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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

14
Nov20

Outros estados podem ser vítimas de apagão

Talis Andrade

 

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“Hoje somos nós no Amapá, amanhã nossos vizinhos Acre e Roraima, ou como aconteceu em 2018 no Nordeste e Centro-Sul do País”, diz Jedilson Santa Bárbara de Oliveira, presidente do Stiu-AP (Sindicato dos Urbanitários do Amapá)

 

por Rafael Tatemoto

Jedilson Santa Bárbara de Oliveira, presidente do Stiu-AP (Sindicato dos Urbanitários do Amapá), é enfático ao analisar o apagão ocorrido em seu estado: “O mercado errou e quem consertou foi o público”. E alerta que a privatização pode penalizar outras localidades.

O representante dos trabalhadores no setor elétrico lembrou que são os trabalhadores da Eletronorte – muitos vindos do Maranhão, Pará e Roraima – os principais responsáveis pelos esforços de reestabelecimento da eletricidade no Amapá. Em sua visão, há uma ligação direta entre o apagão e a privatização parcial ocorrida no estado.

“A correlação é bem clara. A Isolux opera uma subestação. Faltou fiscalização: quando a empresa é pública a canetada vem, quando é privada fecham os olhos”, critica. “Como se admite que, em uma eventualidade, não ter material reserva para recompor o sistema? Isso mostra o caos que uma empresa privada pode trazer à população. Hoje somos nós no Amapá, amanhã nossos vizinhos Acre e Roraima, ou como aconteceu em 2018 no Nordeste e Centro-Sul do País”.

Para o sindicalista, o acontecimento no Amapá deve servir de exemplo em um momento em que o Governo Federal não esconde sua intenção de privatizar a Eletrobras.

“Fica o alerta para o Governo Federal, para Paulo Guedes, para o Congresso que tenha sensibilidade de ver o quanto o setor elétrico é estratégico. O privado aumenta o preço da tarifa e deixa a população no escuro”, resume.

Por conta do apagão, usuários passaram a relatar os preços abusivos cobrados no Amapá. Segundo Oliveira, o preço alto da energia não é um problema novo no estado e, novamente, diz respeito às sinalizações de que a privatização avançará, o que leva à uma tentativa de entregar a distribuição de eletricidade em condições favoráveis para o mercado.

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13
Nov20

Privatização e o apagão no Amapá

Talis Andrade

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Por Paulo Kliass /Carta Maior

A tragédia que se abateu sobre a população do estado do Amapá tem forte componente de negligência, negociata e irresponsabilidade. O fornecimento de eletricidade aos mais de 900 mil habitantes daquela unidade da federação sofreu um corte inesperado e que se estende por quase uma semana. Famílias, empresas, órgãos governamentais e prestadores serviços de todo o tipo ficaram sem nenhum acesso à rede de energia elétrica. A situação revelou-se ainda mais drástica na capital Macapá e no município vizinho de Santana, que juntos somam quase 80% da população total do estado.

A partir do incêndio ocorrido em uma subestação de distribuição de eletricidade administrada por uma empresa privada de capital espanhol, o estado de calamidade instalou-se e generalizou-se por todo o território do Amapá. Ora, para quem opera nesse tipo de setor, o risco de acidente faz parte do cotidiano e as práticas de simulação dos mesmos deveriam ser uma rotina. Mas ali deu-se o contrário. Diante da notória incapacidade operacional e logística da empresa Isolux em solucionar o problema de sua inteira responsabilidade comercial e jurídica, deu-se aquilo que normalmente ocorre em tais circunstâncias. Chama o Estado! E repete-se a farsa da apropriação privada dos lucros e socialização dos prejuízos.

