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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Out21

Manifestantes pregam absorventes na embaixada do Brasil em Paris em protesto a veto de Bolsonaro

Talis Andrade

Brasileiras pregaram absorventes nas grades da fachada da embaixada brasileira em Paris para protestar contra veto do presidente Jair Bolsonaro a artigos que determinam a distribuição gratuita do produto para população precária

Brasileiras pregaram absorventes nas grades da fachada da embaixada brasileira em Paris para protestar contra veto do presidente Jair Bolsonaro a artigos que determinam a distribuição gratuita do produto para população precária 

O ato, ocorrido na manhã deste domingo (10), teve como objetivo chamar a atenção da comunidade internacional para a decisão do presidente brasileiro de vetar a criação do Programa de Fornecimento de Absorventes Higiênicos para mulheres em situação precária, anunciada na quinta-feira (7).

Em uma intervenção simbólica em frente à Embaixada do Brasil em Paris, no 8º distrito da capital francesa, um grupo de brasileiras organizou um flash mob em protesto à decisão do governo brasileiro.

“A embaixada é um lugar simbólico e é uma referência para os brasileiros. Sempre que possível, organizamos atos no local. Foi uma ideia que tivemos anteontem, em torno do veto da distribuição gratuita dos absorventes higiênicos para a população feminina vulnerável”, explicou a jornalista e escritora Marcia Camargos, representante do grupo militante Alerta França/Brasil, à RFI. “Por isso escolhemos a embaixada. Isso será divulgado e a comunidade internacional agora talvez se dará conta de que ele [Jair Bolsonaro] foi capaz de chegar a esse ponto”, declarou.Brasileiras criaram instalação com absorventes em frente à fachada da embaixada brasileira em Paris neste domingo (10).

Brasileiras criaram instalação com absorventes em frente à fachada da embaixada brasileira em Paris neste domingo (10). 

 

Durante o ato, as brasileiras amarraram absorventes higiênicos com frases de protesto escritas em vermelho, em alusão ao fluxo menstrual, nas grades do prédio da embaixada brasileira na capital francesa, situada perto da Avenue Montaigne, uma das mais sofisticadas de Paris. “Amarramos com cordinhas, não usamos cola, tinta ou outros materiais que pudessem deteriorar o patrimônio. Sempre temos esse cuidado. Levamos os varais prontos ”, diz Marcia, explicando que atos como o de hoje são "clandestinos" e não têm como objetivo reunir centenas de pessoas. "Chegamos sem avisar", diz.

A ação, explicou Camargos, foi inspirada na instalação do artista brasileiro radicado na França Julio Villani, de maio de 2020. Na época, ele instalou vários painéis na fachada da Embaixada do Brasil em Paris, em protesto ao governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro

 

Supressão de artigos

Neste sábado (9), a secretaria de Comunicação do governo federal afirmou que pretende “viabilizar a aplicação da medida” para atender as necessidades da população, sem fazer referência clara à extinção do veto aos artigos da lei da deputada Marília Arraes (PT/PE), que prevê a distribuição gratuita dos absorventes higiênicos. O texto previa que o dinheiro viria dos recursos destinados pela União ao Sistema Único de Saúde (SUS) – e, no caso das presidiárias, do Fundo Penitenciário Nacional.

A estimativa é de que o programa beneficiaria cerca de 5,6 milhões de brasileiras, incluindo presidiárias, mulheres que vivem nas ruas, ou menores infratoras. O congresso brasileiro terá 30 dias para analisar a manutenção dos vetos do governo. Os artigos extintos pelo presidente também beneficiavam alunas das escolas públicas do ensino fundamental e médio, propondo, além da distribuição dos absorventes, a oferta de cuidados básicos para a saúde menstrual.As brasileiras escreveram mensagens com canetas vermelhas nos absorventes higiênicos.

As brasileiras escreveram mensagens com canetas vermelhas nos absorventes higiênicos. 

 

Pobreza menstrual

O veto de Bolsonaro reabre a discussão sobre o conceito de pobreza menstrual no país. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em todo o mundo, uma em cada dez meninas deixa de ir à escola quando está menstruada, por falta de acesso aos produtos de higiene.

