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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Jan21

Imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus

Talis Andrade

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Por G1

A imprensa internacional repercute a notícia sobre o caos no sistema de saúde de Manaus, capital do Amazonas. Com falta de oxigênio nos hospitais, pacientes agonizam e médicos e familiares buscam cilindros por conta própria.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reconheceu o colapso na saúde de Manaus e afirmou que a fila por um leito é de quase 500 pacientes. O Ministério Público e a Defensoria dizem que a responsabilidade pela crise no Amazonas é do governo federal.ImageImage

Veja a repercussão em jornais, sites e televisões do exterior:

 

The Guardian

O jornal britânico "The Guardian" estampa em sua página principal na internet que "profissionais de saúde no maior estado do Brasil estão implorando por ajuda e suprimentos de oxigênio após uma explosão de mortes e infecções em Covid".

The Guardian: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/theguardian.com

 

BBC

A rede britânica de televisão destaca que hospitais de Manaus "atingiram o ponto crítico ao tratar pacientes da Covid-19 em meio a relatos de grave falta de oxigênio e equipe desesperada".

BBC: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/bbc.com

BBC: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/bbc.com

 

Clarín

O site do jornal argentino "Clarín" diz que a situação da epidemia de coronavírus na capital do Amazonas é "desesperadora". A reportagem destaca que profissionais da saúde têm que escolher quem vai ou não receber o pouco oxigênio disponível.

Clarín: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/clarin.com

Clarín: imprensa internacional repercute caos nos hospitais de Manaus — Foto: Reprodução/clarin.com

 

Público

O jornal português relembra a primeira onda de casos na capital manaura para destacar que, "oito meses depois das valas comuns, Manaus volta a viver momentos dramáticos".

04
Dez20

Enfermeiras, para o devido julgamento

Talis Andrade

Página inicial

Atenção associações, sindicatos, universidades, faculdades e cursos de graduação, mestrado e doutorado de enfermeiras, o Danilo Gentili não sabe:

enfermagem é uma ciência cujo objetivo é a implantação do tratamento de doenças e o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico. No Brasil, a profissão é exercida por auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e por enfermeiros, profissionais com formações e funções distintas dentro de uma mesma área.

Que o sujeito continue a leitura para aprender aqui 

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30
Mai20

Armar a população para eliminar comunistas

Talis Andrade

beijoDa Morte - bolsobaro.jpeg

 

 

BENGALADAS

 

 

Andei caindo, ou caí andando. Cara no chão, joelhos esfolados, mas nada grave. Uma das simpáticas enfermeiras que me atenderam na emergência do hospital se chamava Verlaine. Só vi os seus olhos, por cima da máscara. Um dos efeitos colaterais dessa maldita pandemia é que nos obrigou a migrar, de uma civilização de rostos inteiros para uma civilização só de olhos. Os rostos perderam os recursos de comunicação que tinham, como o beicinho e o muxoxo e, principalmente, o sorriso. Agora, os olhos precisam fazer trabalho dobrado, o trabalho de um rosto inteiro. A máscara nos roubou o rosto. Não posso dizer nada sobre o sorriso da Verlaine. Mas foi diferente ser atendido por uma enfermeira com nome de poeta.

Não foi minha primeira queda adulta, e não foi a primeira vez que ouvi a sugestão de passar a andar com uma bengala, para restabelecer o prumo perdido. Há quem diga que a bengala mais atrapalha do que ajuda quem precisa de uma terceira perna, e tropeçar na própria bengala é uma ocorrência que se repete, para divertimento geral. Outros dizem que a bengala não ajuda nem atrapalha, é apenas uma maneira de parecer inglês sem necessariamente ser inglês, uma exigência desumana. Existiriam tipos diferentes de cabos de bengala, dependendo do tipo e do caráter de quem as usa. Cabos com uma forma sensual feminina proporcionariam aos cavalheiros o prazer de uma bolina interminável, eximindo-o de bolinar sua mulher, ou cabos de guarda-chuvas usados como bengalas – três utilidades em uma! E, claro, cabos ocos, com espaço para um bom conhaque.

Mas é preciso lembrar que, do jeito que as coisas vão ou não vão no país, estamos à beira de uma guerra civil. O presidente Bolsonaro & Filhos já anunciou que quer armar a população brasileira para eliminar comunistas como o kal7xp0t!! do João Doria e tem sua própria polícia, o Primeiro Filho Flávio Bolsonaro tem, notoriamente, contatos com gente da milícia, e o Exército brasileiro se dedica ao seu papel constitucional, que é o de mal governar o país enquanto os outros poderes se xingam mutuamente. Nós precisamos ter lado nessa briga. Bengalas, gente!

 

12
Mai20

Boneco gigante de Bolsonaro com mãos sujas de sangue é inflado durante ato do Dia da Enfermagem

Talis Andrade

 

 

247 - Nesta terça-feira (12), data que é celebrada o dia da enfermagem, profissionais da área promoveram um ato em Brasília e inflaram um boneco de Jair  Bolsonaro com as mãos sujas de sangue, numa referência ao descaso com a saúde pública e irresponsabilidade do ocupante do Planalto no enfrentamento à pandemia. 

