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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

30
Jun22

Ana Julia: projeto bolsonarista é tirar dos estudantes a vontade de aprender

Talis Andrade

www.brasil247.com -

Ocupar o poder, contra Bolsonaro, contra Ratinho

 

Silêncio e censura marcam escolas militarizadas, segundo ativista que ficou conhecida nas ocupações secundaristas de 2016

 

OperaMundi - O SUB40 desta quinta-feira (16/06) recebeu a ativista pela educação pública brasileira Ana Julia Ribeiro, de 21 anos, que ficou nacionalmente conhecida ao discursar na Assembleia Legislativa do Paraná, no contexto das ocupações das escolas secundaristas pelos estudantes, em 2016. 

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Ocupar escolas, pela volta do professor

 

Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2018, ela é primeira suplente na Câmara de Vereadores de Curitiba e volta agora como pré-candidata à deputada estadual no Paraná.

Para Ribeiro, o projeto político dos governos no poder, seja de Jair Bolsonaro no plano federal ou do governador Ratinho Jr. no paranaense, é sucatear a educação e tirar dos alunos a vontade de participar do processo educativo. A militarização das escolas movida pelo presidente é exemplar: “ele militariza as escolas numa perspectiva de educação em que 'você não tem direito de questionar, e se questionar vou te censurar, vou te calar’. Foi colocado para a população de maneira ainda mais autoritária, do dia para a noite”.

Hoje estudante universitária simultaneamente de direito e filosofia, a ativista classifica como “cruel" a reforma do ensino médio. “Substituir os professores por televisões dentro de sala de aula é uma crueldade, um ataque à concepção democrática de educação. Você não só precisa ter uma educação que prepare para o mercado de trabalho, como não tem o direito de questionar, duvidar, perguntar. Só tem que escutar", disse.

Ribeiro se diz marcada na adolescência pelo comentário do pai sindicalista de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abriu possibilidades de entrada na universidade que não existiam na geração dele. 

“Quando chegou minha vez de prestar vestibular, era governo Temer e o Enem já estava sendo desmontado. No meu primeiro ano de faculdade, já não existia mais ProUni. Faço direito numa universidade privada e filosofia na UFPR”, afirma, expondo em poucas palavras a desmobilização das políticas públicas para a educação no pós-golpe de 2016. 

“Com o governo Bolsonaro, o Enem tem sido desmontado da maneira mais suja, dizendo que não tem dinheiro para isso, errando nas correções das provas", declarou Ribeiro.

Perseguido na Câmara Municipal de Curitiba, o vereador petista Renato Freitas sofre processo por suposta quebra de decoro, devido à participação em uma manifestação em frente a uma igreja. A primeira suplente, Ribeiro, assumiria em caso de sua cassação e comenta o caso: “o que Renato enfrenta é um processo escancarado e brutal de racismo estrutural e institucional. É porque ele é um representante das periferias, defende um projeto político divergente da grande maioria dos vereadores, é um militante dos movimentos sociais, é negro e militante do movimento negro e periférico e é a imagem mais forte contra tudo aquilo que eles representam”. 

 

Ocupações secundaristas

 

Sobre as ocupações secundaristas de seis anos atrás, a militante avalia que aquela mobilização significou ao mesmo tempo uma vitória política e uma derrota institucional. No plano político, os estudantes conquistaram protagonismo na mídia e na sociedade e o utilizaram para debater temas como a reforma do ensino médio e o teto de gastos. No institucional, as leis que combatiam foram aprovadas no Congresso Nacional, num processo que se radicaliza até hoje. 

“A gente foi derrotado, mas a geração que ocupou escola hoje está presente na política e em vários espaços. As ocupações geraram frutos”, resume, constatando que o grau de mobilização de 2016 não voltou a se repetir, mesmo com o aprofundamento constante dos retrocessos.

Questionada pelo diretor de redação de Opera Mundi, Haroldo Ceravolo Sereza, sobre ter se declarado apartidária em 2016, a estudante separou o contexto das ocupações da experiência partidária: “era um movimento de fato horizontal, autônomo, sem centralidade. As ocupações eram apartidárias, e, corrigindo, na realidade eram suprapartidárias. Cabiam diversos partidos dentro, mas as ocupações não pertenciam a nenhum partido”. 

A entrada ao PT aconteceu em julho de 2018, por motivos como os que Ana Julia expõe: “é o partido com o qual tenho mais identificação, me emociona mais e me enche de esperança. Mandei minha filiação para Lula, e ele assinou minha filiação de dentro da cadeia”. 

