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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

13
Jan22

Internautas se revoltam e cobram que Twitter notifique postagem falsa do mentiroso Carlos Bolsonaro atacando Lula

Talis Andrade

feira família bolsonaro.jpeg

 

Fake news grotesca contra o ex-presidente foi postada há quase 14 horas e o Twitter ainda não tomou providências a respeito

 

Informa o portal 247, que o nome do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que reside em Brasília, é um dos assuntos mais comentados no Twitter, após o filho 02 publicar uma postagem falsa com foto de um homem em cima de uma lancha, com o escrito “Lulalu”, afirmando se tratar de Lula, candidato a presidente em 2 de outubro próximo, e favorito nas pesquisas que indicam, as eleições realizadas hoje, seria eleito, consagradamente, no primeiro turno.Image

Na manhã desta quarta-feira (12), no entanto, o próprio Lula citou a fake news ao afirmar pelo Twitter que Bolsonaro “não trabalha, não resolve problemas e dificuldades do povo, só cria confusão e espalha fake news”.

“Denunciem esse tuiter mentiroso! Esse cidadão é uma vergonha, um palhaço sem graça! Carlos bolsonaro é um palhaço ridículo”, disse um internauta. “o @TwitterSeguro vai deixar isso barato? permitindo essas vigarices dá a impressão que o twitter apoia. mais um que já deveria ter sido banido do twitter há tempos”< defendeu outro internauta.

Joaquim de Carvalho
Carlos Bolsonaro publica mentira sobre Lula. Não é erro, é método. E eles vão continuar. boatos.org/politica/lula-
 
Imagem
Jornalistas procuraram o vereador geral do Brasil na casa do primo Léo Índio, em Brasília, mas não foi encontrado.
Izanildo Sabino -13.580 #ForaBolsonaroEBando 
Efeito Lula deixa Carluxo desesperado, já está vendo em todos os lugares. Faz o L que passa! #LulaPresidente13Image
 
 
 
Primo amigo de Carlos Bolsonaro 'conquista' emprego no Senado. Salário: R$  22,9 mil - Rede Brasil Atual
 
Léo Índio esconde Carlos Bolsonaro.
 

Carlos-Bolsonaro.jpg

 

bolsonaro mentiroso.jpeg

Carlos celular Bolsonaro.jpg

 

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Marcio Macedo
Com Base na pesquisa divulgada pela Quaest, a primeira de 2022, o Presidente continua liderando com mais de 20 pontos a frente do 2º colocado e mantem possibilidade de vitoria em 1º Turno. #LulaPresidente13
30
Nov21

Porque a “Noivinha do Aristides” pode ser o prego que falta no caixão da campanha de Bolsonaro

Talis Andrade

noiva aristides fakeada por beto.jpeg

 

 

por Rogerio Maestri

Ofensas jogadas contra candidatos em campanhas eleitorais é mais comum do que os famosos “santinhos” dos candidatos. Desde que existiu competição entre reis, candidatos a quaisquer cargo em regimes absolutistas ou democráticos as calúnias e difamações são constantes e utilizadas como arma entre adversários do poder, logo a história que segundo alguns foi contada pelo falecido ministro da ditadura e desafeto de Bolsonaro, sobre uma possível ligação homoafetiva entre ele e seu instrutor de judô na AMAN, o sargento Aristides, poderia ser mais um elemento na biografia do atual ocupante da presidência da república sem nenhuma relevância e que cairia no esquecimento em pouco tempo, entretanto quis a história que o próprio caluniado desse força ao boato e criando uma narrativa que pode constituir um prego no caixão de sua campanha. 

Vamos aos fatos e a possíveis desdobramento dos mesmos, o primeiro fato é que Bolsonaro para pousar de popular na sua campanha eleitoral em andamento, foi até a beira de uma estrada para receber cumprimentos e desaforos dos que passavam, digo cumprimentos e agrego desaforos, pois no início de uma campanha eleitoral se espera que estatisticamente dentre os passantes de uma estrada o candidato receba manifestações de admiradores extremamente leais e ao mesmo tempo outras pessoas que tem uma imagem exatamente ao inverso dos seus admiradores, logo o normal é receber vivas e congratulações como também reprimendas e palavrões. No momento em que um membro do executivo ou legislativo que esteja no exercício do cargo, mas em campanha eleitoral, ele não está como vereador ou presidente da República, é outro ser, o candidato, logo o normal é que seja tratado conforme os humores dos eleitores, pois desses que depende a sua reeleição. 

