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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Jan21

Elite abandona Bolsonaro e Estadão pede pela primeira vez seu impeachment

Talis Andrade

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247 – Setores da elite brasileira, que promoveram o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que teve como objetivo aplicar um choque neoliberal na economia, retirando direitos de trabalhadores, e também atacar a soberania nacional, já não suportam mais a presença de Jair Bolsonaro na presidência da República. É o caso do jornal Estado de S. Paulo, que, pela primeira vez, pede seu impeachment.

"Existem, assim, 56 pedidos sobre a mesa do presidente da Câmara dos Deputados, a quem compete verificar o preenchimento dos requisitos legais e, se for o caso, submetê-los à apreciação de comissão especial, composta por representantes de todos os partidos. O caráter especial dos tempos atuais – apesar do início da vacinação, o País ainda está distante de vencer a pandemia – não deve significar a inviabilidade, por princípio, de qualquer pedido de impeachment", aponta o editorial desta sexta-feira.

"A maioria das denúncias contra o presidente da República por crime de responsabilidade ocorreu precisamente em função de sua conduta no enfrentamento da crise sanitária. Depois de quase um ano de pandemia, Jair Bolsonaro deu mostras mais que suficientes de que não vai mudar. O Direito e a Política dispõem de instrumentos para sanar essas situações. Que o presidente da Câmara não tenha receio de usá-los. O País não pode ficar refém de alguém que despreza não apenas a Constituição, mas a vida e a saúde de sua população", finaliza o editorialista.

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21
Jan21

Editorial do Estadão diz que Bolsonaro é 'inepto' para o cargo e defende seu afastamento

Talis Andrade

 

247 - Editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira (21) afirma que “Jair Bolsonaro não reúne mais condições de continuar na Presidência e que sua permanência no poder põe em risco a vida de incontáveis brasileiros em meio à pandemia de covid-19, em razão de sua ignominiosa condução da crise”. Segundo o jornal, Bolsonaro “é o mais inepto presidente da história” e só permanece à frente do cargo “porque ainda não foram reunidas as condições políticas para seu afastamento constitucional”.

“Essas condições políticas dependem majoritariamente de um entendimento não em relação aos muitos crimes de responsabilidade que Bolsonaro já cometeu, hoje mais que suficientes para um robusto processo de impeachment, e sim em relação ao projeto de país que se pretende articular para substituir o populismo raivoso do bolsonarismo”, destaca o texto do editorial.

Ainda segundo o jornal, um eventual impeachment de Bolsonaro “não será nada fácil – especialmente tendo em vista a qualidade sofrível de muitas das atuais lideranças políticas –, mas a crise brasileira não admite acomodação ou discursos vazios. Não basta ir às redes sociais para atacar Bolsonaro e cobrar o impeachment; é preciso construir um discurso político forte o bastante para reduzir a clientela do presidente e oferecer uma alternativa concreta aos desencantados que ele cooptou”.

24
Jan20

Estadão esculhamba Fux e diz que ele afrontou as instituições brasileiras

Talis Andrade

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247 – "É inadmissível, num Estado Democrático de Direito, que idiossincrasias de um magistrado prevaleçam sobre o Poder Legislativo e também sobre o Judiciário", apontou o jornal Estado de S. Paulo, em editorial sobre a anarquia jurídica implantada no Brasil com a suspensão do juiz de garantias por decisão de Luiz Fux.

"Poucas vezes se viu na história recente do País tamanho acinte às instituições, especialmente ao Congresso e ao próprio Poder Judiciário, como o que se viu com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo sine die a eficácia de trechos da Lei 13.964/2019, especificamente, mas não apenas, as normas relativas à implantação do juiz das garantias. É inadmissível, num Estado Democrático de Direito, que idiossincrasias de um magistrado prevaleçam sobre o Poder Legislativo e também sobre o Poder Judiciário, que deveria funcionar como um colegiado. O que se viu na quarta-feira passada foi um desabrido autoritarismo, a merecer cabal reprovação e urgente correção por parte do plenário do Supremo", aponta ainda o texto.

 

18
Jan20

O verdadeiro nazista é Bolsonaro, aponta editorial do Estadão

Talis Andrade

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"Não são rompantes, e perde tempo quem acredita na possibilidade de que, com o tempo, Bolsonaro vá temperar seu comportamento. O assessor que se inspirou em Goebbels para anunciar o “renascimento da cultura nacional” só foi exonerado porque houve uma grita generalizada diante de tamanho absurdo. Noves fora o plágio nazista, o conteúdo da fala que custou o cargo ao tal secretário é essencialmente o que Bolsonaro já disse e repetiu inúmeras vezes, mesmo antes da eleição. Portanto, ninguém pode se dizer surpreendido, nem mesmo os eleitores mais ingênuos. Bolsonaro é Bolsonaro há muito tempo", aponta o texto.

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22
Out19

O papelão do Estadão

Talis Andrade

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por Fernando Brito

Estadão se sai hoje com uma reportagem sobre as “pressões” que o STF estaria sofrendo para não corrigir a sua decisão e reconhecer a constitucionalidade da presunção de inocência até o trânsito em julgado de sentenças condenatórias.