A pré-candidata celebra o avanço da juventude petista no poder legislativo, citando exemplos não só no Paraná, mas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Pará. O engajamento à política partidária, diz Ribeiro, nasceu do desejo de ajudar a mudar a vida das pessoas "agora, imediatamente".

19
Mai22

Lula é cafangado por integrantes histéricos de clube de tiro: “A gente adora você”

Talis Andrade

 

Deputados serial killers também ameaçam o presidente de morte. Lula promete fechar clubes de tiro e espalhar bibliotecas pelo Brasil

 
 
 

É uma triste realidade brasileira: serial killers das bancadas da bala continuam a ameaçar Lula de morte.

Assassino em série, o psicopata que já metralhou mais de duas pessoas. Tem um deputado de São Paulo que confessou 200 mortes, outro umas cem.

Homicidas devem frequentar os clubes e escolas de tiros estimuladas pelo presidente Bolsonaro. Idem as milícias eleitorais armadas, idealizadas pelo Gabinete do Ódio instalado no Palácio do Planalto, que o Brasil virou uma republiqueta de bananas, com suas principais empresas falidas pelas Lava Jato, ou leiloadas por Michel Temer e Bolsonaro doudos por dinheiro. 

Os violentos ou faroleiros parlamentares que ameaçaram matar Lula: general Eliezer Girão Monteiro, coronéis Washington Lee Abe, Lucinda Telhada, Tadeu Anhaia, André Azevedo, Carla Zambelli casada com um coronel, sargento Anderson Alves Simões, cabo Junio Amaral, inclusive o pastor Otoni de Paula, que bem imita trejeitos de gay desmunhecado. Todos fazem parte da tropa de choque de Bolsonaro. 

Os discursos de ódio são cotidianos. O presidente capitão dá o satânico exemplo de apologia da violência como campanha eleitoral. Como se quisesse envolver o Brasil em uma guerra civil, que não se trama golpe sem listas de presos políticos e listas de lideranças marcadas para morrer.

 

Clube de Tiro vende "livros" para matar Lula
 
 

Em suas redes sociais, integrantes do Clube de Tiro TZB, em Goiânia, publicam vídeo em tom de ameaça e deboche ao ex-presidente Lula (PT). No vídeo, os participantes anunciam que já começaram o ”clube do livro” no TZB e um deles diz: ”a gente adora você, cara”.

Ao abrir o livro, fica evidente que, na verdade, são caixas com armas dentro. ”Olha que livro bonito”, comenta um deles ao abrir o conteúdo.

Nessa mesma publicação, um dos apoiadores repete o slogan de Bolsonaro: ”um povo armado jamais será escravizado”.

 

Por que ”Clube de Livros”?

 

Recentemente, em abril, durante um encontro em que recebeu apoio formal do PSOL, Lula declarou que, caso seja eleito, pretende fechar todos os clubes de tiro formados durante o governo de Bolsonaro (PL), criando clubes de leitura.

- Se preparem, porque esses clubes de tiros que foram criados vão fechar, vamos criar clubes de leitura. Em vez de tiros, nós teremos livros. Vamos espalhar bibliotecas pelo país. Vamos trocar armas por livros

A publicação do TZB é um deboche e afronte ao comunicado de Lula. Veja que todos usam uma barba de Fidel Castro como exibição de bravura, cara de guerreiro cubano.

 

Lula defende transformar clubes de tiros em clubes de livros

"O Brasil terá a oportunidade de decidir que país vai ser pelos próximos anos e [pelas] próximas gerações. O Brasil da democracia ou do autoritarismo? Do conhecimento e tolerância ou do obscurantismo e da violência? Da educação e cultura ou dos revólveres e fuzis?", declarou Lula. 

 

Delegado levou seis tiros em briga com exPaulo Bilynskyj postou vídeo em que ironiza declaração de Lula - Reprodução: Instagram

Paulo Bilynskyj ganhou projeção nacional em maio de 2020, com o espetaculoso suicídio da noiva Priscila de Bairros, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

Após atirar contra o delegado, Priscila teria atirado contra ela mesma e morreu no local.

O inquérito que investiga o caso ainda não foi concluído, mas, no ano passado, em entrevista ao "Domingo Espetacular", da RecordTV, Bilynskyj disse que não seria possível ele ter atirado e que "nunca" foi acusado "de nada".