Qualquer candidato a qualquer cargo tem que se portar como dizia o saudoso Leonel Brizola: “O bom candidato, em comício, dá aparte até para bêbado”, em resumo, quem sai na chuva é para se molhar, logo receber elogios e insultos em espaços públicos faz parte da vida de qualquer político. Mas Bolsonaro além de quebrar essa regra de ouro da política, cometeu um erro mais grave. Ficou ofendido e usou a prerrogativa da presidência para mandar prender uma senhora que o ofendeu com algo que lhe deve ter calado fundo, a pecha de “Noivinha do Aristides”. Geralmente uma insinuação como essa tem o sentido de insinuar que a pessoa teve uma ligação homoafetiva com alguém, no caso um fulano chamado Aristides. Se Aristides fosse um nome genérico como Mário ou outro, não haveria maiores problemas, porém a história vem de fatos mais distantes e com uma narrativa mais concreta. 

presa mulher chamou noivinha aristides.jpeg

 

Há décadas no passado, existia um sargento na AMAN chamado Aristides que foi instrutor de judô de Bolsonaro, até aí nada de mal, poderia ser uma mera coincidência, apesar de Aristides ser um nome nada usual, mas passaria despercebido por todos que escutassem. Porém ao lerem a notícia algumas pessoas com melhor memória lembraram de uma frase proferida por um ex-ministro da educação do tempo da ditadura, o Tenente Coronel Jarbas Passarinho que numa entrevista resgatada por alguém, teria supostamente pronunciado a seguinte declaração: “Aristides era o sargento em cuja cama o então tenente (Bolsonaro) ia chorar as mágoas, nas noites quentes de verão dos aquartelados”, ou seja, uma insinuação direta que Bolsonaro mantinha relações homoafetivas com o Sargento Aristides. Já aqui a narrativa ganha corpo, pois Jarbas Passarinho na época que pronunciou essas palavras era uma figura notável da época da ditadura militar que ocupara cargos importantes como governador do Estado do Pará, ministro do trabalho, da educação, da previdência social e da justiça, além de presidente do Senado Federal. Jarbas Passarinho faleceu em 5 de junho de 2016, aos 96 anos e provavelmente essas declarações foram feitas bem antes de Bolsonaro se candidatar à presidência da República lá por 2011, logo foram feitas mais por um desafeto pessoal do que por objetivo político. 

Porém para desgraça de Bolsonaro as coisas não terminam por aí, a desconhecida senhora que mostrou seu descontentamento com ele tem em torno de trinta anos, ou seja, quando Bolsonaro saiu do exército em 1988 ou era um bebê ou nem tinha nascido, logo esse assunto de alcova teria lhe sido transmitido por alguém mais velho ou é uma história conhecida na AMAN, assim sendo se o processo for levado adiante ela terá que utilizar testemunhas para se defender, aumentando o círculo de confusão. 

Além de tudo isso, o mais notável que depois de Bolsonaro ter perdido a popularidade ele deve ter sofrido um monte de injúrias e somente pela primeira vez que ele usa seus atributos de presidente da república para contestá-las exatamente a partir da "ofensa" de “Noivinha do Aristides”, muito sintomático. 

Resumindo: Para alguém que tem um comportamento homofóbico e seus adeptos mais leais apresentam a mesma masculinidade tóxica, as revelações já ocorridas como outras que começam a despontar (como o caso com Rita Lee, onde ela também questiona a masculinidade de Bolsonaro) podem virar num torvelinho que pode afundar ainda mais a queda de popularidade dele. O futuro dirá. 

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29
Ago21

Preso, morto ou ditador

Talis Andrade

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por Alex Solnik

- - -

“Só Deus me tira da presidência”.

Alternativas de futuro:

“Estar preso, ser morto ou a vitória”.

Mais apocalíptico do que nunca, Bolsonaro repetiu seus arrotos autoritários, neste sábado (28), num templo evangélico de Goiânia, revelando que

1) morre de medo de perder em 2022;

2) morre de medo de ser preso e

3) por isso pretende continuar no poder mesmo perdendo em 2022.

Preso, morto ou ditador. 

