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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Jul18

Como a Shell avança sobre o Pré-Sal

Talis Andrade

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por Roberto Rockmann

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Haverá decerto, no Brasil pós-golpe, elementos de continuidade com políticas anteriormente seguidas pelos governos de Lula e Dilma, nomeadamente no que diz respeito ao petróleo. Mas com o governo Temer verifica-se não só uma aceleração dos aspectos mais negativos como uma ainda maior subserviência em relação às multinacionais estrangeiras.

 

Encontro sigiloso com o presidente da República e com o ministro da Fazenda; pedido de reunião com o ministro das Minas e Energia; cartas endereçadas a Michel Temer e posteriormente encontradas na casa do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures. Em uma sequência de reuniões e encontros escusos, autoridades britânicas e altos executivos da petrolífera anglo-holandesa Shell fizeram, entre março e abril do ano passado, lobby com altos cargos do Executivo brasileiro para conseguirem vantagens na exploração do pré-sal.

 

Essas investidas aconteceram em meio a mudanças nas leis de exploração do petróleo brasileiro. Em outubro de 2016, o Congresso aprovou projeto de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) que extingue, entre outros pontos, a necessidade da participação da Petrobras nos leilões do pré-sal. Em abril do ano passado, poucos dias após a investida de autoridades britânicas e de executivos da Shell, o governo brasileiro anunciou novos campos do pré-sal a serem leiloados. Em agosto, Temer editou medida provisória que isenta impostos de petrolíferas estrangeiras.

 

O lobby das autoridades britânicas para que o governo brasileiro reduzisse tributos e afrouxasse regras de licenciamento ambiental foi denunciado pelo jornal inglês The Guardian em novembro, com informações obtidas pelo Greenpeace.

 

A Repórter Brasil levantou, por meio da Lei de Acesso à Informação, a agenda do Ministério das Minas e Energia, do Ministério da Fazenda e do presidente Michel Temer. As informações obtidas corroboram a denúncia e dão detalhes sobre esses encontros.

 

A cronologia do lobby

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Em 9 de março do ano passado, a agenda do Ministério de Minas e Energia revela uma visita do encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido no Brasil, Wasim Mir, que “reiterou o convite para que o ministro Fernando Coelho Filho [Minas e Energia]” participasse do evento “UK Energy in Brazil”, no dia 21 de março.

 

A atividade ocorreria no Rio de Janeiro, com objetivo de fomentar negócios entre os dois países. A nota enviada pelo ministério informa que o “ministro agradeceu” e que deveria “participar de um evento junto com o Presidente da República na mesma data”. Coelho Filho não pôde comparecer, mas enviou o então secretário-executivo do ministério de Minas e Energia Paulo Pedrosa.

 

De acordo com o jornal The Guardian, o ministro de Comércio britânico, Greg Hands, havia relatado a Pedrosa as reclamações de companhias petrolíferas, como a Shell, a respeito de regras de licenciamento ambiental e aumento de impostos – e que o secretário-executivo havia informado que o ministério estava trabalhando para alterá-las.

 

Um dia depois do evento no Rio de Janeiro, em 22 de março, o chefe do escritório da Shell em Brasília, Tiago de Moraes Vicente, enviou uma carta ao presidente Michel Temer, cujo conteúdo continua sigiloso. Curiosamente, a carta foi encontrada entre os documentos mantidos pelo deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal.

 

O parlamentar, então assessor de Temer, foi acusado de receber propinas para defender interesses de empresários e de receber dinheiro em nome do presidente. Na ocasião, os policiais também encontraram um documento com textos enfatizando a necessidade de revisão dos preços mínimos de petróleo e gás natural – mas não foi possível identificar a autoria deles.

 

No dia 3 de abril, às 11 da manhã, na Esplanada dos Ministérios, o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, reuniu-se com o então ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

 

Dois dias depois, às 16 horas, no Palácio do Planalto, Temer e o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, receberam o presidente mundial da Shell, Ben van Beurden, que visitava o país. Não há transcrição do conteúdo de nenhum desses encontros.


A intensa movimentação naquelas semanas não ocorria por acaso. As petroleiras estavam de olho na abertura de negócios com o óleo do pré-sal. Em 11 de abril, o governo federal anunciou a oferta de novas áreas em leilões até 2019. Retomava-se, ali, a licitação de poços na região, que estava parada desde 2013.

 

Os leilões do pré-sal ocorreram em outubro de 2017, quando se venderam seis das oito áreas ofertadas. O governo federal arrecadou R$ 6,1 bilhões, pagos por consórcios liderados por três empresas: Petrobras, Shell e Statoil. A Shell, que levou duas áreas como operadora e uma como participante, reafirmou seu forte interesse no pré-sal brasileiro, onde se tornou a segunda maior produtora.

 

Quatro meses depois, em 23 de janeiro de 2018, o presidente da Shell encontrou Temer em audiência durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ben van Beurden saiu do encontro “otimista” com o Brasil.

 

“Não comentamos [na Shell] a política do país. Mas eu gostaria muito que houvesse continuidade econômica, e da regulamentação na nossa indústria”, afirmou. Ele também elogiou as mudanças na regulamentação do setor, afirmando que elas o tornam mais estável, conforme relato do jornal Folha de S. Paulo.