A suposta maior eficiência do capital privado virou pó e a Eletronorte foi chamada às pressas para dar conta da crise, uma vez que a empresa responsável estava completamente ausente da cena. Ora, face a tal descalabro, a pergunta que qualquer cidadão se coloca é a seguinte: mas como pode? Quer mesmo saber? Pois a situação fica cada vez mais escabrosa à medida que se puxa o fio da meada para compreender a totalidade do processo. Na verdade, a concessionária Isolux Corsán é uma filial brasileira de um grupo espanhol que opera em diversos setores de infraestrutura pelo mundo afora. O grupo vem passando por dificuldades financeiras há vários anos e não consegue se desfazer de seus ativos aqui no Brasil.

Privatização: irresponsabilidade e jogo de empurra

Desde 2017 que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acompanha a novela e está sabendo de todas essas complicações. Mas como costuma ocorrer na maior parte dos casos envolvendo nossas agências reguladoras, ela não fez absolutamente nada para impedir que essa crônica de uma morte anunciada chegasse a tal desfecho calamitoso. O grupo espanhol não honrou os compromissos assumidos em diversas outras licitações efetuadas na área de energia elétrica. Assim, a Isolux terminou por terceirizar a gestão da unidade do Amapá para uma outra empresa chamada Gemini – na verdade, esta também parece se constituir em uma fachada da própria Isolux. Na realidade trata-se de um verdadeiro jogo de empurra, onde as empresas de capital privado tentam se livrar do enrosco, os órgãos públicos de controle simulam alguma “surpresa inesperada” e as empresas estatais são chamadas a solucionar o problema de urgência.

Esse quadro dramático expõe com toda a crueldade a falácia dos diferentes tipos e arranjos envolvendo a privatização de áreas essenciais e estratégicas do Estado brasileiro. Não se trata de mera coincidência a semelhança verificada com os inúmeros acidentes em que a Cia. Vale está metida por conta da sobrecarga colocada em cima da utilização das barragens da mineradora privatizada por Fernando Henrique Cardoso. Brumadinho e Mariana são apenas os casos que ganharam maior destaque por conta do elevado número de vítimas e da extensão dos estragos humanos, econômicos e ambientais causados. Em ambos os casos observa-se com clareza irresponsabilidade do capital privado, o jogo de empurra e complacência dos órgãos de controle e da justiça, bem como a ausência de aplicação das penalidades em proporção à tragédia provocada. A Vale privatizada atuava em parceria com outra das maiores empresas mineradoras do mundo - a inglesa BHP Biliton.

No dossiê dos aeroportos deu-se quadro semelhante. A Infraero terminou por privatizar uma série deles, por meio de concessão de uso dos mesmos por meio de contratos com validade entre 20 e 30 anos. Como sempre, o Estado brasileiro se responsabilizou pelas obras de ampliação da rede e o capital privado ficou apenas com o filé mignon da operação. Pois nem mesmo assim o modelo deu certo em todas as oportunidades. O caso mais emblemático é o do aeroporto de Viracopos, na cidade de Campinas (SP). Pois ali o consórcio vencedor da licitação anunciou a sua desistência apenas 5 anos após o anúncio do resultado. O grupo deveria operar até 2042, mas devolveu o aeroporto em 2017. Uma loucura! Como sempre, o prejuízo caiu no colo do Tesouro Nacional.

Eletricidade, aeroportos, Vale: sucessão de escândalos

Todos os exemplos mencionados tratam de privatização de empresas estatais ou de serviços públicos. Esse é o enorme equívoco embutido na tese de que a gestão privada seria sempre mais eficiente do que a pública. A partir do momento em que se vende uma empresa governamental ao setor privado ou que se transforma o serviço público em mera mercadoria, o caminho para problemas futuros está aberto. O capital privado não age por nenhum outro interesse que não seja o seu lucro, o retorno econômico e financeiro a seus donos ou acionistas. E ponto final.

