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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Mar21

Ge-no-ci-da, por Cristina Serra

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

Das poucas alegrias que se pode ter nestes dias sombrios, uma é saber que há jornalistas a quem as décadas de profissão não tiraram a indignação, a humanidade e , sobretudo, a coragem de Cristina Serra, longa e infelizmente distante amizade que trago desde os anos 80.

Seu artigo, hoje, na Folha, tem tanta simplicidade quanto força que fala muito melhor do que eu já disse aqui: o “genocida” virou uma variante mais contagiosa e mortal do “Ele, não” em que muitos não acreditaram e ajudaram a levar ao comando do país, com muitas cumplicidades que hoje se envergonham de reconhecer.

Ge-no-ci-da!

Cristina Serra, na Folha

Em meados do ano passado, o Brasil já ia pela casa dos 50 mil mortos pela pandemia. E o que fez o genocida? Incentivou seus cães ferozes a invadir hospitais. Na época, o cartunista Renato Aroeira traduziu numa charge a indignação de muitos brasileiros. No desenho, a cruz vermelha dos hospitais é convertida na suástica nazista pelo genocida. Uma imagem forte e poderosa. O Ministério da Justiça decidiu perseguir Aroeira, mas deu um tiro no pé. Em solidariedade, mais de 70 artistas republicaram a charge e amplificaram a crítica.

Movimento semelhante ocorreu nesta semana, quando o Brasil já está perto de alcançar cinco vezes mais mortes do que em junho. Cinco manifestantes foram presos em Brasília por expor um cartaz que reproduz o trabalho de Aroeira e acrescenta a palavra que está no centro do debate nacional: genocida. A mesma palavra motivou uma intimação policial ao youtuber Felipe Neto, que a usara para criticar o presidente”¦ genocida.

Rapidamente, uma frente de advogados criou a plataforma “Cala boca já morreu”, que oferece defesa gratuita para quem for processado ou preso por críticas ao genocida. Felipe Neto não se deixou intimidar e revidou à altura no ecossistema que conhece como poucos e por meio do qual alcança milhões de pessoas. Ele postou o vídeo “Bolso família”, programa de transferência de renda para uma única família, no caso, a do genocida. Bem que a oposição poderia tomar aulas de comunicação com o youtuber. Graças ao seu alcance, o epíteto pegou e estará colado para sempre na testa de Bolsonaro: genocida! Seus atos estimulam a reprodução do vírus que está matando milhares. Por isso, Bolsonaro não é um assassino comum. É um genocida.

O país derrete no colapso hospitalar e sanitário. Todos os dias são de despedidas. Para não adoecer de Brasil, temos que expressar nossa indignação. Neste texto, usei 11 vezes o termo genocida. E peço que você repita comigo, escandindo as sílabas: GE-NO-CI-DA!

08
Mar20

Elas nunca fraquejaram

Talis Andrade

bolsonaro mulher .jpg

 

 

por Fernando Brito

Um sujeito que se refere à filha mais nova como resultado de “uma fraquejada” não precisa e mais nada para sublinhar sua misoginia.

Mais que ninguém, porém, as mulheres provaram o quanto são fortes, sendo sempre a maior resistência àquele que pregava o ódio e a intolerância.

É bom lembrar que as últimas pesquisas de 2018, mesmo com toda a “onda” bolsonarista, indicavam que as mulheres rejeitavam mais que aprovavam o candidato.

Portanto, se ele está lá, a culpa é nossa, os homens, entre os quais a maioria tolerou – quando não apoiou – um homem que odeia as mulheres.

A luta feminina pela igualdade de direitos – na educação, no trabalho, na vida social, na liberdade, na escolha política (o voto feminino nem 100 anos tem aqui) – e por ser soberana sobre seu próprio corpo vem de longe e não terminará tão cedo.

Até mesmo no direito à vida, porque há dois anos tergiversam sobre quem matou e mandou matar uma delas, Marielle Franco.

