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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Jan19

Mais um recuo de Bolsonaro: Não haveria base militar dos EUA no Brasil

Talis Andrade

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por Helio Fernandes

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Sua idolatria e subserviência ao presidente Trump, levou Bolsonaro a admitir essa possibilidade humilhante e inédita. O Exercito (Forças Armadas) recebeu a noticia com surpresa, depois com revolta.

Finalmente houve conversas com o General Augusto Heleno, (Chefe do GSI e Conselheiro Mór da Republica), Bolsonaro desmentiu o que havia dito, tudo se acertou. Para Bolsonaro, mais um retrocesso.

Surgiram então os "idiotas da objetividade" (Nelson Rodrigues), com a afirmação burra: "O Brasil já teve uma base militar no Brasil, na Segunda Guerra Mundial". Tolos e desinformados. O ditador Vargas, tido como "germanófilo", (palavra muito usada na época) só não aderiu ao "nipo-nazi-fascismo" por pressão do estadista Oswaldo Aranha.

Quando os americanos entraram na guerra, em 8 dezembro de 1941, (24 horas depois do ataque japonês a Pearl Harbour), precisavam de uma base militar no Norte-Nordeste. Conversaram com Oswaldo Aranha, que já fora embaixador nos EUA. Estrategistas americanos, examinaram Fernando de Noronha, ficaram entusiasmados com Natal.

Roosevelt queria se encontrar com Vargas imediatamente, o encontro se realizou 10 dias depois, na própria Natal. No dia de conversarem, morreu o filho de Getúlio. (Getulinho). Vargas ficou a noite toda no velório, de manhã viajou para Natal. Eram aliados na guerra, em 48 horas acertaram tudo.

Roosevelt perguntou então: "O que o Brasil precisa de mais urgente?". Vargas respondeu imediatamente: "Uma siderúrgica". E Roosevelt, "o Brasil terá logo a sua siderúrgica".

Terminada a guerra, os americanos foram embora para sempre. O Brasil ajudou um aliado, e tem a siderúrgica em pleno funcionamento.

PS- Nada a ver com os propósitos desastrados de Bolsonaro

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02
Jan19

Porque o programa de governo de Bolsonaro choca os europeus

Talis Andrade

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por Márcia Bechara da RFI

Rádio França Internacional

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Desde que foi eleito, em 28 de outubro de 2018, as propostas do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, são recebidas com um misto de espanto e rejeição no Velho Continente, que ainda espana com dificuldade as cinzas do fascismo dos ombros de sua história. Com exceção dos governos considerados populistas, como a Itália de Matteo Salvini ou a Hungria de Viktor Orban, as democracias europeias tradicionais veem com desconfiança o projeto ultraconservador de Bolsonaro, que desafia em diversos momentos os cânones republicanos da política continental do bloco.

 

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Na França, onde a imprensa assume abertamente suas cores políticas, as críticas a Jair Bolsonaro chegam de todos os lados: jornais e revistas de direita e esquerda encontram dificuldade em simpatizar com a polêmica figura do novo presidente brasileiro, e seu projeto de governo.

A começar pelo slogan, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, considerado por France Info como uma “réplica assumida” do hino nazista Deutschland über alles (“Alemanha acima de tudo”, em português).  O programa de governo é considerado propositalmente difuso e pouco objetivo, para “não ter que se explicar posteriormente com a população”. Assustada pelo populismo que assinou o cheque do Brexit e a ascensão de Trump na maior economia do mundo, a Europa lida ainda com velhas feridas de guerra e tem problemas para controlar os novos fantasmas do fascismo no continente.

Apresentado pela unanimidade da imprensa europeia como um representante da extrema direita, Bolsonaro, muitas vezes chamado de “Trump tropical”, foi descrito pelo jornal Le Monde como “um chefe de Estado que mistura paranoia e ódio ao socialismo”, representante de uma “corrente, defendida [pelo ex-conselheiro de Trump] Steve Bannon, que mistura antiglobalização, xenofobia e fé cristã”.

 

“Cidadãos de bem”

 
 

O projeto para a segurança pública defendido pelo novo presidente brasileiro, que promete liberar o porte de armas para “cidadãos de bem”, também foi fortemente criticado pelo vespertino francês, que cita um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicado em 2015, mostrando que a lei brasileira de 2003 que proibiu o livre porte de armas “salvou 121.000 vidas em 10 anos, freando a onda de homicídios”.

A chamada “carta branca de Bolsonaro a policiais e militares” também chocou os franceses, que veem em suas declarações “uma situação inédita e perigosa para a democracia, onde se pode atirar sem investigações ou consequências”, segundo o jornal Libération. Incompatível com a tradição republicana europeia, o desmonte institucional brasileiro deixou perplexa a rádio France Info, que chamou o programa de Bolsonaro de “projeto fascista para o Brasil”.

 

Brasil à venda não vai pagar a dívida interna, segundo imprensa europeia

 

France Info considera o programa econômico de Jair Bolsonaro “claramente neoliberal, mesmo se ele defendeu anteriormente, em sua vida parlamentar, o modelo estatista”. “O presidente de extrema direita se comprometeu em lançar um vasto programa de privatizações de empresas públicas e propriedades agrícolas do Estado, para obter um lucro de RS$ 1 trilhão”, diz Le Monde.