Não existe a menor preocupação com a qualidade do serviço oferecido, inclusive pelo fato de que são operados em regime de monopólio ou de oligopólio. Os consumidores são totalmente dependentes da oferta realizada pelos grupos que compraram a empresa estatal ou venceram os leilões de concessão. Atuando sob a lógica da maximização de seus resultados, as empresas privatizadas buscam reduzir suas despesas ao máximo e aumentar suas receitas também da melhor forma possível para o seu caixa. Daí a reduzir programas com manutenção e redução de riscos é apenas um passo. A cumplicidade e a passividade dos órgãos reguladores completam o quadro de estímulo à impunidade e a práticas criminosas.

O apagão do Amapá é o exemplo criminoso do momento. O mesmo governo federal que pretende privatizar a Eletrobrás e suas subsidiárias, como a Eletronorte, agora aparece com a narrativa da surpresa com a negligência da empresa privada e exige rigor na responsabilização. Todos sabemos se tratar de mero jogo de cena para não parecer ausente junto ao drama da população. Mas é essencial lembrar que Paulo Guedes e Bolsonaro desde o início de 2019 pressionam fortemente o governo amapaense para outra privatização local. Eles realizam todo o tipo de chantagem para que a empresa estadual de energia elétrica (Companhia de Eletricidade do Amapá - CEA) também seja privatizada. Imaginemos a catástrofe!

Que este imbroglio sirva como alerta para o conjunto das forças políticas envolvidas no debate a respeito das possibilidades para o futuro do Amapá e de todo o País. Não existe alternativa para superar as dificuldades da crise atual sem a participação direta do Estado. A lengalenga liberal privatizante só funciona para aumentar os lucros privados às custas do enorme esforço coletivo imposto ao conjunto da sociedade. Essa constatação vale tanto para os esforços no combate à pandemia como no desenho do modelo da rede de infraestrutura de que tanto necessitamos.

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13
Nov20

Privatizar faz mal ao Amapá, faz mal ao Brasil

Talis Andrade

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Assim como o atual governo está fazendo com a Petrobrás, vendendo todos os seus ativos, um patrimônio que é do povo brasileiro, estão fazendo também com o setor elétrico do país.

Um exemplo disso, é o que acontece hoje no Amapá. Onde a distribuição de energia foi vendida ao capital internacional. E hoje sofrem em decorrência de um apagão do sistema elétrico que já dura uma semana por um acidente em um transformador de um fornecedor privado.

O episódio traz um alerta que deve ser levado em conta pelo Congresso Nacional: a privatização do setor elétrico é um erro. Nem nos Estados Unidos o controle sobre recursos estratégicos – como água e energia – está nas mãos de interesses privados. A demora da empresa privada espanhola responsável pela Isolux em responder à crise e solucionar a falta de energia no Amapá mostra que a privatização do setor é um grande equívoco.

A Federação Única dos Petroleiros reafirma que privatizar faz mal ao Brasil. Porque privatizar significa precarização. As empresas atuam reduzindo os custos sem temer as consequências para a população, que é quem paga o preço com o desabastecimento de todo o estado. 

Hoje, quem está tratando de reverter a crise e garantir o suprimento emergencial de energia no Amapá é a Eletronorte, uma subsidiária da Eletrobrás. A holding responsável pelo sistema elétrico está prestes a ser vendida pelo governo Bolsonaro. 

Reiteramos que água e energia não podem ser mercadoria.

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10
Nov20

Apagão no Amapá é culpa da privatização

Talis Andrade

Apagão no Amapá

 

Por Altamiro Borges

A mídia privatista tem dado pouco destaque para o apagão no Amapá. Talvez porque a culpa pelo caos seja da iniciativa privada – nos dois sentidos da palavra. Mais de 730 mil pessoas, em 13 dos 16 municípios do estado da região Norte, estão sem energia elétrica, água e combustíveis desde terça-feira (3). 

Uma subestação de energia pegou fogo na capital Macapá, o que levou ao desligamento automático da linha de transmissão. A empresa responsável pela manutenção dos equipamentos é a espanhola Isolux, que tem um histórico de maus serviços prestados em outros países. 

