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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

14
Mai22

PT protocola notícia-crime contra Bolsonaro no Supremo por racismo

Talis Andrade

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247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) protocolaram nessa quinta-feira (12) uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), após a declaração racista, de que 'negros são pesados em arrobas'

De acordo com os parlamentares, que haviam adiantado nessa quinta-feira (12), a intenção de recorrer ao Judiciário, o "uso reiterado de uma unidade de medida (arroba) para identificar pessoas negras, denota verdadeira intenção de discriminá-las em razão da cor, ofendendo toda uma coletividade".

Antes de assumir a Presidência, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República e condenado em primeira instância jurídica por ter dito que "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas" e que "nem para procriador ele serve mais" - na ocasião, ele visitou uma comunidade quilombola.Image

 

13 de Maio tem um vereador negro cassado em Curitiba

Vereador negro Renato Freitas sobre a Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil

Na semana que se comemora do 13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura, a Câmara Municipal de Curitiba mandou para o “pelourinho” um vereador negro sob a frágil alegação de quebra do decoro parlamentar.

Renato Freitas, do PT, eleito em 2020, pode ser cassado pela quebra de decoro porque participou de uma manifestação contra o racismo numa igreja construída por escravos na racista Curitiba, da supremacia branca, do prefeito que tem nojo de pobre. Leia mais sobre racismo institucional, racismo estrutural aqui. 

Dr Hélio Santos
13 de maio não pode passar em “branco!” A cor da morte no País é 7.4 vezes maior nas mulheres negras. A morte invisível nas jovens negras é consequência d aborto espontâneo e suas complicações. A morte violenta escolhe + os jovens. De cada 03 homicídios, dois são jovens negros.
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Movimento Brasil Popular
@lutadoresdopovo
Dandara: heroína do povo brasileiro #13MAbolicaoInacabada
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Por que o Brasil foi o último país a abolir a escravatura? 350 anos de escravidão deixaram marcas profundas. Marcas estruturais que alguns querem esquecer. Para termos um futuro justo, precisamos superar o racismo. Não basta não ser racista. Precisamos ser antirracistas.
16
Jan22

Caso Evandro: Os promotores da tortura, das Ligas da justiça e do atraso no Paraná

Talis Andrade

casos evandro escola base e lula

Blog do EsmaelO caso Evandro se soma ao caso Escola Base e ao caso Lula

 

Beatriz Abagge, que chegou a ser condenada pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no litoral do Paraná, se pronunciou neste sábado (15) em relação ao pedido de desculpas oficial do Governo do Paraná pelo que o estado definiu como "sevícias indesculpáveis" sofridas por ela à época da investigação do caso.

"Sevícias" é um palavrão mais aceitável para tortura física praticada pela ditadura militar de 1964. Pela Lava Jato, que levou ao suicídio um agente dissidente da Polícia Federal.

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Os três mosqueteiros Deltan Dallagnol, Sergio Moro, Newton Ishii & Carlos Fernando dos Santos Lima propagador da Liga da Justiça desde o tráfico de dinheiro do Banestado

 

Esse gosto pela tortura de promotores e procuradores fica explícito, exposto como um cancro de pele, na fácil e aceitável formação de ligas da justiça. Sadismo que deveria ser estudado, tanto que os promotores recusam e negam o pedido de desculpas à Beatriz Abagge e demais vítimas do terrorismo judicial. 

Raízes históricas religiosas explicam essa tara, danoso rompante da supremacia branca sempre nas sombras, contra as religiões afro-brasileiras e indígenas. E lideranças comunitárias sempre perseguidas pelos escravocratas tipo Ratinho, pai do governador da escola civíco-militar.

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Ana Júlia o Brasil esperança

 

Como explicar a troca do professor de formação universitária, pelo sargentão da ordem unida, na formação estudantil do movimento "ocupa escola" que Ana Júlia sonhou um novo pensar contra nocivas tradições xenofóbicas, racistas, escravocratas, misóginas, antifeministas ?

