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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

24
Ago21

Deputado bolsonarista incita "surra" em João Doria e afirma que 50 ônibus de PMs vão para a Paulista (vídeo)

Talis Andrade

golpe trump_aziz.jpg

 

 

O deputado bolsonarista Marcio Tadeu Anhaia de Lemos (PSL-SP) prometeu uma “surra no meio da rua” no governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e afirmou que 50 ônibus foram alugados para levar policiais militares do interior do estado para o ato golpista marcado para o dia 7 de Setembro na Avenida Paulista.

"Eu vou ler a Constituição no primeiro momento que estivermos frente a frente. Eu sei que você está fugindo das ruas, Dória. Você é um covarde. Está convidado para ir na avenida Paulista, governador. Está convidadíssimo a andar no meio do povo sem nenhuma agressão e nenhum xingamento. Mas, tem um detalhe: eu não serei responsável pela sua integridade física. Leve seguranças, leve muitos seguranças. Leve um batalhão, dois batalhões. Porque o que você está fazendo é de merecer uma surra no meio da rua", disse.

Em entrevista à jornalista Thaís Oyama, no portal Uol, Tadeu Anhaia afirmou que 50 ônibus estão sendo alugados para transportar policiais militares do interior do estado para o ato na Paulista. "Tem gente que vai rodar mais de 400 quilômetros para estar na Avenida Paulista. Tem policial que vai rodar mil quilômetros para estar em Brasília", disse.

O governador afastou nessa segunda-feira (23) o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, coronel Aleksander Lacerda, por indisciplina. O deputado Tadeu atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao afirmar que sente "nojo" da instituição. Disse que Doria seria uma "cepa indiana". O militar também fez manifestações nazistas favoráveis a um golpe: "liberdade não se ganha, se toma".

Os atos bolsonaristas marcados para o dia 7 de setembro acontecerão em um contexto de constantes ataques de Jair Bolsonaro à confiabilidade do Poder Judiciário e às urnas eletrônicas. Ao mesmo tempo, avançaram investigações contra ele tanto no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito das fake news, quanto na CPI da Covid, responsável por apurar escândalos de corrupção relacionados à aquisição de vacinas.

A ideia de Bolsonaro é fazer boa parte dos políticos e da sociedade pensarem que as instituições atrapalham a governabilidade. A gestão bolsonarista começou a ser abandonada até pelo empresariado, que vê o país caminhar para mais um ano de desgoverno e estagnação econômica.

Com informações do portal Brasil 247

 

 

16
Jun21

Brasil registra 2.760 mortes por Covid em 24 horas

Talis Andrade

Pandemia fez Brasil desistir de sediar Copa América em 1918

Cristiane FerrMorre de Covid a cantora gospel Cristiane Ferr, que defendia cloroquina

 

O Brasil registrou 2.760 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta terça-feira (15) 491.164 óbitos desde o início da pandemia

Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana — Foto: Editoria de Arte/G1

A cantora gospel Cristiane Ferr, de 51 anos, morreu em decorrência da Covid-19, em Juiz de Fora (MG), nesta sexta-feira, 11, após estar internada desde o início deste mês. Sua mãe também está infectada pelo novo coronavírus e permanece no hospital em tratamento.

A cantora defendia nas redes sociais que Prefeituras distribuíssem medicamentos sem eficácia para o “tratamento precoce” contra a Covid-19. “Seremos a maioria”, postou nas redes sociais em dezembro do ano passado, admitindo que tomava os medicamentos ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina como forma de prevenção contra o vírus.Image

 

Bolsonaro e Ramos tiram máscara durante

evento no Planalto

e ministro a usa como guardanapo

 

Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, tiraram a máscara durante cerimônia no final desta terça-feira, 15. 

Imagens divulgadas pelo portal Metrópoles mostram ainda que o general chegou a usar sua máscara como guardanapo (foto acima). “Máscara multiuso?”, ironizou. 

São estes comportamentos nada educativos da elite militar, aquartelada nos mais altos cargos do Executivo, que provocam cenas de vandalismo, de fanatismo, de autocontaminação por covid 19 e/ou descaso pela própria vida, inclusive contágio de funcionários subalternos, o que constitui um abuso criminoso. Não esquecer que a primeira vítima da pandemia no Brasil foi uma humilde empregada doméstica, cujos patrões voltaram contaminados do exterior. 
 