“Um número maluco, segundo especialistas, e que, de toda maneira, é incapaz de sanar a dívida pública, que representa mais de 80% do PIB do país”, avalia o jornal francês. A medida foi considerada um “tratamento de choque” pelo diário econômico Les Echos, que ressaltou, no entanto, o “otimismo dos mercados” com “a política ultraliberal do ex-banqueiro e novo ministro da Economia, Paulo Guedes”. “Mesmo que tudo seja vendido, não será suficiente. Mas isso significa uma completa liquidação de toda a participação do Estado na economia e a limitação do Estado em funções soberanas: Exército, polícia, justiça”, analisa a historiadora Maud Chirio no site de France Info.

A imprensa europeia noticiou também o vídeo publicado nas redes sociais pelo então candidato em 21 de outubro de 2018, onde prometia “acelerar a grande limpeza do país dos marginais vermelhos e dos bandidos esquerdistas", deixando a seus adversários “a escolha entre o exílio ou a prisão”. O jornal britânico The Guardian repercutiu a polêmica declaração, falando em “expurgo político de adversários”, citando o famoso slogan da ditadura militar brasileira (1964-1985): “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

 

Educação de olho no passado 

 

Num continente laico, onde a separação entre Igreja e Estado [o chamado secularismo europeu] é lei, a figura de Bolsonaro, frequentemente descrito como “fervoroso católico, conservador e apoiado por cristãos evangélicos”, choca a sociedade. “Bolsonaro é o arauto da família tradicional, não hesitando em “denunciar notícias falsas".

Fazendo eco à “guerra cultural” contra o marxismo e a “ideologia de gênero”, uma verdadeira caça às bruxas iniciada pelo premiê Viktor Orban na Hungria nos últimos anos, Bolsonaro denunciou durante a campanha presidencial uma suposta "doutrinação de crianças à homossexualidade orquestrada pelo Partido dos Trabalhadores", relatou a historiadora francesa Maud Chirio ao site de France Info. A estratégia deu certo e foi amplamente reproduzida por seus seguidores nas redes sociais.

Outro fato que deixou perplexos os europeus foi a figura de Jair Bolsonaro na televisão, em agosto de 2018, quando o candidato de extrema direita brandiu a versão em português do Guide du zizi sexuel, e garantiu que o famoso livro ilustrado pelo desenhista Zep, que visa explicar a sexualidade às crianças, fazia parte de um "kit gay" "transmitido nas escolas brasileiras para promover a homossexualidade e seria" uma porta aberta para a pedofilia". "Um manual que, na realidade, nunca foi distribuído para as escolas", afirmou Le Monde.

 

Ameaça ao Meio Ambiente

 

Ponto de honra na política e na diplomacia europeia contemporânea, os programas de defesa do Meio Ambiente e as medidas contra o aquecimento global são respeitados e se tornaram divisas para o comércio de commodities. Por esta razão, as declarações e ações de Bolsonaro neste setor inquietam particularmente os europeus, como a ideia de fundir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, com um propósito claro, segundo Maud Chirio: favorecer o agrobusiness, principal cavalo de batalha do comércio exterior brasileiro, um setor que não aprecia medidas e acordos internacionais que regulam o uso de terras protegidas e recursos naturais. O novo presidente brasileiro chegou mesmo a falar em “acabar com o ativismo ecologista xiita”.

Segundo o correspondente francês da RFI no Rio de Janeiro, François Cardona, "Jair Bolsonaro não esconde sua intenção de autorizar projetos industriais, hidráulicos e de mineração em áreas protegidas: da Amazônia, por exemplo. Entre a defesa da natureza e os interesses dos grandes latifundiários, o candidato de extrema direita escolheu o seu lado de maneira inequívoca”, afirmou Cardona.

As ameaças de Bolsonaro de seguir o exemplo de seu mentor, Donald Trump, e deixar o Acordo de Paris, podem, no entanto, trazer consequências para a balança comercial brasileira no exterior. Entre promessas de campanha e atos presidenciais, resta saber se as diferenças entre o governo brasileiro e a comunidade europeia serão amplamente assumidos em termos de diplomacia internacional, e suas devidas consequências econômicas para o Brasil.

 

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25
Dez18

A Lava Jato causou prejuízo maior do que a corrupção que pretextava combater

Talis Andrade

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por Raduan Nassar

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A destruição da soberania nacional tem um nome: Força Tarefa da Lava Jato. Em conluio com o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República, a Lava Jato não só propiciou o golpe de 2016, como liquidou com a economia, quebrando inúmeras empresas, levando o desemprego às alturas, além da entrega a grupos estrangeiros das riquezas do país, como o pré-sal. A Lava Jato causou um prejuízo incomparavelmente maior à nação do que a corrupção que pretextava combater.

Induzindo delatores a acusarem o ex-presidente Lula, escandalosamente premiados ao se submeterem, sem ao mesmo tempo imputar seus cúmplices tucanos, a Lava Jato primou sobretudo em sua perseguição empedernida – e sem provas – contra Lula, maior líder da História brasileira.

Ao praticar ilegalidades, inclusive vazamentos fora dos autos, conduções coercitivas, e tantas outras, os operadores da Lava Jato, visceralmente anti povo, não serão jamais absolvidos pela História, serão antes execrados, quem viver verá.