Ratinho nazifascista

Fica explicado o discurso do Ratinho contra a deputada federal Natália Bonavides: "Natália, você não tem o que fazer, não? Você não tem o que fazer, minha filha? Vá lavar roupa a calça do teu marido, a cueca dele, porque isso é uma imbecilidade querer mudar esse tipo de coisa. Tinha que eliminar esses loucos? Não dá para pegar uma metralhadora, não?", disse o ex-deputado federal da ditadura militar durante o programa "Turma do Ratinho", na rádio.Image

Natália Bonavides o Brasil livre

 

Idem a singela, "inocente" fraqueza "feminina" do prefeito de Curitiba, eleito por confessar: "Eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro", disse Rafael Greca (PMN).Prefeito Rafael Greca melhora e diz que vai trabalhar do hospital | Paraná  | G1

Greca nojo de pobre

Caso Evandro: 'Marco histórico', diz Beatriz Abagge sobre carta do Governo do Paraná com pedido de perdão por 'torturas''Marco histórico', diz Beatriz Abagge sobre carta do Governo do Paraná com pedido de perdão por 'torturas' — Foto: Reprodução

Por Natalia Filippin, g1

Beatriz Abagge, que chegou a ser condenada pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, no litoral do Paraná, se pronunciou neste sábado (15) em relação ao pedido de desculpas oficial do Governo do Paraná pelo que o estado definiu como "sevícias indesculpáveis" sofridas por ela à época da investigação do caso.

"Eu considero esse pedido um marco histórico. Fez o Ministério Público estar esperneando e reclamando através de nota pública [confira a íntegra mais abaixo] que não foi esse o entendimento do grupo de trabalho, mas foi, sim. O MP precisa parar de agir como acusador, ele tem que agir como defensor do povo, de nós, afinal de contas a prova da tortura está aí para todos verem", disse ela, em entrevista ao g1.

O documento é assinado pelo secretário estadual de Justiça, Trabalho e Família, Ney Leprevost, com data de 4 de janeiro.Veja a íntegra da carta.

"Expresso meu veemente repúdio ao uso da máquina estatal para prática de qualquer tipo violência, e neste caso em especial contra o ser humano para obtenção de confissões e diante disto, é que peço, em nome do Estado do Paraná, perdão pelas sevícias indesculpáveis cometidas no passado contra a senhora", cita trecho da carta.

Na carta, o secretário ainda afirma que após assistir a série Caso Evandro, da Globoplay, e também ter acesso ao relatório do grupo de estudo criado pela Secretaria de Justiça para identificar falhas no processo e investigação, ele teve convicção pessoal de que Beatriz e "outros condenados no caso foram vítimas de torturas gravíssimas".

Ele também diz que não pode inocentar ou anular o julgamento que condenou Beatriz Abagge, mas que uma cópia da carta de perdão e do relatório final do grupo de estudos será enviado ao Poder Judiciário.

"Eu não vou me calar, eu vou continuar lutando tanto em meu nome, como em nome de todos os outros acusados", pontuou Beatriz.

Pedido de desculpas foi assinado por secretário estadual — Foto: Reprodução/Governo do Paraná

Em documento, secretário cita "torturas gravíssimas" contra condenados — Foto: Reprodução/Governo do Paraná

Nota pública do Ministério Público nega o terrorismo da justiça medieval e a costumeira tortura

"A respeito das recentes manifestações públicas relacionadas ao relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho 'Caso Evandro - Apontamentos para o Futuro', o Ministério Público do Paraná esclarece que não foram identificados, no referido documento, elementos probatórios que evidenciassem a prática de qualquer ilicitude por parte dos integrantes da Instituição que atuaram na persecução penal que conduziu à condenação de alguns dos réus indicados na denúncia criminal.