 

Para justificar as mudanças que atendiam as petroleiras privadas, o governo apontou a necessidade de estimular a economia nacional num momento de fragilidade da Petrobras. Sob novas regras e mantido o cronograma de leilões nos próximos anos, empresas como a Shell terão uma presença maior no ranking de produção de petróleo no Brasil, enquanto a Petrobras perderá relevância.

 

Em nota enviada pela assessoria do Ministério de Minas e Energia à Repórter Brasil, o então secretário-executivo Paulo Pedrosa defende que encontros com autoridades estrangeiras e executivos fazem parte da rotina do cargo.

 

“São situações onde cada nação apresenta informações sobre assuntos de suas áreas técnicas nas quais o Governo Britânico tem projetos de colaboração e troca de experiências com o Governo Brasileiro. Os temas foram sobre: a Competitividade e a Reforma do setor de energia no Brasil; Descomissionamento de Instalações Offshore, Recuperação Avançada de Petróleo e Armazenamento de Energia. Também conversaram sobre Construção e Manutenção Naval e Offshore”.

 

À Repórter Brasil, a Shell também diz que os encontros com autoridades brasileiras são comuns. “A Shell esclarece que encontros bilaterais entre autoridades de governo são comuns nos círculos diplomáticos, e frisa que não pautou ou agendou qualquer encontro entre o ministro britânico e autoridades brasileiras. Sobre carta enviada ao ex-assessor especial da Presidência da República, o documento solicitava uma reunião entre representantes da companhia e o Presidente da República, e foi encaminhada através dos canais apropriados de interlocução para pedido de agenda. Ressaltamos que a Shell opera em dezenas de países em todo o mundo, seguindo as leis e normas vigentes em todos eles no que toca a interações e contatos com agentes públicos e representantes de governo”.

22
Jul18

Temer implanta clima de 'fim de feira' com privatização de 13 aeroportos

Talis Andrade

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A decisão do presidente Michel Temer (MDB) de privatizar 13 aeroportos cria um clima de "fim de feira". Esta é a avaliação do sociólogo Emir Sader em entrevista á Sputnik Brasil.


O Governo Federal continua na política da entrega da terra, mar e ar. Anunciou a venda da Embraer a preço de banana. Com a privatização de 13 aeroportos nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. 

 

Os aeroportos listados: Maceió (AL), Bayeux (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Recife (PE), Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Alta Floresta (MT), Barra do Garças (MT), Vitória (ES) e Macaé (RJ).

 

As vendas podem gerar uma receita que não passa dos R$ 5 bilhões aos cofres públicos, para pagar juros sobre juros da dívida do golpe.

 

"Temer está fazendo um favor ao grande empresariado ao colocar isso em prática no final do mandato, quando ele já não tem mais condições políticas de aprovar coisas no Congresso. É um final patético", diz Sader à Sputnik.

 

O sociólogo acredita que "Temer passou a centrar a ação dele em uma espécia de fim de feira, de resto de panela, vendendo patrimônios" já que não conseguiu aprovar a reforma da previdência.


Ele também não descarta a possibilidade das vendas serem um possível "favor" ao empresariado para beneficiar o  candidato do centrão para o cargo de presidente da República.

 

"Qualquer candidato que tenha o selo do Governo está queimado, não tem perspectivas de obter popularidade, diz Sader.

 

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08
Jul18

O Brasil foi depenado

Talis Andrade

por Leonardo Attuch/ 247

 

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Nos últimos dias, com parte da população brasileira anestesiada pela Copa do Mundo, a base parlamentar que dá sustentação ao governo federal, conquistado pela aliança PSDB-MDB por meio de um golpe parlamentar, pisou no acelerador. O objetivo é claro: acelerar a entrega de riquezas nacionais antes das eleições presidenciais de 2018. Na Câmara, foi aprovada a venda de seis subsidiárias da Eletrobrás e o projeto que permite à Petrobras ceder a petroleiras internacionais 70% das reservas do pré-sal recebidas pelo regime de cessão onerosa. Em paralelo, o Tribunal de Contas da União retirou os entraves para mais leilões de petróleo, ainda em 2018. Como cereja do bolo, a Boeing engoliu a Embraer, formando uma nova empresa em que a participação nacional será de apenas 20%.

 

Na prática, o Brasil está sendo rapidamente depenado para que, em breve, não reste mais qualquer resquício de soberania nacional. Na energia, o Brasil entrará para a história como o único país do mundo que decidiu entregar passivamente suas maiores descobertas de petróleo. Será também aquele que, sem qualquer discussão com a sociedade, abriu o setor elétrico ao capital privado. Na aviação, a venda da Embraer tira de mãos brasileiras uma empresa de altíssima tecnologia, que recebeu bilhões em investimentos do orçamento nacional. Daqui para a frente, empregos qualificados serão gerados em Seattle, sede da Boeing, e não mais no pólo aeroespacial de São José dos Campos (SP). Além disso, o projeto de compra dos caças pela Aeronáutica, que previa a transferência de tecnologia dos Gripen para a Embraer, também fica prejudicado.

