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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

16
Jan22

Ana Júlia contra o fascismo e a liga da justiça de Moro e Francischini

Talis Andrade

Pré-candidata a deputada estadualImageImage

Aos 21 anos de idade, estudante de Filosofia (UFPR) e Direito (PUCPR), a suplente de vereador de Curitiba (PR), Ana Júlia Pires Ribeiro (PT), coloca seu nome como pré-candidata a deputada estadual para a eleição de 2 de outubro de 2022 no Paraná.

Ela ficou famosa quando apareceu no plenário da Assembleia Legislativa em 2016, ao defender alunos que estavam ocupando escolas em todo o Estado em nome de mudanças no ensino médio.

Na disputa por uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba em novembro de 2020, ela obteve 4.538 votos, ficando à frente de 18 candidatos eleitos. A capital Curitiba conta com 38 vereadores.

Jornalistas, professores e estudantes avaliaram o desempenho de Ana Júlio nas urnas, na disputa por vaga no Poder Legislativo municipal, como "muito bom", "brilhante".  Uma campanha "muito vitoriosa".

Segundo Ana Júlia, "uma campanha muito à esquerda e muito marcada com as pautas da esquerda, que foi muito atacada pela extrema direita; foi uma das campanhas que mais sofreu ataques da direita fascista em Curitiba, inclusive judicialmente também. Tive mais processos que a campanha majoritária".

No quesito "dar-o-que-falar", sua campanha protagonizou polêmica, com projeções de imagens provocativas, que desafiaram o discurso de ódio do delegado Francischini (PSL). Na semana final da campanha, renovou a dose, com projeções de posições políticas, entre outros lugares, na sede da Havan. 

Na última eleição municipal, o PT curitibano elegeu Carol Dartora (8.874 votos), Professora Josete (5.856) e Renato Freitas (5.097). Faltou então poucos votos para conquistar uma quarta cadeira - e Ana Júlia é a primeira suplente do partido.

Confira o vídeo a seguir:

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé, céu e oceano

Escreveu Ana Júlia no Twitter: "O Enem foi marcado pela crise no INEP, menor número de inscritos em 16 anos, interferência do governo para mudar questões, denúncias por fraude e censura... Quantos estudantes perderam a oportunidade de acessar a educação superior de qualidade por culpa do Bolsonaro? #Enem2021" 

Para Ana Júlia, "Curitiba é uma das capitais mais desiguais do Brasil. Precisamos de políticas de reparação histórica. É urgente políticas de ações afirmativas para a população negra e indígena em Curitiba #AprovaJáCotasRaciais" 

E denuncia: "Bolsonaro segue criando medidas de RETROCESSO no país! Cada dia que passa fica mais difícil a realidade de estudantes brasileiros que precisam do auxílio de políticas públicas pra terem acesso ao ensino superior de qualidade.

A proposta de Bolsonaro é um absurdo! Quem estudou a vida toda em escola pública e teve uma realidade com muito menos direitos terá que disputar as bolsas com pessoas que sempre tiveram inúmeras facilidades, privilégios de classe. A medida acaba com a verdadeira proposta do programa!

Bolsonaro assinou medida provisória que libera o acesso de estudantes de escolas particulares ao Programa Universidade para Todos (Prouni), alterando o caráter inclusivo do projeto.

O programa, criado por Fernando Haddad (PT), quando ministro da Educação do governo Lula que fundou 18 universidades, em 2005, concede bolsas de estudo integrais e parciais em faculdades a alunos que concluíram o ensino médio na rede pública ou com bolsa de estudo integral em colégios privados.

Mesmo que a medida preveja que o candidato precise comprovar renda familiar bruta mensal de até 3 salários mínimos, sabemos que muitas famílias ricas sonegam impostos e isso dificulta ainda mais o caminho de quem realmente precisa da bolsa".Pode ser uma imagem de texto que diz "HÁ 5 ANOS OCUPÁVAMOS AS ESCOLAS CONTRA O AUTORITARISMO DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO E PELA DEFESA DA ESCOLA DEMOCRÁTICA @NAJULIA.RIBEIRO"