Caso Priscila: pais depõem pela 1ª vez sobre morte da modelo em SP -  Notícias - R7 São Paulo

 

Na ocasião, os advogados da família de Priscila questionaram o motivo que levou a modelo a tirar a própria vida e indicaram que, "dependendo o que motivou, o doutor Paulo pode responder por instigação ao suicídio". Segundo o delegado, na noite anterior aos tiros, Priscila viu uma mensagem de uma mulher no computador do namorado e não gostou. Ele diz que era uma mensagem anterior ao relacionamento dos dois, de uma admiradora do seu trabalho como policial.

Deputado dispara arma durante sessãodeputado do MS atira durante sessão

Um deputado estadual do Mato Grosso do Sul foi criticado pelos colegas por ter disparado uma pistola durante a votação de um projeto de sua autoria.

João Henrique Catan (PL-MS) participava da sessão de forma remota, em um estande de tiro, e disse que era um “tiro de advertência no comunismo”.

O projeto, de âmbito estadual, reconhece o risco da atividade de atirador desportivo e foi aprovado por 16 votos favoráveis e três contrários. “O povo armado jamais será escravizado”, bradou João Henrique, apoiador fanático do presidente Jair Bolsonaro (PL).

EVANDRO GUEDES FALA SOBRE O DELEGADO PAULO BILYNSKYJ

Caso Priscila: Mensagens para ex revelam que delegado temia modelo -  Notícias - R7 São Paulo

Paulo Bilynskyj e Priscila de Bairros. Uma morte jamais investigada. 

05
Jan22

A justiça e a polícia de Bolsonaro isolaram o torturado Adélio Bispo

Talis Andrade

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Adélio Bispo permanece proibido, pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, de falar com os irmãos, os tios, os sobrinhos, os primos, com os médicos, com os enfermeiros e, principalmente, com a imprensa. Inclusive com outros presos, porque a loucura, para a família Bolsonaro, uma doença mais transmissível que a covid, que a influenza.

 Detento incomunicável, em presídio de segurança máxima do governo federal, Adélio não pode responder nenhuma correspondência, é a ordem presidencial.

Para curar Adélio Bispo, doente da cabeça, o melhor remédio a tortura psicológica. O isolamento em uma pequena cela, uma gaiola fechada com porta de ferro.

Adélio, proibido de sair do cubículo, da geladeira, para tomar sol, ou banho de lua, sofre de constante dor de cabeça, de insonia e ansiedade, e dores atípicas, continua sem tomar qualquer medicamento. Assim se faz desnecessária a tão mal falada tortura física da ditadura militar: pau-de-arara, cadeira de dragão etc

 O delegado particular de Adélio foi passear nos Estados Unidos. Gostou tanto que vai ficar lá dois anos se... Se Bolsonaro for reeleito. 

Para substituir o delegado da mais alta confiança, a Polícia Federal escolheu um outro muito melhor. Que investigou o PCC (Primeiro Comando da Capital). Um comando que persiste, que agora se estende por todo Brasil e outros países. 

O novo delegado vai dar continuidade ao inquérito. Arrancar uma versão que ajude a eleger Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. 

Martin Bottaro Purper, que está há 17 anos na corporação, foi designado. Caberá a ele buscar informações que possam esclarecer se Adélio Bispo de Oliveira cometeu o atentado sozinho ou contou com a ajuda de alguém, informa a Folha de S.Paulo. De algum filiado do PT. 

A Justiça considerou Adelio doente mental e, por isso, inimputável. Bolsonaro,  um negacionista convicto, não acredita na ciência médica.

Polícia científica constitui aberração. 

Informa o portal 247:

Bolsonaro insiste na tese de que a PF não fez uma investigação correta e de que houve um mandante. O objetivo é político, levantar a bandeira de que foi vítima de um atentado a mando da esquerda.

A narrativa sobre a facada volta ao cenário da disputa eleitoral de 2022. 

Ao ser internado na segunda-feira (3) com dores abdominais, Bolsonaro e seus apoiadores voltaram a abordar o assunto.

Em novembro passado, com base em um pedido do coiteiro de Fabrício Queiroz,  Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) determinou, prontamente, a reabertura do caso, ocorrido em Juiz de Fora, MG, em 2018. 

O tribunal autorizou que a PF vasculhe o conteúdo do celular apreendido em poder do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos defensores de Adélio. Um advogado imposto, que Adélio tem ojeriza, aversão. Cada doido com sua mania. 