 

A destruição do Brasil em pouco mais de dois anos não tem paralelo. Setores em que o Brasil era referência global, como a engenharia pesada, foram dizimados. Construção naval não existe mais. O desemprego é o maior da história e, por isso mesmo, o golpe é um fracasso de público e de crítica, sendo rejeitado por mais de 97% dos brasileiros. Para os patrocinadores desse processo, no entanto, isso pouco importa. Muitas das promessas da "ponte para o futuro", que fez o Brasil retroceder 200 anos, foram entregues. A reforma trabalhista não gerou empregos, mas ampliou as margens de lucro das empresas. Joias da coroa estão sendo entregues de bandeja. Na Petrobras, a política de reajustes diários fez com que os consumidores tivessem um arrocho de 50%, enquanto as refinarias nacionais são mantidas subutilizadas.

 

Nação brasileira é um conceito que já nem existe mais. A obra maior dos golpistas foi a transformação do Brasil, país antes admirado e respeitado no mundo, num gigantesco território habitado por pessoas. Os muito ricos continuarão muito ricos. A classe média desaparece e o Brasil retorna ao mapa da pobreza. Num futuro não muito distante, o Brasil será um caso de estudo: o país que conseguiu se autodestruir.

 

 

08
Jul18

MORO É O GOLPISTA DE TOGA A SERVIÇO DE DONALD TRUMP!

Talis Andrade

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 por Emanuel Cancella

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O problema dos EUA é que eles são gulosos e apressados e, como diz o ditado, apressado como cru!

 

O golpe militar, em nosso continente latino-americano, na década de 60/70 patrocinado pelos EUA, foi muito amplo: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia Peru, Equador, Honduras, Nicarágua.

 

Curiosamente os EUA só não deram, na ocasião, o golpe na Venezuela. Mas agora, nos tempos atuais, querem abocanhar o petróleo da Venezuela e usam, como argumento de golpe, a falácia de que a Venezuela seria uma ditadura.

 

Entretanto é fato que Hugo Chavez e Nicolás Maduro, da Venezuela, são os governantes que mais se submeteram às urnas. Na última eleição, que elegeu mais uma vez Maduro, a ampla maioria dos observadores internacionais elogiou o pleito (1).

 

Está claro agora que os EUA substituíram o golpe militar pelo golpe de toga. Não é minha tarefa explicar, e nem tenho capacidade para tal, como isso acontece. Só quero aqui dar nome aos bois. Quem quiser entender como os EUA substituíram o golpe militar pela toga, no Brasil e na América Latina, acesse (2).

 

Os EUA atacam, agora com o golpe de toga, na América Latina nos seguintes países, além do Brasil: Honduras, Paraguai, Equador, Argentina e Peru (7,8).

 

Muito antes de termos chegado à conclusão de que o golpe de toga está sendo aplicado no Brasil e na América Latina pelos EUA, já antevia o saudoso Moniz Bandeira: "Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil". Moniz era cientista político, conhecido por dissecar o poderio norte-americano na desestabilização de países. (3)

 

Moro para reforça a tese de Moniz Bandeira, chamou os procuradores americanos para investigar a Petrobrás e mandou o maior picareta da Petrobrás, Paulo Roberto Costa testemunhar em tribunais americanos contra a Petrobrás (22,23).

 

A Lava Jato, chefiada por Moro, foi o pivô da derrubada de Dilma, que não cometeu nenhum crime. E é essa mesma Lava Jato que faz da prisão de Lula o impedimento de sua candidatura, mesmo não tendo apresentado qualquer prova contra o ex-presidente. Muito pelo contrário, há provas de que tudo foi armado para incriminar Lula (20).

 

Tanto o afastamento de Dilma como o impedimento de Lula são obras do Departamento de Estado Americano para impedir que líderes populares e nacionalistas assumam o poder e barrem a pilhagem dos americanos.

 

Lógico que Moro não representa sozinho os americanos. No Brasil, seus feitos são respaldados pelo PGR e STF. A atitude da presidente do STF, Carmem Lúcia não pode ser apontada como de ignorância. Ela foi traidora da pátria, quando rasgou a Constituição Federal, no momento de que foi omissa no golpe contra Dilma e também quando deu o voto de minerva para a prisão de Lula, em segunda instância (4).

 

Até porque é muito estranho que um juiz como Sérgio Moro, juiz federal de primeira instância, tenha todo esse poder. Quando Moro grampeou e vazou telefonema da então presidenta Dilma com o ex presidente Lula nada aconteceu com ele (5).

 

Foi a peça principal na derrubada de Dilma. Tanto que saiu da Lava Jato, chefiada por Moro, às vésperas da eleição que elegeu Dilma,  a farsa condenada pelo TSE de que Lula e Dilma saberiam da corrupção na Petrobrás (6).  Moro também não respondeu por isso.

 

E fica mais estranho ainda que Moro age dizendo que está combatendo a corrupção, quando sabemos que Moro está envolvido em irregularidades a começar pela sua casa. Moro reside a três km do trabalho, num tríplex próprio em Curitiba e mesmo assim recebe auxílio moradia (9). A mulher de Moro, Rosângela Moro, trabalha para a Shell e o PSDB (10), justamente os grandes beneficiados pelas decisões da Lava Jato.

 

Não por acaso ninguém do PSDB é preso por Moro, nem no escândalo do Banestado, um escândalo exclusivamente tucano e nenhum deles foi preso (11). A Shell, de Rosangela Moro é a mais beneficiada pela isenção de hum trilhão de reais em imposto as petroleiras, e a Lava Jato não falou nada (21)!

 

Na Lava Jato, chefiada por Moro, o tucano Aécio Neves, o mais denunciado na Operação, está livre leve solto e com mandato de senador da República. Aécio, como deboche ainda cobra arrependimento de Lula. (12).