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas

Pode ser uma imagem de texto que diz "HÁ TAMBÉM EXATOS 5 ANOS, FALE NA TRIBUNA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ SOBRE AS OCUPAÇÕES, ONDE DISCUTÍAMOS UMA ESCOLA DESCENTRALIZADA, MENOS HIERÁRQUICA, COM MAIS AUTONOMIA E QUE TRABALHASSE COM A COMPLETA EMANCIPAÇÃO DOS ESTUDANTES @NAJULIA.RIBEIRO"

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e ao ar livre

Pode ser uma imagem de texto que diz "A GERAÇÃO DOS ANOS 2000 JÁ MOSTROU A QUE VEIO. PROVOU QUE SABE E QUER FAZER POLÍTICA. DEFENDEMOS NOSSAS ESCOLAS E A EDUCAÇÃO PÚBLICA, A DEMOCRACIA E A SOBERANIA NACIONAL. A LUTA NÃO ACABOU E NÃO ACABARÁ TÃO CEDO. PERMANECEREMOS E CONTINUAREMOS FIRMES @NAJULIA.RIBEIRO"

Pode ser uma imagem de texto que diz "OCUPADO"

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas em pé, riscas e texto que diz "PADO"

 

13
Jan22

A eleição presidencial, os candidatos de oposição e as Forças Armadas

Governo militar de Bolsonaro

Talis Andrade

vitor teixeira eleições 2018 lula nao pode ser

 

Por José Eduardo Faria /Jornal da USP

Ao entrar no último ano de seu mandato rodeado por generais e após ter indicado militares de várias armas e patentes para exercer seis mil cargos de servidores civis na administração pública, inclusive permitindo-lhes acumular salários e ganhar acima do teto constitucional, o governo Bolsonaro suscita análises e principalmente, indagações. Uma das perguntas obrigatórias que será levantada na campanha eleitoral envolve justamente as Forças Armadas.

Diante da mediocridade desse governo, que desprezou a Constituição, afrontou o Judiciário, destroçou o ensino público, negou o conhecimento científico, comprou o apoio de fardados concedendo-lhes vantagens previdenciárias e sobrepôs o grupo familiar ao sistema partidário, as corporações militares terão hoje uma imagem melhor do que a que tinham antes de 2019, quando se limitavam a exercer suas atribuições funcionais específicas nas áreas de defesa e segurança nacional? Dois fatos históricos fundamentam essa indagação.

O primeiro foi a gestão da ditadura militar, não só no campo econômico, mas, também, no plano institucional. A economia foi marcada pelo delírio da transformação do Brasil numa grande potência e pelo fracasso do 2º Plano Nacional de Desenvolvimento. Formulado na gestão do general Geisel (1974-1979), esse plano enfatizava a substituição do setor automotivo pelo setor petroquímico como base do desenvolvimento, mantendo o petróleo como matriz energética e subestimando a escalada de preços então promovida pela Opep. Em termos institucionais, proliferaram denúncias de assassinatos e desaparecimentos, casos comprovados de prisões e torturas, cassações de mandatos e o desprezo pelas garantias públicas. Por isso, ao término dos vinte anos de ditadura, a imagem das Forças Armadas estava no chão – maculada e desacreditada.

O segundo fato está relacionado ao período que se seguiu com a redemocratização. Ele foi marcado pela promulgação de uma nova Constituição, pelo equilíbrio institucional e pela estabilidade política, o que levou governos democráticos a apresentarem bons resultados em matéria de estabilização monetária, reformas estruturais e crescimento, especialmente após a segunda metade da década de 1990. Do ponto de vista externo, isso fez com que o Brasil passasse a gozar de prestígio e influência nos organismos internacionais – uma conquista exponenciada pela capacidade de formulação diplomática do Itamaraty a partir da ênfase ao desenvolvimento como fonte de poder na ordem mundial, da estreita vinculação da política externa às aspirações nacionais e da adequada projeção dos interesses brasileiros no plano externo.

Desse modo, se a imagem das Forças Armadas esteve no chão nos tempos da ditadura, a partir do retorno à democracia ela melhorou graças ao seu retorno aos quartéis. Essa melhoria também foi favorecida pelo fato de que, como o país está fora de áreas de tensão e ameaça de conflitos no mundo, ele não apenas não dispõe de armas nucleares como, igualmente, deixou até mesmo de ser uma potência militar convencional, tornando-se incapaz de projetar poder para além de suas fronteiras.