Mas hoje são as mulheres que precisam que os homens que de uma delas vieram não deem nenhuma fraquejada – sem aspas – e se somem à resistência contra o assédio indevido, a opressão e a agressão às mulheres, patrocinadas por esta gente que assaltou o poder em nosso país.

 
08
Mar20

Mulheres protagonizam hoje unidade progressista pela vida, pelos direitos e contra Bolsonaro

Talis Andrade

mulher.jpg

 

 

Mulheres de mais de 50 organizações vão marchar unidas contra os ataques do governo Bolsonaro em todo país, neste 8 de março. Oito partidos progressistas e diversas organizações sindicais, populares, sociais e civis, estarão unidas para enfrentar o projeto ultraneoliberal em vigor no país. Para expressar essa unidade, elas lançaram uma convocatória unificada em defesa das vida das mulheres e dos direitos sociais e trabalhistas.

Mulheres do PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCR, PCB, PDT e PSB assinam o documento ao lado de companheiras de organizações como a CUT, CSP-Conluntas, Intersindical, MST, MTST, MNU, MMM, MML, UBM, UNE,  UBES, UJS, UJR, DEFEMDE e ABLGT, entre outros movimentos, organizações como UJR, RUA, UP, Afronte!, ABL, ANPG, ANTRA,  Artjovem LGBT.

Na abertura do diálogo em relação ao feminismo e religião, destaque para Católicas Pelo Direito de Decidir e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, que fazem parte da marcha unificada e estarão unidas contra a violência e os ataques do governo Bolsonaro.

Também estão presentes os coletivos Círculo Palmarino, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Coletivo Juntas, Coletivo Negro Minervino Oliveira, Coletivo Para Todas e organizações como CONTAG, Feministas Anticapitalistas, Instituto Plurais, Juventude Rebeldia,  MAMA, MMN de São Paulo,  Movimento de Mulheres Olga Benário,  MCONEN, MLB, Rede Afro LGBT, Rede Emancipa de Cursinhos Populares, Resistência Feminista, União de Mulheres do Município de São Paulo e Unidade Classista.

Todas às ruas no dia 8 de março: Contra o governo Bolsonaro e pela vida das mulheres

Em 2018, milhões de mulheres ocuparam as ruas do Brasil para dizer de forma sonora que o projeto político ultraneoliberal e conservador apresentado por Bolsonaro não nos representa e ameaça nossas vidas e nossa liberdade. O movimento #EleNão reuniu mulheres trabalhadoras, do campo e cidade, das florestas, das águas, negras, indígenas, bissexuais, travestis, transexuais, lésbicas, com deficiência, brancas e amarelas que estiveram nas ruas do país contra a rede de Fake News organizada para distribuir mentiras durante o processo eleitoral.

Neste ano, o movimento de mulheres vai às ruas pedir o fim deste governo e lutar contra os desmandos e desmontes praticados por Bolsonaro. Não admitimos as tentativas autoritárias do presidente e seus apoiadores de acabar com as condições democráticas no nosso país.

Por esse motivo, convidamos as mulheres de todas as organizações, coletivos, partidos políticos e movimentos feministas e sociais do país, bem como todas as ativistas independentes, para marcharmos juntas neste 8 de março em defesa da democracia e dos nossos direitos, pela nossa liberdade, pela vida das mulheres e contra este governo conservador, reacionário, racista, machista, xenófobo e LGBTfóbico e que já declarou inúmeras vezes que tem o movimento de mulheres organizado como seu inimigo.

Estamos de pé na defesa dos avanços dos direitos conquistados pela classe trabalhadora que vêm sendo retirados. Vamos lutar contra a violência e o corte de verbas promovidos pelo governo Bolsonaro aos programas sociais, que fragilizam e colocam em risco a vida das pessoas mais pobres. Caminharemos juntas contra todas as formas de violência, pelo direito à diversidade, à autonomia, à liberdade, pelo direito e soberania de nossos corpos, pelo direito de existir.