 

E a lava Jato, chefiada por Moro ainda é acusada pelo advogado Rodrigo Tacla Duran, da Odebrecht, de Cobrar US$ 5 milhões “Por Fora” para Duran obter prisão domiciliar e perdão de US$ 10 milhões na multa da Odebrecht. Duran recebeu a proposta através advogado oficial da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de casamento de Moro e ex-sócio de sua esposa Rosângela Moro.

 

Para se defender, Moro chamou Duran de farsante e fugitivo da lei. Mas foi a revista Veja, com base em informação da Receita Federal, que mostrou uma bomba contra Moro e sua esposa, Rosângela, provando que o dito fora da lei, Duran, fez depósito na conta da esposa de Moro (16 a 19).

 

No mais, fica a cumplicidade criminosa da PGR, Raquel Dodge, e do MPF que jogam tudo isso para baixo do tapete.

 

A PGR, Raquel Dodge, e o MPF fazem pior quando, a pedido do juiz Sergio Moro, intimam-me, por duas vezes em um ano, acusando-me de possíveis crimes contra a honra do juiz Sergio Moro (14,15). Minha audiência vai ser no dia 07/08/2018, terça feira, ás 13 horas, 10ª Vara Federal Criminal, na Av. Venezuela, 134, BL.2 – 5º andar, saúde RJ (25).

 

Entretanto a mesma PGR e o MPF até hoje não responderam a minha denúncia, protocolada em novembro de 2016, acerca da omissão criminosa da Lava Jato, chefiada por Moro, em relação à gestão criminosa dos tucanos FHC e Pedro Parente na Petrobrás. Veja denúncia na íntegra (13)!

 

Fonte:

1http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2018/05/na-venezuela-mais-de-200-observadores-internacionais-acompanham-eleicao

2https://www.brasil247.com/pt/colunistas/ribamarfonseca/335611/Golpe-no-Brasil-foi-tramado-nos-EUA-para-toda-a-Am%C3%A9rica-Latina.htm

3http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/12/03/moniz-bandeira-moro-e-janot-atuam-com-os-estados-unidos-contra-o-brasil/

4https://www.revistaforum.com.br/apos-voto-de-minerva-de-carmem-lucia-lula-pode-ser-preso/

5https://www.conjur.com.br/2016-mar-17/moro-reconhece-erro-grampo-dilma-lula-nao-recua

6https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/tse-proibe-editora-de-divulgar-capa-de-veja/

7https://www.dw.com/pt-br/cristina-kirchner-%C3%A9-processada-em-caso-de-corrup%C3%A7%C3%A3o/a-36925870

8http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2018/07/justica-do-equador-decreta-a-prisao-do-ex-presidente-rafael-correa

9https://www.esmaelmorais.com.br/2018/02/folha-achou-primeiro-o-triplex-do-juiz-sergio-moro-que-tambem-recebe-auxilio-moradia/

10https://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/12/06/mulher-de-moro-trabalha-para-o-psdb

11https://www.ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/

12https://www.brasil247.com/pt/247/minas247/255474/Recordista-em-dela%C3%A7%C3%B5es-A%C3%A9cio-Neves-cobra-arrependimento-de-Lula.htm

13http://www.fnpetroleiros.org.br/noticias/3901/petroleiro-denuncia-a-operacao-lava-jato-ao-mpf-veja-na-integra-teor-da-denuncia-protocolada-ontem

14http://www.viomundo.com.br/denuncias/moro-intima-petroleiro-por-possiveis-praticas-de-crime-contra-a-honra-de-servidor-publico-federal.html

15http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/12/mandado-de-citacao-e-intimacao-contra_6.html

16https://veja.abril.com.br/blog/radar/moro-poderia-ser-impedido-de-julgar-ex-advogado-da-odrebecht/

17https://www.revistaforum.com.br/nassif-documento-da-receita-comprova-pagamentos-de-tacla-duran-rosangela-moro-e-complica-mais-o-juiz-da-lava-jato/

18https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/330045/Zucolotto-ser%C3%A1-convidado-a-explicar-R$-5-mi-'por-fora'.htm

19https://jornalggn.com.br/comment/1136693

20https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/351698/Lula-foi-condenado-por-reforma-que-nunca-existiu.htm

21http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/11/camara-aprova-texto-base-da-mp-que-beneficia-petroliferas-estrangeiras-com-r-1-tri-em-isencoes-1

22https://www.bbc.com/portuguese/brasil-38172725

23https://www.brasil247.com/pt/247/economia/266338/Costa-vai-ajudar-EUA-em-a%C3%A7%C3%A3o-contra-Petrobras.htm

24https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2201420444155051389#editor/target=post;postID=3070975782736185685;onPublishedMenu=template;onClosedMenu=template;postNum=0;src=postname

25https://emanuelcancella.blogspot.com/2018/07/audiencia-na-10-vara.html

06
Jul18

A corrida contra o tempo para selar o acordo Boeing-Embraer ainda sob Temer o entreguista

Talis Andrade

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Embraer e Boeing anunciaram, nesta quinta-feira, dia 5, a assinatura de um memorando de entendimento para a formação de uma joint venture contemplando os negócios e serviços de aviação comercial da fabricante brasileira. 