De acordo com o relatório apresentando pelo fundo, "Pobreza Menstrual no Brasil, Desigualdades e Violações de Direitos", mais de 700 mil meninas brasileiras não têm banheiro ou chuveiro dentro de casa e cerca de 4 milhões não têm acesso, por exemplo, a absorventes ou banheiros com sabonetes nas escolas, o que acaba gerando uma alta taxa de absenteísmo e prejudicando a educação das garotas.

 

Crueldade

 

09
Out21

Guedes é escrachado no Ministério da Economia por sua offshore milionária

Talis Andrade

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Paulo Guedes foi escrachado nessa quinta-feira(07) em Brasília, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, devido á suas offshores milionárias nas Ilhas Virgens Britânicas.

Os manifestantes fizeram uma encenação teatral que denunciou Paulo Guedes, cantando “Gritou o Paulo Guedes, falando baboseira. E a elite brasileira lucrando sem pudor. Tira o dinheiro e bota no estrangeiro e a fome vai causando muita dor. Tá tudo caro!”.

Na lateral do prédio do ministério, houve uma intervenção com as frases “Guedes no paraíso e o povo no inferno” e “Guedes lucra com a fome”.

No domingo (3), documentos revelados pelo projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, revelou que Guedes mantém recursos em contas offshore no exterior, o escândalo ficou conhecido como Pandora Papers.

“O escândalo surge no momento em que o Brasil passa por uma das mais severas crises sanitárias, econômicas e institucionais que esbarra em uma atuação inerte do Ministério da Economia, que não tem trabalhado para a melhoria da qualidade de vida da população. Nem mesmo uma das principais promessas de Guedes, o tal crescimento em V, foi cumprido”, afirma a integrante da coordenação nacional do MST pela juventude, Jailma Lopes.

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01
Jan21

Bolsonaro puxa xingamento contra Doria no litoral de São Paulo (vídeo)

Talis Andrade

 

247 - Durante um passeio de lancha na Praia Grande, litoral de São Paulo, onde passa os dias de feriado de Ano Novo, Jair Bolsonaro puxou um grito de xingamento de uma multidão contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Ele estimulou o grupo a gritar contra Doria após ser provocado a fazê-lo. “Ei, Doria, vai tomar no c*...”, obedeceram os apoiadores, em coro.

Outro ataque a Doria já havia sido feito na quarta-feira (30), quando disse que o tucano poderia até ir para Miami, mas não fechar São Paulo.

Metrópoles - No primeiro dia do ano, o presidente Jair Bolsonaro passeou de lancha pela Praia Grande, em São Paulo, e nadou até os banhistas que se aglomeraram ao redor de Bolsonaro.

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O presidente passou a virada do ano com a família na região.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro aparece acenando, de dentro de uma lancha, para banhistas. Depois, pula na água e vai ao encontro das pessoas dentro d’água.

Ao chegar perto dos banhistas, uma grande aglomeração se forma ao redor do presidente. Ele faz acenos para as pessoas, que respondem entoando “mito”.

Enquanto Bolsonaro volta para a lancha, os banhistas ainda puxam outro coro, desta vez debochando do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Assista ao vídeo

27
Mar19

The Guardian critica sugestão de Bolsonaro de Exército comemorar o golpe de 1964

Talis Andrade

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Jornal GGN – O jornal inglês, The Guardian, em sua edição de hoje, evidencia a sugestão de Bolsonaro de Exército brasileiro comemorar o 55º aniversário do golpe militar de 1964, onde morte e tortura generalizada ocorreram sob um regime que durou 21 anos. A matéria é Don Phillips.

Segundo apontou Phillips, as vítimas da ditadura do Brasil responderam com fúria quando o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro ordenou que as Forças Armadas do país comemorassem o aniversário do golpe. Ex-capitão do Exército, Bolsonaro elogia com frequência o regime sob o qual centenas de pessoas foram mortas ou desapareceram à força. Mas as suas instruções aos militares, feita no último domingo, provocaram fúria generalizada.