As conversas telefônicas podem revelar quem custeou os honorários advocatícios, o que, para Bolsonaro e aliados, levará a polícia ao suposto mentor da suposta facada.

Ora, ora, é só quebrar os sigilos bancários e fiscais dos advogados verdadeiramente contratados pelo Adélio, que foi treinar tiro na academia dos Bolsonaro, mas preferiu usar uma arma fria. 

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Leandro Malósi Dóro - "Charges - A verdade nua e crua" | Facebook

31
Out20

Ana Júlia, das Ocupas, ingressa com ação popular contra militarização de escolas do Paraná (vídeos)

Talis Andrade

polícia nao gosta de professor civil.jpg

 

Jovem critica projeto do governo Ratinho Júnior que quer usar dinheiro do estado para colocar militares nas escolas estaduais e cobra na Justiça a suspensão do ato lesivo ao patrimônio público

31
Out20

Militarização das escolas: querem nos transformar em uma tropa de não pensantes

Talis Andrade

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         Ordem Unida: Direita volver! Os donos do poder, tentam nos reconduzir ao que acreditam ser nosso devido lugar, daqueles que não questionam. Seres apolíticos que não possuem outra opção além de ficar em silêncio - Asscom PM-AL

 

"Não é um projeto de segurança pública e muito menos de educação, mas um projeto para docilizar os estudantes. Das escolas públicas para as Câmaras de Vereadores. Nós iremos decidir sobre nossas vidas"

 

por Ana Julia /Brasil de Fato

Há alguns dias recebi a triste notícia de que a escola onde estudei e participei das ocupações, o Colégio Estadual Senador Manoel Alencar Guimarães recebeu indicação, por parte do governo do estado do Paraná, para ser militarizado junto com mais 200 escolas.

Coincidentemente, no mesmo dia deste anúncio, dia 26 de outubro, fazem quatro anos que falei na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná. Há quatro anos estávamos ocupando as escolas porque os estudantes não estavam sendo ouvidos e respeitados, nem tendo suas opiniões consideradas na reforma do ensino médio.

escola sem partido .jpg

 

Como todos sabem, as ocupações secundaristas também discutiram uma escola descentralizada, menos hierárquica, com mais autonomia e que trabalhasse com a completa emancipação dos estudantes, considerando o espaço social e econômico que nós, os filhos das escolas públicas, ocupamos.

Quatro anos depois, o atual governador Ratinho Junior coloca em prática um projeto completamente adverso das demandas educacionais dos estudantes. Inserir a militarização das escolas públicas é tentar transformar os estudantes em um exército cabisbaixo.

Querem nos transformar em uma tropa de não pensantes. Pretendem adestrar e docilizar aqueles que podem ser revoltosos, que ocupam escolas, colocam o dedo na ferida, gritam para todos e denunciam as tragédias de um Estado opressor.

Acima de tudo, as contradições de um sistema que nos explora enquanto seres humanos, mas principalmente enquanto trabalhadores, que nos explora por sermos materialmente pobres.

Os donos do poder tentam nos reconduzir ao que acreditam ser nosso devido lugar, daqueles que não questionam, não gritam, não enfrentam. Seres apolíticos que não possuem outra opção além de ficar em silêncio.

Militarizar as escolas públicas vai muito além de colocar um policial em cada instituição de ensino, pois o verdadeiro problema é o projeto político e social que está por detrás, um projeto que nos mata todos os dias e nos censura a cada segundo.

São justamente os filhos das escolas públicas, os que vivem as mazelas sociais que são agredidos cotidianamente pelas ineficazes forças de "segurança" e que, infelizmente, sentem mais medo da polícia do que qualquer outra coisa.

Quando falamos da educação pública é importante entender quem ocupa este espaço: são estudantes, pobres, negros e marginalizados. Assim, militarizar as escolas é implementar o genocídio da juventude negra dentro do único espaço que ainda pode ser seguro: a escola.

Não é um projeto de segurança pública e muito menos de educação, mas um projeto para docilizar os estudantes.

É tão nítido que estamos falando de uma disputa de classes e por uma tentativa de adestramento que fica explicita nos próprios requisitos estabelecidos em lei. As instituições de ensino devem possuir as seguintes características conforme a Lei 20.338: 1) alto índice de vulnerabilidade social. 2) baixo índice de fluxo escolar. 3) baixo índice de rendimento escolar.