 

28
Ago21

“PMs são apaixonados por Bolsonaro, mas é impensável que apoiem um golpe”

Talis Andrade

Primeira-Vitima-do-Golpe-de-2016.jpg

 

 

Ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) destaca o apoio das forças de segurança brasileiras ao presidente Jair Bolsonaro, mas diz que falta de liderança e de organização nacional dificultam uma ação orquestrada para apoiar uma eventual ruptura. Cientista político prevê uma "guerra institucional" até depois das eleições de 2022. 

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A participação de policiais em atos pró-Bolsonaro no dia 7 de setembro é um dos assuntos mais comentados nos grupos de aplicativos utilizados pelas forças de segurança. Fontes que integram esses grupos relataram à RFI que muitos policiais confirmaram presença nas manifestações, alegando que estarão de folga.

O apoio que agentes e principalmente militares dão a um presidente que todo dia questiona o sistema eleitoral do país deixa um incômodo ponto de interrogação no ar sobre a eventual adesão de policiais a um golpe de Estado, caso Bolsonaro perca as eleições do ano que vem.

O ex-comandante de uma equipe do Bope, sociólogo e autor do filme "Tropa de Elite", Rodrigo Pimentel, falou à RFI da presença forte do bolsonarismo entre os policiais, classificando esse engajamento como uma "paixão". No entanto, ele diz não acreditar em apoio organizado à ruptura.

“Quase todos os policiais militares são eleitores de Bolsonaro e pessoas apaixonadas por ele. A classe policial militar brasileira foi abandonada pelos políticos ao longo de décadas. Jair Bolsonaro, ainda quando era do baixo clero da Câmara dos Deputados, defendia do plenário os policiais militares. Mas são corporações independentes, que não são subordinadas ao governo federal, mas aos governadores estaduais, e são 27 corporações distintas. Então é pouquíssimo provável uma organização desses policiais militares para ações golpistas. Isso é uma coisa impensável.”

"Meio milhão de brasileiros armados"

Nesta semana o governador de São Paulo e rival político de Bolsonaro, João Dória, afastou um coronel que usou as redes sociais para convocar militares a participar dos protestos em defesa do presidente. Pimentel diz que muitos colegas de farda irão levantar bandeiras e faixas em favor do presidente. 

“É meio milhão de brasileiros armados, com seus familiares, esposas, filhos, pais, que estão nas ruas na condição de cidadãos participando de manifestações e atos a favor do governo Bolsonaro, mas não representam uma ameaça golpista, porque são desarticulados, não estão organizados, estão descentralizados e não possuem liderança. Existem sim grupos de Whastapp, de redes sociais, que se comunicam e combinam o comparecimento em massa em eventos que apoiam o presidente.”

Policiais ouvidos pela RFI não escondem irritação com decisões do Superior Tribunal Federal (STF), como a que “soltou Lula, mas mandou prender apoiadores de Bolsonaro”, nas palavras de um deles. Um outro afirmou que “xingar Bolsonaro de genocida, tudo bem, mas atacar a Suprema Corte, aí pega”.

Rafael Alcadipani, professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública afirmou à RFI que a postura política de policiais pode refletir na atuação deles nas ruas. No entanto, ele descarta a possibilidade de uma ação orquestrada para assegurar poder ao atual presidente.  

“É pouco provável que as polícias militares, articuladamente, elaborem um golpe a favor do Bolsonaro. Acredito que o policial possa ser bolsonarista, pode gostar do Bolsonaro, mas aí é um caminho muito longo até que use suas armas, use a instituição para realizar um golpe a favor do Bolsonaro. O que pode acontecer, eu acho, é uma omissão na hora em que houver uma invasão de prédio público, de alguma residência de autoridade. Acho que essas coisas podem acontecer”.

O analista social também prevê que o cenário de instabilidade pode aumentar com a pauta corporativa dos policiais, que costumam pressionar governadores por reajustes salariais no último ano de mandato.

“Eu acredito também que pode ter motim por contas dos salários. A gente pode ter uma tentativa de policiais, que estão de fato vivendo com salários baixíssimos em São Paulo, por exemplo. Aí eles apoiam o presidente da República e nesses motins acabam pressionando os governadores, tentando reduzir a representatividade deles. A terceira coisa que eu acho que pode acontecer é um lobo solitário, que esteja mais radicalizado, atentar contra a vida de alguma autoridade, embora eu ache que esse cenário seja menos provável.”

União de forças contra narrativa bolsonarista

Para o cientista político André Rosa, o clima de tensão, agravado com o pedido de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, protocolado pelo presidente Bolsonaro, mostra que o cenário de crise não dá trégua.