Em 2014, a Isolux deu um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado de Indiana (EUA), onde também prestava serviços, segundo o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz. Com a privatização do setor, “a empresa agora dá prejuízo ao Brasil e ao povo do Amapá”. 

Privada causa estrago, estatal faz reparo

O curioso nessa história – para não dizer trágico – é que a multinacional espanhola é culpada pelo estrago, mas quem faz o conserto são os trabalhadores da estatal Eletronorte. Ela é subsidiária da Eletrobras, a mesma empresa que o presidente Bolsonaro e seu serviçal ultraneoliberal Paulo Guedes querem privatizar. 

Conforme explica Wellington Diniz ao site da CUT, a controladora da concessionária Linhas do Macapá não conseguiu resolver o problema e pediu socorro aos trabalhadores da Eletrobras. A estatal enviou técnicos do Pará, Maranhão e Rondônia para ajudar no reparo. 

“O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, apostam na privatização. Só que na hora em que acontece um acidente como este os técnicos da Eletrobras são convocados para prestar socorro à multinacional", afirma o sindicalista. 

Michel Temer, golpista e privatista

Ainda de acordo com o líder sindical, a Isolux não tem capacidade técnica, nem trabalhadores em números suficientes para manutenção, nem recompor a energia em pouco espaço de tempo, por isso os técnicos da Eletrobras foram chamados para prestar socorro 

Já o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amapá (STIU-AP), Jedilson Santa Bárbara, lembra o desastre do desmonte da Eletronorte no estado. A estatal chegou a ter 220 funcionários no estado em 2007, mas com a sanha privatista do golpista Michel Temer (MDB-SP) hoje tem menos da metade. Ele acrescenta: 

"Oito técnicos da Eletrobras de outros estados que agora estão ajudando nos reparos são considerados dispensáveis por terem muito tempo de casa e estão prestes a se aposentar. A empresa quer incentivar a demissão dos mais experientes através do PDV, mas na hora que mais precisa eles é que são chamados". 

No plano de privatização obrado pela dupla Bolsonaro-Guedes, a Eletrobras já anunciou que pretende fazer mais de mil demissões. “O objetivo é ‘baratear os custos’ para entregar ao capital externo mais uma empresa nacional superavitária. A Eletrobras teve lucro de R$ 20 bilhões em 2019”, afirma Jedilson Santa Bárbara. 

Caos e sofrimento da população

Enquanto o reparo não é concluído, até porque depende da chegada de um novo gerador que pesa cerca de 100 toneladas e será levado de barco, a população do Amapá passa por dias de caos e sofrimento. Segundo Maria Neuzina Tavares, dirigente da CUT/AP, a situação é inédita – algo nunca visto na história recente. 

As filas nos supermercados são imensas, o que já causou brigas na compra de água, que está racionada. As padarias também estão limitando a venda de pães a 10 unidades por família. Nos postos de combustíveis as filas são imensas. Outros postos estão fechados porque suas bombas não têm condições de retirar o produto dos poços. 

A comunicação também é precária. As linhas de celulares das operadoras Vivo e Oi não funcionam. A Claro é a única operadora que dá algum sinal, mas bem precário. Toda a energia elétrica disponível é direcionada apenas para os hospitais e outros serviços essenciais. O prefeito de Macapá, Clécio Luís, decretou estado de calamidade pública na capital por 30 dias. 

“Toda essa situação poderia ser evitada se a empresa que ganhou a concessão da linha de transmissão contratasse profissionais com qualificação, mas ela só se interessa em pagar baixos salários, colocando a população em risco”, critica Jedilson Santa Bárbara. 
 
07
Nov20

PT: apagão no Amapá confirma erro do governo na venda da Eletrobrás

Talis Andrade

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Empresa responsável pela energia no Amapá, que sofre com um apagão há 5 dias, é a espanhola Isolux, mas quem está fazendo o conserto são os trabalhadores da Eletrobras, uma estatal. A Eletrobras enviou técnicos do Pará, Maranhão e Rondônia para solucionar o problema.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz, em 2014, a Isolux já deu um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado de Indiana, nos Estados Unidos, onde também prestava serviços.

