da Lava Jato”. Em suma, Moro travou as investigações para proteger empresas e delatores.

 

“A decisão de Moro é tão escandalosa que nem existe no ordenamento jurídico brasileiro. Foi preciso que ele recorresse ao direito norte-americano para cometer mais uma ilegalidade. O vínculo com a jurisprudência dos EUA e a influência do país nas decisões da Lava Jato também parecem cada vez mais claras”, declarou Pimenta.

 

Parece unânime, prossegue Pimenta, “que neste caso Moro passou de todos os limites e é possível que a questão cause indignação até mesmo no Supremo Tribunal Federal. Afinal de contas, não é todo dia que um juiz de 1ª instância decide tomar uma decisão que lhe dá poderes acima de órgãos importantes vinculados a outras esferas públicas”.

 

O deputado Wadih Lula Damous (PT-RJ) usou o plenário na quarta-feira (13) para criticar Moro: “Ele agora se arvora de dono das provas da chamada Operação Lava Jato, que ele conduz juntamente como a sua patota de Curitiba. E ainda argumenta que é para proteger os delatores, porque se os delatores forem incomodados por esses órgãos de controle outros possíveis delatores não vão mais querer falar.”

 

A Bancada do PT também sinaliza com a possibilidade de enquadrar Moro por Crime de Advocacia Administrativa. Previsto no artigo 321 do Código Penal Brasileiro, consiste em “patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.” Em que pese levar a palavra advocacia”em seu descritivo, o crime citado pode ser cometido por qualquer funcionário público, nao apenas advogados.

 

Virou rotina – Os últimos dias não devem ter sido fáceis para Moro. Na segunda-feira (11), Moro abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de corrupção do governo tucano de Beto Richa no Paraná sob alegação de estar “sobrecarregado com outros casos”.

 

Dois dias depois, na quarta (13), a Folha de S. Paulo revelou que o desembargador João Gebran Neto cobrou de Moro que julgasse imediatamente os embargos da defesa de Lula que pedem liberação de cerca de R$ 3 milhões bloqueados por ele e que pertenciam a Dona Marisa. O juiz, no entanto, ignorou a solicitação.

Por Henrique Nunes, da Agência PT de Notícias

14
Jun18

Para proteger bandidos que delataram, Moro atropela órgãos brasileiros usando lei dos EUA

Talis Andrade

A justiça entreguista de Sergio Moro, que faz as empresas brasileiras devedoras de bilionárias dolarizadas multas ao Estados Unidos, chega ao absurdo de usar leis do Tio Sam. 

 

Moro age como se fosse um xerife estadunidense no Brasil vassalo, país que saiu do Primeiro Mundo do BRICS, para voltar ao Terceiro Mundo, dependente do FMI, que dita os cortes nos serviços essenciais, para fazer caixa para pagar os juros sobre juros da dívida estrangeira. 

 

A Pátria Amada está sendo fatiada e entregue aos corsários e piratas. O que sobrou da feira de Fernando Henrique, vende o golpe de Temer, de Cunha, de Renan, de Richa, de Aécio, da corriola de Curitiba.

 

O golpe foi dado para vender o verde da Floresta da Amazônia, das esmeraldas, o Azul dos aquíferos, dos rios represados das usinas de energia, e o amarelo ouro. 

 

Nada se faz para conter o tráfico de nossas riquezas. Dos minérios estratégicos. Do raro nióbio. Do petróleo. De madeira nobre. De diamantes. De plantas medicinais. Rico pobre Brasil importador de gás, de gasolina, de medicamentos, de água, de trigo, de arroz, de feijão... Eta País dominado. País sem lei. Da vergonhosa gozação de Moro de usar a chibata do Tio Sam para punir desafetos. De abusar da Lei de Tio Patinhas para lavar o dinheiro sujo dos seus criminosos de estimação. 

 

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Jornal GGN - O juiz de piso Sérgio Moro decidiu ir além das suas atribuições em Curitiba para proteger empresas e delatores de processos que tramitam nos órgãos de controle federais. Como a decisão que ele tomou não tem precedentes no Brasil, ele precisou apelar para o direito dos Estados Unidos para embasar sua opinião. É o que denúncia a Folha de S. Paulo desta quarta (13).

Moro decidiu que não vai mais emprestar provas da Lava Jato para órgãos como Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Advocacia Geral da União, Cade e Banco Central, que processam empresas que atuaram no esquema de corrupção na Petrobras em busca de ressarcimento aos cofres públicos. Só a AGU cobra R$ 40 bilhões pelos danos provocados pelas empreiteiras.