 

Embraer e Boeing anunciaram, nesta quinta-feira, dia 5, a assinatura de um memorando de entendimento para a formação de uma joint venture contemplando os negócios e serviços de aviação comercial da fabricante brasileira. 

 

A nova empresa formada junto com a Boeing é avaliada em 4,75 bilhões de dólares. A Boeing pagará 3,8 bilhões de dólares pelos 80% de propriedade na joint venture. A americana deterá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente ao diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg. A expectativa é que a parceria gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano. A joint venture vai funcionar na sede da Embraer, na cidade de São José dos Campos, a 100 quilômetros da capital paulista, incluindo um presidente e CEO. Leia mais sobre o entreguismo do Temer na imprensa espanhola aqui

 

Fundada em 1969, a Embraer é um dos poucos exemplos nacionais em que a coordenação do trabalho de inteligência da academia (Instituto Tecnológico de Aeronáutica, no caso), governo e iniciativa privada são capazes de criar empresas de ponta. Privatizada nos anos 1990, hoje ela representa um setor econômico de manufaturados, em contraposição à presença maciça das commodities na pauta de exportação. É a terceira do mundo na fabricação de jatos comerciais. Emprega 18.000 pessoas e está entre as maiores exportadoras do país, que ajudam a equilibrar a balança comercial e as contas públicas.

 

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05
Jul18

Boeing assumirá controle da Embraer a terceira fabricante aeronáutica mundial

Talis Andrade

 

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AFP - A americana Boeing vai assumir o controle das atividades civis da brasileira Embraer, com a formação de uma joint venture avaliada em 4,75 bilhões de dólares, que vai lhe permitir concorrer com a europeia Airbus no setor de aeronaves regionais.


Os mercados, que tinham celebrado com fortes altas a perspectiva de um acordo nos últimos meses, receberam o anúncio com péssimo humor, e as ações da Embraer caíam cerca de 15% nesta tarde na Bovespa.

 

O novo grupo, de capital fechado, será controlado em 80% pela Boeing, e os 20% restantes ficarão com a Embraer.

 

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Desde que foi anunciado que a Boeing e a Embraer estavam em negociações, em 21 de dezembro do ano passado, até esta quarta-feira, 4 de julho, as ações da Embraer tiveram alta de 63%

 

O grupo americano vai gerenciar as "atividades da Embraer no setor da aviação comercial e de serviços", indica um comunicado conjunto dos novos sócios.


O acordo final será submetido à aprovação do governo brasileiro - que dispõe de uma "golden share", a qual dá poder de veto a Brasília em questões estratégicas da Embraer.


As duas empresas "vão se posicionar para oferecer um portfólio completo de aviões comerciais altamente complementar (de 70 a mais de 450 assentos)", segundo o comunicado conjunto divulgado.


A transação, que acontece depois de inúmeras especulações, vai permitir à Boeing completar seu portfólio com aparelhos com uma capacidade de até 150 assentos.


O protocolo de acordo foi anunciado nesta quinta-feira (5), poucos dias depois de a Airbus selar uma aliança com a canadense Bombardier para fabricar aviões de médio alcance C Series, concorrentes da Embraer.

 

A sede da empresa ficará nas instalações da Embraer em São José dos Campos, São Paulo, mas "o controle operacional e de gestão da nova empresa" estará sob supervisão direta do CEO da Boeing, Dennis Muilenburg, afirma o texto.


A expectativa é que a associação seja concluída entre 12 a 18 meses e contabilizada a partir do começo de 2020 no capital da Boeing.

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Temer no ar

 

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 ... no mar e

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... terra 


O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos manifestou sua "apreensão" por um projeto que "ameaça a soberania nacional e o futuro da Embraer no Brasil" e defendeu que a Presidência vete o acordo.


Já a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) considerou que o acordo "é uma oportunidade para o fortalecimento da cadeia de fornecedores, posicionando as nossas empresas de forma mais competitiva no mercado global".


As ações da Embraer tinham subido mais de 60% desde dezembro, quando se anunciaram as negociações, mas despencaram nesta quinta-feira depois do anúncio.


De acordo com Jason Vieira, da consultoria Infinity Assets, esse recuo pode ser motivado por uma realização de lucros, mas também por uma avaliação um pouco pior que o esperado da nova aliança.


Em Nova York, as ações da Boeing operavam estáveis (-0,18%).
- Promoção do avião militar KC-390 -


A área de defesa e de aviação executiva da Embraer não fará parte do novo grupo.


Mas as duas empresas criarão uma segunda estrutura conjunta "para promover produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390" da Embraer, indica o documento.


O acordo permite à Boeing se posicionar frente a seu grande concorrente, a europeia Airbus, que recentemente se aliou à canadense Bombardier, competidora direta da Embraer, na batalha pela conquista dos céus em um momento em que surgem novos atores nesse mercadoA Embraer é a terceira fabricante aeronáutica mundial, com um volume de negócios de 6 bilhões de dólares e 16.000 empregados.


Privatizada em 1994, é uma das joias da indústria brasileira, com uma gama de aviões civis, militares e também jatos executivos.


A Boeing, gigante aeroespacial dos Estados Unidos, reportou lucros de 2,5 bilhões de dólares no primeiro trimestre do ano, 56,9% a mais do que no mesmo período de 2017. A receita subiu 6,5%, a 23,4 bilhões, no período.