“Eu vejo que o país vai viver uma guerra institucional até as eleições ou até após as eleições. É um problema muito sério, é uma guerra que o presidente trava com o Judiciário, nunca vista antes. A única forma de tentar conter essa narrativa é através da união das instituições. É preciso uma grande união de forças entre essas instituições: Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunal Superior Eleitoral, Supremo Tribunal Federal, tribunais regionais eleitorais, tudo para combater uma narrativa bolsonarista que é muito forte. A imprensa também é um veículo muito importante para levar informações e derrubar o falso discurso bolsonarista de que as urnas eletrônicas não são confiáveis”, avalia.

O cientista político disse à RFI que a crise institucional também afasta investimentos estrangeiros, pois gera dúvidas sobre os rumos do país, em uma escolha política de Bolsonaro de difícil compreensão.

“Na história do presidencialismos, vários chefes de Estado se espelham em nomes de autoridades do passado, alguns em Abraham Lincoln, outros em Ronald Reagan, Margareth Thatcher. Agora Bolsonaro foi se espelhar em Donald Trump. E numa narrativa de contestar o resultado das urnas parece já prevendo, a olhar pelas pesquisas, que ele pode perder a reeleição, e até mesmo nem estar no segundo turno. Estranho é que ele se espelha num modelo que claramente fracassou nos Estados Unidos, pois não se conseguiu derrubar o resultado das urnas”, finaliza. 

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18
Ago21

Senadores apresentam notícia-crime ao STF contra Aras por prevaricação

Talis Andrade

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247 - Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolaram no final da manhã desta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, por prevaricação. 

“O comportamento desidioso do Procurador-Geral da República fica evidente não só pelas suas omissões diante das arbitrariedades e crimes do presidente da República, mas também pelas suas ações que contribuíram para o enfraquecimento do regime democrático brasileiro e do sistema eleitoral e para o agravamento dos impactos da Covid-19 no Brasil, além de ter atentado direta e indiretamente contra os esforços de combate à corrupção no país. O conjunto de fatos demonstra patentemente que o Procurador-Geral da República procedeu de modo incompatível com a dignidade e com o decoro de seu cargo”, argumentam os senadores.

O pedido foi enviado ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, que deverá encaminhar o caso ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Cármen Lúcia já é relatora de um processo sobre os ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral e, por esta razão, recebeu nesta quarta-feira a manifestação dos senadores.

O pedido é motivado, de acordo com os senadores, pela omissão de Aras em relação aos ataques ao sistema eleitoral brasileiro, além das recusas do PGR de atuar em relação ao dever de defender o regime democrático brasileiro e ao dever de fiscalizar o cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

 

05
Ago21

Bolsonaro faz ameaça a Alexandre de Moraes: "a hora dele vai chegar"

Talis Andrade

bolsonaro motociclista morte.jpg

 

 

247 - Jair Bolsonaro ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (5), após o magistrado decidir pela inclusão de Bolsonaro no inquérito fake news por causa dos ataques sem provas à confiabilidade das urnas eletrônicas. 

"O Alexandre de Moraes acusa todo mundo de tudo. Bota como ‘réu’ no seu inquérito sem qualquer base jurídica para fazer operações intimidatórias, busca e apreensão, ameaça de prisão, ou até mesmo prisão. É isso o que ele está fazendo. E a hora dele vai chegar, porque ele está jogando fora das quatro linhas da Constituição há muito tempo", disse Bolsonaro à entrevista à Rádio 93 FM, do Rio de Janeiro.

"Eu não pretendo sair das quatro linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando. […] Ele fez um absurdo agora, me colocou como réu naquele inquérito das fake news dele. Ele é a mentira em pessoa dentro do STF", acrescentou.

Bolsonaro acusou Moraes de arbitrário e ditatorial. "Não dá para continuarmos com um ministro arbitrário, ditatorial, que não leu a Constituição, ou, se leu, aplica de acordo com seu entendimento, para, cada vez mais, agredir a democracia", afirmou.

Jornalista Tereza Cruvinel alerta

Em participação no programa Bom Dia 247 desta quinta-feira (5), a jornalista Tereza alertou para a possibilidade iminente de uma ruptura institucional, com as ameaças de Bolsonaro, que já manifestou posição favorável ao cancelamento da eleições presidencial de 2022 caso não haja o voto impresso. 