Características que explicitam a higienização política, social, econômica e educacional dos que estão no poder. Explicitam o ódio e repulsa que eles têm de nós.

Já faz quatro anos do maior movimento estudantil da história do Brasil. Há quatro anos estávamos ocupando 850 escolas e mostrando para o mundo todo a tragédia democrática e social que se instalava no país. Trouxemos à tona o descaso proposital com a educação pública, que pelas nossas costas eles tentam privatizar.

Há quatro anos a geração dos anos 2000 mostrou a que veio. Provou que sabe e quer fazer política. Defendemos nossas escolas e a educação pública, a democracia e a soberania nacional. A luta não acabou e não acabará tão cedo. Permaneceremos e continuaremos firmes. Por isso, sabemos que precisamos também ocupar a política.

Das escolas públicas para as Câmaras de Vereadores. Nós iremos decidir sobre nossas vidas.

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23
Out19

Alunos são revistados nus em colégio militar de Goiás

Talis Andrade

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Carta Capital - Uma aluna do Colégio Militar João Augusto Perillo, na cidade de Goiás-GO, relatou na sexta-feira 18 que ela e outros colegas foram revistados completamente nus por funcionários do colégio. Segundo o portal G1, o motivo da revista seria uma denúncia de que os estudantes estariam envolvidos com tráfico de drogas.

A estudante ainda relatou que, no momento da revista, os alunos estavam acompanhados por uma policial no banheiro feminino e um policial no masculino. “A gente tinha que tirar a roupa e abaixar cinco vezes”, descreveu.

Os pais dos estudantes envolvidos na ação acionaram o Conselho Tutelar, que acionou o Ministério Público de Goiás para averiguar o caso. A atitude fez com que o Comando Geral da Polícia Militar estadual afastasse os dois policiais acusados de cometer o crime, além do diretor da escola em questão.

Em nota, o Governo de Goiás afirma que determinou “a imediata instauração de procedimento administrativo, objetivando apurar os fatos relatados pelos alunos submetidos à busca pessoal”.

col-mil-joao-augusto-perillo-goias.jpg

 

➤ Leia também:

01
Out19

Assessor de deputado do PSL cita Janot e dispara arma em foto de Lula

Talis Andrade
 
O policial civil e assessor parlamentar José Alberto Bastos Vieira Junior, conhecido como Inspetor Alberto, lotado no gabinete do deputado André Fernandes de Moura (PSL-CE), divulgou neste domingo um vídeo, atirando dez vezes em uma fotografia do ex-presidente Lula da Silva, com o seguinte conselho para o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot:
 

inspetor alberto -da-policia-civil ceará.png

Essa apologia ao crime do assessor de um deputado de Bolsonaro ficará impune?
Que providências serão tomadas pelo Legislativo, pela Justiça?
Esse cara possui a mesma fúria assassina de um Janot, de um Adélio Bispo de Oliveira. É preciso investigar, pelo menos, a sanidade desse sujeito. E também a motivação de contratá-lo do deputado José Alberto Bastos Vieira Júnior.

Lula está para ser solto, e esse sujeito representa um perigo real.

Alberto coleciona postagens favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. Dias atrás, também publicou uma imagem em que critica a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, chamando-a de “nutella comunista” e ordenando que ela “cale a boca”. Na descrição de seu perfil, Alberto se define como “cristão”, “armamentista” e “olavista”.

Informa o Diário do Nordeste: Em meio a conflitos no partido, o deputado estadual André Fernandes foi destituído da presidência do PSL em Fortaleza. O parlamentar acusa correligionários de usarem “máscara”, terem sido eleitos nas “costas” do presidente Jair Bolsonaro e, agora, atuarem contra o Governo Federal. Já lideranças do partido no Estado não escondem o “trabalho” que ele vem dando ao se envolver em polêmicas na Assembleia Legislativa. 

Nesta semana, o deputado estadual acusou colegas parlamentares de integrarem facções criminosas. Também no início da semana, André Fernandes recebeu críticas de movimentos de direita após aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, a admissibilidade da concessão de título de cidadania cearense para um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). 

 

 

15
Ago19

Bolsonaro não tira o cocô da boca. Gostou da nova categoria política

Talis Andrade

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247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista de direita, bateu duro em Jair Bolsonaro, após uma declaração grotesca dele em Parnaíba (PI), onde afirmou que vai acabar com o "cocô" no Brasil, em referência a comunistas.