Somos contra a reforma trabalhista, a reforma da previdência, a Emenda Constitucional 95 que congelou os investimentos públicos por vinte anos e contra a “nova” proposta de reforma administrativa desse governo. Defendemos uma aposentadoria digna, o direito às políticas sociais, políticas públicas que defendam nossas vidas e o direito de viver com dignidade, pois somos nós que sustentamos a maioria das famílias neste país.

Marchamos contra a opressão histórica que silencia mulheres de diversas formas e contra o  machismo, o racismo, a lesbofobia e a transfobia que nos mata todos os dias.

Denunciamos o genocídio e o encarceramento em massa da população negra e indígena. Estamos nas ruas pela vida de TODAS as mulheres, brasileiras e imigrantes

Em cada estado do país iremos ressoar a luta por demarcação de terras indígenas e quilombolas, denunciando os desastres ambientais que vimos se espalhar pelo país, em especial na Amazônia,  Brumadinho e no Nordeste.

Nossas vozes também ecoarão alto em defesa da Petrobrás, em  solidariedade à greve dos Petroleiros e pela garantia da soberania nacional, ameaçada diariamente pela obsessão de Bolsonaro em entregar nossas riquezas e patrimônios para os interesses estrangeiros.

Ocuparemos as ruas em defesa do Estado laico e pelo respeito a todas as religiões e aos que não tem nenhuma, por uma convivência harmoniosa e respeitosa. Lutaremos pelo direito à pluralidade de vozes, em defesa de todas as formas de organização da classe trabalhadora e da sociedade civil.

Nós não esquecemos que, há dois anos, foi executada Marielle Franco, parlamentar mulher, negra, favelada, que amava mulheres e era de esquerda. Marielle foi assassinada pelo projeto político que representava em seu próprio corpo e até hoje não temos respostas. Exigimos justiça para Marielle e punição aos mandantes de seu assassinato.

Atentas, mobilizadas e organizadas para defender o Brasil e o nosso povo, neste mês de março mostraremos toda a nossa força. Convidamos todas a se somarem aos atos convocados em todos os estados do país neste dia 8 de março, Dia Internacional de Luta da Mulher  Trabalhadora. Também nos incorporamos ao chamado dos atos que acontecerão no dia 14 de março, data que marca dois anos da execução da vereadora Marielle Franco, e ao dia 18 de março, quando iremos às ruas em defesa dos serviços públicos de qualidade.

É por nossas vidas, democracia e direitos!

Mulheres Contra Bolsonaro

A democracia não será silenciada! Ditadura nunca mais!

#EleNão #EleJamais

Fascistas não passarão!

Assinam essa convocação:
Ação da Mulher Trabalhista – PDT
PCdoB
PCB
PCR
PSOL
PSTU
Secretaria Nacional de Mulheres do PT
Secretaria Nacional de Mulheres do PSB
UP – Unidade Popular pelo Socialismo
Afronte!
ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Intersexos
ABL – Articulação Brasileira de Lésbicas
ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transsexuais
Artjovem LGBT
Católicas pelo Direito de Decidir
CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
Círculo Palmarino
Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro
Coletivo Juntas
Coletivo Negro Minervino Oliveira
Coletivo Para Todas
CSP-Conlutas
CUT – Central Única dos Trabalhadores
EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero
Feministas Anticapitalistas
Intersindical
Instituto Plural

Juventude Rebeldia
MAMA – Movimento de Mulheres da Amazônia
Marcha das Mulheres Negras de São Paulo
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento de Mulheres Olga Benário
Movimento Mulheres em Luta
MCONEN – Mulheres da Coordenação Nacional de Entidades Negras
MLB – Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas
MNU – Movimento Negro Unificado
MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Rede Afro LGBT
Rede Emancipa de Cursinhos Populares
Rede Feminista de Juristas – DEFEMDE
Resistência Feminista
RUA – Juventude Anticapitalista
UBM – União Brasileira de Mulheres
UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas
UNE – União Nacional dos Estudantes
UJR – União da Juventude Rebelião
UJS – União da Juventude Socialista
União de Mulheres do Município de São Paulo
Unidade Classista

 

08
Mar20

Elas nunca fraquejaram

Talis Andrade

 

bolsonaro mulher .jpg

 

 

por Fernando Brito

Um sujeito que se refere à filha mais nova como resultado de “uma fraquejada” não precisa e mais nada para sublinhar sua misoginia.