Uma funcionária de uma padaria de Palmares Paulista (SP) teve o braço quebrado por um cliente após pedir para ele usar a máscara de proteção contra a Covid-19 no estabelecimento. A reportagem é do portal G1. 
 

De acordo com o relato da vítima Adriana Araújo da Silva, o cliente, de 45 anos, chegou à padaria na última sexta-feira (11) com a máscara na altura do queixo e ficou nervoso depois de ser advertido para usar o equipamento de forma correta.

Em seguida, ele invadiu a área onde ficam os funcionários. Adriana, então, saiu correndo, mas foi seguida e agredida com uma rasteira e um chute em um dos braços. A vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital de Catanduva, onde precisou ser submetida a uma cirurgia,

Segundo a reportagem, o agressor foi levado para o pronto-socorro e, posteriormente, à delegacia. Equipes médicas precisaram usar medicação para acalmá-lo. O homem, que teve sua identidade protegida, foi liberado na presença do advogado, mas não prestou depoimento ao delegado de plantão. O governador João Doria precisa explicar este favorecimento de sua polícia bolsonarista.

Hoje, ao se defender das acusação das quais tem sido alvo na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a cloroquina e o tratamento precoce como solução para a Covid-19 e desacreditou a Coronavac, vacina que já teve 49 milhões de doses enviadas ao Programa Nacional de Imunização desde o início do ano.

“Eu tenho acompanhado a atuação dos senadores dos Estados Unidos. Lá eles estão indo pra cima, dizendo que esse vírus não vem do pingulim [pangolim] e nem do morcego, foi um vírus de laboratório. Estão responsabilizando outro país”, disparou o presidente, em mais uma referência à China.
 

Logo depois, ele defendeu medicamentos que, ao contrário da vacina, não têm comprovação de eficácia contra a Covid-19. “[Cloroquina] É medicamento baratíssimo. Então, a indústria farmacêutica não se preocupa com isso, se preocupa com as vacinas, que são caras. E nós não sabemos ainda por quanto tempo a pessoa, uma vez tomando uma vacina, vai ficar imunizada”, disse.

“Tem uma delas, que é a segunda mais usada aqui, a Coronavac, que o prazo de validade dela parece que é em torno de seis meses. E assim mesmo tem muita gente que tem tomado e não tem anticorpo nenhum. Então, essa vacina não tem uma comprovação científica ainda”, discursou o presidente, que tem investido em se contrapor ao adversário político João Doria (PSDB), governador de São Paulo e protagonista na negociação que trouxe a chinesa Coronavac ao Brasil.

Quando a país era governado por um presidente responsável, que amava o povo, e prezava a vida do próximo: Pandemia fez Brasil desistir de sediar a Copa América em 1918. Leia aquiColuna | Gripe Espanhola: a pandemia esquecida que | Brasil de FatoHistória: recomendações para conter Coronavírus são as mesmas da Gripe  Espanhola - Diário do Rio de Janeiro
Gripe espanhola no Brasil: A outra peste | VEJA
30
Abr21

Pilha foi espancado e torturado na prisão pelos agentes do governador Ibaneis Rocha

Talis Andrade

Manifestantes são detidos por faixa com suástica e frase “Bolsonaro genocida”  | Poder360

 

A recepção de Pilha foi realizada com crueldade. Ele recebeu chutes, pontapés e murros enquanto ficava no chão sentado com as mãos na cabeça. Enquanto Pilha estava praticamente desmaiado, o agente que o agredia e falava de Bolsonaro

Por Renato Rovai /Revista Forum
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Rodrigo Pilha, preso no dia 18 de março por estender uma faixa chamando o presidente Jair Bolsonaro de genocida, foi espancado e torturado na prisão e tem dormido no chão desde quando foi privado de sua liberdade. Ou seja, há exatos 41 dias.Manifestantes presos por faixa 'Bolsonaro genocida' foram liberados

Durante os últimos dias a Revista Forum conversou com diversas pessoas que têm proximidade com Pilha que não pode dar entrevistas e confirmou a informação que já havia sido publicada sem maiores detalhes num tuíte por Guga Noblat.

Enquanto esteve na Polícia Federal prestando depoimento, Pilha foi tratado de forma respeitosa, mas ao chegar no Centro de Detenção Provisória II, área conhecida como Covidão, em Brasília, alguns agentes já o esperavam perguntando quem era o petista.