O jornalista aponta tweet de Hildegard Angel, cujo irmão Stuart foi torturado e morto sob custódia e cuja mãe, Zuzu, morreu em um acidente de trânsito engendrado por agentes militares. Diz Hilde: ‘O Brasil celebrando o aniversário do golpe de 64 é como a Alemanha instituindo o Dia de Hitler’. Jair empenha-se, mas a grita é imensa.

ditadura nunca mais.jpgStuart Angel, 25 anos, foi torturado e morto na Base Aérea do Galeão, no Rio. Ele foi amarrado a um caminhão e arrastado pelo pátio do quartel e obrigado a colocar a boca no escapamento do veículo. Apenas 43 anos depois, seus restos mortais foram identificados. Não há o que comemorar. #DitaduraNuncaMais

 

 

Ao Guardian, Hilde disse que isso a deixa extremamente triste. ‘Isso me faz querer sair do Brasil’, frisou a jornalista brasileira, que lembrou que o golpe ocorreu na madrugada de 1º de abril – conhecido como o ‘Dia da Mentira’ no Brasil, e disse que os apoiadores de Bolsonaro querem reescrever a história. ‘Eles querem vender uma mentira para as crianças do Brasil’, declarou.

Para James Green, professor de história do Brasil na Brown University nos EUA, a posição de Bolsonaro sobre a ditadura o fez ‘o equivalente a um negador do Holocausto’.

Na segunda, o porta-voz de Bolsonaro disse que o presidente havia dito ao Ministério da Defesa para realizar ‘comemorações apropriadas’ neste fim de semana, embora tenha deixado aos comandantes militares decidir como tais eventos deveriam ser encenados.

O jornal lembra que as comemorações oficiais do golpe militar desapareceram do calendário de eventos do exército durante o governo da presidente de esquerda Dilma Rousseff, ‘uma ex-guerrilheira marxista que foi presa e torturada durante a ditadura’. Seu governo lançou uma comissão da verdade que publicou um relatório exaustivo sobre os abusos da ditadura, em 2014.

Mas, diz o jornal, a ordem de Bolsonaro coincide com uma campanha crescente para apresentar o golpe como uma ‘revolução democrática’ que salvou o Brasil do comunismo – em vez do início de um regime de extrema direita que suspendeu as eleições, censurou a mídia, executou centenas de opositores e torturou outros milhares.

‘O presidente não considera um golpe militar em 31 de março de 1964’, disse o porta-voz, general Otávio Rêgo Barros. ‘Ele acredita que, considerando o perigo que o Brasil estava na sociedade, reuniu civis e militares para colocar o país de volta aos trilhos’.

O jornalista evidencia que a decisão foi aplaudida por partidários de Bolsonaro. ‘A verdadeira narrativa de nossa história está de volta’, tuitou Joice Hasselmann, congressista do partido PSL de Bolsonaro.

Conforme a briga se aprofundava, na terça-feira, o a Procuradoria-Geral da República fez uma forte crítica ao movimento de Bolsonaro. “Se a inconstitucional, violenta e antidemocrática derrota de um governo não bastasse, o golpe de 1964 deu origem a um regime que restringiu os direitos fundamentais e reprimiu de forma violenta e sistemática a dissidência política”, afirmou.

O texto lembra que Bolsonaro ganhou notoriedade por seu apoio ao regime militar. Enquanto ainda era deputado ele disse: ‘O erro da ditadura foi torturar e não matar mais’.

Na contramão do que ocorre em outros países, como Argentina e Chile, que também enfrentaram o regime militar, o Brasil nunca processou funcionários da ditadura, por causa de uma lei de anistia introduzida antes do retorno à democracia, diz Phillips.

Os brasileiros de direita argumentam que o golpe foi necessário para salvar o país do comunismo, pois que a América Latina era um campo de batalha da Guerra Fria.

Phillips destaca o trailer de um novo documentário sobre o golpe produzido pelo site de extrema direita Brasil Paralelo, que foi assistido quase 800 mil vezes. O filme, e um livro relacionado, minimizam a repressão do regime e argumentam que, na época, o Brasil estava sob ameaça de uma tomada de poder pela esquerda.

Green, da Brown Univesity, cuja universidade conta com um arquivo on-line de 29 mil documentos sobre o regime militar, incluindo o apoio dos EUA a ele, eliminou essas alegações. “Os militares usaram a retórica da guerra fria do anticomunismo como uma desculpa”, disse ele. “Eles eliminaram a democracia por 21 anos.”

Já o Clube Militar do Rio de Janeiro, declarou ao jornalista que marcará o aniversário deste fim de semana com o habitual almoço comemorativo. “Nós sempre marcamos a revolução em 31 de março”, disse o ex-presidente, general aposentado Gilberto Pimentel. “Não há nada novo.”