“O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e [ministro de Minas e Energia] Bento Albuquerque vêm dizendo que a Eletrobras não tem capacidade de investimento, e apostam na privatização, só que na hora em que acontece um acidente como este são os técnicos da Eletrobras que são convocados para prestarem socorro à empresa internacional porque ela não tem capacidade para resolver o problema”, alerta Diniz.

 

PT denuncia privatização da Eletrobrás

 

O Partido dos Trabalhadores manifesta solidariedade ao povo do Amapá, que experimenta há cinco dias um apagão do sistema elétrico em todo o estado por um acidente em um transformador de um fornecedor privado. É estarrecedora a falta de compromisso do governo de Jair Bolsonaro com o povo. O Palácio do Planalto demorou a reagir. O governado do Amapá decretou estado de calamidade pública.

O episódio traz um alerta que deve ser levado em conta pelo Congresso Nacional: a privatização do setor elétrico é um erro. Nem nos Estados Unidos o controle sobre recursos estratégicos – como água e energia – está nas mãos de interesses privados. A demora da empresa privada espanhola responsável pela Isolux em responder à crise e solucionar a falta de energia no Amapá mostra que a privatização do setor é um grande equívoco.

Hoje, quem está tratando de reverter a crise e garantir o suprimento emergencial de energia no Amapá é a Eletronorte, uma subsidiária da Eletrobrás. A holding responsável pelo sistema elétrico está prestes a ser vendida. O PT reitera: a privatização do setor elétrico é um desserviço para o Brasil e para o nosso povo.

Estranhamente, os militares não fazem qualquer oposição à entrega do setor elétrico brasileiro para empresas internacionais. Não se pode entregar um recurso estratégico aos interesses nacionais – como confirma o apagão no Amapá – à iniciativa privada. Ainda há tempo de impedir esse retrocesso que joga com o futuro do país.

A nota é assinada pela deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores.

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Ana Júlia 13013
@najuliaribeiro
Já são 4 dias SEM ENERGIA no Amapá! Em plena pandemia, o Estado também já está ficando sem água. Mas a preocupação de Bolsonaro é protestar contra o resultado das eleições dos EUA e planejar a volta do voto por papel! Inacreditável! #SOSAmapá 
Ana Júlia 13013
@najuliaribeiro
A crise hídrica agravou aqui em #Curitiba. A previsão de chuvas está abaixo da média para os próximos meses. Ratinho Junior não toma medidas cabíveis e parece estar rezando para que nós, curitibanos, sejamos a solução. Uma grande irresponsabilidade por parte do governo.
Ana Júlia 13013
Ana Júlia 13013
@najuliaribeiro
#FaltaÁguaEmCuritiba Vocês imaginam começar a semana sem água durante uma pandemia que exige mais cuidados de higiene? Pois é. Em Curitiba e região metropolitana, mais uma vez, inúmeros bairros estão sem água, com retorno apenas quarta-feira.
Ana Júlia 13013
@najuliaribeiro

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André Trigueiro
@andretrig
Alô Brasília: faltam água e comida no Amapá,que está s/energia desde 3ª feira.Mando daqui um mapa p/facilitar a visualização deste importante estado da Região Norte.A situação é grave e exige mobilização urgente do Governo Federal.O Amapá faz parte do Brasil! Movam-se!
07
Nov20

Haddad cobra Bolsonaro sobre apagão no Amapá: “Esquece o Flávio e Trump. Trabalhe um dia”

Talis Andrade

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O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi às redes sociais na manhã para cobrar ações do presidente Jair Bolsonaro em relação ao apagão de mais de cinco dias no Amapá.

Após forte chuva na terça-feira (3), subestação de distribuição de energia pegou fogo na zona norte de Macapá, afetando 13 dos 16 municípios do estado.