A recepção de Pilha foi realizada com crueldade. Ele recebeu chutes, pontapés e murros enquanto ficava no chão sentado com as mãos na cabeça. Enquanto Pilha estava praticamente desmaiado, o agente que o agredia, e do qual a família e advogados têm a identificação, perguntava se ele com 43 anos não tinha vergonha de ser um vagabundo petista. E dizia que Bolsonaro tinha vindo para que gente como ele tomasse vergonha na cara.

Na cela, Pilha foi recebido pelos outros presidiários com solidariedade e respeito. Mas durante à noite esses mesmos agentes foram fazer uma blitz na cela e deixaram todos pelados e os agrediram a todos com chutes e pontapés. Com Pilha, foram mais cruéis. Esparramaram um saco de sabão em pó na sua cabeça, jogaram água e depois o sufocaram com um balde. Todos foram avisados que estavam sendo agredidos por culpa de Pilha. Do petista que não era bem-vindo na cadeia.

A tentativa dos agentes que se diziam bolsonaristas de estimular a violência dos colegas de cela contra Pilha não deu resultado. Pelo contrário, Pilha ficou 22 dias só com uma bermuda, uma cueca e uma camiseta que lhe foram doados por colegas de cela. Não lhe foi oferecida nenhuma roupa.

Como também ficou sem contato com a família neste período inicial, era na camaradagem com outros presos que Pilha conseguia comer uma bolacha, uma fruta ou outros produtos que podem ser comprados.

Atualmente, Pilha está trabalhando por 6 horas todos os dias e com isso consegue ficar fora do presídio das 14h30 às 20h30. Mas tem que voltar para a cela todas as noites, onde convive com outros colegas, com baratas e escorpiões, por exemplo. Seus advogados estão tentando conseguir progressão de pena com base em leituras e cursos, mas têm tido dificuldade.

Sem essa progressão, Pilha permanecerá como preso político até o dia 4 de julho e sua vida continuará em risco até esta data.Ex-assessor de deputada petista é preso no Senado por insultar Aloysio Nunes no Senado André Coelho/ O Globo

Carmelita Indiano Americano do Brasil Dias é a corregedora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. O diretor da Penitenciária do Distrito Federal PDF II é o policial Leonidas de Almeida. 

 

17
Fev21

Deputado Daniel Silveira é preso por pregar ditadura e atacar Supremo

Talis Andrade

Deputado Daniel Silveira (placa Marielle Franco), ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim [Reprodução]

 

BOQUIRROTO ENQUADRADO

ConJur - Mesmo depois de preso na noite desta terça-feira (16/2), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ainda tentou incitar pessoas que pensam como ele a se movimentar pela instauração de uma ditadura no Brasil.

Considerado um parlamentar despreparado para o cargo e até desequilibrado, Daniel Silveira se orgulha de ter sido preso “mais de 90 vezes” pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, pelos delitos que cometeu. O deputado, que diz ser professor de luta, ficou famoso (foto) ao bater numa placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Entre as arruaças de Silveira estão a invasão de um colégio, para contestar o método de ensino da escola e a agressão a um jornalista, por não gostar das suas perguntas. O valentão, eleito na esteira da onda bolsonarista, vai enfrentar agora o julgamento de seus pares, na Câmara, que decidirão se ele segue preso ou não.

Enfrentará também proposta de expulsão do partido, conforme publica o UOL. O vice-presidente da legenda, deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) anunciou nesta madrugada que se sente envergonhado pelo nível de irresponsabilidade e desequilíbrio de deputados como Silveira. Bozzella disse que esses "criminosos travestidos de deputados" não expressam o sentimento nem o caráter da maioria do povo brasileiro.

Defesa alega perseguição
A advogada Thainara Prado, que faz a defesa do deputado, divulgou nota afirmando que "a prisão do deputado representa não apenas um violento ataque à sua imunidade material, mas também ao próprio exercício do direito à liberdade de expressão e aos princípios basilares que regem o processo penal brasileiro".

"Os fatos que embasaram a prisão decretada sequer configuram crime, uma vez que acobertados pela inviolabilidade de palavras, opiniões e votos que a Constituição garante aos Deputados Federais e Senadores. Ao contrário, representam o mais pleno exercício do múnus público de que se reveste o cargo ocupado pelo deputado."