"Que tipo de político no mundo associa adversários a excrementos e anuncia que pretende exterminá-los? Agora ele não tira mais o cocô da boca. Gostou dessa nova categoria política", escreveu o jornalista em seu blog.

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Azevedo também lembrou que Bolsonaro foi ao município para inaugurar uma escola militar do SESC, que ainda não está pronta, que pode levar o seu nome.

"O batismo acabou numa ação judicial porque a lei proíbe que se dê nome de pessoas vivas a empreendimentos públicos. O argumento dos que defendem a iniciativa é que o SESC pertence à iniciativa privada. Ocorre que o terreno pertencia ao município", destacou o jornalista. 

"Para tentar legalizar a homenagem, a Câmara Municipal doou o terreno ao SESC em sessão relâmpago. Mas a questão continua sub judice".

 

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11
Mai19

STF chama Bolsonaro e Moro a se explicarem e “minions” se enfurecem

Talis Andrade

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por Fernando Brito

___

O mundo tuiteiro do bolsonarismo está excitadíssimo, enfileirado à hashtag #VamosinvadirBrasília, como reação à decisão da Ministra Rosa Weber – decisão tímida aliás, poderia ter dado liminar – de pedir explicações a Jair Bolsonaro e a Sérgio Moro sobre o decreto que estendeu, em tese, o direito de andar armado na rua para 20 milhões de brasileiros.

 

É evidente que as chances de vitória jurídica de Bolsonaro são minúsculas e que ninguém, em relação a ele, tem muita curiosidade de saber as razões.

 

Eu liberei porque quis e prometi, talquei? 

 

Mas para Moro, inquirido pela sua ex-chefe dos tempos do “Mensalão”, exige-se mais. Não se imagina qual monstrengo jurídico ele vai articular para defender a tese do atual chefe. Ou se ele dirá que “não tem nada com isso”, porque sequer manifestação do ministério da Justiça houve na edição do decreto. Foi capachismo político, puro e simples.

 

Isso, porém, se tiverem tempo de entregar suas “explicações”, porque a “boca” é boa demais para que Câmara e Senado não ponham a correr com um decreto legislativo que suspenda o ato presidencial.

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Afinal, o mundo dos tuiteiros não é o mundo real, o das pessoas que se preocupam se serão – elas ou suas famílias – alvejadas por um caminhoneiro “rebitado”, por um advogado enlouquecido, por um playboy que brinca de Swat em clubes de tiro ou por um agroboy vindo da balada sertaneja, cheio de Red Bull ou pior.

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10
Mai19

Xadrez do golpe de Bolsonaro a caminho

Talis Andrade

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por Luis Nassif

___

Peça 1 – O fator Olavo de Carvalho

Depois das últimas escaramuças, não resta dúvida de que a alma do governo Jair Bolsonaro são seus filhos Carlos e Eduardo. E, por trás de ambos, Olavo de Carvalho. Conforme foi possível conferir ao longo desses meses iniciais, todas as loucuras ditas por Olavo e pelos filhos de Bolsonaro têm consequências políticas. Não são meramente bazófias e grosserias. Têm que ser interpretadas ao pé da letra.

Três opiniões relevantes para compor essa primeira peça

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A opinião de Olavo sobre os militares

 

 

É evidente que, para Olavo, os generais representam o maior empecilho para a guerra final contra o marxismo cultural.

A opinião de Eduardo Bolsonaro sobre o armamento para a população

Em mais de um Twitter, Carlos e Eduardo Bolsonaro deixaram claro que armar a população é condição essencial para a libertação do país. Deram como exemplo os EUA dos pioneiros e a Venezuela da Maduro. Se a população tivesse armas, Maduro não imporia sua ditadura.

A hora do enfrentamento, segundo Olavo

 

De todos os tuites de Olavo, o que mais chamou a atenção foi o que ele avisa para deixar para mais tarde a briga com o general Villas-Boas. Quem o avisou foi “o anjo da guarda”. Não é necessário muito tirocínio para intuir quem é o tal de anjo da guarda.

É evidente que o sentido da frase embute a questão da correlação de forças. Mas o que impediria, neste momento, se o próprio Bolsonaro deixou claro que, entre militares e Olavo, fica com Olavo? Certamente não é a correlação de forças políticas dentro do governo Bolsonaro, onde Olavo saiu vitorioso. É a correlação entre o bolsonarismo e as forças externas – incluindo aí, os generais.