"Não é normal o presidente falar que vai agir fora da Constituição", disse a jornalista, que também alertou para a não aceitação por parte de Bolsonaro caso a Câmara dos Deputados não aprove a PEC do Voto Impresso. 

Bolsonaro derrete nas pesquisas

Bolsonaro tem criticado o sistema eleitoral com medo de uma derrota em 2022, pois todos os levantamentos apontam queda da sua aprovação e a liderança isolada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

De acordo com pesquisa Quaest Consultoria, divulgada nesta quarta-feira (4), por exemplo, o petista tem 46% dos votos na simulação de primeiro turno, contra  29% de Bolsonaro, seguido pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 12%. Os dados também mostraram que 56% desaprovam o governo e 66% reprovam o comportamento dele.

bolsonaro empresa funerária morte.jpg

 

11
Nov20

Moro tem “biografia manchada como juiz ladrão”

Talis Andrade

Motim no Ceará

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) criticou nesta segunda-feira (9) Sérgio Moro, após o jornal Folha de S. Paulo noticiar que o ex-ministro do governo Bolsonaro se reuniu com o apresentador Luciano Huck para tentar viabilizar uma aliança mirando a eleição presidencial de 2022.

 

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“O Sérgio Moro foi um juiz ladrão a serviço de um esquema ilegal e antidemocrático para fraudar processo político no Brasil. Ele é isso, apenas. Portanto uma biografia manchada de nódoa que não se apaga”, disse o parlamentar.

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Ainda no domingo, Moro gravou um vídeo declarando apoio ao líder extremista Capitão Wagner (Pros), candidato à prefeitura de Fortaleza, apontado como responsável por organizar um motim de policiais na capital cearense em fevereiro deste ano.

Em resposta, o governador Flávio Dino (PCdoB) comentou que Moro “começou muito mal a sua tentativa de se reinventar como referência do centro, após servir a Bolsonaro e dele se servir”.

Márcio Jerry 
@marciojerry
O foi um juiz ladrão a serviço de um esquema ilegal e antidemocrático para fraudar processo político no Brasil. Ele é isso, apenas. Portanto uma biografia manchada de nódoa que não se apaga.
 

 

10
Nov20

Bolsonaro e Trump, o fim do romance que nunca foi

Talis Andrade

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Relação especial que o presidente brasileiro clamava ter com o americano termina sem ter dado muita coisa ao Brasil. Vitória de Biden tem uma série de alertas ao bolsonarismo

por Thomas Milz /DW

Se você olhar para a história, uma coisa fica óbvia: o pouco interesse que os Estados Unidos mostram pelos países sul-americanos, tanto sob presidentes democratas quanto sob presidentes republicanos. Veio disso o apelo que Jair Messias Bolsonaro ganhou entre grande parte da população brasileira, em 2018: a suposta relação especial com a família mais poderosa do mundo, a Família Trump. Imaginava-se, no campo bolsonarista, uma ligação direta entre Brasília e a Casa Branca. E via-se, consequentemente, nas manifestações pró-Bolsonaro pelo país, as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil juntas, lado a lado.

Mas tal relação especial trouxe pouca coisa concreta para o Brasil, além de alguns encontros simbólicos e do fato de a delegação brasileira ter sido infectada com covid-19 depois de uma visita a Trump na Flórida. Para a economia brasileira, o tão esperado acesso maior ao mercado americano não se concretizou. Muito pelo contrário: a política de America First de Trump manteve as proteções às importações de aço e de produtos agrícolas brasileiros, por exemplo. O esperado acordo comercial entre os EUA e o Brasil ainda não foi além de um primeiro rascunho. E, provavelmente, logo morrerá por completo. Ao invés de acordos especiais com líderes como Bolsonaro e o britânico Boris Johnson, o presidente eleito Biden deve voltar a fortalecer os órgãos multilaterais.

O novo elo entre EUA e Europa

E mais: um governo Biden restabelecerá as relações tumultuadas com a Europa, para, em conjunto, acelerar uma agenda comum mais "global", visando, principalmente, uma agenda de proteção ambiental mais forte. O Brasil foi o único país sul-americano a aparecer nos discursos de Biden como candidato, clamando uma campanha bilionária para salvar a Floresta Amazônica. Ao invés de explorar, junto com Trump, as riquezas do subsolo da Amazônia, como tem sido o desejo – não respondido, diga-se de passagem – de Bolsonaro, agora o Brasil vai ter que lutar contra a pressão conjunta dos Estados Unidos e da Europa.