A atuação dos agentes ministeriais ocorreu com estrita observância aos princípios do devido processo legal, da moralidade e da ampla defesa, sem que houvesse conhecimento ou compactuação com condutas que pudessem caracterizar violação aos direitos fundamentais dos acusados.

Ademais, salienta-se que o referido Grupo de Trabalho, a teor de seu relatório final, não concluiu que o Estado do Paraná devesse formalizar qualquer pedido de perdão aos acusados, como noticiado por alguns órgão de imprensa.

Como se sabe, houve judicialização de pedido de revisão criminal, procedimento já em trâmite no Tribunal de Justiça do Paraná, sendo este o ambiente adequado e competente para análise de todos os aspectos processuais e probatórios envolvidos, o que faz por recomendar a não especulação precipitada de versões ante o encaminhamento do caso a pronunciamento jurisdicional".

Em relação a nota, Beatriz Abagge afirmou que é inadmissível esse posicionamento do MP.

"Como o órgão mesmo disse, os fatos e a revisão criminal serão discutidos na Justiça, ele não tem que repudir em cima ou falar alguma coisa, porque diz respeito ao Estado. O MP na época em que fomos presas eles tinham um convênio com a PM, eles tinham um interesse em comum e, foi a partir desse convênio, que foi encaminhado o Grupo Águia. Então o MP está defendendo o que? O corporativismo? Acreditaram justamente em uma história macabra, maluca, para acusar sete pessoas inocentes", disse ela.

 

Pedido de revisão criminal contra a 'santa inquisição'

Em dezembro, a defesa de Beatriz Abagge e outros condenados protocolou um pedido de revisão criminal das condenações deles três pela morte da criança.

O documento apresenta um parecer que, segundo a defesa, atesta a veracidade das gravações que apontam que houve tortura dos então suspeitos durante a investigação, na década de 1990, para que eles confessassem o crime.

Segundo a defesa, durante os julgamentos em que os três foram condenados, as gravações com as confissões foram apresentadas editadas.

Os áudios completos, que mostram os acusados recebendo instruções para confessar os crimes, se tornaram públicos em 2020, durante o podcast Projeto Humanos, que contou a história do caso.

A defesa pede que as condenações e os processos sejam anulados, além de uma indenização aos condenados.

O pedido foi feito após o jornalista Ivan Mizanzuk publicar no podcast Projeto Humanos os áudios completos das confissões. Segundo a defesa, as gravações completas mostram pedidos de socorro dos então investigados e provas de coação e ameaças por parte de torturadores.

 

O documento também apresenta um parecer psicopatológico que aponta que houve tortura. Agora, o recurso precisa ser analisado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que decide se acata ou nega o pedido.

Defesa pede revisão das sentenças de condenados pela morte de Evandro Ramos Caetano — Foto: Reprodução/RPC

Defesa pede revisão das sentenças de condenados pela morte de Evandro Ramos Caetano — Foto: Reprodução/RPC

 

O Ministério Público do Paraná informou que analisará os elementos que serão levados ao processo pela revisionante e se manifestará nos autos.

"Convém observar que a desconstituição de uma condenação criminal somente ocorre no caso de surgir nova prova cabal de exclusão de responsabilidade da pessoa condenada", informou a promotoria.

 

Julgamentos safados

Desde os anos 1990, caso teve cinco julgamentos diferentes. Um dos tribunais do júri, realizado em 1998, foi o mais longo da história do judiciário brasileiro, com 34 dias.

Na época, as Beatriz e Celina Abagge, mãe dela, foram inocentadas porque não houve a comprovação de que o corpo encontrado era do menino Evandro.

O MP recorreu e um novo júri foi realizado em 2011. Beatriz, a filha, foi condenada a 21 anos de prisão. A mãe não foi julgada porque, como ela tinha mais de 70 anos, o crime já tinha prescrito.

Os pais de santo, Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares e Vicente de Paula, também foram condenados, na época, pelo sequestro e homicídio do garoto.