Peça 2 – o decreto de Bolsonaro

Portanto, é ingenuidade supor que o decreto de Bolsonaro, ampliando desmedidamente o direito às armas seja mero lobby dos clubes de tiro ou da indústria de armas dos Estados Unidos.

É um posicionamento político para impor-se amparado pelo poder das milícias, dos ruralistas, pelas armas nas mãos de seus seguidores, pelos aliados nas empresas de segurança e, provavelmente, por sua influência junto à média oficialidade das Forças Armadas.

vitor bolsonaro vizinho miliciano.jpg

 

 

As ligações de Bolsonaro e do PSL com as milícias são óbvias. E há evidências de monta sobre sua proximidade com os mercadores de armas. Dono de um arsenal de 120 armas pesadas, o ex-PM Ronnie Lessa era vizinho de condomínio de Bolsonaro. Ligado a tantos milicianos, colega de tantos ex-militares que vieram dos porões, é impossível que Bolsonaro não soubesse das atividades de Ronnie Lessa

Aqui o primeiro mapa feito mostrando essas ligações.

Peça 3 – as ligações com a indústria de armas dos EUA

No artigo “Xadrez da indústria de armas e o financiamento da direita” mostrei as estreitas ligações entre o lobby das armas e o avanço da ultradireita no mundo. Mostra também a associação dos Bolsonaro com a NRA, a associação dos fabricantes de rifles dos EUA.

Dizia a matéria;

No dia 10 de novembro de 2018, o site da America´s 1st Freedom, da NRA, dizia (https://goo.gl/F7mkKV):  “Tiremos o chapéu para Bolsonaro por ver a situação pelo que realmente é”.

Um ano antes, em 2017, Jair e Eduardo Bolsonaro foram recebido com todas as regalias pela NRA, conforme reportagem da Bloomberg (https://goo.gl/KWcMhy):

“Enquanto estavam lá, eles experimentaram uma AK-47 e outras armas de assalto. Depois, Eduardo, vestindo uma camiseta “F — ISIS”, segurou cartuchos de grande calibre para a câmera e expressou consternação por eles poderem “ter um problema” se tentassem trazer a munição para o Brasil.”

Quando entrou em crise, depois de ter defendido o armamento para a população dias antes da chacina e ela passou a ser alvo generalizado de críticas, inclusive do prefeto de Nova York, a saída foi invocar Deus:

A reação da NRA veio através de seu líder, Wayne LaPierre, alertando contra uma “agenda socialista” por trás das campanhas contra o desarmamento. E dizendo que o direito às armas “é garantido por Deus a todos os americanos como direito de nascença” (https://goo.gl/QKwpaa).

A atuação política da NRA é fundamentalmente contra as instituições, das quais a mais visada é a imprensa.

Peça 4 – o fator Wilson Witzel

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O governador carioca Wilson Witzel está claramente preparando sua polícia – civil e militar – para a guerra. Pode-se supor que seja contra as organizações criminosas adversárias das milícias. O que aconteceria com essa estrutura armada, caso o bolsonarismo decidisse peitar a hierarquia das Forças Armadas?

É mais uma evidência do posicionamento dos bolsonaristas.

bala arma bolsonaro witzel.jpg

 

Peça 5 – o caos que se avizinha

Não há a menor possibilidade da economia melhorar. A equipe econômica conduzida pelos inenarráveis Paulo Guedes e Mansueto de Almeida, parecem determinados a inviabilizar o país, a pretexto de cumprir a Lei do Teto. E sempre com a promessa impossível de que tudo irá melhorar, em um passe de mágica, se for aprovada a reforma da Previdência.

Todas as medidas tomadas parecem ter o intuito de promover a reação da população. Pode ser mera miopia política, de economistas desvairados, pode ser a busca do álibi para o confronto final contra o tal do “marxismo”, que os bolsonaristas vêem até nas Forças Armadas.

De qualquer modo, a cada dia que passa o desalento será maior, assim como a corrosão na popularidade de Bolsonaro. Isso explica a pressa em acelerar providências, a pretexto de recuperar o contato com a base.

O país corre o mais sério risco da sua história, de ser efetivamente controlado por organizações criminosas. Seria relevante que caísse a ficha das instituições – STF (Supremo Tribunal Federal), Forças Armadas e Congresso, antes que seja tarde.

 

 

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