09
Set18

"Heróis matam", o culto nazista do general Mourão

Talis Andrade

 

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Escrito no chão: "Aqui moro um torturador". 31 de março de 2014, escracho em frente da casa do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, no Lago Norte, bairro nobre de Brasília. Ex-chefe do Doi-Codi de São Paulo, Ustra foi condenado por crimes de tortura, durante a ditadura militar, mas não chegou a ser preso. Que no Brasil a justiça tem lado

 

 

Quase sete anos após a tragédia, o filme " apresentado no Festival de Cinema de Berlim este ano, reconstitui o ataque na capital norueguesa e o massacre de Utoya realizado pelo neonazista Breivik, revivendo em tempo real o drama dos jovens noruegueses.

 

Consciente de reabrir feridas em seu país, o diretor Erik Poppe justificou sua abordagem à imprensa. "Se esperarmos até que não doa mais, será muito tarde. É difícil, mas deve ser parte do processo de cura", explicou.

 

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 Memorial aos mortos de Utoya, massacrados por um terrorista da direita volver

 

 

O Brasil precisa fazer a mesma terapia, que os direitistas das castas militares passaram, com a campanha de Bolsonaro pai a presidente, e dos Bolsonaro filhos a senador pelo Rio de Janeiro e deputado federal por São Paulo, a endeusar o torturador e assassino coronel Brilhante Ustra.

 

"Heróis matam", justificou o general Mourão, candidato a vice-presidente do Brasil na chapa de Jair Bolsonaro, o armamentista da direita volver.

 

Anders Behring Breivik matou 69 pessoas, principalmente adolescentes, em 22 de julho de 2011.

 

Disfarçado de policial, o extremista de direita caçou por mais de uma hora suas vítimas, em um acampamento de verão da Juventude do Partido Trabalhista.

 

"Heróis [da direita] matam", vem repetindo o general Mourão.

 

Sem jamais ter expressado remorso, Ustra e Breivik justificaram seus crimes. Ustra representa a covardia, a crueldade, a frieza dos torturadores e assassinos das ditaduras do Cone Sul. Breivik, simboliza o revanchismo nazista, a consumação do mais grave atentado na história pós-guerra na Noruega, pelo fato de que suas vítimas abraçavam o multiculturalismo.

 

Para Erik Poppe, ex-fotógrafo de guerra, a ideia do filme nasceu porque "a memória do que aconteceu nessa ilha desapareceu", ofuscada pelas muitas provocações de Breivik e pelo debate sobre um memorial dedicado às vítimas.

 

O norueguês rapidamente descartou a ideia de um documentário. "Com uma ficção, podemos ser capazes de contar algo mais próximo da realidade" do que concentrando-nos em alguns depoimentos.

 

Foi ao consultar sobreviventes e parentes das vítimas que começou a construir uma história "inteiramente do lado dos jovens", com longas tomadas, incluindo uma sequência de 72 minutos, do ponto de vista de uma personagem.

 

O tempo exato do massacre na pequena ilha, localizada ao noroeste de Oslo. Um elemento que convenceu a atriz de 19 anos Andrea Berntzen a se envolver no projeto.

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Por uma hora e meia, o filme segue a personagem que ela interpreta, Kaja, uma garota séria que cuida de sua irmã Emilie, e que não para de procurá-la assim que ouve os primeiros tiros.

  

Do massacre, o filme não mostra quase nada, com exceção de jovens feridos ou morrendo. Ele se concentra nos sons assustadores e nos sentimentos dos jovens que lutam pela sobrevivência na ilha.

 

Do atirador, apenas vemos uma silhueta à distância. Para evitar acordar memórias dolorosas, o filme foi filmado em uma ilha perto de Utøya, mas não no local, com atores principalmente amadores.

 

Outros projetos estão em andamento sobre este drama, incluindo uma série de seis episódios na Noruega sobre o destino daqueles que foram indiretamente afetados. A estreia está programada para 2019.

 

 

 

 

 

 

 
30
Mai18

SÍNDROME DE ESTOCOLMO De joelhos pela ditadura

Talis Andrade

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 Um alienado, ontem, na porteira de um quartel em Alegrete, 

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repete os analfabetos políticos do golpe contra Dilma 

 

 

Um povo que fica de joelhos para reivindicar é um povo escravo.