Diante da falta de repercussão até de manifestações patéticas, como o twitter do General Eduardo Villas Boas, apela para uma “ameaça de bloqueio das estradas pelos caminhoneiros”, sustentada apenas pelas declarações de um militante e extrema-direita, proprietário de uma loja de conveniências m Vila Prudente e uma microempresa de intermediação de negócios no Ipiranga (SP), Ramiro Cruz Jr.

Ramiro tem vários vídeos pró-intervenção militar numa página de Facebook intitulada “Despertar da Consciência Patriótica e, candidato a deputado federal pelo PSL, sob o nome de Ramiro dos Caminhoneiros, teve portentosos 1.810 votos em todo o Estado de São Paulo.

Pois este cidadão é a única fonte identificada que fala em paralisação das rodovias. O outro é um certo “Marcão”, que teria postado um “fica esperto, Tóffoli” em redes sociais e ainda um outro “caminhoneiro” sem nome ou origem, mas com a ideia de” subir a rampa” do STF com um caminhão.

Um jornal como o Estadão dar destaque, com chamada de primeira página, a isso tem nome: uma desmoralização.

Quaisquer 10 minutos no Twitter e se acha coisa muito pior em matéria e ameaças da trupe bolsonarista: impeachment, sugestão de agressões, invadir do STF…

Publicar uma bobajada dessas, sim, é uma pressão espúria sobre os ministros da Corte, inventando um movimento de bloqueio nas estradas que não existe e que é só delírio de metade de meia-dúzia de lunáticos.

Se o Estadão quer que se perpetue a agressão à Constituição, que faça um editorial dizendo que não vale o escrito.

Mas terrorismo, não, Estadão…

 

29
Ago19

TORTURA PSICOLÓGICA. Vazamentos de Deltan Dallagnol emplacaram até capa no Estadão para aterrorizar potenciais delatores

Talis Andrade

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Deltan Dallagnou mentiu descaradamente ao afirmar repetidas vezes que a Lava Jato não vazava informações sigilosas para a imprensa. Num discurso em Harvard, em 2017, afirmou taxativamente que "agentes públicos não vazam informações". Agora, aparecem em novas revelações do Intercept as impressões digitais dele e de outro líder da operação, Carlos Fernando Santos Lima, em uma série de vazamentos. Um deles é a articulação com um jornalista de O Estado de S.Paulo (cujo nome não foi revelado) de uma manchete do jornal que seria publicada em 22 de agosto de 2015 - como de fato foi.

247 - Deltan Dallagnou mentiu descaradamente ao afirmar repetidas vezes que a Lava Jato não vazava informações sigilosas para a imprensa. Num discurso em Harvard, em 2017, afirmou taxativamente que "agentes públicos não vazam informações". Agora, aparecem em novas revelações do Intercept as impressões digitais dele e de outro líder da operação, Carlos Fernando Santos Lima, em uma série de vazamentos. Um deles é a articulação com um jornalista de O Estado de S.Paulo (cujo nome não foi revelado) de uma manchete do jornal que seria publicada em 22 de agosto de 2015 - como de fato foi.

A sem-cerimônia das conversas entre os líderes da Lava Jato é espantosa. Escreveram os jornalistas Glenn Greenwald e Rafael Neves na reportagem do Intercept divulgada na manhã desta quinta-feira (29): "No chat, Santos Lima assume, sem qualquer constrangimento, que vazava informações para a imprensa. Além disso, o seu próprio comentário, insinua que se tratava de uma prática habitual, dado que ele se refere aos vazamentos no plural — 'meus vazamentos'. E o procurador afirma com aparente orgulho e convicção que agia assim com objetivos bem definidos: induzir os suspeitos a agirem de acordo com seus interesses".

Na reportagem, há a descrição de como foi "negociada" uma manchete com o jornal O Estado de S.Paulo em 2015.  

Diz a reportagem do Intercept:

"No mesmo dia [21 de junho de 2015], Deltan e Orlando [Martello, produrador da Lava Jato] anunciaram no chat terem vazado a informação de que os Estados Unidos iriam ajudar a investigar Bernardo para repórteres do Estadão, como forma de pressionar o investigado [Bernardo Freiburghaus, da Odebrecht]. Eles estavam antecipando a um jornalista uma movimentação da investigação. Foi Dallagnol o responsável pelo vazamento, como mostra sua conversa como o repórter do jornal."

Veja a imagem da conversa a seguir:

A conversa foi adiante e o repórter informou Dallagnol que a reportagem seria manchete no dia seguinte, o que ele repassa ao grupo deprocuradores. De fato, a reportagem foi manchete do jornal.. Veja a conversa e a seguir a manchete: 

 

No dia seguinte à manchete, os procuradores tramam como esmagar a vítima de suas articulações com a imprensa. Com desfaçatez, dizem que iriam colocar Freiburghaus "de joelhos":

 

 

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