"A assessoria do deputado esclarece ainda que não houve qualquer hipótese legal que justificasse o suposto estado de flagrância dos crimes teoricamente praticados por Daniel Silveira, tampouco há que se cogitar de pretensa inafiançabilidade desses delitos. Evidente, portanto, o teor político da prisão do deputado Daniel Silveira."

A nota foi postada no perfil do Twitter do próprio deputado.

Ameaça à democracia
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou alguns trechos do conteúdo da fala do deputado. Ele está comentando a nota do ministro Luiz Edson Fachin, que repudiou a tentativa do alto comando do Exército de intimidar o Supremo:

Em um determinado momento, o deputado diz sobre Fachin que "todo mundo está cansado dessa sua cara de filha da puta que tu tem, essa cara de vagabundo... várias e várias vezes já te imaginei levando uma surra, quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa corte … quantas vezes eu imaginei você na rua levando uma surra".

E vai além: "Que que você vai falar ? que eu to fomentando a violência ? Não... eu só imaginei... ainda que eu premeditasse, não seria crime, você sabe que não seria crime... você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível.... então qualquer cidadão que conjecturar uma surra bem dada com um gato morto até ele miar, de preferência após cada refeição, não é crime."

O deputado ainda cita outra manifestação de afronta ao Supremo, dessa vez ao concordar com declarações do então ministro da educação, Abraham Weintraub. "Vocês não têm caráter, nem escrúpulo, nem moral para poderem estar na Suprema Corte", disse. "Eu concordo completamente com o Abraham Waintraub quando ele falou ‘eu por mim colocava todos esses vagabundos todos na cadeia’, aponta para trás, começando pelo STF. Ele estava certo. Ele está certo. E com ele pelo menos uns 80 milhões de brasileiros corroboram com esse pensamento."

E ainda completou com mais ameaças: "Eu também vou perseguir vocês. Eu não tenho medo de vagabundo, não tenho medo de traficante, não tenho medo de assassino, vou ter medo de onze? que não servem para porra nenhuma para esse país? Não... não vou ter. Só que eu sei muito bem com quem vocês andam, o que vocês fazem."

"Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não, porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda, e quando chega em cima, na suprema corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda."

O vídeo não está mais disponível no YouTube.

Fundamentação
Diante do vídeo, o ministro Alexandre de Moraes considerou que o parlamentar afrontou a Constituição, nos seguintes aspectos: propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático (artigos 5º, XLIV; 34, III e IV); e manifestações visando o rompimento do Estado de Direito, com a extinção das cláusulas pétreas constitucionais – Separação de Poderes (CF, artigo 60, §4º), com a consequente, instalação do arbítrio.

Além disso, o deputado cometeu crime contra a honra do Poder Judiciário e dos ministros do Supremo, listou Alexandre, com condutas previstas na Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/73), artigos 17, 18, 22, incisos I e IV, 23, incisos I, II e IV e 26.

O ministro considerou que o fato de o deputado ter gravado o vídeo e mantido no ar, com um alcance expressivo, caracteriza o flagrante delito. "Ao postar e permitir a divulgação do referido vídeo, que repiso, permanece disponível nas redes sociais, encontra-se em infração permanente e consequentemente em flagrante delito, o que permite a consumação de sua prisão em flagrante", afirma Alexandre na decisão.

Clique aqui para ler a decisão
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17
Fev21

Deputado Jordy da extrema direita chama ministro do STF de "vagabundo"

Talis Andrade

Deputado federal Carlos Jordy

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após a decisão de mandar prender seu colega de partido Daniel Silveira (RJ), que já "foi presos mais de 90 vezes pela Polícia Militar".

"Acabei de falar com o deputado Daniel e fiquei sabendo que sua prisão foi ordenada pelo vagabundo do Alexandre de Moraes por ele ter feito uma live criticando o ministro Fachin. Não iremos recuar. Espero que o presidente Arthur Lira haja (sic) com postura contra esses ditadores", disse o parlamentar no Twitter.

O valentão Jordy fala de postura. De chamar de "vagabundo" ministro do STF. De ficar solidário com ameaças de morte, com a apologia da violência, com a barbárie. 