Mais que ninguém, porém, as mulheres provaram o quanto são fortes, sendo sempre a maior resistência àquele que pregava o ódio e a intolerância.

É bom lembrar que as últimas pesquisas de 2018, mesmo com toda a “onda” bolsonarista, indicavam que as mulheres rejeitavam mais que aprovavam o candidato.

Portanto, se ele está lá, a culpa é nossa, os homens, entre os quais a maioria tolerou – quando não apoiou – um homem que odeia as mulheres.

A luta feminina pela igualdade de direitos – na educação, no trabalho, na vida social, na liberdade, na escolha política (o voto feminino nem 100 anos tem aqui) – e por ser soberana sobre seu próprio corpo vem de longe e não terminará tão cedo.

Até mesmo no direito à vida, porque há dois anos tergiversam sobre quem matou e mandou matar uma delas, Marielle Franco.

Mas hoje são as mulheres que precisam que os homens que de uma delas vieram não deem nenhuma fraquejada – sem aspas – e se somem à resistência contra o assédio indevido, a opressão e a agressão às mulheres, patrocinadas por esta gente que assaltou o poder em nosso país.

amarildo mulher bolsonaro.jpg

 

08
Mar20

No Brasil, ser mulher nos transforma em alvo de ataques

Talis Andrade

mulher ele nao.jpg

 

Tem gente que vê graça em linchamento misógino; o que achariam se a piada fosse com a filha deles? 

por Patrícia Campos Mello

Como diz o clichê, uma imagem vale mais do que mil palavras.

Quanto valerá uma foto em que uma mulher aparece pelada, de pernas abertas, em cima de uma pilha de notas de dólares, chamada de piranha? E uma em que o rosto dessa mesma mulher aparece com a legenda: “Folha da Puta — tudo por um furo, você quer o meu? Patrícia, Prostituta da Folha de S.Paulo — troco sexo por informações sobre Bolsonaro”? E outra em que essa mulher —sempre a mesma— aparece com a frase: “Ofereço o cuzinho em troca de informações sobre o governo Boso"? 

 

 

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Dois memes exemplares das informações misóginas, safadas e covardes, espalhadas por Jair Bolsonaro & filhos senador, deputado federal e vereador do Rio de Janeiro. Talis Andrade

 

Peço desculpas pelas palavras grosseiras, mas estou apenas descrevendo alguns dos incontáveis memes que eu recebo todos os dias, que são compartilhados por milhares de pessoas pelo WhatsApp, Facebook, Twitter e Instagram. É o meu rosto e o meu nome que estão nesses memes.

Tem gente que acha isso engraçado. Como disse um blogueiro governista, isso não é um ataque a jornalistas, é apenas uma maneira de tirar sarro, “que falta de senso de humor”. Um humorista que imita o presidente Jair Bolsonaro também se matou de rir e ainda debochou das reações, imitando choradeira.

Será que esse pessoal acharia graça se essa “piada” fosse com a irmã, a mulher ou a filha deles? (Continua)

 

 

07
Mar20

Um Dia da Mulher por democracia e direitos, contra o bolsonarismo

Talis Andrade

ele nao diz mona .jpg

VERMELHO

Editorial

 

O Dia Internacional da Mulher neste 8 de março de 2020 transcorre em uma conjuntura de retrocessos que remontam à origem dessa celebração. A luta pelos direitos e emancipação das mulheres se eleva diante da realidade imposta desde o início da presente crise do capitalismo. Ao jogar o seu ônus nos ombros da classe trabalhadora, o sistema faz as mulheres sofrerem o maior impacto.