Haverá, também, uma guinada de 180 graus nas questões de valores sociais. O governo Biden voltará para a política progressista de Barack Obama, promovendo políticas de proteção a minorias também no âmbito internacional. O Brasil ficará ainda mais isolado internacionalmente com sua ideologia conservadora. Isso sim é um duro golpe para o campo bolsonarista, que já não consegue dar a guinada conservadora dentro do Brasil. Agora, nem haverá mais declarações internacionais contra o aborto ou a ideologia de gênero em conjunto com os EUA. Bolsonaro terá que fazer isso agora com os húngaros e os poloneses.

Por outro lado, é de se esperar que Biden continue com a agenda antichinesa de Trump. As supostas ameaças ao Ocidente, vindas de uma China cada vez mais forte, entraram de vez na política americana e, por partes, na da Europa. Mas, até agora, o combate aos verdadeiros comunistas se limitou, no Brasil, a bravatas virtuais, tuítes e posts e algumas ofensas verbais. Ao mesmo tempo, a China continua sendo o parceiro econômico mais importante para o Brasil. É de se esperar pressões por parte de Washington para bloquear o acesso da gigante chinesa Huawei às licitações para as redes 5G no Brasil, no ano que vem. Vem problema por aí: Bolsonaro compraria uma briga com a Casa Branca para fazer negócio com os comunistas de Pequim? Ou cederá a soberania brasileira ao "socialista" Biden?

A queda do ídolo bolsonarista

Durante anos, Jair Messias Bolsonaro e seus filhos, principalmente o quase embaixador nos EUA, Eduardo, tinham declarado aberta e exaustivamente que apoiam Donald Trump e de que acreditavam na sua reeleição em 2020. Nas manifestações de apoiadores do presidente brasileiro, a bandeira americana sempre foi muito presente, como, também, cartazes e camisas celebrando a aliança Trump-Bolsonaro, até com frases como "Make Brazil great again".

Mas bastou Donald Trump ficar para trás na corrida presidencial, na sexta-feira, para Bolsonaro trocar o famoso "Trump - I love you" pelo "Trump não é a pessoa mais importante do mundo". Depois se calou sobre a vitória de Joe Biden. Para Bolsonaro, pessoalmente, a derrota do ídolo derruba várias das narrativas que fizeram com que ele ganhasse a presidência brasileira, em 2018. Sua narrativa de ser um vingador da direita, uma figura quase de super-herói de cinema, foi copiada da corrida eleitoral de 2016, entre Trump e Hillary Clinton. Agora, o vingador-mor americano foi derrotado pelo "Sleepy Joe".

Acabou a onda populista?

Foi um duro golpe também para Eduardo Bolsonaro, que se empenhava, junto ao ex-assessor de Trump Steve Bannon, para criar um movimento "alt-right" na América Latina. Mas o "Movement" tropical nunca deslanchou, e atualmente Bannon, ao invés de derrubar a esquerda mundo afora, tem de se defender na Justiça americana por fraude na arrecadação de fundos para a construção do muro entre o México e os Estados Unidos. Como Trump, Bannon sofre com o cerco das redes sociais às notícias falsas. Enquanto Trump tinha seus tuítes marcados com avisos, Bannon era expulso do Twitter.

No Brasil, as redes bolsonaristas, fundamentais para o diálogo entre o presidente e seus seguidores, já sofreram duros golpes do STF, que apertou o combate às fake news. Enquanto isso, Bolsonaro tem de assistir à volta da esquerda na América do Sul, principalmente na Argentina e na Bolívia. Uma troca de regime na Venezuela, que tem sido a agenda mais forte em conjunto de Bolsonaro e Trump, deve ser secundária na agenda de Joe Biden. Cubanos e venezuelanos exilados, principalmente na Flórida, votaram em Trump. E perderam junto com ele. Agora, Biden deve voltar a se aproximar de Cuba, restabelecendo o diálogo promovido por Barack Obama.

Bolsonaro será o Trump em 2022?

Mas será que Bolsonaro será Trump nas eleições presidenciais de 2022? Terá ele o mesmo destino que o ídolo americano, de ser derrotado pela oposição esquerdista? Vale lembrar que no Brasil não existem partidos com o grau de organização como o Democrata e o Republicano nos Estados Unidos. E muito menos uma oposição unida. Por enquanto.