O juiz argumentou que é preciso “proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sanções excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria colaboração de acordos.”

Como não há jurisprudência no Brasil, Moro recorreu ao direito americano, dizendo que nos EUA é “proibido uso da prova colhida através da colaboração premiará contra o colaboradores em processos civis e criminais.”

Mas, segundo a própria Folha, Moro foi além. Ele não só proibiu o uso de delações mas também de informações que foram obtidas pela Lava Jato antes dos acordos. O juiz blindou todo o material que tenha sido enviado aos órgãos de controle pelos procuradores.

O jornal destacou que ainda não há uma avaliação segura sobre o impacto dessa decisão de Moro sobre as investigações em andamento.

 

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05
Jun18

Moro e a aposta dos EUA

Talis Andrade

Brasil não existe risco de ruptura democrática porque nossa democracia já vem sendo estilhaçada desde 2006 pelas mãos do próprio Judiciário, quando foram elevados à condição de jurisprudência, borrachudos casuísmos como a versão tupiniquim da Teoria do Domínio do Fato, levada a extremos nunca dantes navegados

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Por Mauro Santayana

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Da mesma forma que a História não desculpará ao Supremo, por sua leniência, a intervenção da Lava Jato no processo político e eleitoral em curso, com a surreal condenação e prisão de Lula e a clara, direta consequência da entrega do país - se as coisas continuarem como estão - a Bolsonaro em outubro, ela não perdoará à mesma operação a destruição neutrônica do Brasil e da engenharia brasileira e o enterro judicial dos projetos estratégicos que estavam destinados a aumentar a nossa independência e soberania frente a outras nações.

 

Nesse sentido - como já foi lembrado - é emblemática a ainda recente imagem em que aparecem, sorridentes, cumprimentando-se, o Sr. Pedro Parente e o Sr. Sérgio Moro e sua esposa.

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Créditos da foto: VANESSA CARVALHO/ ESTADAO

 

Tirada há duas semanas em Nova Iorque, em jantar patrocinado por bancos no qual, apesar disso, a Petrobras pagou 26.000 dólares por uma das principais mesas - olhaí, alegre consumidor, para onde vai a grana dos sucessivos aumentos da sua gasolina - de um evento em que um convite custava 1.200 dólares (cerca de 4.000,00 reais) por cabeça, ela é um fiel e bem acabado retrato do Brasil dos dias de hoje.

 

De um lado, vemos o homem-símbolo de uma operação que, envolvendo o Judiciário e o Ministério Público, interrompeu dezenas de bilhões de dólares em obras, entre elas, por suspeita de superfaturamento, a expansão do projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que tinha como objetivo, com uma produção planejada de 230.000 barris por dia, contribuir para que o Brasil atingisse a autossuficiência na produção interna de óleo diesel.

 

Um passo imprescindível para que se impedisse situações como a que o país vive agora, quando nossa dependência externa nesse quesito ficou escancarada com a greve dos caminhoneiros e o cerco pelos grevistas a portos por onde entram, em território nacional, milhões de litros de combustível importado, todos os dias, principalmente dos EUA.

 

Na outra ponta desse cordialíssimo - e sorridentíssimo - aperto de mão, que o fotógrafo registrou para a História - que sempre dá um jeito de entrar como penetra nesses regabofes - estava o homem que esteve desmontando e entregando a Petrobras aos gringos nos últimos dois anos - das reservas do pré-sal às portentosas refinarias e gasodutos construídos pelos governos de Lula e Dilma Roussef ao longo de 13 anos, enfrentando sabotagens e resistências de todo tipo.

 

Um gênio da raça - desembarcado da máquina do tempo vinda dos fabulosos anos de FHC - que estava fazendo da venda de petróleo bruto lá fora e do aumento da importação de combustível dos Estados Unidos, com alto valor agregado, a pedra angular de sua administração à frente da Petróleo Brasileiro Sociedade Anônima.

 

O engenhoso condutor - não esqueçamos - da espetacular política de reajuste de preços da maior empresa do país, que, baseada justamente no atrelamento da Petrobras ao mercado externo, levou à paralisação da nação, com uma greve de caminhoneiros.

 

Um movimento infiltrado - e afinal sequestrado - por fascistas golpistas, que mergulhou o Brasil no maior desastre logístico de uma longa série de infortúnios, inaugurada quando a frota de Cabral - o navegante, não o governador - perdeu em um naufrágio a sua "Ventura', uma caravela com 150 homens e muitas provisões a bordo, aos cuidados do comandante Vasco de Ataíde, no dia 22 de março de 1500, quando ainda estava a caminho desta gloriosa terra que hoje conhecemos pelo nome de Brasil.