A prisão foi ordenada após a publicação de um vídeo em que o deputado Daniel Silveira disparou críticas a ministros do Supremo. De acordo com a decisão, o parlamentar propagou a "adoção de medidas antidemocráticas contra o Supremo Tribunal Federal, defendendo o AI-5; inclusive com a substituição imediata de todos os ministros, bem como instigando a adoção de medidas violentas contra a vida e segurança dos mesmos, em clara afronta aos princípios democráticos, republicanos e da separação de poderes". 

Jordy todo solidário com Silveira que disse:

O que acontece, (ministro Luiz Edson) Fachin, é que todo mundo já está cansado dessa sua cara de filho da puta que tu tem. Essa cara de vagabundo, né. Decidindo aqui no Rio de Janeiro que polícia não pode operar enquanto o crime vai se expandindo cada vez mais. Me desculpe, ministro, se estou um pouquinho alterado. Realmente eu tô. Por várias e várias vezes já te imaginei tomando uma surra. Ô… quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa Corte. Quantas vezes eu imaginei você, na rua, levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não. Eu só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda sim não seria crime. Você sabe que não seria crime. Você é um jurista pífio, mas sabe que esse mínimo é previsível.

23
Nov20

Assassinato de João Alberto tem mais responsáveis (vídeos)

Talis Andrade

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Beto foi com a companheira Milena (à esq.) ao Carrefour Imagem: Arquivo pessoal

 

por Marcelo Auler

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Apesar de apenas duas pessoas terem sido presas em flagrante pela morte de João Alberto Silveira Freitas, o Beto, de 40 anos, no supermercado Carrefour, no bairro Passo de Areia, em Porto Alegre, eles não são os únicos responsáveis que devem responder pelo crime. O homicídio, que a polícia civil classifica de triplamente qualificado – por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima – tem prováveis coautores.

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Giovane Gaspar da Silva, segurança, policial, filiado ao MDB, que participou das agressões 

 

Oficialmente, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul mantém presos como responsáveis pela morte de Beto o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva e o segurança terceirizado Magno Braz Borges. São os dois que aparecem nos diversos vídeos que viralizaram espancando, imobilizando e, possivelmente, sufocando o cliente negro que faleceu no estacionamento do Carrefour, na noite de quinta-feira (19/11).

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Magno Braz Borges, segurança que participou das agressões a Beto 

Na realidade, porém, o crime pode ter mais alguns responsáveis. É o caso de Adriana Alves Dutra, agente de fiscalização do supermercado, que aparece na cena do crime filmando toda a agressão sem nada fazer para impedi-la. Além de se omitir diante do espancamento que filmava, ela tentou impedir que um homem, de 41 anos, que trabalha como entregar de mercadorias no próprio Carrefour, também filmasse as cenas. Chegou a ameaçá-lo, conforme consta do vídeo feito pelo entregador que foi entrevistado por Tiago Boff, do jornal Zero Hora – Entregador que filmou agressões no Carrefour diz que seguranças tentaram apagar vídeo e relata ter sofrido ameaças:

Não faz isso! Não faz isso! Não faz isso senão eu vou te queimar na loja”, ameaçou Adriana, como registrou o vídeo feito pelo entregador, que pode ser visto na reportagem de Boff.

Como explicou o entregador de mercadoria que pediu ao repórter para não ser identificado, ele foi pressionado a apagar o que filmou. Mas não o fez: “Tive que guardar o celular. E eles queriam que eu apagasse o vídeo. Eu disse que não ia apagar. Eu pretendia usar o vídeo para defender o senhor, mas infelizmente aconteceu o que aconteceu“.

Quem não impediu, também reponde pelo crime

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Os dois espancadores e o cadáver de Beto

A possível participação de Adriana em todo o episódio ainda está sendo investigada pela polícia, como admitiu ao jornal Correio do Povo – Polícia Civil investiga motivação para agressões e morte de cliente de hipermercado de Porto Alegre– a delegada Roberta Bertoldo, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ªDPHPP) da Polícia Civil:

Quem não impediu a agressão responde também ao meu ver… A moça de camisa branca é a fiscal com a qual a vítima teria se desentendido, mas não está confirmado isso ainda. Ela não impediu as agressões e ainda ameaçou pessoas para que não filmassem”, explicou a titular da delegacia ao jornal.