Vicente de Paula morreu por complicações de um câncer em 2011 no presídio onde estava. As penas de Osvaldo Marcineiro e Davi dos Santos se extinguiram pelo cumprimento.A reviravolta do Caso Evandro e as bruxas de Guaratuba - YouTube

A justiça espetáculo e o jornalismo safado, sensacionalista, patrocinam fantasiosos circos para os reaças de sempre faturarem cargos, grana, prestígio social, poder político (candidaturas a governador, a presidente...)
21
Mar20

Ministro que negou habeas corpus a Lula recebeu propina, denunciou sogro de Pedro Guimarães

Talis Andrade

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O ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro, em delação à lava jato, afirmou que pagou R$ 1 milhão em propina para o ministro Humberto Martins do Superior Tribunal de Justiça 

 

Atual corregedor Nacional de Justiça no CNJ, Martins é quem negou habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, o petista estava na iminência de ser preso pela lava jato, para ficar impedido de ser candidato a presidente nas eleições de 2018. 

Escreveu Esmael Morais: A propina delatada pelo ex-presidente da OAS e a negação do habeas corpus ao ex-presidente Lula, porém, não tem nexo causal. São eventos distintos.

Segundo delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, sogro do atual presidente da Caixa Econômica, a propina foi paga em troca de ajuda com um recurso que tramitava no STJ.

O esquema teria sido intermediado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o dinheiro recebido por meio do filho do ministro, o advogado Eduardo Filipe Alves Martins, que inicialmente pediu R$ 10 milhões.

O recurso em questão foi proposto pela OAS contra uma decisão do TJ (Tribunal de Justiça) da Bahia, que deu ganho de causa à Prefeitura de Salvador em ação da empreiteira em razão de créditos da obra do canal Camurujipe.

Compartilhe agora! Esta denúncia mostra que a corrupão compensa. Que a justiça lavajista é corrupta! 
24
Jan20

Moro está de saída do governo Bolsonaro, revela Josias de Souza

Talis Andrade

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por Esmael Morais

O jornalista Josias de Souza, do UOL, garante que o ministro Sérgio Moro está demissionário do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o colunista do UOL, o ex-juiz da Lava Jato está sendo fritado em fogo alto a partir de uma união entre Bolsonaro, seus filhos e até um secretário de Segurança Pública do governo petista da Bahia.

“O ex-juiz da Lava Jato nunca esteve tão próximo da porta de saída do governo”, revela Josias, ao analisar um encontro de secretários estaduais de segurança pública havido sem a presença de Moro.

O encontro em tela é o Conselho Nacional de Secretários de Segurança que contou com a presença de Bolsonaro. Foi nesse contexto que o secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, desafeto de Moro e amigo dos filhos do presidente da República, articulou a recriação do Ministério da Segurança Pública e, consequentemente, a desvinculação da área do guarda-chuva do Ministério da Justiça.

Josias de Souza afirma que o desejo de Bolsonaro em desgastar Moro é tão intenso que ele deu de ombros para o fato de que o Consesp é presidido por Maurício Teles Barbosa, um personagem vinculado ao petismo. “Trata-se de outro delegado federal. Comanda a Secretaria de Segurança do governo petista da Bahia”, diz.

O Blog do Esmael já expôs na manhã de hoje que o objetivo de Bolsonaro não tirar Moro, mas sim desidratá-lo politicamente. Uma das formas seria retirar o status de superministro arrancando-lhe a Segurança Pública e, necessariamente, a Polícia Federal e outros aparelhos de repressão.

O nome mais cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública é o ex-deputado Alberto Fraga (DEM), conhecido integrante da bancada da bala no Congresso Nacional –defensor das armas de fogo– e derrotado na disputa pelo governo do Distrito Federal.

Como se vê, caríssimo leitor, Bolsonaro e Moro travam uma guerra suja nos bastidores pela Presidência da República em 2022. Isto é uma prova inconteste de que anjo tem sexo e o Moro sempre teve partido –o próprio interesse.

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