Sem o hard power da força bélica, para participar das grandes decisões internacionais o Brasil teve, independentemente das diferenças de orientação dos governos do PSDB e do PT no campo da política externa, de recorrer ao soft power. Ou seja, a um poder de negociação e persuasão capaz de influenciar o comportamento e os interesses de outros corpos políticos por meio de fatores que vão do tamanho do seu território e sua população à extensão de seu mercado interno, passando pela sua força industrial, pela competência de seu sistema de desenvolvimento científico-tecnológico e por atributos intangíveis, como o prestígio de sua intelectualidade e o grau de respeito a determinados valores culturais.

A ascensão de Bolsonaro em 2018 trouxe novamente as Forças Armadas para o centro do poder – e, com tal intensidade, que levou a uma situação paradoxal, pois a expansão dos militares na burocracia do Executivo transbordou para outros Poderes. Eles passaram a contratar generais reformados para manter a autoridade institucional frente às ameaças presidenciais. O primeiro general que chefiou o Ministério da Defesa neste governo, por exemplo, foi contratado como diretor-geral do TSE, após Bolsonaro – que é candidato à reeleição – ter tentado desqualificar a corte e afrontado seu presidente.

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Além disso, se entre 1964 e 1985 as Forças Armadas é que efetivamente mandaram, agora têm de se submeter a um tenente reformado como capitão que foi afastado do Exército por ser irresponsável e disfuncional. Em seus delírios de onipotência, o presidente converteu as Forças Armadas, ou parte delas, em braço auxiliar de um processo corrosão da ordem constitucional e da democracia. Basta ver as críticas que os generais do Planalto aos ministros do STF, acusando-os de “esticar a corda” só por declarar a inconstitucionalidade de atos do governo. Basta ver os discursos desses generais ao invocarem um hipotético “poder moderador” das Forças Armadas, esquecendo-se de que, quando elas ingressam na arena política com a pretensão de arbitrá-la, as lutas ideológicas se transpõem para os quartéis, rompendo os princípios da hierarquia e da obediência de uma instituição verticalizada. Basta ver, também, a atuação desses generais nas tentativas de neutralização dos órgãos de controle institucional, o desfile de blindados sucateados da Marinha em frente ao Palácio, em agosto de 2021 e as bobagens ditas em matéria de questões ambientais e proteção da Amazônia.

Esse tipo de atuação corrói a respeitabilidade das Forças Armadas. A maior mácula é a contradição entre os valores das corporações militares, que sempre enfatizaram a importância da ciência como instrumento de desenvolvimento, com o atual desprezo do governo pelo ensino público, com a asfixia financeira das agências de fomento à pesquisa e com o desmanche de institutos científicos. Os militares a serviço desse governo se esquecem de que, na economia, a negação de recursos à ciência acarreta perda de competitividade do país em um momento em que as disputas em um comércio globalizado se acirram. No campo político, o menosprezo pela produção do conhecimento dificulta a formação de uma política científica capaz de subsidiar um projeto de futuro para o país. No plano internacional, decisões como essas corroem o soft power do Brasil, tornando-o figurante na geopolítica mundial.

Se, entre 1945 e 1960 o desenvolvimento científico foi associado ao apoio das corporações militares à pesquisa em áreas estratégicas, como energia e informática, hoje o país paga o preço por ter um presidente incapaz de compreender que ciência é desenvolvimento e progresso. É soft power e, também, smart power. Por isso, como 40% de seu ministério é integrado por militares, dos quais um quase destruiu a saúde pública em meio a uma pandemia que já resultou em 620 mil mortos, a questão sobre a atuação recente das Forças Armadas não pode ser deixada de lado na campanha eleitoral. O que os candidatos de oposição têm a dizer sobre a reversão da militarização da máquina governamental no âmbito de um regime democrático cuja Constituição prevê o controle civil das Forças Armadas? Como pretendem proceder caso, no ambiente iliberal que será herdado de Bolsonaro, os militares não aceitem perder o sobrepeso político que obtiveram?