Mas a dúvida que a delegada alega ainda precisar esclarecer não existe para o Procurador de Justiça aposentado, professor de Direito, Cézar Roberto Bitencourt, Doutor em Direito Penal pela Universidade de Sevilha, Espanha:

Aquela funcionária não é simplesmente testemunha do crime. Pelo contrário. Ela é coautora do crime. Ela coordenou a agressão. Ela chamou os seguranças, mandou retirarem (o cliente), acompanhou e comandou, inclusive empurrava, botava as mãos nas costas. Note que ela está do lado, ela era chefe. Ela poderia ter dito, parem! Chega! Acabava. Porque ela tinha autoridade sobre os seguranças, poderia interromper. Ela tinha o domínio do fato. Por isso ela não é simples partícipe, não era meramente participante. Ela é coautora do homicídio. Tem que ser indiciada e denunciada por homicídio qualificado, em concurso com os outros dois“. (Transcrevi trechos)

 

22
Nov20

"Imagens assustadoras" do "racismo sistêmico", diz imprensa francesa sobre morte de João Alberto

Talis Andrade

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RFI - A imprensa francesa repercute neste sábado (21) o fim insuportável do soldador negro João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado à morte em uma loja do Carrefour em Porto Alegre.

"As imagens são assustadoras", escreve o Le Monde. "No vídeo, filmado por uma testemunha, João Alberto (...) pode ser visto estendido no chão, sendo espancado até a morte por dois seguranças brancos (...). Também é possível ouvir o choque dos socos no rosto e os gritos de angústia de um homem que agoniza. No piso alaranjado, iluminado por néon, podemos ver gotas de sangue", descreve o respeitado jornal francês.

"Essa morte aconteceu em um contexto trágico, na véspera de uma data simbólica para o Brasil, o Dia da Consciência Negra", celebrado em 20 de novembro, continua o texto. "Uma morte que comove e revolta uma grande parte do Brasil", relata o Le Monde. "A causa desse drama ainda não foi estabelecida pela Justiça, mas familiares da vítima não têm dúvida de que o crime foi um ato de racismo, disse o pai de João Alberto", informa a reportagem do correspondente.

O diário progressista Libération também evoca a onda de indignação que tomou conta do Brasil nesta sexta-feira. "O grupo francês está sob o fogo das críticas, apesar de ter reagido rapidamente, garantindo que tomaria 'medidas cabíveis' contra os 'implicados neste ato criminoso'", explica o jornal.

"O movimento #VidasPretasImportam replica intensamente os vídeos amadores que mostram que o soldador foi agredido repetidamente no rosto por um segurança do Carrefour, enquanto um segundo agente o segurava", relata o Libération. Outro vídeo, filmado momentos depois, mostra o homem de 40 anos deitado no chão e sendo cuidado por paramédicos, que realizam uma massagem cardíaca. Sem sucesso.

 

"Uma série de artistas, ativistas e políticos convocaram comícios em todo o país", conta o Libération, sublinhando a revolta da candidata do PC do B à prefeitura de Porto Alegre, Manuela d'Ávila. "Não é possível nos calarmos diante do racismo que mata diariamente milhares de negros no Brasil", reagiu Manuela. “Acordamos chocados com um ataque brutal”, declarou o ex-presidente Lula.

O jornal aponta que a morte de João Alberto recorda, com tristeza, que três quartos das vítimas de homicídios no Brasil são negros ou mestiços. Eles representam 56% da população, mas continuam penalizados por "um racismo sistêmico", observa o Libération.

Grupo francês no centro de outros casos controversos

Tanto o Libération quanto o Le Monde destacam que o grupo francês Carrefour já estava envolvido em polêmicas no país. "Em agosto, o funcionário de um fornecedor morreu dentro de uma loja da rede varejista em Recife. Em vez de fecharem o estabelecimento, seu corpo foi deixado para trás, simplesmente coberto por guarda-chuvas, e a atividade continuou por várias horas", relatam.

Outro caso controverso envolvendo o Carrefour aconteceu em 2018, quando um segurança massacrou um cachorro com uma barra de metal, novamente provocando indignação dos brasileiros. "Em ambos os casos, o grupo pediu desculpas publicamente e até doou um milhão de reais (150.000 euros) para um fundo de proteção de animais." Mas desta vez, trata-se de um crime de uma brutalidade insustentável contra um homem negro.