 

22
Dez18

COM A TERRA ARRASADA DA LAVA JATO, CONSTRUTORAS ESTRANGEIRAS PREPARAM-SE PARA DOMINAR MERCADO

Talis Andrade

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As mais devastadoras de todas as corrupções a traição da Pátria, o entreguismo das riquezas do Brasil, a privatização das estatais a preço de banana em fim de feira, a desnacionalização das grandes empresas, o tráfico de cérebros, a elitização da educação, a desvalorização da cultura.

 

As maiores construtoras estrangeiras estão se preparando para dominar o mercado brasileiro, depois que a Operação Lava Jato destruiu a engenharia nacional nos últimos anos. A informação é do site do Clube de Engenharia. Todas as maiores empreiteiras do planeta querem invadir o Brasil.

 

Com a Lava Jato, apoiada por agências de espionagem e inteligência estrangeiras, as construtoras do Brasil foram riscadas do mapa global: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS, que estavam entre as 100 maiores do planeta, não aparecem mais nem entre as 200.

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247 - As maiores construtoras estrangeiras estão se preparando para dominar o mercado brasileiro, depois que a Operação Lava Jato destruiu a engenharia nacional nos últimos anos. A informação é do site do Clube de Engenharia. Todas as maiores empreiteiras do planeta querem invadir o Brasil. O motivo principal, segundo a reportagem: "o encolhimento das gigantes da construção civil, após serem investigadas pela operação Lava Jato". Encolhimento é uma palavra tênue para indicar o que aconteceu com as construtoras brasileiras, riscadas do mapa global.

 

"Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS frequentavam com certa rotina a lista das 100 maiores construtoras do planeta. Na edição de 2018 do ranking, apenas uma delas aparece entre as 200" -a Andrade Gutierrez, no entanto, dificilmente figurará entre as 200 na edição do ranking de 2019. Em julho, a empresa mineira deu um calote de nada menos que deixar US$ 345 milhões em seus credores e tentata liquidar desesperadamente todos os seus ativos (aqui).

 

No respeitado ranking da publicação International Construction, pelo segundo ano consecutivo, as empreiteiras chinesas ocuparam as primeiras colocações em 2018 (referente a 2017), seguidas das tradicionais Vinci (França), ACS (Espanha), Bouygues (França), Bechtel (Estados Unidos) e Hochtief (Alemanha). Em comum, essas empresas projetam empreender no Brasil em 2019. Todas têm a expectativa de que o mercado da construção civil possa se abrir no país, permitindo que elas participem de projetos de infraestrutura, depois da terra arrasada da Lava Jato.

 

Veja o perfil das maiores construtoras do mundo:

1. China State Construction Engineering Corporation
A empresa teve um faturamento de 164 bilhões de dólares. Com atuação forte nos países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Catar, a CSCEC tem sede também em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Além de seu envolvimento com obras de infraestrutura, a China State Construction Engineering Corporation é atualmente a que mais constrói unidades habitacionais no mundo.

2. China Railway Group
A China Railway Group teve um faturamento de 101 bilhões e 400 milhões de dólares em 2017. Apesar de pertencer a um conglomerado que abrange desde a construção de equipamentos até laboratórios de pesquisa, a expertise da China Railway Group é construir ferrovias, rodovias, pontes, túneis, hidrelétricas, portos e aeroportos.

3. China Railway Construction Corporation Limited
A China Railway Construction Corporation Limited faturou 99 bilhões e 556 milhões de dólares em 2017. A CRCC tem um foco muito específico na construção de ferrovias convencionais, ferrovias de alta velocidade, pontes ferroviárias, túneis ferroviários, metrôs e trens urbanos.

4. China Communications Construction Company
A China Communications Construction Company (CCCC) tem como característica se associar a construtoras nos países em que atua. Sua mais recente aquisição foi a John Holland Group, uma das principais empresas de engenharia da Austrália. As obras mais emblemáticas da empresa chinesa são os aeroportos. Em 2017, seu faturamento chegou a 54 bilhões e 400 milhões de dólares.

5. Vinci
A Vinci é uma empresa italiana que atua globalmente. Atualmente, a empresa está envolvida na reforma do Mandarin Oriental Hotel, em Londres, na construção do Femern Tunnel, na Dinamarca, e atua paralelamente em outros 43 projetos em 19 países. Vinci emprega mais de 185.000 pessoas em todo o mundo. Sua receita no ano passado foi de 49 bilhões e 400 milhões de dólares.

6. Atividades de Construcción y Servicios
A Actividades de Construcción y Servicios (ACS) é uma empresa espanhola com atuação global. Porém, são nos Estados Unidos e no Chile onde se encontra o maior volume de obras atualmente. Em 2017, sua receita chegou à casa de 40 bilhões de dólares.

7. Bouygues
A francesa Bouygues é especializada em construções industriais e em obras de infraestrutura, mas atua em várias frentes. Entre seus projetos mais recentes está a construção do novo campus da Universidade de Cardiff, no País de Gales. A Bouygues emprega 118 mil pessoas e seu faturamento em 2017 chegou a 37 bilhões de dólares.

9. Bechtel
A norte-americana Bechtel tem forte atuação na Europa e na África, além do próprio Estados Unidos. A empresa possui cerca de 50 mil funcionários e seu faturamento em 2017 chegou a 32 bilhões e 800 milhões de dólares.