São conhecidas as condições que oprimem as mulheres de um modo geral, que se relacionam com a sobrecarga de trabalho. As múltiplas jornadas, os serviços mais extenuantes e as remunerações inferiores são algumas das causas que fazem a mulher ser super explorada. Elas vêm da ideia de subjugar a mulher, que surgiu com os sistemas de exploração de classe.

O processo histórico que impôs tênues limites à essa ideia, nunca aceitos como avanço civilizacional pelas ideologias das classes dominantes, passa por uma onda regressiva de enormes dimensões. Na equação de, politicamente, fortalecer o capital para enfraquecer o trabalho, surgem as ondas reacionárias que pressionam no sentido da regressão civilizacional, como o ódio aos imigrantes, os preconceitos, a misoginia e o feminicídio.

No Brasil, desde a campanha que elegeu Bolsonaro se intensificou a onda obscurantista que se levantara com a marcha golpista e que trouxe toda essa miscelânia de mazelas sociais. A mulher foi fortemente atingida. Além da perda de direitos sociais e trabalhistas, o culto ao machismo, que começa pelo presidente da República, disseminou a violência de gênero, instituindo a barbárie, em geral impune.

As mulheres, sabendo da ameaça representada por Bolsonaro, na campanha do segundo turno das eleições de 2018 organizaram o movimento “Ele não!”, uma gigantesca mobilização de massa. A experiência permite constatar que existe, na sociedade em geral, uma forte indignação com a situação criada pela ascensão da extrema direita. O recente caso dos ataques às mulheres jornalistas também mostrou essa revolta.

São ações importantes, que devem se transformar em novas atitudes de repulsa ao bolsonarismo, tendo como meta principal, nesse momento, a defesa da democracia. Ao atacar os fundamentos constitucionais do país, o governo visa a consolidação do seu projeto de poder, incompatível com o regime de garantias de direitos políticos, sociais trabalhistas. Combater essa onda obscurantista significa defender o direito de todas as brasileiras e de todos os brasileiros.

É aí que se insere a defesa dos direitos da mulher como ponto essencial da luta popular no enfrentamento com o bolsonarismo. Não se pode falar em democracia e garantias legais e civilizatórias sem considerar essa premissa. A história do 8 de março comprova que nunca houve progresso social sem que os direitos da mulher constassem na agenda das primeiras prioridades. Foi assim que surgiram conquistas como o direito ao voto e reconhecimento pelas Nações Unidas, após a Segunda Guerra Mundial, da igualdade de direitos entre homens e mulheres.

ribs bolsonaro mulheres.jpg

 

22
Fev20

Carnaval do Fora Bolsonaro tem até Moro na cadeia

Talis Andrade

Vídeo incorporado

247 - Festa mais tradicional do Brasil, o Carnaval já leva em seu primeiro a política para as ruas em manifestações contra o governo Jair Bolsonaro.

No Twitter, a hashtag #CarnavalDoForaBolsonaro alcançou um dos principais TTs - Trending Topics, ou Tópicos de Tendências, em português.Image

Uma das principais imagens é a de Bolsonaro fazendo sinal de arminha, na Sapucaí pela Acadêmicos de Vigário Geral.

Os foliões também protestaram contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que aparece encarcerado em alegoria de bloco de rua.

Em Salvador (BA) e pelas ruas do Recife (PE), os foliões entoaram o já tradicional “eih, Bolsonaro, vai tomar no c*”.

Também foram vistas fantasias, como a das “barbies fascistas”, que circularam pelas ruas do Rio de Janeiro.

Ano passado, Bolsonaro criticou o Carnaval e causou polêmica ao publicar um vídeo obsceno na internet, com o golden shower, que, na tradução literal, significa "chuveiro dourado", que é o ato de urinar no parceiro durante o sexo. O vídeo repercutiu no mundo. Depois, Bolsonaro perguntou o que era golden shower. 