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12
Jan22

Ministério da Liquidação das Estatais

Talis Andrade

 

 

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Rui Falcão no Twitter
 
Rui Falcão
ATENÇÃO Entrei com representação na PGE contra Bolsonaro por PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA. Há 10 meses do primeiro turno da eleição, foram identificados outdoors em fazendas do Mato Grosso do Sul, com promoção pessoal do atual presidente.
A Mídia Eletrônica mais completa de Mato Grosso do Sul - Jovem Sul
Juíz venal que foi, responsável por injustiças e enormes prejuízos ao País, Moro faz demagogia prometendo reformar que ele desmoralizou.
Reformar o Judiciário que ele desmoralizou

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Moro, safado,confessa o crime de perseguir o PT e nem se arrepende!
GRAVÍSSIMO!!! Na mesma semana em que Bolsonaro e Queiroga atacam o passaporte sanitário, o Conecte SUS é hackeado, sai do ar e os comprovantes de vacinação somem. A quem isso interessa?Charge - Subnotificação coronavirus brasil - Blog do Gilmar - UOLCharge - Subnotificação coronavirus brasil - Blog do Gilmar - UOL
 
Guedes quer criar um ministério para vender o que resta do patrimônio público. Deveria chamar Ministério da Liquidação das Estatais.

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VITÓRIA DA DEMOCRACIA! Câmara REJEITA pedido de urgência do “PL antiterrorismo” que na prática cria uma polícia política a serviço de Bolsonaro, para perseguir opositores, líderes de movimentos sociais e NÃO PASSARÃO!
DITADURA NUNCA MAIS!
 

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Carlos Latuff ar Twitter: "O golpe militar de 1964 mergulhou o #Brasil nas  trevas das torturas, desaparecimentos e assassinatos. Os militares que hoje  comemoram a ditadura deveríam responder por crime de lesa

 
 
10
Jan22

Tô vendo uma esperança

Talis Andrade

 

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Tomar a vacina foi o momento coletivo mais esperado de 2021! Por conta dele, a vacina não chegou no braço da maioria dos brasileiros e brasileiras.

 
 
Natália Bonavides no Twitter
 
Natália Bonavides
A gente tb, Henfil! Hoje, são 34 anos de saudades! #HenfilPresente
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Hj perdemos a advogada Eny Moreira, militante dos direitos humanos que defendeu presos políticos do regime militar. Entre eles, a jovem Aurora do Nascimento, torturada e morta aos 26 anos. No vídeo, Eny relata emocionada como encontrou o corpo de Aurora.

Nosso mandato trabalha pra garantir direitos à classe trabalhadora. Queremos assegurar condições dignas de trabalho, moradia, educação e qualidade de vida. Em tempos tão difíceis, não podíamos deixar de apresentar a maior quantidade possível de propostas p/ proteger a população.

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Os principais exemplos são a prorrogação da Lei Aldir Blanc, de incentivo a cultura, aprovação do Vale Gás, c/ desconto de 50% no preço do gás de cozinha p/ famílias de baixa renda e o Despejo Zero, q impede despejos em plena pandemia. Em 2022, nosso trabalho continua! Tamo junto!

emo seridoenseImage
Aproveitando o verão do jeito que dáImage
Obrigada a todo mundo que chegou junto nas lutas deste ano. Em 2022 seguiremos lado a lado, defendendo as coisas mais belas, a ciência e a saúde, a classe trabalhadora, os sonhos, a comida no prato do povo e a democracia! Simbora fazer o Brasil Feliz de Novo!
 
 
 
05
Jan22

Depois da terra plana tem um rio

Talis Andrade

 

O Horto Florestal, na zona norte da metrópole, criado em 1896, por decreto, no governo de Bernardino de Campos, por iniciativa do botânico sueco da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, Albert Löfgren, me revelou que a política e a ciência, encontro de gente com clareza no pensamento, produz suas pérolas, um legado para gente futura.

Mais de um século após,  num parque estadual deserto, livre, fiz meu ritual para o ano que se inicia, escrevi nas águas da lagoa e da chuva, um FORA BOLSONARO, às aves e peixes entreguei o desejo de um mundo pleno para aqueles que virão.

O que há de novo nas árvores, seres tão velhos que encontro por aí? Ou numa lagoa, em um rio, o que nos faz pensar as águas?

Como um rio ou árvore aprendi a entender o tempo, alegorias boas para essas dimensões em que vivemos mergulhado. 2@22 anuncia-se assim, espaço e tempo, um período determinado onde as águas se juntam, dividem margens, leito comum num tempo que escorre, percorre, avoluma-se num leito entre floresta. Selvagens, vivas, arcaicas, as imagens dos anos recentes denunciam delírios na barbárie, mais que o moderno, moderna guerra de redes.