10. Hochtief
A alemã Hochtief fechou 2017 com pouco mais de 30 bilhões de dólares. A empresa é considerada atualmente a maior especialista em construção sustentável do mundo. Ela atua na área habitacional, mas também desenvolveu expertise na construção de rodovias verdes com pavimento de concreto.

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22
Dez18

Livro de Requião contra Moro se esgotou em uma semana

Talis Andrade

por Esmaeal Morais

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A obra do senador Roberto Requião (MDB-PR) contra Sérgio Moro é um sucesso de público e de crítica. O livro se esgotou em apenas 1 semana. Terá de ser reimpressa uma nova tiragem.


O livro de Requião denuncia que operadores da Lava Jato — juízes e promotores do MPF — de assistirem passivamente a entrega do país e o desmantelamento do setor público sem qualquer reação, comprova o peemedebista sobre as privatizações em curso.

 

“Vender o Brasil, pode Sérgio Moro?

Entregar o pré-sal, pode Dallagnol?

Doar R$ 1 trilhão, pode Raquel Dodge?”,

é o título do best-seller do parlamentar emedebista.


A publicação de Requião foi originada por um discurso no Senado, em novembro de 2017, quando fez um estridente discurso da tribuna cobrando respostas da lava jato para o entreguismo criminoso e desenfreado no país.
Assista ao vídeo aqui

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14
Dez18

Para entender a bem sucedida trama de Moro

Talis Andrade

Geopolítica, o caso Huawei e a Lava-Jato

 
por Luis Nassif
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Peça 1 – a geopolítica moderna

A prisão de Meng Wanzhou, filha do fundador da gigante de tecnologia Huawei, escancarou até para os idiotas da objetividade o contexto das novas disputas geopolíticas globais, tendo como pano de fundo a legislação anticorrupção e o combate ao terrorismo.

Todas as evidências sobre a interferência externa na Lava Jato eram tratadas por esses sábios da objetividade como teoria conspiratória, “coisas da CIA”, como se a CIA fosse apenas uma ficção de Will Eisner.
 
O modelo político brasileiro estava infectado mesmo. O financiamento de partidos passava pela Petrobras, mas também pelo Congresso, sendo utilizados pelas empreiteiras, pelo agronegócio, por bancos de investimento.

Mas o tiro certeiro foi em cima da engenharia nacional, o setor que havia acumulado o maior coeficiente de competitividade internacional e tinha papel relevante do pré-sal – os únicos setores com interesse direto de grupos americanos. E não se abriu nenhuma possibilidade de estratégias que, punindo os corruptores, preservassem as empresas. O Ministério Público Federal e o juiz Sérgio Moro conseguiram o feito extraordinário de, numa só tacada, destruir a engenharia brasileira. E coroar sua grande obra viabilizando a eleição do mais despreparado agrupamento político da história.

Antes de entrar no caso Huawei, um apanhado de análises publicadas no GGN sobre a cooperação internacional e o jogo geopolítico internacional.

O que vai fazer nos EUA a Procuradoria-Geral do Brasil? Acusar a Petrobras?
Xadrez da teoria conspiratória, para Sergio Fausto e Celso Rocha Barros
PGR encontrou-se nos EUA com ex-sócia de concorrentes da Eletronuclear
PGR explica ida de equipe de procuradores aos Estados Unidos
Os Estados Unidos na Lava Jato, por André Araújo
Peritos anticorrupção apresentam recomendações para avançar a agenda de governança democrática antes da VIII Cúpula das Américas
A revolução da informação e a nova ordem mundial
A cooperação internacional como arma política | GGN
Xadrez do coordenador da cooperação internacional | GGN
A cooperação internacional na visão de Herve Juvin, por Luis Nassif ...
Cooperação internacional: o interesse dos EUA e do Brasil
Xadrez do esperto e do sabido na cooperação internacional
 

Peça 2 – a prisão da filha

Meng Wanzhou foi presa no Canadá, a pedido dos Estados Unidos, dentro do acordo de cooperação internacional. A acusação era a de que a Huawei teria usado uma subsidiária, a Skycom, para burlar as sanções ao Irã. Se for extraditada, Meng será acusada de conspiração e de fraudes contra instituições financeiras, cada crime sujeitando-a a penas de até 30 anos.

Comprovava-se, ali, uma suspeita levantada há tempos no GGN: a de que a cooperação internacional e a Lei Anticorrupção, aprovada no âmbito da OCDE (o grupo dos países mais industrializados) estariam sendo utilizados pelo Departamento de Estado dos EUA para objetivos geopolíticos. Pela lei, qualquer ato de corrupção que se valesse de dólares passaria a ser de jurisdição norte-americana.

No dia 21/08/2017, publicamos artigo sobre ensaio pensador francês Hervé Juvin – “Da luta anticorrupção ao capitalismo do caos, oito temas sobre uma revolução do direito” – analisando o uso geopolítico pelos EUA dos novos instrumentos organizados.

Hoje em dia há sanções extraterritoriais impostas a empresas francesas e europeias em nome das leis norte-americanas, punindo atos de corrupção (FCPA) ou violações de embargos americanos, em particular em operações de fora do território americano, mas usando o dólar como primeiro critério para garantir a jurisdição do juiz americano, explica Juvin.

Há pesados efeitos diretos e indiretos sobre a economia francesa, constatava Juvin. Os diretos são a submissão às decisões unilaterais de embargos ou sanções norte-americana. Hoje em dia há provedores de serviços dos EUA trabalhando o mercado da “conformidade” com regras dos EUA para empresas sancionadas, muitas vezes contra a lei continental europeia, explica ele.