“Bolsonaro, esquece o Flávio e o Trump. Já eram. Faça alguma coisa pelo Amapá. Trabalhe um dia. Um dia. UM dia”, escreveu Haddad.

O senador Randolfe Rodrigues acionou a Justiça para que obrigue os governos estaduais e federal a ajudar o Amapá, com distribuição de água, por meio de carros-pipas, e de cestas básicas.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou: “Coloquei-me à disposição do governador do Amapá, Waldez Goés, para auxiliar no que for necessário, por solidariedade à população do estado, nossos irmãos e irmãs da Amazônia”.

Hoje, das 16 cidades do estado, apenas três —Oiapoque, Laranjal do Jari e Vitória do Jari— mantêm a energia porque são abastecidas por sistemas independentes.

Apagão | BLOG DO AMARILDO . CHARGE CARICATURA

O Amapá está enfrentando uma série de dificuldades por conta de um apagão que atinge o estado desde a noite de terça-feira. A falta de energia afeta também serviços essenciais como o abastecimento de água e fornecimento de internet, além de problemas comerciais, como a perda de mercadorias que necessitam de refrigeração.

Hoje, das 16 cidades do estado, apenas três —Oiapoque, Laranjal do Jari e Vitória do Jari— mantêm a energia porque são abastecidas por sistemas independentes. A capital Macapá está com o fornecimento de luz completamente suspenso.

Por conta do apagão, houve uma grande procura da população por itens essenciais como combustível e água mineral, já que o abastecimento de água encanada foi paralisado.

O sistema de telefonia também apresenta inconsistência em boa parte do estado devido à falta de energia. Muitas lojas do comércio estão com as vendas suspensas por problemas em seus sistemas.

A população de Macapá lotou todos os hotéis com gerador próprio para dormir com alguma ventilação, luminosidade e serviços como internet

Três planos estão à mesa para solucionar o apagão

Na manhã de hoje, três planos foram apresentados para restabelecer a energia, um deles de forma emergencial que traria o retorno parcial.

A primeira ideia é recuperar um dos transformadores queimados e que foi menos danificado. Isso poderia trazer o retorno de até 70% da energia no estado, mas ainda são necessários testes e a previsão é que a operação possa durar até 48 horas.

Se for bem-sucedido, restabelecerá de 60% a 70% da carga do estado do Amapá. Mas estamos desencadeando outras ações para que em até 30 dias todos os transformadores estejam aqui para dar total segurança energética”, informou o ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia.

O segundo plano é trazer um gerador de energia de Laranjal do Jari, mas que pesa cerca de 100 toneladas e o processo levaria em torno de 15 dias entre desmonte, transporte de balsa e montagem.

Outra alternativa seria trazer de Boa Vista um transformador que viria de avião, mas levaria até 30 dias. Unidades de menor porte também viriam de Manaus para ajudar a suprir o problema.

 
Diogo Cabral
@Diogotapuio
O Amapá entrou no 4º dia do apagão. 13 dos 16 municípios estão afetados pela crise. As prateleiras dos mercados estão se esvaziando. Os serviços públicos essenciais estão afetados. Por favor, divulguem. Há limitação de acesso à internet por lá. #SOSAmapá #ApagaoNoAmapaImage
 
Mateus Aguiar
@mateusaguiarph
Mais de 3 dias sem energia no Amapá (e essa situação pode durar 15 dias) filas pra pegar água, supermercado ficando sem abastecimento, pessoas tendo que tomar banho de rio. E o nosso governo não faz absolutamente NADA!
 
 
Gilmar Mendes
@gilmarmendes
 
O Amapá vive um cenário pós-apocalíptico com a interrupção nos serviços de água, saúde, telefonia e segurança pública. A situação é extremamente grave. É hora de as lideranças políticas superarem dissidências e buscarem uma solução. #SOSAmapa, #ApagaoNoAmapa e #AmapaPedeSocorro.
 
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