Tudo tão rápido, mas nessa passagem me deparo com um ciclo que se conclui, tanta chuva assim após as queimadas imensas.

De 2015, recordo, entre artistas amordaçados, acordamos todos em 2022. Despertos estamos, mais espertos, incrédulos habitantes, após Mariana, Brumadinho, as cinzas e a pandemia .

Parece ontem, mas 7 anos decorridos, tão emocionante, ricas, anunciam-se as nuvens, céus e seus turbilhões.

 
03
Jan22

Peça 3 – O tempo de Lula 3

Talis Andrade

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XADREZ DE BOLSONARO SE DESMANCHANDO NO AR

 

por Luis Nassif

- - -

Como tratado no Xadrez do Início da Maior Campanha Popular da História, todos os sinais indicam uma onda avassaladora em direção a Lula, que supera as eventuais discussões sobre vícios e virtudes pessoais do candidato e do partido. 

Afinal, em um momento em que a palavra de ordem é a busca da paz nacional, em torno de uma candidatura competitiva, que político poderia ser recebido nos salões e nos encontros com catadores de lixo, com moradores de rua, com movimentos sociais de todas as naturezas, nos salões internacionais e nos grotões? Esta é a prova do pudim, não simulacros de debates eleitorais entre candidatos indicados exclusivamente pela mídia.

A chamada Terceira Via tem um histórico de mediocridade. Em nenhum momento saiu dos salões, ousou misturar-se a qualquer coisa que cheirasse povo ou intelectualidade. Seu símbolo de status maior é Miami. 

Em 2014 havia diversos movimentos prestes a romper com Dilma Rousseff – LBTGI, educação inclusiva, Universidades, movimento negro. Mas qual a alternativa? Aécio Neves. Ficaram com Dilma.

Lula tornou-se a grande esperança e reside aí o problema. (Leia mais)

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01
Jan22

2 de outubro dia do povo sem medo de ser feliz

Talis Andrade

 

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O Brasil espera o dia 2 de outubro, dia das eleições livres e democráticas, do voto da esperança sem medo de ser feliz. 

O voto na Fraternidade, na Liberdade, na Paz. O voto contra a violência, o fanatismo, o racismo, o negacionismo, o obscurantismo, as chacinas, os massacres.

Nunca mais tortura.

Nunca mais ditadura.

Que o futuro do Brasil seja decidido pelo povo. Que o povo unido jamais será vencido. A coragem do povo derrota qualquer sinergia golpista das castas que estão no poder. 

O dia 2 de outubro, dia do lulaço geral, que o futuro do Brasil como nação será decidido no primeiro turno das eleições presidenciais. 

Viva a Democracia!

Viva a Liberdade!

Viva a Fraternidade!

Viva a Igualdade!

Viva a Paz!

Vacina no braço!

Comida no prato!

Fora genocida!

Viva o Brasil!

 

01
Jan22

Para uma derrota certa e humilhante, Bolsonaro não irá

Talis Andrade

Charge do Amarildo

 

 

por Ricardo Noblat

- - -

Com cara enfezada e fala dirigida unicamente aos seus devotos fiéis, o presidente Jair Bolsonaro apresentou-se aos brasileiros no último dia de 2021 para desejar-lhes um feliz ano novo.

A ocasião pedia que ele manifestasse compaixão pelas vítimas da pandemia da Covid-19 e despertasse em seus familiares a esperança em dias melhores, mas não foi o que aconteceu.

Bolsonaro estava tenso e irritado. Deu por esgotada sua recente versão de Jairzinho paz e amor e reconciliou-se com a outra que sempre lhe caiu muito bem – a do presidente criador de casos.

Não de bons casos, mas de maus. O presidente é um fabricante de crises que não sabe viver em relativa paz. Se o modelo de fato servisse aos seus propósitos, poderia dar-se bem ao fim e ao cabo.

Mas não é o que parece, segundo indicam todas as pesquisas de opinião. O exercício do poder exige a delicada e penosa construção de maiorias sem as quais nada é possível.

Se não for capaz de ampliar o contingente dos que ainda o apoiam, onde Bolsonaro pensa que chegará? Parte dos seus seguidores, convencida de que ele não se reelegerá, o largará de mão.

Cresce entre seus aliados dentro e fora do governo a impressão de que ele começa a examinar a hipótese de abdicar da reeleição, disputando uma vaga ao Senado ou recolhendo-se à sua casa.