As despesas indiretas são a paralisia estratégica decorrente daí. Que banco francês irá financiar o estabelecimento de uma empresa francesa na Rússia, Irã, Sudão etc? Que banco francês se atreverá a estudar o financiamento de uma operação comercial nesses países?
 

Peça 3 – o significado da operação

No caso Hauwai, o que está em jogo é a disputa de gigantes americanos com chineses pelo mercado de tecnologia.

Fundada em 1987 pelo ex-oficial do Exército Vermelho Ren Zhengfei, a Huawei se tornou a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações, e a segunda maior fabricante de celulares smartphones do mundo. Por número de aparelhos vendidos, superou a Apple este ano e conquistou 15% do mercado mundial de smartphones.

Tem receita anual de US$ 92 bilhões e é líder de mercados em vários países da África, Ásia e Europa.

No início, era considerada uma maquiadora de produtos da Cisco System e da Motorola. Ganhando musculatura, passou a investir pesadamente em desenvolvimento e se tornou líder global em tecnologia de rede de telecomunicações, passando antigos campeões, como a Nokia e a Ericsson.

Nos últimos anos avançou no desenvolvimento de chips, inteligência artificial e computação em nuvem. E montou uma rede de laboratórios por todo o mundo. No Brasil há dois laboratórios, um em Sorocaba, e uma parceria profícua com a Inatel, instalada em Santa Rita do Sapucaí.

Mas seu grande feito foi se lançar à frente das concorrentes na rede móvel de 5ª geração.

A maneira de combate-la foi levantar as teses da guerra híbrida, a versão tecnológica da guerra fria. Procuradores, órgãos de segurança dos EUA – que, ao contrário dos seus pares brasucas, têm o hábito de jogar em favor do país – passaram a difundir reiteradamente suspeitas de que os equipamentos seriam utilizados para espionagem pelo governo chinês. Não havia nenhuma evidência, mas pouco importou.

As autoridades americanas mencionavam uma norma aprovada em 2017 pela Agência Nacional de Inteligência da China, pela qual as empresas do país devem "apoiar, cooperar e colaborar com o trabalho de inteligência nacional”, E, a partir dali lançavam suspeitas de que a tecnologia 5G da Hauwei deixaria os EUA expostos a ciberataques.

O escarcéu deu resultado. Austrália e Nova Zelândia vetaram a tecnologia da Hauwei para redes 5G. O Canadá e o Japão estão reavaliando. Por outro lado, a Hauwai anunciou uma relação de vinte países com acordos já assinados para implementação da tecnologia 5G.
 

Peça 4 – geopolítica e globalização

Aí se entra no reverso da medalha: a importância da China para as gigantes americanas de tecnologia.

Como consequência da prisão de Meng, um tribunal chinês baniu a venda de alguns modelos antigos da Apple, sob o argumento de que violavam patentes da Qualcomm. Lá, como cá, e como nos EUA, a Justiça passou a ser instrumento de jogadas políticas e comerciais.

Especialistas calculam em 350 milhões a quantidade de upgrades dos iPhones, Desse total, cerca de 70 milhões estão na China.

Além de vender na China, a Apple depende da produção chinesa e do custo menor dos salários por lá. Foi o que levou a BBC a constatar que “ao queimar a Apple, a China estaria, até certo ponto, queimando a própria casa."

Na sequência, o ex-diplomata canadense Michael Kovrig foi detido na China.

Ambos os episódios provocaram um curto-circuito na relevante categoria dos CEOs internacionalizados, braços centrais da globalização econômica.

A Bloomberg foi mais dramática ainda: “Os EUA têm Huawei em algemas. China tem os EUA em cadeias”. E imaginou o que poderia ser a retaliação chinesa:

”Sem isso, você não pode viajar. E com maiores preocupações com a segurança e com a repressão às VPNs (que permitem que os usuários ignorem a censura chinesa na internet), sua empresa decretou que todas as discussões sobre produtos sensíveis sejam feitas pessoalmente na sede. Mas a renovação do visto está demorando muito e você está preso em Xangai, com o ciclo do produto sendo ampliado a cada dia.
 
Em Shenzhen, onde seus dispositivos são montados, a fábrica acaba de ser invadida pela terceira vez naquele mês. Os inspetores estão procurando violações de saúde e segurança ocupacional. Você trabalhou duro para manter as coisas das normas, embora as regras pareçam mudar constantemente. A ferrugem menor em um cano na parte de trás do local era de todas as autoridades necessárias para encerrá-lo até uma correção. Seu gerente de site não pode sequer encontrar qualquer menção de ferrugem nos regulamentos, e esse tubo não está em pior condição do que as duas inspeções programadas anteriores. Agora é um problema e a produção está parada”. 
A China monta os aparelhos da Apple, os roteadores da Cisco System, os motores da Ford Motor Co. Só Apple pagou US$ 160 bilhões de bens e serviços da China.
 

Peça 5 – a nova desordem

Não se sabe aonde levará essa nova desordem mundial. Em vez de guerras atômicas, o novo campo da guerra fria são as guerras cibernéticas.