Em vez de dois partidos fortes, há uma fragmentação do cenário partidário cada vez maior. Tanto que Bolsonaro atualmente está sem partido, depois de fracassar em criar o próprio. Nas eleições municipais, já se desenha a derrota de candidatos apoiados pelo presidente, como Celso Russomanno em São Paulo e Marcelo Crivella no Rio de Janeiro. Mas isso pouco diz sobre as chances de Bolsonaro de se reeleger em 2022. Se continuar com o apoio do velho Centrão, o berço político dele durante os 28 anos como parlamentar, Bolsonaro poderá ter mais êxito que o ídolo americano.

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10
Nov20

Partidos oposição acionam STF contra veto de Bolsonaro a vacina de Covid-19

Talis Andrade

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PSOL, PT, PDT, PCdoB, PSB e Rede entraram com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro para pedir que a corte proíba o veto unilateral do presidente ao planejamento de compra pelo governo da vacina contra Covid-19 que vem sendo desenvolvida pelo desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan no Brasil e que popularmente é conhecida como “vacina chinesa”.

22
Out20

Relator da ONU questiona Bretas e denuncia intimidação contra advogados

Talis Andrade

moro nova lava.jpg

 

 

Por Jamil Chade

O relator da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Independência do Judiciário, Diego Garcia-Sayan, enviou uma carta ao governo brasileiro cobrando explicações sobre operações contra advogados, questionando abertamente a imparcialidade de Marcelo Bretas e cita proximidade do juiz com Jair Bolsonaro (sem partido).

A carta foi submetida na segunda-feira e, até agora, o governo brasileiro não deu uma reposta. O centro do questionamento se refere às operações realizadas contra advogados por parte da PF (Polícia Federal), entre eles Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

UOL pediu posicionamentos ao juiz e ao MPF (Ministério Público Federal) e aguarda retorno.

Zanin foi um dos alvos da Operação E$quema da PF, que investiga suposto tráfico de influência. Quem autorizou a busca foi Bretas, que envolveu 50 alvos de busca e apreensão. A denúncia do MPF indica que os réus teriam desviado, entre 2012 e 2018, R$ 151 milhões do Sistema S, que é financiado com uma contribuição obrigatória de empresas.

Garcia, porém, criticou o que chamou de intimidação de advogados que defendem o ex-presidente. Na carta, ele pediu ao Estado brasileiro que se assegure de que seus tribunais tratassem todos igualmente.

“Estou alarmado com uma aparente estratégia de alguns promotores e juízes de intimidar advogados por fazerem seu trabalho, particularmente quando estes defendem políticos”, disse Diego García-Sayán.

“Parece que os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins foram visados como parte desta estratégia coordenada”, disse. “A forma espetacular como a polícia realizou as buscas — com ampla cobertura de jornalistas que haviam sido avisados previamente — parece ser parte de uma estratégia destinada a desacreditar os advogados diante de seus pares, clientes e o público em geral”, escreveu García-Sayán.

Acenos de Bretas a Bolsonaro são criticados

No documento, o relator também lembrou ao Brasil que “é imperativo que juízes sejam imparciais, e notou as supostas conexões do Juiz Bretas com as autoridades políticas, incluindo o Presidente Jair Bolsonaro”.

“Em 17 de setembro, o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu por esmagadora maioria – por votação a 12 contra 1 – que o apoio aberto demonstrado pelo juiz ao Presidente do Brasil era incompatível com suas obrigações profissionais. A Ordem dos Advogados do Brasil havia iniciado um processo disciplinar contra o juiz em relação a seus vínculos com o presidente”, indicou comunicado da ONU.

A crítica da relatoria da ONU ocorre poucos dias depois que advogados brasileiros emitiram uma queixa à entidade, apontando para supostos abusos por parte das autoridades e atos de intimidação.

Numa carta, os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira relatam à entidade a operação policial realizada contra eles no Brasil, no início de setembro, e alertaram sobre o que chamam de “tentativa de intimidar por causa de seu desempenho como advogados”.

No pedido, o relator é solicitado a tomar “medidas urgentes para assegurar que os reclamantes não sofram qualquer tipo de pressão ou intimidação e coerção por parte das autoridades brasileiras e também para assegurar a confidencialidade dos dados e comunicações feitas entre eles e seus clientes, e para que não sofram restrições patrimoniais indevidas claramente irreparáveis”.

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