 

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05
Jul18

A servidão dos jornalistas do grupo Globo

Talis Andrade

Censura prévia para os empregados 

 

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O jornalista da Globo uma besta tapada. Apenas fala ou escreve aquilo que o patrão ordena. Os diretores e chefes de redação passam a exercer o mando de feitor. 

 

Os jornalistas devem ter uma atuação que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária de oposição ou de ideias não apoiadas pela patrão. Aos jornalistas é vedado favorecer candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições, que não sejam defendidos pela empresa que tramou o golpe de 2016, o impeachment de Dilma, a posse de Michel Temer, a prisão de Lula, e que aprova o colonialismo dos Estados Unidos, a justiça paralela de Sergio Moro, os partidos de direita, o estado mínimo, o entreguismo, o leilão das estatais, a venda da Amazônia, as reformas trabalhistas, da previdência, o ensino pago, o fim da saúde gratuita, da farmácia popular, do bolsa-família. 

 

Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas repudia a censura prévia que o Grupo Globo impôs aos seus jornalistas. Para a FENAJ, o Grupo Globo afronta os direitos e garantias fundamentais da Constituição que determinam a livre a manifestação do pensamento.

 

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A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima de representação da categoria, vem a público denunciar e repudiar a censura prévia que o Grupo Globo estabeleceu para os seus jornalistas contratados. A pretexto de estabelecer “diretrizes para o uso de redes sociais”, o Grupo Globo atenta contra a liberdade de expressão dos jornalistas, impedindo, sob ameaça, os profissionais de se manifestarem em redes sociais, as que existem e que as vierem a existir.

 

As “diretrizes” do Grupo Globo afrontam os direitos e garantias fundamentais da Constituição Cidadã de 1988. O artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos IV, VIII e IX, assegura que é livre a manifestação do pensamento, que ninguém será privado de direitos por convicção filosófica ou política e que é livre a atividade intelectual, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

 

Já em seu artigo 220, que trata da Comunicação Social, a Constituição Federal também expressa que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição.

 

Pelas novas “diretrizes”, os jornalistas do grupo empresarial não podem compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em grupos em que se exige a confiança absoluta em seus participantes.

 

Nas redes sociais, os jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo.

 

Os jornalistas, chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições.

 

Os jornalistas do Grupo Globo também ficam impedidos de fazer publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas (em redes sociais) de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências.

 

Não satisfeito em cercear a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento e privar o direito do jornalista de manifestar suas convicções políticas, o Grupo Globo também amordaça os seus colaboradores não-jornalistas. Proíbe os profissionais de outras áreas de atuação de declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham.

 

Ao impor as novas “diretrizes”, incorporadas aos “Princípios Editoriais”, datados de 2011, o Grupo Globo amordaça os seus profissionais, estabelecendo a censura prévia. As “diretrizes” aparecem como “recomendações”, mas fica evidente que quem não segui-las será responsabilizado e sofrerá consequências.

 

“As regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo”, estabelecem as “diretrizes”.

 

Em carta aos jornalistas, João Roberto Marinho tenta justificar o injustificável, afirmando que o objetivo da medida é garantir a isenção, princípio basilar do Jornalismo. Paradoxalmente, Marinho esquece que a isenção jornalística nunca foi a marca do Grupo Globo que, inclusive, já veio a público pedir desculpas por ter apoiado a ditadura civil-militar. E, provavelmente, terá de vir a público no futuro pedir desculpas pelo apoio ao golpe político de 2016.

 

A FENAJ não admite o estabelecimento da servidão intelectual e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai procurar as medidas legais cabíveis, tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça comum, para pôr fim à censura prévia estabelecida e devolver a dignidade aos jornalistas do Grupo Globo.

Brasília, 4 de julho de 2018.

 

 

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04
Jul18

Brasil volverá a ser de los brasileños

Talis Andrade

 

Luiz Inácio Lula da Silva
Jornal do Brasil

Traducido del portugués para Rebelión por Alfredo Iglesias Diéguez

 

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Mientras el país prestaba atención a la Copa del Mundo, la Cámara de los Diputados aprobó, por la vía de urgencia, una de las leyes más vergonzosas de su historia. Por mayoría simple de 217 votos, decidieron vender a los extranjeros el 70% de los inmensos campos de la presal que la Petrobras recibió directamente del gobierno en 2010. Fue otro paso más del gobierno golpista y de sus aliados para entregar nuestras riquezas y destruir la mayor empresa del pueblo brasileño.

 

El proyecto de ley aprobado la semana pasada es un crimen contra la patria que exige la reacción firme de la sociedad que consiga su paralización en el Senado, antes de que sea demasiado tarde. Es una decisión que entrega en bandeja los campos del presal, cuyo potencial puede estar cerca de los 20 mil millones de barriles de petróleo y gas, burlando la ley que garantiza el presal para los brasileños.

 

Para entender la gravedad de ese crimen, es preciso volver al año de 2009, cuando Petrobras necesitaba invertir para explorar el yacimiento de presal acabado de descubrir. En ese momento, presentamos un proyecto de ley en que la Unión (a quien pertenecen las reservas de petróleo, no se olviden), vendió a la empresa estatal, en pago de títulos, el derecho a explotar hasta 5 mil millones de barriles de petróleo en campos del presal. Fue la llamada ‘cesión onerosa’.