O que fica demonstrado, nesses episódios, é a clareza dos EUA e da China sobre o interesse nacional. Ao contrário de um país que, de sétima economia do mundo, tornou-se alvo de chacota internacional pela extrema incapacidade de suas elites midiáticas, políticas e jurídicas, em entender e defender minimamente os interesses nacionais.
 
12
Dez18

Parente e Monteiro convocados pela Justiça a explicar venda de ativos

Talis Andrade

A criminosa e vergonhosa tentativa de venda da Termobahia, dos Campos de Lapa e Iara e da TAG. Tudo a preço de banana no fim da feira do governo golpista de Temer

 

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Transportadora Associada de Gás estão dando a maior dor de cabeça para o ex-presidente da Petrobrás, Pedro Parente, e para o atual presidente da companhia, Ivan Monteiro. Eles foram convocados e terão que prestar esclarecimento à justiça federal nesta quinta-feira (13), às 14 horas. Parente será ouvido como réu na 19ª Vara Cível Federal de São Paulo, em três ações populares movidas pela advogada Raquel Sousa, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Por meio das ações populares, a FNP busca impedir a venda, sem licitação, da Termobahia (localizada no Município de São Francisco do Conde – BA); do campo de Lapa e da área de Iara (ambos localizados no pré-sal da Bacia de Santos); e da Transportadora Associada de Gás (TAG) – subsidiária integral da Petrobrás, que teve seu diretor Superintendente, Rogério de Mattos, profissional de larga experiência, substituído por um funcionário da área financeira na semana passada, por decisão do Diretor da Área de Abastecimento, Jorge Celestino, conforme o Petronotícias informou. A TAG – proprietária de gasodutos de cerca de 4,5 mil quilômetros de extensão, localizado principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Ivan Monteiro, atual presidente da Petrobrás, que também é réu nestas três ações, também será ouvido pela justiça federal no dia 6 de fevereiro de 2019, no Rio de Janeiro, quando não será mais o presidente da empresa.

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Um dos objetivos da convocação de Pedro Parente e Ivan Monteiro é esclarecer uma parceria firmada com a empresa francesa TOTAL por valores considerados muito abaixo do preço real do que valem. No argumento da advogada Raquel Sousa, foi lembrado o envolvimento da gigante francesa em envolvimento de casos de corrupção em alguns países. Nos Estados Unidos, a TOTAL assinou um acordo de leniência reconhecendo a prática de Suborno e Corrupção Ativa, e aceitando pagar Multa de US$ 245 Milhões, por ter pago propina a políticos iranianos para obter a concessão do campo de Sirri e South Pars, o maior campo de gás do mundo; Na Itália, altos executivos da TOTAL foram presos por subornar políticos italianos, para obter a concessão do campo de petróleo de Basilicata, o maior campo de petróleo terrestre da Europa; Na França, a TOTAL foi condenada ao pagamento de Multa de US$ 825.000 por corromper funcionários do Governo do Iraque;

 

O histórico da Total chamou a atenção da justiça federal por terem comprado a Termobahia – dona das Termoelétricas de Celso Furtado e Romulo Almeida – e 35% da concessão de petróleo de Lapa e 22,5% da concessão de petróleo de IARA, por valores muito abaixo do mercado. Chamou a atenção pela Total comprar e quem na Petrobrás autorizou vender. Tudo está sendo apurado. A Reserva Medida do campo de Lapa monta a mais de Um Bilhão e Seiscentos Milhões de Barris de Petróleo; Já a área de concessão de Iara era a segunda maior reserva de petróleo do pré-sal, à época do negócio. A área de concessão de Iara é composta pelos campos de Sururu, Berbigão e Atapu, que possuem volumes recuperáveis estimados que superam 5 bilhões de barris de óleo de excelente qualidade. O Valor do barril do petróleo hoje está cotado a quase 61 dólares, significando que apenas os percentuais que estão sendo transferidos à TOTAL indicam quase 90 bilhões de dólares. Mas todo esse patrimônio foi vendido à TOTAL pelo valor de US$ 2,225 bilhões, sendo que destes, apenas U$ 1,675 bilhão à vista.

 

Pedro Parente e Ivan Monteiro, como réus, estão sendo convocados pela justiça federal para explicar porque queriam vender a Transportadora Associada de Gás (TAG) – a maior e mais nova malha de gasodutos do País, pelo valor equivalente a quatro anos de seu lucro líquido e com um contrato de aluguel nos mesmos moldes entabulados na venda de outra subsidiária no ano passado, a NTS, que foi comprovadamente prejudicial para a Petrobrás. Neste caso, a participação do atual diretor de Abastecimento, Jorge Celestino, ainda não figura como réu, mas a sua participação está sendo investigada. Após a venda da NTS, empresa similar à TAG, a Petrobrás desembolsou cerca de Um Bilhão de Reais em cada trimestre, desde o segundo trimestre de 2017 ao segundo trimestre de 2018, com o aluguel dos gasodutos, significando que em 18 meses todo o valor recebido com a venda, será gasto com o aluguel dos gasodutos, mesmo que ela não os utilize.Isso em razão do contrato de longo prazo com a nova proprietária, com a cláusula “Ship-or-Pay”, ou seja, a Petrobrás paga aluguel por toda a capacidade de transporte do duto, mesmo que não a utilize. A venda da TAG está suspensa por meio de decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

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Fonte: Petronotícias

 

 

07
Dez18

Pobre país rico

Talis Andrade

A indicação de Roberto Castello Branco para a Petrobras consolida os interesses estrangeiros na exploração do pré-sal

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por Enio Verri

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Os ataques à Petrobras atendem aos interesses de países no centro de poder mundial de olhos nos recursos energéticos do Brasil. É a imposição da agenda do sistema financeiro mundial. O mercado é uma entidade cuja relação com o Estado é a de explorá-lo e dele retirar o maior lucro possível.