Os manifestantes também citaram Bertolt Brecht: “os que lavam as mãos, os fazem numa bacia de sangue”. 

Image

José Guimarães
@guimaraes13PT
 
Com um boneco gigante do Presidente, manifestantes fazem ato contra Bolsonaro e por mais investimento em saúde, nesta terça em Brasília!

jornal_ATARDE bahia 12maio.jpg

 

12
Mai20

Brasil já perdeu mais profissionais de enfermagem para o coronavírus do que Itália e Espanha juntas

Talis Andrade

A enfermeira Carla Mileni Siqueira dos Santos (de óculos vermelho), 49, com parte de sua equipe, em uma foto de arquivo.A enfermeira Carla Mileni Siqueira dos Santos (de óculos vermelho), 49, com parte de sua equipe, em uma foto de arquivo.

A enfermeira Carla Mileni Siqueira dos Santos (de óculos vermelho), 49, com parte de sua equipe

 

Desde o início da crise, 73 trabalhadores brasileiros foram mortos pela covid-19. Falta de equipamentos de proteção e manutenção de idosos em atendimentos de doentes contribuem para a alta mortalidade

 
por Gil Alessi
El País
_ _ _
Coube à enfermeira veterana Carla Mileni Siqueira dos Santos, 49, colher o material para exames da primeira pessoa com suspeita de covid-19 na pequena cidade de Rondon do Pará (PA), em meados de março. A situação era assustadora: uma doença sem cura, sobre a qual pouco se sabia, em um hospital modesto de um município de 52.000 habitantes. Com mais de 20 anos de profissão, Carla fez aquilo que sempre fez ao longo da carreira: tranquilizou a paciente, uma idosa, e calmamente realizou o protocolo para testagem da doença. Mesmo tomando todos os cuidados, dias depois ela própria adoeceu. Ficou alguns dias em isolamento em casa, mas a situação piorou e ela precisou ser internada no final de abril. “No domingo de manhã, 3 de maio, ela teve uma piora e pediu para ser entubada. Mas teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu”, conta Nathalia Roberta Siqueira dos Santos, 25, filha de Carla. “Foram 21 anos dedicados à enfermagem com muito amor. Ela era apaixonada pela profissão, uma líder que além de trabalhar na linha de frente dava cursos e ajudava a formar profissionais de saúde, enfermeiros, técnicos e auxiliares”, conta.
 
Estas mulheres —quase 85% dos trabalhadores de enfermagem são do sexo feminino— e homens que estão todos os dias na linha de frente do combate ao coronavírus nos hospitais brasileiros estão morrendo a uma taxa alarmante, uma das maiores do mundo. De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), até esta quarta-feira foram identificados 73 óbitos de profissionais pela covid-19 no país. São vítimas jovens: a maior parte (41) tinha menos de 60 anos, sendo uma delas de apenas 29 anos. A cidade de São Paulo, maior epicentro da crise sanitária no país, lidera o ranking com 18 mortos, seguida por Rio de Janeiro, com 14 casos. O Cofen laçou uma plataforma para monitorar as mortes na enfermagem em todo o Brasil, com o auxílio dos Conselhos Regionais. Além destas vítimas, outros 16 óbitos envolvendo trabalhadores da área ainda estão sob análise, aguardando resultado de testes.
 
“Um dos fatores [para a alta mortalidade] é que boa parte dos serviços de Saúde não afastou profissionais com idade avançada, acima de 60 anos, e com comorbidades. Eles continuam atuando na linha de frente da pandemia quando deveriam estar em serviços de retaguarda ou afastados”, afirma Manoel Neri, presidente do Cofen. Foi este o caso da enfermeira Maria Aparecida Duarte, 63, conhecida pelos colegas como Cidinha. Ela continuou trabalhando praticamente na porta de um pronto-socorro em Carapicuiba, na Região Metropolitana de São Paulo, apesar de ser parte do grupo de risco. Contraiu a doença e morreu em 3 de abril.
 
Outro problema enfrentado pelos profissionais da enfermagem é a falta de equipamentos de proteção individual, os EPIs. “Não apenas escassez quantitativa desses produtos, mas também a qualidade do material é questionável. Outra questão é o treinamento das equipes para usá-los: muitos profissionais se contaminam ou pelo uso inadequado do EPI, ou então na hora da desparamentação [retirada da máscara, luvas e avental]”, diz Neri.
 
A situação dos profissionais de Saúde é crítica em todas as cidades onde o sistema sanitário se aproxima (ou já chegou) ao colapso, como Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, São Paulo e Rio, por exemplo. Com as unidades de tratamento intensivo quase lotadas, prefeituras e Estados tentam como podem abrir mais vagas para atender a população com coronavírus. Mas isso pode ter um efeito negativo: “Muitos leitos de UTI estão sendo abertos sem enfermeiros e médicos especializados em UTIs. Então o profissional acaba sendo colocado nesse serviço extremamente especializado sem o treinamento adequado”, diz Neri. "Todos estes fatores que levam à morte de profissionais da Saúde existem tanto nos hospitais públicos quanto nos privados”. [Transcrevi trechos]

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