 

Así, la empresa se revalorizó, hizo la mayor operación de capitalización de la historia y fue capaz de invertir. El resultado fue que, en tiempo récord, el yacimiento del presal está produciendo 1,7 millón de barriles/día, más de la mitad de la producción nacional. Como era una operación especial, para defender intereses estratégicos del país, definimos en la Ley 12.276/10, que la ‘cesión onerosa’ “es intransferible”.

 

Al margen de eso, el presal sólo puede ser explotado en régimen de reparto, por medio de una legislación que garantiza la soberanía del país y destina esa riqueza a inversiones en educación, salud, ciencia y tecnología, nuestro pasaporte para el futuro.

 

Ya circulan estudios que señalan que el petróleo de los campos de ‘cesión onerosa’ será vendido a precios que pueden oscilar entre 6 y 8 dólares el barril, que es el coste de explotación, cuando el precio internacional del barril oscila entre 70 y 80 dólares. La posibilidad de encontrar petróleo en esos campos es prácticamente segura, porque nosotros, los brasileños, ya mapeamos esas áreas. Para las petroleras, es cómo comprar un décimo premiado de lotería. Para Brasil, es cómo vender la gallina de la fábula, que ponía huevos de oro.

 

Una vez que tengan la posesión de esos campos, los extranjeros comprarán las torres petrolíferas y las plataformas fuera, sin generar un sólo empleo en la industria brasileña. Contratarán ingenieros y técnicos fuera; controlarán directamente investigación y la explotación de nuestra presal, lo que supone un ataque a nuestra soberanía.

 

Ese ataque comenzó en los primeros días del gobierno golpista, cuando aprobaron la llamada Ley Serra, que excluyó la participación obligatoria de Petrobras en todos los campos del presal. Supuso otro golpe a la industria naval brasileña, que se sumó a la decisión de reducir al 50% la norma que obligaba a Petrobras a comprar máquinas y equipamientos en Brasil, la famosa cláusula de contenido local.

 

En la presidencia de Petrobras, Pedro Pariente, representante del PSDB, inició la privatización de actividades estratégicas, como la producción de biocombustibles, distribución de gas para uso doméstico, producción de fertilizantes y participaciones en la industria petroquímica. Puso en venta las distribuidoras Liquigás y BR, la fábrica de nitrogenados de Três Lagoas y el gaseoducto del Sudeste (NTS).

 

En otra maniobra criminal, redujo en un 30% la producción de combustibles en las refinerías brasileñas. Dejamos de producir aquí en reales, para importar en dólares. Hizo reajustes casi diarios de los combustibles, por encima de los precios internacionales, lo que aumentó los logros de los extranjeros. La importación de diesel de Estados Unidos se duplicó.

 

No podemos olvidar que los primeros que sufrieron con la nueva política de precios de la Petrobras fueron los más pobres, que pasaron a usar leña y el peligrosísimo alcohol para cocinar, a causa del brutal aumento de la bombona de gas.

 

Esa desastrosa política provocó, en mayo, la paralización de los transportes terrestres que tantos perjuicios provocó al país. El IPEA acaba de informar que la producción industrial cayó 13,4% ese mes. No hubo caída igual ni aún el primer mes de la crisis financiera global de 2008, cuando el retroceso fue del 11,2% (y cabe recordar que superamos rápidamente esa crisis).

 

En dos años fueron despedidos más de 200 mil trabajadores de Petrobras y de empresas contratadas por ella, además de otros 60 mil despidos en la industria naval. La industria de máquinas y equipamientos calcula una pérdida de un millón de empleos en la cadena de petróleo y gas como consecuencia de esa operación suicida.

 

La devaluación del patrimonio de Petrobras, con la venta de empresas controladas, la pérdida de mercado en Brasil, la opción de hacerse mera exportadora de crudo, entre otras acciones dañinas de Pariente, es decenas de veces mayor que los 6 mil millones de dólares que supuestamente se habían desviado en los casos investigados por la operación Lava Jato.

 

La votación de la semana pasada en la Cámara, por la vía de urgencia, sin ningún debate en la sociedad, mostró que el gobierno golpista tiene mucha prisa en entregar el patrimonio nacional y destruir nuestra mayor empresa.

 

La verdad es que su tiempo se está acabando. Corren para entregar lo que prometieron a los patrocinadores del golpe del impeachment en 2016: nuestro petróleo, nuestras riquezas, las empresas del pueblo, como Petrobras y Eletrobras, y los bancos públicos. Fue para eso y para revocar derechos de los trabajadores, que hicieron caer a la honesta presidenta Dilma Rousseff.

 

Al largo de dos años, los golpistas y los entreguistas del PSDB sometieron a Brasil a los intereses geopolíticos de Estados Unidos y no sólo en Petrobras. La política externa de los cancilleres tucanos volvió a estar dictada por el departamento de Estado de los EEUU, en un retorno vergonzoso al complejo de perro faldero que habíamos superado con nuestro gobierno.

 

Pero su tiempo acaba en octubre, cuando Brasil elija un gobierno democrático, con legitimidad para revertir la agenda del entreguismo, del ultraliberalismo, que sólo interesa al mercado y no al país o a nuestro pueblo. Cuando Brasil elija un gobierno que acabe con la fiesta de las privatizaciones y de la entrega del patrimonio nacional.