 

A indicação de Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras será a concretização desse objetivo. A empresa será esquartejada e distribuída entre petroleiras estatais de outros países e o nosso petróleo produzirá o desenvolvimento dessas nações.

 

O Iraque, a quinta maior reserva de petróleo do mundo, mas pobre, foi invadido em 2003, sob o argumento de possuir armas de destruição em massa.
Os EUA e Saddam Hussein eram parceiros desde 1963, desde a deposição do ex-presidente Abdul Kassem. Hussein foi alçado a presidente pelos EUA no fim da década de 1970.


Quando Hussein, após mais de 20 anos, anunciou a venda do seu petróleo, em euro, foi derrubado, julgado sumariamente e enforcado, em 2006, no Iraque invadido pelo governo George Bush. Naquele ano, o Brasil anunciou a descoberta da sua maior reserva de petróleo, o pré-sal.

 

Em 2008, a Petrobras começou a extrair os primeiros barris. Em 2010, o governo aprovou a lei da partilha, que substituiu o modelo de concessão. De forma geral, a principal diferença entre os dois modelos é que, pela concessão, o petróleo é de propriedade da empresa que o explora, pagando uma parte ao Estado. Pela partilha, o dono do petróleo é o País. No caso, o Brasil.

 

Além de proteger o pré-sal, como patrimônio brasileiro, o governo implantou e consolidou uma política de conteúdo nacional para estimular a indústria do setor de gás e petróleo.

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Devido aos investimentos, em 2015 a Petrobras recebeu o mais importante prêmio que uma petroleira do seu porte pode receber, o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, pelo desenvolvimento de tecnologias.

 

Entre 2011 e 2017, a liquidez corrente da empresa oscilou entre 1,5 e 1,9. Ou seja, para cada 1 real investido, a companhia recuperaria entre 1,50 e 1,90 real.

 

Destarte, é fácil compreender porque o valor de mercado da Petrobras passou de 50 bilhões de reais, em 2003, para 214 bilhões em 2016. O que fica realmente difícil de explicar, diante dos números, é o ávido interesse de todas as grandes petroleiras do mundo em comprar uma empresa teoricamente quebrada.

 

Castello Branco critica o monopólio estatal da perspectiva rentista. O resultado de uma estatal não pode ser tomado apenas dos pontos de vista do lucro e do prejuízo. Leva-se em consideração a sua contribuição para o desenvolvimento do País.

 

O subsídio aos combustíveis entre 2011 e 2014 foi para que os pobres consumissem gasolina e gás de cozinha e não causou prejuízo à Petrobras. No período, o valor positivo do caixa da empresa oscilou entre 33,03 bilhões de reais e 26,6 bilhões.

 

O que está em jogo é a soberania do País, a autodeterminação de investir sua riqueza onde e como lhe convier. Pelos resultados conquistados, fica patente a competência da empresa para gerir essa imensa riqueza brasileira, o nosso passaporte para o futuro, como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A partir de 2016, os preços internos de combustíveis foram colocados acima dos praticados no mercado internacional, paralisando as 15 refinarias brasileiras, gerando empregos e impostos em outros países, como nos EUA.

 

O novo governo é patriota de outras nações. São brasileiros que se contentam em ver o Brasil como uma eterna colônia fornecedora de commodities para o desenvolvimento de outros povos. Isso tem nome: traição e sabujismo.

 

 

02
Dez18

PÁGINA VIRADA Conselho da Petrobras encerra comitê de investigação de apoio à "lava jato" criado por Dilma em 2014

Talis Andrade

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ConJur - O conselho de administração da Petrobras aprovou, na quarta-feira (28/11), o encerramento do Comitê Especial criado em dezembro de 2014 para ser interlocutor das investigações internas feitas pelos escritórios Trench, Rossi e Watanabe Advogados e Gibson, Dunn & Crutcher LLP, que apoiaram a operação "lava jato". Na mesma decisão, foi determinado o fim das investigação conduzidas por escritórios externos.

 

“A Petrobras já virou essa página”, disse a ministra Ellen Gracie, que presidiu o comitê durante os quatro anos de sua existência, durante 4º Encontro de Agentes de Compliance na Petrobras, em outubro. “Havia toda uma gama de especialistas debruçando-se nos problemas da companhia para levantar o que ocorreu e quais as possíveis soluções, além de dar recomendações para se evitar problemas semelhantes”, afirmou a ministra.  

 

O Comitê Especial, composto também por Andreas Pohlmann e pelo diretor executivo de compliance da Petrobras, foi criado para atuar de forma independente, com linha de reporte direta ao conselho de administração da companhia, com atribuições e responsabilidades nas fases de planejamento, condução e conclusão da investigação dos escritórios externos.

 

De acordo com a empresa, as atividades do comitê e escritórios externos passarão a ser executadas, de forma permanente, pela própria Petrobras.