 

Não estranha, diante da situação, que os dois tenham se encontrado, por ironia. em um convescote realizado em um lugar curiosamente mais (que, talvez) apropriado a ofídeos, o Museu de História Natural de Nova Iorque - em sagrado solo norte-americano, país ao qual os dois prestam, em consequência direta e indireta de seus ações, inúmeros e relevantíssimos serviços.

 

Não apenas ao “stablishment” mais poderoso do mundo, mas à nação que, em troca da fidelíssima “cooperação” na luta contra o crime e em defesa de seu trumpiniano e elasticíssimo conceito de democracia - vide seu implacável combate à busca de autonomia por outros países, incluído o nosso - premia direta e indiretamente nosso celebrado juiz de Curitiba organizando para satisfação de seu modestíssimo ego encontros desse tipo, que incluem, ao fabuloso herói tupiniquim deste simulacro de nação em que nos transformamos, a pública outorga, regada a champanhe, de rapapés e salamaleques, espelhinhos e miçangas.

 

Daqui a cinquenta anos, como monumento aos sonhos nacionalistas da era Lula e Dilma, o que sobrará das refinarias, gasodutos, hidrelétricas, navios, plataformas de petróleo, submarinos, erguidos ou fabricados ao longo de 15 anos, depois de décadas de estagnação e de descaso, em que neste país não se construiu nenhuma obra desse porte?

 

As ruínas de gigantescos projetos interrompidos judicialmente - em decisões em que a irresponsabilidade estratégica só não é maior do que a falta de bom senso e a ignorância geopolítica - e uma ou outra obra que, se miraculosamente concluída, já estará, como todas as outras em sua condição, definitivamente desnacionalizada, entregue ao controle estrangeiro por um governo patético e lastimável, que não precisava, com a desculpa de ter sido convocado para “salvar o país” ou de estar “quebrado” - com 1.2 trilhões de reais em caixa em reservas internacionais herdadas - fazer exatamente o contrário do que faziam, em termos de política industrial soberana, as administrações que o precederam.

moro explode petrobras pré-sal.jpg

 

 

Apresentado pelo último ganhador da mesma homenagem, um esfuziante ex-prefeito de São Paulo, para cuja empresa daria uma palestra em Nova Iorque no dia seguinte, na qual negou, entre uma brincadeira e outra, ser agente da CIA, nosso badaladíssimo juiz - que - segundo a Folha - escutou apelos de “Moro Presidente” quando subiu ao palco, enquanto cidadãos brasileiros e norte-americanos se manifestavam gritando “Moro salafrário, juiz partidário” do lado de fora - concluiu seu discurso dizendo que por aqui não existe risco de ruptura democrática e que os EUA podem apostar no Brasil de hoje.

 

Ora, no Brasil não existe risco de ruptura democrática porque nossa democracia já vem sendo estilhaçada desde 2006 pelas mãos do próprio Judiciário, quando foram elevados à condição de jurisprudência, borrachudos casuísmos como a versão tupiniquim da Teoria do Domínio do Fato, levada a extremos nunca dantes navegados, e outros como mandar condenados para a cadeia sem provas, com a permissão da "literatura jurídica" e de outros subterfúgios verbais dignos de contorcionistas javaneses do Circo de Jacarta.

 

Ora, se fôssemos o Tio Sam, incluindo seus grandes grupos de engenharia que não precisam mais se preocupar com a concorrência de empresas brasileiras ou com financiamentos do BNDES no exterior; suas grandes petrolíferas, como a EXXON, que acaba de botar a mão, a preço de banana, em dezenas de milhões de barris das reservas do pré-sal, com isenção de impostos por 25 anos para a importação de produtos e serviços estrangeiros; ou os “falcões” de Washington que estão adorando ver homens como o pai do programa brasileiro de enriquecimento de urânio, o Vice-Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, condenado a mais de 40 anos de prisão; e Lula, que criou o BRICS, a UNASUL, e o Conselho de Segurança da América do Sul, atrás das grades e impedido de concorrer por um processo e um julgamento espúrios, à Presidência da República; contando, no Brasil, com amigos como o Meritíssimo Magistrado e - dentro ou fora da Petrobras - Mister Pedro Parente, e considerando os resultados alcançados até agora, em tempo recorde, com esse jogo, nós também dobraríamos o cacife e apostaríamos regiamente em seu país e em festejos e jantares como esse, como os Estados Unidos estão fazendo, mister Moro!

 

 

 

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