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21
Nov20

Com aplausos e pedidos de justiça, corpo de João Alberto é sepultado em Porto Alegre

Talis Andrade

Corpo de João Alberto foi enterrado nesta manhã de sábado

Com informações do repórter Cláudio Isaias /Correio do Povo

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Sob pedidos de justiça, o corpo de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi sepultado no fim da manhã deste sábado no cemitério municipal São João, na Zona Norte de Porto Alegre, próximo à unidade do supermercado Carrefour onde ele foi espancado até a morte por dois seguranças brancos na noite de quinta-feira. Ele foi enterrado com uma bandeira do São José, time do qual era torcedor, e também foi aplaudido na hora do sepultamento.

No trajeto até a sepultura, os amigos e familiares entoaram cantos religiosos e gritavam por justiça em nome da vítima.

Flávio Jones Flores, primo de Beto, pediu que a sociedade fizesse uma reflexão sobre tudo que aconteceu.

Segundo Flávio, a família tomará as medida cabíveis em relação a morte da vítima. "Não vai trazer de volta, nunca. Mas impune o Carrefour não pode ficar", disse. Sobre as motivações do espancamento que causaram a morte do primo, Flávio reforçou que se fosse uma pessoa branca, o tratamento não seria o mesmo. "A pergunta principal que eu me fiz foi: se fosse uma pessoa branca ali, eles iriam espancar até a morte? Eu acho que é uma pergunta que muita gente deve estar se fazendo. Acredito que não ia ter o mesmo destino", declarou. 

O primo ainda disse que Beto frequentava o mercado todos os dias. "Uma das caixas (do Carrefour) chegou a me dizer que ia pedir demissão, inclusive, porque ela não ia trabalhar em um lugar que fazia isso com um cliente que, assiduamente, estava por lá”, contou.

Uma frase registrada em uma das gravações das agressões sofridas por João Alberto Silveira Freitas no Carrefour do Passo D'Areia, em Porto Alegre, indica que seguranças do local e a vítima pudessem ter desentendimentos anteriores. Enquanto Freitas respira com dificuldade e pede ajuda, um dos homens vestidos de preto, com roupa semelhante à dos dois seguranças que seguram a vítima no chão, diz: "Sem cena, tá? A gente te avisou da outra vez".

 

Sábado de homenagens a João Alberto em Porto Alegre

Prédio do supermercado Carrefour foi tomado cartazes e flores na Zona Norte da Capital

Mensagens de protesto contra morte de João Alberto

Mensagens de protesto contra morte de João Alberto 

As homenagens a João Alberto Silveira Freitas, o Beto, continuam neste sábado após o seu assassinato ser registrado em vídeo em Porto Alegre. O prédio do supermercado Carrefour na avenida Plínio Brasil Milano, no bairro Passo D'Areia, na zona Norte, está tomado de cartazes e flores deixados por pessoas que passaram pelo local. São frrases relacionadas ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e outras, ao lado do logotipo do Carrefour, que dizem: "PM assassino" e "Racismo é inveja".

Na frente do prédio do Carrefour, foram colocados cartazes com as mensagens: "A Carne mais Barata do Carrefour é a Carne Negra", "Nossas Vidas Não estão em Oferta", "Vidas Negras Importam" e "Até quando você vai levar porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada".  

 

 
 
21
Nov20

Nada mais racista que o conceito de país não racista de Hamilton Mourão

Talis Andrade

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por Gilvandro Filho

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O Brasil do vice-presidente Hamilton Mourão é uma terra encantada, onde preto e branco convivem em paz e harmonia e onde inexiste preconceito de cor. É tudo uma maravilha racial, um exemplo para todos os países do velho e bom planeta Terra. No país de Mourão não há racismo. Como disse o garboso general que, no momento, ocupa a vice de um presidente igualmente firme e temerário em seus conceitos sobre o tema: “Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil”. Se tiver alguma coisa a ver com a construção e manutenção desse mundo dos sonhos, Mourão deve ser indicado para o Nobel da Paz. SQN para todo o parágrafo.

Ontem, na véspera do Dia da Consciência Negra, dois seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre assassinaram, fria e brutalmente, o soldador João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, espancado de forma covarde. Tudo foi filmado e espalhado pelas redes sociais. Deu para ver, inclusive, que a execução teve a participação indireta de uma terceira pessoa, a zelosa chefe de segurança da loja, Adriana Alves Dutra, que tudo filmou e ainda quis tomar o telefone celular de um cliente que fazia o mesmo para denunciar o crime. Os dois executores foram detidos e pegaram prisão preventiva. Adriana foi só ouvida como testemunha.