Um povo que fica de joelhos, para pedir a volta da ditadura, o fim da democracia, da liberdade, da fraternidade, dos direitos humanos, é um povo alienado, masoquista, passivo, covarde.

 

 

Muitos não viveram os anos de chumbo da ditadura militar. Só o assédio moral na escola, no trabalho, e o medo de ser demitido pode explicar a Síndrome de Estocolmo nos pedidos de intervenção militar. Ou o assédio sexual, a tradição do incesto, que não é crime, e a cultura do estupro.  

 

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Adão 

 

O povo tem que ser livre. Tem que partir para a greve, para os protestos, gritar altar o que deseja. Reivindicar o mínimo direito, quando se ganha o salário mínimo. Quando se vive nas favelas, acossado pela polícia, que chega atirando e derrubando portas.

 

Se não tem justiça tem escracho

Por que aceitar, dando a outra face, o assédio policial, o assédio judicial, as costumeiras prisões sob vara? 

Por que a sociedade não protesta quando um preso fica mais de sessenta dias encarcerado sem julgamento?

"Bem-aventurados os que têm sede de justiça".

 

 

Temos que ir para a rua, por nossas filhas.

As filhas dos militares e dos togados, maiores de idade, recebem pensões vitalícias.

 

É o Brasil das castas, dos direitos adquiridos das elites, e nenhum direito para os pobres, inclusive os trabalhistas, que o golpe de Michel Temer rasgou a CLT, assim como o primeiro ato institucional da ditadura de 1964, implantada pelo marechal Castelo Branco, foi cassar a estabilidade no emprego dos trabalhadores.

 


A perturbadora presença dos militares na América Latina


Militarização da política de segurança traz como consequência

o aumento no poder irrestrito do Exército

 

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 Laerte

por Manuel Alcántara Sáez

A mobilização do Exército brasileiro para reduzir os bloqueios dos caminhoneiros nas rodovias que colapsaram o país e a recente prisão de 38 militares na Venezuela envolvidos em atividades conspiratórias colocou nas manchetes a evidência de que um ator que presidiu a política latino-americana durante grande parte de sua vida republicana continua sendo um ator inevitável com poder político.

 

sto, como ensina a história, é uma vicissitude que apresenta riscos à democracia que, longe de serem imprevisíveis, fazem parte da tradição militar do continente. O envolvimento das Forças Armadas por parte do Governo de Salvador Allende para enfrentar a greve dos caminhoneiros no Chile abriu as portas para sua intervenção política e foi um fator que facilitou o golpe de Estado, assim como o ruído dos sabres na sala de bandeiras dos quarteis.

 

No Brasil, foi aprovada em outubro a Lei 13.491/17, que ampliou a competência da Justiça Militar Federal relacionada aos graves problemas do crime organizado que assola o país. A lei não confere nenhum poder à polícia civil para investigar ações de soldados que causem a morte de civis. Desse modo, é ignorada a jurisprudência da Corte Interamericana de que a justiça militar tem caráter restrito, funcional e excepcional. Na mesma direção se discute no Senado o projeto de lei 352/201725 que pode alterar o Código Penal brasileiro para qualificar como legítima defesa quando um agente de segurança pública mata ou fere quem porta ilegal e ostensivamente uma arma de fogo. A militarização da política de segurança traz como consequência o aumento do poder irrestrito do Exército e a consequente ampliação das garantias legais que acabam conferindo impunidade às suas ações. Desde a pré-campanha eleitoral no país, a oferta de Jair Bolsonaro, ex-militar e ardente defensor do legado da ditadura, que mantém altas expectativas da disputa pela presidência, é coerente com esse estado de coisas. Tudo isso, juntamente com a presença dos militares no debate político, que aumentou no calor da destituição da presidenta Dilma Rousseff e se acelerou em relação à situação processual de Lula, gera um clima de ansiedade. Nesse sentido, a posição explícita do Comandante em Chefe do Exército, Eduardo Villas-Boas, e outros generais, como Luis Gonzaga Schroeder, que declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que se Lula não for mandado para a prisão, “o dever das Forças Armadas é restaurar a ordem”, geram um clima de opinião que pode permear o resto de uma região que começava a olhar seu futuro com algum otimismo depois da desmilitarização vivida na Colômbia. [Transcrevi trechos

 

 

 

 

 

 

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