 

A companhia já celebrou acordos para encerramento das investigações do Departamento de Justiça (DOJ) e da Securities & Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, relacionados aos controles internos, registros contábeis e demonstrações financeiras da companhia. Com informações da Assessoria de Imprensa da Petrobras.

 

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26
Nov18

A MOVIMENTAÇÃO DOS GENERAIS MOSTRA QUE BOLSONARO CONTINUA GENERALIZANDO NOS ERROS. MAS SUAS ESCOLHAS CIVIS, VERDADEIRA TRAGÉDIA GREGA

Talis Andrade

por Helio Fernandes

 

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Por enquanto ainda é presidente eleito, mas se equivocou em todas as decisões. E como só pode fazer escolhas, fracassou amplamente, o que projeta para ele mesmo um futuro traumático não muito distante. Vai completar 1 mês que ganhou o titulo de presidente eleito, e acumula uma coleção de fantásticas decisões equivocadas, que provam que seu despreparo e incompetência para presidir um pais como o Brasil, são congênitos e adquiridos.

 

A confusão, indecisão e falta de convicção ficou visível com a parte de preenchimento mais fácil, os cargos militares. Só havia a nomeação para um cargo imprescindível e um general insubstituível para preenchê-lo. O Gabinete de Segurança Institucional, (antiga Casa Militar) e o general Augusto Heleno, com tais credenciais, que deveria ter sido a primeira indicação para ocupá-lo.

 

Mas indicou-o para a Defesa ou pior ainda, para a Segurança, logo esvaziada pela nomeação-recompensa do apaniguado Sergio Moro. Inesperadamente, numa noite de tumulto generalizado e desencontro geral, Bolsonaro abraçou o general Heleno, surpreendeu e pacificou tudo, afirmando: "Você vai comigo para o Planalto, estará ao meu lado, e com sua formidável experiência, pode sempre me aconselhar".

 

Alegria, satisfação e tranquilidade geral, que poderiam ter sido obtido antes.

 

No plano civil, nenhuma escolha que mereça crédito profissional. E no plano moral, varias das escolhas altamente vulneráveis, com varias indiciações e acusações, que o próprio Bolsonaro garantiu na campanha: "No meu governo não terão vez". Agora é o primeiro a defendê-los. A começar pelo arrogante futuro Chefe da Casa Civil com pelo menos duas acusações graves.

 

Na primeira, pediu desculpas Sergio Moro desculpou-o. A segunda está vagando por aí. Não impediu que o presidente eleito pedisse ao presidente corrupto e usurpador para nomeá-lo Ministro Extraordinário da Transição. Mantém o titulo e a acusação.

 

Quase todos os Ministros indicados são vulneráveis ficarão pelo menos 1 ano no cargo, mas não posso deixar de citar alguns, por causa das disparatadas afirmações.

 

A ministra da Agricultura alem das ligações perigosas, garantiu: "Ainda existe espaço para desmatamento". Nos últimos tempos o território desmatado, é maior do que toda a Itália. Os criminosos, (é de crime que se trata) continuam desmatando e enriquecendo. A ministra não falou em terras para desassistidos como indígenas e quilombolas.

 

O ministro da Saúde, último indicado, ortopedista cheio de ideias e de acusações. Apresentou vastos planos, não teve tempo de se defender. Estará igual a quase todos os colegas. Raros escapam. O importantíssimo cargo de presidente da Petrobras, foi preenchido pelo autor de um artigo pregando e defendendo a privatização, (leia-se DOAÇÃO) da empresa. Muitos já tentaram, conseguiram pelo menos os leilões das reservas, a preços degradantes, humilhantes, revoltantes.

 

PS - Para terminar o assunto, uma afirmação publica e garantida.

PS2 - Leilões com preços de mercado e pagamento á vista ou no máximo em 5 anos, contem com meu apoio e entusiasmo.

PS3 - O ultimo leilão, (que combati) rendeu á empresa, 35 por cento do valor de mercado. E para receber em 35 anos.

 

SENADORES REPUBLICANOS E DEMOCRATAS, PEDEM EXPLICAÇÃO A TRUMP

 

A respeito do assassinato do jornalista assassinado na Arábia Saudita. Na verdade no consulado em Istambul. Mas tendo como mandante, o príncipe herdeiro dessa ditadura cruel e sanguinária. Senadores dos dois partidos receberam informações confirmando a participação do príncipe e do conhecimento total do presidente, sobre o que aconteceu.

 

Duas perguntas que Trump não pode deixar de responder.

1 - Trump recebeu relatório da CIA confirmando que o príncipe herdeiro da ditadura cruel e sanguinária, era responsável por tudo o que aconteceu.

2 - Qual a razão do presidente continuar defendendo o príncipe herdeiro, considerando-o inocente, sabendo que sem a autorização e participação dele, nada teria sido executado. E o jornalista do Washington Post estaria vivo.

 

PS - Complicações para Trump. Os senadores estão bem informados. E querem confrontar a Casa Branca.

 

ANUNCIADOS OS COMANDANTES MILITARES

 

Foram praticamente as últimas indicações. O Ministro da Defesa, General (da reserva) Azevedo Lima, teve vários encontros e conversas com Bolsonaro, até fechar a indicação dos 4 Estrelas das 3 Armas. Foi necessária muita consulta e cautela.

Exercito - General Edson Leal

Marinha - Almirante Barbosa Junior

Aeronáutica - Brigadeiro Antonio Carlos Moretti

 

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