 

 

 
16
Fev20

Moro e Bolsonaro são uma coisa só, diz Rosângela Moro

Talis Andrade

demonio -da-bozomania.jpg

 

A empresária de eventos Rosângela Moro, esposa do ministro da Segurança Pública, Sergio Moro, diz que seu marido e Jair Bolsonaro representam uma coisa só. “Eu não vejo o Bolsonaro, o Sérgio Moro. Eu vejo o Sérgio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”, afirmou, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

Disse o certo. No dicionário, coisa tem as seguintes palavras semelhantes:

bolsonaro demonio.jpeg

 

 
diabo
 
anhanga ou anhangá
 
anhanguera
 
arrenegado
 
azucrim
 
besta
 
bode-preto
 
bute
 
cafuçu
 
cafute
 
canhim
 
canhoto
 
cão
 
cão-miúdo
 
cão-tinhoso
 
capa-verde
 
capeta
 
capete
 
capiroto
 
cifé
 
coisa à toa
 
coisa-má
 
coisa-ruim
 
cujo
 
debo
 
demo
 
demônio
 
diá
 
diabo
 
diacho
 
diale
 
dialho
 
dianho
 
dragão
 
droga
 
ele
 
excomungado
 
fute
 
gato-preto
 
grão-tinhoso
 
indivíduo
 
inimigo
 
lúcifer
 
maldito
 
mal-encarado
 
maligno
 
malino
 
malvado
 
mau
 
mofento
 
mofino
 
não sei que diga
 
nem sei que diga
 
pé-cascudo
 
pé de cabra
 
pé de gancho
 
pé de pato
 
pé de peia
 
pero-botelho
 
pedro-botelho
 
porco
 
porco-sujo
 
rabão
 
rabudo
 
sarnento
 
satã
 
satanás
 
satânico
 
serpente
 
sujo
 
temba
 
tentador
 
tição
 
tinhoso
 
tisnado
 
fute
 
gato-preto
 
grão-tinhoso
 
Qual é a marca da besta? 

moro demonio 666.jpeg

 

 
Que ato falho! “O ministro até brincou esses dias: ‘Ah, vou tatuar na testa que não vou ser o presidente’. O ministro é da equipe do presidente Jair Bolsonaro, dá total apoio para o presidente, inclusive no futuro aí, na reeleição”, disse Rosangela Moro.
 

Não sabemos muito sobre a marca da besta, mas a Bíblia nos dá algumas informações principais:

  • Será colocada na testa ou na mão direita
  • Será o nome da besta, ou o número de seu nome - 666
  • Será sinal que a pessoa adora a besta

 

 
 
17
Set19

Música #MulheresContraOCoiso

Talis Andrade

Quem recorda o áudio lindo, nos grupos de WhatsApp, com uma mulher cantando que são elas, as mulheres, que não vão deixar ele vencer?

frida-kahlo-feminicidio.jpgUmas facadinhas de nada (“Unos quantos piquetitos!”), de Frida Kahlo, 1934

 

Ele é o olho roxo

De quem não caiu da escada

Ele é a violência

Escondida na piada

Ele é aquele aperto nojento

Na condução

Ele é a Casa Grande

Rindo da escravidão

Ele é o país na contramão

Da caminhada

Ele é o patrão

Violando a empregada

 

Ele é o nosso salário

Um terço mais baixo

A política do ódio

Covardia, esculacho

\A política do ódio

Covardia, esculacho

A barbárie de farda

Berrando no palanque

A hipocrisia mais truculenta

Ele é a mão suja de sangue

Que se diz

Ungida de água benta

 

Ele é o atraso

Que país nenhum

Merece ter

E nós somos as mulheres

Que não vão deixar ele vencer

 

 

18
Ago19

Após sete meses, Damares não gastou um centavo com a Casa da Mulher Brasileira

Talis Andrade

Apesar de orçamento de mais de 13 milhões de reais, ministra não desembolsou recursos para o programa de atendimento a mulheres vítimas de violência

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