Para uma derrota certa e humilhante, ele não irá. Tem mais três ou quatros meses pela frente para decidir o seu destino.

Charge do Amarildo

01
Jan22

'Eleição de 2022 será o momento mais decisivo do Brasil na ilusória República'

Talis Andrade

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247 - Em artigo publicado na Folha de S. Paulo neste sábado (1), o jornalistas Janio de Freitas afirmou que a eleição presidencial deste ano, 2022, deve ser o momento "mais decisivo" da história do Brasil enquanto uma República, ainda que "ilusória", segundo ele. 

Tudo indica que as eleições serão protagonizadas pelo ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O petista é o favorito e tem chances de vencer no primeiro turno.

"O dramático é que 2022 e sua eleição propõem-se como o momento mais decisivo do Brasil na ilusória República. Não como regime político, não como sistema econômico. Como país mesmo", diz Janio de Freitas.

Para o jornalista, o período eleitoral deve ser marcado por violência. "É cada vez mais encontrada a preocupação, ou o temor, de que tenhamos uma disputa eleitoral marcada por violências variadas, não excluídas as mais extremas".

"Salve-se de 2022. E os votos de ajude a salvá-lo: é seu direito e seu dever não se permitir ser joguete das forças manipuladoras", conclui o texto.

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26
Dez21

Sobram nomes, mas falta candidato para enfrentar Lula e Bolsonaro

Talis Andrade

alves eleições 2018.jpg

 

 

E assim o Ano Novo está para chegar. Tomara que pelo menos traga vacinas para nossos filhos e netos

 
 

Você sabe quem é Lula e, no mínimo, o que ele se oferece para fazer caso se eleja no ano que vem. Se não sabe, deduz que ele tentará repetir alguns acertos do seu governo. Quem o viveu acha que foram tempos melhores. Quem não viveu, ouviu falar.

Você sabe quem é Bolsonaro, o pouco que ele fez (cite uma coisa boa) e o muito que estragou. Se não sabe, em que país você vive? Mas se quiser votar nele mesmo assim, ou se preferir não votar, você tem lá suas razões que devem ser respeitadas.

Você sabe o nome dos candidatos que ambicionam se lançar como opções a Lula e a Bolsonaro? Sabe o mínimo do que eles pensam, e por que querem disputar o voto nem, nem? E, se eleitos, o que fariam por seu bolso e a vida dos seus filhos?

É por isso que a terceira via está destinada ao fracasso. O mundo gira e a Lusitana roda sem que se saiba a razão para que dois terços dos eleitores admitam sair do cercadinho onde só parece haver espaço para Lula e Bolsonaro. Em cima da hora, não sairão.

A construção de uma candidatura exige tempo, a não ser que um fato extraordinário a alavanque. Em 1994, o Plano Real, que domou uma inflação de 80% ao mês, elegeu Fernando Henrique Cardoso que enfrentava dificuldades para se eleger deputado.

Lula aprendeu com três derrotas o caminho para alcançar o que pretendia, e mesmo assim só se elegeu porque o Real começou a fazer água. Se ele não fosse preso em 2018, Bolsonaro seria eleito? Se não fosse a facada, qual teria sido a sorte de Bolsonaro?

Fala-se em muitos nomes, mas na vida real a terceira via no momento resume-se a três. Por ordem de intenções de voto nas pesquisas eleitorais divulgadas até hoje: Sérgio Moro (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

 

Doria não se reelegeria governador de São Paulo. Perder para presidente não lhe fará tanto mal. Ciro não cresce porque Lula não deixa pela esquerda, nem Bolsonaro pela direita. Moro ainda é uma incógnita, com voz de pato e uma ideia fixa: corrupção.

Rodrigo Pacheco, embora bonito e alto, é uma invenção de Gilberto Kassab para manter unido o seu PSD. Pacheco, candidato a presidente, sequer convenceu Pacheco, presidente do Senado e muito satisfeito com isso. Quem não estaria? O Senado é o céu.

A candidatura a presidente de Simone Tebet é para dar tempo para que o MDB se reparta entre Lula e Bolsonaro. E fim de papo. Espero que tenham tido um feliz Natal. E que apesar de Bolsonaro, o Ano Novo traga vacinas para nossos filhos e netos. Amém.

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