Mourão, perdendo uma oportunidade de ouro de ficar calado, agrediu os fatos que sujaram o dia de sangue. Reverberando a opinião de Bolsonaro e de sua legião de seguidores, o vice “lamentou” o ocorrido, mas descartou o racismo como fator motivador. Na verdade, como visto, descartou o próprio racismo. Isto num país onde se mata um jovem negro a cada 23 minutos. Mas num país onde se nomeia para dirigir a principal entidade representativa da identidade negra, a Fundação Palmares, alguém que, mesmo negro, odeia a sua própria raça.

“Lamentável, né? Lamentável isso aí. Isso é lamentável. Em princípio, é segurança totalmente despreparada para a atividade que ele tem que fazer […] Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar aqui para o Brasil. Isso não existe aqui”, expeliu o vice-presidente ao ser entrevistado sobre a execução do Carrefour de Porto Alegre. Talvez pareça mentira a frase sair da mesma boca e da mesma mente de quem, há poucos dias, pareceu se chocar com o seu irascível  chefe na questão do meio ambiente, ao defender mais fiscalização e mais rigor com os criminosos ambientais. Politicamente bipolar, Hamilton Mourão mostra, nessas horas, que está mais afinado com Jair Bolsonaro no que se pensa. Pelo menos na essência.

A fala desastrada de Mourão repercutiu tão mal quanto o próprio assassinato. Até a ONU soltou uma nota desmentindo o que disse o vice-presidente. “A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”, diz o documento da ONU. Constrangedor.

João Alberto era trabalhador. E era um homem alegre, tranquilo e brincalhão, segundo seus amigos e vizinhos que passaram o dia chorando e falando dele para a imprensa. Deixa quatro filhos e uma enteada, com a esposa. Morava pertinho do supermercado onde foi trucidado. Até o fechamento deste texto, à zero hora deste sábado, o Carrefour ainda não havia feito nada para amparar a família. A não ser uma proposta demagógica de doar um dia de faturamento da loja a instituições de defesa dos negros.

Deve ser o que vale a vida de um homem negro, jovem e cheio de vida. Isto na opinião da empresa e de brasileiros, governantes e governados, que acham que não existe racismo nesse país.

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20
Nov20

Chacina de negros. Até quando? indaga Boulos

Talis Andrade

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, lamentou a agressão racista, que resultou em morte do homem negro João Alberto Silveira Freitas, espancado por seguranças em um estacionamento do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. 

"Às vésperas do Dia da Consciência Negra (20/11), um homem negro é espancado e morto por seguranças em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre. Até quando?", questionou Boulos.

Na capital, movimentos antirracismo convocaram uma manifestação contra o assassinato.

Guilherme Boulos 50
@GuilhermeBoulos
Compromissos da #ViradaComBoulos50 para uma cidade livre do racismo. Neste Dia da Consciência Negra, reflita, lute e vote! São Paulo será melhor para todos quando for uma cidade melhor para negros e negras. #OcupacaoConscienciaNegra
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Guilherme Boulos 50
@GuilhermeBoulos
: Como homem negro, estou indignado com o assassinato racista ocorrido em Porto Alegre. Precisamos de cidades livres do racismo!
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Guilherme Boulos 50
@GuilhermeBoulos
Sugeri a adotar meus compromissos de campanha. Criar a Ouvidoria da Cidadania a a Responsabilização de empresas em que ocorram casos de racismo. Vamos livrar SP do racismo! #VidasNegrasImportam
 
 
Neste Dia da Consciência Negra, ocupo as redes de , futuro prefeito de São Paulo, porque temos o compromisso com uma cidade livre do racismo. Não aceitamos o extermínio de nossa juventude negra, não aceitamos mais ser estatística.
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Guilherme Boulos 50
@GuilhermeBoulos
“Não existe racismo no Brasil”, disse Mourão há pouco. O racismo não só existe, como é estrutural. O combate a ele está no centro do nosso projeto de inversão de prioridades. Vamos transformar SP na capital da resistência a esse governo genocida!
 
Rádio BandNews FM
@radiobandnewsfm
Durante #DebateNaBand, questiona sobre vice, Ricardo Nunes: “Você coloca a mão no fogo por ele?”

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