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Pueden estar seguros: volviendo al gobierno con la fuerza del pueblo y la legitimidad del voto democrático, vamos a revertir todo lo que están haciendo en contra de nuestra gente, en contra de los trabajadores y en contra del país. Y Brasil volverá a ser de los brasileños.

01
Jul18

“Combatentes da corrupção” entregam R$ 10 bi da Petrobrás para especuladores dos EUA

Talis Andrade

A Lava Jato uma operação golpista para derrubar Dilma Rousseff, colocar MIchel Temer na presidência, prender Lula, e entregar as riquezas do Brasil

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Moro diz que recuperou 1,4 milhão de reais para pagar 2,95 bilhões de dólares para os abutres  

 

A direção golpista da Petrobrás divulgou oficialmente, nessa segunda-feira (25), que fechou um “acordo” com especuladores norte-americanos que detém ações e títulos da empresa brasileira a pretexto de por fim a uma ação coletiva contra a empresa. Pelo acordo, aprovado pela Corte Federal em Nova Iorque, entretanto, a própria Petrobras reconhece que a ação coletiva (Class Action), nos Estados Unidos, não estaria encerrada, uma vez que o suposto “acordo” é passível de contestação junto à Corte de Apelações.

 

A Petrobras já havia anunciado que buscava o “acordo” desde janeiro e que seu valor era de US$ 2,95 bilhões, para o que foi feito um provisionamento. Isto significa que este bilionário desvio estava preparado pela administração de Pedro Parente, demitido após a greve dos caminhoneiros e petroleiros.

 

A “Class Action” foi movida por investidores da estatal a pretexto de supostas perdas provocadas pelo suposto envolvimento da companhia nos supostos desvios investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Ou seja, a ação dos especuladores norte-americanos teve como base a campanha de denuncias e manipulações levadas adiante pelos golpistas como base para atacar o governo do Pt e derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff, por meio do impeachment fraudulento e comprado em 2016.

 

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o valor dessa “indenização” parcial, que passa dos R$ 10 bilhões, é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi, que os golpistas defensores Operação Lava Jato alegam ter recuperado para a companhia.

 

Acertadamente, o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, destacou que “a decisão da estatal mostra a subserviência da Petrobras frente ao mercado financeiro internacional“.

 

A decisão da diretoria da Petrobrás é mais um desfalque em todo o povo brasileiro – verdadeiro dono da empresa – que está pagando uma das gasolinas (e outros derivados) mais caras do mundo para sustentar os ganhos dos especuladores internacionais e também nos acionistas “nacionais” da empresa, uma vez que a “indenização” será paga apenas aos tubarões internacionais. Isso sem falar na expropriação dos dezenas de milhares de operários do setor petrolífero que geram a riqueza da empresa que está sendo desviada da empresa, no mesmo em que a direção da empresa recorre de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que manda pagar indenização devida ao petroleiros.

 

Como denunciou a FUP, os R$ 10 bilhões pagos aos norte-americanos deixam claro que é “o pagamento pelo apoio que os Estados Unidos deram à Operação Lava Jato e, consequentemente, ao golpe de 2016″.

 

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01
Jul18

O preço do golpe: Petrobras paga R$10 bilhões a acionistas norte-americanos

Talis Andrade

O valor da indenização é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi que a Operação Lava Jato recuperou para a companhia

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 Noite de gala de Sergio Moro, em Nova Iorque, patrocinada pela Petrobras presidida por Pedro Parente

 

 por Rosely Rocha

 

Em mais um ato de lesa pátria, a Petrobras divulgou oficialmente, nessa segunda-feira (25), que fez um acordo com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos da estatal, para tentar acabar com uma ação coletiva contra a empresa.


Apesar do acordo aprovado "de forma definitiva" pela Corte Federal de primeira instância em Nova York, a própria Petrobras reconheceu que a ação coletiva (Class Action), nos Estados Unidos, não está encerrada e que a decisão pode ser objeto de recurso à Corte de Apelações do Segundo Circuito.
A “Class Action” foi movida por investidores da estatal em decorrência de perdas provocadas pelo suposto envolvimento da companhia nos supostos desvios investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) questiona o valor da indenização de R$ 10 bi, já que é sete vezes maior do que os R$ 1,4 bi, que a Operação Lava Jato recuperou para a companhia


Para o coordenador geral da FUP, Simão Zanardi, a decisão da estatal mostra a subserviência da Petrobras frente ao mercado financeiro internacional.


“É um absurdo a Petrobras pagar os fundos abutres sem pagar também os acionistas brasileiros. O correto seria pagar a todos os acionistas, não apenas os residentes nos Estados Unidos. Isto é um crime”, declara.


Segundo o dirigente, embora tenha anunciado oficialmente o acordo somente nessa segunda-feira, a decisão de pagar os acionistas norte-americanos foi do ex-presidente da estatal Pedro Parente, que já havia dito que queria “ficar bem” no mercado internacional.


“Nada justifica pagar uma ação sem julgamento final, sem que tenham se esgotado todos os recursos. A Petrobras tem várias ações já transitadas e julgadas na área trabalhista, tem dívidas de impostos no Brasil e a empresa não paga, mas paga para bancos e acionistas dos Estados Unidos”, denuncia Zanardi.


Para ele, os 10 bilhões de reais pagos aos norte-americanos deixam claro que é o pagamento pelo apoio que os Estados Unidos deram à Operação Lava Jato e, consequentemente, ao golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos.

 

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